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Deixemos o tempo agir 7/15/2005 8:50 AM Os meus movimentos não são maiores que a crueza dos estáticos limites de febre. O corpo cansado, as vestes nuas, os segredos e as vitrines secas - quase sempre quebradas! As estruturas mais ígneas, as urgentes mudanças de humor, os elementares gritos - vivos e, ao mesmo tempo, distantes! A justificativa mais tênue, os relativos minutos de dor, os alicerces que divergem das tímidas e sensíveis esperanças. O grito quase seco, as limítrofes paixões de titânio, os anseios que tocam e demonstram a prolixa e urgente maneira de tocar o coração alheio - como se fosse, em algum momento, algoz! É preciso considerar a distância entre os sexos. É preciso diferenciar amizade e amor. Este vínculo que a todos perturba, observo, atinguiu o seu ápice - como se amar fosse probido. No entanto, há amor quando há vínculo (identidade entre corpo e alma, por assim dizer!). Os mais belos escritos, as mais edificantes conversas, as mais intensas liberdades, suficientes não são para mudar o tempo nu. Deixe-me continuar. Se a felicidade está fora do país, ou simplesmente dentro de cada minuto, não posso - enquanto poeta - precisar. Contudo, posso dizer que o amor é mais do que uma insana tentativa de chamar o outro - como se adiantasse! Nada de mais. Nada para considerar. Procurar os caminhos mais distintos mostra, é evidente, evolução. Seguir, caminhar, desenvolver as mais nobres atitudes. Isto é, sem sombra de dúvida, tocar algo maior até que o amor - este vínculo tão nobre (capaz de desgastar o corpo e mutilar a alma!). Isto: vá embora! Caminhe e ao mesmo tempo reflita. Corpos pelo chão, se é que os procura, não há. Há, sem dúvida, momentos melhores. Há o dia, a tarde e a noite - feita para compreendermos os nossos mais cínicos erros (ou, na melhor das hipóteses, nossas mais imprevisíveis mudanças de humor!). É preciso ser maduro o suficiente para demonstrar os erros. É preciso crescer, confesso! Somos humanos, somos previsíveis. E nada mais! (Adriano Guia Ferraro, 29, 15/7/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h55 AM
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Insensível reflexo 7/14/2005 7:25 AM A inexata dimensão do riso sem fronteira, as pegadas que somem ao menor sinal do toque, as conquistas que anunciam um pequeno e delicado minuto de intensidade. Quisera as formas informes, os passos cretinos, as fantasias impróprias para o consumo habitual. Linhas e laços, e estáticas mudanças que causam - de maneira intensa - os mais cínicos estupores. Vou-me embora! As díspares certezas, os concretos alicerces, os insustentáveis limites de dor que causam - nos outros - mudanças sempre inotordoxas. Pactos sem esperanças, desejos quase mortos, impressões que castigam minh'alma. As covardes lições que o amor ensina, as decadentes mordaças que cauterizam os possíveis e hereditários contornos, os nomes quase extintos - como se fossem segredos (estes... impronunciáveis!). Diga-me se é preciso amar as estruturas tão delicadas! Diga-me se os olhos canhestros, inda em processo de evolução, enxergam as sinuosas promessas. Diga-se se... Talvez deva construir um pequeno arcabouço para suportar as vicissitudes que me incomodam profundamente. Estes relativos critérios sem par, estas características quase dispersas pelo nu solo, os embustes primitivos que consomem as ineficazes mordaças - filhas do desprezo e da tísica ausência! Licérgicos encontros, ásperos segredos, comuns pontos - estes, de tão precoces, inda sustentam as confusas e indecentes maneiras de anunciar o novo (este delicado embuste que a todos fascina!). Perguntas e vínculos, e fatores que interferem diretamente neste projeto de sanidade. Os frios executores, as amargas lembranças, os cínicos prelúdios que desenvolvem o seu forte projeto de insensatez, as carícias - sempre tão inexatas! A primitiva lacuna, os confrontos estruturais, as serenas forjas que conseguem jungir presente e futuro - como se fosse possível, através destes ensaios, romper com o tempo (algoz e permanentemente contundente!). Simples estórias, discursos imperiais, tentativas (e nada mais!). (Adriano Guia Ferraro, 29, 14/7/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h27 AM
