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"Adriano-Poesia"
 


Inda resisto IV

Projeto-me de modo insano. As expressões sem vida, as caminhadas mais firmes,
os delírios de mais um dia de fúria. As vivas sensações, os contornos da maviosa ninfa,
a mulher que amo. Os tristes tormentos, as sensíveis urgências, os elementares contornos
que tocam e imprimem, e reagem, e desenvolvem certos relatos, certas
febres, certos impulsos - estes, acredite, verdadeiros!
Porto-me de modo intenso. Evitar, nua ninfa, não posso. Os olhos teus,
as estradas de aço, as tímidasmaneiras de dizer o que penso. A bem
da verdade, ígnea mulher, os trajetos teus
são perfeitos, vivos, precisamente
delicados - assim como o riso que brota da ebúrnea e cintilante tez que venero!
Vê-la. Estes são, pelos menos agora, os desejos que mantem-me de pé. Tocar o
que inda não sinto, frágil - decididamente frágil! Mas há um motivo: respeito - tão concreto e ao mesmo
tempo tão sereno!
Observe. Estas estradas não são feitas do delicado material. Estão, assim
enxergo, em todos os lados. Contudo, é preciso
respeitar o espaço teu. É o que farei. Mas, como venho dizendo,
resistirei (não importando qual seja o desfecho!).
Os passos meus estão mais evidentes, os alicerces de fé -
dignos - projetam fortes expectativas. No entanto, elas
cauterizam, dizem se é possível um novo minuto de febre, estabelecem - no
todo ou em parte - os vínculos que por enquanto não posso
tocar. Medo? Angústia? Nada disso. Respeito, firme respeito!
Este semblante, inexorável, resolve monologar - na tentativa,
crua tentativa, de compreender o que aconteceu.

Que fiz, afinal? Tão somente expressara aquilo que brotou. E, digo, aqui permanecerá! Esta
combustão espontânea, estes caminhos - às vezes tortos, estas
pequenas considerações sobre o amor - decididamente vivo em cada pessoa!
Projetos para o futuro: eu não sei. Vidente não sou.

Projetos para o presente: resistir - não importando o que aconteça!

©Adriano Guia Ferraro

 29, 28/02/2005, Santos / São Paulo / Brasil)02/28/2005 10:49
 



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 04h54 PM
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Inda resisto III

 

Pousa sobre o peito nu a esperança inexorável. O corpo, vivo, é já forma, conteúdo, insanidade. Mas
é preciso reagir, poeta. Bem sei. No entanto, minh'alma - agora em equilíbrio evidente - mostra-se mais serena, vive
e decifra, aos dias tão amaros, parte deste resultado, desta incrível e preciosa mudança.
Permameço em pé. Não posso me esquivar. As sensações de titânio, próprias para
este discurso, são feitas do vivo material, do intenso resultado que ouso procurar. Achá-lo, neste
vazio dormente, é insano. Mas, insisto, preciso deste ígneo minuto.
Abraça-me, toca-me, estabeleça um sem par
número de posições. Todas, viva mulher, insuficientes serão. Minh'alma, como disse, mostra-se mais forte a cada segundo, minuto...
Ouça. Estes argumentos não são impulsivos. Beiram, assevero, à "insanidade" de um poeta que encontrou - na totalidade - as certezas deste único e íntimo discurso (ele, febril, etéreo, contuso, díspar... potente!).
Enxergue as mudanças. O corpoestá melhor - já não ousa esconder-se. Estes
predicados, declamados de maneira absolutamente intensa,criam, caminham e desenvolvem um
pequeno relato de fé (tão própriaquanto os elos que cercam o vate).
Compreenda as certezas deste universo. Compreenda, a bem dizer da verdade, que
vou continuar. Estas muralhas, tristes e intempestivas, gritam porque compreenderam que é preciso esperar.
"Vamos de mãos dadas" - disse, certafeita, Drummond. Vamos. O chamamento é próprio, contínuo, intenso,
sereno, visivelmente inexorável!
O amor, as certezas, os laços que criara - eles, maviosos,
tocam a tez e coservam certa dose de esperança.
Ásperos delírios,
calvário relativo,
inseguro projeto,
firme amor,
íntimas respostas.
Permanecerei aqui. Minhas sensações não são frívolas. Mexeram,confirmaram, tocaram as fortes conquistas que o amor
ousou discorrer.
Perceba: os passos meus, delicada tez, inda resistem!


