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"Adriano-Poesia"
 


Mas... entre mortos e feridos, finalmente ele resolver aceitar que colocasse o poema MISSIVA! Ainda bem!

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h06 AM
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Às vezes, devo confessar, este blog resolve não publicar o que escrevo? Terá ele, risos, algo contra os meus poemas?

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h05 AM
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Missiva

Concretos alicerces, sensações cruas, pequenos gestos que tocam os sandios discursos, as possíveis mordaças, os amaros resíduos de febre - esta febre cetrina, filha de um sem par número de dizeres!
A crueza das palavras, neste instante, invade, produz certaletargia, corrói o que era para serbelo - evidentemente belo!
Os horrores sentidos, ascríveis mudanças de fúria, os alicerces vazios que contrastam com os joguetes, com as tópicas, com os
gritos presos - simetricamente presos!
Mas açoitar o corpo sem jamais tê-lo visto é sinal de insanidade - a insanidade que certos homens, algozes, apoiam-se

(quiçá para expurgar frustrações ou mesmo incapacidades!).


É preciso considerar, em um primeiro momento, que somos únicos. E escrever, seria violar o bom senso!
Evoluímos, é verdade. O papel, branco, tudo aceita. O papel, hoje virtual - razão desta evolução - é maior

(atinge um indistinto número de pessoas - quiçá portadoras dos mesmos problemas que o inquisidor!).


Sensato seria dialogar. Contudo, preferes dizer, aduzir - com um autoritarismo peculiar - que a sua verdade é suprema, viva,

i-n-e-x-o-r-á-v-e-l!!!


Quiçá esteja certo. Negar, penso, seria corroborar com o pensamento teu. É preciso, porém, resistir, domar este espírito de dezenove anos. A vida ensina. A vida, menino, é mestra!
Eu sei - deve ser a reduzida frase que os teus lábios professam. Faço melhor. Este padrão, notamente americano, é imediato. E o imediato... é falho! Urge considerar, no entanto, que falibilidade não é imediatismo. Se desejares tomar a nuvem por Juno, nada poderei fazer!
Continuemos. As linhas estão acabando. Dois mil e quarenta e oito caracteres! Nada!
Responder por meios de enigmas - falhos enigmas, assim os considero! - talvez seja um meio de defesa.


Paremos por aqui.

Antes, frise-se, é preciso considerar: somos únicos, somos diferentes, somos homens - cada qual com o seu projeto de insanidade.

 Carreguemos nossas próprias rochas!


© Adriano Guia Ferraro,                                 29, 30/12/2004, Santos / São Paulo / Brasil) 12/30/2004 5:07 AM



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h04 AM
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Começar

Estes estreitos laços, estas manhãs insustentáveis, estes risos nus que percorrem os mesmos sinais de loucura. Perco-me, submeto-me às críveis justificativas, aproximo-me do vil espasmo para tentar conter um pequeno resíduo de lucidez - a lucidez que a todos devora, assim compreendo!


Vínculos que ficam,gritos e possíveis minutos de fúria...


As inconseqüentes muralhas, os gemidos nada firmes, as ulteriores justificativas que pairam sobre o corpo nu - quiçá repleto de frustrações - elas que derrubam o poeta e cauterizam, a bem da verdade, a chaga que tanto incomoda!
Motivos incongrutentes, relativos estertores, amargos delírios que tocam os volúveis sinais de febre.


Devo conduzir parte deste sandio minuto de fúria, devo romper com as mesmas idiossincrasias, devo posicionar-me de maneira informe e consumir a delicada e previsível angústia?


Manchas estranhas,sorriso intempestivo, sensações delicadas que percorrem os corpos dos mais sensíveis. Violo-me, aproveito a lacuna para transformar a dor em decadente minuto - o minuto de culpa que sempe ousou traduzir para deste indeterminado estupor coletivo!
Cárceres, ígneos fatores, criações amargas, sandias faces - repletas de significado.
Por um breve momento a matéria informe resolveu produzir um pequeno discurso, uma fantasia - talvez para socorrer aqueles que se encontram sobre o delicado abismo (condutor do suicídio!).


