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Resgate 03/31/2005 05:35 A nudez sem forma, os olhares que tudo testemunham, as incontáveis maneiras de dizer que o riso - tão cristalino - é força, conteúdo, simetria sem par. Às vezes, quando os sandios minutos de febre ameaçam cauterizar parte deste nu e sandio impulso, minh'alma - nua - ousa traduzir, em parte, um mil avos deste delicado pranto. Às vezes, quando o tolo caminho invade o corpo, as possíveis e sandias manifestações de angústia, presas às críveis lembranças, mutilam-me, impedem-me de reagir ao menor sinal de cólera. Segredos, passagens, justificativas cruas que comemoram - com delicadeza - o possível e intenso resultado. Sucesso, assevero, inexiste. Mas tentar, na ânsia de conseguir ao menos uma palavra amiga, seria insano (ou, quem sabe, intimidador!). Os rompantes de felicidade, as insustentáveis maneiras de caminhar, os gemidos que passam a decifrar certas conquistas - em nome, observo, da tola e incomum maneira de sentir o amor (este delírio sempre evidente!). Desejo, bem sei, algo maior. Com apenas duas mãos, assim como anunciou Drummond, impossível. Falta-me algo maior, mais próprio... personalíssimo. As constantes tentativas que em nada redundam, as cínicas impressões que contundem os mais inabilitados, as horrendas manifestações de temor que decifram e contagiam, bem sei, os vivos e insuficientes trajetos de febre. A bem dizer da verdade, estes contrastes não são melhores. São fruto das mesmas conquistas, dos mesmos ensaios, das possíveis mudanças de humor. Enfrentar com paciência talvez não seja, afirmo, a melhor das hipóteses. O grito, as ímpares marcas, os nus sinais de mudança. Vou-me embora. A contundente manifestação de cólera, as impensáveis justificativas, as opressivas redes que sufocam e mutilam, e invalidam certos argumentos. Hoje, ninfa dos encantos meus, as certezas são mais próximas, mais produtivas, mais duráveis. Sejamos, enfim, sensatos! (Adriano Guia Ferraro, 29, 31/3/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h33 AM
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Impróprios contornos 03/30/2005 11:21 Sem chão. Os olhos, pálidos, demonstram irracionalidade; as mãos, tolas, são o reflexo de mais um dia amaro; os lábios, ígneos, agora não passam de frágeis e debilitados monólogos; as mãos... Preciso de tempo. Tempo para romper com o silêncio, tempo para cauterizar a viva impressão, tempo para viver. Construir esta muralha, no intuito de compreender um sem par número de sensações, talvez não seja o melhor dos sinais. A poesia sem forma, as circunstanciais maneiras de tocar o nu solo, as vivas fantasias, os delírios... os prantos! À noite, quando os contínuos minutos de febre ousam produzir certas teratologias, minhas sandias expressões - de aço - são críticas, distantes, informes (assim como o delírio que passa e toca, com delicadeza, os vivos testemunhos, as serenas lembranças, os passos que insistem em aparecer!). Declarar que o amor é mais forte não me trouxe nada de novo. Declarar que o amor, em certos momentos, é algoz, talvez seja certo, preciso... contundente! Experimentar as terríveis manifestações de cólera, tocar o mórbido silêncio que invade minh'alma, romper com os critérios nada previsíveis. Estas escolhas, aparentemente sem sentido, devoram-me, conquistam - de fato - aquilo que jamais poderei tocar. Estas escolhas, por serem de titânio, reagem ao menor sinal de temor. E agora? Que fazer? Consumir-se, deteriorar-se, sentir-se menos preparado para lidar com certas e possíveis reações de misericórdia? Piedade para certas conclusões, vulnerável ninfa! Piedade para certos depoimentos! Eles, fortes, podem muito bem romper com certos ensaios, com certas estradas, com certas escolhas... Projetar as estreitas manchas, responder aos sólidos gemidos, cauterizar e exprimir, e desenvolver um pequeno testemunho. Todos os pactos, todas as delicadas manhãs, todas as estreitas palavras. A bem da verdade, poeta, certos projetos - de aço - nunca mudarão! (Adriano Guia Ferraro, 29, 30/3/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h33 AM
