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"Adriano-Poesia"
 


Olhe as estradas 8/15/2005 10:56 AM
Lúcida luz que liga e toca, e caminha, e fabrica, e tenciona, e compreende a estrutura tola do amor.
Os pontos informes,
as caminhadas mais densas,
os complexos delírios
que
desenvolvem um sem par
número de expressões - elas, observo,
sempre mais firmes.
Os encontros permissivos,
as hipérboles cruas, os pequenos e
falhos projetos
de
fúria
que
cauterizam os pequenos e
insignificantes
momentos de
frieza. A urgência dos
limítrofes
contornos,
as asperezas mais ígneas,
os nefáveis e ortodoxos
pontos
que
ousam
consumir parte
deste
crítico critério
crível.
Os mesmos
acordos, as hereditárias
farsas,
os dizeres que entorpecem as
caminhadas
mais
ásperas - presas, confesso, à estrita e disforme
criação!
Os sonhos que
inda não são complexos,
as expressivas demonstrações de
afago que traduzem certas lembranças,
os
incontestáveis
jogos que desafiam
a
humana
criatividade.
E agora, nu ensaio? Que
fazer se as
certezas tocam e
cauterizam o poeta
em
evidente
mutação?
Não enxergo, observo,
sinais e sínteses, e tristes
sombras que ainda vulneram
partes
nada ortodoxas.
A vitória cinza,
os rubros espasmos,
o verde-vivo que
condena e aproxima o poeta
dos mais hereditários minutos
de
estabilidade.
Causa-me certo estertor
consumir, aos dias nada precisos, um
grito que inda não veio. Causa-me
certa dúvida conduzir o
crítico
esboço e tolerar certas
imagens. O aço que a todos
corta,
os embustes que violam certas e
estáticas lacunas, fissuras que
não podem
considerar os mesmos
horrores.
Quisera projetar um pequeno
e débil
silêncio. Ninguém responde. Talvez esta tentatia tenha caído em
desgraça.
Os passos na escadaria,
as intocáveis transformações,
os gemidos - frios - que
anunciam os mais
sensacionais discursos - como se precisasse, em determinado momento, deste relato que a seletos grupos pertencem.
Um riso,
uma urgente mensagem, uma folha em branco. É preciso recomeçar!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 15/8/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h01 PM
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A urgência dos toques teus 8/14/2005 12:47 PM
Deixe-me tocar os simbolismos dos gestos, deixe-me, a bem da verdade, compreender as justificativas
mais tênues - ou simplesmente as estruturas que animam o poeta e tocam, de um modo ou de outro, as precisas e delicadas formas de amar!
O riso que não veio,
as impressões que animam minha'alma,
os pequenos contrastes - filhos
de
um pequeno modelo de conduta!
Esta fortaleza sem forma,
estes alicerces que devoram o poeta,
as tentativas - incomuns - de dignosticar as mais
insanas mudanças humor (como
se dependesse, a bem dizer da verdade,
dos tênues significados que o amor, este
sentimento nu, traduz!).
As rosas vermelhas,
brancas,
azuis,
negras,
amarelas...
intensas.
Esta triste
mágica que devora
o peito, estes
abismos que devoram o menino inda
em estado imaturo, estes
conflitos
vulneráveis que
admiram as mais potentes
hipérboles que os gestos
podem desenvolver.
Um terço desta
letárgica tentativa é
feita do
material mais rude. O outro terço
pertence à expressiva
necessidade de
amar - como se dependesse única e
exclusivamente deste tórrido
impulso.
A parte final deste
terço
nada revela. Há sombras,
mundos diferentes, contusões
que
o
corpo inda
não ousou perceber - quiçá por medo!
Brindar às confusas
manhãs, silenciar
os
caminhos mais
íntimos, desenvolver
os pequenos paradoxos - como
se
pudesse mudar a natureza das
coisas!
Cada sensação, nua menina, fabricada;
cada morada, sem significado;
cada resíduo, sem fonte.
Canso-me de
estabilizar o corpo. Não me canso de
compreender que as tentativas
são apenas dizeres.
O vazio que condiciona
a matéria potente,
os embustes que silenciam as
mesmas
páginas,
os encontros
com o heterodoxo - como
se
dependesse desta certeza
para viver!
É complexo decifrar
as
tristes e informais
noites? É comum
administrar as dores
dos outros?
