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"Adriano-Poesia"
 


Ao dia mais vivo. À Fabi Guimarães! 6/30/2005 8:00 AM
As simétricas mudanças,
os gestos da mulher tão viva,
as precisas e urgentes maneiras de amar
que tocam e desenvolvem os fortes laços deste sentimento intenso.
As possíveis justificativas,
as serenas e inquietantes manhãs,
as tardes delicadas,
as noites - sempre mais firmes (ou potentes em toda a sua estrutura!).
Os gritos que não mais ouço,
as cínicas impressões n'alma,
os risos e os pequenos embustes - sempre mais íntimos (ou parcialmente nus!).
Quisera os gestos teus. São intensos,
necessários, simples e ao mesmo tempo edificantes. As urgentes prisões,
os segredos que não devem ser revelados,
as estáticas e ígneas mudanças - sempre à procura, confesso, de mais um dia estável (como se fosse possível erigir, de maneira tímida, o crível e o mínimo resultado!).
Preciso dos
gestos, e dos gemidos, e dos monólogos teus. Alimentam-me, devo confessar! Estes
alicerces
contidos, estas urgentes maneiras de enxergar o mundo, estes complexos alicerces que ao lado teu estão. Observo-a, é fato. A distância, tão relativa, caminha e produz, e determina um sem par número de condições que o amor, este sentimento vivo, reage ao menor sinal de loucura. É inquietante este relato que ouso descrever. É inquietante, também, o preciso diálogo - fruto, talvez, da necessária forma de amar.
Um gesto que
desconheço,
um singular minuto,
um vivo e intenso projeto de felicidade que toca e desenvolve, aos dias tão sinuosos, a verdadeira força do "previsível" amor.
Quisera o afago teu.
Quisera a contínua e a intrusa força - ásperas, devo exprimir!
Gritos e passos, e estratégias montadas em cima de um complexo jogo que ousaram denominar preliminares. Que fazer se não as conheço o suficiente?
As fáceis conquistas,
as mudanças íntimas,
os alicerces que anunciam um tênue instrumento de veracidade. Esta sensação viva, estes argumentos favoráveis, estas simétricas provações. Ao amor, viva mulher! Aos gestos teus (sedutores e ao mesmo tempo sem par!).
(Adriano Guia, Ferraro, 29, 30/6/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h04 PM
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As estradas que levam aos íntimos gestos teus 6/29/2005 11:03 AM
Este riso que toca a poesia dos momentos,
estes caminhos que zelam pelos mais imprecisos gemidos, estas contusas muralhas que anunciam um sem par número de poesias - estas, como passo a observar, sempre mais firmes!
Quisera monologar de maneira intensa. Quisera o afago que não veio, quisera a fria mudança de humor, quisera o relativo estertor - tão próximo do corpo... das palavras que tocam e monologam de maneira diversa.
As estradas sem par,
os gritos sólidos,
as inexpressivas horas de diálogo que
anunciam um sem par número de condições - sempre tão cálidas (quiçá, insisto, à procura dos lúcidos instantes de
loucura - ela... sempre predadora!).
Cauterizar as estradas sem fim,
inaugurar as delicadas prisões,
consumir a tênue e informe dor. Os
passos, perdidos, reagem ao menor sinal de incerteza. Eles, ígneos, conversam e monologam, e decifram certas constatações - todas, afirmo, de titânio!
Os largos minutos de instabilidade,
as imprecisas e delicadas urgências,
os nomes que tocam os
relativos estertores. Somos parciais, é fato. A cura para os ditos males d'alma... inexistem - ou simplesmente quando os identificamos... fogem (talvez para esquecer que estes sólidos segredos existem!).
Consumir as delicadas prisões,
contornar as inevitáveis ações,
diagnosticar as imprevisíveis palavras.
Que tecer se os olhares inda
não desenvolveram melhores respostas? Que anunciar se o corpo é frio e intenso, e cínico o suficiente para devorar as químicas e insones justificativas?
Momentos sem forma,
criações pouco ortodoxas,
fronteiras e dizeres, e
contornos que rescrevem um sem par número
de
paixões.
Potência crua,
inevitável demência,
vivo instante de perda. As curiosas
noites,
falhas, caminham com certa docilidade. Os imprecisos gritos,
as constantes justificativas,
as inevitáveis conseqüências.
Cada gemido sólido,
cada poesia de vidro... Incertezas. Amo os passos, os gestos, os ritos que a nua ninfa ousou desenvolver!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 29/6/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h07 PM
