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"Adriano-Poesia"
 


Imerso 7/30/2005 2:38 PM
As passagens intensas, as pequenas
e irreais linhas, os decadentes
monólogos que suprem certos ensaios - todos, confesso, hereditários!
As pequenas motivações,
os relativos ritos,
as pegadas que caem
vertiginosamente - como se fossem
meninos à procura dos mais
significativos minutos de
lucidez!
Os covardes espasmos,
as expressivas dimensões,
os lados mais crus que
caminham ao lado dos intensos
joguetes.
A cristalina sensação de loucura,
as páginas em branco que pouco a pouco ouso traduzir,
as conseqüências mais
primitivas.
Devo renunciar aos heterodoxos
prantos? Os
caminhos imperfeitos,
as sinceras
nostalgias,
os covardes amplexos que
delicadamente
esclarecem certas mudanças - como se fosse
possível considerar as mesmas coisas!
Nada mais. Uma lágrima que não seca,
uma curiosa sensação de loucura,
os gritos e as previsíveis sensações que ousam diagnosticar parte deste sintético modelo de culpa.
Às vezes, penso, os
semblantes mais secos são mais
preparados para lidar com os
críveis minutos de sanidade. Às vezes, quando os sonhos mais
reais pairam sobre as
dúvidas mais críticas,
os pequenos e delicados
joguetes inda esboçam...
Projetos sádicos,
intensos momentos de dor,
curiosas marcas que
cauterizam
um sem
par número de
sensações - elas, como passo a observar, intensas (quiçá mais forte que o inexorável monólogo).
Um
pérfido e restrito
joguete,
uma força que poucos compreendem,
as redes que conspiram de maneira
nada previsível.
Sínteses últimas,
épcoas nuas,
riscos e trajetos que
esboçam certas mudanças de humor.
Não mais. As estradas
omissas, os pequenos embustes, as
sóbrias tentativas de titânio.
Páginas em branco,
ações imprevisíveis,
constantes delírios.
Todos os potentes
ombros
suficientes não são para
cauterizar a nua chaga.
Um abismo em branco,
um sinal intruso,
uma pérfida e delicada justificativa - capaz de ousar.
Basta. Parte desta corrente rompeu-se!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 30/7/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 06h50 PM
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Inda posso falar em resistência? 7/29/2005 5:21 PM
Pontos e lúgubres estradas, segredos e impermeáveis justificativas, passos nada ortodoxos. Os signos nada
convencionais,
as estreitas mordaças,
os pálidos acordos que anunciam um sem par
número de segredos - estes... presos!
Cada tormento nu,
cada poesia sem forma,
cada trajeto de sanidade que decifra um vasto número de condições - elas, como passo a observar,
insustentáveis.
Caminhos nada
obtusos,
sensações imperfeitas,
demonstrações de afeto
que projetam um
pequeno e indecente momento de
felicidade.
As sujas manias,
os joguetes sem força,
os poemas e os poetas quase
secos - como se fossem, em algum momento, feitos do material mais rijo.
O delicado instrumento,
os sinais que aos poucos
são melhores, as
imperfeitas dimensões que
cauterizam e vulneram, e
dialogam com os possíveis e
irrestritos sinais de
decadência.
Os pacíficos grilhões,
as instrumentais
farsas,
os contusos e disformes
momentos de sanidade que
condenam certos e
ingratos projetos de certeza.
Não sou, a bem
da verdade, filho da expressiva
força. Também não sou filho do inexpressivo abismo. Sou menino - forte,
intruso, de vidro!
As ações que
não posso
corroborar,
as distâncias que
ouso
compreender,
os díspares sinais de
frieza - firmes, evidentemente
firmes!
À noite, quando
os
delicados
trechos invadem os
possíveis
e gástricos acordos, a firme
e
delicada justificativa ousa - na medida do possível - simblizar a queda (sempre homérica!).
Os momentos mais
incríveis,
as díspares condições
de
titânio,
os encontros obtusos que
reagem ao menor sinal de
fé.
Quisera obedecer aos
primitivos impulsos. No entanto, não posso. Por ser
gregário, confesso, aprendi a ceder certas liberdades, certos direitos denominados naturais. Agora sou, a bem dizer da verdade, filho da estagnação - tão própria, viva... prudente!
