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Imerso 7/30/2005 2:38 PM As passagens intensas, as pequenas e irreais linhas, os decadentes monólogos que suprem certos ensaios - todos, confesso, hereditários! As pequenas motivações, os relativos ritos, as pegadas que caem vertiginosamente - como se fossem meninos à procura dos mais significativos minutos de lucidez! Os covardes espasmos, as expressivas dimensões, os lados mais crus que caminham ao lado dos intensos joguetes. A cristalina sensação de loucura, as páginas em branco que pouco a pouco ouso traduzir, as conseqüências mais primitivas. Devo renunciar aos heterodoxos prantos? Os caminhos imperfeitos, as sinceras nostalgias, os covardes amplexos que delicadamente esclarecem certas mudanças - como se fosse possível considerar as mesmas coisas! Nada mais. Uma lágrima que não seca, uma curiosa sensação de loucura, os gritos e as previsíveis sensações que ousam diagnosticar parte deste sintético modelo de culpa. Às vezes, penso, os semblantes mais secos são mais preparados para lidar com os críveis minutos de sanidade. Às vezes, quando os sonhos mais reais pairam sobre as dúvidas mais críticas, os pequenos e delicados joguetes inda esboçam... Projetos sádicos, intensos momentos de dor, curiosas marcas que cauterizam um sem par número de sensações - elas, como passo a observar, intensas (quiçá mais forte que o inexorável monólogo). Um pérfido e restrito joguete, uma força que poucos compreendem, as redes que conspiram de maneira nada previsível. Sínteses últimas, épcoas nuas, riscos e trajetos que esboçam certas mudanças de humor. Não mais. As estradas omissas, os pequenos embustes, as sóbrias tentativas de titânio. Páginas em branco, ações imprevisíveis, constantes delírios. Todos os potentes ombros suficientes não são para cauterizar a nua chaga. Um abismo em branco, um sinal intruso, uma pérfida e delicada justificativa - capaz de ousar. Basta. Parte desta corrente rompeu-se! (Adriano Guia Ferraro, 29, 30/7/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 06h50 PM
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Inda posso falar em resistência? 7/29/2005 5:21 PM Pontos e lúgubres estradas, segredos e impermeáveis justificativas, passos nada ortodoxos. Os signos nada convencionais, as estreitas mordaças, os pálidos acordos que anunciam um sem par número de segredos - estes... presos! Cada tormento nu, cada poesia sem forma, cada trajeto de sanidade que decifra um vasto número de condições - elas, como passo a observar, insustentáveis. Caminhos nada obtusos, sensações imperfeitas, demonstrações de afeto que projetam um pequeno e indecente momento de felicidade. As sujas manias, os joguetes sem força, os poemas e os poetas quase secos - como se fossem, em algum momento, feitos do material mais rijo. O delicado instrumento, os sinais que aos poucos são melhores, as imperfeitas dimensões que cauterizam e vulneram, e dialogam com os possíveis e irrestritos sinais de decadência. Os pacíficos grilhões, as instrumentais farsas, os contusos e disformes momentos de sanidade que condenam certos e ingratos projetos de certeza. Não sou, a bem da verdade, filho da expressiva força. Também não sou filho do inexpressivo abismo. Sou menino - forte, intruso, de vidro! As ações que não posso corroborar, as distâncias que ouso compreender, os díspares sinais de frieza - firmes, evidentemente firmes! À noite, quando os delicados trechos invadem os possíveis e gástricos acordos, a firme e delicada justificativa ousa - na medida do possível - simblizar a queda (sempre homérica!). Os momentos mais incríveis, as díspares condições de titânio, os encontros obtusos que reagem ao menor sinal de fé. Quisera obedecer aos primitivos impulsos. No entanto, não posso. Por ser gregário, confesso, aprendi a ceder certas liberdades, certos direitos denominados naturais. Agora sou, a bem dizer da verdade, filho da estagnação - tão própria, viva... prudente! Os laços perfeitos, as sínteses ineficazes, os delicados pontos. São estas as estradas que restaram! (Adriano Guia Ferraro, 29, 29/7/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h04 PM