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Mensagem 03/29/2005 05:41 Tão só. O peito, confuso, esboça certos ares, certas nostalgias, certas dores - estas, creio, incuráveis! O grito que reage ao menor sinal de fúria, as palavras secas que entorpecem minh'alma, os contornos - tão precisos - que anunciam um sem par número de circunstâncias. Deixe-me aqui, nua ninfa! As palavras, mais acessíveis, são forma, delírio, constante mutação. Estes passos largos, ou simplesmente estas curiosas maneiras de dizer o que sinto, percorrem-me, estabelecem um pequeno e delicado equilíbrio (tão raro, tão próprio... tão humano!). Já não posso sentir a tola e confusa necessidade de amar. Já não posso, observo, conduzir e ser conduzido por alguém que, entre palavras outras, desconheço. É fato. Que conheço, afinal, da viva e potente mulher? Perco-me, represento-me, estabeleço pactos que muito podem contrubuir para este crível desfecho. A nudez em constante transformação, as asperezas que tocam e traduzem certos minutos de fúria, as estreitas algemas - condutoras, visíveis condutoras! E agora? Estas certezas aproximam-se dos contínuos e delicados minutos de febre? Talvez não. Esta complexa certeza, de aço, anuncia um pequeno e cardíaco alicerce. Ele, fabricado, possui características humanas. Ele, em determinado momento, pode ruir! Manchas, marcas, máculas, mágoas... A irreal necessidade de amar, os pálidos e intrusos segredos, as passagens que anunciam e gritam, e projetam - no crítico abismo - suas mais evidentes frustrações. Representar, quando nada há para se fazer; consumir-se, quando o corpo anuncia que é preciso tempo para decifrar certas palavras; deteriorar-se, quando o vivo infortúnio toca o sólido e torpe abismo - ele, mais são que o vate! Não enxergo melhores dias. Não enxergo porque míope sou. E os estreitos contornos, hoje imperiais, compreendem-me. Hoje, posso argumentar: tornei-me melhor e pior - assim como qualquer homem! (Adriano Guia Ferraro, 29, 29/3/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h32 AM
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Imprecisas conversas 03/28/2005 11:38 A cada tormento, um sinal de lucidez, a cada discurso, alguém que se esquiva, a cada delírio, um sem par número de remédios - todos, confesso, insuficientes para conter o riso, a farsa, os delírios que a viva noite ousou produzir. Quisera, a bem da verdade, um riso nu, uma vontade de ferro, um pequeno relato de febre. Minhas mãos não são melhores. Sofrem, doem, caminham com imprecisa delicadeza. E os restos, divididos, tocam a urgência, o fel, as estradas que reagem ao menor sinal de loucura. Contornos, segredos, passos e horizontes que cauterizaram, bem sei, os pequenos e vulneráveis sinais de febre. Criara, no todo ou em parte, a crua fantasia, os olhares nada precisos, os gritos e os gemidos, e os nus ensaios que ousei conduzir. Certas medidas, de titânio, ousam regressar, tocar o impossível... o inexeqüível. Estas fronteiras caladas, estes prefácios de cólera, estas sementes que tocam o solo em busca - quem sabe - do vivo e precário minuto de liberdade. Longe dos secretos impulsos, a crueza que desenvolve a mordaça comum. Longe de reagir, minhas presas - mais delicadas do que o normal - produzem certos embustes... certezas que aprendi a decifrar. Deixe-me aqui. Os elos, tão ígneos, forjam - na viva mudança de humor - trajetos, estradas concretas, passos e visíveis sinais de equilíbrio. Desespero amaro, secretas paixões, pequenos e elementares critérios que desenvolvem um pequeno delírio, uma fantasia quase real. Mudanças, serenos desejos, encontros e desencontros que argumentam de modo sandio. Estas elementares mordaças, estes pequenos encontros, nossas vivas formas de amar. No entanto, devo considerar, certas posturas são de papel (ou em palavras outras: ousaram fabricar o que nunca existiu!). Sobre certos caprichos, um crível desfecho; sobre as tentativas imprecisas, a vitória, o riso, o comum acordo que não fiz! (Adriano Guia Ferraro, 29, 28/3/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h31 AM