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Delicado alicerce 7/13/2005 10:33 AM As linhas tão sublimes, os encontros tão sensíveis, os toques e as estradas mais simples - capazes de compreender o poeta em eterna transformação. Que escrever se as linhas de hoje parecem tão secas? Que cauterizar se as chagas insistem em descrever os precisos momentos de dor? Os impulsos tímidos, as presas cruas, os estágios mais... As estruturas mais complexas, os laços nada convencionais, as indecentes notícias que caminham ao lado teu - como se fossem sensações há muito perdidas! Os encontros passionais, as destrutivas e necessárias guerras, os elementares gemidos - mais fortes que o delicado minuto de liberdade! Posso compreender as estratégias erigidas? As estruturas de aço, os insensíveis minutos de cólera, as imprecisas algemas - filhas de um sem par número de ritos! Pontos e formas, e contornos nada vulneráveis. As estáticas lembranças, os horrores involuntários, as lúgubres e indecentes mudanças. Sou, a bem dizer, menino - dependente do afeto (este laço que a todos comove!). As ruas estreitas, as pequenas imagens, os laços e as expressivas maneiras de enxergar o mundo - sempre em ebulição! Resta-me divergir deste processo lento. Resta-me considerar como justa a exatidão dos temperamentos - contusos e, às vezes, inocentes. Mínimas criações, elos quase cegos, linhas e forjas, e perfídias que se escondem ao lado dos indecentes projetos. Os conflitos enfermos, as diretrizes cegas, as impressões que recaem sobre os ombros - eles, observo, evidentemente inseguros! Que há, afinal? Uma fantasia de veludo agradável ao toque mas perversa quando os minutos de intensidade ficam cada vez mais íntimos? Não há melhores sensações, pegadas... estatísticas. De fato, crua lembrança, as elementares conquistas não mais pertencem ao poeta. Os serenos pactos, informes, inda persistem - ou pensam em revelar, de modo tímido, os estéreis minutos de instabilidade. A forja, os passos, o silêncio impiedoso. Paremos por aqui! (Adriano Guia Ferraro, 29, 13/7/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 01h35 PM
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Não espero 7/12/2005 6:57 AM Não espero pelos dias mais sensíveis, não espero pelos segredos mais sórdidos, não espero pelas virtudes. Sou menino - à espera, confesso, dos gestos mais simples (eles, insisto, tão potentes que podem muito bem decodificar as estruturas mais complexas!). Não espero pelas vitrines mais sujas, não espero pelos sentidos mais ortodoxos, não espero pelas tentativas de titânio. Sou frágil - sujeito a um sem par número de acertos e erros. A condição do poeta, as estratégias, as retóricas que me conduzem a um embuste quase primitivo. Não espero pelas necessidades primitivas, não espero pelos acordos sandios, não espero pelos voluntários espasmos. De fato, penso, as melhores mudanças não são as adquiridas. Há algo de incomum aqui. Há algo que perturba a fronte e conserva forte traço de sanidade. Não espero pelos delírios poéticos, não espero pelas estradas mais singulares, não espero pelos arquétipos. Não sou, vê lá, homem/menino - à espera dos gritos que podem muito bem diagnosticar qualquer flagelo! Sou pequeno - assim como a maioria dos mortais! Não espero as tendências absolutas, não espero as críticas carícias, não espero fugir. Preciso dos gemidos assim como preciso, também, das inúmeras mudanças - sempre traumáticas (seja para quem for!). Não espero pelos resultados, não espero pelos abismos, não espero pelas transformações fictícias. A bem da verdade, intenso gesto, procuro a