Meu humor



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"Adriano-Poesia"
 


Um obtuso retrato

 

Formulara um sem
par número de sensações que tocam,
de
maneira primitiva, a crua e instável poesia - ela, insisto, sempre à procura do cru e decadente instrumento
de
febre!
Certezas preliminares,
encontros ortodoxos,
maneiras de dizer que
exercem força sobre
este
peito provavelmente
nu.
A febre insana,
as querelas nada vulneráveis,
os olhares
de
aço que tocam e
resumem, com
delicadeza, a crua e decadente
forja.
O sopro que
a
todos
invade, as
inúmeras mudanças de
humor,
os risos - febris - que
anunciam os
tolos e
dispersos ensaios - eles,
observo, sempre tão
ortodoxos!
A crítica inspiração de titânio,
as ásperas mudanças de
humor,
os
olhos e
as
vulneráveis
paixões - sempre
mais fáceis de compreender!
Um impulso nada
comum, uma
fortaleza
intrusa, um
volúvel instrumento de
febre.
Nossas injustificadas
mudanças de humor, nossos
pequenos
delírios, nossos secretos
embustes. A possível
manhã, os mesmos
lugares,
as hereditárias
formas - sempre tão restritas!
Quisera
monologar de modo
intenso, quisera
tocar este
nu
e instável ósculo,
quisera percorrer
a
célere e indomável
culpa.
Nossos encontros,
nossos acordos,
nossos delírios que
desenvolvem um
vivo e
insuportável
abismo. Esta
angústia
mínina, estes
espasmos
ímpares, estas
ígneas
provações. De fato, sandio
prelúdio, os risos - nus - não são mais
do que
uma pálida
autoridade; de fato, estes
inconseqüentes
passos não são mais do que um riso
que - de tão febril - causou-me certa
lembrança (desagradável, insisto!).
Um ponto em
comum,
uma fácil poesia,
um resíduo que
conserva
certos
e
inconstantes
desvios.
Sobre os
tristes argumentos, uma
tênue e distante
força; sobre os
contusos minutos de febre, a ruína dos que inda vivem de modo perverso.
À noite, serena prisão, estes
acordos produzem
certos
e
expressivos
monstros!


©Adriano Guia Ferraro

 29, 14/4/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 04/14/2005 11:21



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h23 PM
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Este instrumento

 

 

As promessas nada comuns,

os estertores que caminham com dificuldade,

as amargas visões que jogam, e dissimulam, e fantasiam

certos embustes, certos delírios, certos passos

 - estes, confesso, mais próximos, mais vivos... potentes!

A imprecisa simetria,
os cálidos impulsos,
os resíduos de febre que tocam a tez do nu menino.

Contudo, argumento, algo resiste - quiçá para encontrar,

na incerteza dos gestos, um ponto de apoio

(ou simplesmente mais um grito seco – evidentemente seco!).

Produzir um sem par número de acordos,
reagir ao menor sinal de cólera,
construir os alicerces em nome deste ou daquele relato de frieza.
Pautas intrusas,
confusos resíduos,
ácidas perspectivas que inviabilizam certos delírios,

Certos encantos, certas necessidades vitais.
A confusa e irreal necessidade de amar,

os elos que nem sempre formam os pares mais perfeitos,
um gemido insólito que demonstra a crua necessidade
de cauterizar a pálida e evidente mudança.

Nossas mordaças de titânio,

Nossos elementos menos sombrios,
nossas estreitas pesquisas - tão raras, confesso!

Os valores de ferro, as oniscientes conclusões,
os desejos que tocam os lábios e professam um relato raro

- possivelmente fruto desta tola e incomum maneira de enxergar

o lúcido minuto de dor.

As armadilhas sem dimensões,
os contornos inexpressivos,
as amargas contusões que devoram o poeta

em evidente transformação.

Desejara, observo, consumir este fácil relato de febre.
A crueza sem forma,
os quebrantos nada delicados,

as horas que passam e cauterizam,

e invadem os pequenos sinais de certeza.

 

Não vejo melhores amores.

Não vejo melhores tentativas.

A fuga, parcial, é intensa, confusa, relativamente ímpar.
Os dias nada simétricos,

As impressões que tocam minh' alma, as nuas fronteiras.

 

Estas caminhadas, nua mulher, fizeram-lhe melhor!