A intenção para este vivo ano é caminhar até a exaustão. A intenção, viva em cada um de nós, é demonstrar que é possível - em determinado momento - reagir, transpor certas muralhas e dizer ao grande mundo que todos nós, habitantes deste lúcido Planeta, deveremos erigir um discurso, uma épica tentativa... e começar de novo.


Não podemos abandonar a expectativa pela metade. Não podemos, também, sugerir permutas ao habilidoso destino.

Não há saída. Há, como passo a enxergar, um minuto anterior às vinte e quatro horas.
Para o novo ano, sejamos melhores!


©Adriano Guia Ferraro

 29, 31/12/2004, Santos / São Paulo / Brasil) 12/31/2004 4:48 AM



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h56 AM
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Pilares

 

Encontrar com os precisos discursos não é tarefa das mais fáceis. O riso frágil, as contínuas e mutantes maneiras de romper com os tristes resíduos de fúria, as sandias maneiras de dizer que o amor - este informe minuto de cólera - produz, no todo ou em parte, um pequeno resíduo, uma farsa produtiva, uma lacuna intransponível - prestes a, assim observo, cauterizar os mesmos ensaios, as mesmas palavras, os ritos que inda conseguem manter-se de pé!
Caem as lúcidas mensagens. Caem os paradoxais acordos, caem as imprevisíveis sensações que monologam de maneira abstrata. Conter os insuficientes delírios, subtrair um mil avos deste sem par número de mordaças, inovar - quando, a bem da verdade, o corpo - escravo do ortodoxo - reluta em abandonar velhos hábitos!
Minh'alma, filha da angústia, do desespero nitidamente cetrino! Estas dispersas imagens, estes conflitos sem voz, estas submissas palavras - sempre próximas de um sonho (ele que invade e degenera o cardíaco e involuntário estertor!).
Não há delírios, estreitos acordos, sinais de fé que caminhem junto com os omissos segredos. As páginas, após graves acusações, transformaram-se. Hoje, preferem o ósculo - delicado em certos momentos e retor por natureza!
Não mais. A inexata fronteira, os vícios que me impedem de continuar, as complexas certezas que amordaçam os sólidos espasmos, as sensíveis poesias, os resultados de um dia nada comum. Sobre a face tranqüila, um grito, uma fábrica de ilusões, um desejo criativo que suporta o peso, a dor, os instantes de febre que correm atrás deste vate - descendente do vil titânio (tão próximo e, às vezes, tão longe!).
Pelos dedos, uma sensação que foge. Não há controle, princípios para seguir, condições - viáveis - que possam sugerir qual o melhor rumo.
As estradas mostram-se vivas, os estreitos minutos...

Confesso: não posso dialogar.

Palavras, sempre firmes, hoje não são mais do que um grito, uma esperança que cai morta sobre o solo nu!


©Adriano Guia Ferraro

29, 29/12/2004, Santos / São Paulo / Brasil) 12/29/2004 4:51 AM



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h58 AM
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Estradas

É incomum esta chaga nua. Os olhos amaros, as secretas formas de amar, os passos - pesados - que recriam certos instantes, certas conquistas, certas maneiras de dizer que os olhos nus são - a bem dizer da verdade - um sinal insano, uma curiosa e delicada poesia - a poesia que a todos, pelo menos uma vez na vida, toca!
Sínteses dispersas, nuanças primitivas, incondicional amor que ousa sustentar parte deste discurso previsível - quiçá herdeiro de um sem par número de situações!
Caem os olhos nus. As justificativas primeiras, os versos insustentáveis, as conquistas cruas que tocam os horrores de um mesmo dia - o dia omisso, filho do medo e do cardíaco sinal de lucidez!
Perco-me, assim observo. O corpo, febril, arma-se, desenvolve - de maneira embrionária - um riso fácil, uma pálida justificativa, um mil avos de um mesmo gemido - aquele tolo, parcialmente tolo!
Relativas mordaças, incondicionais pontos, resíduos e fronteiras, e palavras, e ritos, e monólogos, e espasmos sem forma - próximos, assim posso compreender, da cínica maneira de jogar!
Nossos abismos, nossas inquietas manchas, nossos pequenos delírios de ferro. Caem os pequenos horrores, subtraímos as mesmas mudanças, cauterizamos - no vil aço! - as esperanças de um pequeno prelúdio - mais forte, entendo, que o vulnerável estupor!
A triste e ígnea fortaleza, os residuais projetos que contaminam os imprecisos e delicados sinais, as fronteiras nuas - divididas de modo absoluto.
Os segredos amaros,
as incidentais lacunas,
os pequenos proejtos de fé
que socorrem parte deste sinuoso joguete - sempre mais forte, mais específico (híbrido, por assim dizer!).
Os cárceres sem forma,
as pequenas e inocentes justificativas,
os gélidos critérios que acorrentam os
decadentes distúrbios.
Verbos,
sinuosos contrastes, monólogos
íntimos - estes, bem sei, dispersos pelo nu solo.
Confesso: os gestos teus, fortes o suficiente para domar o vate!