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Império em ruína 03/27/2005 11:07 Um rompante de felicidade toca o nu e confuso peito. As estradas mais ásperas, os discursos menos sandios, as conquistas que tocam e esboçam um sem par número de sensações - tão próximas e ao mesmo tempo tão distantes! Quisera reagir ao menor sinal de fraqueza. O riso, hereditário, é já parte deste sinuoso e falho minuto de febre; a crueza dos argumentos, dividida de modo intenso, é fábula, jejum, incerteza de quem ousou produzir - no todo ou em parte - um gemido, um ósculo evidentemente delicado. Nada mais posso sentir. Os ombros, tão informes, anunciam certas necessidades de titânio, certos prólogos, certas provações que vulneram os críveis e inevitáveis tormentos. A fácil poesia, os momentos mais firmes, as estradas e complexas mudanças, e intensos relatos de febre - mais tolos, evidentemente mais tolos! Um dia. E nada mais. As fronteiras, delicadas, anunciam certos embustes, certos contornos, certas palavras que desenvolvem - assim considero - a única forma de amar em segredo. Um dia de fúria, um solúvel minuto de farsa, uma cálida mudança de humor que toca e desenvolve a triste e decandente medida. Minhas armas não são mais fortes do que certos espasmos. Os gestos, delicados por natureza, ousaram corroborar com certos e inevitáveis desejos - tão firmes, primitivos... meus! Não passo de um fraco! O amargo regresso, sem forma, cauterizou a crua e insana face. Os pactos, as fronteiras que ousei tocar, as necessárias algemas que tecem um vivo segredo, uma tola conquista, uma vontade de ferro. E agora? Estas paixões são capazes de sobreviver ao menor sinal de saudade? Quiçá esteja certo quanto às mudanças que insistem em aparecer. Quiçá, assevero. Um distúrbio nada vulnerável, uma distante prisão, um pequeno e relativo desejo. Nossas algemas, nossos prantos, nossas marcas. De fato, projetara um vivo resíduo de febre! (Adriano Guia Ferraro, 29, 27/3/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h30 AM
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A vida é isso:
Amanhecer e dormir.
E, entre uma coisa e outra, aprender.
( se conseguir...)
© Linda Maria
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 09h20 PM
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Com quem dialogar?

Não vá.
Estes sinais de loucura não passam de ensaios
- ou, quiçá, de sensações que tocam e monologam com os vivos limites de fúria. A sandia maneira de expressar o que sinto, as proporções de titânio que alimentam minh'alma, as cruas e estreitas algemas
- mais próximas, mais ígneas, mais potentes que a própria noite. É preciso regressar. A crueza dos olhares, ou as estreitas e nuas conquistas, perde
- a bem da verdade - o intenso e volúvel significado.
Se passo a considerar que estes delicados pontos de nada servem, então devo ir embora - procurar, a bem da verdade, outros sinais
(mais fortes, mais tolos... mais sãos!). Um grito de liberdade, uma nova concepção do amor, uma estreita pesquisa que toca e decifra, e invade, e contém um sem par número de provações
- tão minhas que gesto algum será efetivamente melhor!
Cala-te, vate! Estas não são as melhores saídas para quem imagina sentir algo novo.
Sabes que os sentimentos, sempre pulsantes, reciclam-se.
Mas parar para considerar que se tratam de novos... é engano.
Não posso assim observar.
Algo reage, pulsa, traduz - no todo ou em parte - um vivo ensaio, uma viva centelha, uma mordaça...
Então, nu menino, acreditas no que digo?
Não. Minhas certezas não são as melhores, meus verbos não são tão claros, minhas urgentes expectativas não são sempre tocadas.
Contudo, ouso assim posicionar-me, posso sentir algo. Melhor, definitivamente melhor! Estas concretas impressões, estes delicados pontos em comum, estas maneiras de enxergar a noite e o dia.
Que resta, afinal? Uma secreta prisão, um pequeno alicerce inócuo, uma relativa farsa que a todos cativa?
Dizei-me algo para que possa considerar coisas outras, pífio embuste!
Ludibriar-me,no intuito de responder às mesmas sensações, talvez não seja correto. Preciso dos gestos, do amplexo firme,das idiossincrasias que aprendi a admirar.
Preciso, enfim, de mais um dia (e nada mais!).