 

©Adriano Guia Ferraro

 

 29, 13/4/2005, Santos / São Paulo / Brasil)04/13/2005 12:41
 

 



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 04h44 PM
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Vitrines

 

Pouco a pouco os vivos ensaios começam a caminhar de um modo mais sereno.

Os gestos pequenos, as certezas nuas,

os rompantes de felicidade que - hoje - aparecem com maior freqüência.

Os imprudentes gestos, as caminhadas nada possíveis, os
estreitos relatos de febre que percorrem um sem par
número de situações - estas, observo, quase sempre vulneráveis!
Criações, monólogos,
insustentáveis contornos - estes... tênues o suficiente para cauterizar a urgente e delicada
poesia.
Marcas estéreis, insolentes pesquisas,
dias e noites que redigem um pequeno grito de liberdade.
As asperezas sem forma,
os gemidos imprudentes,
as carícias que resolveram
construir um tolo e inevitável instrumento defebre.
Cercara a cardíaca mudança.

Os pontos em comum, as
infindáveis ruínas, os contornos que começam a romper
com o eventual silêncio.
Dias, desejos, preces e caminhos, e intrusos minutos de jejum que
anunciam - timidamente - que reagir é preciso.
Dizei-me se é necessário construir
a inocente poesia. Dizei-me se os olhos, hoje mais calmos,
podem reagir o suficiente para demonstrar o que é preciso estabelecer.
Farsas
e
laços
nus, e passagens, e joguetes que tocam o vivo
e hereditário  estertor. Nossas únicas
pesquisas, nossos delicados açoites, nossas passagens que
resumem certos embustes, certas mudanças, certos
acordos que nunca foram melhores do que o intenso e amaro
resíduo de dor.
Um riso que contrai a ígnea força, um pequeno e
lúdico engano,
uma forma de poesia que
reage ao menor sinal de fúria.
Deixe-me. Minhas associações
não são fortes. Resumem-se, a bem dizer,
em algo possível de se
vislumbrar. A crueza sem forma, os gritos
nada possíveis, as híbridas certezas - mais próprias do que  o simples açoite!

À noite, parte desta fácil inocência perde-se em raciocínios que inda não conheço!

©Adriano Guia Ferraro

 29, 12/4/2005, Santos / São Paulo / Brasil)04/12/2005 08:15
 



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h18 PM
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Risos e gestos, e farsas

 

Sínteses intensas,
vulneráveis caminhos,
linhas e caprichos que tocam os
pequenos sinais de insanidade.
A crueza sem par,
as imprecisas medidas,
os gritos e os tolos acordos, e as
fantasias de aço que
perturbam o poeta
em evidente
decadência.
Experimentar os trechos da
incapaz mordaça, penso, é tarefa para poucos.

Falhara, confesso.
Os quebrantros nada circunstanciais,
as inexatas passagens de fúria,
os olhares que se perdem e nada
tecem - quiçá por medo!
Um rito nada piedoso,
uma insana tentativa,
um pequeno gemido que toca e decifra a
pública e incerta maneira de amar.
Os pacíficos ensaios,
as nuas maneiras de dizer
adeus, os rompantes de
felicidade que desenvolvem
certas e imprecisas mudanças.
Nossos impiedosos acordos,
nossas sensações de titânio, nossos
passos que tocam e decifram, e
consomem, e mutilam as vivas e insensíveis poesias.
À noite, quando as
pequenas projeções ousam
recriar a possível e hereditária maneira de amar,
os sonhos - feitos com cautela - são fortes,
decididamente melhores!
Os improváveis gemidos, as
imersas maneiras de amar,
os contornos febris que
desenvolvem - no todo ou em parte - um vivo e problemático sinal de
estupidez.
Os complexos gritos,
as certezas que pairam sobre o corpo nu,
as estreitas paixões que reagem ao menor sinal de fúria.

Deixe-me perceber o quão tolo  fui.

Deixe-me perceber, de fato, o que realmente existiu.

Posso dizer? Nada. Eis a resposta que a todos perturba.
A sombra de um sentimento, as dores de um menino prostrado,
as cicatrizes que reagem
ao menor sinal de fraqueza - à espera, entendo, das tristes e possessivas maneiras de amar!
Resíduos complexos,
impérios nus,
gélidos sopros que tocam - com docilidade - as
expectativas de mais um dia híbrido.

A bem dizer da verdade, passo a considerar,
parte deste instável projeto de cólera pertence a mim!