Passam os gritos, nascem as
criações, perdemos os vínculos. Não vejo saída!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 14/8/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 04h52 PM
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Experiências 8/12/2005 7:09 AM
Um simples detalhe que escapa
aos olhos, as expressivas
mudanças de humor que contaminam a tola e indecente notícia, o céu - delicadamente púrpura!
As demonstrações de afeto, hoje
mais visíveis, caminham ao
lado dos terríveis sinais. Eles,
sempre
heterodoxos, compreendem que
amar - este prefácio que a
todos devora - talvez seja
necessário. Afinal, os possíveis e
intensos
relatos de fúria inda
pertencem ao tímido
menino. Separar-se do que
poderia ser uma justificativa, potente
justificativa, não encontra fundamento na razão - este alicerce
seco, crítico, provavelmente fabricado por algum pensador de alma
mais seca!
Somos dois. Homem e mulher à procura dos
instantes (ou, quiçá, à procura dos mais duradouros afagos - sempre tão críveis [mas nunca experimentados em toda a sua totalidade!].).
Nossas páginas em branco
fantasiam, nossos íntimos sinais
pulverizam
os incrédulos músculos, nossas
pálidas informações
cauterizam - de maneira
intensa - os mesmos elos. Ah! A ortodoxia! Sempre pujante, cínica,
alheia aos fatos
que perturbam a fronte
do vate.
Delírios e ações sem
forma,
ígneos
projetos de sanidade
que tocam as mesmas necessidades
de
ferro, nus... Os possíveis gemidos, as tentativas lúgubres,
as
escadas que devoram os pés - como
se
fosse possível (ou até
mesmo compreensível)
diagnosticar certas
vitórias.
Este
alicerce é intruso. Causa-me,
como observo, um sem
par número de
chagas - chegando, inclusive, a
demonstrar, em certos momentos, alegre
crueldade!
Os visíveis
acordos,
as mãos trêmulas, os
pequenos e
indecentes
diálogos que cauterizam
as
sínteses tão arduamente
construídas.
Um mesmo prefácio, uma
sintética paixão, um
vazio.
Causa-me certa estranheza
contornar as
ações que não me
pertencem. Contudo, somos assim. Enxergamos, no outro, a necessidade primitiva do sucesso - este grito nada ortodoxo!
Não podemos devorar o tênue fio da vida. Sejamos prudentes!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 12/8/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h11 AM
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As fendas de um dia amargo 8/11/2005 11:25 AM
Pequenas e necessárias poesias,
intensos relatos de febre que
caminham ao lado das ortodoxas
maneiras de amar, risos e decadentes projetos de insanidade que tocam os vivos e imaturos projetos de
cólera.
As impressões de um dia
vil,
os covardes
estertores, as delicadas sentenças - decididamente lúcidas!
Quisera o limítrofe
acordo, quisera as fáceis demonstrações de ferro, quisera o doce ósculo - firme, ígneo... potente!
As expressivas e
contundentes necessidades de titânio,
as hereditárias formas de aço,
os contusos e delicados projetos - sempre críveis.
Mínimas forças, confissões indigestas,
linhas e fáceis elos que tocam e caminham, e desenvolvem certos
paradoxos - eles, observo, intrusos.
Covardia sem par,
anestésico tolo,
complexos delírios que invadem e
descrevem as imprecisas necessidades - elas, a bem da verdade, mais firmes!
Imprecisos dizeres, lúgubres joguetes,
ações que timidamente erigem
partes que não tocam os devidos alicerces de fé.
As introdutórias
fantasias, as delicadas atrações, os nomes comuns que vulneram - no todo ou em parte - um mil avos deste cálido estupor!
Vou-me embora. Devo buscar novos rumos, novas tentativas - elas, como passo a observar, sempre mutáveis!
Os gemidos imprecisos,
as imparciais demonstrações,
os contusos e sedentários minutos de
sanidade - presos à obtusa síntese!
Os pactos mais firmes,
os nomes nada ortodoxos,
as felinas e imparciais conquistas
que delicadamente demonstram afeto - pelo menos em algum lúcido momento!
O rio que passa,
as espumas que flutuam,
as nefáveis justificativas - sempre tímidas!
Dias incomuns,
constantes dizeres,
instáveis caminhos que
tocam as asperezas habituais.
Os intrusos tormentos,
as secretas paixões,
os horizontes - cada vez mais secos!
Não há mais
espaço sobre a mesa. Nela, observo, há papéis, laços simétricos e um pequeno delírio que a todos seduz.
