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"Adriano-Poesia"
 


Revolta

 

Fugiram os pacíficos trechos de culpa.

Esta existência sandia, estes traços de misantropia, estas complexas e inexatas fronteiras

que pairam sobre as concretas e inefáveis condições de loucura.

Um vivo testemunho, uma fantasia quase nua,

um mil avos deste impreciso delírio sem face.
Tocara, a bem da verdade, a chaga criativa, os impulsos heterodoxos,
as pálidas e distantes justificativas.

O calvário nu, hereditário, é forma, crueza, insanidade.
Vínculos que ficaram estendidos sobre o nu solo,

pesadas notícias que brindaram ao incomum desfecho, joguetes e circunstâncias ímpares

- capazes de, penso, cauterizarem as expressivas formas de amar.
Um ígneo relato de fé,
uma aspereza sem cor,
um dantesco sinal de lucidez
que toca - ou ousa tocar – parte de um sem par número de condições.
Movimentos tardios, escolhas irracionais,
únicas formas, serenos contornos,
pactos heterodoxos, omissos pontos,
encontros possíveis, marcas ímpares,
ácidos toques, supremos resíduos.


Entre a gasta poesia e a
nefável ruína, entre a anterior mordaça e os verbos teus,

entre a drástica condição de fúria e o amplexo seco,

entre os passos serenos e a mínima aspereza, entre as formas amaras

e os potentes impérios, entre o grito e a segura mordaça...

Basta. Estes argumentos não podem ser mais firmes.
Caem, de fato. E a viva fronteira,discursiva, é chaga, chama, chamado quase nu.
Um sólido grito, uma contínua mudança,
um gástrico relato de fúria que desenvolve - ou tenta desenvolver –

a mesma fantasia que, a bem da verdade, não deu certo.
Estas farsas,

estes impulsos,

nossas relativas formas.
Um volúvel abismo,
uma tísica conquista,
os gritos dos outros que pedem para parar.

Não vejo melhoras. Se incomodo, há pelo menos um motivo.

Decifrá-lo, quando nada há para aduzir, é obtuso.
A cólera infundada, os passos em construção, a face que precisa de atenção.
Fique com os louros. Prefiro o anonimato!


© Adriano Guia Ferraro

29, 15/02/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 2/15/2005 4:37 AM

 



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h42 AM
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Criações

 

 


Estas estreitas formas, os caminhos sem dor,

as cruas modificações que pairam sobre os contínuos minutos de febre.
Cálidas impressões, resíduos únicos,

joguetes e certezas que tocam os alicerces desta sinuosa fronteira.

A cor da vil esperança, os delicados segredos noturnos,
as possessivas muralhas (sempre firmes - evidentemente firmes!).
Contusos momentos, irreais delírios,

chamas últimas que vulneram parte de um mesmo sinal de lucidez.
Os encontros nada vivos, as circunstâncias de titânio, os elos e as firmes projeções.
Cárceres tristes, inexatas provações,
dantescos caminhos que tocam as firmes e intensas manhãs.
As cínicas fraudes, os contornos de mais um dia,

os sinais primitivos que reagem ao menor sinal de culpa.
Perdera, a bem dizer da verdade, as sínteses deste pálido amor.

Perdera, também, o afago mais completo.

Não vejo concretas ações para dirimir este obtuso contorno.

Reger, com frieza, as inexatas fantasias... é dor, fúria, impressão que ficou aqui cristalizada.
Marcas, vínculos ímpares, soluções imprecisas, mudanças químicas,

ruínas que jogam e cauterizam - aos dias tão ortodoxos - certos presságios,

certas paixões, certas sensações tão habilmente erigidas.
Perco-me. As limítrofes ações , divididas de modo irreal, padecem,

não reagem, sintetizam - de modo inexato - as tênues e vivas transformações.
Quisera, a bem da verdade, um sinal mais próprio,

uma urgente justificativa, um delicado e volúvel sinal de lucidez.
As peças de xadrez, os estratagemas construídos, as simbólicas farsas

que repousam ao lado do corpo nu. Vivas fantasias,
vivos ensaios, vitrines secas.

