Infelizmente os nossos projetos não foram eternos
Apenas as certezas que tocam as mais rijas estruturas podem ser capazes de produzir dúvidas saudáveis. Apenas quem
amou pode, dentro das possibilidades mais vivas, sentir o corpo desenvolver um sem par número de expressões – mesmo as que, de tão amargas, ousaram perturbar a viva fronte!
São estes os soltos sons. São estas as palavras de arrependimento. São estes
os contornos críveis que estabelecem as mais profundas e pequenas manifestações
de
amor. Amor seco, amor fugaz, amor que ousou romper as barreiras da distância – porquanto sentira a necessidade, premente, de conduzir o riso frouxo aos mais edificantes projetos que, em vida, pensara que fossem ser eternos. Caíram as
colunas. Caíram as mudanças que inda exercem profunda influência sobre este corpo tolo, delicado, por vezes insuficiente.
Faltou-me coragem, confesso. Faltou-me, também, a prudência para dizer
aos outros que se afastassem. Um casal. Duas pessoas. Apenas e tão-somente entre elas é que se pode demonstrar, com serenidade, o riso vivo – ou, nos acontecimentos mais fortes, faces outras que demonstramos apenas nos momentos mais sérios que a vida impõem.
Ariscar faz parte, também, dos amantes. Arriscar é cumprir à risca os detalhes que insistem em aparecer. Arriscar é, simplesmente, domar o medo e seguir em frente – mesmo quando a adversidade, inerente ao risco, impõem determinações nada comuns.
Os amantes sofreram. Sentiram pesar sobre os ombros as mais inferiores e particulares considerações. Os amantes são imprevisíveis. Dos beijos aos mais ásperos comentários que a reta razão humana, por prudência, oculta – quiçá para não ofender!
Mas é preciso dizer tudo – mesmo que ofenda. Senão, os relacionamentos seriam, no todo ou em parte, híbridos, comuns... sem expressão.
Este é o detalhe que escapa aos olhos daqueles que se dizem mais preparados. Ter experiência de vida, observo, não é sinal de sabedoria. Afinal, uma criança de cinco anos, por vezes, é mais madura do que aquele que possui cinqüenta.
Até mesmo os mais centrados sofrem as agruras que o amor estabelece. Até mesmo os mais sensatos constroem – com graves erros de cálculo – os alicerces do que, para eles, representa a perfeição. Perfeição que atende pelo nome de relacionamento.
Eu não sei quanto a vocês, de verdade: apenas entendo que
amar é, simplesmente, divino. Contudo, saber administrar o amor é tarefa para
raríssimas pessoas. E elas, mesmo assim, têm medo – porquanto não sabem se estão a trilhar o mais correto dos caminhos. A mansidão toma conta do meu corpo, agora. A mansidão chega com o sono. Os olhos meus já manifestam, sem sombra de dúvida, o habitual cansaço. E a poesia, naturalmente prisioneira, está aqui – sem saber o que dizer àquele que, mesmo fatigado, insiste em escrever!
Dormir, neste momento, não é sinal de sabedoria. Dormir representaria adiar, por um certo período, o confronto – benéfico – inevitável. Dormir é
a expressão que provisoriamente acalma os ânimos. Eu, aqui; ela, na sua respectiva cidade.