© Adriano Guia Ferraro

 29, 28/12/2004, Santos / São Paulo / Brasil) 12/28/2004 4:39 AM



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h25 AM
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ATENÇÃO "BLOGUEIROS" DE PLANTÃO!!!

ESTES POEMAS, E OUTROS, PODEM SER VISTOS TAMBÉM NO ORKUT (LÓGICO, PARA QUEM FOR CADASTRADO). PARA VISUALIZÁ-LOS, É SÓ ACESSAR A COMUNIDADE Adriano - Poesia.

Um forte abraço a todos(as),

Adriano Guia Ferraro.



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h21 AM
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Do estupor à liberdade 12/27/2004 5:16 AM
Preciso gritar. Este sentimento que me sufoca, as impressões que violam as regras de conduta, os passos - ortodoxos - que tocam, a bem da verdade, um pequeno abismo, uma forma de crueldade, um mil avos deste sinal que poucos conseguem enxergar. Entre os míopes, eu - filho do medo, da angústia, dos horrores que particularmente venho sentindo!
As crises em vida, os sentimentos
nada precisos, as curiosas paixões que
vulneram os menos sensíveis. Esta
fúria de titânio, estes
gemidos sem forma,
estas pequenas mordaças que cauterizam
os insones minutos de fibra. Divido-me,
traduzo - a bem da verdade - os silenciosos minutos, ouso - pela vez primeira - erigir um discurso, mesmo que vago!
Nossas progressivas manifestações de loucura, nossos sandios experimentos, nossas necessidades vitais que percorrem os mesmos rompantes de febre - a febre que a todos devora!
Cárceres intensos, sinuosos minutos de fé, amargos termos, pálidas expressões, justificativas sem forma. A curiosa noite, os toques secundários, as vivas fronteiras que caminham sobre os possíveis momentos. É agudo este desejo. É agudo, também, o insustentável riso, são agudos, por fim, os quebrantos teus, os lamuriosos monólogos, os críveis passos - sempre à procura de um sem par número de rituais!
Químicos prólogos, ensaios tardios, manchas que
procuram os mesmos
impulsos. Sobre a previsível tez, uma fácil impressão; sobre os cardíacos acordos, um nome, uma estreita ligação de sanidade - quiçá, penso, menos preparada para despir os incontáveis minutos de culpa - esta forma, algoz, que ousa - no todo ouem parte - romper com o que de belo existe!
Versos, impactos noturnos,
tolas mudanças que
alcançam os mesmos sinais de
loucura. Sois, aos dias tão previsíveis, a forma, o rito, a imagem que um dia ousei, pela vez primeira, venerar!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 27/12/2004, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h19 AM
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Aos amigos deste BLOG

Permita-me!

Sou Adriano Guia Ferraro, poeta menor - quiçá, em um futuro distante, renomado! Mas a fama, neste instante, não interessa! Interessa estar vivo, compreender o que move o ser humano, este gigante falho!