Ao menor sinal de abalo, um fácil e triste desfecho.
Cálices próprios para saciar a sede,
riscos ígneos que jogam com os cínicos momentos, passagens últimas.
Verbos, valores, vestígios que tocam os abstratos instantes.
Ruína. Este delírio, próprio!


© Adriano Guia Ferraro

  29, 14/02/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 2/14/2005 5:48 A



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h51 AM
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Refúgio

 

 

 

Esperei o amor e ele não veio.

Não veio também o grito de liberdade!

Esta chaga sem forma, estes caminhos intensos,
estas concretas medidas de loucura que pairam sobre os tristes ensaios

 - quiçá piores que o crítico açoite!
A crueza nada comum, as asperezas que vulneram os sandios encontros,

as possíveis e inimagináveis conquistas de ferro.
Projeto-me para o além. A sandia condição de fúria,

as estreitas e elementares ruínas, as pequenas chagas

que interferem de modo absoluto.

O corpo, prostrado, é farsa, momento de crua lucidez.
Os pactos de aço, as insones mudanças,
os críticos impérios que cauterizam parte de um segredo amaro.
Projetara, no todo ou em parte, um cínico prólogo,

uma imagem nada vulgar, um contínuo acordo - este, observo, de titânio!
A crítica vontade, os laços que pairam sobre o corpo em chamas,
as hipérboles que mutilam parte deste sedentário minuto de febre.
Devo conduzir o pacífico embuste, devo erigir peças e fragmentos,

e complexos desejos de mentira?
Procurara a tênue maneira de amar.

Não vi, de fato, relatos, pontes para um seguro passeio,
segredos e trechos, e verdades, e cínicas impressões

que romperam com as vivas vitórias.
Um peso sobre a matéria informe,
um sensível embuste,
uma cureza sem par.

Talvez devesse construir os pequenos sinais.

Talvez devesse reconstruir os pálidos momentos.

Talvez. Isto é uma hipótese!
A combustão instantânea, as problemáticas associações,
os relativos sonhos que pairam sobre algum momento - talvez lúcido o bastante
para romper com as estáticas e frígidas conquistas!
Encontros febris, elos vis, afago que protege e nada responde.
Belicoso impulso, nuas respostas,
sandias expressões,
palavras secas,
ingratos pontos,
resíduos falhos,
críveis notícias,
intruso cínico.
A poesia dos momentos,
os estertores ímpares,
as chaves nuas.
Perdera, de fato, minha identidade!


© Adriano Guia Ferraro

29, 13/02/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 2/13/2005 9:53 AM

 



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h58 PM
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Afinal, que vínculos restaram? 

 

 


Este secreto delírio,
estas formas que vulneram parte de um mesmo sinal de fúria,

estas cálidas mutações - sempre firmes!
Os olhares primitivos,
os encontros de mais um dia,
as certezas que tocam as vivas e sandias impressões.
A bem da verdade, crua nostalgia,
os olhos não são mais do que um monte de asperezas;

a bem da verdade, sinuosa ninfa, as pequenas mudanças não são mais do que pequenos e hereditários minutos de febre.

Quisera a intensa maneira de amar. Os relatos de apatia, acompanhados dos cínicos impulsos,

monologam, dividem as certezas e tocam os pequenos e intrusos segredos

 - mais próximos (evidentemente mais próximos!).
Decadente estertor, crueza sem par, ímpar silêncio que corrói o corpo
e adestra o crível e intenso momento.

 São fantasias que ousei - em determinado momento - erigir?

São sensações que pousam sobre a nua fronte e traduzem, no todo ou em parte, um mil avos desta cardíaca veracidade?

