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"Adriano-Poesia"
 


À Fabi Guimarães

 

 

Passos estranhos, segredos impronunciáveis, relatos e febres tênues

que caminham ao lado dos pequenos sinais de misericórdia.
As certezas impróprias, os momentos mais doces,
os sinais deste afago que tocam e vulneram, e caminham

de modo tímido, confuso, nu, abstrato, sandio, crítico, amaro, ígneo... pálido!
São formas, confesso!
As mesmas que cauterizam os sonhos e mutilam a alma

- ela... sempre perversa, indomável, cínica!
Poderei anunciar a secreta prisão
e conter um mil avos deste limítrofe sinal de lucidez?

Poderei separar a cura e a decadente noite dos gemidos

que um dia resolvi proferir?
Estas manhãs não são melhores, observo. São indefesas,
instáveis, díspares... crônicas porque não enxergam

 os possíveis reflexos que tocam e vulneram as ingratas mudanças de humor.

As abstratas contusões,

os insatisfeitos caminhos, os nomes que cauterizam

as pálidas e distantes mudanças.

Não vá embora! Preciso dos passos, das certezas, dos encontros,

dos risos, das lágrimas,das incríveis formas

que tocam o corpo do poeta em evidente construção.
Deixe-me sentir a brisa suave, os vivos momentos de felicidade,
as estreitas e contundentes risadas

- filhas, assevero, da beleza nunca antes vista!
Os olhos tão puros,as noites mais vivas,
as formas que tocam e desenvolvem os minutos

- dos quais, confesso, preciso drasticamente!
R-e-s-p-i-r-a-r. C-o-n-t-e-r

As inocentes mudanças, sentir que o corpo teu é intenso,

delicado, repleto de certezas que este menino quiçá nunca ouse sentir.
Um minuto de liberdade!

É o que peço, ígnea mulher/ninfa!
Os horizontes sinuosos, as delicadas atrações,

os delírios e as constantes prisões que tocam o corpo do vate.
Deixe-me desenvolver ao lado teu as certezas

que pelo menos em mente possuo.

Conter o menino que se aproxima... Não faça isso!

Preciso do riso teu, dos passos teus,

da urgente e necessária condição de loucura.

Por isso venero-a, intensa forma!

 ©Adriano Guia Ferraro

   29, 31/5/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 5/31/2005 7:02 AM



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h14 AM
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Arder e não e sentir

Verbos sujeitos aos mais intensos minutos de fúria,

segredos que tocam

e estabelecem um sem par número de condições primárias,

épocas que caem e desenvolvem os mais impiedosos segredos que a lua

- nua - ousou fabricar.
Estas são as armadilhas que anunciam os modelos vivos.

Estas são as curiosas fantasias que mutilam o poeta

em evidente depressão.
Signos primários, inocentes passos,
linhas e instrumentos frágeis

- à procura dos indecentes e dos voluntários aspectos de cólera.
Vamos embora. Não vejo melhores respostas.

 As sensações que a todos condicionam,

os sólidos alicerces que tocam o chão

das contundentes maneiras de amar o sujeito do amor...
Um mil avos deste crônico minuto de dor é já fantasia

e ao mesmo tempo liberdade

- ela...há tempos adormecida em minh'alma!
Um contuso argumento,
uma forma nada impiedosa,
um gélido sopro que constrói as inevitáveis mudanças

que tocam o áspero e ímpar fracasso.
Luas nuas,pontos indecentes,
risos e lágrimas, e complexos
ambientes que jogam e brincam,

e brindam aos mais íntimos momentos de dor.
É tarde para dizer que o amor é a pedra de toque que a todos movimenta?

Já não mais enxergo de modo sadio.
As enfermas novidades, condutoras dos incríveis segredos,

põem à prova o corpo deste vate

- como se fosse possível sentir os pequenos

(mas fortes) instantes de misericórdia!
A nudez sem formas,os passos omissos,
as condições de incerteza que tocam o solo dos íntimos desejos.
Máculas, projetos,
idiossincrasias, pontos,papéis, sínteses,
mínimas mudanças,
desejos, segredos meus...

épocas que não consigo compreender

- talvez porque tenha perdido as sustentações do belo e intenso amor!
Manchas,fáceis impressões,
contínuos horizontes que decifram as mais vivas
e críticas fantasias de titânio.
Ah! Estes princípios! Sempre relativos,intensos, amaros!
Sobre as formas tuas, confesso, um caminho constante;

sobre os passos teus, a exatidão que tanto procurei!