Se o aprendizado restou, ouso afirmar que sou, então, um homem melhor. Se o aprendizado nos faz amadurecer, mesmo quando percorremos os mais áridos caminhos, é sinal de que estou – em tese – no caminho certo. Mas uma coisa é precisa neste caso: dói aprender desta maneira! (Adriano Guia Ferraro, 31, 22/12/2006, SANTOS / SP / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 01h05 PM
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Minutos, horas... para sempre! 03/07/2006 16:33 Eu via a rosa. Trocou o silêncio pelas palavras mais belas. Eu via a rosa. Devorou-me, entregou ao mais intenso sonho a possibilidade - concreta - de amar. Eu via rosa. Sedosa, carinhosa, única - porquanto amei a intensidade do verbo amar! Vi Simone. Mulher delicada, precisa, viva por dentro e por fora. Devora-me, construa ao nosso redor a muralha que sempre esperamos encontrar. A poesia dos verbos, as ígneas e simples mudanças de postura, a necessidade que nos move - porquanto aprendemos a tecer um sem par número de movimentos (eles, conforme dissemos, estão ali... adormecidos!). Um ao lado do outro. Nossas pernas, nossos gestos, nossos gemidos que tecem a crível manifestação de felicidade - hoje, confesso, regra em minha vida! As expessões que o corpo esboça, as ásperas estradas que iremos desbastar, os contornos que determinam um sem par número de condições - condições essencias à vida, expresso! Os significados que tocam minh'alma, as estruturas que ousei construir, as linhas e as medidas que encontram no amor a resposta para os males mais intensos. É necessário construir os alicerces e deixá-los rijos. É necessário porque a vida tem seus caprichos. E derrubá-los, em nome dos mais verdadeiros sentimentos, é sinal mais que evidente - diria perturbador! As místicas construções, os ciclos que se alteram a cada instante, a ninfa que tocou o meu coração. Movimento-me. Dialogo, pela vez primeira, com os mais firmes momentos - momentos raros (tão únicos que os decifro a toda hora!). Minhas simples expressões, minhas palavras íntimas, meus modelos que anunciam a possibilidade de algo real - pela vez primeira! Estes canhestros versos, estas estreitas palavras, estes encontros que somente o amor proporciona. A imegem mais que real, os sonhos, as luzes mais fortes... À noite, quando os corpos se encontram, o riso - vivo - é o reflexo de que tudo é possível. Amo-a, Simone! (Adriano Guia Ferraro, 30, 03/7/2006, Passo Fundo / RS / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 08h44 PM
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Projetos, futuro, vitória 03/05/2006 07:19 Linhas, tumultos, expressões e nuas mudanças que informam parte deste riso parcialmente destruído. A sensação de independência, os limites mais que intensos, a poesia que devora o riso e fortalece a tola e incerta mudança de humor. Os risos, as fortes conquistas, as palavras e os movimentos que ouso desenvolver ao lado de quem amo - porquanto tocar a rosa nua, repleta de significados, é a expressão mais firme, o grito mais belo, a simetria mais completa. Estes são os detalhes que enxergo. Estas são as manifestações de angústia que encontro ao seu lado. Poemas, jornais, limites e serenas sensações que golpeiam a face e tocam os significados mais belos. Quisera responder aos mais intensos movimentos. E, neste momento, o faço - porquanto aprendi a dar valor aos mais íntimos passos (conquistados de maneira nada comum!). Amo as seguras demonstrações de afeto. Amo as primeiras inovações que o corpo fabricou. Pela vez primeira posso combater, sem o auxílio de qualquer alopatia, os reveses que surgirão. E vencerei - tenho certeza! É preciso criar resistência e compreender a dimensão deste novo mundo. É preciso considerar que o corpo precisa experimentar certa dose de liberdade - vez que durante um considerável número de anos fiquei preso em mim mesmo (alheio, inclusive, aos mais íntimos desejos!). Contudo, esta postura castradora, quiçá imposta pelo excesso de zelo dos pais, fez com que ousasse desbastar as mais resistentes muralhas - mesmo que veladamente! Novo. Pronto para lidar com detalhes esguios, com as mais várias nuanças, com a vida - por assim dizer! E posso tudo, agora, porque ousei construir ao meu redor um detalhe diferente. Detalhe tão intenso que ofusca qualquer argumentação (por mais viva que seja!). À noite, seremos apenas nós - a construir, um ao lado do outro, bases definitivamente rijas! (Adriano Guia Ferraro, 30, 03/5/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h21 AM
