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Olhe as estradas 8/15/2005 10:56 AM Lúcida luz que liga e toca, e caminha, e fabrica, e tenciona, e compreende a estrutura tola do amor. Os pontos informes, as caminhadas mais densas, os complexos delírios que desenvolvem um sem par número de expressões - elas, observo, sempre mais firmes. Os encontros permissivos, as hipérboles cruas, os pequenos e falhos projetos de fúria que cauterizam os pequenos e insignificantes momentos de frieza. A urgência dos limítrofes contornos, as asperezas mais ígneas, os nefáveis e ortodoxos pontos que ousam consumir parte deste crítico critério crível. Os mesmos acordos, as hereditárias farsas, os dizeres que entorpecem as caminhadas mais ásperas - presas, confesso, à estrita e disforme criação! Os sonhos que inda não são complexos, as expressivas demonstrações de afago que traduzem certas lembranças, os incontestáveis jogos que desafiam a humana criatividade. E agora, nu ensaio? Que fazer se as certezas tocam e cauterizam o poeta em evidente mutação? Não enxergo, observo, sinais e sínteses, e tristes sombras que ainda vulneram partes nada ortodoxas. A vitória cinza, os rubros espasmos, o verde-vivo que condena e aproxima o poeta dos mais hereditários minutos de estabilidade. Causa-me certo estertor consumir, aos dias nada precisos, um grito que inda não veio. Causa-me certa dúvida conduzir o crítico esboço e tolerar certas imagens. O aço que a todos corta, os embustes que violam certas e estáticas lacunas, fissuras que não podem considerar os mesmos horrores. Quisera projetar um pequeno e débil silêncio. Ninguém responde. Talvez esta tentatia tenha caído em desgraça. Os passos na escadaria, as intocáveis transformações, os gemidos - frios - que anunciam os mais sensacionais discursos - como se precisasse, em determinado momento, deste relato que a seletos grupos pertencem. Um riso, uma urgente mensagem, uma folha em branco. É preciso recomeçar! (Adriano Guia Ferraro, 29, 15/8/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h01 PM
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A urgência dos toques teus 8/14/2005 12:47 PM Deixe-me tocar os simbolismos dos gestos, deixe-me, a bem da verdade, compreender as justificativas mais tênues - ou simplesmente as estruturas que animam o poeta e tocam, de um modo ou de outro, as precisas e delicadas formas de amar! O riso que não veio, as impressões que animam minha'alma, os pequenos contrastes - filhos de um pequeno modelo de conduta! Esta fortaleza sem forma, estes alicerces que devoram o poeta, as tentativas - incomuns - de dignosticar as mais insanas mudanças humor (como se dependesse, a bem dizer da verdade, dos tênues significados que o amor, este sentimento nu, traduz!). As rosas vermelhas, brancas, azuis, negras, amarelas... intensas. Esta triste mágica que devora o peito, estes abismos que devoram o menino inda em estado imaturo, estes conflitos vulneráveis que admiram as mais potentes hipérboles que os gestos podem desenvolver. Um terço desta letárgica tentativa é feita do material mais rude. O outro terço pertence à expressiva necessidade de amar - como se dependesse única e exclusivamente deste tórrido impulso. A parte final deste terço nada revela. Há sombras, mundos diferentes, contusões que o corpo inda não ousou perceber - quiçá por medo! Brindar às confusas manhãs, silenciar os caminhos mais íntimos, desenvolver os pequenos paradoxos - como se pudesse mudar a natureza das coisas! Cada sensação, nua menina, fabricada; cada morada, sem significado; cada resíduo, sem fonte. Canso-me de estabilizar o corpo. Não me canso de compreender que as tentativas são apenas dizeres. O vazio que condiciona a matéria potente, os embustes que silenciam as mesmas páginas, os encontros com o heterodoxo - como se dependesse desta certeza para viver! É complexo decifrar as tristes e informais noites? É comum administrar as dores dos outros? Passam os gritos, nascem as criações, perdemos os vínculos. Não vejo saída! (Adriano Guia Ferraro, 29, 14/8/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 04h52 PM