©Adriano Guia Ferraro

 

 29, 30/5/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

 



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 04h11 PM
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Estruturas 5/29/2005 1:43 PM
As estradas secas,
os gritos secos,
os visíveis ensaios que
caminham lado a lado com a
previsível e indecente dor. Os nomes
pálidos, as pequenas manifestações de loucura, os nefáveis instrumentos que tocam e desenvolvem um sem par número de tormentos - estes... presos à angústia e ao desespero!
Marcas intensas,
relativos estertores,
contornos e
obtusas formas de amar que tocam
e
monologam de modo absolutamente previsível - sem maiores chagas
para romper com os laços anteriormente estabelecidos!
Quisera mutilar a urgente
expectativa, quisera regressar deste
sombrio estado, quisera um pequeno sinal de afago. No entanto, possível não foi! Estas farsas únicas, estes caminhos
menos produtivos, os sinais e as lúcidas leituras - presos à experiência dos tolos tormentos!
Linhas tênues,
encontros primitivos,
gritos e sussurros, e pequenas mudanças
de humor. A fria manifestação de
cólera, os gemidos quase extintos, as secretas fantasias - de titânio - que causam certos impasses, certas demências, certos passos visivelmente inevitáveis. Não adianta! A cura dos insolentes delírios não é mais do que uma alternativa provável.
Os sinais
esquecidos,
as armadilhas
incrédulas,
os gritos e as
veracidades - parcialmente destruídas!
Um complexo
e
hereditário rito,
uma falaciosa mudança,
um rompimento que cerca a poesia e
destrói os passos dos menos
preparados.
Risos insuficientes,
paradoxos ímpares,
edificantes transformações que
mancham os sintéticos
e
abstratos passos.
Não vamos além das imperiais
mudanças. Caminhar, com segurança - afirmo - não deve ser o melhor
dos argumentos.
A impiedosa justificativa,
os serenos e complexos depoimentos,
as arestas que precisam urgentemente de um cuidado maior.
Desvios inocentes,
pactos insones,
elos e fantasias, e significados
que tornam a existência menos
feliz.
As pequenas
paixões,
os ingratos elos, os delírios. Devo partir?!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 29/5/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 04h46 PM
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Bruscos ensaios 5/28/2005 7:12 AM
Parte de mim está em profundo desânimo. O corpo, prisioneiro da angústia e do horror, é forma informe, desejo sem música, limite sem intenção. E agora, nua mulher? Que fazer se os passos teus são etéreos e cheios de graça?
Os limites insanos, as estruturas elementares, as condições de titânio que cauterizam o poeta em evidente estupor.
Projetara, a bem da verdade, um pequeno sinal de lucidez.
Os pactos intrusos, as dimensões nada vivas, os horrendos e ígneos projetos de felicidade que tocam o solo dos menos preparados.
A fantasia menos intensa, os joguetes nada previsíveis, as estáticas marcas que delicadamente escrevem um sem par número de situações - estas, observo, repletas de frieza!
Não há melhores delírios para contornar as relativas e intensas justificativas. Não há, também, melhores cicatrizes. Estamos presos, sedados, m-o-r-t-o-s. Somos, desde já, meninos perdidos - à procura de um resultado que talvez nunca virá!
Os alicerces que tocam e desenvolvem as mesmas notícias, as justificativas que reagem ao menor sinal de misericórdia, os pequenos embustes (divididos de modo intenso!).
Vamos romper com os terminais pontos de angústia? Vamos desenvolver um pequeno sinal de sanidade? As pequenas afirmações, os horizontais trechos de cólera, as carícias que jogam com os mesmos minutos de febre.
O projeto nada intenso,
as mãos absolutamente precárias (incapazes de estender um pequeno e decisivo afago), os olhos gulosos que tecem um vivo e elemementar desejo de fúria.
São estes os relatos em vida que consomem o vate em eterno tormento? As vitrines secas, os passos nada comuns, as sombras e os dizeres que cercam e anunciam, e reagem ao menor sinal de culpa. Não adianta. Hoje sou tirano - talvez filho de um sentimento que definitivamente nunca conhecerei.
Estes trechos informes,
estas manhãs nuas,
nossos pálidos e delicados movimentos - à procura dos mesmos minutos (vivos, confesso!).
