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"Adriano-Poesia"
 


As certezas que sempre procurei

 


 

Sensível diferença, intensos risos, linhas e trajetos

que tocam e desenvolvem o seu frágil projeto de felicidade.

As ruas sem forma, os castelos nada vivos,

as sementes que germinam

- como se fossem desenvolver um sem par número de justificativas

(estas, confesso, à procura dos intensos e verdadeiros projetos de fé!).
Os estranhos prazeres,
as ruas desertas, o símbolo que toca e estabelece - com sensibilidade –

os intensos minutos que sempre procurara.
As estruturas de aço,
os conteúdos tão fortes,
as imensas maneiras de enxergar
os progressivos laços...
Nossas hipérboles, os risos tão simétricos,
as puras e vivas, e ígneas mudanças de humor

que só fazem bem ao poeta

- ele, sempre tão tímido... parcialmente delicado, ouso dizer!
Passo a escrever com maior liberdade,
passo a descrever os sinuosos projetos,
passo a inaugurar um pequeno momento

- este, tão rijo quanto o mais forte dos materiais!
A pureza dos passos,
as linhas tão simétricas,
as caminhadas tão ortodoxas que ousaram produzir uma vaga sensação,

 um poema mais preparado, mais simples, ou parcialmente crítico

[à luz dos olhos teus - estes, confesso, tão significativos para mim!].
Manchas e marcas, e trajetos

que se escondem mas que podem, muito bem, ser demonstrados.

Os volúveis acontecimentos,

as correntes menos pesadas,

a liberdade de que gozo e que passo a desenvolver

- como se liberto estivesse!
Posso escrever de maneira incansável,

 posso obedecer aos passos teus,

posso, por fim, caminhar sem tecer certas considerações

 - elas, às vezes, sempre tão intrusas... evasivas!
Cá estou! Melhor.

Homem de um sem par número de respostas

que selaram os lábios dos incrédulos!

Erguer-se, testemunhar a favor dos sonhos,
rabiscar os papéis - como se despreocupado estivesse,

como se menino fosse...
Um sonho quase real,

uma dinastia que tem início,

um nome que faz o solo tremer.

Tão bela, tão minha, tão precisa

- mesmo quando nada aduz!

Em síntese: p-e-r-f-e-i-t-a!

 

©Adriano Guia Ferraro

 29, 15/6/2005, Santos / São Paulo / Brasil)



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 04h01 PM
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Eu, preso; você, vida!

 

 

 

Laços implacáveis,
febres insensíveis,
caminhos e delicadas atrações
que reagem ao menor dos prelúdios!
A vida nua,
os intrusos vivos,
as certezas críticas,
os valores de aço,
as noturnas sensações,
o grito pequeno,
as armadilhas últimas,
os gemidos delicados,
os nomes perversos,
as impronunciáveis respostas,
os delicados prantos,
os pontos amaros,
as certezas críticas,
os pálidos embustes,
as lições de fé,
os cínicos detalhes,
as justificativas mais fortes,
os nefáveis contrastes,
as sinuosas mudanças,
os humores afetados,
as condições de titânio,
o preço das coisas,
os minuto quase extinto,
as pegadas... sempre tão primitivas!
Os golpes intensos,
as cardíacas respostas,
os modelos abstratos,
as pequenas e urgentes tentativas,
os primitivos vínculos que ficam e tocam,

e consomem parte destes sinais que pouco ouso enxergar.
Um delicado e insensível diálogo,
um resultado pouco ortodoxo,
as velas que cuidam dos amantes

- eles, confesso, sempre à procura do ponto mais seguro!
As inexatidões que enxergo,
a miopia que castiga o poeta,
as intrusas manifestações,
os gritos mais secretos,
as poesias menos ortodoxas,
as caminhadas e os reflexos de mais um dia sem sombra.
Amar? A quem?
Desejar? A quem?
Consumir? Quem?
Os prólogos tão intensos,
as reações que me devoram,
as injustificadas mudanças de humor

que flagelam os teratológicos resultados.
Se pousar sobre os ombros desse resultado,
se cauterizar as chagas fosse realmente eficaz,
se as páginas em branco pudessem ser preenchidas

com a tinta mais alva...
Um mil avos deste tormento submete-me

ao abismo das irrefutáveis afirmações!