© Adriano Guia Ferraro

 29, 11/4/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 04/11/2005 13:02



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 05h04 PM
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Liberdade

Liberdade


Deixe aqui as impressões deste dia nu.

Os contornos precisos, as preces inevitáveis,

As certezas que tocam e dialogam de maneira nada comum.

Quisera, bem sei, desenvolver um sem par número de sensações,

Construir o riso primitivo,

tocar – com viva intensidade - as complexas e delicadas certezas.

Os papéis sem forma, as contusas mudanças,

os olhares que machucam qualquer um que se aproxime.

A delicada histeria,
as irresponsáveis manchas,
os pequenos horizontes que cauterizam a  tênue e incontestável esperança.
Somos, a bem dizer da verdade,
meninos à procura de um mesmo afago,

animais em evidente desespero,
imperadores - prestes a perder o poder que a todos devora.
Sinais
impuros,
contrários
joguetes, noites e justificativas insensíveis

- prestes a domar o impulso, sempre frágil, intruso... tolo.
Não vejo melhores expressões, diálogos,
pálidas conquistas.
À noite, quando os serenos discursos invadem
um sem par número de tentativas,
este gesto, vil, é forma, mudança ígnea.

Vou-me embora.

As perspectivas aceitas,

os  sensíveis momentos de dor,
as delicadas manifestações de fúria que educam - de modo pouco ortodoxo –

as imprecisas e tímidas farsas.
Não vemos melhores contornos para reagir.

Não vemos melhores ensaios para consumir
a possível e crítica justificativa.
As horas sem fulcro,
os pontos em vivo declínio,
os irreais paradoxos que consomem o vate por inteiro.
Minimizar as inocentes páginas,

erigir um sem par número de açoites,
concretizar os sonhos que, de tão maduros, podem ruir

(destruindo-me).
Sinais,
épocas,
compreensivos delírios que justificam as tentativas nada comuns.
Projeto-me para além da viva impressão.

Projeto-me porque necessito do afeto,

sempre em evidente transformação.
Ao romper com estas íntimas mudanças, nua simetria, algo aconteceu.

Tornei-me, enfim, melhor!


©Adriano Guia Ferraro

 

 29, 10/4/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 04/10/2005 12:14

 