Devo confessar: fora surpreendido com este "blog" - vez que carrego forte traço de, digamos assim, "tecnofobia". Mas a responsável por este presente, chama-se Linda Maria, assim diz o seu perfil no orkt. Vamos falar um pouco mais sobre ela, poderosa poeta. Sensível, inteligente, sempre tão potente. Resultado: só podia ser poeta! E que poeta! Estranho ainda não ter inserido nada aqui! ; )

Desejo, com todo o afinco, ser professor universitário. É o que mais desejo! Esta profissão, assim entendo, é perfeita, geometricamente perfeita! Moldar os (as) discentes é simplesmente maravilhoso. No entanto, é preciso ter cautela - vez que moldar o aluno é deveras perigoso. Domá-los, jamais! Enducá-los para a vida, sim!

Sou bacharel em Direito e atualmente estou cursando especialização em Direito Público, na Escola Paulista da Magistratura, EPM.

Quando do bacharelado, escrevi...

 



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 05h42 PM
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Continuando...

... monografia intitulada Tratado sobre o sofisma no Direito segundo a Teoria Pura do Direito de Hans Kelsen. Em resumo, coeso resumo: o Direito, além de arte Retórica, é, sem sombra de dúvida, assim entendo, sofisma, mentira, engodo...

O tema deste trabalho monográfico envolve um assunto que venho estudando, humildemente estudando, desde os 15 anos: filosofia, para mim, genuína Ciência! Aprender, para mim, sempre foi sinônimo de esforço, dedicação, t-r-a-n-s-p-i-r-a-ç-ã-o, eterna transpiração (como bem afirmou Ruy Barbosa!).

Atualmente, dedico-me à produção da minha monografia, outra! - risos!, da especialização.

E a vida amorosa? Quando encontrar o amor da minha vida, paixão do meu alicerce, sentir-me-ei melhor - homem, a bem da verdade, melhor - evidentemente melhor! Esta mulher... existe? Sim. No entanto, revelar não posso. Motivo: timidez! A propósito: quem disse que os tímidos ganham as garotas... não sabem o que dizem. Sofremos, tímidos e tímidas de plantão!

Ela, a ninfa que venero, é forte, prudente, admirável. Vestia verde e branco, amaralo... simetria pura! Permitam-me: respeitem o devaneio cognitivo! É preciso, pois, sonhar - com os pés no chão e a cabeça definitivamente nas nuvens!

Bom, no momento é só. Ia esquecendo: ela existe? Sim. Pena que inda não percebeu o quanto eu a amo!

Adriano Guia Ferraro, 29, Diário de um canhestro poeta, Santos, São Paulo, Brasil)



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 05h18 PM
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Encontros 12/26/2004 8:27 AM
Estes esboços de sanidade produzem um quê de liberdade. Os passos, delicados, são fáceis de criar, monologam de maneira comum, invadem - a bem dizer da verdade - critérios, fáceis espasmos, sinais de um tempo quase extinto.
Nossos pactos, amargos, caminham sobre os risos tolos, demonstram que é preciso considerar certas posições, cauterizam - assim observo - os pequenos resultados (sempre mais fortes que o cínico ensaio!).
Vínculos que ousaram ficar ao lado meu, certezas - cruas - que desenvolvem forte apego ao racionalismo, condições íntegras que consomem os serenos discursos - sempre insanos!
Vou-me embora. A crueza dos depoimentos, as estreitas lições de frieza, os comentários vazios e que ousaram cauterizar a chaga, os laços, as secretas mordaças - em nome deste resíduo de fé!
Prólogos cetrinos, fúria amarga, condições de titânio que ousam invadir os passos, as cardíacas sentenças, os espasmos, as mudanças, os delírios de um dia parcialmente nublado.
Quisera a fortaleza primitiva, quisera a sensação pouco ortodoxa, quisera, por fim, os gestos - sempre mais fáceis que o verbo, este constante império!
Dormir ao lado teu,
erigir um pequeno discurso,
condenar parte destes segredos e
romper - assim observo! - com as mais
vivas idiossincrasias - filhas, quiçá, do vil medo!
Complexos fundamentos,
encontros permissivos,
híbridos dizeres que vulneram os mais
sinceros delírios. Nossas maneiras de erguer os sintéticos gritos, nossos
modelos de conduta, nossas asperezas - cada qual, insisto, com os seus quebrantos!
Projeto-me muito mais além. As concretas proporções, divididas de modo ortodoxo, cauterizam nossas esperanças, mutilam - bem sei - os estreitos joguetes, espalham, a bem da verdade, um terço deste temor.
Apenas um riso e nada mais! Esta obtusa maneira de romper com os firmes alicerces, cínica; estes resultados inexpressivos, distantes. Foi melhor assim, tênue e viva nuança!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 26/12/2004, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 04h52 PM
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Mudanças