Um mil avos deste tormento suporta-me

- como se carregasse a chama que a todos devora!
Este informe sicário,
esta complexa mudança,
estes labirintos que consomem os meninos

que inda procuram alguma resposta para o amor!
Pactos, sinais, linhas tênues...
Encontrara, nos gestos teus, uma razão para viver!


©Adriano Guia Ferraro

 29, 14/6/2005, Santos / São Paulo / Brasil)



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h44 AM
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Caminhos e desejos

 

 

Linhas e etéreas lembranças,

e fáceis impulsos que tocam o poeta

e vulneram os vivos e insones minutos de liberdade.
A sinuosa fronteira,
os possessivos limites de fúria,
as caminhadas mais firmes

- capazes de desenvolver um visível e eterno esboço.
Sinais, fronteiras, laços e pontos,

e concretos monólogos que anunciam

que é necessário desenvolver a potente e edificante maneira de amar.

Os versos mais soltos,

as nuanças ortodoxas,

os valores de aço

- sempre à procura dos intensos e sagazes trechos de sanidade.
Vínculos,
propostas,
elos,
prólogos,
cínicas impressões,
caminhadas intensas

 - feitas do material mais vivo

(ou do sentimento mais nobre!).
As escadas de titânio,
os completos argumentos,
as fáceis mordaças

que aprisionam o poeta e descrevem a urgente forma de amar.
Preciso dos passos teus.

Estas cruas hipérboles, ou estes argumentos

que a todos devora, são feitas do ígneo material

- ou tentam, no todo ou em parte,

construir uma forma mais rija, um delírio mais informal,

um nome (tão complexo quanto os mais nobres desejos!).
Pautas e estradas sem nome,
condições que perturbam os incríveis detalhes,

mudanças de postura - elas, confesso, sempre tão sedutoras!
A estrada mais tênue, as concretas inovações,

os poemas que trazem consigo um pequeno

- mas crível - minuto de estabilidade.
Vamos embora.

A imperfeita mordaça é tola (ou parcialmente insana!).

Os contrastes nada possíveis, as estórias que ouso

(enquanto menino) fabricar,
as firmes e intensas declarações

- todas, observo, dotadas de um forte apelo!
Observá-la faz o coração acelar.

O corpo, de tão tímido, constrói - aos poucos - uma fortaleza.

Denomino-a amor (raro, particularmente raro!).
Os olhos mais firmes,
as retinas mais simétricas,
os quebrantos que tocam minh'alma.
Deixe-me aqui - ao lado deste sentimento que toca e muda o poeta.
Os olhos que não canso de admirar,
o sorriso - tão mágico.
Permita-me: devora-me, intensa simetria!

©Adriano Guia Ferraro

 29, 13/6/2005, Santos / São Paulo / Brasil)



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 02h18 PM
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Novos afagos

Tarsila do Amaral (Lua)

 

 

Inaugurar as certezas nada convencionais,

criar um sem par número de estratagemas,

comunicar-se de maneira apropriada

- como se fosse possível erigir as sensações que tocam e perturbam

a fronte do fatigado poeta.
Crises sem formas, estáticos depoimentos,

 linhas e imersos caminhos que sobrevivem ao menor dos argumentos.

Quisera o afago que mora em meu peito,

quisera a estreita e imprevisível mordaça,

quisera o relato de febre que monologa com os possessivos minutos de cólera, quisera a fortaleza nada primitiva,

quisera os decadentes prantos e as imprevisíveis formas de amar...

O corpo tímido, as inexatas transformações,

os delicados vínculos que estabelecem um pequeno

 - mas rijo - minuto de sanidade.

Devo reagir ao menor sinal de instabilidade,

devo recuar e conter as expressivas e sinuosas mudanças de humor,

devo - por fim - consumir os nus contornos

e vulnerar a forma de amar que a todos devora?
Aspectos intensos, criações nada previsíveis,

segredos e mentiras, e tristes discursos

que inauguram um mesmo minuto de febre.

A fortaleza sem vínculo primário,

as delicadas atrações que desconheço,

as confusas modificações

- sempre à procura dos inconstantes minutos de angústia.
O vate pode sobreviver ao menor dos sopros?