Perco-me. Os olhos, vivos como a sensível noite,

criam embustes, impressões mínimas, decadentes projetos de febre

que acompanham - de modo primitivo - a triste e inexpressiva mudança de humor.
Comandos primitivos, impotentes discursos,
páginas e acordos, e desejos, e fantasmas,

e possíveis decisões - sempre, confesso, mais fortes!

Transmuta-se a forma em bela flor. Consome o corpo do vate,estabelece novas conquistas,
anuncia - de maneira tímida – novas perspectivas.

Não há farsas aqui. Os gélidos e irreais estertores, divididos de modo heterodoxo,

não são mais do que inseguras impressões de fé

- ela que constrói e projeta, aos dias tão firmes, sinais (díspares sinais!).

A crueza não faz sentido. Também não faz sentido a viva forma do amor.

Talvez fosse preciso contornar certos limites, certos espasmos, certos alicerces...
Gélido sopro!
Estes químicos minutos, aliados à viva beleza, inda coexistem;

estes desejos, firmes, moldaram-me!


© Adriano Guia Ferraro

 

29, 12/02/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 2/12/2005 6:06 AM

 



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h10 PM
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Alcançar

 

 

 


Pontos, relatos, resíduos, nus ensaios, caminhos tolos,

vulneráveis sensações, encontros primitivos

que golpeiam a tez quase nua.

 

Os vivos ensaios, as promessas de titânio, os gritos amaros

que reagem ao menor sinal de cólera.

A poesia dos minutos, as críveis tentativas,
os passos obtusos que procuram certas mudanças de humor,

certos açoites em comum, certos delírios

que pairam sobre o corpo evidentemente destruído.


Passos nus, escolhas vulgares, condições de aço

 - sempre mais próximas!


Quisera a triste poesia.

Esta, como passo a observar, mutila o riso,
compreende certas conquistas, traduz - no todo ou em parte –

um mil avos deste simétrico desejo.


A cor da fúria,os pontos em comum delírio,
as informes maneiras de cauterizar o frágil e díspar açoite.

 
Recordar, viver, compreender esta chaga quase extinta.

A dor dos cínicos rompantes, as sensíveis e necessárias muralhas,

os olhos castanhos - tão firmes, vivos... intensos!


Ah! Estes sinais que pairam sobre os estreitos e inocentes contornos!

 A mordaça, cada vez mais sem forma, reage ao menor sinal de culpa.

As fronteiras, os segredos insustentáveis, as imagens deste último dia, nossas cardíacas palavras - mais firmes (decididamente mais firmes!).

 
Um engodo passa a cauterizar a vil e entorpecedora forma.

Não há, a bem dizer da verdade, melhores gemidos.

 

A fácil impressão que passa sobre o corpo
em etérea mudança reage, submete-me à intensa crueza,

monologa - talvez porque procure os últimos e hereditários contornos.
Farsas crônicas, impensáveis discursos, relativas imagens

 - sempre mais vivas... mais tolas.


Covarde estupor, sandio paradoxo,
crises que violam os mais sensíveis minutos.

Estas concretas passagens, evidentemente mais íntimas,
tornaram-se escravas, filhas - quiçá - do desolo e da primitiva crueza.
Informes trechos, híbridas formas, delírios.

 

Os passos teus, únicos!

 


©Adriano Guia Feraro

 

 29, 11/02/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 2/11/2005 5:02 AM

 



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h00 PM
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Combustão

 

 

 


Pactos nus, estreitos lamentos, amargos temores

que pairam sobre os limítrofes sinais de misericórdia.

As complexas noites de insônia, as fronteiras quase mortas,

as ásperas manias – sempre mais fortes, decididamente mais fortes!


Caminhos, contusos e lastimáveis relatos, império sem forma

(capaz de, observo, consumir a nua e precária vontade de amar).


Não vejo melhores relatos.