Os laços perfeitos,
as sínteses ineficazes,
os delicados pontos. São estas as estradas que restaram!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 29/7/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h04 PM
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Medidas extremas 7/28/2005 3:02 PM
Estes contornos nada ortodoxos,
estas semelhanças quase mortas,
os pequenos diálogos que exercem certa influência neste corpo decididamente vil. As estreitas ruínas, os comandos nada volúveis, as inexatas simetrias que combinam as melhores estratégias - como se fosse possível demonstrar a curiosa necessidade de amar.
Os pontos insones,
as hereditárias condições de aço,
os lúcidos e decadentes instrumentos de fúria que cauterizam as imprecisas e disformes maneiras.
Os comandos intensos,
as vivas certezas,
os nefáveis impulsos que condicionam
os mais intensos relatos de fúria.
Quisera a
demonstração do cabal
afago.
Quisera os passos,
as certezas,
os momentos de sanidade que guiam - de maneira nua - as formas nada previsíveis.
Um riso disforme,
uma complexa necessidade de titânio,
um relativo e decadente projeto de
frieza - ela, observo, sempre tão perversa!
Cárceres intrusos,
ameaças delicadas,
pequenas sensações que
anunciam um certo projeto de fúria.
As normas mais críticas, os
expressivos sinais de dor,
as gástricas e momentâneas paixões que interferem drasticamente neste ardiloso processo.
Um gemido nada ortodoxo,
uma condição evidentemente primitiva,
um cardíaco ponto de febre que ousou consumir parte deste indecente minuto de certeza.
As longínquas e necessárias
previsões,
os compreensivos instantes de fúria,
as delicadas ameaças que justificam...
Devo cauterizar a chaga que a todos
seduz? Devo
anunciar, no todo ou em parte, um mínimo de vontade para petrificar a curiosa e latente forma?
Os ritos ortodoxos,
as pequenas sombras,
a previsível fortaleza que
condiciona a tísica e intrusa vulnerabilidade.
Novas hipérboles,
novos desafios,
encontros e certezas, e delicadas
projeções que contaminam certos
e
responsáveis ensaios - como se fosse possível monologar com os trágicos limites de sanidade!
Críveis expectativas,
delicadas formações,
novíssimos pactos. À noite, um vínculo (e nada mais!).
(Adriano Guia Ferraro, 29, 28/7/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h05 PM
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Os ensaios que não fiz 7/27/2005 7:43 AM
Imprecisões de um dia amaro,
resíduos e reflexos mortos,
contestações insolúveis. Os pontos mais fortes, as direções mais tolerantes,
os gritos e as
respostas nada ortodoxas.
Um mil avos deste
cardíaco projeto de insanidade
é firme o suficiente para
demonstrar a tola e crível mudança.
Os joguetes imprecisos,
as patologias imperfeitas,
os distantes movimentos que
cauterizam as certezas de um dia ainda mais
vil. Os limites delicados,
as curiosas sentenças,
os nomes quase impronunciáveis que
dialogam com os inseguros
momentos de
liberdade.
Poemas,
respostas,
condições inequívocas
que atraem certos
e
concretos dizeres.
A poesia sem forma,
os covardes alicerces de titânio,
os minutos nada
heterodoxos.
Nada de novo. Apenas um grito que escorre sobre o fio da navalha - ela, observo, sem corte!
Momentos indecisos,
épocas quase cegas,
direções que suportam certos
ensaios - como se fosse permitido
conter a indigesta mudança de humor.
Às vezes, serena ninfa, os alicerces montados não são
mais do que
uma
tentativa
previsível.
Contusos
delírios,
encontros vulneráveis,
segredos e pontos, e circunstâncias que
tocam os covardes alicerces - todos, confesso, à procura dos instáveis minutos de felicidade!
Basta! As carícias de ferro, intrusas,
não mais podem monologar com os
instantes de febre.
A fácil manhã,
os imediatos contornos,
as justificativas mortas que
desejam - de modo latente - tocar o solo mais áspero.
Um crível e intenso joguete,
uma força inexpressiva,
um critério de liberdade que aproxima a verdade do frágil instrumento de
dor.
Os covardes aspectos,
as
distantes mudanças,
os olhares frios que
ouso denominar vontade.
Preso ao indecente
movimento. Preso aos incontestáveis
desvios.
Marcas,
máculas,
farsas,
escolhas,
contornos,
monólogos
abstratos.