Os pálidos e estreitos pontos, as cruas lembranças

que passam e tocam, e fantasiam

as melhores e incomuns maneiras de dizer que amor –

este vivo e intenso projeto sublime - é forma,

caminho que poucos conseguem trilhar...
Nudez necessária, estáticos paradoxos,

linhas e instrumentos tênues

que anunciam um pequeno número de conquistas

 - estas, presas à crueza dos mínimos minutos de culpa!
Declínio gradual, ruas e intensas esquinas, poemas e verbos,

e intenções que estabelecem um relativo sonho de vidro.
As progressivas vitórias,
os nomes que devoram minh'alma,
as especificidades que tocam e observam os mais edificantes delírios.
Os versos nus, as formas tuas, o riso cativante.

Estas são as marcas que aprendi a amar!

©Adriano Guia Ferraro

 29, 12/6/2005, Santos / São Paulo / Brasil)



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 01h08 PM
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À Fabi Guimarães XII - Parte final

monet

 

 

Sensações que traduzem certas impressões,
medidas que caminham ao lado dos risos teus,

pequenos relatos de fé

que tocam e desenvolvem um sem par número de pactos

- estes, confesso, mais preparados

para lidar com os intensos reveses que insistem em aparecer!
Sinuosas mudanças, épocas vivas,
termos e formas, e resíduos

que deixam o corpo caminhar em paz.
Sublime. Eis
a palavra que posso, de modo ígneo, proferir.
Os ritos tão simples,
as palavras tão vivas,
os reflexos que atormentam minh'alma.

Contornos, estradas, serenos encontros

que podem muito bem discernir entre o certo e o errado.

A intempestiva e formidável conquista,

os laços tão completos,

as vitrines que desenvolvem um pequeno

- mas edificante - minuto de felicidade.

Deixe-me anunciar o que de nobre existe

e desenvolver, se possível for, as estranhas e sinuosas passagens.
Complexos contornos,
inexatas muralhas,
mordaças firmes,
condições que beiram ao abstrato

e produzem um cetrino minuto - este, argumento,

preparado para lidar com os horrores

que insistem em tocar o solo do delicado poeta!
Mudanças e épocas, e prisões

- elas, assevero, à procura dos resultados heterodoxos!
Encontros, nuanças vagas,
complexos argumentos que anunciam as mais belas estórias de amor.
O vago sinal de lucidez,
o poeta que aos poucos perde a previsível identidade,
as caminhadas menos ásperas

- sempre à procura dos incognoscíveis projetos de fúria!
Deixe-me tocar estes passos.

A bem da verdade, sinuosa mulher, os caminhos teus

são os mais sinceros que já pude observar.
As sentenças mais firmes,
as intrusas e contundentes algemas,
os sorrisos que produzem
sensações que poeta - agora mais maduro –

pode, de modo tímido, enxergar.
As caminhadas mais belas,
os horizontes mais calmos,
as noites mais fecundas,
os sonhos mais fáceis,
os instrumentos cortantes

que baixam a guarda e ousam resumir sua atividade

aos mais inesperados momentos de afago.
Melhor estou, nua ninfa!

©Adriano Guia Ferraro

 29, 11/6/2005, Santos / São Paulo / Brasil)



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h49 AM
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À Fabi Guimarães XI

 

Monet

 

Observá-la faz com que o corpo meu estremeça.

As luzes nuas, as caminhadas mais firmes

- filhas de um sem par número de formas!
Os estreitos diálogos,
as sínteses tolas,
os complexos e os hereditários minutos de sanidade

que tocam e vulneram,

e caminham ao redor deste sinuoso minuto de febre.
Os olhares nada convencionais,
as estáticas dimensões,

os relativos estertores que desenvolvem os cínicos minutos de prolixidade.

A incerta crueza, os laços tão perfeitos,

Os críticos e intensos joguetes
que anunciam um pequeno segredo

- este, confesso, à procura dos químicos momentos!
Minhas relativas mordaças

não procuram mais formas, delírios, sinuosos abismos.

Procuram algo intenso - quiçá filho das urgentes necessidades

(aquelas que tocam o corpo e dilaceram a alma!).
Valores tênues,
visíveis traços de sanidade,
caminhos e ruas, e esquinas tão simples,

tão informais quanto o decadente minuto de liberdade.
Deixe-me observá-la, nua menina.

Os olhos teus são intensos, vivos, decididamente ígneos

- contrastam, bem sei, com as ímpares e irreais mudanças de humor!
Posso tecer breves considerações acerca deste minuto?