©Adriano Guia Ferraro
29, 26/3/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 03/26/2005 10:14
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h29 PM
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Planos que não deram certo

A vida em preto e branco.
Esta agonia, dividida de modo intenso, projeta-se mais além - talvez porque ousei enxergar, pela vez primeira, com os meus próprios olhos.
A dor que sinto, os vivos instintos que reagem ao menor sinal de fúria, as estradas - novas estradas - que inauguram os passos que jamais ensaiei.
Bom dia. Agora é assim.
Preciso percorrer e reagir ao menor impulso - ele, sempre tão devastador! A crueza sem forma, os pequenos delírios, as vivasvitrines vulneráveis
- presas a um sem par número de respostas
(elas, assevero, sempre em eterna mutação!). Causa-me certo horror romper com o silêncio nu.
Causa-me certo estupor conter as cínicas e imperiais maneiras de dizer que o amor, este sentimento crível, é farsa, motivo evidentemente sem fundamento. Pálidos contornos, ruas e estreitos momentos, conversas e amaros desejos que pairam sobre o peito morto. Ninguém reage. As sensíveisvariações de temperamento, os complexos horrores, as díspares maneiras de anunciar que o vil ensaio tornou-se solução.
Não posso mais reagir àquilo que toca e invade o corpo do vate.
As sensações perdidas, sempre em evidente desespero, portam-se como intrusas - talvezporque entenda a ígnea e visível formade amar.
Sem nexo. Estes são os argumentos que ousei anunciar.
Interpretá-los, na ânsia de compreender o motivo...
Silêncio. Estas hipérboles, divididas serenamente, compreendem que é necessário crucificar partedesta nua mordaça.
Os sonhos, as expressivasmanhãs que não foramdiagnosticadas, as palavras secas
- sem fulcro evidente.
Regressara. Minhas ilusões, sempre firmes, são - agora - restos, pegadas que aos poucos o vento leva. Dissipa-se pelo solo, sagrado solo, a estreita e crua novidade.
É informe, nua, sem imagem paraidentifcar. O vate, neste momento, prefere partir, mudar (quem sabe).
À noite, nua ninfa, sentirei saudades!
©Adriano Guia Ferraro
29, 25/3/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 03/25/2005 07:44
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h49 PM
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Despir-se

Pactos sem forma, interesses que reagem ao menor sinal de fúria, caminhos e certezas, e prefácios, e sínteses que anestesiam os possíveis e hereditários minutos de febre. Quereria abraçar o riso nu, estabelecer um contato mais íntimo, desenvolver
- se possível fosse - os mais vivos e contundentes sinais de fé.
No entanto, algo impede-me, vulnera - de fato - o corpo do crítico vate. As impressões nada comuns, as possessivas mudanças de humor, os inexatos símbolos que traduzem certas idiossincrasias
- todas, assevero, fortes o suficiente para condenar, romper com as tolas e impensáveis maneirasde enxergar o mundo - sempre, confesso, em viva transformação! É noite. O corpo, decadente, tornou-se escravo, filho de um sem par número de sensações
- todas, observo, mais ígneas, firmes, capazes de suportar o silêncio que o desprezo ousou produzir. Mordaças íntimas, reações prováveis, pactos obtusos, dias amargos, termos incorretos, detalhes esquecidos...
Dor. Esta sensação, nada agraável, destrói o rosto, a fábula, os contornos que reagem ao menor sinal de insanidade. Quereria, a bem da verdade, consumir um mil avos deste sepulcro delírio - sempre, enxergo, pronto para decifrar a tola e inconstante maneira de ser.
Vou-me embora. As críticas análises, divididas de modo intenso, cauterizam-me, suportam certasconquistas que o tolo amor - hoje tênue - desenvolveu.
A impressão que toca peito, as relativas formas de expressão, os olhares contidos (como se proibido fosse olhar para o lado). Dias e estreitos temores, noites e indivisíveis momentos, laços e diálogos, e progressivos horrores.
Sobre o corpo em constante mutação, nua ninfa, um minuto que paira e cauteriza as críveis incertezas do vate;
sobre os trechos que mutilam minh'alma, viva força, um casulo, um depoimento tão vivo que toca e descreve
- com imparcialidade - a decadente forma de amar!