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Experiências 8/12/2005 7:09 AM Um simples detalhe que escapa aos olhos, as expressivas mudanças de humor que contaminam a tola e indecente notícia, o céu - delicadamente púrpura! As demonstrações de afeto, hoje mais visíveis, caminham ao lado dos terríveis sinais. Eles, sempre heterodoxos, compreendem que amar - este prefácio que a todos devora - talvez seja necessário. Afinal, os possíveis e intensos relatos de fúria inda pertencem ao tímido menino. Separar-se do que poderia ser uma justificativa, potente justificativa, não encontra fundamento na razão - este alicerce seco, crítico, provavelmente fabricado por algum pensador de alma mais seca! Somos dois. Homem e mulher à procura dos instantes (ou, quiçá, à procura dos mais duradouros afagos - sempre tão críveis [mas nunca experimentados em toda a sua totalidade!].). Nossas páginas em branco fantasiam, nossos íntimos sinais pulverizam os incrédulos músculos, nossas pálidas informações cauterizam - de maneira intensa - os mesmos elos. Ah! A ortodoxia! Sempre pujante, cínica, alheia aos fatos que perturbam a fronte do vate. Delírios e ações sem forma, ígneos projetos de sanidade que tocam as mesmas necessidades de ferro, nus... Os possíveis gemidos, as tentativas lúgubres, as escadas que devoram os pés - como se fosse possível (ou até mesmo compreensível) diagnosticar certas vitórias. Este alicerce é intruso. Causa-me, como observo, um sem par número de chagas - chegando, inclusive, a demonstrar, em certos momentos, alegre crueldade! Os visíveis acordos, as mãos trêmulas, os pequenos e indecentes diálogos que cauterizam as sínteses tão arduamente construídas. Um mesmo prefácio, uma sintética paixão, um vazio. Causa-me certa estranheza contornar as ações que não me pertencem. Contudo, somos assim. Enxergamos, no outro, a necessidade primitiva do sucesso - este grito nada ortodoxo! Não podemos devorar o tênue fio da vida. Sejamos prudentes! (Adriano Guia Ferraro, 29, 12/8/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h11 AM
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As fendas de um dia amargo 8/11/2005 11:25 AM Pequenas e necessárias poesias, intensos relatos de febre que caminham ao lado das ortodoxas maneiras de amar, risos e decadentes projetos de insanidade que tocam os vivos e imaturos projetos de cólera. As impressões de um dia vil, os covardes estertores, as delicadas sentenças - decididamente lúcidas! Quisera o limítrofe acordo, quisera as fáceis demonstrações de ferro, quisera o doce ósculo - firme, ígneo... potente! As expressivas e contundentes necessidades de titânio, as hereditárias formas de aço, os contusos e delicados projetos - sempre críveis. Mínimas forças, confissões indigestas, linhas e fáceis elos que tocam e caminham, e desenvolvem certos paradoxos - eles, observo, intrusos. Covardia sem par, anestésico tolo, complexos delírios que invadem e descrevem as imprecisas necessidades - elas, a bem da verdade, mais firmes! Imprecisos dizeres, lúgubres joguetes, ações que timidamente erigem partes que não tocam os devidos alicerces de fé. As introdutórias fantasias, as delicadas atrações, os nomes comuns que vulneram - no todo ou em parte - um mil avos deste cálido estupor! Vou-me embora. Devo buscar novos rumos, novas tentativas - elas, como passo a observar, sempre mutáveis! Os gemidos imprecisos, as imparciais demonstrações, os contusos e sedentários minutos de sanidade - presos à obtusa síntese! Os pactos mais firmes, os nomes nada ortodoxos, as felinas e imparciais conquistas que delicadamente demonstram afeto - pelo menos em algum lúcido momento! O rio que passa, as espumas que flutuam, as nefáveis justificativas - sempre tímidas! Dias incomuns, constantes dizeres, instáveis caminhos que tocam as asperezas habituais. Os intrusos tormentos, as secretas paixões, os horizontes - cada vez mais secos! Não há mais espaço sobre a mesa. Nela, observo, há papéis, laços simétricos e um pequeno delírio que a todos seduz. Que fazer, então? Ignorar, no todo ou em parte, a primeira hora! (Adriano Guia Ferraro, 29, 11/8/2205, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h29 PM