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 04h19 PM
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Reflexos de um dia calmo 04/09/2005 09:01
Contornos nus, estreitos
vínculos, potentes mudanças
que caminham e insinuam que
continuar a viver, este esboço
tão sublime, é forma,
mudança, intensisade.
Os gemidos nada contusos,
as estreitas mudanças de humor,
as correntes tentativas que
desenvolvem um sem
par número de realizações.
Preciso do vivo
afago. Preciso da pálida e
intensa
maneira de consumir o
delicado ponto de fúria.
As estradas insones,
as caminhadas mais vivas,
os gritos e os
decadentes ensaios - sempre à procura, confesso, de algo simétrico (ou
evidentemente tolo!).
Consola-me, nua ninfa! Estabeleça
um sem par número de conquistas
que tocam os verdadeiros
projetos de
fé. A comum expectativa, as
delicadas projeções, os
intensos
movimentos - tão serenos, puros,
delicados.
A verdadeira
farsa,
as
incomuns passagens,
os gélidos
horrores - tão imprecisos e
ao mesmo tempo tão
críticos!
Devo
cauterizar os
potentes ensaios, devo
dialogar de maneira
pouco ortodoxa, devo - enfim - responder
às estreitas mudanças de humor?
Não vejo melhores
momentos, crua mordaça! Não vejo, também, respostas suficientes que ousam
tocar as imprecisas
e
inocentes páginas. Minh'alma,
vulnerável, tornou-se
o
reflexo, a tola e previsível
caminhada.
A constante
e fácil
entrega, as
paredes imprecisas,
os gritos e as sentenças
que consomem o corpo
deste
menino em
inevitável
estupor.
Perco-me,
entrego-me,
renuncio - de modo formal - às
constantes
mudanças. E agora? É preciso, pois,
recomeçar.
Novas tentativas,
novos contornos,
novas e secretas paixões que
descrevem - timidamente - os
nus e
contínuos diálogos.
Causa-me certa ansiedade contornar os
complexos e
hereditários relatos
de
febre.
A potência, nua, é
amara, distante... pérfida.
Os olhares inocentes,
as estradas de ferro,
as armadilhas de titânio. A bem dizer da verdade, cálida tez, posso dizer: enfim, resisti!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 09/4/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 01h04 PM
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Os gestos do preciso contorno 04/08/2005 07:45
Imaginem a pureza do amor contornando os
gestos, as estreitas passagens, os caminhos de mais um dia de
cólera. Nada mais áspero
poderia resistir. Esta é
a magia do tempo, dos amores perdidos,
das sínteses que pairam sobre a fronte
e desenham - com delicadeza - as
possíveis e sandias maneiras de
amar.
Quiçá erigir um
incontestável relato. Quiçá
construir as pálidas impressões que
estão aqui, mergulhadas em
minh'alma.
Um pequeno diálogo,
uma estreita e necessária
conquista, um grito que
toca o coração deste
menino parcialmente
destruído.
Erga-te, poeta! Os
complexos alicerces, as delicadas
mudanças nada sensíveis, as
omissas e
decadentes projeções - sempre tão
próximas, distintas,
suficientes para
consumir os
insanos momentos
de
culpa.
Mas o amor, este
sentimento
que a
todos toca, é mais forte, mais rico
em detalhes.
Somente o riso, contuso,
poderia produzir estas
inexoráveis certezas. Somente
os
pálidos encontros poderiam consumir
o que
de
nobre existe. Estas
tentativas de titânio, nua mulher,
estabelecem um sem par número
de
sensações - tão raras, caras,
próprias!
Encontrara
a obtusa
face. Está triste. Suas
mais
ígneas
idiossincrasias, potentes,
não dialogam (carregam, bem
sei, as vivas e possíveis
notícias). Este
afeto, tão raro, inspira-me, devora-me,
conduz-me às
impensáveis
e
inocentes
fantasias.
Quisera o longo beijo,
as armas brancas para
seccionar
o solo simetricamente, as
pacíficas
manifestações de
afago - tão raros que
inspiração alguma poderia, em
momento de sanidade, tocá-los!
Deixe-me consumir
a
beleza
deste
complexo gesto. Deixe-me
preencher
as
nefáveis tentativas e cauterizar, no todo
ou em parte, a viva
transformação, os horizontes, as
sínteses de mais
um dia. Deixe-me aqui, neste
solo
árido!
Encontrara, neste instante, um resíduo que inda sobrevive. Encontrara o riso que tanto me cativou!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 08/4/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h48 AM
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Transtornos 04/07/2005 07:36
Melhor. Evidentemente melhor. As
chagas, antes expressivas, agora
tentam partir - já que ousaram
acabar com parte deste mórbido corpo.
As exigências do tempo presente,
as exigências da vida presente,
as impressões que monologam e cativam
- avidamente - os vivos
e
secretos diálogos. E agora, nu menino? Será possível colocar os
louros desta pretensa vitória sobre
a
fronte? E agora, nu poeta? As concretas
impressões são maiores e melhores
do que os vivos e
sandios projetos de fúria?
Cala-te, vate! As tolas e comuns
medidas não são mais
do que
sínteses cruas - presas
a um sem par
número de
condições - estas, observo, sempre
mais próximas, mais críticas, mais
intrusas do que a
previsível
média.
Um encontro
parece querer destruir com os
comuns minutos de febre. Um
encontro parace querer
cauterizar os íntimos e
passionais
delírios - estes...
As vozes noturnas,
as possíveis vantagens,
os olhares que compreenderam certos
pontos nada
ortodoxos.
Projetara
um gesto nada previsível. As armas,
agora contundentes, marcam o
corpo em evidente
desolo - quiçá para
não destruir o que
inda resiste.
Pontos
e
resíduos voluntários,
meses e instáveis
discursos,
paradoxos que condicionam
as indestrutíveis
maneiras de consumir o que
existe.
Estas
mágicas conquistas,
estes trechos de
febre, nossas veracidades - aqui projetadas do modo mais
intenso (ou, quem sabe, da maneira mais
perversa!).
Criações obutsas,
gritos meus,
lembranças que cercam os
potentes e dispersos
minutos de
febre - ela que sempre
cauteriza, de modo
potente, as asperezas que
inda insistem em
aparecer.
Não mais, sinuosa
ninfa! As hereditárias
formas de amar, ou
simplesmente as ígneas
transformações, castigam
os pobres e
sedentos pontos. Eles, agora
decididamente
ínfimos, não são mais
do que
uma
autoridade
provável.
A farsa, os passos, as notícias. Não há suficientes respostas!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 07/4/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h40 AM
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Nunca mais se aproxime