 A sombra dos olhos teus, as nuas e informes proporções,

os pequenos delírios de um poeta.
A curiosa tarde, os lúgubres trechos de insanidade, as verdadeiras fronteiras

que pairam sobre os estreitos sinais de loucura.

 

Que fazer, afinal?

Cauterizar a instável mordaça, solucionar os precários minutos de febre,

abraçar as tentativas - cruas tentativas - e romper com os abismos nus?


Projeto-me, compreendo que anunciar a estreita poesia é possível, observo...

A noite tola, os complexos alicerces,
as diurnas manchas - sempre mais próximas do corpo

(esta matéria em estado quase ígneo!).


Projetos, circunstâncias que tocam o vate,cínicos pontos em comum.

Os vivos açoites, as incomuns maneiras de amar,

os piedosos minutos de cólera - sempre mais firmes, mais comuns,

mais verdadeiros do que o próprio interlocutor.
Fáceis amplexos,
delicadas mudanças,
inocentes pontos,
alcance restrito,
relativo estertor,
contínuo enlace,
ríspidas formas - sempre mais sóbrias!


À noite, quando os tristes segredos ousam romper com as químicas vitrines,

parte deste inocente minuto desabrocha;

à noite, quando as firmes muralhas inda conseguem tocar os pálidos minutos,

o corpo - em febril posição - cai (talvez para não mais regressar!).

 
Sinuosas impressões, caprichos de um menino,

sepulcros contornos - evidentemente mais firmes!
Decadentes passos,
irreais projetos,
circunstâncias que atrapalham a vida - este dom precioso.
Omissos contornos, épocas distantes, manhã nua.

Estes íntimos verbos, nua ninfa, melhores!

 


©Adriano Guia Ferraro

 

 

 

29, 10/02/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 2/10/2005 4:47 AM

 



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h52 AM
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Pesada fronte

 

 

 


Paradoxais laços, sinuosas sensações, contornos mínimos que tocam as asperezas de mais um dia.

 

A distante manhã, os sólidos caminhos, os desejos que pairam sobre as cínicas impressões

 - sempre mais próximas!


Às vezes, sinuosa fronteira, os gemidos teus são força, delírio, fantasia que insiste em aparecer.

Os gritos, mais uma vez primitivos, sentenciam certos estertores,

comandam e ao mesmo tempo reagem a toda e qualquer forma de poesia.
Esta ímpar forja, erigida de modo ígneo, fortalece a delicada atração.
Não há motivos, pactos vis, intervalos que circulam com as piedosas fronteiras

- mais ásperas do que o habitual!
Cercado nu, estranhos prólogos, desejos ácidos que cauterizam certos maneiras,

certos  embustes, certas promessas de vidro.


É preciso mais calma. É preciso, afirmo, confirmar a tola e hereditária noite

- para mim, insisto, tão frágil quanto o delicado menino, aprendiz de poeta!


Sinuosas faces, acordos vulgares, necessárias fantasias que violam os espaços,
os trechos de insanidade, as conquistas que descrevem certos  horrores.

Manchas, entregas, farsas tísicas.

Este momento, inconstante, vulnera a díspar manhã,  consome o que de nobre existe,

supõe existir - pelo menos em  teoria - um pequeno discurso

(este, confesso, bálsamo para as horas mais difíceis!).


Nudez  permissiva, confronto informe, sensações que golpeiam a face desprotegida.

Esta imperial vitória, descrita como se hereditária fosse,

anuncia - a bem dizer da verdade – um pequeno delírio

(este, observo, forte o suficiente para romper com os tristes grilhões - algozes por natureza!).

Fantasmas, drásticos impulsos, pequenas dimensões

que cauterizam as frívolas e incomunicáveis noites.


Devemos  conduzir a sóbria urgência,

devemos submeter a triste manhã à ímpar vitória,

devemos - por fim - conduzir a física dor aos amaros redutos?


Este crítico abismo... forte e ao mesmo tempo torpe!