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Medidas extremas 7/28/2005 3:02 PM Estes contornos nada ortodoxos, estas semelhanças quase mortas, os pequenos diálogos que exercem certa influência neste corpo decididamente vil. As estreitas ruínas, os comandos nada volúveis, as inexatas simetrias que combinam as melhores estratégias - como se fosse possível demonstrar a curiosa necessidade de amar. Os pontos insones, as hereditárias condições de aço, os lúcidos e decadentes instrumentos de fúria que cauterizam as imprecisas e disformes maneiras. Os comandos intensos, as vivas certezas, os nefáveis impulsos que condicionam os mais intensos relatos de fúria. Quisera a demonstração do cabal afago. Quisera os passos, as certezas, os momentos de sanidade que guiam - de maneira nua - as formas nada previsíveis. Um riso disforme, uma complexa necessidade de titânio, um relativo e decadente projeto de frieza - ela, observo, sempre tão perversa! Cárceres intrusos, ameaças delicadas, pequenas sensações que anunciam um certo projeto de fúria. As normas mais críticas, os expressivos sinais de dor, as gástricas e momentâneas paixões que interferem drasticamente neste ardiloso processo. Um gemido nada ortodoxo, uma condição evidentemente primitiva, um cardíaco ponto de febre que ousou consumir parte deste indecente minuto de certeza. As longínquas e necessárias previsões, os compreensivos instantes de fúria, as delicadas ameaças que justificam... Devo cauterizar a chaga que a todos seduz? Devo anunciar, no todo ou em parte, um mínimo de vontade para petrificar a curiosa e latente forma? Os ritos ortodoxos, as pequenas sombras, a previsível fortaleza que condiciona a tísica e intrusa vulnerabilidade. Novas hipérboles, novos desafios, encontros e certezas, e delicadas projeções que contaminam certos e responsáveis ensaios - como se fosse possível monologar com os trágicos limites de sanidade! Críveis expectativas, delicadas formações, novíssimos pactos. À noite, um vínculo (e nada mais!). (Adriano Guia Ferraro, 29, 28/7/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h05 PM
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Os ensaios que não fiz 7/27/2005 7:43 AM Imprecisões de um dia amaro, resíduos e reflexos mortos, contestações insolúveis. Os pontos mais fortes, as direções mais tolerantes, os gritos e as respostas nada ortodoxas. Um mil avos deste cardíaco projeto de insanidade é firme o suficiente para demonstrar a tola e crível mudança. Os joguetes imprecisos, as patologias imperfeitas, os distantes movimentos que cauterizam as certezas de um dia ainda mais vil. Os limites delicados, as curiosas sentenças, os nomes quase impronunciáveis que dialogam com os inseguros momentos de liberdade. Poemas, respostas, condições inequívocas que atraem certos e concretos dizeres. A poesia sem forma, os covardes alicerces de titânio, os minutos nada heterodoxos. Nada de novo. Apenas um grito que escorre sobre o fio da navalha - ela, observo, sem corte! Momentos indecisos, épocas quase cegas, direções que suportam certos ensaios - como se fosse permitido conter a indigesta mudança de humor. Às vezes, serena ninfa, os alicerces montados não são mais do que uma tentativa previsível. Contusos delírios, encontros vulneráveis, segredos e pontos, e circunstâncias que tocam os covardes alicerces - todos, confesso, à procura dos instáveis minutos de felicidade! Basta! As carícias de ferro, intrusas, não mais podem monologar com os instantes de febre. A fácil manhã, os imediatos contornos, as justificativas mortas que desejam - de modo latente - tocar o solo mais áspero. Um crível e intenso joguete, uma força inexpressiva, um critério de liberdade que aproxima a verdade do frágil instrumento de dor. Os covardes aspectos, as distantes mudanças, os olhares frios que ouso denominar vontade. Preso ao indecente movimento. Preso aos incontestáveis desvios. Marcas, máculas, farsas, escolhas, contornos, monólogos abstratos. E agora? Que fazer se as tetativas mais firmes inda resistem? À noite, simbólico limite, um projeto que poucos ousaram definir! (Adriano Guia Ferraro, 29, 27/7/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h03 PM