Sobre o corpo, a lembrança de um dia amaro!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 28/5/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h13 AM
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Nossos movimentos 5/27/2005 7:16 AM
Fragmentos insones, pequenas e instáveis manifestações, elos e etéreos minutos de fúria que caminham lado a lado com os tênues sinais de misericórdia.
As caminhadas menos ortodoxas,
os relativos impulsos,
as estratégias montadas que
vulneram certos e complexos dizeres - eles, confesso, produtores de um sem par número de argumentações!
A aspereza ígnea, os encontros nada
previsíveis, os instantes e delicados passos que
monologam de modo absolutamente
vil.
Limítrofes ensaios,
curiosos e tênues mistérios,
cálidas mudanças de humor que tocam e
consideram as mesmas coisas - elas... sempre tão irreais!
Pontos obscuros,
laços nada curiosos,
mudanças que rompem com
as
vivas transformações. Os insuficientes
paradoxos, as condições nada
ortodoxas,
os vivos ensaios que manifestam
os curiosos
e
delicados passos. Manchas, secretos
minutos, alicerces que desenham fortes tentativas - na esperança, vã, de consumir o crítico e indecente projeto de culpa.
Pontos nada visíveis,
segredos incríveis,
marcas e manchas, e poemas, e sensações que tocam e estabelecem um pequeno e ardiloso sinal de angústia.
Reações impossíveis, terminais gritos,
pequenas mudanças de humor que condicionam os imprecisos e sandios discursos.
A problemática urgência,
os insensíveis diálogos,
os pequenos e
inertes paradoxos que desenvolvem - a bem da verdade - os cínicos e improváveis sinais de cólera.
A crueza sem forma,
os instáveis passos,
nossas urgentes demonstrações
de
afeto que sentenciam - em nome
do pulsante amor - um mil avos deste
breve relato de culpa.
Pontos
indiscutíveis,
terminais e relativas
farsas,
condições e tolos minutos - sempre à espera do amor (este sentimento
delicado!).
Segredos, imagens,
cárceres e pequenos
delírios que jogam com os
insustentáveis sinais
de
delicadeza.
Estamos à procura dos
inexoráveis
discursos, viva ninfa; estamos, bem sei, à procura dos tristes e mínimos instantes de fúria!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 27/5/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h21 AM
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Inferior ao átomo 5/26/2005 7:12 AM
Estes prefácios nus, estas sinuosas mudanças, os horizontes cálidos que caminham com incrível docilidade. Os verbos quase nus, as sensações que pousam sobre o poeta tênue, as caminhadas menos preparadas.
Quisera tocar os pequenos - mas urgentes - sinais de insanidade. As inocentes justificativas, divididas de modo intenso, cauterizam-me, suportam-me, desenvolvem (no todo ou em parte) um mil avos deste curioso e instável prólogo.
As condições heterodoxas, as imparciais
justificativas, os olhares - perdidos - que consomem os mais elementares sinais de prudência. A constante
ameaça, os complexos dizeres, as inefáveis paixões que suportam os mesmos dizeres.
Sobre os incontestes sinais,
as urgentes e necessárias prisões; sobre os pequenos horizontes, as vivas e complexas armadilhas - sempre ortodoxas, mínimas... latentes!
Presenciara a delicada crueza. Os
incomuns delírios, filhos da alegria e do insone minuto de liberdade,
anunciam certos e imprecisos
gritos - estes, confirmo, à procura dos tristes e delicados instantes!
Devemos recurar,
consumir a notória fortaleza,
cauterizar a díspar - mas necessária - condição de incerteza?
É tarde para abraçar os gestos teus? É tarde para lidar com os ígneos projetos de certeza e jogá-los ao abismo das
urgentes mudanças?
Contornar as pequenas e delicadas
paixões, romper com as mesmas
pesquisas, inocentar - quando do toque íntimo - as mãos dos severos amantes.
Não vejo melhores saídas para domar as estruturas sandias. Não vejo, também, melhores acordos, sensações, contornos.
Estes
vínculos
lúcidos,
estas incertas
pesquisas,
estes horizontais
minutos de fúria que
anunciam um
pequeno - mas firme - relato
de
simetria.
Às vezes, quando os
delicados projetos de força
caminham com docilidade,
as vivas recordações,
de titânio, inda tocam o cerne
do menino indefeso. Às vezes, impiedoso
vate, os trajetos anteriormente traçados não são mais do que uma visível e tola mordaça!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 26/5/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h20 AM