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A lágrima que escorre. O sorriso que nasce! 6/28/2005 8:22 AM
Paira sobre a fronte um grito de liberdade. Paira sobre o riso... as fantasias há muito perdidas. Não vejo melhores argumentos. Os passos, hoje perdidos, são informes (ou talvez carreguem consigo um forte apelo - apelo quase impronunciável!).
São sensações as que tocam e vulneram o corpo do poeta em vias de extinção? São segredos e traços, e formas, e escudos, e prisões, e ensaios que anunciam - aos
dias nada ortodoxos - que amar inda é preciso?
Deixe-me aqui. Os olhares dos outros, como ouso dizer, são frios (ou na melhor das hipóteses... retóricos!).
Esta crueldade quase seca,
estes abismos nada comuns,
estes complexos alicerces que entendem a
vida como mero joguete (ou mero espelho - cada qual, insisto, com as suas deformidades!).
Por aqui, observo, é calmo. No entanto, deveras ameaçador! Os retalhos que compreendem as possíveis necessidades, os embustes que secretam certas substâncias, as noites mais maviosas (ou os ensaios que perturbam e devoram, e sentenciam as críticas e decadentes mudanças de humor!).
Não sou, vê lá, intruso. Olho para o espelho, confesso. Enxergo, bem sei, acertos, erros, possíveis situações (dependendo do caso, potencialmente frustrantes!).
É ingrato este
termo. São ingratas a prisão e a algema.
O que não é ingrato, observo - muito embora trave uma luta quase hercúlea - é o amor (vivo, delicado, intenso, nu... sólido).
Aprendi a amar em silêncio. Aprendi a decifrar um sem par número de
opiniões - estas, insisto, nem sempre dignas de nota. Algumas curam, é fato. Outras, menos preparadas, crucificam (quiçá projetando defeitos!).
O intenso gesto,
o gosto tão nobre,
as pequenas e urgentes demontrações de afeto - próximas do riso, da impressão insana, dos desejos que aqui ficam contidos. Exortá-los, na tentiva - crua tentativa! - de passar algum signficado, impossível. Já fui refém do impulso. Hoje, mostro-me um pouco mais sereno. Assim desejo seguir. Contudo, ouso amá-la. Sem nomes, por enquanto!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 28/6/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h25 PM
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O ígneo discurso do amor 6/26/2005 1:53 PM
As linhas tão simétricas,
as mínimas imperfeições, os caminhos e as estruturas de aço que tocam e vulneram os críveis minutos de liberdade. A certeza cada vez mais intensa, as possíveis e decadentes marcas (ou ensinamentos que caminham sobre os trechos tão inexatos).
A mulher/ninfa, a delicada
fortaleza, as estáveis notícias que criam certos suspenses, certas mudanças, certos pactos que tocam e vislumbram os mesmos sinais que pude - em vida - identificar!
Cadê você? Tão sublime, mulher que toca o corpo do poeta de modo tão íntimo! Mulher crível, real... nua.
Os olhos incomuns,
as estradas de titânio,
os contornos e os relativos
estertores - sempre menos precisos!
É involuntário caminhar ao lado teu! Minhas presas, agora desgastadas, inda tentam elucubrar algo novo - como se fosse necessário caminhar ao lado deste intenso minuto de suavidade!
As palavras menos hábeis, o poema
que às vezes - confesso - falha, as mudanças de humor que anunciam certos contornos, certas mudanças, certos delírios... Eu, poeta, inda não aprendi a amar. Há um forte rastro de inocência, acredite. Talhado para o amor. Eis uma barreira mais áspera. No entanto, transponível - após, assevero, longas horas de diálogo!
Nossos laços,
nossos segredos,
nossas passagens que caminham e transgridem as possíveis e instingantes maneiras de ver o amor - este alicerce tênue, visivelmente tênue!
Encontros e monólogos, e fictícios passos que traduzem certos mitos, certas medidas, certos ensaios que a noite - primitiva - inda carrega.
As poesias sem vida,
os gritos sem forma,
as impressões de aço,
os nomes incognoscíveis,
os impronunciáveis argumentos.
É intensa esta fortaleza? É vivo este aspecto de fúria? Nomes, trajetos, contornos, vínculos, estreitas considerações. Os olhos teus,
os gestos teus, os gemidos - sempre tão próprios. Amar o sujeito do amor. Estas são as necessárias e prudentes maneiras de enxergar o que de nobre existe!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 26/6/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 05h58 PM