 


© Adriano Guia Ferraro

 

 

 29, 07/02/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 2/7/2005 6:14 AM

 



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h44 PM
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Belicosidade

 

 

 


Buscar os trechos de insanidade, caminhar de maneira sandia, construir fortes alicerces

e golpear a tez - sempre em eterna mutação!


Caminhos, delírios, condições primitivas que desenvolvem inimagináveis sinais de culpa.

 
A vida em preto e branco, os comandos de mais um dia nu, as tentativas - recíprocas –

que monologam e cauterizam, aos dias tão improváveis, certas algemas, certos passos incomuns.
Nossos retratos de aço, nossas peças em disforme agonia, nossos olhares que reagem
ao menor sinal de certeza - ela... tão predadora!
Contornos, versos, verbos, sensações íntimas, pequenas mudanças, atos nus.

O impiedoso resíduo, dividido de modo intenso, vulnera certos critérios,

subtrai certas conquistas, consome - no todo ou em parte - um pequeno discurso

(tão rijo quanto o próprio titânio!).


Talvez devesse  erigir a ígnea semelhança. Os toques involuntários, a tez cada vez mais viva,

os delicados alicerces que pairam sobre os corpos evidentemente nus.
Cada vontade de ferro, cada fantasia vil, cada trecho de crueza que  toca e molda,

e encontra certos aspectos, certas identidades, certas mordaças

(sempre, confesso, primitivas!).

A imparcial despedida, os volúveis sinais de febre, as conquistas que tocam os mesmos espasmos.

 

Devo compreender a involuntária escolha?

Os passos teus, destrutivos, contém fortes sensações de loucura?

Não vejo melhores sinais, não vejo melhora alguma.

 

As passagens, febris, são forma, afago torpe, condição primitiva.
Às vezes, simétrico ensaio, os pequenos delírios - fortes –

ousam consumir esta frígida mudança, este incognoscível  desolo.
A mão nua, os pactos uniformes,  as depressivas condições que descrevem parte de um pequeno gemido - contudo, assevero, forte, contuso... verdadeiramente livre!


As chagas únicas, as manchas críveis, os delicados gestos.

Sobre a intrusa forma, um vazio que poucos aprenderam a identificar!


©Adriano Guia Ferraro

 

 29, 09/02/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 2/9/2005 6:09 AM

 



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h31 PM
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Você... mulher!

 

 

 

 

Conter certas expressões de cólera,
analisar certos estertores,
caminhar sobre o peito nu e vulnerar

a tênue e expressiva forma de amar,
enaltecer certas mudanças - mesmo as incompreensíveis!
A triste e voluntária forma,
os constantes e delicados passos,
a certeza que passa sobre o corpo e mutila
um sem par número de sensações - estas...
heterodoxas!
Perco-me,
construo certos alicerces que não sei se são seguros,

prostro-me porque desejo - assim concluo - sustentar certos temores

(sempre vivos em minha confusa memória!).
É delicado este estupor. A criação informe, dividida de modo obtuso, cauteriza a potente sombra,
demonstra a que veio, expõe - com vivo receio - o destrutivo sinal de culpa.
Não há melhores termos,
não há intensos joguetes,
não há delírios próximos.
Este vazio, possivelmente filho do cínico embuste, toca a contusa face, monologa

e, ao mesmo tempo, escreve certos distúrbios...
É preciso erigir a confusa fronte em nome deste decadente minuto de fé?

Que existe, afinal?

Uma pálida impressão, uma tísica mordaça, contornos que pairam sobre os amaros e destrutivos sinais de alegria?
Melhores resultados. É o que passo a procurar. Este campo vazio, construído com certos e instáveis materiais, declara ser possuidor da crível farsa.

Ela, no entanto, como é possível vislumbrar (resultado mais apropriado não há!), dissimula, compreende os mais impuros desejos, subtrai - a bem da verdade - um mil avos desta inexata e triste notícia.
Não há delírios maiores,
não vemos cicatrizes,
expressões, vestes,
resíduos, pontos em constante mudança.