 

Este amor voluntário, esta força que condiciona o corpo,
estes paradoxos que golpeiam a face trêmula e cauterizam
- no todo ou em parte - os mesmos resíduos.
A simetria dos gemidos teus, a complexa e necessária forma,
os contornos - crus - que vulneram os pequenos e insanos ensaios
- sempre presos à lúgubre e dispersa corrente!
Os momentos ígneos, as fáceis nuanças de vidro,
os potentes encontros que descrevem os gestos,
as palavras, as intensas maneiras de amar.
Ah! Este amor cardíaco!
Posiciona-se, destrói a visível prudência,
encontra um mil avos deste singular arquétipo.
Não posso reagir. Os braços, mortos, rompem com certos alicerces,
traduzem - a bem da verdade - um confuso prólogo,
vulneram as tristes e inexpressivas mudanças.
Os jogos. Sempre tão primitivos! Sempre filhos dos mesmos ensaios amargos.
Nada mais do que um simples acordo voluntário.
As pequenas imagens, descendentes de um sem par número de ações,
cauterizam as chagas, perturbam as frontes evidentemente fatigadas,
fogem - quiçá para nunca mais voltar!
Este belicoso acordo, esta força que a todos comove,
estes gritos que pairam sobre os incansáveis minutos de titânio.
Perco-me. De novo! As sombras que estão sobre os olhos meus,
as pegadas que não enxergo, as rotinas - sempre portadoras dos sandios discursos!
É possível encontrar estes abismos frios?
É preciso, de fato, golpear o rosto - em nome deste novo sentimento
(um sentimento que poucos conhecem!).
A maviosidade os serenos lábios, os encontros assimétricos,
os esboços - cínicos enquanto vivos!
Projeto-me muito mais além, cauterizo as noções de um dia sem par, mobilizo
- aos dias tão frágeis - uma gama de resíduos
(os mesmos que foram perdidos!).
Brincar com o vazio, riscar o chão, deitar-se na areia vil.
Agride a pele, sentencia algo maior, procure - e não ache!
Sobre as possíveis noites, um sonho que tanto procurara;
sobre os braços teus, um nome, uma sensação, um grito de liberdade!

© Adriano Guia Ferraro
 29, 20/12/2004
 Santos / São Paulo / Brasil
12/20/2004 5:05 AM


Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h24 PM
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Descrições

 

 

 Escher

 

 

Que encontrar se os olhos teus monologam de maneira tola?

A firme intuspecção, os horizontes

que caminham com docilidade,

as impressões de fúria que domam

 - em determinado momento –

 o corpo, esta matéria em irreal decadência!


Páginas críveis, intenções nuas, joguetes

 - mais próximos, sim, dos sólidos minutos de lucidez!


Afinal, nua ninfa, é possível realizar os mesmos caminhos de insanidade?

É possível conter esta maneira de amar?

Os vivos estertores, as necessidades vitais,

os sandios pontos em comum - provavelmente hereditários!


Devo encontrar estes quebrantos

que assolam a capacidade de compreensão deste poeta?

Devo romper com os mesmos sinais de angústia?

Devo... mas não posso!

Algo, inexplicável, impede-me, acorrenta

- a bem da verdade - parte deste cru menino.


Não exerço, de fato, influência sobre os outros.

Caminho - eis a solução imediata que pude encontrar.

 Não exerço força para conseguir o que desejo.

Os passos, as constantes mudanças,

os valorosos encontros que desenvolvem

- a bem dizer - as mais secretas prisões

(sempre próximas do crítico estupor!).



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h17 PM
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(continuação do poema Descrições)

Movimento-me, talvez, com discrição.

Há certas mudanças, constatações a fazer. No entanto, o corpo pára

- taLvez porque venha desenvolvendo o frágil projeto de felicidade

(tão raro nos dias de hoje!).


Minhas impressões não são melhores do que as de ninguém.