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Expressivos monólogos 6/25/2005 12:42 PM
A impressão que toca e desenvolve o frio minuto de liberdade, as inexatidões que caminham e vulneram, e explicam quais os limites deste cínico minuto de fúria, as contusas e pálidas justificativas - sempre presas, impróprias, nuas!
Às vezes, quando os tristes minutos tocam e caminham sobre os possíveis minutos de fé... as veracidades - feitas do pálido aço - ousam conter o nu menino, a estrutura quase tola, os momentos de felicidade - presos a um sem par número de projetos (sempre predadores, íntimos, felinos!).
A insuficiente mudança, as mordaças tolas,
as caminhadas e os hereditários pontos - mais firmes, evidentemente mais firmes!
Quisera os possíveis embustes,
as mordaças quase cegas, os passos e as
intensas necessidades de titânio - elas, confesso, espalhadas sobre o nu solo!
A angustiante notícia,
os possessivos instintos,
as carícias que, exaustivamente, ouso procurar. Sensações, pontos e passos, e cicatrizes quase nuas. A bem da verdade, estes sinais não são melhores. São intensos, covardes, tolos, cálidos, imprecisos, v-i-s-i-v-e-l-m-e-n-t-e críveis!
As secretas prisões, os contornos nada obtusos, as conquistas que enaltecem os imprecisos e delicados gritos - estes... sempre omissos (ou simplesmente presos!).
Devo consumir os delicados instrumentos,
devo considerar os complexos minutos de febre, devo - por fim - anestesiar o corpo e partir para um sem par número de considerações (tão próprias, vazias, enfermas...)?
As carícias imperceptíveis,
as notícias que brindam aos mais incríveis projetos - mesmo os ortodoxos -, as progressivas e delicadas mudanças (sempre mais próximas do poeta!).
Contornos,
expressões,
prisões,
segredos,
mudanças...
Os complexos alicerces,
as idiossincrasias quase mortas,
os projetos e as estruturas que pouco a pouco começam a ruir.
Devo erigir novas justificativas? Talvez.
As mínimas interferências,
as sínteses que ousei criar...
os olhos teus. De fato, intensos! É o que me basta!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 25/06/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 04h49 PM
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Minutos e sensações! 6/24/2005 2:26 PM
... e a noite, tão solitária, é viva, intensa, formadora de um sem par número de gestos (estes, confesso, intensos, cínicos, poderosos!).
As impressões sempre tão raras, as
caminhadas nada peculiares,
os gemidos e as sensações que castigam o vate - este menino quase nu!
As criações sempre tão raras,
os impulsos nada críticos,
os resultados que pouco a pouco interferem nos mais hereditários minutos de felicidade - ela, observo, rara!
Devo caminhar e seduzir as
instáveis maneiras de consumir o vivo amor?
As mudanças pessoais,
os sintéticos contornos,
as nuas e possíveis sensações - sempre tão sedutoras (pelo menos
para mim!).
Estradas,
verbos,
curiosidades que movem os
limites de um amor mais firme,
mais intenso... filho da
tola e comum maneira de amar.
As inexpressivas fortalezas,
as constantes notícias,
as noites que embalam os sonhos, as
vitórias íntimas, os gritos e as possessivas maneiras de enxergar o delicado pranto - este símbolo tão raro!
Os gemidos nada comuns,
as inexatas medidas, os contínuos momentos de lucidez.
Cada reflexo nu,
cada impressão de aço,
cada vestígio que toca e
vulnera a comum e imparcial mudança.
Os complexos horizontes,
as medidas extraordinárias de culpa,
os delicados princípios que reagem ao menor sinal de angústia - ela, confesso, sempre tão predadora!
A exatidão da beleza, os sinuosos limites de fúria, as caminhadas mais gostosas. Ah! Este jeito tão delicado! Imprime, em minh'alma, um gesto, um grito, um ponto - sempre preciso!
As linhas ausentes,
as contusas mudanças,
os liâmes que tocam e decifram, e marcam os sedutores caminhos.
Estes gélidos sopros,
estas contínuas e díspares prisões, estes sinais que pouco a pouco passo a perceber. De fato, nua muralha, estes caminhos não são mais do que uma alternativa provável.
Contusões, estradas e medidas. A bem da verdade, o corpo reage. Aos poucos, uma impressão, um gesto, um grito, um momento, um triunfo... Em síntese: amo-a!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 24/6/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 06h35 PM
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Triunfo