A vida íntima, os desejos cada vez mais insustentáveis, os prólogos em ígnea derrocada.
Parte deste ambiente, inexato; parte desta sombra crua, delicada.

Não vejo notícias. Não vejo, também, concretos apoios - ou simplesmente diálogos mais fortes!
A delicada atração, os gestos teus, a chama que pulsa. . .

Não há como descrever a viva simetria!

 

 

© Adriano Guia Ferraro

 

 

 29, 06/02/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 2/6/2005 10:12 AM
 

 



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 04h14 PM
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Extremos

 

 

Pactos intensos, justificativas nuas, incomuns prólogos que caminham de maneira sandia.

Os trechos enfermos, as cruas medidas de culpa, a nostalgia de mais um dia

- o dia amaro, sem visível sinal de cólera!

É melhor assim. Os constantes impérios, divididos de modo ígneo, fogem, criam situações,

corroboram com as indescritíveis maneiras de amar o insólito amor.

 Quisera, a bem da verdade, um sinal de loucura, uma piedosa escolha, um resíduo que beira à insana crueza.

 Os olhos, íntimos, são feitos com qualquer material. É preciso calma. O resíduo, triste, tornou-se mutilador,

senhor de um sem par número de condições. A poesia em evidente  decadência, as vitrines opacas, os gritos que jogam com certas liberdades. Não há melhores saídas.

A inevitável fronteira, as caminhadas bem mais críticas,

os horrores que pairam sobre o informe desejo de vingança.

Pousar sobre o peito nu talvez não seja a mais sábia das tentativas.

No entanto, esta é a  única alternativa (dentre tantas que, em determinado momento, perderam-se!).

Conversas, carícias, pontos em comum descrédito.

A forja crua, os estertores em contínua transformação, as inevitáveis paixões.

O gemido sólido, as inconstantes farsas, os abismos - sempre previsíveis!
Um pequeno rascunho, um temor nada confiável,

um delicado minuto que presenciou - aos dias tão informes – parte deste segredo cínico.

As mãos em disforme ruína, os impiedosos e diferentes conflitos,

as potentes curas que resolvem - de um modo ou de outro – conter certos desvios.
A intrusa mordaça, os olhares cada vez mais tênues,
as possessivas mudanças de humor - relativas, assim considero!
Progressivos ensaios, incognoscíveis desejos, palavras que tocam as inevitáveis fronteiras.

Cada discurso, de ferro, ultrapassa a incansável frieza;

cada delírio, de aço, é forma, certeza... ruína!

 

©Adriano Guia Ferraro

  29, 05/02/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 2/5/2005 4:56 AM



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h57 AM
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Nossas escolhas

 

 


Pacíficas impressões,
resíduos elementares,
conclusões nuas, tormentos amaros,

risos intermediários, pequenas condições de loucura

 - ela, sempre devoradora! -,

instáveis segmentos que pairam sobre as confusas noites,
limítrofes escolhas, elos inquebráveis,
mudanças, mordaças, couraças,
prelúdios, sínteses, caminhos, delírios,
imperfeições, manias (quiça, todas!),
vulnerável afago, simples expectativa,
amores, relatos, resultados, contornos,
paradoxos, escolhas, lembranças,
nuanças, ígneos pontos, ingratas
notícias, confusos alicerces,
duráveis instrumentos

que ousam consagrar certo grau de beleza.


Perco-me, tranformo-me em animal,
deixo cair o último canino. Já não há força
o suficiente para conter esta alegria de titânio.

Os comandos, verbais, são informes,
dizem a que vieram, subtraem parte deste incrível movimento

que poucos ousam definir.