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Ironia 5/25/2005 1:11 PM
O meu projeto de insanidade, as frágeis sensações de chumbo, os gritos do menino/vate que tocam e desenvolvem - a bem da verdade - um mil avos deste crítico e insone prólogo.
As pequenas e serenas manhãs, os
trechos que anunciam o fixo projeto de cura, as inocentes manifestações de angústia - ela... tão devastadora!
Cítricas e impiedosas contusões (aquelas tão vivas!), elementares diálogos,
projetos e sínteses imperfeitas que
anunciam um quê de
incerteza. Precisamos viver! Tocar o horizonte, o abismo, as existenciais mudanças que anunciam um sem par número de
paixões - estas, como enxergo, tão prováveis!
Correntes, trechos nada ortodoxos,
elos e informes minutos de fúria
que vulneram as mais serenas amnhãs.
O pequeno diálogo,
as estreitas paixões,
os alicerces que golpeiam a fronte do
nu menino. Quisera desenvolver
este pequeno - mas forte - arcabouço. Minhas mãos, prontas para o
desafio, parecem correr (como se alguém, de nome indigesto, ousasse consumir o poeta d-e-l-i-c-a-d-a-m-e-n-t-e!).
Os passos sem forma,
as curiosas noites,
os nefáveis instintos
que caminham lado a lado
do vate.
Os punhos, cerrados, são a encarnação
da força (tão rara, impiedosa... monstruosa em determinado momento!).
Somos assim? Soldados prestes a abandonar o campo de batalha? Devo
seguir. Minhas
prisões, sem forma definida, dominam-me (ou, quiçá, ousam traduzir um pequeno discurso repleto de falácias!).
Aprendi, confesso, a ser retor. Defesa, necessidade... sobrevivência!
Os gritos,
as concretas e insones noites,
os elementares desejos que tocam o cerne das vivas e instáveis discussões.
Piedade! Os contornos
não são mais do que uma autoridade
fabricada. Piedade! As sensações não são mais do que um pequeno embuste.
Crises oportunas,
delicada atração,
informe critério que anuncia e toca, e envolve a díspar e indecente crueza.
Os nomes mais raros,
as estradas mais firmes,
os amores. Minhas deferências, sinuosa simetria!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 25/5/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 05h22 PM
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Brancas páginas 5/24/2005 7:51 AM
É fácil este limite que cura? É intenso este projeto de culpa? As formas informes, os frágeis e impensáveis trajetos, os delicados pontos que cauterizam as vivas e amaras mudanças de humor.
O riso tardio, as estradas quase nuas, os elementares sinais que consomem os instáveis e decadentes minutos.
Perco-me, a bem da verdade. Os sinais, vitais, são pequenos. Não vejo as estruturas, os segredos tênues, as passagens que iriam ilustrar os mínimos tormentos. Já não
posso caminhar com a devida
segurança. Os gritos
torpes, as complexas mordaças, os
sonhos e as fantasias de titânio
que cauterizam as mais elementares
sensações - tão próximas de mim, menino/rascunho que inda não aprendeu a amar!
Talvez devesse cauterizar a urgente e
precária justificativa. Talvez devesse consumir o
lúcido joguete. Talvez devesse seguir - na tentativa, nua tentativa, de esboçar alguma reação.
Mínimos
contornos,
épocas cruas,
segredos e impressões que
respondem aos
mesmos gemidos.
O errôneo temor,
os possíveis vínculos,
o corpo calado que desenvolve
a firme providência.
Não ouso percorrer a complexa
justificativa. Os pequeninos sinais
de
angústia, as expressivas mudanças de
humor, os
contornos que vulneram e desenvolvem
as mais elementares
poesias - elas, confesso, amaras e ao mesmo tempo intrusas!
Proteja-me. Os reflexos minutos não são mais do que uma autoridade provável. Proteja-me. As contusas manifestações de
afeto não tecem os mais poderosos contornos.
Ritos e risos, e fantasias - possíveis - que anunciam um sem par número de condições - tão vivas que ousam discorrer acerca da urgência dos momentos!
Talvez fosse necessário
desenvolver
as
armadilhas que desconheço. Talvez fosse necessário erigir este embuste
e
oferecê-lo ao poeta.
Sínteses simétricas,
expressões covardes,
dias e noites, e pequenas sensações que
rompem com o sandio prólogo.
De fato, etérea mudança, minhas sensações não mais existem!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 24/5/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h01 AM
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Encontros