©Adriano Guia Ferraro

 29, 27/02/2005, Santos / São Paulo / Brasil)02/27/2005 09:16
 



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h19 PM
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Inda resisto II

Inda resisto. Os passos, de titânio, não podem recuar. Entenda. A certeza que toca o peito, os
símbolos que monologam de modo intenso,
as cruas tentativas que pairam sobre os
tênues minutos de sanidade.
Inda resisto. A força que cala o poeta,
as estradas de aço que golpeiam a tez
mais firme, os encontros de mais um
dia - tão raro, tão disperso, tão vivo.
Não posso conter os passos, as
vivas transformações, os sinuosos
acordos que dividem os mesmos desejos,
as
certas maneiras, os lábios de vidro.
Romper com as tênues medidas talvez seja
conter - de maneira
imperiosa - um mil avos de uma vontade de
ferro. É preciso considerar, no todo ou em parte, que ele - em certos momentos - oxida.
Inda resisto. As adversidades, de agora em diante, serão
fIrMeS, dRáStIcAs, lAtEnTeS,
cOmPlExAs, dEsTrUtIvAs, sEcReTaS, eXpReSsIvAs, íGnEaS,
tOlAs... tÍsIcAs.
Perdôe-me. É preciso dizer, com todas as
palavras, que algo áspero acontecerá. Não sei o quê. Mas prepare, de um jeito ou de outro, a ebúrnea tez. Suas paixões,
permita-me - pela vez primeira - portar-me como algoz, cairão por terra. Digo isso em relação ao outro. Digo isso porque sinto - sem me utilizar de tentativas vãs (ou de sentimentalismos que a mão humana - débil - possa produzir!).
Ouça. Não tenha medo. Estou
aqui. Reto, vivo, seguro
de mim, homem à procura
do sujeito
do amor. Encontrei-o. E, por isso,
inda resisto.
Não teça, ainda, considerações
que possam machucá-la; não teça, ainda,
palavras e impulsos
nada convencionais;
não teça, ainda, formas de
desprezo que possam
tão somente feri-la. Como disse, inda
resisto. E esta face, evidentemente
forte, permanecerá sólida. Saberá, em palavras outras, e-s-p-e-r-a-r. É virtude. No entanto, preciso - agora mais
do que nunca - exercitá-la.
Nada do que pude exprimir tocará as
vivas inquietações. Só posso dizer, etéreo amor, que inda - não importa o que aconteça - resisto!

©Adriano Guia Ferraro

 29, 26/02/2005, Santos / São Paulo / Brasil)02/26/2005 05:49



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h51 AM
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Inda resisto

 


Entre as gastas tentativas, vive um poeta

 - ou simplesmente uma forma que cai e retorna ao ponto inicial.

Contudo, sempre forte - possivelmente de titânio!
O intenso valor, as pequenas mudanças,
os heróicos delírios que pairam sobre o rosto delicado.

Quisera parte deste afago, quisera um pequeno sinal de lucidez,

quisera as fronteiras que - amargas - prendem o corpo visivelmente nu.
Este estreito sinal de cólera,
estas constantes mutações,

os olhares - perdidos - e que caminham sobre as sinuosas medidas de culpa.
Estes contornos informes,
estas progressivas chamas,
estes sensíveis gritos que caminham sobre a forma prostrada.
Confuso. Estático. Sandio?

Não. Cada relato de febre, cada hipérbole que jaz,

cada sentença que vulnera os incríveis minutos de desistência.

Já não posso cauterizar o peito.