A imagem seca, as pequenas e inseguras mudanças,

os horizontes que caminham

(em nome, confesso, deste estupor parcialmente destruído!).
Linhas, ligações elementares, carícias

que justificam os insustentáveis resultados, provações

(mais fortes, mais amaras, mais tênues também!).
Incurável poesia,
cardíacos acidentes, confusas explicações

 - sempre mais próximas do delicado corpo!
Estas manchas, diferentes do que se pode observar,

anunciam certos temores, conservam certas expressões,

dividem - no todo ou em parte - esperanças

(mais firmes, mais dormentes, mais felinas que a própria morte!).

Contudo, razão para o desespero não há.

Enfrentar, com um certo grau de maturidade,

o comum é - como passo a observar - necessário.
Razões. Somos, a bem dizer, de ferro. Corroemo-nos,
submetemo-nos às mais cruas provações

(para depois romper com os mesmos horrores!).
A casa nua, os impostores modelos de conduta, os embustes.

À noite, nua ninfa, os desejos últimos formam defesas intransponíveis;

à noite, parte deste instinto primitivo jaz!

©Adriano Guia Ferraro,

 

29, 04/02/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 2/4/2005 4:59 AM



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h03 AM
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Os ombros meus

 

 


... e as formas nuas, divididas de modo sandio, produzem certos arrepios, dividem certas conquistas, marcam - a bem da verdade - os tristes e hereditários minutos de febre.
A crueza sem gestos possíveis, os alicerces instantâneos, as críveis expectativas que reinam sobre o peito parcialmente nu. Encontro-me, submeto-me à crua análise, escrevo um sem par número de dizeres - às vezes, nunca parei para considerar, sem sentido!
A informe maneira de romper com certos grilhões, as estreitas poesias, os curiosos reflexos que tocam parte de um mesmo delírio. As
expressivas maneiras de amar, os incontáveis sinais de lucidez, as tênues experiências que golpeiam a ríspida face.
Cárceres, limítrofes acordos,
precisos diálogos - sempre diversos!
A possível mudança, os sustentáculos de mais um dia, as nuanças tolas que açoitam os tristes e hereditários minutos de febre.
Complexos delírios, farsas comuns,
épocas vindouras que reagem ao menor sinal de loucura.
Vamos embora, dizem os omissos sinais!
Vamos embora, argumentam os bravos!
A insustentável foice, os gritos ímpares, o escuro que devora os homens que ousam - aos dias tão firmes - vulnerar certos horrores.
Um pálido relato, uma distante verdade de aço, um radiante instrumento que consome o vate em contínua alegria.
A possessiva e curiosa mordaça,
as passionais e insones justificativas,
as notáveis formas de conduzir o pacífico pacto.
Vil época, instável dor, impulso fácil que desenvolve certa patologia.
Criara, a bem dizer da verdade, um sinal nada previsível. Criara, bem sei, argumentos - tão hábeis e ao mesmo tempo tão frios!
Já não podemos compreender certos desvios. A fortaleza ígnea, as inefáveis dimensões, os decadentes instrumentos que não mais extirpam.
Elos,
fatores,
impronunciáveis escolhas que maculam certos pontos.

À noite, quando os olhos fitam o volúvel amor, certos demônios vêm à baila!

©Adriano Guia Ferraro

29, 03/02/2005 Santos / São Paulo / Brasil) 2/3/2005 9:28 AM2/3/2005 9:28 AM



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h32 PM
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Estreito

 


Em silêncio. Este obtuso tormento, capaz de romper com os laços de uma amizade sem par, cauteriza a tênue e incerta
maneira de dizer o que se passa. Este resíduo de culpa, ou mesmo de um significado apararentemente verdadeiro,
tornou-se forma - ou, na pior das hipóteses, consumiu o que havia de belo!