 

Vazio, estupor,
minuto quase frio que toca

e monologa com a possível forma de amar.
As palavras quase cegas,

as imprevisíveis necessidades,

os relatos frios que desenvolvem um sem par número de ficções.

 As palavras cruas, as inexatidões de titânio,

um encontro que decifra a pequena força do amor

 - este abismo quase intransponível!
Suportar as elementares conquistas,
cauterizar os hinos nada comuns,
seduzir e conter as preces

que tocam o coração do nu poeta.
Estes são os contornos que passo a enxergar.

 A nudez necessária, os intrusos afagos,

as razões - sem-razão - que dominam o vate

em estado quase decadente.

No entanto, algo eleva-me.

São as exatidões, os caprichos,

as delicadas atrações que ousei decifrar.

Os pontos mais belos, a mulher tão intensa,

os relativos e vivos modelos que consomem o menino em evidente segredo.

Não há, penso, mais espaço para a tristeza sem par.

As curiosas mudanças de humor, hoje intensas

 - à luz dos serenos e impactantes delírios -,

correm para algum lugar. Decifrá-lo... impossível.
É instável este vinculo.

As armas mais sedutoras, os gritos mais elementares,

as pequenas e informes justificativas

que cauterizam os singulares momentos

(estes, confesso, à procura dos ígneos verbos

- tão próprios, íntimos, ásperos!).
Deixe-me aqui (ao lado dos gestos teus!).

A expressão toca o menino, dissolvendo-o.
As possíveis intenções,
os resíduos nada comunicativos,
as estradas de aço que
anunciam um volúvel
segredo - este... preso ao corpo (sempre tão perverso!).
Amar os contornos teus,
desenvolver estratégias,
encontrar... Estes pactos,

prestes a considerar o quão vivo é o triste significado de perda,

quedam-se

(dando lugar à profecia de que um dia será melhor o resultado tão querido!).
As inexatidões que observo,
a miopia que me perturba,
a fronte pesada.
Estas mordaças, gastas, não mais tocam o coração do vivo menino.

Estas mordaças, hoje, são sem expressão.

Amo os gestos teus. Por isso inda não caí!

©Adriano Guia Ferraro,

29, 21/6/2005, Santos / São Paulo / Brasil)



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h06 PM
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O encontro e a constatação

Monet

 

Sombras inquietas,

linhas pequenas,

dias e possíveis mudanças

que tocam os verbos nada ortodoxos...
Certezas, encontros, passos e ruas,

e esquinas quase nuas

- elas, confirmo, à procura dos cínicos

e imprevisíveis minutos de falibilidade!
Dormir. Cerrar os olhos e encontrar a liberdade tão querida.
Eis a magia do tempo.

 Ele, vivo, conduz - com milimétrica preicsão –

os relatos de febre que tocam o poeta.
Encontrá-la, um bálsamo –

destes que tocam e decifram os mais vivos momentos de felicidade!
Peças, rabiscos de tinta, considerações que dormem ao lado teu.

 Deixe-me, pela vez primeira, fantasiar,

conduzir um simples e intenso momento de certeza

- ela, confesso, quase rara em minhas considerações!
O menino perdido,
as mordaças cruas,
os temores que delicadamente suprem

As necessidades de viver.

Triste? Talvez febril o suficiente para cauterizar esta chaga

que em meu peito habita.
A imprevisível notícia,
as armas quase engatilhadas,
os risos que monologam com o poeta

quase em intenso estertor.
Ritos,
mudanças,
pequenas soluções

que alimentam o vate em evidente estupor.

Reagir,
caminhar, dizer à preciosa ninfa o quão simétrica ela é.

A intensa tentativa,
os relatos de febre,
as caminhadas tão sonoras que podem

- muito bem - conservar o menino

(ele, observo, em instável desespero!).
O abismo que toca o poeta,
as estradas de titânio que a todos libertam,

os comandos primitivos - sempre mais fortes!
Condição única,
estradas de terra,
sinuosas e pequenas mudanças

- condutoras deste corpo em delicada posição!
Deixe-me observá-la.

Sobreviver aos tempos talvez não seja privilégio dos poetas.

Em verdade... não é privilégio de ninguém!

Somos vazios, críticos,
delicadamente feitos

(como se o molde tivesse sido feito do mais ordinário dos materiais!).
As sombras que me devoram,
as expressivas risadas,
o vivo contorno que observo.

Ao lado teu, crível mulher, as expectativas podem ser bem melhores!