Posso caminhar ao lado teu e descrever os possíveis vínculos que enxergo?

As únicas mudanças são aquelas que um dia observara.

As únicas fantasias estão aqui - descritas timidamente nos mais humildes versos.

E agora? Posso continuar

a escrever de maneira intensa o suficiente

até que os vivos e sinuosos ensaios tomem coragem

para tocar os mais vivos minutos de liberdade?
O corpo teu, sublime;
as manhãs primárias, úteis.

À noite, quando os traços do contundente amor

ousam descrever quais os precisos instrumentos de razoabilidade,

este poeta parece recuar - talvez porque inda não se sinta preparado

para compreender esta nuança tão viva...

própria de quem encontrou, no todo ou em parte, um vínculo

(ou simplesmente um elo tão puro quanto a frágil e indecente poesia).
Permita-me: preciso dos quebrantos teus!

©Adriano Guia Ferraro

29, 10/6/2005, Santos / São Paulo / Brasil)



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h57 AM
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À Fabi Guimarães X

monet

 

Este aspecto sandio, estas certezas que a todos incomoda, estes monólogos que cauterizam e desenvolvem os frágeis contornos - ou as certezas que mancham os limítrofes projetos de culpa.
A insana tentativa, dividida de modo obtuso, reage ao menor sinal de loucura. Os ritos nada plausíveis,
as hereditárias mudanças de humor,
os sonhos de um dia que pairam sobre os
relativos minutos de sanidade - ela... sempre tão requisitada!
Posso desenvolver a crueza, posso seduzir os rompantes nada convencionais,
posso sepultar a urgente medida e caminhar ao lado de quem aprendi a amar?
Linhas tênues,
resultados pouco práticos,
momentos e delírios, e
farsas, e formas, e fantasias, e
concretas prisões - sempre à procura, confesso, dos mínimos projetos de fúria!
Deixe-me aqui. Estas correntes não são
melhores que o poeta. Estas mordaças, feitas do mesmo material - asseguro - caminham juntamente com o vate. E ele, dividido entre a estática certeza e o amaro relato, resolveu desenvolver a forma informe, os rijos depoimentos, as nuas e convencionais sentenças - sempre prontas, confesso!
Um mil avos desta imprudente
medida de culpa toca o cerne das impróprias mudanças.

Que fazer, afinal? Caminhar, reprimir as incomuns poesias, submeter-se à crua análise e conservar a ortodoxia em nome de algo que aparentemente desconheço? É fato: estes jogos já estão me cansando. Estas urgentes despedidas, erigidas a partir do cálido projeto, são químicas sensações que até então jamais havia
percebido. Os insones modelos, os gestos conceituais, a ímpar e segura provação - sempre mais firme, decidida... irreal.
Fantasmas, poemas e justificativas. Tudo combina - como se fosse parte deste sendentário minuto de misantropia!
Estas lamúrias, tão firmes, não são melhores do que amor. Ele, em verdade, protege-me, invalida qualquer ação potencialmente nociva.
Devo considerar: os olhos teus, de tão simétricos, acalmam-me; os movimentos teus, íntimos, preservam-me!

©Adriano Guia Ferraro

 29, 09/6/2005, Santos / São Paulo / Brasil)



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h59 AM
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À Fabi Guimarães IX

 

Monet

 