diferença, o alicerce, o pensamento mais claro. Não espero pelas expressões mais clássicas, não espero pelos lugares mais ortodoxos, não espero pelos diagnósticos futuros. Partir, desenhar e compreender. Estas estratégias, confirmo, talvez não sejam as melhores. Mas são as únicas de que disponho. Não espero pelas tardes mais bonitas, não espero pelos insanos dizeres, não espero pelas tristes notícias. Há um certo grau de dúvida, observo. Não espero pelos dias, não espero pelas noites. Espero pelo rosto simétrico - vivo e único! (Adriano Guia Ferraro, 29, 12/7/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h03 AM
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Conflitos 7/11/2005 7:44 AM Esboços que perturbam os olhares mais sinuosos, estradas e ruínas, e pactos que estabelecem um sem par número de acordos, lições - de titânio - que suprem as urgentes necessidades de ferro... Estes passos, assim observo, demonstram certa hesitação. O corpo, covarde, inda é prisioneiro do medo - este itnenso movimento que a mim, filho do lúgubre minuto de fúria, perturba. As estreitas necessidades de aço, os complexos diálogos que cauterizam as nuas passagens, os embustes e as cínicas impressões que dialogam com os instáveis elementos de dor. Longe de concretizar os passos teus, ouso desobedecer as certezas - elas, confesso, reféns deste inevitável processo de culpa! Ombros amaros, fronte pesada, fios estáticos que comemoram a delicada e imprevisível atração. Os olhares, secos, são indecifráveis, caminham com extrema dificuldade, acompanham - timidamente - os sinais que a todos... Produzir estas linhas talvez seja - evidentemente - as escusas mais sinceras que, em tempo escasso, ousei definir. Os pontos incomuns, as lúcidas e necessárias dimensões, os acordos ortodoxos que presenciam certos ensaios - quiçá, confesso, à procura destes tristes sinais. Os movimentos incomodam-me. As diretrizes de ferro não são melhores do que as imprecisas e críticas ações. Os temperamentos, informes, inda agem com cautela - possivelmente, enxergo, primitiva! Um dia - e nada mais! As constantes fugas, os alicerces indomáveis, a teatralidade - comum para quem ainda deseja fabricar certas ilusões! Preciso dos passos mais serenos, das horas mais contundentes, dos destinos mais fortes. As covardes impressões, habilmente construídas, não interferem neste projeto de fúria; os elos críticos, ásperos por natureza, caminham com imprecisa dificuldade; os precários instintos... Estas semelhanças prováveis, estes trechos sem forma, os impulsos que ousei fabricar. A bem da verdade, os embustes inda me perturbam! (Adriano Guia Ferraro, 29, 11/7/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h49 AM
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O encontro e o resultado 7/10/2005 11:35 AM Carícias suaves, trechos nada comuns, poemas e instantes, e fantasias de veludo. A instabilidade das horas, os elementares cárceres, os lúcidos e os pequenos gritos de liberdade que tocam as estreitas mudanças - elas, observo, nada vivas! Um riso ortodoxo, uma certeza imprecisa, um gemido cálido que traduz certo embuste. À noite, quando os terríveis projetos de cólera anunciam um sem par número de criações, este corpo - de titânio - passa a resistir, a compreender a tola e simples crueza. Linhas tênues, incorrigíveis sinais, poesias e intensos segredos que passam a demonstrar a certeza dos tristes e amaros demônios. Um gástrico movimento de fúria, uma esperança morta, um sóbrio acordo entre a vida e os reflexos impróprios. Devo cauterizar a urgência dos delicados pontos? Devo submeter o corpo às mais urgentes maneiras de consumir o vivo alicerce de fé? Quisera, bem sei, cauterizar a chaga que a todos devora. Quisera, no todo ou em parte, suprimir o monólogo - esta base sem relação aparente. Quisera os minutos e as estáticas prisões - fundamentais para criar algo especialmente novo. As inexatas demonstrações de força, os