©Adriano Guia Ferraro
29, 24/3/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 03/24/2005 05:48
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h50 AM
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Resposta

Prostram-se os argumentos porque sei que nada mais será forte, decididamente forte.
As ruas insólitas, as poesias informes, os gritos de liberdade que encontram certos pontos, certos ensaios, certas conquistas vulgares.
Caem os resíduos, as dores, os sentimentos que pairam sobre as estreitas e impensáveis cruezas. A delicada atração, os valores que não compreendo, as tentativas
- capazes de consagrar parte deste inexato resíduo de fúria. Às vezes, sinuosa chama, os passos teus não revelam mais do que instabilidade, sofrimento, piedade. As concretas vestes, os contornos de mais um dia, as secretas paixões que reagem ao menor sinal de cólera.
Devo, a bem da verdade, conduzir o riso tênue à visível einforme transformação?
Devo, no todo ou em parte, selar os tolos minutos de febre e reagir ao menor sinal de fraqueza? Sem palavras para descrever este crível estado de insanidade.
As cínicas prisões, divididas de modo evidentemente insone, perturbam os vivos gritos, as nuas faces, os resultados que um dia ousei fabricar. Mostro-me cansado.
Quiçá pronto para desistir e encontrar, em estado outro, a sensação de liberdade que jamais pude provar.
A expressiva mudança de humor, os lábios que não mais se tocam, as preciosas mudanças que anunciam um sem par número de razões. Regressar, afirmo, talvez não seja a melhor das hipóteses.
Tornar-me-ia, insisto, febril, menino que ensaia - a bem da verdade - um vivo toque...um ósculo que jamais furtei. A medida insuficiente, as complexas e decisivas hipérboles, os sonhos que renunciam aos menos sensíveis. A dor das horas, a distância que irá consumir o vate, as sentenças
(vaticinadas por alguém que não experimentou o vivo ensaio, a viva sensação decadência). Projetos, instáveis monólogos, proporções que aniquilam os imprecisos gritos.
Esta forja imperfeita, estes delírios, esta chaga.
De fato, ousei cauterizar o delicado riso!
©Adriano Guia Ferraro
29, 23/3/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h13 AM
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Partes

Potência nua, condições primárias, encontros e desencontros que tocam e decifram, e caminham de modo evidentemente insano.
As cruas despedidas, as sensíveis hipérboles que pairam sobre os rastros nada comuns, as certezas que mutilam minh'alma e cauterizam - a bem da verdade - um riso nu, uma complexa notícia, um beijo que jamais tive a coragem de furtar. Épocas tolas, segredos inconfessáveis, delicadas manchas e mordaças, e pequenos e delicados encontros primitivos. A bem dizer, as vivas impressões ousaram romper com certos poemas, com certas tentativas que - hoje - são mais próximas, mais evidentes...mais concretas.
Há, insisto, complexidadenestes desejos que tocam a tez do cru poeta?
Há, de fato, um sem par número de certezas que ousaram tocaros pequenos e frágeis impulsos? A vida sem forma, as cínicas mutações, os olhares e as vitrines, e os elementares segredos que reagem ao menor sinal de cólera.
Fardo. Estas são as notícias que passo a enxergar.
Temor. Estes são os gritos que pairam sobre a fronte evidentemente pesada.
Critérios. Estes são os impuros momentos que tocam as concretas certezas, os imperiais toques, as insones conquistas...
Tudo de papel. Assim como, quero estar errado, o amor.
Cauteriza a chaga, imobiliza o corpo, seduz o tempo - como se possível fosse.
Mas há, confesso, intensa viabilidade.
Quiçá para quem sonha - ou mesmo para quem, portador de grandiosa cabotinagem, exerce algum tipo de influência sobre o nu momento.
Paremos por aqui. Este devaneio, às vezes - assevero - responsável, reage, produz uma infinidade de argumentos. Contudo, todos são delicados - assim como o vate! Impressões de ferro, complexos alicerces, identidade sepulcra. Todos os versos, todas as mudanças, todos os elementos que vulneram
- a bem dizer da verdade -
os instáveis e insuficientes prantos.
Marchas, resumos, encontros. Este fel, sóbrio relato, indestrutível!