Viver intensamente a vida. Os
contornos tão vivos, as serenas mudanças, as estreitas e potentes caminhadas que tocam as curiosas maneiras de dizer que o amor, este sandio sentimento, é pedra, fogo, jardim onde repousam as flores evidentemente mais belas!
As poesias sem normas,
os pequenos sinais de lucidez,
as curiosas passagens que desenvolvem - no todo ou em parte - os frágeis projetos de felicidade.
O amor, circular, é intenso, íntimo, complexo por excelência. Projetos
serenos, caminhadas mais intensas,
risos e pontos, e fardos, e
contornos tão sublimes que anunciam algo mais fecundo - próprio de quem aprendeu a sorrir para o mundo!
Sintéticos ensaios,
odes aos amantes,
sinuosos segredos que
estabelecem um sem par
número de
condições - elas, observo, mais
vivas, tolas, incognoscíveis!
Devo reagir,
erguer este
firme prólogo,
consumir as possíveis e
tênues necessidades
de
titânio? Apenas entendo ser
necessário
dialogar com a mulher
dos encantos
meus. Apenas entendo ser
viável construir esta
firme
maneira de exprimir
o quão belas és.
A forma tão simérica,
os relatos que a cada dia
projetam diferentes
discursos - mais firmes, contundentes,
explícitos quando do vivo
minuto de saudade!
Às vezes, sinuosa mulher,
os risos teus são os
alicerces que sempre
procurei; às vezes, forte
simetria, os gritos teus são os
quebrantos que sempre
necessitei observar; às vezes,
intensa ninfa, os segredos teus - tão ígneos - são os mais completos de que pude ter notícia.
O aço que a todos
encanta,
a lâmina que tudo corta,
as estradas - tão raras!
Estes
intensos
limites, forjados no puro
minuto de sanidade, conduzem o poeta
a
inúmeras divagações - rijas, eminentemente rijas!
Mais calmo, mais
tolerante... mais
humano. Este é o resultado que
enxergas. Este é o
protótipo que escrevi e que muitos denominarão poesia. A bem dizer da verdade, íntima menina, denomino amor - mais vivo do que o próprio poema!

©Adriano Guia Ferraro

 29, 08/6/2005, Santos / São Paulo / Brasil)



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h56 PM
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À Fabi Guimarães VIII

Monet

 

Um fácil esboço parece conter este cru limite de fúria. As ruínas informes, as pequenas e inexatas fortalezas, as sinuosas conquistas que anunciam os vivos e tolos caminhos de fúria.
As lembranças nada vulneráveis,
as estratégias que caminham de modo perverso,
os rompantes de felicidade que desenvolvem as tardias e hereditárias mudanças sem forma.
Passos informes,
curiosas atrações, imprecisos
ritos,
risos e trechos sem vida, e
únicas fantasias que alimentam o corpo do poeta em evidente estertor.
Pequenas dimensões,
críveis tentativas,
pequenas sensações que obstruem os
amaros sinais de lucidez. Não vejo, a bem da verdade, melhores sinais. As ígneas mordaças, as relativas fantasias, os ingratos formatos
que renunciam aos mais elementares
gemidos.
Um delírio nada
convencional, a
febre terçã que a todos
deforma, as ruas e as esquinas - sempre vivas, intrusas... delicadas por natureza!
Os pontos em comum desespero, as
complexas formações de titânio, os impensáveis relatos - tão vagos, amaros... sem forma definida.
Quisera
monologar e tecer um pequeno rascunho. Quisera cauterizar a instável frieza e demonstrar o quão tolo o vivo amor é.
Faz-se necessário consumir o
vulnerável embuste? A possível medida de culpa, os contornos sensacionais, as críticas e disperas mudanças de humor que tocam e decifram, e invadem as minhas fantasias mais secretas.
Pousar sobre
os ombros teus talvez não seja
a
melhor das hipóteses. Pousar e desenvolver um pequeno - mas rijo - instrumento de sanidade talvez seja necessário para quem ousou, pela vez primeira, encontrar a possível e lúcida tentativa. As vitrines mais finas, os encontros nada tolos, as fortes impressões que cativaram as
curiosas tentativas de ferro. Oxidar, talvez, seja a forma que encontrei para anunciar o amor que por enquanto pulsa.
Desenvolver os passos, argumentar.

É o que me restou para tocar, no todo ou em parte, este grito, esta beleza que a mim seduziu!

©Adriano Guia Ferraro

 29, 07/6/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 6/7/2005 6:32 AM



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h36 AM
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À Fabi Guimarães VII

 

Seguir em nome deste sentimento toca a forma mais viva.

Os passos nus, as inexatas e pequenas mudanças,

os laços e as estreitas discussões

 - sempre à procura dos vivos e inquietantes minutos de cólera.
A vitória dos dias,
os incomuns segredos,
as peças e os inocentes monólogos

 - sempre comuns

(filhos do tempo e do frágil papel!).

Criações que não observo, intenções que suportam o mundo,

diários e caminhadas, e incontestes justificativas

que anunciam um delicado e informe ponto de fé.

As dores do ígneo abraço,
as estáticas limitações,
os serenos passos - tão próximos do poeta!
Somos de aço por caminhar ao lado das expressivas mudanças de humor?