Está, a bem da verdade, aberto, visivelmente aberto!

Recuar, penso, seria covardia,
minuto que a fronte jamais pode considerar direito.
Um crível espasmo,
uma urgente maneira de amar o sujeito do amor,
uma sendenta forma que reage ao menor sinal defúria.
D-e-s-e-s-t-r-u-t-u-r-a-d-o. Corroído. Mortificado. Estupefato.

Um anjo caído - desses que precisa - desesperadamente - do ar para respirar!
A insensata maneira de reagir,

os sinistros embustes,
as algemas que pedem para ceder.

Não! Se aqui cheguei, desistir não vou!

No entando, dar-te-ei tempo conforme prometera.

Se amanhã ou hoje, eu já não sei;

Se preso ou decididamente vivo, só o tempo dirá.

Ele que mutila, também aconselha;

Ele que escreve, também corrige;

ele que desenvolve, também pára

(talvez para nunca mais voltar!).

Quero o beijo que não roubei,

quero a intensa ninfa, quero a alma que parece recuar.

Novas tentativas, poeta?

Com máxima certeza, sim!

Estreitas, corrosivas, experimentais?

Não. Diretas. Assim como o amor - vivo, potente e livre!
Silencia-te, vate. Por enquanto, aguarde respostas!


© Adriano Guia Ferraro

 

29, 25/02/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 02/25/2005 10:52

 



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 04h54 PM
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Esforço

 

 

Caem as estreitas barreiras. Já não há, observo, sinais e fronteiras, e sandios prólogos que a mão humana possa construir. Existem, de fato, notícias - tão potentes quanto o sólido amor que sinto. Estes critérios que raramente podem ser decifrados, estas mordaças que pairam sobre o corpo visivelmente mais leve, estes afagos - não sei se próximos ou distantes!

Produzira um sem par número de gemidos. Alguém, considero, os ouviu. Melhor, muito melhor! Já não mais é preciso argumentar através de códigos - às vezes, afirmo, melhores para quem inda não tem a devida coragem.

Confesso: durante muitos meses... faltou-me. Contudo, sinuosa mulher, sou outro. Definitivamente de titânio!

Estas momentâneas crises de insanidade, ou de sanidade - melhor assim considerá-las! -, são próprias, quase parte da identidade do poeta. No entanto, é preciso dizer a verdade, prefiro os rompantes

 - mais fáceis, vivos... sem protocolos que - às vezes - mutilam o que de belo existe!

Deixe-me continuar. Estas vivas formas de amar, estes sinais de aço, estas progressivas hipérboles que tocam o corpo e partem a alma.

Meu amor, assevero, está sobre a mesa. Não há, no todo ou em parte, discurso algum.

Apenas e tão somente algo puro (mais puro que a beleza - a exata beleza da ninfa que venero!).

Explico-me. Os olhos teus, mais fortes, mais vivos, mais expressivos,

são o comando, o impulso, os delírios poéticos.

O amor, coesão entre o etéreo poema e a mulher que passo a amar.

Que fazer? Sou, definitivamente, melhor. Tornei-me, enfim, homem.

E nesse sentido, agradeço - se preciso for... genuflexo!

Abraça-me. Preciso dos gestos teus!Observa-me. Preciso dos risos teus!Ouça-me. Preciso da sua atenção!

As palavras, concordo, estão mais fáceis, mais íntimas, mais precisas.

O grito é já a exteriorização que paira sobre o sandio impulso. Devo considerar estes alicerces?

Devo sacrificar minh'alma em nome de algo tão belo? Não. Decididamente não!

Os risos que observo, as certezas que batem à porta, as notícias que invadem os olhares de mais um dia.

Amo-a. Nada posso fazer. E estes poemas, mais fortes que a noite, são sensações, são palavras fortes que anunciam algo de novo - precisamente intenso (mais forte, expresso, do que a própria vida!).

Nanci Cavalini: estas concretas medidas, íntimas; estes desejos, verdadeiros.