contusos alimentos que tocam as suaves vias respiratárias, eu... menino dos últimos dos estertores! Às vezes, quando os trechos de insensatez conversam com os hereditários vínculos de lucidez, parte deste indigesto minuto de fúria parece reagir - ou simplesmente demonstrar a urgente e crível mudança de rumo. Limítrofes contornos, relações que se perdem, dimensões que contém certos embustes - sempre tão informes, devo exprimir. As notícias gastas, as fantasias de mármore (tão raro, tão belo!), os luxuosos delírios - capazes de firmar um mil avos deste decadente espectro de sanidade! Vou-me embora. A impressão que fica, as algemas que flagelam, os sinais que vulgarizam o poeta e o fazem de escravo - quiçá demonstrando muito dó (elemento que ojerizo!). Sorria ao menos uma vez para a vida, sóbrio delírio! (Adriano Guia Ferraro, 29, 10/7/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h42 PM
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Os limites que encontro 7/9/2005 11:00 AM Um momento de liberdade paira sobre a estrutura montada. Os laços de carbono, as fantasias de Netuno, os longínquos passos que tocam e estabelecem, e decifram o poeta em estado quase vegetativo. As linhas simétricas, os contusos movimentos de fúria, as limítrofes regras que consomem os tristes e criteriosos amores. Cada certeza sem identidade, cada minuto sem forma, cada intenso exercício - quiçá à procura dos resultados que o vate, nu, ousou desenvolver! As pequenas mutações, de titânio, causam certos arrepios. Eu, menino, inda não ousei construir muralhas e fabricar - paulatinamente - armas (destas que ordinariamente vulneram!). O medo é um só. As vestes, os vestidos, as calças e os bolsos. Não há, de fato, aparente relação. O medo que domina, as estreitas prisões que atordoam, as limitadas fantasias – elas, confesso, da cor azul! Os pactos tão distantes, as cruas e estéreis mudanças, os nomes e as sedentas necessidades de aço. O corpo, sem forma, deseja percorrer os abismos teus – quiçá à procura, insisto, dos limites exaustivamente definidos! Deixe-me tocar estes sinais que a todos... Silêncio. Estas impressões, lúcidas, são fáceis, críticas... A bem da verdade, tênue mulher, os gemidos e as contusas manhãs nada são além de estreitas e imprudentes sínteses – elas, observo, filhas de um sem par número de certezas! Vamos embora. E de mãos dadas, peço-lhe! Os ombros largos, o corpo tão vivo, a intensa mulher que a mim devora. São estes os olhares que fitam o delicado homem? São estas as urgentes peças que traduzem certos embustes? Não. Devemos desenvolver, no todo ou em parte, um sinal de liberdade - ela, como vislumbro, sempre predadora! Amar os rompantes teus, deduzir a certeza dos limites, tocar-lhe a essência. Estas são as tentativas que ousei produzir. De fato, serena simetria, os laços teus são perfeitos, lúcidos, imperiais. À noite, restam-me tentativas para decifrar-lhe. Esgoto-as, nua mulher! (Adriano Guia Ferraro, 29, 09/7/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h02 PM
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Sem armas 7/7/2005 7:35 AM Permita-me produzir um sem par número de indagações. Estou à procura dos gestos teus. Eles, ao que parece, sumiram. São impressões que anunciam os mesmos delírios, são pequenos resíduos de sanidade, são mudanças... Etéreos discursos, alicerces e trajetos, e impressões que mergulham em minh'alma sem forma. Os pálidos embustes, as inexatas transformações, os impiedosos minutos de silêncio que tocam e divergem dos mesmos sinais. Talvez fosse necessário demonstrar o quão frágil o nefável tormento torunou-se. Às vezes, quando os tristes sinais de cólera movimentam-se, as imprecisas e falhas fantasias, de titânio, não mais seduzem os criativos momentos de felicidade. Termos ígneos, fantásticos resíduos, criações e fatos, e horrores que pelo céu anunciam um vivo e intenso pesar. São estas as impressões que tocam os possíveis