Somos feitos de algum material?

Em verdade, as certezas não são mais fortes.

São formais, críticas, distantes, possessivas,

 ingratas, mínimas, pálidas, cítricas,

progressivas, nuas, complexas, decadentes,

abstratas, limítrofes... últimas.
Não vejo melhores dias. As obtusas e informes pautas,
criadas a partir do íntimo projeto de fé,

decifram-me - como se fosse preciso considerar este delicado e distinto acordo.

A nudez nada comum,

os segredos que a todos devoram,

os lúgubres acordos que envolvem o vate já em evidente estupor.

Não são estas as complexas e insuficientes respostas.

Em verdade, precisamos do afago recíproco,

das mudanças menos etéreas, dos constantes joguetes...

Mas o tempo não pára, menino!

Ele, sempre no seu intenso compasso, estabelece limites

- mesmo para quem entende estar alheio ao seus caprichos!
Passamos deste relativo estertor para um nome mais afável.

Passamos desta singular mudança de humor para um vazio que a todos...

Deixe-me.
A inexatidão dos gritos,
a sinuosa farsa,
os pontos de equilíbrio que amortecem os complexos segredos.
Pacíficos e estreitos verbos,
delicadas e normais expressões,
nudez relativa que cerca o poeta e desenvolve a confusa mudança de humor.
São fortalezas, ruínas e sinais.

De fato, precisa mulher, os gestos teus alimentam-me!

©Adriano Guia Ferraro

 29, 06/6/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 6/6/2005 11:10 AM



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h15 PM
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À Fabi Guimarães VI

 

 

Um vínculo que toca o cerne dos tolos caminhos,

uma força sem par que vulnera a curiosa mudança de humor,

os passos e as estradas, e os contornos,

e as vivas hipérboles que tocam e decifram,

e compreendem, e marcam, e fitam,

e especificam quais os tristes e intensos minutos de culpa.
A delicada mudança de humor,
os longínquos joguetes de febre,
as idiossincrasias que alimentam certos instantes de fúria,

a inexata perda...

filha de um pequeno e incognoscível prelúdio de lucidez.
Não há, praticamente, a tênue e insana simetria.

Os contornos da viva  mulher,
divididos de maneira evidentemente bela,sucumbem

- ou, quiçá, são ceifados deste mundo

como se nunca houvessem construído um minuto de paz!
A ingrata justificativa,
as pequenas e inconstantes noites,
os valores de aço que consomem
os simétricos minutos de cólera.
Talvez devesse construir a possível e hereditária manhã.

Talvez devesse consumir a curiosa maneira de exteriorizar

o quão frágil são os tristes termos.
São estas as hipóteses que consomem o vate?

Nuanças vulneráveis,
incomuns segredos,

raras alternativas

que descrevem quais os possíveis minutos de ausência.

A nudez sem palavras,
os covardes segredos que a noite viva não toca,

os contrastes - sempre à procura dos potentes resultados

(eles, confesso, feitos do cobiçado nióbio!).
Às vezes, quando os comuns delírios

caminham em direção aos inevitáveis tormentos,

parte desta contínua mudança jaz;

às vezes, parte deste discurso torna-se bruto,

precisamente de ferro!
Sensações que desconheço,
antíteses que procuro involuntariamente,
gritos e expressões, e distantes passos,

e curiosas maneiras de cauterizar a cínica e informe poesia.

Talvez devesse compreender os vivos e inocentes eufemismos.

Talvez devesse sucumbir aos quebrantos teus.
Talvez devesse, em análise última,

construir a viva e possível forma de amar.

A bem da verdade, sinuosa ninfa, creio ter conseguido sobreviver!

 

©Adriano Guia Ferraro

29, 05/6/2005, Santos / São Paulo / Brasil)6/5/2005 10:27 AM
 



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 02h31 PM
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À Fabi Guimarães V

 

Linhas e intensos minutos, e formas que castigam

as vivas e enfermas maneiras de dizer o quão viva és.
A tímida síntese,
os olhares que anunciam

um sem par número de condições primitivas,

as estreitas e possíveis noites

- elas, confesso, à procura dos instáveis

e decadentes sinais de misericórdia.
Os pálidos embustes, as estreitas passagens,

os horrores que tocam os incontestáveis minutos de febre

- sempre mais firmes, evidentemente firmes!
O complexo desejo de fúria,
as inimagináveis hipérboles,

os contornos nada vastos

- filhos da mesma mordaça

(ela... predadora por excelência!).