Que fazer, então? Ignorar, no todo ou em parte, a primeira hora!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 11/8/2205, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h29 PM
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Pontos em comum 8/10/2005 11:57 AM
Cada gesto intenso, cada muralha perfeita,
cada joguete que toca e compreende
o delicado minuto de
sanidade.
As estradas simétricas, os
comuns pactos de liberdade,
as vitrines que
solucionam parte
deste
amaro
mistério.
Quisera compreender a exata
dimensão dos
tolos e
imparciais significados. Quisera, no todo ou em parte,
vulnerar a viva e inefável
poesia.
Os risos fáceis, as
mudanças de humor,
os incríveis projetos de
certeza que contribuem para
um pequeno avanço.
Que é isso, afinal? Um voluntário e impreciso segredo.
Ela projeta o frágil grito e traduz - com veemência - as estruturais e impactantes notícias; ela, viva, é o significado que eu, menino/poeta, sempre procurei. Não há,
confesso, equívoco. Há, de fato,
sinuosas passagens,
jogos de sedução, confissões que tão-somente ficam guardadas para si - como se ousássemos revelar, em determinado momento, segredos (ou medos - delicadamente primitivos!).
É complexo obedecer aos jogos teus. É complexo inaugurar mais
um dia e
resolver para si as tentativas deste
secreto projeto de
felicidade. Melhor assim.
Sondar os gestos,
expressar mínimas carícias, "fabricar" pequenas e vivas ilusões - como se os olhos teus não
reagissem ao menor dos impactos!
Épocas distantes,
dias e instáveis medidas,
opressivos sinais que selam os lábios - por enquanto!
Precisamos de mais
tempo. Precisamos de um dia - ele, louco o sucificiente para realmente imprimir os laços deste símbolo que toca e emociona o poeta!
Vivo para a vida. Vivemos um para o outro? Não podemos saber, a bem da verdade.
Pertencemo-nos? Até que ponto?
O discurso, cativante, prende-me à mais bela mulher. Os gestos,
imperiais, exercem certa influência.
As díspares situações, os passos tão serenos, os momentos que alimentam o
vate - este menino que inda acredita nas expressões do intenso amor!
São estes os diálogos travados, observo. Resta saber: tocamos os alicerces das mesmas sensações?
(Adriano Guia Ferraro, 29, 10/8/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 04h06 PM
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Retorno 8/9/2005 9:18 AM
Paira sobre o corpo do poeta a
expressão sem forma. Os ritos
nus, as estradas mais belas, as esquinas e os contornos, e as justificativas - sempre à procura dos intrusos limites de fúria!
As caminhadas quase
cegas, as estruturas quase
distantes, os nomes e as possíveis
mudanças de humor - como se
os olhos meus, de tão tímidos, pudessem desenvolver um terço desta
síntese quase nua!
As asperezas intensas,
os nomes impróprios,
as
cálidas e irreais medidas - vivas, intensamente vivas!
Os pequenos símbolos que a noite ortodoxa traz, os gritos de socorro
que esboçam um sem par
número de tentativas,
as fixas e hereditárias
estradas - sempre firmes!
Quisera encontrar
a
possessiva e inexata
fronteira. Quisera também
ouvir um gemido. Silêncio. O
corpo, agora intruso, é forma
delicada, impressão,
síntese que aos
poucos contribui para
a delicada farsa.
Segredos
íntimos,
pequenas mordaças,
longínquos e estreitos minutos - sempre
dispersos pelo nu solo!
Um ensaio limitado,
uma pesquisa quase cega, um
trecho de sanidade que cauteriza a
crível e imediata formação.
Os olhos largos, as
estradas profundas,
os nomes e as fantasias de titânio que
vulneram parte destes
critérios que aos poucos passo
a
adotar.
Medidas insanas,
incertas conquistas,
resíduos
sandios que
ousam considerar
certas e possíveis
estradas - aquelas que inda me consomem!
Os nomes perversos,
os ensaios que inda não fiz,
as secretas paixões que
cauterizam o vate - sempre à procura dos estáticos e poderosos
minutos de culpa!
Os cárceres
híbridos,
os segredos nada convencionais,
as imutáveis
e dispersas
manhãs - como se fosse
possível considerar parte deste
inquieto e previsível estado de letargia.
Nuanças, sínteses,
elos e recompensas
tristes.
Os pálidos sinais,
as inocentes passagens, os indevassáveis e
concretos espasmos - decididamente impróprios!