Permita-me: aos dias tão insustentáveis, um nome invade o corpo e produz

 - nesta matéria imperfeita, qual seja, a minha – um sinuoso discurso.

Nele, a impressão de que a vida pode e deve ser vivida! Considerações finais: não tenha medo!

© Adriano Guia Ferraro

 

 29, 25/02/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

 



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h11 PM
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Precisos contornos

 

 

 

 

Enfim, observo, mais calmo.

Saber esperar a resposta (seja qual for),
domar o espírito que insiste em cantar o belo,

conter a nostalgia de amar o amor como sujeito - e não como objeto.

As sensações que sinto, os temores que tocam minh'alma,

as carícias que penso em demonstrar.

É viável esta mudança de humor?

Assim como precisas de tempo, preciso do amor - sublime, vivo, ígneo...
Conter esta firme alegria, erigir um sem par número de caminhos,

esconder os passos e as simétricas mensagens.

Para mim, sinal de defesa.

Atrapalha? Condena? Demonstra?

Não creio. Tão somente ajuda (neste momento!).
Percorro os mais críveis sinais de que este sentimento não é volúvel, dissipável...

É verdadeiro. E, preciso acreditar, recíproco.

As palavras que tocam o tempo, as imagens que dialogam de forma primitiva,

os lábios sensíveis que procuram - de maneira absolutamente responsável - os quebrantos teus. Preciso de ar. Sufoca-me pensar em medidas extremas.

E delas, acredite, não me utilizarei.
Pacífico. Esta natureza de titânio, estes sensíveis sinais,
estes gritos delicados que pairam sobre o corpo do poeta.
Que fazer, afinal? Que posso, enquanto menino/homem, dizer?

Calar-me, conter certos impulsos?

Prefiro dizer ao mundo que este vazio incomoda-me.

 Vê-la, nua ninfa, alimenta o corpo, os passos,

assecretas palavras que passo a proferir: ...

e os olhos teus, tão íntimos quanto as mais preciosas pedras,

tocam os pacíficos delírios deste vate, suportam-me.

A imensa vontade de aço, os sinuosos prelúdios que enxergo,

As delicadas fronteiras que contém certos mistérios

 - tão belos quanto este menino que inda pensa ser de papel!
Perco-me, escrevo sobre certas sensações,

anuncio - de maneira absolutamente viva – que preciso dos gestos teus.

São firmes, próprios, serenos.
Invada-me. Decifra-me.

Preciso, definitivamente, dos diálogos que os amantes possam produzir!

©Adriano Guia Ferraro

 

 29, 24/02/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 2/24/2005 5:55 AM

 



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h59 AM
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Amo-a

 

 

Vivo. Este corpo, inda em constante estertor, não pode mais romper, caminhar, dizer o que sente.

A bem da verdade, sinuosa manhã, os olhos teus são fortes - mais fortes até que os meus (míopes por natureza!). No entanto, devo - sim - continuar a enaltecer o belo. Conforta-me assim posicionar-me. Os gritos, a possível indiferença, os constantes sinais de angústia que perturbam o vatevisivelmente machucado.
Sinais. Estas são as expressivasmudanças de humor que - por enquanto - passo a sentir.

No entanto, romper com o belo é praticamente impossível.

Este sentido, esta essência esteta... fazem parte de mim. Fragmentá-la, para talvez esquecer de algo... Basta.
É preciso, vate, ser forte, caminhar,
estabelecer vivos sinais que perturbam a fronte visivelmente cansada.
Passo a construir um novo alicerce. Quando mais próximo estava, a indiferença - algoz em muitos sentidos!
Não posso calar-me. O peito, repleto de sensações nunca antes
sentidas, alcançou algo novo (ou melhor: despiu-se dos reveses que insistiam em aparecer!).
Mais forte, mais homem. Também, confesso, menino/poeta - quiçá à procura dos mesmos
delírios, das incríveis mudanças, dos olhos tão simétricos que nectarizam os problemas que resolvi erigir.
Basta. Não posso, de fato, contornar situações.