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Pontos em comum 8/10/2005 11:57 AM Cada gesto intenso, cada muralha perfeita, cada joguete que toca e compreende o delicado minuto de sanidade. As estradas simétricas, os comuns pactos de liberdade, as vitrines que solucionam parte deste amaro mistério. Quisera compreender a exata dimensão dos tolos e imparciais significados. Quisera, no todo ou em parte, vulnerar a viva e inefável poesia. Os risos fáceis, as mudanças de humor, os incríveis projetos de certeza que contribuem para um pequeno avanço. Que é isso, afinal? Um voluntário e impreciso segredo. Ela projeta o frágil grito e traduz - com veemência - as estruturais e impactantes notícias; ela, viva, é o significado que eu, menino/poeta, sempre procurei. Não há, confesso, equívoco. Há, de fato, sinuosas passagens, jogos de sedução, confissões que tão-somente ficam guardadas para si - como se ousássemos revelar, em determinado momento, segredos (ou medos - delicadamente primitivos!). É complexo obedecer aos jogos teus. É complexo inaugurar mais um dia e resolver para si as tentativas deste secreto projeto de felicidade. Melhor assim. Sondar os gestos, expressar mínimas carícias, "fabricar" pequenas e vivas ilusões - como se os olhos teus não reagissem ao menor dos impactos! Épocas distantes, dias e instáveis medidas, opressivos sinais que selam os lábios - por enquanto! Precisamos de mais tempo. Precisamos de um dia - ele, louco o sucificiente para realmente imprimir os laços deste símbolo que toca e emociona o poeta! Vivo para a vida. Vivemos um para o outro? Não podemos saber, a bem da verdade. Pertencemo-nos? Até que ponto? O discurso, cativante, prende-me à mais bela mulher. Os gestos, imperiais, exercem certa influência. As díspares situações, os passos tão serenos, os momentos que alimentam o vate - este menino que inda acredita nas expressões do intenso amor! São estes os diálogos travados, observo. Resta saber: tocamos os alicerces das mesmas sensações? (Adriano Guia Ferraro, 29, 10/8/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 04h06 PM
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Retorno 8/9/2005 9:18 AM Paira sobre o corpo do poeta a expressão sem forma. Os ritos nus, as estradas mais belas, as esquinas e os contornos, e as justificativas - sempre à procura dos intrusos limites de fúria! As caminhadas quase cegas, as estruturas quase distantes, os nomes e as possíveis mudanças de humor - como se os olhos meus, de tão tímidos, pudessem desenvolver um terço desta síntese quase nua! As asperezas intensas, os nomes impróprios, as cálidas e irreais medidas - vivas, intensamente vivas! Os pequenos símbolos que a noite ortodoxa traz, os gritos de socorro que esboçam um sem par número de tentativas, as fixas e hereditárias estradas - sempre firmes! Quisera encontrar a possessiva e inexata fronteira. Quisera também ouvir um gemido. Silêncio. O corpo, agora intruso, é forma delicada, impressão, síntese que aos poucos contribui para a delicada farsa. Segredos íntimos, pequenas mordaças, longínquos e estreitos minutos - sempre dispersos pelo nu solo! Um ensaio limitado, uma pesquisa quase cega, um trecho de sanidade que cauteriza a crível e imediata formação. Os olhos largos, as estradas profundas, os nomes e as fantasias