Um dia de fúria que, afirmo, parece
ter chegado ao fim. Os
segredos que ousei decifrar, o
silêncio que não dei causa, as concretas medidas que pairam sobre a fronte evidentemente cansada.
Os risos,
os prantos,
os delírios de um poeta que ousou - pela vez primeira - amar. Agora, assevero, resta-me amar em visível segredo (quiçá para poupar os menos preparados!). Só
o que não entendo são os argumentos
utilizados. Não entendo, de fato, os jogos como um todo. Lógica, para mim, não há. A frieza crua, os horrendos
monólogos, as cínicas impressões que
flagelam minh'alma - em busca, quiçá, das evidentes e nuas certezas (sempre
mais próximas, evidentemente
mais próximas!).
Romper com os argumentos, anunciar a despedida, voltar-se
para si - na tentativa, crua tentativa, de domar o narcisismo às avessas.

Considero, para que ninguém diga algo que desconhece: simbolicamente narcisista!

Simbolicamente menino que passa a pensar e
a decifrar certas estratégias - tão pífias que causam até medo!
Um frágil projeto,
uma curiosa fronteira,
um grito de liberdade,
uma fantasia de papel, um nome que escorre entre os dedos e produz

- com delicadeza - as complexas mudanças do vivo e contundente humor.
À noite, estasprisões não fazem mal algum.

À noite, estas vivas impressões - produzidas na delicada retina - ardem, consomem o corpo,
vulneram estradas e partem - talvez, insisto, para nunca mais regressar.
Mostrar-se algoz a ponto de exercitar o potente desconstrucionismo - tão amplamente erigido por Derrida!
A solidão é a melhor saída. Eis o que desejo. Os meus passos,
as minhas etéreas maneiras de cantar o belo, ascuriosas risadas - evidentemente infantis

(talvez por isso sejam tão belas!).
Minhas sombras permanecem inertes. Em casa.

Finalmente compreendera a disputa que nunca ocorreu. Finalmente, nua ninfa, livre estou!
[Os poetas não foram talhados para sentir a recíproca do amor!]

© Adriano Guia Ferraro

 29, 06/4/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 04/06/2005 13:54



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 05h55 PM
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Enfermo convívio

 

Comuns ensaios, nuas conquistas, delírios e
farsas que caminham juntamente com os
cínicos projetos de cólera. Vou-me embora. A crueza dos
gestos nus, as possíveis armadilhas, os ensaios que pairam sobre os amaros resíduos.
Não mais que simples trechos de insanidade que pousam
sobre os obtusos minutos de febre.
A crueza sem forma, as épocas que há tanto procurávamos, os
estreitos laços que monologam de modo visivelmente intenso.

Ouvir as aspirações de um vivo contorno, aspereza; conduzir o
rijo depoimento aos portais dostolos julgadores, imperfeição.
Deixemos certos projetos para além da humana compreensão. Deixemos de
fabricar certos impulsos e sejamos melhores.
Como bons meninos sonhamos emerigir um vivo testemunho de fé. Como
bons meninos queremos algo novo - na ânsia derasgar o presente que toca os olhos
daqueles que inda não perderam a doçura do tempo de criança.
Movimentosincompletos,
resíduos nada comuns,
estreitos passos que decoram certos embustes.
É verdade. O riso, ou mesmo a tola condição humana, é já forma informe

- ou, quem sabe, instrumento que ousa cauterizar a vulnerável e previsívelcondição de culpa.
Pontos instáveis, cardíacos laços, pactos e elos que reagem ao menor sinal de certeza.
Domar o corpo em evidente depressão,
consumir a crueza que a todos assombra,
demonstrar um sem par número de imperfeições - talvez, assevero, expurgando os meus próprios defeitos!
Ah! A projeção que habita em todos nós! Relatos,
fábricas cruas, delicados passos que caminham de modo bastante improdutivo.
Estas armadilhas nada convencionais, estes paradoxos que cauterizam as passionais
ruínas, estes nomes - tão fáceis de construir!

Devemos consumir a hereditária maneira de amar, devemos exercitar certas paixões?

Definitivamente, nua ninfa, estes críveis testemunhos não são mais do simples e perversos acordos!