E agora? Que fazer se as
tetativas mais firmes inda resistem? À noite, simbólico limite, um projeto que poucos ousaram definir!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 27/7/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h03 PM
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Exausto 7/25/2005 6:34 PM
Um espasmo nada convencional,
uma concreta poesia que toca
o limite do inexato, as impressões
cruas que estabelecem parte destes
críveis sinais de sanidade.
A poesia nada convarde,
os insultos quase homéricos,
as sínteses quase omissas - quiça à procura dos segredos
delicados.
Um mil avos deste instrumento de fé
ousa cauterizar - de modo insano - a tola e previsível ruína.
As formas incognoscíveis,
os risos mais puros,
as impressões mais omissas - sempre devoradoras!
Condições inexpressivas,
diálogos quase ortodoxos,
segredos e cicatrizes que reagem ao menor sinal de fúria.
Estes objetivos mortos,
estas constantes mordaças,
estes limítrofes abismos que
suportam os mesmos e delicados resultados - todos, confesso, desejosos por novas empreitadas.
As condições irracionais,
as pouquíssimas e díspares
farsas,
os olhares delicados que desenvolvem um sem par número de condições - elas, observo, evidentemente imprevisíveis!
Resíduos, muralhas,
secretas paixões que derrubam os mais imperfeitos sinais. A curiosa
fragilidade, os insondáveis gritos, as poesias que ouso decrifrar.
Movimentos,
pequenos relatos,
fantasias de titânio que ardem ao
menor sinal de fúria.
Os joguetes hereditários,
as urgentes e delicadas impressões,
os nomes mais clássicos que golpeiam os rostos mais passionais.
Decifrar esta vontade
de
ferro talvez seja considerar
que os possessivos minutos de instabilidade são - de fato - firmes o suficiente para aproximar o medo e a
verdade.
A condição primária,
os elementares
segredos,
as contusas hastes que devoram cada projeto de insanidade.
Um mil avos deste
cardíaco limite é fruto de um incomensurável resíduo que ousamos denominar fé.
A culpa
inusitada,
os trajetos impessoais,
as laudas que produzem certas
alegrias - todas, confesso, momentâneas!
As ruas,
as estreitas forjas,
o latente resumo. Nada mais. Apenas e tão somente um pequeno "delírio" que os outros denominam frieza!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 25/7/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h36 PM
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Confissões 7/24/2005 12:52 PM
Contrastes vivos,
encontros nus,
segmentos informes,
delírios secos,
passos lúcidos,
elos amaros,
segredos incompreensíveis,
dizeres tolos,
páginas em branco,
linhas insustentáveis,
caminhos ortodoxos,
pesquisas vivas,
delicadas projeções,
insondáveis minutos,
pálidas direções,
acordos sem forma,
delicadas pesquisas,
lábios cetrinos (tão vivos e ao mesmo tempo tão dispersos),
considerável tentativa,
momentos intensos,
gritos hereditários,
vitrines e cárceres, e inusitadas
proporções que dialogam com os principais atores deste
ardiloso processo.
Um grito
primitivo,
imagens, limites,
pesquisas cruas,
dispersas certezas,
complexos abismos,
insuportáveis rabiscos que
desafiam os possíveis e imperdoáveis sinais
de
lucidez.
Dias e termos, e contornos amaros que
dissolvem certas e imprevisíveis
tentativas - todas, confesso,
presas!
Um vazio ortodoxo,
uma sandia expressão,
um momento que conduz - com maestria - a imprevisível e secreta liberdade.
Os olhos nada complexos,
as vestes quase concretas,
os delicados passos que
cauterizam e decifram, e imprimem certas resistências.
A nudez
necessária,
as opressivas noites,
os sussurros impróprios
que compreendem certos e delicados
ensaios - todos, assevero, vítimas do silêncio (este vínculo que a todos devora!).
Deixe-me enxergar com clareza as justificativas apresentadas. Deixe-me conduzir, com maviosidade, as estreitas e limitadas ações.
O ambiente seco,
as contusas expropriações,
os laudanosos dizeres - sempre em obtusa posição!
Laços e fantasias, e expressivos caminhos - eles, observo, sempre à procura dos insensatos
projetos de sanidade.
Mínimas
considerações, amaras e disformes
análises,
vivos esboços de fé que
demonstram as possíveis e amaras posturas - fruto da cólera (sinal evidentemente mais rijo!).