Um mil avos deste sereno acordo traduz

- a bem da verdade - o crítico e disperso avesso.

As sentenças nada justas,

as esperanças que caem de forma informe,

os contornos ímpares que derrubam certos embustes

- tão firmes, delicados, modestos, potentes,

intrusos, serenos, inquietos, pálidos!
A imensidão crítica, as específicas maneiras de dizer,

os comandos singulares que tocam as decadentes

e intensas formas de amar.

O complexo rompimento, as estreitas e inexistentes hipérboles,

os nomes que tocam e invalidam as díspares

e comuns mudanças de humor.
Não vejo estrelas ou mesmo nuvens passageiras.

 Enxergo o amor - este vínculo que a todos devora!
A frieza das palavras, o caminho mais impreciso,

as inocentes passagens

que atingem os pequenos e instáveis gritos de liberdade!
São mudanças, mordaças,

marcas, monólogos, projetos,

proporções nunca antes vista.
A ruína sem forma,
os prantos industriais,
as secretas manhãs que elucidam os mais terríveis crimes

- como se amar pudesse ser assim considerado!
Estático,
pálido,
relativo.

Minhas armas não caminham com a devida segurança.

Minhas armas, de titânio, descrevem certos passos,

certas sensações, certos espasmos.

À noite, quando os olhos gulosos tendem a descrever

quais as inocentes e atemporais tentativas,

um pequeno silêncio paira sobre o peito.

Trata-se do amor - mais vivo do que o próprio vazio!


 

©Adriano Guia Ferraro

 29, 04/6/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 6/4/2005 6:44 AM



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h49 AM
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À Fabi Guimarães IV

 

Simétricos passos, intensos movimentos, linhas e tênues respostas que pousam sobre os elementares sinais de vicissitude.

A esperança quase morta, os delírios sem par, as estruturas tão vagas e amaras que sobrevivem ao menor dos impulsos.
O grito pouco ortodoxo, as certezas de mais um dia,
as caminhadas que percorrem os
criteriosos caminhos e brindam a um sem par
número de respostas - elas... sempre tão perversas!
Sensações, pontos em comum,
gemidos que tocam os alicerces deste crível depoimento. Não vejo os olhares desenvolverem as cruas e inocentes muralhas. Mágoas últimas, pactos que forjam o eterno desprezo, sensações mortas que animam o poeta e monologam como se fossem as primeiras memórias deste menino de quase três décadas.
A informe notícia,
as caminhadas menos doentias,
a firme e urgente
pesquisa que brinda ao equilíbrio e torce para que os momentos de lucidez possam - um dia - regressar!
Atormentado, nectarizado, decidido a não voltar. As estáticas
memórias, os complexos
desejos, as
frias e tácteis mordaças - tão insanas quanto o menino que corre ao menor sinal de perigo.
Salve-me. Toque os
laços que inda estão em evidente
construção! A crônica forja, dividida em três partes, é viva (ou, quiçá, tenta sobreviver de maneira quase incomunicável!).
Salve-me. Os pequenos desejos,
as chamas que consomem lentamente o corpo do vate, as verdadeiras formas de amar - ao lado deste impulso que vulnera a crítica e delicada estrutura!
São estas as notícias que tanto ousei percorrer? Com máxima certeza, não!
Preciso desta liberdade para me submeter aos testes mais severos.
Salve-me. Os contornos
teus, as justificativas mais belas, o sorriso que a todos encantam, as verdadeiras fortalezas que anunciam os possíveis encontros - estes, confesso, à procura dos elos que sempre tocam o poeta!
Salve-me. A simetria da ninfa, as mãos mais delicadas, a mulher dos quebrantos mil. São os olhos teus que me fazem querer viver!

©Adriano Guia Ferraro

 29, 03/6/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 6/3/2005 6:47 AM



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h51 AM
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À Fabi Guimarães III

 

 

Estes olhos tão íntimos, estas escolhas tão simétricas,

estes trechos que animam o poeta
e conduzem os corpos aos mais elementares minutos de prudência.