Sobre as cínicas impressões, um resumo, uma força que a todos vulnera!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 09/8/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 01h19 PM
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Épocas 8/8/2005 12:45 PM
A impressão que toca o riso teu, as
pequenas manifestações de sanidade,
os laços e as estradas, e os amaros limites de fúria que compreendem as possíveis e informes justificativas.
Sensações improváveis,
segredos tolos,
linhas e intensos limites de febre
que ousam anunciar um pequeno e degradante sinal de fé.
As estruturas que caem,
os limítrofes passos,
as lúcidas poesias - sempre em estado quase vegetativo!
Simétricas passagens,
encontros selvagens,
longínquos fatores que
interferem nos mais cínicos projetos de
força.
As peças de titânio,
os encontros nada criativos,
as dimensões que verbalizam certas palavras - como se fosse possível
diagnosticar parte
deste
ingrato minuto de perda!
Complexos dias,
mínimas interferências,
segredos e súplicas que tocam
as mesmas
mensagens de dor.
O nefável
amor,
as estáticas e pérfidas
mudanças,
os contornos que
cauterizam as insolentes
mordaças.
Pontos, reflexos,
inocentes peças que
monologam de maneira parcialmente crua - como se os ombros meus, em eterna transformação, inda tivessem
coragem para
resolver as querelas que insistem em
aparecer.
A imagem seca,
as intrusas palavras,
as ofensas e as despedidas - sempre
tão mutáveis!
Quisera
cauterizar os pactos. Quisera, também,
instrumentalizar as delicadas
e
previsíveis
sínteses.
Os acordos mais
fáceis,
as impensáveis
mudanças de humor,
os nítidos contornos
que anunciam um sem par
número
de
criações - resultado, penso, das
etéreas batalhas!
As manhãs em constante
movimento,
os horizontes que
cauterizam o poeta,
as sentenças que
anunciam a verdadeira hipótese.
Nossos
paradoxos mais ímpares,
nossas
expressivas caminhadas,
nossos
incontestáveis minutos de sanidade - hereditários, passo a considerar!
Íntimas ações,
complexos e delicados trechos de
verdade,
conclusões acertadas - presas à obtusa maneira de amar!
Sobre a tísica mudança, um gesto que não compreendo!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 08/8/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 04h51 PM
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Pequenos intervalos 8/6/2005 7:31 AM
Eu vi o riso morto. Éramos
senhores da guerra. Fabricávamos, cada um à sua maneira, um sem par número de inquietações - elas, sempre perversas, ousaram traduzir, no todo ou em parte, um pequeno e delicado minuto de sanidade (como se bastasse desenvolver parte deste sereno prelúdio de fúria!).
As mesmas sensações que cauterizam os vivos ensaios, as delicadas atrações que vulneram os cálidos momentos de angústia, as passagens
mais firmes - como
se
fosse
possível caminhar e
tocar - de maneira primitiva - as instantâneas maneiras de amar.
O grito que não veio,
as díspares justificativas,
os espasmos mais
fortes - filhos do
noturno minuto e da
crua e limítrofe vontade
de
ferro!
Mais do que
um simples prólogo, confesso.
Mais do que
uma cardíaca tentativa. O
vil esboço
de
fúria,
as
condições nada ortodoxas,
as necessidades
de
titânio que vulneram
parte
de
um mesmo projeto de fé. Diga-me se
é certo cauterizar velhas chagas e responder aos mais heteredoxos pontos. Diga-me se é possível construir uma
viva fortaleza
e
consumir parte deste sedentário minuto de saudade.
As mãos que se perdem,
os abismos convencionais,
as carícias que verbalizam parte
deste
crítico e indecente
sigilo.
Manchas escuras,
ásperas justificativas,
mínimas referências que anunciam
um ígneo momento de febre.
As complexas e vulneráveis
ações, os olhares que se tocam,
as manchas que inda podem considerar as tristes e dispersas ações - como se os gestos teus inda pudessem sobreviver ao menor dos toques.
Não somos ásperos. Somos
pequenos. Cada qual ousou
desenvolver, a bem dizer da
verdade, a crua e livre tentativa
de vulgarizar o
silêncio. Ele, predador,
minimamente cauteriza a vida. Ele,
algoz, particpa e consome os restos que inda podem livremente pulsar.
Limitados,
amaros,
únicas proporções que
delicadamene projetam sensações.
Armas brancas,
sentenças impronunciáveis,
linha vital.