de titânio que vulneram parte destes critérios que aos poucos passo a adotar. Medidas insanas, incertas conquistas, resíduos sandios que ousam considerar certas e possíveis estradas - aquelas que inda me consomem! Os nomes perversos, os ensaios que inda não fiz, as secretas paixões que cauterizam o vate - sempre à procura dos estáticos e poderosos minutos de culpa! Os cárceres híbridos, os segredos nada convencionais, as imutáveis e dispersas manhãs - como se fosse possível considerar parte deste inquieto e previsível estado de letargia. Nuanças, sínteses, elos e recompensas tristes. Os pálidos sinais, as inocentes passagens, os indevassáveis e concretos espasmos - decididamente impróprios! Sobre as cínicas impressões, um resumo, uma força que a todos vulnera! (Adriano Guia Ferraro, 29, 09/8/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 01h19 PM
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Épocas 8/8/2005 12:45 PM A impressão que toca o riso teu, as pequenas manifestações de sanidade, os laços e as estradas, e os amaros limites de fúria que compreendem as possíveis e informes justificativas. Sensações improváveis, segredos tolos, linhas e intensos limites de febre que ousam anunciar um pequeno e degradante sinal de fé. As estruturas que caem, os limítrofes passos, as lúcidas poesias - sempre em estado quase vegetativo! Simétricas passagens, encontros selvagens, longínquos fatores que interferem nos mais cínicos projetos de força. As peças de titânio, os encontros nada criativos, as dimensões que verbalizam certas palavras - como se fosse possível diagnosticar parte deste ingrato minuto de perda! Complexos dias, mínimas interferências, segredos e súplicas que tocam as mesmas mensagens de dor. O nefável amor, as estáticas e pérfidas mudanças, os contornos que cauterizam as insolentes mordaças. Pontos, reflexos, inocentes peças que monologam de maneira parcialmente crua - como se os ombros meus, em eterna transformação, inda tivessem coragem para resolver as querelas que insistem em aparecer. A imagem seca, as intrusas palavras, as ofensas e as despedidas - sempre tão mutáveis! Quisera cauterizar os pactos. Quisera, também, instrumentalizar as delicadas e previsíveis sínteses. Os acordos mais fáceis, as impensáveis mudanças de humor, os nítidos contornos que anunciam um sem par número de criações - resultado, penso, das etéreas batalhas! As manhãs em constante movimento, os horizontes que cauterizam o poeta, as sentenças que anunciam a verdadeira hipótese. Nossos paradoxos mais ímpares, nossas expressivas caminhadas, nossos incontestáveis minutos de sanidade - hereditários, passo a considerar! Íntimas ações, complexos e delicados trechos de verdade, conclusões acertadas - presas à obtusa maneira de amar! Sobre a tísica mudança, um gesto que não compreendo! (Adriano Guia Ferraro, 29, 08/8/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 04h51 PM
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Pequenos intervalos 8/6/2005 7:31 AM Eu vi o riso morto. Éramos senhores da guerra. Fabricávamos, cada um à sua maneira, um sem par número de inquietações - elas, sempre perversas, ousaram traduzir, no todo ou em parte, um pequeno e delicado minuto de sanidade (como se bastasse desenvolver parte deste sereno prelúdio de fúria!). As mesmas sensações que cauterizam os vivos ensaios, as delicadas atrações que vulneram os cálidos momentos de angústia, as passagens mais firmes - como se fosse possível caminhar e tocar - de maneira primitiva - as instantâneas maneiras de amar. O grito que não veio, as díspares justificativas, os espasmos mais fortes - filhos do noturno minuto e da crua e limítrofe vontade de ferro! Mais do que um simples prólogo, confesso. Mais do que uma cardíaca tentativa. O vil esboço de fúria, as condições nada ortodoxas, as necessidades de titânio que vulneram parte