 

 

Apenas o sorriso brilhante,
a noite viva, os pequenos delírios

e as vivas manifestações de fúria.

Tudo vivo, organizado, esquadrinhado

a partir de um padrão - ele que sempre me acompanha.
As orações mais firmes,
os delicados e expressivos sinais

de culpa que tocam e vulneram

 - de modo curioso - o menino quase tolo

(filho da incerteza,

dos relativos estertores...

dos nomes que não ouso pronunciar!).

 Paradoxos, existenciais limites,

risos e toques, e contornos quase volúveis.

Minh'alma, feita de um material que inda não conheço,

diz a que veio - ou quiçá, como enxergo,

traduz certos rompantes, certas impressões,

certos minutos de angústia.
A viva fortaleza,
os covardes desejos de fúria,
as mãos - trêmulas –

que criam as mesmas sensações

(tão minhas que as considero obtusas!).
O complexo e indesejável fantasma,
as manhãs que distanciam os amantes,
os passos - cada vez mais secos, ásperos... sem contornos!
Deixe-me perceber o que de nobre existe

neste discurso que a todos incomoda.

Deixe-me construir as imprecisas mudanças

que monologam com os tristes joguetes.

Estes incontestes projetos,
estas estratégias montadas

(mas visivelmente falhas!),
estes pequenos esboços de fúria

- tão pequenos, cristalinos, delicados!
Não vejo melhores saídas

para quem ousou descrever a paixão

dos tristes e complexos dizeres.

As armaduras, sem definição,
pousam sobre o corpo

(talvez esboçando um pequenino instrumento cortante).
Restos indecentes,
mínimos acordos,
delicadas prisões que tocam os voluntários e estreitos desejos.

Peças sem encaixe, complexas mudanças,
elementares sinais de cólera

- tão ríspidos que tocaram as estruturas dos insones e distantes pactos.
Mínimas fronteiras, especiais transformações, lágrimas

e ficções que tocam os visíveis minutos de curiosidade.
Pálidos encontros, específicas formas,

delírios e fronteiras, e lúcidos impactos.

Desde o primeiro momento, uma impressão, um riso, um início!

 

©Adriano Guia Ferraro

 

29, 23/5/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 5/23/2005 1:03 PM



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 04h10 PM
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Por isso recluso

 

Sinais externos, amaros prelúdios, pequenas sensações

que tocam e desenvolvem fortes minutos de fúria.
O corpo em evidente e amara posição,

os sólidos minutos de febre, a crua e tênue manifestação de loucura.

O corpo delicado, os frágeis sinais de febre,

as críticas e obtusas sínteses. Os sinais nada comuns,

os pequenos e frágeis sinais,
as possíveis e impensáveis condições de febre.
O tênue caminho,
as formas quase nuas,

os pequenos delírios que tocam o coração do nu vate.

Um sonho - e nada mais.
Os verbos extintos,

As sinuosas fronteiras, os gritos e as enfermas conexões

que anunciam parte deste crível e decadente instinto de febre.
Os fragmentos nada comuns, as fantasias e os jejuns,

os instantes de fúria que contaminam o menino nu

- filho de um sem par número de inquietações!
A força dos gemidos teus,
as expressivas manifestações de curiosidade,

os encontros e as fronteiras

que delicadamente desenvolvem os "fáceis" projetos de felicidade.
Nossos elos quase verdadeiros,
nossas caminhadas ortodoxas,
os passos serenos - destrutivos, hereditários... cardíacos!
A "pequena" força do amor,

os lúcidos e os delicados sinais de febre,

as imersas ficções - tão pequenas, raras... únicas!
Um sinal de lucidez suficiente não será

para contornar os pequenos e os falhos limites.

A intenção quase cega, os terríveis e inocentes discursos,

as lágrimas que tocam o solo nu e vulneram os estáticos minutos de febre.
Vou-me embora. Covarde tornei-me.