Preciso dos gestos teus!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 06/8/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h32 AM
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Quando recomeçar? 8/4/2005 11:06 AM
Às vezes, quando os tristes
minutos de certeza
desenvolvem um sem par
número de sensações, o corpo - nu - inda
ousa erigir (de maneira tímida) os pérfidos e sinuosos
momentos de
felicidade.
As concretas paixões, os abismos
incomuns,
as estreitas e covardes sensações
que cauterizam as possíveis
e
instáveis maneiras de amar.
Os problemas mais firmes,
as antíteses mais vivas, os
sinuosos trajetos de sanidade que
caminham de um modo mais livre.
Devo compreender as antagônicas forças
e
responder aos mais
simples critérios de
frieza?
As ásperas e noturnas
passagens, as carícias dos notórios amantes,
as
inexatas fantasias que traduzem um mil avos
deste
cálido
minuto de
dor.
Vou-me embora. Os olhos, intrusos,
são íntimos (precisamente
opacos!).
A vida sem cor,
os nomes sem vínculo,
as hereditárias e confusas
notícias que
cauterizam os corpos
inda em erupção.
Devo considerar
as vulneráveis
sínteses? Devo diagnosticar as
intensas necessidades
de
titânio e precariamente
concluir que os
joguetes que inda pulsam são as
firmes e tímidas conquistas?
Os impróprios semblantes,
as frontes pesadas,
as
delicadas homenagens que
verbalizam um terço das
críticas e informes
palavras.
Não há melhores
conquistas. Não há, também,
um fixo propósito.
As inocentes
e dispersas
justificativas,
as potentes e indecifráveis
ações, os
nefáveis critérios - sempre
lúcidos!
Apenas o riso ortodoxo. Passo
a
considerar que o mundo, agora, é
repleto de cores - tão vivas que
chegam a cegar
os olhos. Eu, menino que sempre aprendeu a ver o mundo em preto e branco,
passo a sentir algo maior - como se fosse
possível demonstrar, através das palavras, que a reciprocidade finalmente chegou.
As dimensões
tão raras, as
paredes mais frágeis,
os encontros que
não esboçam melhores
sensações. Até que ponto devo
considerar que os passos meus
são fortes? De fato, passo a considerar que o amor existe!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 04/8/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h09 PM
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Seguiremos? 8/3/2005 6:37 PM
Este riso que às vezes não caminha de maneira densa, os projetos de certeza que condicionam as pérfidas estradas,
as redes,
os discursos,
os pequenos e inexatos
minutos de sensibilidade.
Quisera a viva tez,
os anseios de titânio,
os momentos mais secos - como se fosse fácil!
Íntimos segredos, contusas armações,
delicadas formas de amar que caminham de maneira nada vulgar.
Os elos incríveis,
as palavras secas,
os dizeres que cauterizam parte
deste insuficiente símbolo de fé.
As mais ígneas
fantasias,
os mais decididos
ensaios,
os nefáveis anseios que
conversam de um modo mais
próprio - como se os ombros do poeta fossem caindo vertiginosamente!
Estes
alicerces
de
aço,
estas confirmações irreais,
estes lúcidos encontros que
tocam as certezas dos mais
ríspidos sinais de misericórdia.
Perdera a sanidade, confesso. Amar as estruturais semelhanças talvez não seja
possível. Elas, por serem vivas e intensas, fitam-me simetricamente. Cativam, é fato!
As sensações
nada
ortodoxas, os hipotéticos
sons,
as limítrofes
orações que
suportam cada fragmento.
Um mil avos deste
instável limite é forte
o
suficiente para
construir as
delicadas
páginas. Não posso agir por
impulso agora. Não posso
fabricar o menor
minuto de insanidade. Deixemos o tempo agir. Deixemos as
estruturas em paz. Este
jogo,
este
confuso momento,
estas estreitas e insondáveis
mudanças.
Amar o
sujeito do amor é raro, confesso. Assim como também é raro sentir a
recíproca - tão áspera!
Situações
diferentes,
conflitos nada frágeis,
segredos que por enquanto não podem
ser
anunciados.
O silêncio que imprime
o vivo gesto,
as caminhadas mais firmes,
os nomes que inda irão se
encontrar.
Páginas em branco,
elos e
afáveis
demonstrações,
complexos
gemidos - filhos da
íntima mudança de postura.
Novos termos,
novas mudanças,
novos alicerces.
Estaremos
preparados? Deixemos que
os críticos minutos falem por si.