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Descobertas 02/05/2006 06:45 Um dia intenso, uma forma de amar, o riso que toca a fronte cansada e estabelece um sem par número de expressões - expressões vivas (porquanto sentir o amor é algo que não posso descrever!). Os depoimentos que tocam o corpo bruto desenvolvem as suas mais intensas cobranças. Exercem influência, desenvolvem prefácios (edificantes, observo), concluem que é necessário construir a viva e intrusa forma de amar. Este impulso íntimo, estas arestas que são aparadas, estes detalhes tão precisos que envolvem o corpo e submetem a alma às mais vivas provações. Estamos aqui. Um a olhar para o outro. Minhas pernas confundem-se com as suas e não vejo nada de errado nisso. É um sabor indescritível estar no outro - mesmo que por breves momentos. É um sabor ímpar acompanhar os passos mais que intensos e desenvolver certas mudanças, certos aspectos que tocam a face nua - a esperar, confesso, pelo beijo da manhã (terno, analiso). As expressões que o corpo faz quando se contrai são únicas. Contraímo-nos, exercemos um controle tão intenso que o corpo, agora em êxtase, conserva dentro de si as mudanças mais que produtivas - diria para além d'alma! Ouso estar aqui, ao seu lado. Ouso porque em determinado momento as luzes mais sinceras pousaram sobre a fronte e esclareceram a boa nova: amar, observo, independe da distância. Amar é força que consome o corpo e o impulsiona para além a vida - este dom tão raro! Quisera compreender os gestos mais que intensos. Sou humano. E por isso sinto a necessidade de pintar o mais belo dos quadros - mesmo sendo incapaz de retratar a mais bela das flores. Contudo, faço-o através da poesia - movimento, intensidade... mudança de postura! As mínimas e secretas paixões hoje dão lugar aos gestos mais que reais. Os meus abismos estão sepultados. Posso dizer que a minha caminhada será mais suave porque tenho você, Simone! (Adriano Guia Ferraro, 30, 02/5/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h47 AM
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Segurança 01/05/2006 08:39 A estrutura viva, as condições primárias que devoram os pactos e os minutos, e as fantásticas histórias. Estes projetos, estas formas fortes, estes contrastes que minimizam qualquer movimento em falso. Vivo, finalmente. Os olhares teus, devoradores, são fortes o suficiente para conduzir o corpo meu aos lugares mais seguros. Amar o amor, sentir a poesia, construir os vivos gestos e reagir ao menor dos impulsos. Devemos apenas a nós esta nova mudança. Devemos apenas a nós a vitória conseguida. Um acreditou no outro - porque sabíamos da necessidade de vencer! Os olhos mais que íntimos, a figura da mulher que me devora, as sensações que passo a observar após os mais intensos diálogos - como se fosse preciso dialogar com a pessoa que amo. Amar os vestidos mais lindos que a nua ninfa coloca, amar as erupções que enxergo pelo corpo (porquanto o amor, vivo, é forte o suficiente para nectarizar os amantes), amar as demonstrações de afeto - mesmo aquelas que tocam a face trêmula (resultado do pranto incontido!). Estes sinais são belos em essência e passo a cultivá-los de uma maneira bem especial. Estes sinais são tão belos que os carrego comigo. Sentir, amar, demonstrar o afeto que percorre o corpo ao menor sinal de instabilidade. Amar é preciso porque sentir o riso tocar a face sisuda não tem preço. Face amargurada. Face que esperou o amor por mais de dez anos. Passei a escrever, inclusive, que o poeta não foi talhado para sentir a recíproca do amor - porquanto minhas dores, nuas e existenciais, conduziam-me ao abismo. Ele era frio, arenoso, sem cores. E ousei, mesmo debilitado, caminhar. Encontrei novas cores. Cores primárias. Dignas, observo, do artista que toca o pincel e deseja, avidamente, captar a cor mais que perfeita. As sensações que estão ao lado do poema são únicas. As sensações, Simone, mantiveram-me vivo! (Adriano Guia Ferraro, 30, 01º/5/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 01h12 PM