resultados de febre? São estas as mudanças de humor que tocam o poeta em evidente estado depressivo? Quaisquer elementos suficientes não são para concretizar os pálidos delírios. Quaisquer elementos suficientes não são para exprimir um certo grau de certeza - ela, confesso, sempre tão impiedosa! Não vejo melhores tentativas. Não vejo, também, melhores intenções. O grito que não veio, as medidas que desconheço, os olhares e as químicas maneiras de amar que tocam e estabelecem, no todo ou em parte, um gesto vazio - próprio de quem inda não sentiu, assim enxergo, as serenas e vivas inquietações que o amor proporciona. Estes reflexos íntimos, estas análises tolas, estes segredos que anunciam um vivo e tolo estertor. Deixe-me aqui - ao lado das cruas teratologias! Deixe-me aqui - próximo da crível e nua mudança! Os ambientes nada comuns, as estreitas passagens, os sinuosos anseios que demonstram - a bem da verdade - um mil avos deste crítico instrumento de paz! Somos, a bem da verdade, sólidos. No entanto, cada qual com suas idiossincrasias. Estas delicadas mudanças, inda em desenvolvimento, mutilam-me! (Adriano Guia Ferraro, 29, 07/7/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h40 AM
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Tão viva, tão intensa, tão mulher 7/6/2005 7:23 AM Um gesto vivo, uma chama mais-que-perefeita, uma simetria tão próxima que traduz certos ensaios, certas mudanças, certos minutos que o corpo - em decadente posição - ousou assumir. Os riscos impiedosos, as formas mais belas, os idiomas que não falo - talvez porque ousei construir, de maneira serena, um refúgio mais forte que o ódio (ele... alimento frio!). As intensas e necessárias medidas, estes projetos que o amor estabelece, estas conquistas de aço que anunciam um pequeno - mas rijo - minuto de sanidade. Amar o sujeito do amor. Estes rabiscos, sólidos, demonstram que amar é possível. Cada gesto particular, cada certeza de titânio, cada interesse peculiar. De fato, sinuosa mulher, os olhos teus são mais fortes, intensos, contínuos, vivos, etéreos, contusos, íntimos... Às vezes, quando as serenas e impensáveis justificativas comandam parte deste obssessivo retrato de fuga, o poeta, nu, inda ousa acreditar - de maneira tímida - nas certezas que pairam sobre o corpo. Os hinos mais suaves, as inevitáveis caminhadas, os amantes que,via de regra, contrastam um com o outro. É viável esta poesia? É intenso este segredo que a todos... O silêncio das horas, os reflexos críticos, os ígneos movimentos que acenam de maneira visivelmente tímida (como se a poesia fosse, neste instante, um grito - falho - de liberdade!). Mas as sensações, tão próprias, anunciam aos amantes as simétricas e obtusas, e decadentes, e vivas idiossincrasias. Tão frágil, nua menina. Os braços teus, as sentenças de aço, os nomes e as expressivas mudanças que tocam a sublime tez. Os olhos teus são, definitivamente, melhores. Carregam consigo uma centelha que eu, menino, inda devo aprender. A alma mais bela, a intensa mulher de elementares quebrantos, os gemidos - cada vez mais intensos (quiçá à procura dos relativos amores - próximos e ao mesmo tempo distantes!). Amo-a. Os traços que passo a reconhecer... potentes. Toque-me ao menos uma vez! (Adriano Guia Ferraro, 29, 06/7/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h28 AM
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As dores que tocam o poeta 7/5/2005 6:56 AM Estes fragmentos tocam minh'alma como se não houvesse outra resposta. As linhas mestras, os elementares segredos, os caminhos e as justificativas mais firmes. A bem da verdade, sinuosa esperança, os delicados e imprecisos minutos de instabilidade caminham lado a lado com os poetas. Vivemos, é fato. Talvez porque desejamos, no todo ou em parte, forjar a estrutura à nossa maneira. Devo confessar: às vezes não funciona! Os quebrantos teus, as armadilhas tão vivas, os imprecisos discursos que tocam