©Adriano Guia Ferraro

 29, 05/4/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 04/05/2005 06:26



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h31 AM
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Instabilidade

 

Um nome que toca a nua timidez,
as palavras que golpeiam os vivos
ensaios, as cruas e insondáveis
maneiras de dizer que o amor

- este sólido sentimento - é contundente, químico, delicado!
As armações de titânio, os alicerces
nada precisos, as possíveis caminhadas
que tocam e decifram, e nectarizam as tolas e
impensáveis conquistas. Talvez fosse necessário conduzir o riso
tênue ao encontro deste confuso minuto de febre.

Talvez fosse necessário inaugurar a certeza que tanto
toca o cálido peito. As mordaças nada precisas, as aspirações que
redundam de modo tolo, as imediatas conquistas que conversam
delicadamente com os imperfeitos contrastes.
À noite, estas complexas ruínas ousam pousar sobre o poeta.

Há, confesso, certo medo.

O corpo, porém, aceita passivamente.
Não vejo melhores justificativas.

Não vejo melhores traços de felicidade caminharem  ao lado meu.

Algo toca o solo. Algo sujo, sem forma, visivelmente torpe.
Somos melhores? Somos filhos que esperam por alguns dos mais vivos sinais de afeto?

Creio que não. Nossas tentativas são relativamente impotentes

- se comparadas com os contundentes relatos que invadem cadatrecho de certeza.
Há um sem par número defrustrações que povoam os rijos sistemas que eu mesmo projetei.

Desfazer-se destas "conquistas"... É tarde, nu menino!

Caminhar em segurança não é oobjetivo primeiro. Caminhar talvez não seja
a melhor das  saídas. Sei que o corpo pede. Em verdade, afirmo, implora!
As medidas vulgares, as sensações que incomodam opossível afago,
asestradas - de aço - que vulneram certos ensaios, certas palavras,
certos testemunhos - tão próprios que, às vezes, esqueço!
Desejos,fantasias,
prontos encontros,
medidas supremas quetocam as verossímeismanhãs.
Não há respostas satisfatórias, vivo poeta!

Há, de fato, um grito - ou simplesmente, um vago projeto de sanidade!

©Adriano Guia Ferraro

 29, 04/4/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 04/04/2005 12:59



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 05h03 PM
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Aspirações

 

Estes resíduos que tocam o riso nu, estas
estradas que caminham com delicadeza,
as pequenas e necessárias mudanças que
anunciam um sem par número de
condições - sempre mais próximas,
mais tolas, mais ígneas!
Um sentido de afirmação parece
percorrer o corpo tolo. Um visível
argumento, dividido de modo
insensato, é força, projeto,
condição precisamente insustentável!
Diálogos cativantes,
complexas afirmações,
decadentes ensaios que constroem
um sem par número de condições - estas, assevero, prestes a cair!
As nuas
querelas, as impensáveis
manhãs, os horizontes vagos - presos à delicada e insensível mania de amar
o teoricamente impossível.
Gritos, pactos,
algemas e mordaças, e relativos
estertores que
renunciam às mesmas sensações de
cólera.
Estes minutos,
de titânio, são - talvez - a fúria que tanto
procurei; estas ameaças, de coloração
nada intensa, são os resíduos que este amaro poeta resolveu expelir.
A dor das
causas, a dor dos trajetos,
a dor que paira sobre a
fronte
pesada.
Confusos momentos,
ácidos e insones delírios,
manchas e reações que
tocam os imprecisos discursos. Vou-me embora. É fato, observo.
A imprecisão
enferma, os conflitos nada
ortodoxos,
as lágrimas que invadem os pequenos
e inocentes minutos
de
febre. Este
jejum
sem forma,
estas curiosas maneiras de
julgar o
próximo, estas secretas preces que são entoadas como se
potentes fossem.
Descansar. O corpo
primitivo, as escolhas que
fiz, os objetivos que vão se solidificando diariamente.
Não há aparente
contradição, nua ninfa! As profecias,
sempre positivas, não mais
existem. Elas, confesso, foram os
meios de que me utilizara para
compreender este crítico e decadente
sentimento.
Definitivamente
mais rijo. Definitivamente. As
escolhas, hoje melhores, são o reflexo deste menino que aprendeu a amar em preciso e solene silêncio.
Estas são, agora, as minhas vontades!