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Exausto 7/25/2005 6:34 PM Um espasmo nada convencional, uma concreta poesia que toca o limite do inexato, as impressões cruas que estabelecem parte destes críveis sinais de sanidade. A poesia nada convarde, os insultos quase homéricos, as sínteses quase omissas - quiça à procura dos segredos delicados. Um mil avos deste instrumento de fé ousa cauterizar - de modo insano - a tola e previsível ruína. As formas incognoscíveis, os risos mais puros, as impressões mais omissas - sempre devoradoras! Condições inexpressivas, diálogos quase ortodoxos, segredos e cicatrizes que reagem ao menor sinal de fúria. Estes objetivos mortos, estas constantes mordaças, estes limítrofes abismos que suportam os mesmos e delicados resultados - todos, confesso, desejosos por novas empreitadas. As condições irracionais, as pouquíssimas e díspares farsas, os olhares delicados que desenvolvem um sem par número de condições - elas, observo, evidentemente imprevisíveis! Resíduos, muralhas, secretas paixões que derrubam os mais imperfeitos sinais. A curiosa fragilidade, os insondáveis gritos, as poesias que ouso decrifrar. Movimentos, pequenos relatos, fantasias de titânio que ardem ao menor sinal de fúria. Os joguetes hereditários, as urgentes e delicadas impressões, os nomes mais clássicos que golpeiam os rostos mais passionais. Decifrar esta vontade de ferro talvez seja considerar que os possessivos minutos de instabilidade são - de fato - firmes o suficiente para aproximar o medo e a verdade. A condição primária, os elementares segredos, as contusas hastes que devoram cada projeto de insanidade. Um mil avos deste cardíaco limite é fruto de um incomensurável resíduo que ousamos denominar fé. A culpa inusitada, os trajetos impessoais, as laudas que produzem certas alegrias - todas, confesso, momentâneas! As ruas, as estreitas forjas, o latente resumo. Nada mais. Apenas e tão somente um pequeno "delírio" que os outros denominam frieza! (Adriano Guia Ferraro, 29, 25/7/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h36 PM
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Confissões 7/24/2005 12:52 PM Contrastes vivos, encontros nus, segmentos informes, delírios secos, passos lúcidos, elos amaros, segredos incompreensíveis, dizeres tolos, páginas em branco, linhas insustentáveis, caminhos ortodoxos, pesquisas vivas, delicadas projeções, insondáveis minutos, pálidas direções, acordos sem forma, delicadas pesquisas, lábios cetrinos (tão vivos e ao mesmo tempo tão dispersos), considerável tentativa, momentos intensos, gritos hereditários, vitrines e cárceres, e inusitadas proporções que dialogam com os principais atores deste ardiloso processo. Um grito primitivo, imagens, limites, pesquisas cruas, dispersas certezas, complexos abismos, insuportáveis rabiscos que desafiam os possíveis e imperdoáveis sinais de lucidez. Dias e termos, e contornos amaros que dissolvem certas e imprevisíveis tentativas - todas, confesso, presas! Um vazio ortodoxo, uma sandia expressão, um momento que conduz - com maestria - a imprevisível e secreta liberdade. Os olhos nada complexos, as vestes quase concretas, os delicados passos que cauterizam e decifram, e imprimem certas resistências. A nudez necessária, as opressivas noites, os sussurros impróprios que compreendem certos e delicados ensaios - todos, assevero, vítimas do silêncio (este vínculo que a todos devora!). Deixe-me enxergar com clareza as justificativas apresentadas. Deixe-me conduzir, com maviosidade, as estreitas e limitadas ações. O ambiente seco, as contusas expropriações, os laudanosos dizeres - sempre em obtusa posição! Laços e fantasias, e expressivos caminhos - eles, observo, sempre à procura dos insensatos projetos de sanidade. Mínimas considerações, amaras e disformes análises, vivos esboços de fé que demonstram as possíveis e amaras posturas - fruto da cólera (sinal evidentemente mais rijo!). A noite que procuro, os relativos instantes, as incríveis pegadas. Sobre os pálidos esboços, mensagens que inda não compreendo! (Adriano Guia Ferraro, 29, 24/7/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 04h59 PM