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Sentir, amar... poesia 30/04/2006 08:56 Segredos, palavras mágicas, palavras que tocam a essência d'alma e dialogam de maneira mais que viva. Os olhares delicados, as sensações mais que tênues, as seguras demonstrações de afeto - presas à intensa e viva forma de amar! Amo-a. E por isso demonstro os gestos que aqui posso enxergar. Amo-a. E por isso minhas impressões, gravadas no peito, foram feitas com os mais diversos materiais. A poesia, a demonstração ígnea, os projetos e as escadas, e os limites, e os encontros que tocam a face e desejam construir parte deste inexorável projeto em vida - a vida que sonhamos, a vida que descrevemos... a vida por ser viva! Ouso caminhar ao teu lado. Compreendemo-nos, desafiaremos os limites, tocaremos a impressão mais que real e seremos nós - a depender desta troca (a depender um do outro, tão somente!). Estes são os pactos que faço. Estas são as conquistas que encontro. Nossos olhos, nossos gestos, nossas caminhadas, os poemas e os posteriores sinais que a vida viva ousará construir. Somos nós. Somos homem e mulher à procura da identidade há muito perdida. Somos nós - intrusos e ao mesmo tempo descendentes dos mais vivos depoimentos. Amo-a, Simone! As impressões reais que tocam a alma não são feitas do pífio material - como querem os medíocres que não sabem se colocar. Nossa história é mais ígnea, é mais forte. Diria para além dos gestos vivos, para além das conquistas imediatas... para além do amor. As serenas condições, os ensaios que fiz, os pontos e as verdades que timidamente tocam o solo e consagram a vitória - mesmo antes das empreitadas. É complexo pensar assim. Contudo, para quem ousa é deveras simples (porquanto converteremos a impressão áspera em seda mais que macia!). A vida é feita do áspero material. Transmutá-lo é uma arte, observo. Simone: nossas vidas têm um significado, a saber, amar sem mistificações! (Adriano Guia Ferraro, 30, 30/4/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h57 PM
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O nosso começo 29/04/2006 07:22 Estas linhas intensas desenvolvem um certo minuto de angústia. Normal. Algo vai acontecer. Algo positivo, vivo, definitivo - porquanto caminhei em direção a esta nova mudança (viva em minh'alma!). Preciso dos gestos teus. Preciso desenvolver um sem par número de construções e cuidar para que os planos sejam os mais expressivos, os mais delicados, enfim, fortes para suportar a grande mudança - saudável pelo menos para mim! As intensas necessidades, os contornos mais que vivos, as épocas e os relativos temores que caminham lado a lado com o poema - esta forma bela que devora quaisquer manias (inclusive as destrutivas!). Estamos aqui - um ao lado do outro. Seremos melhores, lutaremos contra as adversidades, ergueremos muralhas - sem, no entanto, cercar as mais belas paisagens! Apenas seis dias. Um histórico momento. Momento que ficará para sempre em minh'alma. As linhas mestras, as estratégias, os movimentos que o corpo ousou desenvolver. Pedaços intensos, linhas íntimas, épocas que finalmente poderei tocar. O que era distante transmutou-se em proximidade. Basta, agora, sentir os movimentos mais vivos e estabelecer novos rumos - apenas os saudáveis, observo! Era esta a consciência que precisava. Era esta a consciência que faltava. Os braços vivos, as pernas rijas, a alma presa à forma mais que real - diria sublime (porquanto encontrei, a bem dizer da verdade, a ninfa dos meus sonhos!). Devora-me, estabeleça sinais e relatos vivos que façam de mim um homem melhor. Acordar ao seu lado, sentir os passos teus, desenvolver os nossos projetos de felicidade. Seremos o resultado de algo belo, definitivamente íntimo! As mínimas sensações, as construções que irão devorar os passos mais que elementares... nossas vitórias. Encontramo-nos, finalmente! A bem dizer, viva simetria, nossa feliz história irá apenas começar! (Adriano Guia Ferraro, 30, 29/4/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h24 AM