A noite que procuro,
os relativos instantes,
as incríveis pegadas. Sobre os pálidos
esboços, mensagens que inda não compreendo!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 24/7/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 04h59 PM
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As incertezas que me tocam 7/23/2005 10:19 AM
A imperfeita sensação que a todos
consome,
os laços perfeitos que
demonstram certa incongruência,
as
forças inadmissíveis que consomem
os pequenos e delicados
vínculos.
As fronteiras nuas, os complexos delírios que monologam de forma diversa,
as criteriosas mudanças - sempre próximas do cuidadoso sinal de lucidez!
Um riso nada puro,
uma fantasia de titânio,
rabiscos (em azul) que condicionam os cálidos momentos e as previsíveis cruezas.
Pactos,
pautas,
pontos,
projetos,
insanas muralhas,
críticas poesias.
As fenomenais estradas,
os olhares que se tocam,
as dimensões nada
ortodoxas.
Vamos embora. Abandonar este trajeto frágil talvez seja a melhor das
hipóteses.
O grito seco,
as urgentes poesias,
os nomes que compreendem certas
projeções - todas, confesso, firmes (evidentemente firmes!).
Um minuto nu,
uma covarde tentativa,
um paradoxal resíduo que cauteriza e fere os imprecisos minutos de urgência.
Parar,
romper,
cauterizar, oprimir,
devastar,
conversar,
monologar,
improvisar,
construir,
sublimar,
demonstrar,
libertar.
Um pálido esboço,
um nome proibido,
uma forma informe que condiciona e aprisiona as terríveis necessidades (elas, observo, primitivas!).
A inocente farsa,
os resumos imperiais,
as falhas armadilhas que ousam condicionar as estruturas delicadas (vítimas e ao mesmo tempo algozes!).
Linhas omissas,
finitas projeções,
encantos que surpreendem
as
tímidas e
contrastantes figuras.
O medo ortodoxo,
as pequenas
maneiras de amar,
os nomes e os impiedosos
sinais que comandam certas
mudanças de humor - como se fosse preciso, em algum momento, decifrar a estrutral poesia!
Deixe-me considerar
as mesmas coisas. Deixe-me suportar os vínculos que a todos devora.
Um pequeno e ortodoxo
limite de fé é escravo, vil, indigesto.
Os movimentos,
os sinais,
as peças que tocam os
mais covardes poetas. Um dia, riso nu, esta fronteira inda perecerá. Um dia. Não hoje!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 23/7/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 02h20 PM
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Laços 7/22/2005 8:52 AM
Passos perdidos, estradas
complexas, elos e fantasias que dominam as estreitas necessidades primárias.
Os alicerces infecundos, as imprecisas mudanças, o nome que carrego ao lado do corpo - como se fosse algo vivo!
As inexatas mordaças,
os pequenos e distantes caminhos,
as forças mais primitivas que comprimem parte dos vivos e insinuantes modelos primários.
Às vezes, quando as
justificativas mais firmes compreendem a demonstração dos críticos e possíveis limites de fúria, parte deste inexato
desejo ousa (de maneira tênue) romper
com certos e indigestos modelos.
Projetos e farsas, e
hereditários segredos que contornam as mais íntimas e potentes
farsas. O riso
pérfido,
as estreitas e indisponíveis maneiras de exprimir o latente ópio,
os demonstrativos - quase sempre
em constante débito!
Simples justificativas,
contusos modelos de sanidade,
estórias que poduzem certas lembranças - elas...
O sentido primário,
as estruturas
nada convencionais,
os trajetos de sanidade
que pairam sobre os corpos mutilados - como se fossem sínteses de mais um
dia
perdido!
Maneiras imperfeitas de resumir a
cálida medida,
sentenças épicas que monologam de forma estranha,
trechos e vitrines - opacos, confesso!
Elos,
respostas,
medidas,
segredos pálidos,
impressões que
ficam em minh'alma.
As delicadas
mordaças,
os contornos ortodoxos,
os hinos que não podem decifrar a parcial conquista. Os olhos teus, hoje nus, são fictícios - ou na melhor das hipóteses fabricam certos monstros (quase sempre dependentes!).
Complexas relações,
inimagináveis formas,
delicadas pesquisas que
desenvolvem um sem par número de resíduos.
Trechos imperfeitos,
lugares distantes,
linhas estéreis que
conduzem este processo.