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As incertezas que me tocam 7/23/2005 10:19 AM A imperfeita sensação que a todos consome, os laços perfeitos que demonstram certa incongruência, as forças inadmissíveis que consomem os pequenos e delicados vínculos. As fronteiras nuas, os complexos delírios que monologam de forma diversa, as criteriosas mudanças - sempre próximas do cuidadoso sinal de lucidez! Um riso nada puro, uma fantasia de titânio, rabiscos (em azul) que condicionam os cálidos momentos e as previsíveis cruezas. Pactos, pautas, pontos, projetos, insanas muralhas, críticas poesias. As fenomenais estradas, os olhares que se tocam, as dimensões nada ortodoxas. Vamos embora. Abandonar este trajeto frágil talvez seja a melhor das hipóteses. O grito seco, as urgentes poesias, os nomes que compreendem certas projeções - todas, confesso, firmes (evidentemente firmes!). Um minuto nu, uma covarde tentativa, um paradoxal resíduo que cauteriza e fere os imprecisos minutos de urgência. Parar, romper, cauterizar, oprimir, devastar, conversar, monologar, improvisar, construir, sublimar, demonstrar, libertar. Um pálido esboço, um nome proibido, uma forma informe que condiciona e aprisiona as terríveis necessidades (elas, observo, primitivas!). A inocente farsa, os resumos imperiais, as falhas armadilhas que ousam condicionar as estruturas delicadas (vítimas e ao mesmo tempo algozes!). Linhas omissas, finitas projeções, encantos que surpreendem as tímidas e contrastantes figuras. O medo ortodoxo, as pequenas maneiras de amar, os nomes e os impiedosos sinais que comandam certas mudanças de humor - como se fosse preciso, em algum momento, decifrar a estrutral poesia! Deixe-me considerar as mesmas coisas. Deixe-me suportar os vínculos que a todos devora. Um pequeno e ortodoxo limite de fé é escravo, vil, indigesto. Os movimentos, os sinais, as peças que tocam os mais covardes poetas. Um dia, riso nu, esta fronteira inda perecerá. Um dia. Não hoje! (Adriano Guia Ferraro, 29, 23/7/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 02h20 PM
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Laços 7/22/2005 8:52 AM Passos perdidos, estradas complexas, elos e fantasias que dominam as estreitas necessidades primárias. Os alicerces infecundos, as imprecisas mudanças, o nome que carrego ao lado do corpo - como se fosse algo vivo! As inexatas mordaças, os pequenos e distantes caminhos, as forças mais primitivas que comprimem parte dos vivos e insinuantes modelos primários. Às vezes, quando as justificativas mais firmes compreendem a demonstração dos críticos e possíveis limites de fúria, parte deste inexato desejo ousa (de maneira tênue) romper com certos e indigestos modelos. Projetos e farsas, e hereditários segredos que contornam as mais íntimas e potentes farsas. O riso pérfido, as estreitas e indisponíveis maneiras de exprimir o latente ópio, os demonstrativos - quase sempre em constante débito! Simples justificativas, contusos modelos de sanidade, estórias que poduzem certas lembranças - elas... O sentido primário, as estruturas nada convencionais, os trajetos de sanidade que pairam sobre os corpos mutilados - como se fossem sínteses de mais um dia perdido! Maneiras imperfeitas de resumir a cálida medida, sentenças épicas que monologam de forma estranha, trechos e vitrines - opacos, confesso! Elos, respostas, medidas, segredos pálidos, impressões que ficam em minh'alma. As delicadas mordaças, os contornos ortodoxos, os hinos que não podem decifrar a parcial conquista. Os olhos teus, hoje nus, são fictícios - ou na melhor das hipóteses fabricam certos monstros (quase sempre dependentes!). Complexas relações, inimagináveis formas, delicadas pesquisas que desenvolvem um sem par número de resíduos. Trechos imperfeitos, lugares distantes, linhas estéreis que conduzem este processo. Longe de considerar as mesmas coisas, o corpo - em evidente desolo - procura algo novo (ou simplesmente passa a construir alicerces mais rijos!). Estas hipérboles, tão firmes, inda reagem ao menor sinal de culpa! (Adriano Guia Ferraro, 29, 22/7/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h55 AM