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Apenas nós 28/04/2006 08:16 Seccionar a distância apenas no momento exato. É preciso ter equilíbrio - comando imperial (diria específico em essência!). Os nomes, os sonhos mais delicados que pousam sobre o corpo e estabelecem novas mudanças, novos começos, sinais que sempre busquei. À noite, os passos não soam em falso. Representam a possibilidade de algo verdadeiro - porque deixei na cama as lembranças que tocavam e maltratavam o poeta. Hoje sou melhor. Homem para além dos anseios e das necessidades primárias! Tenho-a ao meu lado. Sou de titânio porque a outra metade, também do mesmo material, está comigo. Somos, a bem dizer, indissociáveis! Pertencemos um ao outro! As estradas, as figuras de linguagem que podem muito bem aparecer, os contornos, os abismos, as elementares direções que reagem ao menor dos sinais. Cá estou. Homem que sente o corpo tocar a simetria e compreender os gestos mais que reais. Cá estou. Homem que descobriu as mais serenas mudanças - porquanto resolvi amar a etérea mulher (devoradora dos meus sonhos mais intensos!). Este sou eu: homem que busca o ideal de vitória e que nasceu para vencer. Contudo, para que isto aconteça é necessário que esteja ao meu lado. As dimensões elementares, os vínculos progressivos, as certezas que nos alimentam - bem como as dúvidas (saudáveis em qualquer momento da vida!). Sou apenas o resultado do desejo que corre sob as veias e estabelece que é possível vencer - mesmo quando os amigos mais próximos diziam que era suicídio tentar algo definitivamente novo. Não os culpo porque também os parentes mais próximos afirmaram a mesma coisa. Reagir foi preciso - mesmo que o preço tenha sido deixar a cidade que tanto amo. Ela, ou melhor, as pessoas que a administram, não conduzem com seriedade os objetivos estampados em sua bandeira. Não importa. Sou feliz. Estou ao lado de quem amo. E vencerei! (Adriano Guia Ferraro, 30, 28/4/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h17 PM
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Amor, certeza, vitória 26/04/2006 13:16 A viva mudança é forte porque utiliza o peito como aquele que propala a boa-nova. As insinuações, agora concretas, despertam o corpo e utilizam - a bem dizer da verdade - os mais intensos e solidários momentos de felicidade - devoradora de homens, confesso! Os contornos, as arestas agora definitivamente planas, os ensaios que a nudez humana constrói - porque ousei, bem sei, construir ao meu redor alicerces definitivamente de titânio (material rijo, feito pelo engenho humano!). Porém, bem sei dos reveses que a previsibilidade humana pode desenvolver. Contudo, arriscar-se na vida, este dom precioso que apenas nós temos consciência, é preciso - porquanto prostrar-se revelaria fragilidade. Vou e sei dos meus motivos. Vou para encontrar o amor. Vou porque minhas hipóteses fundamentam a possibilidade crível de algo intenso, concreto. O amor vivo, a profissão parcialmente concretizada, os movimentos que passo a enxergar - porquanto foi necessário amadurecer, mesmo que tardiamente! As lições mais nobres, o encanto com o novo, as promessas sérias que ousam consumir o amor e elevá-lo à de perfeição (elemento por nós desconhecido!). Ouso construir minhas seguras pontes. Ouso compreender as estradas mais belas - bem como as tortuosas. É preciso, porém, ingressar na estrada e tocar o corpo para que sensação seja forte - diria febril, nua mulher! Estendo os braços parcialmente largos e construo a necessidade de estar ao seu lado. Ergo as palavras, as sentenças, os definitivos instrumentos de febre - posteriormente convertidos em necessidade (ela que pulsa, reclama e constrói a justeza dos mais firmes depoimentos!). Tomo-a em meus braços, Simone! Tomo-a porque preciso sentir a necessidade tocar o peito e elevar a alma. Por isso, maviosa simetria, encontro nos braços teus a segurança de que necessito! (Adriano Guia Ferraro, 30, 26/4/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 05h18 PM