Abandonar a poesia, no entanto, jamais!
Filha do tempo, das amarguras, dos instantes de felicidade

que brindam aos mais secretos amores - entre eles, aquele impossível

(resultado das belíssimas conversas!).
Mínimas interferências,
eloqüentes pontos,
segredos e expressivas
dimensões que anunciam parte deste curioso minuto.

Às vezes, síntese perfeita, minhas mãos não a alcançam;

às vezes, lúcida mulher, os contornos teus

são os mais vivos e sóbrios minutos de que necessito!

©Adriano Guia Ferraro

 

29, 22/5/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 5/22/2005 12:11 PM

 



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 04h29 PM
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Forçado a...

 

 

 

Às vezes, quando os tênues minutos

tocam a urgente e vil manifestação de afeto,

o poeta - nu - produz certas defesas,

certos ensaios, certas maneiras de dizer que o tempo

 - este fardo quase insuportável - é vazio,

repleto de, penso, lembranças quase mortas.

O delicado tormento, as expressões nada convencionais,
as sínteses e os perfeitos minutos de fúria

 - aliados à crua demonstração de dor!
Os pontos incomuns, as elementares discussões,

os termos quase extintos - quiçá à procura dos terríveis monólogos

(urgentes e disformes por natureza!).
A complexa manifestação de insanidade,
os delicados pontos em comum,
os elementares horizontes

 - sempre frios, distantes, perversos, latentes... precários!
Vou-me embora.

A imprecisa manifestação,
os curiosos momentos de acidez,

os pálidos e instáveis joguetes

- filhos da esperança e do medo!
Vamos embora. O corpo, vazio,

tornou-se forma informe, desejo nu, prisioneiro de si mesmo.
Estes urgentes prólogos,
estas condições nada possíveis, estes delírios e estas fantasias

que alimentam o poeta e destroem

- a bem da verdade - um sem par número de respostas

(mais fortes, precisas, urgentes!).
Limítrofes passos, pactos sem par,
constatações que ameaçam a vida

e dilaceram parte de um mesmo momento.
O curioso embuste, as expressivas e excepcionais medidas,

os corações - à procura deste significativo ponto de fúria!
Não há melhores prólogos!

Não há melhores manifestações de farsa!
O complexo embuste, as delicadas e insones frustrações,
os complicados sinais que tocam e desenvolvem o seu frágil projeto de culpa. Talvez devesse conduzir o corpo ao abismo letárgico.

Talvez devesse considerar que os olhos teus, encantadores,

sejam perversos, limitados (ou mesmo destrutivos!).
Não vejo melhores alicerces.

O corpo,complexo por possuir diversas terminações nervosas,

alimenta-se, suporta um sem par número de gritos... jaz.

De quem são estas algemas?

©Adriano Guia Ferraro

 

29, 21/5/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 5/21/2005 7:17 AM



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h22 AM
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18/05/2005

CANÇÃO PARA O AMIGO QUE PARTE

 Para o amigo Willian Calado

Pintura de William Blake

 

Brother

a vida é assim...

é hora de chegar

ou de partir

tiro no escuro

momento exato

nascer

ou morrer

tudo no segundo cravado

mas lembre-se

que apesar de tanta maldade

ainda faremos a revolução

basta olhar a lua

beber as nuvens

cheirar as estrelas

entrar no sol

e irradiar fraternidade

é só esquecer de tanta maldade

e ver teu coração puro

o sangue jorrando na sinceridade

Brother

é assim...

a lágrima alivia o corte da dor

e a amizade purifica a vida

seja feliz

e até breve.

Cássio Amaral.

P.S. Para no nosso amigo Willian Calado .( Um guerrilheiro dos Nadas) que vai mudar de cidade



 Escrito por CÃO às 13h51

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h01 AM
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Edificante

 

Cada prelúdio de fúria,
cada desejo perdido,
cada síntese que toca e desenvolve a forma quase extinta.

Os passos da nua menina, as fronteiras que desconheço,
os pequenos delírios - progressivos, a bem da verdade!
Sonha, poeta! Estes decadentes impulsos não podem monologar de maneira tola! Sonha, poeta! Este tênue caminho...

não mais do que uma expressão de vida provável!
As formas fáceis, os critérios intensos,
as insustentáveis maneiras de dizer que o amor inda pulsa

- muito embora ouse construir um mil avos de uma volúvel defesa!
Deixe-me experimentar o novo, a sensação do poema vivo,

os passos - sempre à procura de algo formidável

(assim como o precioso amor!).
As certezas quase extintas, os momentos inocentes,

os embustes e as fáceis caminhadas - cardíacos, assim enxergo!
Devo percorrer a síntese quase perfeita?