Amo. Que fazer? Flagelar todo o corpo, demonstrar enganos, falsear à verdade?

Minhas sutentações não voltam ao ponto inicial. Se assim fizesse, tornar-me-ia mesquinho - monstro que ousa brincar com os alheios sentimentos.
Ouça. É preciso sentir que isto é puro, mais potente do que opróprio amor - ele, sempre tão preciso.
Não vejo o objeto do amor. Vejo, assim considero, o sujeito do amor. É vivo, ígneo, sublime... mavioso.
Gritos, projetos que tocam novas fronteiras,alicerces.

Sobre o solo sagrado, a imagem que aprendi a amar!

©Adriano Guia Ferraro

 29, 23/02/2005, Santos / São Paulo / Brasil)2/23/2005 7:46 AM
 



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 01h50 PM
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Mais calmo

 

Encontros, passeios, laços e laudas,
e pequenos fragmentos que tocam o corpo do poeta.

Esta combustão, espontânea, vulnera, seduz o vate e o transforma em escravo do vivo e intenso amor.
As sombras nuas, os contínuos e estreitos minutos de febre, a crueza das palavras que reage ao menor sinal de fúria.
Estes preâmbulos, universais, caminham com delicadeza, suportam os ásperos
alicerces, desenvolvem - no todo ou em parte - a chaga, os ritos, os sólidos minutos de culpa.

Eu, poeta em etéreo desenvolvimento, ouso produzir parte deste simétrico contorno; eu, poeta nu e confuso, ouso erigir um discurso - mais forte que o verde e o branco (como disse, constantes em meus escritos!); eu, confuso por não entender o que acontece, expresso - quiçá de modo indenpendente - um poema maior que mundo.
As redes que abraçam minh'alma, os embustes que delicadamente estabelecem maiores expectativas, as sinuosas
medidas de fé - devoradoras, visivelmente devoradoras!
As passagens nada confusas,
os olhares atentos,
as simples expressões que contémcertos pontos - para mim, insisto, distantes e ao mesmo tempo tão próximos!
Talvez devesse estabelecer um pequeno tormento,
talvez devesse considerar que o amor - filho de um sem par número desentimentos - é forma, delírio... pacto incognoscível.
Os pequenos sinais que o corpo transmite, as hereditárias formações que mal compreendo, as críveis dimensões que estes
olhos gulosos abrem (na tentativa, ígnea tentativa, de compreender os quebrantos que os olhos teus inspiram!).
Tornei-me melhor. Sou, definitivamente, novo

(mas, insisto, continuo tímido o suficiente para não declarar um nome - evidentemente mais belo [raro, a bem da verdade!]).
Laços sinuosos,
estágios que passo a compreender,
lúcidas manhãs que golpeiam a tez
e ousam considerar os mesmos sinais de loucura (sinônimo, observo, de liberdade!).

Entrego-me. Eis o que passo a considerar!


©Adriano Guia Ferraro

 29, 22/02/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 2/22/2005 5:52 AM



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h58 AM
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O-b-s-e-r-v-a-n-d-o...