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Proporções 7/21/2005 8:00 AM As distantes formas, as flores mais secas, os complexos depoimentos que tocam e verbalizam uma maneira mais simples, nua, fria. As expressões mais belas, os acordos mais voluntáros, os secos passos que dialogam com o restante do corpo - quiçá, sustento, à procura dos mais fecundos delírios de fé! As impressões inquietantes, os domínios secos, as contundentes e rijas muralhas que caminham e decifram, e monologam com os amaros limites de culpa. Passo a compreender o sintético minuto de instabilidade, passo a desenvolver a estratégia menos complexa, passo a registrar certas manias - como se fosse necessário erigir rituais para desenvolver ações anteriormente simples! As caminhadas mais firmes, os nomes menos intrusos, as decadentes posições que vulneram as pacíficas e indiscretas maneiras de sentir o mundo (este projeto violento!). Consumir os laços que a primitiva noite ousou desenvolver, fabricar as ilusões necessárias para estabelecer um pequeno e vulnerável limite de fúria, considerar que os passos amaros inda resistem - ou tentam sentir certas liberdades! Não mais que embrionárias certezas. As ásperas mudanças, assim consideradas, inda procuram os reflexos mais ortodoxos; os pactos ingratos, inda previsíveis, compreendem que moldar os risos e fabricar certas esperanças não é precisamente sensato. Os depoimentos, as análises indigestas, as faces que tocam e desenvolvem as ígneas formas de amar. Moldar certos ensaios, construir certos semblantes, cumprir com os relatos doentios. Os encontros formidáveis, a necessidade do real (sem sofismas, observo), as análises mais precisas, íntimas e contundentes mordaças - se necessário, tênue menina! Não enxergamos a verdade. Quiçá pela miopia que insiste em nos acompanhar! É indigesto resgastar certos temores. No entanto, se não há outra escolha, passemos a construir certas muralhas - mais seguras para mantermos afastados certos demônios! (Adriano Guia Ferraro, 29, 21/7/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h01 PM
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Pérfidas demonstrações 7/20/2005 7:08 AM À noite, quando os trechos de insanidade produzem os seus monstros, a vitória crua, delicada e ao mesmo tempo insone, procura a tola e inesquecível vontade de ferro. Os gritos quase primitivos, os limítrofes contornos que a alma oferece, as críveis e debilitadas formas que compreendem os tísicos e imprevisíveis sinais de cólera. Ferir o rosto enquanto compreendemos as possíveis justificativas, cauterizar as mudanças de humor enquanto os passos lúdicos ousam ferir a triste e imediata fantasia, criações e imprevisíveis notícias que anunciam um sem par número de respostas - estas, confesso, sempre presas ao elementar mito. Os braços mais fortes, as complexas e hereditárias respostas, os nefáveis tormentos que aguçam as respostas menos previsíveis. Este embuste que a todos devora, estas conquistas que suprem certas expectativas, estes sinais de febre - contusos e ao mesmo tempo intrusos. Não vejo melhores sensações! Não vejo, a bem dizer da verdade, formas informes. Este rabisco em busca da poesia, estas condições primárias, estes amaros relatos que tocam e dividem as complexas mudanças (sempre realistas!). O abismo inevitável, as relativas farsas, os críveis minutos de sanidade - presos, decadentes, imprevisíveis! As mãos em chamas, as complexas dimensões, os olhares quase cegos - como se fossem reagir ao menor sinal de fúria (ela, insisto, devoradora!). Compreensivos sinais, alicerces nada ortodoxos, caminhos e pontos em comum - filhos de um sem par número de imperfeições (estas, observo, limítrofes, sandias... irreais!). A dormente tentativa de titânio, as algemas que a todos devoram, as cicatrizes que vulneram e invalidam as distantes formas de amar. Vou-me embora. A saudade que aperta, o riso tenso, o olhar mais perverso (quase, diria, predador!). Cárceres, movimentos, incompreensíveis minutos. Os covardes espasmos, distantes, inda resistem. Fora necessário dissuadir certas tentativas! (Adriano Guia Ferraro, 29, 20/7/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h10 AM