©Adriano Guia Ferraro

 29, 03/4/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 04/03/2005 10:44



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 02h47 PM
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Insegurança

 

O movimento rebelde, as impressões
que castigam minh'alma, os pequenos
delírios de aço que cauterizam
certos paradoxos, certas conquistas, certas maneiras de dizer que é preciso
amar em silêncio - para, quem sabe, despertar a atenção!
O grito sem força,
as imprecisões que caminham de modo
ígneo, as longínquas mudanças de humor
que reagem ao menor sinal de
fúria. Devemos perceber o quão
viva é esta imagem? Devemos procurar a crua
novidade e condicioná-la ao
tolo e frágil desfecho? É possível
caminhar, deduzir,
reencontrar as esperanças há
muito perdidas?
Devo procurar um sem par
número de
conquistas e fabricar - no todo
ou em parte - a possível e intensa necessidade
de
criar?
Pairam sobre os lábios as
contusas necessidades, as armadilhas que
insistem em aparecer, as
omissas e comuns práticas.
É já complexo estender
certos
efeitos, certas mordaças, certos
curativos.
Os verbos,
os versos,
as vitórias,
as passagens,
os olhares,
as mudanças,
as mordaças,
os contornos,
as relações nada vivas,
as potentes dimensões...
Tudo e mais um pouco. Tudo e, ao
mesmo tempo, nada. A
intrusa e necessária
poesia, as
observações sem
sentido,
os críticos
acordos que vulneram a tola e insensível
previsibilidade
humana - ela, assevero, sempre
tão falha!
Podemos encontrar as
respostas que tanto
buscamos? Podemos encontrar a
expressiva e conclusiva
novidade?
É tarde... agora.
A invasão que traduz um mil avos
deste depressivo amor,
a confusa ruína que assombra os
nus ensaios, as ofensas - sempre primárias!
Noite, dia, tarde. Predar a ordem, no
intuito de compreender o que
existe, é cansativo. Um riso, uma
força, um paradoxo
evidentemente cardíaco.
Façamos o seguinte: contornemos
certas afirmações.
A pálida
impressão, os dias nada comunicativos,
as estradas que deixam pelo caminho
uma enorme quantidade de
esperanças. Elas, infelizmente, estão mortas!

©Adriano Guia Ferraro

29, 02/4/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 04/02/2005 06:07



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h14 AM
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Movimentos

A impressão que castiga a retina, os pactos que estão cada vez mais inseguros,

as palavras que tocam os lábios dos menos preparados.

Fazer o quê? Consumir parte de um nu argumento, cauterizar a chaga que a todos
incomoda, reagir e decifrar, na medida do possível, um pequeno esboço de febre?

Paira sobre a noite vil um gesto nada comum.

Paira sobre o peito confuso uma dor que mutila o riso e a sombra.

Paira sobre o curioso relato de febre a delicada maneira de amar o contundente minuto sandio.
Esta viva fantasia, de papel, é forma, verdade, curiosidade - a bem dizer, evidentemente frágeis!
Não posso decifrar esta amarga necessidade de titânio.

Um gemido que desconheço,
uma força que controla parte deste argumento sem forma,
um vulnerável desejo que perturba a matéria do vate.
Quisera transformar este delicado impulso em algo maior.

Quisera reagir sem ter que contornar certashipérboles. Quisera. Mas não devo.

Invadir certos delírios, ou mesmo consumir parte deste simétrico minuto de culpa, talvez
seja a melhor das expectativas.
A crueza sem par, os embustes sempre precários,
as passíveis e necessárias mordaças que a todos atormentam.
Perdera o fulcro. Os pacíficos encontros,
as relativas estradas,
os nus paradoxos. De fato,
responder de modo primário é intenso.
Os olhares que não combinam, as
imprecisas e confusas
mãos, os pacíficos discursos que - hoje - não querem
retórica, convencimento, trajetos sem forma.
Mínimos conflitos,
estruturais acordos,
potentes ensaios que não fiz.
Há um sem par número de violações aqui. A
pacífica doutrina, as dísparesalgemas, as cálidasmanifestações de
febre que reagem ao menor sinal de fúria.

Deixe-me só. É preciso tempo para construir um alicerce digno de fidúcia.

Deixe-me aqui. É preciso tempo para responder às perguntas que insistem em aparecer.

É preciso tempo, sinuosa ninfa!

©Adriano Guia Ferraro

 29, 01º/4/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 04/01/2005 05:55



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h59 AM
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