Devo consumir a nobreza antes de conhecer os pactos que estão ao meu redor?
Sinais,
impérios,
segredos e mentiras,

e intenções que desenvolvem os mesmos sinais de potência.

A manhã nua,
os complexos tormentos,
as fortalezas que contém um certo grau de imprecisão.

Não vejo melhores saídas.

À noite, quando os pequenos sonhos carregam consigo a imagem dos vivos

e eternos minutos, o vate - preso - ousa caminhar

(na tentativa, frágil tentativa, de domar este espírito indolente!).

Ah, menino! Corra para a liberdade!

Entenda que é necessário golpear a pesada fronte
e partir em busca de algo novo - quiçá delicado, distantes, próprio, latente... crível!
A impressão que ficou,

os comuns e informes trechos de sanidade,
as condições mais fortes - definitivamente de titânio!
Um contorno sem par,
uma fronteira quase morta,
um menino que estende os braços e encontra auxílio.
É ela! Menina, mulher,
delicada rosa que desenvolve a firme e doce poesia!

Melhor estou! Para além do que comumente se denomina felicidade!

Os dizeres próprios, as sensações.

De fato, enxergo um novo começo!

 

©Adriano Guia Ferraro

 29, 20/5/2005, Santos / São Paulo / Brasil)05/20/2005 06:34
 



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h36 AM
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... quis escrever livremente. Só isso.

Às vezes... o corpo pára!

 

 by monet

 

Se eu pudesse caminhar ao lado teu,
se eu pudesse desenhar a rosa mais simétrica,

se eu fosse menos menino.
Quisera percorrer os sinais desta visível hereditariedade.

Os vínculos que ficaram, as despedidas mais amaras,

os etéreos segredos que tocam e vulneram parte deste seguro prelúdio de cólera.
Vou-me embora. Não há mais o que fazer!

As expressões, os caminhos,

os inconstantes minutos de febre que cauterizam

parte deste intruso e relativo prólogo.
Os tormentos,
as dores sem par,
as sensações que condicionam o poeta e tocam

- no todo ou em parte - um mil avos desta paixão nada comum.
Firmes impressões,
inconstantes verbos,
sensações que caminham de maneira nada ortodoxa.

As fronteiras de aço,
os incomuns versos,

As físicas muralhas

que desenvolvem o frágil projeto de felicidade

- estes, à procura de um mesmo sinal de lucidez!
Condições primitivas,
expressões nada tolas,
comuns acordos e abismos,

e tristes sensações que mutilam parte do intruso vate.
É tarde. Minhas vestes, sandias,
perdem-se pelo nu chão.

São informes, delicadas,
passionais,
intensas,
tísicas,
e em determinado momento, confesso,

tolas - assim como a vida, sempre áspera e cativante!
Os inconstantes vínculos,
as fortalezas que nada tecem,

as sensações mais próprias - tão confusas,
distantes,
precárias!
Mostro-me menos preparado

para lidar com a rejeição dos instantes.

Mostro-me, também, mais forte.

Contudo, há certo receio em admitir

que aos poucos possa ser mais frio... menos humano!
O grito de liberdade que não veio,
as cardíacas impressões que mutilaram minh'alma,
as indecentes caminhadas - sempre frágeis, tolas... incomunicáveis!
Nossos pactos em comum,
nossas fronteiras frias,
nossos pequenos desejos que desafiam a intensa poesia.

E agora? Que fazer?

M ostrar-se mais seguro, mais sereno, menos intolerante?

É preciso, confesso, tempo!

 

©Adriano Guia Ferraro

 

 29, 19/5/2005, Santos / São Paulo / Brasil)05/19/2005 06:56



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h00 AM
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A lembrança dos olhos teus

by Monet

 

Já não posso enxergar as ruas, as esquinas,

os passos do pobre poeta.