e dialogam, e caminham, e entorpecem os díspares minutos de instabilidade. Quaisquer tentativas (estas... feitas de aço) ameaçam o vate. Os olhares secos, as possíveis justificativas, os passos e as hereditárias manchas - como se fosse possível erigir um sem par número de conquistas! Estas independentes mudanças de humor, estes amaros resíduos de fúria, estas... Nossos embustes primitivos, nossas necessárias maneiras de enxergar cada miopia, nossos estreitos pactos. Irreais e lúcidos abismos, terminais e contusos alicerces, indigestos passos - filhos da angústia e do simbólico desespero! Os rastros nada ortodoxos, as palavras nada convencionais, as estradas e os desfechos imorais. Devemos consumir a hereditária mordaça e cauterizar o triste e involuntário modelo de sanidade? Devemos esconder os amaros risos e fabricar peças capazes de monologar com os lúcidos e decadentes embustes? É viva esta alegria que toca a delicada estrutura montada. São covardes estes argumentos que sinalizam de modo coerente. Um mil avos desta tola simetria parece caminhar ao lado meu. Um mil avos deste tormento crítico parece reagir. Sentenças imprecisas, críticas algemas, inefáveis testemunhos que dialogam com os prováveis instantes de dor. É preciso fabricar a temporária missão? É preciso amar os trajetos de sanidade? De fato, cada milímetro deste testemunho passa. Passam, também, os estratagemas que um dia fabriquei! (Adriano Guia Ferraro, 29, 05/7/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h57 AM
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As estradas mais vivas 7/3/2005 12:24 PM As indeterminações, as terminações, as ações - sempre tão fortes, dignas (por assim dizer!). O corpo sem forma, as estruturas nada convencionais, os movimentos e as estradas, e os serenos minutos que tocam e desfazem, e anunciam que o direito de vencer... Estruturas amaras, diagnósticos nus, intrusos que ousam consagrar a beleza e desfazer a urgente maneira de enxergar este simétrico e delicado projeto de fúria. Não há mais espaço para o sintético acordo. Os nomes incongruentes, as justificativas mais firmes, as pálidas e distantes maneiras de cauterizar os vivos e insones minutos de sanidade. É preciso conter os gemidos? É próprio desenvolver um provável minuto e nutrir forte simpatia por estes segredos que urgentemente padecem? Contrastes, elos e relativos ensaios, delírios e vozes, e canhestros projetos de angústia que tocam e estabelecem um relativo impulso que poucos ousam consumir. As hereditárias muralhas, os fatores que contribuiram para a áspera chegada, os limites de fé - intrusos por natureza! Crises nuas, nefáveis expectativas, distantes e críticos pontos que anunciam a delicada ruína. É possível estabelecer a cura para os sandios e terríveis minutos de cólera? Sensações de aço, incomuns desejos, delírios e complexos dizeres que caminham ao lado das imprecisas e díspares formas de amar. Um minuto inotordoxo, um riso nada previsível, estradas e contornos, e rituais que anunciam um delicado movimento - este, confesso, preso à insensível e cínica medida! Os olhares nada comuns, as opressivas mordaças, os nomes e os cálidos encontros que reagem ao menor sinal de perda. Quisera a firme e tola expectativa. Quisera o fácil e imprevisível minuto. Quisera as armas - mais fáceis para argumentar! Um modelo intruso, uma força sem par, um sólido espasmo - repleto de sonhos, confesso! Estes relatos nada prováveis, estes instáveis critérios, os pactos tão vivos. Amo os gestos teus, preciosa mulher! (Adriano Guia Ferraro, 29, 03/7/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 04h28 PM