©Adriano Guia Ferraro
29, 22/3/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 03/22/2005 06:33
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h43 AM
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Agradecimento

Um sentimento que, aos poucos, começa a ruir. Temor, devo confessar.
Jamais pensara que isto pudesse acontecer.
Mas, insisto, começa a ruir, a romper com o que de belo existe. A certeza de papel, a ruína em forma crua, os pálidos e distantes minutos - sempre mais fortes
(secretamente mais fortes!).
Pairam sobre as cínicas maneiras de enxergar o mundo... um mil avos deste decadente estertor.
Pairam, também, as complexas mudanças, os elementares gritos, as promessas que cauterizam o riso, a sólida poesia, o grito - tão áspero (quiçá, afirmo, decadente!). A forma sem forma, os contornos nada comuns, as indestrutíveis nuanças - próprias, contínuas, delicadas. Devo compreender, a bem dizer da verdade, que os cínicos projetos de fúria são - no todo ou em parte - resistência? É preciso romper, definitivamanete, com os passos secretos, com as mordaças cínicas, com as impressões que cauterizam e traduzem - de forma evidentemente primitiva
- um sem par número de sensações.
Devo consumir este sentimento de perda e transformá-lo em algo bom. Talvez devesse considerar, assim entendo, as mudanças sofridas pelo amor.
Se mais forte estou, muito melhor; se frio - ou mesmo calculista (não importa!) -, nada posso fazer.
Coisas acontecem. Assim como também acontecem os amores, as brigas, os distúrbios que cauterizam e mutilam parte destescríticos e informes delírios. Preciso, bem sei, erigir um sem par número de vontades.
Preciso, também, golpear a tez e compreender que a flâmula do amor - tão importante para mim - não passou de quimera
(ou, quem sabe, pilhéria de evidente mal gosto!).
Um minuto. Este foi o tempo em que o amor meu fora destruído!
Um minuto. Esta foi a certeza dada pela nua ninfa! Obedecer e recuar, e transformar o ambiente ao seu redor. É melhor assim, preciso entender! Outros risos, outros recursos, conversas outras.
De fato, mais forte, mais contundente estou!
©Adriano Guia Ferraro
29, 21/3/2005, Santos / São Paulo / Brasil)03/21/2005 04:54
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 01h26 PM
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D-e-s-t-r-u-i-r

Pousa sobre o peito uma saudade imensa.
A crueza sem forma, os passos amargos, as tristes e sensíveis maneiras de conduzir o corpo em evidente desfecho.
Quisera, de fato, contornar as vivasfantasias, os sinais de sanidade, as lutas e os defechos
- sempre em evidente depressão. À noite, quando os remotos sonhos brindam ao vivo, contuso e intruso vazio, certas marcas - de aço - toleram-me. O visível argumento sem par, as incorrigíveis mordaças, os sonhos que ousaram ser traçados - muito antes destecaminho ser evidentemente pensado.
Quisera, no todo ou em parte, perturbar o riso, o silêncio sem direção, as passagens que castigam certos impulsos, certas malícias, certos embustes... Pequenos temores, síntesesimersas, imagens que sufocam o menino em serena derrocada.
Pactos, ruínas, medidas extremas que interferem no processo natural das coisas.
Pontosem relativo desespero, sinuosa atração, páginas que decifram o poeta em contínua mutação.
Estes são os trechos de um sem par número de tentativas que acabaram rompendo com os laços da crível e sinuosaverdade.
Os emblemas, as poesias sem forma, oscontornos mínimos que monologam e decifram, e tocam, e verbalizam de maneirapromissora. A bem da verdade, etérea mudança, os sinais de desprezo são reações que nuncaesperei;
a bem da verdade, nua ninfa, os passos são - no todo ou em parte - um mil avos deste contuso e amaro projeto. Sem mais palavras, peço-lhe.
A crueza sem forma, as estéreisfantasias, os complexos desejos que tocam e vulneram - de fato - estescríticos e impensáveis discursos.
É tarde. O corpo, evidentemente esgotado, aproxima-se destecontuso e firme desfecho.
A inexata mão que um dia soube afagar, os relativos estertores que ensaiam certasmaneiras de consumir o vivo prólogo, os amores em crívelextinção.
Estas certezas de ferro, divididas de maneira intensa, flagelam-me!