Longe de considerar
as
mesmas coisas,
o corpo - em evidente desolo - procura algo novo (ou simplesmente passa a construir alicerces mais rijos!).
Estas hipérboles, tão firmes, inda reagem ao menor sinal de culpa!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 22/7/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h55 AM
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Proporções 7/21/2005 8:00 AM
As distantes formas,
as flores mais secas,
os complexos depoimentos que
tocam e verbalizam uma maneira mais
simples, nua, fria.
As expressões mais belas,
os acordos mais voluntáros, os secos
passos que dialogam com o restante do corpo - quiçá, sustento, à procura dos mais fecundos delírios de fé!
As impressões inquietantes,
os domínios secos,
as contundentes e rijas muralhas que caminham e decifram, e monologam com os amaros limites de culpa.
Passo a compreender o sintético minuto
de instabilidade,
passo a desenvolver a estratégia menos complexa,
passo a registrar certas manias - como se fosse necessário erigir rituais para desenvolver ações anteriormente simples!
As caminhadas mais
firmes,
os nomes menos intrusos,
as decadentes posições que vulneram as pacíficas e indiscretas maneiras de sentir o mundo (este projeto violento!).
Consumir os laços que
a
primitiva noite ousou desenvolver,
fabricar as ilusões necessárias
para estabelecer um pequeno e vulnerável limite de fúria,
considerar que os passos amaros inda resistem - ou tentam sentir certas liberdades!
Não mais que
embrionárias
certezas. As
ásperas mudanças, assim consideradas,
inda procuram os reflexos mais
ortodoxos; os pactos ingratos, inda previsíveis, compreendem que
moldar os risos e fabricar certas esperanças não é precisamente sensato.
Os depoimentos, as análises indigestas,
as faces que tocam e desenvolvem as
ígneas formas de amar.
Moldar certos
ensaios,
construir certos semblantes,
cumprir com os relatos doentios.
Os encontros
formidáveis, a necessidade do real (sem sofismas, observo), as
análises mais precisas, íntimas e contundentes mordaças - se necessário, tênue menina!
Não enxergamos a
verdade. Quiçá pela miopia que insiste em nos acompanhar!
É indigesto resgastar certos temores. No entanto, se não há outra escolha, passemos a construir certas muralhas - mais seguras para mantermos afastados certos demônios!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 21/7/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h01 PM
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Pérfidas demonstrações 7/20/2005 7:08 AM
À noite, quando os trechos de insanidade
produzem os seus monstros, a vitória crua, delicada e ao mesmo tempo insone, procura a tola e inesquecível vontade de ferro.
Os gritos quase primitivos,
os limítrofes contornos que a alma oferece, as críveis e debilitadas formas que compreendem os tísicos e imprevisíveis sinais de cólera.
Ferir o rosto enquanto compreendemos as possíveis justificativas,
cauterizar as mudanças de humor enquanto os passos lúdicos ousam ferir a triste e imediata fantasia,
criações e imprevisíveis notícias que
anunciam um sem par número de respostas - estas, confesso, sempre presas ao elementar mito.
Os braços mais fortes,
as complexas e hereditárias respostas,
os nefáveis tormentos que
aguçam as respostas menos previsíveis.
Este embuste que a todos devora,
estas conquistas que suprem certas expectativas,
estes sinais de febre - contusos e ao mesmo tempo intrusos.
Não vejo melhores sensações! Não vejo, a bem dizer da verdade, formas informes. Este
rabisco em busca da poesia, estas condições primárias, estes amaros relatos que tocam e dividem as complexas mudanças (sempre realistas!).
O abismo inevitável,
as relativas farsas,
os críveis minutos de sanidade - presos, decadentes, imprevisíveis!
As mãos em chamas,
as complexas dimensões,
os olhares quase cegos - como se fossem reagir ao menor sinal de fúria (ela, insisto, devoradora!).
Compreensivos sinais,
alicerces nada ortodoxos,
caminhos e pontos em comum - filhos de um sem par número de imperfeições (estas, observo, limítrofes, sandias... irreais!).
A dormente tentativa de titânio,
as algemas que a todos devoram,
as cicatrizes que vulneram e invalidam as distantes formas de amar.
Vou-me embora. A saudade que aperta, o riso tenso, o olhar mais perverso (quase, diria, predador!).