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Respostas contusas 7/17/2005 11:22 AM As conversas que anunciam parte de um sereno minuto de cólera, as impressões que resgatam parte deste relativo estupor, as delicadas manchas que cauterizam a vitória ao longo das cruas e decadentes manhãs. São estes os critérios de liberdade que passo a seguir de modo visivelmente insano? São estas as complexas mudanças de humor que anunciam um sem par número de condições primárias? O primitivo horror, as sentenças nada ortodoxas, os gritos de liberdade que condicionam as inexpressivas e delicadas atrações - como se fosse possível resumir estes sintéticos e compreensivos discursos. Nefável poesia, crível vontade de ferro, intruso contorno que suporta a forma e o delicado apoio. As limítrifes prisões, as indelicadas formas informes, os relativos estertores que caminham delicadamente - quiçá à procura dos tristes e insuportáveis momentos de felicidade! Conflitos e situações, e voluntárias mudanças - sempre novas (contudo, perversamente cínicas!). As intensas novidades, os espasmos voluntários, os nomes e as febris caminhadas que vulneram um mil avos deste temperamento difícil. As nuas curvas, os estéreis depoimentos, as insuficientes mordaças que cauterizam as vivas e díspares poesias. Momentos, encontros, risos, dias e pequenas tendas que tocam a alma e comprimem certas inquietações (tão frágeis!). Os prantos mais incomuns, os inconcebíveis trechos de sanidade, as pequenas e decadentes mudanças - sempre improváveis. Não mais. As imprecisas fantasias, os olhares medrosos, as forjas que confundem as pequenas e independentes justificativas. Nossos específicos acordos, nossas intrusas necessidades, nossos "momentos" mais delicados. Estas inconstantes poesias, estes laços nada vivos, estas fantasias de titânio que solucionam os mais terríveis pactos de fidelidade. A bem da verdade, os curiosos limites de força não são mais do que tísicas e informes tentativas! (Adriano Guia Ferraro, 29, 17/7/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h27 PM
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As sensíveis estradas 7/16/2005 11:53 AM Linhas imperiais, segredos confusos, laços contusos que suportam os críticos e infalíveis momentos de lucidez. As pequenas manhãs incólumes, os desgastados e lúgubres ritos, as intensas justificativas que cauterizam as tristes e frágeis noites. Os verbos mais próximos, a vil ansiedade, os pequenos e potentes resíduos, os nomes e as formas informes que teimam em caminhar ao lado dos risos e das instáveis poesias - elas, observo, sempre reclusas (quiçá, confesso, à procura dos inseguros minutos!). Os passos mais incríveis, os veludos nada ortodoxos, os serenos encontros que caminham de maneira ímpar. Às vezes, observo, as vivas vitrines são feitas do delicado material. Às vezes, cru contorno, as febris e amaras vontades de titânio ousam desobedecer os pacíficos e tênues sinais - como se fossem, em algum momento, filhos da angústia e do desprezo! Pálidas impressões, inexatas decisões, cálidos e horrendos pactos que sugerem parte deste suicídio coletivo - sempre em busca de algo mais imediato. A incrível mudança de humor, os delicados projetos de fúria, as certezas que monologam e decifram, e contém certos esboços - todos, observo, à procura dos sintéticos e instáveis discursos. A visível poesia, as incompletas frases, os nomes e as distantes vitrines opacas que cercam o poeta em eterna divergência. Não sou, vê lá, homem em busca de algo menor. Procuro a diferença, os resumos mas próprios, as certezas mais complexas, os gritos mais terríveis - como se fosse responder aos mais nobres questionamentos que a vida pode oferecer. Um delicado ponto em comum, um considerável insrumento de fúria, uma delicada atração que responde aos sinais mais heterodoxos. Diferenças. Conquistas humanas, poeta! Libertar-se dos casulos, aproximar-se das estáticas lacunas... conviver. Talvez fosse prudente rasgar certos esteriótipos e ganhar novos ares. Talvez. Por enquanto, não! (Adriano Guia Ferraro, 29, 16/7/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h57 PM
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