©Adriano Guia Ferraro
29, 20/3/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 03/20/2005 11:27
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 04h31 PM
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Acidez

Vida sem rumo, estradas nuas, pequenos sinais de cólera que pairam sobre os estreitos minutos de liberdade.
A vida é assim. A delicada mordaça, que prende e cauteriza certos temores, socorre-se do vivo e etéreo minuto de febre; os passos - amaros - são feitos do áspero material;
as cruas tentativas (quiçá, insisto, teratológicas!), projetam-se mais além
(talvez para além da crível imortalidade!). É preciso segurar estes sinais que tentam decifrar o poeta em evidente desolo.
É preciso, também, consumir certos ensaios, certas conquistas, certas maneiras de dizer que o cínico impulso - de titânio - ousou produzir um sem par número de associações (estas, confesso, mais perto do corpo!).
É tarde. Sepultar certos horrores, como se fácil fosse, talvez requeira um esforço sem precedentes.
No entanto, vate, a sinuosa e contusa face - dividida de modo evidentemente primitivo - parece reagir de maneira promissora. A insensível novidade, aspeças sem igual, os disformes trechos de insanidade que perturbam a fronte, os ombros, as notícias que caminham juntamente com o poeta. Ocultar-se, insisto, talvez não seja a melhor das tentativas. É preciso ter paciência. Exercitá-la, quando os reveses insistem em aparecer, decisão, rumo que somente eu - menino nu - poderei trilhar. Os passos sem forma, as cruas e inexpressivas muralhas, os dias e as noites quase sem direção.
Um mil avos deste sereno impulso reage.
Um mil avos desta crua tentativa reage.
Reagem, também, os fardos, os fatos, as fábulas que podem ser erigidas do modo mais intenso, do modo mais tolo - evidentemente tolo! Criações que beiram ao extremo, circunstâncias que tocam certos prólogos, notícias que tocam e decifram, e consomem os vivos e elementares sinais de sanidade.
Minhas vitrines, frágeis; tuas promessas, incertezas que devoram o poeta e mutilam - no todo ou em parte - os fáceis e hereditários caminhos!
©Adriano Guia Ferraro
29, 19/3/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 03/19/2005 05:17
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h19 AM
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Suportes

Minhas insanas justificativas, minhas pequenas maneiras de entender o amor, minhas formas que tocam e respondem, e decifram um sem par número de considerações. A fúria quase nua, os pequenos sinais de loucura, as tentativas - tolas - que carregam consigo os mesmos sinais de insanidade. A certeza que mutila a alma, os contornos vagos, asracionais e estreitas mordaças. O corpo sem impressão viva, os delírios de um poeta inseguro, as passagens - estreitas - que governam o menino quase em evidente depressão.
Quisera, bem sei, compreender o que existe; quisera, no todo ou em parte, estabelecer um tênue e volúvel prefácio de cólera - ela, nua ninfa, tão viva, intensa, criteriosa. Às vezes, penso, minhas humildes maneiras de conter o vivo ensaio são defesas - tão minhas que, em determinado momento, jazem! Complexos impulsos, linhas e vulgares imagens, passos e conversas, e justificativas - mais fortes (secretamente mais fortes!). Estes contornos sem vida útil, estas delicadas e vulneráveis impressões, passos e relatos, e febris minutos - silenciadores, assim os considero! Minhas vestes estão secas. Vazias. Eis o termo apropriado! Minhas vestes, testemunhas deste sangrento horror, cauterizam certos impulsos,aniquilam certas mudanças, suportam - de modo contido - o mundo (evidentemente mais pesado, mais concreto, mais informe!).
Preciso do silêncio. Ele, devorador,aplaca certos sinais, certasangústias, certos ensaios que, à noite, podem ser demonstrados. Oculto-me, que fazer? Complexos minutos, elos quase cegos, pequenos desejos que pairam sobre ascircunstanciais passagens.
É tarde. Preciso dormir. Encontrar, quiçá, ascertezas que cauterizam o poeta.
Minhas peças em contínuo desolo, meus argumentos mais sólidos, minhas preces.
Quisera, de fato, conter o riso estreito.
Quisera, de fato, suportar o grito - devorador, crível e insolente devorador!