 

©Adriano Guia Ferraro

 29, 19/6/2005, Santos / São Paulo / Brasil)



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h52 PM
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As simétricas linhas de Angelina Jolie

 

Os laços tão imortais,
as caminhadas sempre seguras,
os gritos e as noites que tocam e observam

um sem par número de gritos

- eles, confesso, sempre diletos

(ou menos precisos!).
As expressões de titânio,
os minutos intensos,
as vulneráveis e delicadas mudanças
que caminham de maneira nada comum.
Os olhares falhos,
os momentos delicados,
as estreitas mudanças de humor
que desenvolvem certos anseios,

Certas conquistas,

Certos e delicados prantos

que rodeiam os inevitáveis minutos de cólera.
A visível fortaleza,
as impressões que a todos confundem,
os modelos quase cegos

 - filhos de um pequeno relato de febre!
Os intrusos,
as justificativas,
as lembranças,
os amores,
os amantes,
as conquistas,
as medidas nada convencionais,
os pálidos e hereditários segredos

- sempre à procura dos ulteriores momentos!
Confesso: estes minutos devoram-me.

São frios, delicados, irracionais

- ou simplesmente ígneos

(quando os olhos teus, predadores, confundem-me!).
Melhor. Menino/poeta - à procura de um sonho

que toca e desvenda o vivo e intenso minuto de liberdade!
Melhor. Homem

que toca e desenvolve a febril e incognoscível maneira de enxergar este gesto

tão sublime - filho da verdade, da beleza... dos quebrantos teus!
As justificativas mais belas,
os caminhos tão serenos,
os elos e as imprevisíveis mensagens

 - sempre tão fortes, seguras... nuas!
As verossímeis caminhadas,
os relativos e ingratos pontos,
as contusas e volúveis necessidades

- elas, confirmo, filhas do tempo

(ele... sempre tão preciso!).
Amar os gestos teus,
desenvolver a sombra dos desesperados,
conter este grito e elucidar as intensas e necessárias mudanças.
A vitória que toca o vate,
as hipérboles que encontro,
as conquistas que timidamente anuncio.

A bem dizer da verdade, sinuosa mulher, devo considerar,

sem medo: os olhos teus, íntimos, são a forma, o vínculo,

os passos que sempre procurei!
De fato, maviosa menina, os gestos teus alimentam-me!


 

©Adriano Guia Ferraro

 29, 18/6/2005, Santos / São Paulo / Brasil)



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 01h45 PM
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Inseguro

 

 

 

Instantes, locais seguros, pequenos horrores

que tocam e vulneram as expectativas do vate.

Os dias secos, as mãos nuas, os segredos e dimensões,

 e os fáceis monólogos

- sempre presos à etérea maneira de amar o mundo!
Projetos sem forma,
encontros primitivos,
ruas e vielas, e certezas, e demonstrações de afago

que rompem com os obtusos minutos de fúria.
A cor das horas, os laços tão delicados, as formas e os ritos

que monologam ao menor sinal de loucura.
As intensivas manchas,

os relativos momentos de fúria,
as caminhadas menos ortodoxas

que cauterizam e invalidam quaisquer sinais de loucura.
Minhas ígneas tentativas,
minhas formas mais belas,
minhas fantasias de aço,
minhas pequenas e estruturais semelhanças,
minhas fortalezas - sempre à procura de um lugar mais seguro!
Os complexos e delicados ensaios,

divididos de modo evidentemente natural,

suportam um mil avos deste cálido e enfermo minuto de insanidade.
As justas redes,
os limites de fúria,
as ácidas e díspares sensações

que respondem aos mínimos e instáveis monólogos.
Quisera a triste e imprecisa formação,
quisera os relatos de febre,
quisera, por fim, os sensíveis e enfermos discursos.
Cárceres, certezas,
projetos e formas, e caminhos

 tão intensos quanto os mais imprevisíveis minutos de sanidade.
A crueza sem par,
os delicados ensaios,
as justificativas tão intensas que cauterizam os sandios minutos de liberdade.
Contornos, pactos,
lembranças, lacunas, ruínas...
É complexo dizer quais os trechos de angústia que enxergo.

É complexo suprir certas fantasias.
O impreciso e amaro discurso,
as conversas que inda não posso descrever,
os tumultos informes

que consomem as delicadas e volúveis poesias.
Contornos imersos,
segredos pequenos,
locais que tocam e imprimem os mínimos e intocáveis projetos de fé.
As correntes tão próximas,

a liberdade amarga, o gosto ácido, os passos quase lúcidos.

A bem da verdade, estas completas notícias jazem!

©Adriano Guia Ferraro

 29, 16/6/2005, Santos / São Paulo / Brasil)



Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h22 AM
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