A condição crua, os intensos limites de fúria,

as críticas expressões que tocam e monologam,

e decifram as complexas maneiras de amar.
Cada pedaço de vitória, cada sensação de titânio,

cada instrumento de febre que toca e desenvolve

 - no todo ou em parte - a firme e tola condição humana.
Preciso dos gestos teus. Alimentam-me,

contém um sem par número de expressões

que, de tão fortes, dominam o vate - este menino nu.
Os amplexos que gostaria de estender,

as delicadas poesias que gostaria de declamá-las pessoalmente,

os ensaios nada comuns - tão próprios

que desenvolvem fortes impressões, fortes limites entre o são e o insano!
Pequenos relatos de fúria,
pequenas intenções nada comuns,
possíveis veracidades que anunciam parte de um vivo minuto de fé.
Desejo as delicadas mãos, os ensaios nus,

as proporções que anunciam um delicado e intenso verbo

- este, confesso, à procura da mulher ideal... de nome Sônia!
Um gesto único,
um pacto incomum,
estreitos pontos que tocam as complexas maneiras de amar.

Deixe-me aqui. Preciso dos contornos teus.

Preciso, também, das fortes e das inocentes mudanças

- tão ígneas, potentes, próprias deste relato

que consome o menino em estado bruto!
Preciso das horas,
dos minutos,

dos encantos que observo quando do mavioso sorriso.

É inexorável, delicado - próximo do limite da beleza e do caos!
Um sorriso. Mas para observá-lo convém saber onde está você,

mulher que tocou o poeta de maneira intensa!

Para observá-lo, argumento, urge que se desenvolvam certos métodos,

 certos ensaios que não sei se são fortes

o suficiente para domar a lúcida mulher

 - tão rara, intensa... mulher em todos os sentidos!
É preciso compreender as estreitas noites?

É preciso demonstrar os encontros previsíveis?

As épocas doces, o nome mais etéreo,

a expressiva menina/mulher.

Ela, tão forte, tão mulher, tão rara nos dias atuais.

Adoro os quebrantos teus!


 

©Adriano Guia Ferraro

 29, 18/5/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 05/18/2005 11:59



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 04h00 PM
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Sônia... onde está você?

 

 

 

 

A impressão que toca o poeta,
as manhãs mais belas,

as sensações mais íntimas,

os gestos que anunciam um novo começo,

um caminho mais promissor, um desejo

que tece e descreve, com imparcialidade, os gestos, os limites,
as críveis e fáceis transformações.
É belo este limite de cólera?

É firme esta mudança de humor?

Já não mais encontro os ritos que tocam o vate.

As certezas, antes de titânio, conversam de modo sandio,

apoiam-se em necessárias formas,

dialogam e professam quais as vulneráveis maneiras de amar.

Preciso do riso teu.

É sublime, encantador, íntimo, potente, caloroso... perfeito

- assim como as vivas e distantes impressões!
As vulneráveis mudanças de humor,

Os caminhos que fazem deste menino uma pessoa melhor,

um sem par número de condições

- presas à urgência e ao sereno minuto de febre.
Desejo os olhos teus.

São vivos, intensos, vulneráveis e ao mesmo tempo inexoráveis!

São castanhos - simétricos, puros, de raro brilho.

Carregam consigo a esperança de amar.

Ah! Este íntimo segredo que a todos devora!

Que fazer se os relatos de febre são próximos?

Que fazer se as concretas hipérboles traduzem o que de nobre sinto?

Por isso que amo o vínculo do amor.

Por isso que aprendi a compreender os passos teus,

as direções mais simples, os minutos que tendem a descrever o quão feliz estou.
É um joguete, uma farsa, um distúrbio que a todos nectariza?

Com máxima certeza, não! Os vínculos que ficam,
as direções que tocam os vivos ensaios,
as mutações - sempre tão poderosas

(mais fortes, incomunicáveis, serenas!).
Desejo os passos teus.
Desejo as firmes noites.
Desejo a curiosa maneira de amar o sujeito do amor!

As risadas mais simples,as expressões mais formidáveis,

os gritos que entorpecem os passos do poeta.

Sou de aço - quiçá à procura dos mesmos temores/desejos que a alimentam!

Sou de titânio! Menino vulgar - preso, definitivamente preso!

Preciso de algo maior, algo intenso.

Preciso dos gestos teus!

 

©Adriano Guia Ferraro

 

 29, 17/5/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 05/17/2005 07:48



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h43 AM
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