Nada mais. Os olhos teus, sempre tão
[ íntimos,
anunciam que é preciso conter o corpo, a
nua fantasia, os delírios que justificam
cada sinal de sanidade... Nada mais.
Apenas
[ a
imagem do belo rosto que cala o poeta -
[ele,
em visível fragmentação! Os passos
tolos, as críveis maneiras de amar,
as comuns formações. Este soldado,
insano e ao mesmo tempo vil,
reage ao menor sinal de fúria.
Carinho único, complexos exageros, sinais
[ que
anunciam que amar o sujeito do amor é
[ preciso. Os
valores de titânio, a mulher intensa, os
comuns contrastes que tocam e
respondem aos mesmos delírios
sentidos.
Apenas a visível poesia. Os olhares
simétricos, os encontros quase
diários, as novas e potentes
manifestações do amor.
Linhas estreitas, desejos que raramente
aparecem, ecos e mudanças,
e pequenas soluções - tão
firmes, justas... íntimas!
Imperial forma! Que há além dos gestos
teus? Eles, bem sei,
moldaram-me, tornaram-me melhor,
nectarizaram qualquer conduta
heterodoxa.
Imagens, delírios, proximidade evidente.
Eu, filho do ígneo estupor, pareço sair do
silêncio nu; eu,
único menino que caminha, inicia um
disurso; eu,
tolo menino em movimento, tento - na
medida do possível - encontrar
respostas; eu, abismo sem fim,
entorpeço-me, submeto-me aos quebrantos
teus; você,
alicerce de que necessito... molda-me;
eu, febril e quiçá
malicioso, torno-me escravo dos passos
teus; eu,
omisso, quero revelar-me. No entanto,
algo impede-me. O
toque, os
passos da nua ninfa que venero. Este poema, reage; este poeta precisa - ao menos - do largo sorriso teu!

©Adriano Guia Ferraro

 29, 21/02/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 2/21/2005 9:58 AM



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 04h03 PM
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De fato, um início

 
 
Insano. Eis a única descrição que posso externar!
O corpo sem forma, as proporcionais maneiras de amá-la,
os risos - sempre tão tímidos!
Devo esboçar parte deste sandio alicerce.
Os olhares, tolos, insinuam mudanças,
conversam de modo cínico,
apostam - para, quiçá - perder!

A fácil mordaça, os elementares sinais de lucidez,
as pequenas manhãs que consomem os cardíacos passos.
Nossas preces em conjunto, nossos serenos encontros,
nossas maviosas sensações que calam
 - em determinado momento -
a fúria dos amargos prólogos
(estes, próximos do fim - ou da visível maneira de consumir o delicado alicerce febril!).

Perco-me, é fato.
Estes olhos simétricos, estas conquistas
- ou esboços de conquistas! - vivas,
estes sensíveis e parciais desejos
- próximos, bem sei, da visível impressão -
condutora do corpo
(este alicerce que ameaça ruir!).

Instáveis sensações, íntimos delírios,
pactos e gestos, e gemidos, e sombras, e diálogos
- às vezes, heterodoxos!
Ímpares expressões, sinusas noites,
pequenos sinais que teimam em amordaçar
a crueza dos insensatos discursos.

Vou-me embora. A poesia dos encantos teus,
a síntese das possíveis direções,
os olhos tão firmes que ousam
- a bem da verdade -
demonstrar um suposto afago
(afago que este poeta, nu, jamais pode sentir!).

É um novo amor, um rascunho
(forte o suficiente para consumir o vate),
uma incognoscível supresa
- agradável para estes pobres olhos míopes!

Vê-la, um bálsamo;
tocá-la, no momento, algo impensável.
 
Porquê?
 
Preciso de tempo!

© Adriano Guia Ferraro
(29)10/12/2004,
Santos / São Paulo / Brasil
12/10/2004 9:11 AM


Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h45 AM
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E-c-o-s           

 

Parece-me estranho romper com algumas formalidades que entendia serem essenciais.

Os gritos de liberdade, as sinuosas impressões n'alma,

os cálidos impulsos - sempre mais fortes... decididamente mais fortes!

 Quisera um novo vínculo. A força do poema, as cetrinas muralhas,

os complexos delírios que pairam sobre as estreitas e imparciais vontades de amar.

O corpo da ninfa que venero, as ilusões que pairam sobre a retina fatigada,

os críticos embustes que monologam de maneira nada comum.

Será preciso cauterizar a chaga que tanto incomoda?

 Não há, observo, alternativa mais viável?

Seccionar, no intuito de dizer que de titânio sou, é tolice,

capricho de um vate que ousou decifrar - pela vez primeira –

os traços desta tola e incansável poesia.

Os recados ígneos, as sensíveis máculas, os horizontes

- sempre mais firmes do que o tardio minuto de febre!