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Construções 25/04/2006 07:26 Fases nuas, contornos específicos, estáticos limites e contusos projetos que caminham lado a lado com o poema. As estradas secas, os covardes insultos que timidamente dão lugar aos mais incertos relatos que a previsibilidade humana ousou constatar. Apenas os trechos, as ruínas, os nomes fáceis que estabelecem a provável síntese - a síntese que devora o corpo e constrói, ao lado d'alma, relatos de febre, de gula e jejum. Os sinais que constroem o amor são fortes há muito tempo. Os sinais que tocam os corpos que amam ousam devorar os maus resultados - porquanto é possível, a bem dizer da verdade, ouvir e descobrir o que de nobre existe. A concretude dos argumentos, a necessidade primária, os elos e as pegadas que são deixados ao lado do nu solo (para, assim entendo, caminhar em direção aos concretos impulsos [tão raros em outrora!].). Amo o amor, a amada, os olhos, os gestos, o todo. Por isso minhas mãos, hoje trêmulas, conversam mais que os meus lábios. Por isso que minhas pernas, hoje delicadas, apreciam manter-se quietas. São os mais vivos testemunhos que encontrei. São as mais íntimas liberdades que pousaram sobre o meu peito e consideraram a possibilidade - concreta - de reconhecer o amor. Por isso, observo, sou melhor - homem em busca das mais vivas realidades (porque encontrei, após um sem par número de tentativas, a mulher mais que perfeita, a saber, Simone!). A demonstração de afeto, os gestos potentes, as caminhadas e os critérios mais vivos - eles, confesso, pertos d'alma. As linhas mais firmes, os encontros possíveis, as próprias fantasias que anunciam os mais rijos discursos. Colocá-los-ei em prática. Por isso é necessário, também, passos firmes - aliados, é evidente, ao equilíbrio primário. As condições mais vivas, os nefáveis encontros, os nossos poemas. De fato, tocara os instantes mais que precisos! (Adriano Guia Ferraro, 30, 25/4/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h28 AM
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Identidade 24/04/2006 08:24 Estes intensos gemidos, estas conquistas que desdobram os mais ásperos materiais (orgânicos, confesso), estas secretas poesias que alimentam os delírios concretos de um poeta que encontrou (após um sem par número de anos) o amor - este vínculo primitivo. Amor. Simetria que aguça os mais vivos sentidos! Amor. Sinal mais que perfeito e que demonstra a poesia e o sóbrio discurso - tão raro que cativa até mesmo as crianças (mais sensíveis às mudanças!). Amo-a. E aqui estou - a definir, sustento, o sentido que isto representa. As lições mais adoráveis que tive, as simétricas projeções, os olhares volúveis e que demonstram uma certa preocupação. Estamos juntos nisso tudo. Pertencemos, como já tive a oportunidade de dizer, um ao outro - porquanto este sentimento, filho da beleza e da viva forma, seduz e conforta (bem sei) os mais ásperos tormentos - aqueles que estão ali, abaixo do mamilo esquerdo! Somos íntimos, descobrimos nossas ações pois encontramos - a bem dizer da verdade - os mais tênues delírios. Sínteses não cabem neste poema. Sínteses representam, ao menos para mim, insuficiência, apatia... medo. Por isso escrevo e desdobro o poema em possibilidades mil (porquanto ousei, pela vez primeira, amar o amor e sentir o riso mais delicado!). As seguras provações, os minutos que passam, as insinuações que cativam o vate e descrevem, bem sei, os mais serenos limites que a previsibilidade ousou desenvolver. Amo-a, como já disse. Amo-a porque posso sentir o coração acelerar. E isto não tem preço! A vida mais viva, os passos mais leves, as direções que tocam e invadem as certezas mais que latentes. Os impulsos, as caminhadas, as inortodoxas idiossincrasias que descrevem os mais expressivos sinais de liberdade. O amor é livre. E quem ama, observo, também o é! À noite, os sinais mais vivos demonstram que é possível amar! (Adriano Guia Ferraro, 30, 24/4/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h25 PM