Minhas impressões, tão somente minhas.


Esboçar as cardíacas formações de fé,

encontrar um sem par número de circunstâncias,

cauterizar - de imediato - a serena mudança de posicionamento.

 

E agora? Que fazer?

Tocar o peito nu, compreender que nada é por acaso,

escrever de modo visivelmente insano?

Não há respostas.

A impressão que fica deixa a matéria em estado de contemplação.

A impressão que fica, sinuosa mulher,

joga com as mais perversas formas de dominação.

 

Um minuto e serei capaz de tomar

- se assim entender - a nuvem por Juno!


© Adriano Guia Ferraro

 

 29, 19/11/2004

 Santos / São Paulo / Brasil

11/19/3030 10:20 AM

 



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h16 PM
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Ecos

Ecos Ecos Ecos Ecos

Escher



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 06h15 PM
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Estes pequenos gemidos não são mais do que gestos,

fragmentos sem condição, prelúdios

que insistem em conter certas armadilhas,

certos espamos,

certas mudanças que inviabilizam os mesmos minutos de fúria.

A cardíaca e decadente notícia,

as constantes e necessárias armas,

os locais-equações (sinônimos de enigmas!).
Passos incongruentes, espasmos íntimos,

intensos valores e gritos, e sensações nada ortodoxas.

Às vezes, parte de um mesmo sinal de fúria

parece querer romper com os mesmos sinais,

com as mesmas lacunas, com os risos...



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 06h13 PM
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Não vejo nada mais além do que a miopia alheia.

Não vejo porque limitado sou - talvez míope também o seja!
Esta cegueira nua, estes ortodoxos sinais,

estas armações de vidro que incendeiam os mesmos gestos,

as mesmas dimensões, os mesmos contornos,

as mesmas paredes - estas, de concreto!
Tísico impulso, sandio estupor, carícias
e passos, e sensações, e minutos, e poemas
que beiram à histeria - quiçá, afirmo, coletiva!
Causa-me certa dor continuar.

Os passos inexatos, ou os estratagemas montados,

 não são - vê lá - sínteses, paradoxos, muralhas.

São, em primeiro lugar, caminhos,

Resíduos de um amor
que invadiu parte deste sinuoso ensaio,
desta presença sem forma, deste menino/vate

que inda tem muito o que aprender.

De fato, a urgência dos  toques estabeleceu certas proporções,
certos gritos, certas hipérboles

que inda continuam a exercer forte controle.

Este contraste, estas urgentes notícias,

Estas possíveis condições de loucura
que erguem - a bem da verdade –

um mil avos de um sentimento maior

 - mais forte, insisto, que o mundo

(este, sempre
em ácida mudança!).
Nomes,
pontos em comum,
estradas curiosas,
sinais e delicados motivos.
É previsível a reação nua!

São previsíveis, também, os sonhos, as manchas,

as imparciais mordaças - sempre heterodoxas!
Perco-me.

Sobre o rosto, uma mensagem, um grito.

Sobre o corpo teu, uma certeza

de que inda é possível continuar!


© Adriano Guia Ferraro

 

29, 24/12/2004,

Santos / São Paulo / Brasil

12/24/2004 6:21 AM


 



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 06h13 PM
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Imagens

 

 

Estes gestos insanos, estas certezas cruas,

estes delírios poéticos que tocam parte de um mesmo resíduo de fé.

Criara, bem sei, os elementares minutos,

as possíveis justificativas, os pretéritos impulsos

 - sempre heterodoxos!

 


Saída, assim observo, não há.

O grito, as fantasias críveis, os sigulares pontos de vista

que cauterizam parte de um sandio monólogo.

A frieza sem par, os distúrbios nada previsíveis,

as secretas imagens e palavras, e condições que o poeta

 - agora quase sem forças -

ousou demonstrar.

 


Frieza única, modelos  imparciais, críticos abismos.

Nossas pequenas mordaças, nossos olhos nus,

nossas sandias maneiras de amar

- estas, bem sei, inda pulsam!

 


Caminhos, carícias, sentenças, minutos de febre e de jejum.

O corpo, prisão, resolveu libertar-se.