(Adriano Guia Ferraro, 29, 03/8/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h41 PM
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Instabilidade 8/2/2005 2:01 PM
As decisões nada tênues, os conflitos
que insistem em aparecer, as janelas abertas - quiçá à espera dos desejos mais fortes!
Um minuto de sanidade
suficiente não é para
domar o espírito
vil. Um minuto. E nada mais. Esta
é a medida que sempre ousei traduzir.
Um pequeno acordo,
um desfecho ímpar,
uma condição primitiva que
enxerga a beleza como se fosse
primária. Sejamos francos: nada de
belo pode ser erigido. Somos lobos, decadentes, à procura dos passos ásperos, das condições inseguras,
dos limites que o canto ousou
exprimir.
Linhas e fracos esboços, e
imprecisas muralhas que conduzem o melhor dos gestos.
Nada
posso enxergar. As conquistas,
os algozes presos, as
hereditárias e enfermas
decisões, os
laços - sempre tão vazios!
Devo compreender a insustentável
crueza? Devo consumir os pactos que até o momento serviram para desvendar este sinuoso projeto de culpa?
A vida nua,
os contusos e delicados delírios,
as externas projeções que
conduzem as imprecisas e delicadas
maneiras de enxergar o belo - este alicerce parcialmente destruído!
Precisamos de algo. Algo frágil, incrível - à luz das mais modernas teorias (sempre dispostas a mudar o mundo!).
Eternos debates,
propostas curiosas,
épocas e serenos esboços que
desenvolvem um sem par número de condições - todas, confesso,
favoráveis ao espetáculo!
Limitar o fardo,
criar expectativas perversas,
soldar os mesmos argumentos - como se não mais pudessem ser proferidos!
Adeus. Estas pequenas e urgentes
dimensões, curiosas e ao mesmo tempo indigestas, suportam os previsíveis
ensaios.
A medida assimétrica,
os estratagemas sem forma,
as vegetativas passagens que
condicionam os tímidos relatos de
fúria.
Devo partir? As intensas certezas,
os nomes mais firmes,
as possíveis manchas - contusas, menina!
Partir. Argumentar. Ruir. Palavras, condições para um melhor diálogo, joguetes (e nada mais!).
De fato, parte deste instante inda não acabou!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 02/8/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h03 AM
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Resíduos 8/1/2005 11:29 AM
Elos estreitos,
demonstrações previsíveis,
estratagemas que condicionam
as
mais edificantes posições. O ferro
que a
todos
incomoda, os grilhões que anulam certas
inquietações,
projetos e
criações nada previsíveis. A humana
saudade,
os ritos mais firmes,
os covardes abismos que
cauterizam e verbalizam certas e concretas ações - como se fosse fácil erigir as mesmas tentativas!
Laudanosos arcabouços,
situações nada possíveis,
estratégias que
cauterizam os mais insanos projetos de
culpa.
A complexa sensação,
os olhares amaros,
os risos que não mais estabelecem os contatos necessários.
Quisera, bem sei, desenvolver um
pequeno - mas rijo - instrumento de corte. A carne que sangra,
as presas que rangem,
os limites de sanidade
que atordoam os menos preparados. Cá estou. Entre a delicada frieza e a débil síntese. As
antíteses impróprias, as
marcas que cauterizam os sólidos
ombros, os intrusos joguetes.
Ruína. Esta é a
vulnerável sensação que
intensifica os
limites nunca antes sonhados?
Quisera estabelecer um sem par número de criações. Quisera o afago - assim como as precárias condições que restaram!
Mínimas
imperfeições,
notunros segredos que consomem as
hipérboles mais doces.
Ácidos espelhos,
súplicas distantes,
fictícios projetos que
oprimem os distantes prólogos.
Reações nuas,
momentos ínfimos,
aspereza bruta - sempre fiel!
Serei menino para sempe? Serei fruto deste imperfeito sinal que cauteriza e ousa vulgarizar a estreita e presente necessidade de titânio?
Deixe-me aqui. Preciso de tempo!
Os ombros caídos,
as
prudentes demonstrações,
os complexos e ortodoxos sinais que identificam o menor dos
impulsos.
Pautas,
desfechos,
risos e
fáceis impressões que
monologam de maneira
única.
É preciso
decidir: que mais há além deste complexo protótipo?
Minutos e formas, e conflitantes
expressões que
anulam as
restritas e
imprudentes
farsas.
É noite. Preciso descansar!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 01º/8/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h32 PM
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