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Juntos 23/04/2006 09:08 Sólidos gritos, nuas fronteiras, elos e sinais que tocam as caminhadas dos limites mais que extremos. As cínicas ruínas, os tormentos, a felicidade que me devora. Sou eu, filho da certeza e dos elementos mais vivos - porquanto a vida, este presente mais que ígneo, abriu os braços e, em postura clássica, abraçou aquele que queria sobreviver. Encontrei-a, Simone! Os laços mais nobres, a beleza mais íntima, a raiz dos gestos que define um mil avos do que pode ser denominado amor. Os toques, as linhas, os encontros que os corpos desenvolvem e, segundo entendo, compreendem a necessidade de amar - porquanto somos assim, próximos (diria parceiros d'alma!). Nossos gostos, nossas justificativas, nossos gemidos, nossas conquistas, nossas épocas, nossos prefácios, nossos diálogos, nossas primárias necessidades (aliadas a um sem par número de expressões - todas, confesso, diferentes, para além da alegria habitual!). Somos apenas nós e os verdadeiros amigos! E mais ninguém. Amo as linhas mais tímidas que encontro ao tocar o corpo teu, amo as direções mais significativas, ouso devorá-la - porquanto amar é, também, antropofagia! Precisamos um do outro. A distância, hoje percebo, não será algoz. Mostrar-se-á solidária uma vez que somos, indubitavelmente, homem e mulher à procura de algo profundo, sem as considerações que tocam a linearidade dos relacionamentos. Somos melhores. Somos quem precisa do afeto para encontrar o suporte para a vida cada vez mais seca. Não a vida viva, essencialmente pura (mas a vida conduzida pelos seres humanos - algozes, filhos da angústia e do disforme relato!). Este poema fala sobre a vida - particularmente sobre a nossa vida (intensa, forte, inexorável!). Estamos dentro um do outro, observo. Somos homem e mulher e por isso encontramos, um no outro, a possibilidade crível do amor mais que eterno! (Adriano Guia Ferraro, 30, 23/4/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 01h16 PM
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Fortaleza 22/04/2006 13:24 A intensa mulher, os rijos momentos que ousarei tocar, as linhas e os depoimentos - Ãntimos - que monologam e tocam, e compreendem a dimensão do verbo amar - este verbo poderoso! As linhas mestras, os contornos estéticos, as sinuosas mudanças que tornam clara a posição do poeta. Ouso construir sinais, diálogos, fáceis impressões que me devoram - porquanto os gestos mais vivos, prestes a compreender as linhas mais vivas, são feitos com os materiais mais resistentes! Amar, amor, poesia e resultado, e minuto de contemplação - a contemplação mais que viva (diria própria, essencial à vida!). Os gestos teus, de tão Ãntimos, caminham lado a lado com o poeta; os gestos teus, felinos, fitam as necessárias e firmes mudanças - tão especÃficas que devo descrever, a bem dizer da verdade, estes gestos como intensos, fruto do amor que nunca sentira. Nossos toques, nossas fantasias, nossos laços - feitos com a mais pura seda (o tecido dos amantes!). Nossas serenas peças, nossos braços incomuns, nossas estradas - portadoras do material mais seguro (aquele desenvolvido pelo engenho humano!). São estruturas, linhas retas, curvas (sempre mais vivas que a inflexibilidade linear!). Ouso confessar que os passos teus são noturnos. Arrancam-me do chão e tornam este poeta melhor - porquanto um dia, observo, senti o corpo parar! Melhor - para além da inexorabilidade, nua mulher! Os gestos poderosos, as lições intensas, os comandos que governam e impulsionam o corpo para além das necessidades primárias. Melhor. Homem de um sem par número de divagações. Homem que espera e sente os mais complexos gritos - porquanto ousei, a bem dizer da verdade, entregar o corpo, os critérios... minh'alma! Melhor. Definitivamente de titânio.! Minhas presas, minhas forças, meu céu. Inda é possÃvel crer nas idiossincrasias do amor, intensa simetria! (Adriano Guia Ferraro, 30, 22/4/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 05h26 PM