A certeza que envolve a possível dimensão,

os alicerces que estabelecem um sem par número de expectativas,

as carícias que anunciam as pálidas e informes manifestações de cura.
Os gritos amaros,
os intangíveis fatores de culpa,
as manhãs nada comuns

- mais sóbrias, dispersas, possíveis de se vislumbrar.
Não posso caminhar com a devida segurança.

As pálidas e dispersas noites são forma, conteúdo, desejo exato

que toca o cerne do amor nunca antes sentido.
O vivo fogo,
as complexas dimensões,
os inocentes desejos de fúria,
as pequenas reações,
os incontáveis dizeres que descrevem a vida tal como ela é.

Não há melhores critérios, sensações,
pactos, estradas, notícias,
declarações, contusos e expressivos e delicados discursos

- estes, confesso, à procura dos comuns e limítrofes gritos de liberdade!
Que há para se fazer além de demonstrar a curiosa e imperfeita sensação de culpa? Não é necessário espantar-se.

A crueza sem vínculo, as delicadas atrações,

os comandos que tocam e vulneram, e decifram, e anunciam, e esperam,

e monologam de maneira nada própria.
Quisera anunciar as específicas armadilhas que encontro.

Quisera um pequeno e intenso verbo

capaz de macular a fronte deste vate em estado quase vegetativo!
Próprios impulsos,
segredos inconfessáveis,
distantes prisões que estabelecem os mais elementares sinais de lucidez.
Criara a progressiva forja.

Criara a nua e ígnea vontade de amar.
Os laços incomuns,
os sensíveis instrumentos,
o cortante abismo

que joga o poeta ao mais nefasto dos abismos.

Cá estou. Entre a cruz e a serena manifestação de alegria

- sempre tão intensa (quiçá à procura de algo maior!).
Regresse poeta. É preciso amar em silêncio e erigir mais um verso.

É preciso sentir os quebrantos da viva e intensa ninfa.

Salve-me, viva simetria!

 

©Adriano Guia Ferraro

 29, 02/6/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 6/2/2005 7:55 AM



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h00 AM
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À Fabi Guimarães II

 

 

Perdera o fulcro. As estáticas lacunas, os pontos pacíficos

que tocam os corações das vivas e enfermas formas de amar...

Não posso caminhar com a devida segurança.

Os monólogos, abstratos, reagem e interferem

- de modo positivo - nos mais hereditários minutos,

nas formas que o amor, este intangível reflexo de aço, produziu!

A contínua e vaga mudança de humor, as possíveis e relativas manhãs,

as noites que alimentam o poeta de maneira inimaginável.

As estruturas, os caminhos sempre abertos,

os horizontes mais humanos que ousaram tocar

- de uma vez por todas - as sínteses deste corpo

que inda crê nas potentes forças dos vivos amantes!
Locais sombrios, luzes intensas, serenas caminhadas

que anunciam aos tênues amantes que viver acima das diferenças é possível.
Amaros e relativos impasses,
diálogos inoportunos,
sintáticos caminhos que desenvolvem os curiosos e indecentes sinais de culpa.
Este local é pouco ortodoxo.

Estas centelhas nuas, estes martelos críticos,

estes pesos que interferem na dinâmica do corpo

- este instrumento tão formidável!
Amar, presumir, enfrentar as verdades,

demonstrar as polidas manifestações de fúria,

erguer as taças e brindar aos sinuosos momentos de cura.

Já não enxergo os sinais, as linhas terminais, os gritos, os aplausos,

os sujeitos que um dia puderam amar em segredo.

Mas este dia, observo, chegou ao fim.

Não há razão para renascer - à exceção da Fênix, poderosa por excelência!
Não vislumbro hipóteses,
sensações pretéritas,
amores maiores que o mundo.
Vamos embora. Cada um para o seu lado.

Sem mágoas - ou mesmo mudanças que possam trazer manifestações nada agradáveis!
Tempo presente. Tempo simétrico.

Onde os inocentes versos podem predar e consumir

 - até a exaustão - a beleza que a todos ofusca!
Seu nome tão vivo,
seu sorriso tão cativante,
sua intensa maneira de dizer o que  parece complexo...

Ah! A ninfa dos olhos profundos!

Tão mulher, menina... delicada! Admirar é só o começo!

©Adriano Guia Ferraro

 

 29, 01º/6/2005, Santos / São Paulo / Brasil) 6/1/2005 2:59 PM



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 07h01 PM
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