Para tanto, seria necessário estar morto

- assim é possível analisar!

 


As dormentes justificativas, os olhares sem forma,

as curiosas maneiras de conter o riso,

o pranto, a firme e lúcida forma.

 


Deixe-me aqui.

 

 

O previsível instante, de aço, socorre-me;

a ígnea bandeira, jaz.


Passos noturnos,
ruínas únicas,
imagens,
gemidos,
sensações,
mudanças,
encontros,
ritos,

pactos,

demonstrações de afeto

que mais parecem uma síntese de um amor nunca visto!

 

Sois, no todo ou em parte, a serena forma que tanto procurara?

 

Creio que sim.

Mas expor a tez e domar este forte traço de misantropia...

torna-se complexo

- quiçá decadente

(porquanto sempre desejei um firme pelúdio de paz!).

 


Modelos insensíveis,
críticos passos,
ácidos encontros,
últimos relatos.
O refúgio nada comum,
as fronteiras nada previsíveis,
as sensações que  vulneram parte de um mesmo critério.

Esta chaga que devora o peito
em pedaços, amara;

estes gélidos sopros que demonstram a viva falibilidade, tristes.
A face pesada, os imutáveis olhares, as nuanças tuas

- sempre vivas em minh'alma!

 


Confesso: certos instantes, ao lado teu, únicos!


© Adriano Guia Ferraro

 29, 21/12/2004

 Santos / São Paulo / Brasil

12/21/2004 4:45 AM



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h37 PM
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Esperança

 

Preencher as lacunas, vulnerar os trechos de insanidade,

caminhar sobre os gestos amaros.

O corpo em êxtase profundo, as dimensões tão vivas,

as secretas palavras que rompem com certos elementos

 - estes, tão frios!


E estas marcas? Onde estão?

Beiram, em determinado momento, à insanidade,

aos quebrantos incorretos, às possíveis maneiras de amar?

 

O grito, de aço, caminha, seduz, percorre, invade

a febre, o desejo, as pegadas nada possíveis.

Um curto compromisso, uma jornada nada intensa,
uma força irreal que cauteriza

parte de um mesmo disfarce.

A poesia nada ortodoxa, o avesso das coisas firmes,

a desesperadora maneira de produzir um diálogo

- crítico diálogo!


E as passagens? Que fim levaram?

Gozam, agora, da devida sanidade,
percorrem os mesmos alicerces,
golpeiam os vivos e sensacionais
discursos em nome da cardíaca forma de amar?


Parece que os olhos meus não reagem.

Há certa condição de loucura aqui, neste abismo nada sandio.

Minhas apologias a você, mulher que inda caminha sobre o corpo,

sobre o poema, sobre a lucidez deste minuto.

 

Os paradoxais elementos, as curiosas maneiras

de compreender as mil e uma justificativas,

os encontros pretéritos - hoje... apenas um discurso vazio

(repleto de, penso, teias e insensíveis movimentos de fúria!).


Posso tocar o objeto do amor,

posso consumir a intensa forma,

posso - por fim - rompem com certos subjetivismos

e considerar, a bem dizer da verdade,

que este aspecto informe é

- no todo ou em parte -

um vivo fragmento que inda pulsa?


É complexo  estabelecer este acordo,

é previsível responder às mordaças que impedem o diálogo,

é intrigante observá-la

- como se os movimentos teus mantivessem-me vivo!


Pactos, hipérboles, discursos e sensações,

e críticos laços que respondem aos mais intensos prólogos de fé.

Minhas ruínas, meus alicerces, teus fatos - sempre ígneos!


Duas vezes na semana.

É o tempo que preciso para manter-me de pé!

 


© Adriano Guia Ferraro

 29, 23/12/2004

 Santos / São Paulo / Brasil

12/23/2004 5:17 AM

 



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h25 PM
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Elementar

 

Vestígios insanos, paradoxais caminhos, insones justificativas

que pairam sobre o vivo estertor.

Os possíveis e ingratos gemidos, as curiosas sensações de loucura,

os possíveis gritos que tocam os secretos espasmos

- sempre tão comuns!
A boca que reage ao sentir a bile,

os pequenos sinais de insanidade,

carícias e delírios, e sinais, e vínculos

- únicos -

que dominam o corpo

(esta matéria de ferro!).