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Nossas recíprocas 21/04/2006 07:25 Estes gestos tão precisos desenvolvem um sem par número de expressões - as expressões que eu, hoje homem mais preparado, sempre procurei. Os sinais íntegros, as nuas formas, os castelos mais próximos que evocam as delicadas e íntimas mudanças - elas, ígneas, tocam os movimentos, as sensações, os poemas evidentemente mais próprios! A poesia dos momentos mais belos, as estradas que simplificam a vida, os vivos ensaios que demonstram a necessidade de construir um apelo mais firme - definitivamente de titânio! Linhas intrusas, rijos desejos, peças e potentes relatos de fé que demonstram a curiosa maneira de enxergar o mundo - ele, intenso, produzido com as mais vivas cores! São estes os sinais que posso, mesmo a distância, desenvolver? Creio que sim, simétrico impulso! As hereditárias mudanças, os nomes nus, as pálidas e sistêmicas criações que percorrem - no todo ou em parte - os gestos mais que reais (diria próprios - porquanto sentir os passos dentro do corpo significa entrega, razão de de estar junto [mesmo que a distância, temporariamente, nos separe!].). São estes os testemunhos que ofereço. São feitos com os materiais mais resistentes que o engenho humano pode encontrar. Alguns, penso, não são daqui. Vieram das estrelas - as mesmas estrelas que inspiram e tocam, e conduzem o poeta para além da sensibilidade (sempre intensa, inquieta... viva!). Amo os gestos teus, sinuosa mulher! Amo as impressões deixadas no corpo meu. Ainda posso senti-las, delicada Simone! As reações mais convincentes, os delírios mais febris, os comuns e extraordinários desejos que tocam a tez e produzem a diferença - tão rara, inconstante, felina! Sibila! Devora-me, Simone! Toque com os olhos e fabrique as mais potentes impressões que o corpo possa suportar! Ouse, surpreenda-me, envolva-me. A bem dizer, os passos teus me acalmam! (Adriano Guia Ferraro, 30, 21/4/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h28 AM
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O eterno riso 20/04/2006 07:31 Tocar o corpo teu, desenvolver certos ensaios, criar e anunciar - à luz dos mais íntimos segredos - palavras e certezas que minimizam a distância mais que evidente. Os sinais, os impulsos, as tentativas, os horrores, as saudades, os encontros, as imagens, os nus apelos, os caminhos - sempre mais fortes, definitivamente maiores que o mundo! Estes ensaios não são específicos, delicados, maviosos. Estes ensaios estão acima das liberdades, dos ideais do homem e da mulher. Amar. Relação forte, intensa, própria - porque consagra, assim enxergo, os passos mais íntimos, as certezas mais ásperas, os momentos mais delicados. Preciso do corpo teu. Preciso sentir as urgentes manifestações e ousar compreender as delicadas e firmes, e poéticas mudanças. Os ombros íntimos, as mãos alvas, os corpo sinuoso, os toques expressivos, nós, amantes - presos em nós mesmos (porquanto ousamos, observo, construir nossas representações e cercar, com o mais rijo dos materiais, o nosso castelo!). Somos imprudentes, somos menina e menino à procura da necessidade primária, qual seja, a felicidade. Os olhos teus, os movimentos teus, as vivas necessidades que testemunham os intensos diálogos - porque amamos, pela vez primeira, o vínculo maior, a saber: a identidade um do outro! Respeitá-la, confesso, é a certeza de que será para a eternidade este vínculo mais que febril. A febre dos poetas, o corpo da nua ninfa, as razões sem razão que contornam parte destes segredos que, de tão íntimos, são guardados aqui, abaixo do mamilo esquerdo. Estes ensaios noturnos, estas conquistas íngremes, estes paradoxos que podem ser resolvidos quando do menor dos movimentos - porque ousei, a bem dizer da verdade, estimular nossas caminhadas para além do vínculo mais que forte, qual seja, o amor. À noite, minhas impressões, inabaláveis em essência, tocam respostas há muito erigidas! (Adriano Guia Ferraro, 30, 20/4/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h33 AM
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