Devo considerar parte deste estreito delírio? Cada joguete, ou mesmo forma de dissimulação, toca, reage, omite certos prelúdios - necessários para quem inda respira!
A fúria controlada, a inexatidão das palavras, a memória que se esvai e conclui ter sido amiga - quando, a bem da verdade, sacou da aljava a flecha do algoz!Paredes cruas, intensos movimentos de febre, olhares relativos. Os passos íntegros, divididos entre a cólera e o vazio, descrevem certos momentos, consomem certas expectativas, absorvem pequenos e vulneráveis trechos de insanidade.

Não há, assim entendo, relativos tremores, saídas mais próximas, vantagens para quem deseja despedir-se e não tem, em um primeiro momento, coragem.
É sabido que os vínculos que ficaram moldaram parte de um sinuoso prólogo. É sabido, também, que estas arestas precisam ser aparadas.

O delírio de mais um dia seco, os passos menos lúcidos do que o habitual, as estradas de terra que desenvolvem certas patologias - aquelas depositadas no fundo da mente (comumente denominada depressão!).
Heróicos pontos, alicerces incongruentes, necessárias manchas que ligam e traduzem, e vulneram, e cauterizam os mesmos sinais de misericórdia.
Este silêncio, seco, tão somente corrobora com certos diagnósticos; esta certeza, de aço, é fria (diria calculista!).

E agora? Restam as pontas deste secreto presságio de fé? Agarrar-se em qualquer apoio é fraqueza, decisão instantânea.

O que resta, ou aquilo que ali está - sem denominação! -, transformou-se em assimetria, verdade horrenda. Os olhos  desesperados, o sorriso
amaro, as ácidas e incuráveis mudanças.

Não há melhores dias!

©Adriano Guia Ferraro

 29, 02/02/2005, Santos / São Paulo / Brasil)2/2/2005 5:20 AM



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h35 AM
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Guia

 

Prostram-se os olhos. A nua figura, dividida de modo intenso,

reage, cauteriza, subtrai parte de um pequeno silêncio.

O corpo, inda em perpétua derrota, esboça

- a bem dizer da verdade - um vivo começo.

 

Este império, novo para mim, é pedra, aço, delicada atração

que, pelo menos agora, tornou-se calvário.

Vitória secreta, incognoscível crueza, alicerces ímpares, monólogos.

À noite, quando os tênues minutos insistem em resistir, as nuas manhãs

 - inda sóbrias - conservam certa nostalgia, dizem a que vieram,
encontram - no todo ou em parte - este amaro e hereditário resíduo de fúria.

Manchas inexatas, vulneráveis escolhas de titânio, insólitos valores

que acolhem certas necessidades (mesmo, confesso, as primitivas!).
Vínculos que ficam, paradoxais alicerces, ruínas em constantes dúvidas.

 

Minh'alma, inda em lento processo de mudança, esboça um firme caminho,

apresenta certas idiossincrasias, reage

(quando, na verdade, oculta certos temores - sempre imprevisíveis!).
Os lábios que tocam o sujeito do amor,
as carícias que jogam com certas intimidades,

os pequenos acordos que subtraem os inconstantes resíduos de fé.
Devo considerar esta impotente manifestação de culpa.

 

Estes resíduos, funestos, demonstram certas possibilidades, criam certas marcas, enaltecem

- aos dias tão químicos - um pequeno e cetrino discurso.
A inefável impressão, as constantes faces,

os olhares torpes que condicionam os possíveis minutos do amor.


É curiosa esta mudança, afirmo. A perda, sempre mais fácil de ocorrer, é forja,

comando, império sem majestade.
Um segundo. Eis o tempo que preciso. A tórrida concretude dos fatos, comum

- devo esboçar! -, cria espetáculos, desenvolve fortes mudanças,

traduz um pequeno e cínico sinal de vitória (às vezes, inesperada!).


Muralhas em perfeita simetria, vazio primitivo, amaro desejo

(provavelmente próximo, muito próximo!).

 

Um dia, um minuto, um caminho. Preciso dos olhos teus


© Adriano Guia Ferraro

 29, 01º/02/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 2/1/2005 5:18 AM



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h19 AM
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