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Interrogações 7/2/2005 7:37 AM Percebo-me, confesso. Os laços intensos, as justificativas mais nuas, os eternos contornos que tocam e desenvolvem um sem par número de condições que ousam - de maneira incauta - aprisionar este tênue minuto que poucos denominam dor. As cansadas mãos, os passos nada ortodoxos, as expressivas novidades que consomem os tristes e inevitáveis delírios - sempre à procura dos críticos minutos de sanidade. Deixem-me aqui! Perturbado, se assim pode-se definir quem procura o riso e a possível estrutura, estou! As marcas tão distantes, os poemas tão contusos, as cínicas impressões que compreendem que amar - a bem da verdade - é preciso. O grito de liberdade não veio. Não veio, também, a delicada atração. Também não vieram os complexos gestos, as instáveis mudanças, as mordaças - ásperas, serenas, confusas, insones... minhas! Diálogos impensáveis, críticos minutos de loucura, estradas nuas que levantam - ao menor sinal de movimento - a areia menos seca. Os lamentos que passo a exortar, as discussões que contornam as possíveis e necessárias prisões, os limites de cólera que calam e estabelecem um pequeno e insensível minuto de paz. As secretas fantasias, os horizontes mais seguros, os nomes e as tentativas que sugerem um encontro quase preciso. Preciso do tempo - este alicerce formidável! Preciso do afago teu - este instrumento tão vivo, intenso... ígneo. Preciso das formas, dos nomes, das concretas paixões. De fato, nua mulher, os olhos teus são impressões e tentativas, e conselhos que tocam a estrutura do delicado menino. De fato, viva simetria, os projetos e os contornos, erigidos de maneira tão bela, inda pulsam, reagem... dialogam. Sensações tímidas, carícias e expressivos diálogos, minutos e trajetos, e sensíveis hipérboles - sempre à procura dos complexos limites de dor. Aos dias tão previsíveis, intensa ninfa, os gemidos que passo a observar são mudos - perfeitos para quem compreende o silêncio teu! (Adriano Guia Ferraro, 29, 02/7/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h41 AM
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Subliminar 7/1/2005 7:41 AM As muralhas tão secas, os pequenos e lúcidos critérios de insanidade, as pequenas e tolas maneiras de enxergar o delicado mundo - sempre em vias de extinção. Os nomes menos potentes, as prováveis e distantes necessidades vitais, os olhares pouco ortodoxos que tocam e desenvolvem um sem par número de sensações que o corpo, em eterno desolo, inda ousa sobreviver. Os trechos quase cegos, as decadentes maneiras de amar em silêncio, os vivos e os relativos estertores que caem ao menor sinal de urgência. Os gritos perdidos, as sentenças nada vivas, os possessivos sinais que cauterizam e vulneram, e decifram certos embustes - eles, confesso, presos! Contusos momentos, etéreos vínculos, díspares amores que simplificam os tristes e inevitáveis instrumentos de fé. Cada esquina, de titânio, reage, absorve um pequeno e crítico desejo de fúria. Os nefáveis contornos, as estratégias arquitetadas, os sinais e os intensos critérios que anunciam um pálido e distante minuto de estabilidade. Arcos nus, fáceis impressões em minh'alma, antíteses e vitoriosos ensaios, gástricos minutos, ocultos vínculos - sempre terminais (ou presos, definitivamente presos!). Carícias involuntárias, omissos sinais, nuas medidas, toques primitivos. Devo ocultar estes simétricos pontos e restaurar as pequenas e indigestas nuanças? Verbos, sínteses e pactos. Os opressivos sinais, as incrédulas sentenças, os movimentos nada ortodoxos. Armadilhas tênues, movimentos imprecisos, oculto verso que toca e desenvolve o riso e a contusa alegria - ela, expresso, sempre predadora! Estes conflitos que tocam e analisam os insensíveis minutos de cólera, estes complexos dias (sempre obtusos!), estas manhãs que cauterizam e projetam um sem par número de condições primitivas. Que fazer, inevitável tormento? Decifrar-se? A bem da verdade, penso, seria melhor conter este rompante de fúria - em nome, confesso, deste crível minuto de sanidade! (Adriano Guia Ferraro, 29, 01º/7/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h15 PM
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