Escolhas que faço, paradoxos que encontro, monólogos imprecisos,

cínicas marcas, críveis projetos de fúria, sentenças que pairam sobre a fronte pesada.

Os gritos, as cruas e hereditárias mudanças,

os pequenos e os imparciais delírios - pálidos... evidentemente pálidos!

Projeto-me para o além.

As estreitas novidades, os complexos elos, as tristes e inevitáveis conquistas.

 De fato, devo consumir o tolo impulso;

de fato, devo estabelecer novas medidas, novos esboços, novas tentativas

 - estas, confesso, falhas!
Convívio delicado, ímpares dimensões, contornos inexatos

que tocam e dizem, e estabelecem certos pudores.

Não vejo melhores saídas.

A firme urgência, os pacíficos estados de cólera, as impressões de aço

que cauterizam o rosto delicado. Estas ações não são melhores.

Preciso do afago teu.

Sem ele, observo, perco-me, torno-me menino - filho do medo e da visível apatia!

Crises sem par, estreitos julgamentos, pontos recordes que pousam sobre o peito nu.

Ousei, pela vez primeira, domar a visível timidez!

© Adriano Guia Ferraro

 29, 19/02/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 2/19/2005 5:56 AM



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h00 PM
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Sem motivo

 

 

 


Manhã insone, elos quase sandios, pontos e estratégias que pairam sobre o peito parcialmente destruído.

 A majestosa e entorpecedora flor, de nome sublime, dialoga com o poeta.

 No entanto, submeto-me a um sem par número de delírios para tentar compreender o que existe (se é que existe!).

O pálidos estertores, as visíveis mudanças de humor, os olhos tão maviosos
que poderiam ser muito bem o bálsamo... a vida em edificante contentamento.

Projeto-me para o além. A certeza de mais um dia de fúria, a insensível forma de amar, as possíveis e inimagináveis transformações. Estes contornos presumidos, divididos de maneira pouco comum, invadem os sólidos acordos, tocam - com suavidade - os vivos amores, subtraem - de maneira pouco convencional - parte deste simétrico impulso poético.

Reagir. Este verbo, particularmente ação que inda desconheço, tornou-se forma, obstáculo, sensação que devo - a bem dizer da verdade - tocar. No entanto, estes delírios que sinto - de titânio - aplacam qualquer tentativa,

qualquer impulso... qualquer momento de liberdade.

Nossos passos em estreita comunhão,

nossas bandeiras que traçam os mesmos estratagemas,

nossas admiráveis criações que ousam construir parte deste espetáculo

 - ele, confesso, liberto de quaisquer pudores!

É preciso cerrar os punhos e conhecer o que de nobre existe.

 A vitória sem soldados, os pálidos acordos sem vontades,

As pequenas condições de loucura que tecem

- aos dias tão primitivos - as estreitas e impronunciáveis conquistas.
Fortes impactos, delicadas mudanças, impensáveis conquistas que decifram os críveis e imparciais ruídos.

Às vezes, delicada mordaça, o peito - nu - é já um pequeno minuto de febre;

às vezes, saudosa nuança, as vitrines - opacas - são o reflexo dos dias

- tão tênues e, ao mesmo tempo, ígneos!

Não há melhores lembranças. A expressão que toca o corpo,

os sinais simétricos, as palavras secas.

Nada de mais, observo!

 

 
©Adriano Guia Ferraro

 

 29, 18/02/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 2/18/2005 4:39 AM



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h41 AM
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Expressivos minutos

 

 

 

Escrevera um testemunho.

Ninguém o leu. Melhor assim.

Estas mudanças, nem sempre promissoras, caminham com o devido zelo.
Verbos, intensos momentos, ruínas e expressões

que cauterizam as vivas e intensas formas.

O corpo nu, as químicas mordaças, as análises
que reagem ao menor sinal de insanidade.

Quisera, a bem dizer da verdade, romper com os tristes verbos,

quisera a íntima mudança, quisera os passos mais ígneos

(talvez porque ousei desenvolver - no todo ou em parte - a febril e inconstante maneira de amar).
Fogem-me as palavras.