©Adriano Guia Ferraro
29, 18/3/2005, Santos / São Paulo / Brasil)03/18/2005 05:35
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h49 AM
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Laudas

Cada centímetro quadrado, cada impressão que pousa sobre a tola retina, cada minuto de felicidade que toca o corpo e mutila a alma - ela, insisto, à procura de algo novo
(evidentemente melhor!).
Os trechos de sanidade, as cruas e intensas mudanças, os covardes passos que cauterizam certos ensaios, certas provações, certas necessidades que caminham sobre os tolos e intensos minutos de febre. À noite, quando os resíduos teus insistem em dizer que nada há para fazer, o limítrofe corpo - em visível combustão - reage, decifra o que de nobre existe. A possível maneira de conter os pequenos resultados, as estreitas marcas que deformam o vate, as certezas, hereditárias, que vulneram certos pontos, certas impressões, certos prólogos em vida...
Devo recuar para tecer certos contornos?
Devo desenvolver um sem par número de certezas, devo cauterizar a chaga crua, devo - por fim - consumir os trechos que monologam de modo ígneo?
É noite. A frustrada reação, os intensos relatos de febre, as vivas manias (sempre à procura de algo novo - mais forte, quiçá, que o próprio contorno!). Um mesmo e contuso sinal, uma impressão que reage ao menor sinal de cólera, um desejo líquido, certo, perfeitamentedesenvolvido. Longe de conter os expressivos sinais, a crueza que dissipa o corpo.
Estas mudanças, ou mordaças - como as enxergo -, são fortes, tolas, mínimas e confusas.
E agora, nu menino? Que fazer se o corpo - em febril desfecho - responde aos quebrantos que a noite tola ousou produzir?
Faces únicas, manias sinuosas, únicas projeções.
A força sem par, os críveis delírios, asformas e expressões que tocam os contínuos e delicados passos. Vou-me embora. As piedosas lacunas, tolas; os delicados demônios, cínicos.
A bem da verdade, estes relatos são a forma, o conteúdo,
a certeza que invade e conduz - com maestria - as impressões deste vivo poeta!
©Adriano Guia Ferraro
29, 17/3/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 03/17/2005 06:37
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h42 AM
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Visões

Os meus demônios devoram-me!
As sensações de titânio, os contos de um mesmo minuto de febre, as cruas estradas - sempre mais próximas, mais vivas, mais intensas do que o próprio minuto de febre! Cárceres, delírios, ensaios ortodoxos que cauterizam certos temores, certas ruínas, certos espasmos - talvez filhos de um sem par número de lembranças! Crises sem dor, minutos enfermos, caminhos e farsas, e indelicados monólogos. A vida viva, o pulsante amor, os trechos de insanidade que golpeiam a matéria quase seca - evidentemente seca!
Quisera parte de um vivo amor. Ele não veio.
Também não vieram a esperança, a tola maneira de amar, o delicado vínculo - prestes a, assim entendo, ruir! Projetos para o futuro, sinais indecentes, caminhadas ásperas que consomem o corpo deste febril menino. Posso, bem sei, conter a possessiva maneira de amar?
Posso - assim entendo - vulnerar os retratos e tecer, a bem dizer da verdade, um simétrico esboço de saudade? Diga se necessário foi cauterizar a viva fantasia. Diga se foi preciso silenciar o corpo. Diga! A impressão dos olhos teus, as mais heterodoxas justificativas, os olhares vagos que contornam certosrompantes. Passos, cálidas maneiras de amar, intensos versos que declaram - bem sei - o que vivamente sinto.
Os esboços, as sinuosas pautas, os concretos passos que reagem ao menor sinal de cólera. Isso tudo prova que o amor resiste, toca edecifra o possível desfecho - este, assevero, favorável! Pautas e dias, e complexas decisões que anunciam um mil avos deste sinuoso pranto. Páginas, criações, sensíveis modos de enxergar que o amor - este sentimento indecifrável - pulsa, vive, reage aos mais ígneos reveses. Pactos externos, pálidasmudanças, encontros e relativos desejos.
De fato, mulher/ninfa, minhas afirmações são vivas, intensas, próprias de quem ama e toca o sujeito do amor!
© Adriano Guia Ferraro
29, 16/3/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 03/16/2005 12:44
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 05h49 PM
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