Minutos e condições instáveis,

gélidos contornos, confrontos tolos e sensações

- sempre previsíveis!


Minhas necessárias mordaças,

meus ensaios ortodoxos,

minhas restritas mudanças

que golpeiam os possíveis aspectos de fúria

- a fúria que a todos degenera

(pelo menos em algum momento!).


Vínculos, carícias, estreitos contornos

- presos à realidade das coisas!

Os enfeites de fé, as urgentes medidas,

os horrendos gritos primitivos...


Devo erguer o braço e entregar,

a bem da verdade,

os curiosos ensaios de loucura,

devo ergir certas mudanças e consumir o corpo

em estado depressivo,

devo, por fim, conduzir o vivo silêncio ao abismo amaro?

Estas sensações críveis, possíveis em determinado momento,

cauterizam as chagas, projetam

- no além -

as cínicas poesias, conclui

(sem, no entanto, encerrar o precioso diálogo!).


Imagens sem força,  curiosas lembranças,

minutos e dispersos contornos

- sempre tão próximos da viva e derradeira veracidade!


A paixão sem freios, os intrusos nada comuns,

as delicadas justificativas que golpeiam a tez dos mais incrédulos.

E agora?

Há possibilidade concreta?

Duvido.

Os retornos informes, as críticas manifestações de afeto,

os amores fictícios - cada vez mais dispersos!


Enxergo uma nova realidade.

A realidade condutora, algoz, vil.

 

Nossos amores, de papel;

nossas urgentes iniciativas, de fibra.


O coro dos gritos... inexplicável!

 

Inda creio, sim, nas sustentações do cardíaco amor!


© Adriano Guia Ferraro

 22/12/2004, Santos / São Paulo / Brasil/12/22/2004 5:38 AM



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 08h37 AM
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Aos poucos
 
 

Acordar, ruir, respirar, caminhar, compreender,
tocar, monologar, dialogar, erigir, fabricar, dissimular,
regressar, apoiar, cauterizar...
Exprimir-se, consumir, resumir, conter, anunciar,
desenvolver, transmitir, cercar, produzir, escrever,
perder, recuar, construir, rezar,
enaltecer a beleza que um dia irei encontrar.
Não posso, vê lá, criar circunstâncias,
perder a fria nostalgia, consumir
- a bem da verdade -
o grito que toca o peito nu.
Estas considerações, a bem dizer extemporâneas, fogem
do peito, criam dependências, estabelecem algum tipo de ligação
- a ligação que o vate, tímido, ousou construir
(mas que por algum momento escapou do controle!).

Vamos embora e inverter os cínicos minutos de lucidez.
Estas verossímeis imagens, de aço, ousam domesticar a febre que tanto incomoda;
estes possíveis instantes de cólera, consomem maneiras,
farsas, criações no mínimo teratológicas
(porém, resisto!).
 
A vida é já um fragmento que passa pelos olhos míopes deste poeta.
A vida, rica em detalhes, é força, combustão, preparo para algo maior
- quiçá, penso, revelado em vida outra!
Seguir a corrosiva sanidade,
produzir a decadente virtude,
cercar-se dos mais convincentes argumentos e tocar
- no todo ou em parte -
um mil avos deste sedentário alicerce de vaidade.
 
Prostrar-se não resolverá o problema.
Este primeiro impulso, assim entendo, corrobora com a fuga
- ou talvez com a aquiescência dos outros
(melhores ou piores em gênero, número e grau!).

Porções de cada relato, manifestos insustentáveis,
carícias que depõem de maneira torta.
Esta fábrica de horrores, estes sinais que aos poucos assimilam o frio estertor,
estas conquistas - sempre tão primárias!
Posiciono-me e, neste momento, algo pára.
Talvez seja o coração cansado.
Talvez seja o corpo que inda resiste aos mais nefastos distúrbios.
 
De fato, sinuoso grito, esta é mais uma memória
- tão minha que tenho medo de mostrá-la!
 

 © Adriano Guia Ferraro
  07/12/2004
 Santos / São Paulo / Brasil


Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h16 PM
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