A crueza hereditária,as fantasias que pairam sobre os cínicos contornos,

os alicerces amorais - mais firmes, tênues... fantasticamente únicos!
Desenvolvera, assim ouso considerar, a contínua e urgente mudança.

Os pactos intrusos, as delicadas manhãs, os sonhos mais impróprios.
Vamos continuar. Não posso, fria noite, estabelecer conversas,

desenhar algo sem forma, conter a crítica e inevitável falácia.
Estes imprecisos delírios poéticos, estas concretas armações,

estes arames que prendem delicadamente as ásperas e intrusas mudanças de humor.
Contornos vivos, contornos teus - fundamentais para erguer o vate!
Elos sandios, impiedosos desenhos, criações que passam pelo elementar. Esta frieza contínua, estes desejos que jazem sobre o sagrado solo,

estas mutações quase homéricas!
Nossas pálidas idiossincrasias, nossos embustes simétricos,

expressões e complexos desejos, e inevitáveis rompantes de fúria

- ela, confirmo, destrutiva!
A imperial armadilha, os laços tão perfeitos,

os presentes coloridos que tocam os corações dos meninos mais vivos.

A impressão que ficou, os olhares que se perderam em determinado momento, as ações que falam e usam dos recursos mais ásperos

- quiçá para tocar o imprudente retor.
Não há conversas melhores.

Há um jogo, um minuto,um pequeno horizonte.

Nele, as expressões que posso, enfim, observar!

 


©Adriano Guia Ferraro

 

 29, 17/02/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 2/17/2005 5:00 AM

 



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h02 AM
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Nada de máscaras

 

 

Abraça-me! Somente os olhos teus podem conter esta carência que paira sobre este peito nu.
Afaga-me! Apenas os gritos teus serão evidentemente mais fortes.


Não há abismos, concretos impulsos, elos, palavras,
passos, cárceres, algemas, pontos, diálogos, certezas...

Há, em verdade, um início, uma metade que precisa

- a bem da verdade - ser preenchida.
Preciso dos pactos, dos segundos, dos minutos, das horas...

dos anos que invadem a tez e comemoram a alegria de viver mais um dia.

Recupero-me. Estas estreitas muralhas, cínicas em determinado momento,

avaliam se é preciso conter a cólera, os gemidos, as concretas presas.

Recuar, quando os outros tentam - no todo ou em parte - brindar ao vivo ensaio,

talvez não seja possível. Caminhamos (sempre, quero acreditar, para frente).

Um temor que invade minh'alma, um gástrico açoite que vulnera a crônica crueza,

os pálidos acordos - sempre mais próximos do ígneo adeus!
Passagens sem forma,
lamentáveis encontros,
desejos que pairam sobre a fronte nua.

Contudo, sinto o peso das horas

(elas, sinuosa manhã, algozes - filhas, bem sei, da inexata e tísica conquista!).

Quero mudar. Sentir que algo de novo existe e que traduz,

assim observo, um sólido discurso (febril e ao mesmo tempo apaixonante!).

Quero mudar. Desejo estender o ósculo que guardara durante muito tempo

(na tentativa, crua tentativa, de encontrar o amor perfeito - firme, delicado e justo!).

 

Preciso mudar. Algo, no entanto, parece recuar.

Não há palavras, sensações ou mesmo critérios

que possam ser definidos neste exato momento.

Contudo, é preciso seguir.

Deixe-me aqui, então.

Deixe-me continuar a exaltar o verde e o branco que a nua ninfa traz consigo.

Preciso vê-la. Preciso, ao menos uma vez,
tocar o sujeito do amor - este sentimento tão vivo e tão complexo!
Preciso, também, de tempo. Acostumar-se com a idéia não é tão simples.

Em suma: preciso de um gesto concreto!


©Adriano Guia Ferraro

 

 29, 16/02/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 2/16/2005 12:58 PM



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 07h02 PM
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