Cárceres, movimentos, incompreensíveis minutos. Os covardes espasmos, distantes, inda resistem. Fora necessário dissuadir certas tentativas!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 20/7/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h10 AM
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Respostas contusas 7/17/2005 11:22 AM
As conversas que
anunciam parte de um
sereno minuto de cólera, as
impressões que
resgatam parte deste relativo estupor,
as delicadas manchas que
cauterizam a vitória ao longo das cruas e decadentes manhãs. São estes os critérios de liberdade que passo a seguir de modo visivelmente
insano? São estas as complexas
mudanças de humor que anunciam um sem par
número de condições primárias?
O primitivo horror,
as sentenças nada
ortodoxas,
os gritos de liberdade que condicionam
as
inexpressivas e delicadas atrações - como se fosse
possível resumir estes sintéticos e
compreensivos discursos.
Nefável poesia,
crível vontade de ferro,
intruso contorno que suporta a forma e o delicado apoio. As limítrifes prisões,
as indelicadas formas informes,
os relativos estertores que
caminham delicadamente - quiçá à procura dos tristes e insuportáveis momentos de felicidade!
Conflitos e
situações, e
voluntárias mudanças - sempre novas (contudo, perversamente cínicas!).
As
intensas novidades,
os
espasmos
voluntários,
os nomes e as febris
caminhadas que
vulneram um mil avos
deste
temperamento difícil.
As nuas curvas,
os estéreis depoimentos,
as insuficientes mordaças que
cauterizam as
vivas e
díspares
poesias.
Momentos,
encontros,
risos,
dias e
pequenas tendas que
tocam a alma
e
comprimem certas inquietações (tão frágeis!).
Os prantos mais
incomuns,
os inconcebíveis
trechos de sanidade,
as pequenas e decadentes mudanças - sempre improváveis.
Não mais. As
imprecisas
fantasias, os olhares
medrosos, as forjas que
confundem as
pequenas e independentes
justificativas.
Nossos específicos
acordos,
nossas intrusas
necessidades,
nossos "momentos" mais
delicados.
Estas inconstantes
poesias,
estes laços nada vivos,
estas fantasias de titânio que
solucionam os mais terríveis
pactos de fidelidade.
A bem da verdade, os curiosos limites de força não são mais do que tísicas e informes tentativas!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 17/7/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h27 PM
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As sensíveis estradas 7/16/2005 11:53 AM
Linhas imperiais,
segredos confusos, laços contusos
que suportam os críticos e infalíveis
momentos de lucidez.
As pequenas
manhãs incólumes,
os desgastados e lúgubres ritos,
as intensas justificativas
que
cauterizam as tristes e
frágeis noites.
Os verbos mais próximos, a
vil ansiedade, os pequenos e potentes
resíduos, os nomes e as
formas informes que
teimam
em
caminhar ao lado dos risos e
das instáveis
poesias - elas, observo, sempre
reclusas (quiçá, confesso,
à procura dos inseguros minutos!).
Os passos
mais incríveis, os veludos nada
ortodoxos, os serenos encontros que
caminham de maneira ímpar.
Às vezes, observo, as
vivas vitrines são feitas
do
delicado material. Às vezes, cru
contorno, as febris e amaras
vontades de titânio ousam
desobedecer os pacíficos e
tênues sinais - como se fossem,
em algum momento, filhos da
angústia e do desprezo!
Pálidas impressões,
inexatas decisões,
cálidos e horrendos pactos que
sugerem parte
deste
suicídio coletivo - sempre em busca
de
algo mais imediato.
A incrível mudança de humor,
os delicados projetos de fúria,
as certezas que
monologam e
decifram, e contém certos
esboços - todos, observo, à procura dos
sintéticos e instáveis discursos.
A visível poesia,
as incompletas frases,
os nomes e as distantes vitrines
opacas que cercam o poeta em eterna
divergência.
Não sou, vê lá, homem em
busca de algo menor. Procuro a diferença, os resumos mas próprios, as
certezas mais complexas, os gritos mais terríveis - como se fosse responder aos mais nobres questionamentos que a vida pode oferecer.
Um delicado ponto em comum,
um considerável insrumento de fúria,
uma delicada atração que responde aos sinais mais heterodoxos. Diferenças. Conquistas humanas, poeta! Libertar-se dos casulos, aproximar-se das estáticas lacunas... conviver.
Talvez fosse prudente rasgar certos esteriótipos e ganhar novos ares. Talvez. Por enquanto, não!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 16/7/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h57 PM
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