de um mesmo projeto de fé. Diga-me se é certo cauterizar velhas chagas e responder aos mais heteredoxos pontos. Diga-me se é possível construir uma viva fortaleza e consumir parte deste sedentário minuto de saudade. As mãos que se perdem, os abismos convencionais, as carícias que verbalizam parte deste crítico e indecente sigilo. Manchas escuras, ásperas justificativas, mínimas referências que anunciam um ígneo momento de febre. As complexas e vulneráveis ações, os olhares que se tocam, as manchas que inda podem considerar as tristes e dispersas ações - como se os gestos teus inda pudessem sobreviver ao menor dos toques. Não somos ásperos. Somos pequenos. Cada qual ousou desenvolver, a bem dizer da verdade, a crua e livre tentativa de vulgarizar o silêncio. Ele, predador, minimamente cauteriza a vida. Ele, algoz, particpa e consome os restos que inda podem livremente pulsar. Limitados, amaros, únicas proporções que delicadamene projetam sensações. Armas brancas, sentenças impronunciáveis, linha vital. Preciso dos gestos teus! (Adriano Guia Ferraro, 29, 06/8/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h32 AM
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Quando recomeçar? 8/4/2005 11:06 AM Às vezes, quando os tristes minutos de certeza desenvolvem um sem par número de sensações, o corpo - nu - inda ousa erigir (de maneira tímida) os pérfidos e sinuosos momentos de felicidade. As concretas paixões, os abismos incomuns, as estreitas e covardes sensações que cauterizam as possíveis e instáveis maneiras de amar. Os problemas mais firmes, as antíteses mais vivas, os sinuosos trajetos de sanidade que caminham de um modo mais livre. Devo compreender as antagônicas forças e responder aos mais simples critérios de frieza? As ásperas e noturnas passagens, as carícias dos notórios amantes, as inexatas fantasias que traduzem um mil avos deste cálido minuto de dor. Vou-me embora. Os olhos, intrusos, são íntimos (precisamente opacos!). A vida sem cor, os nomes sem vínculo, as hereditárias e confusas notícias que cauterizam os corpos inda em erupção. Devo considerar as vulneráveis sínteses? Devo diagnosticar as intensas necessidades de titânio e precariamente concluir que os joguetes que inda pulsam são as firmes e tímidas conquistas? Os impróprios semblantes, as frontes pesadas, as delicadas homenagens que verbalizam um terço das críticas e informes palavras. Não há melhores conquistas. Não há, também, um fixo propósito. As inocentes e dispersas justificativas, as potentes e indecifráveis ações, os nefáveis critérios - sempre lúcidos! Apenas o riso ortodoxo. Passo a considerar que o mundo, agora, é repleto de cores - tão vivas que chegam a cegar os olhos. Eu, menino que sempre aprendeu a ver o mundo em preto e branco, passo a sentir algo maior - como se fosse possível demonstrar, através das palavras, que a reciprocidade finalmente chegou. As dimensões tão raras, as paredes mais frágeis, os encontros que não esboçam melhores sensações. Até que ponto devo considerar que os passos meus são fortes? De fato, passo a considerar que o amor existe! (Adriano Guia Ferraro, 29, 04/8/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h09 PM
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Seguiremos? 8/3/2005 6:37 PM Este riso que às vezes não caminha de maneira densa, os projetos de certeza que condicionam as pérfidas estradas, as redes, os discursos, os pequenos e inexatos minutos de sensibilidade. Quisera a viva tez, os anseios de titânio, os momentos mais secos - como se fosse fácil! Íntimos segredos, contusas armações, delicadas formas de amar que caminham de maneira nada vulgar. Os elos incríveis, as palavras secas, os dizeres que cauterizam parte deste insuficiente símbolo de fé. As mais ígneas fantasias, os mais decididos ensaios, os nefáveis anseios que conversam de um modo mais próprio - como se os ombros do poeta fossem caindo vertiginosamente! Estes alicerces de aço, estas confirmações irreais, estes lúcidos encontros que tocam as certezas dos mais ríspidos sinais de misericórdia. Perdera a sanidade, confesso. Amar as estruturais semelhanças talvez não seja possível. Elas, por serem vivas e intensas, fitam-me simetricamente. Cativam, é fato! As sensações nada ortodoxas, os hipotéticos sons, as limítrofes orações que suportam cada fragmento. Um mil avos deste instável limite é forte o suficiente para construir as delicadas páginas. Não posso agir por impulso agora. Não posso fabricar o menor minuto de insanidade. Deixemos o tempo agir. Deixemos as estruturas em paz. Este jogo, este confuso momento, estas estreitas e insondáveis mudanças. Amar o sujeito do amor é raro, confesso. Assim como também é raro sentir a recíproca - tão áspera! Situações diferentes, conflitos nada frágeis, segredos que por enquanto não podem ser anunciados. O silêncio que imprime o vivo gesto, as caminhadas mais firmes, os nomes que inda irão se encontrar. Páginas em branco, elos e afáveis demonstrações, complexos gemidos - filhos da íntima mudança de postura. Novos termos, novas mudanças, novos alicerces. Estaremos preparados? Deixemos que os críticos minutos falem por si. (Adriano Guia Ferraro, 29, 03/8/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h41 PM
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Instabilidade 8/2/2005 2:01 PM As decisões nada tênues, os conflitos que insistem em aparecer, as janelas abertas - quiçá à espera dos desejos mais fortes! Um minuto de sanidade suficiente não é para domar o espírito vil. Um minuto. E nada mais. Esta é a medida que sempre ousei traduzir. Um pequeno acordo, um desfecho ímpar, uma condição primitiva que enxerga a beleza como se fosse primária. Sejamos francos: nada de belo pode ser erigido. Somos lobos, decadentes, à procura dos passos ásperos, das condições inseguras, dos limites que o canto ousou exprimir. Linhas e fracos esboços, e imprecisas muralhas que conduzem o melhor dos gestos. Nada posso enxergar. As conquistas, os algozes presos, as hereditárias e enfermas decisões, os laços - sempre tão vazios! Devo compreender a insustentável crueza? Devo consumir os pactos que até o momento serviram para desvendar este sinuoso projeto de culpa? A vida nua, os contusos e delicados delírios, as externas projeções que conduzem as imprecisas e delicadas maneiras de enxergar o belo - este alicerce parcialmente destruído! Precisamos de algo. Algo frágil, incrível - à luz das mais modernas teorias (sempre dispostas a mudar o mundo!). Eternos debates, propostas curiosas, épocas e serenos esboços que desenvolvem um sem par número de condições - todas, confesso, favoráveis ao espetáculo! Limitar o fardo, criar expectativas perversas, soldar os mesmos argumentos - como se não mais pudessem ser proferidos! Adeus. Estas pequenas e urgentes dimensões, curiosas e ao mesmo tempo indigestas, suportam os previsíveis ensaios. A medida assimétrica, os estratagemas sem forma, as vegetativas passagens que condicionam os tímidos relatos de fúria. Devo partir? As intensas certezas, os nomes mais firmes, as possíveis manchas - contusas, menina! Partir. Argumentar. Ruir. Palavras, condições para um melhor diálogo, joguetes (e nada mais!). De fato, parte deste instante inda não acabou! (Adriano Guia Ferraro, 29, 02/8/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h03 AM
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Resíduos 8/1/2005 11:29 AM Elos estreitos, demonstrações previsíveis, estratagemas que condicionam as mais edificantes posições. O ferro que a todos incomoda, os grilhões que anulam certas inquietações, projetos e criações nada previsíveis. A humana saudade, os ritos mais firmes, os covardes abismos que cauterizam e verbalizam certas e concretas ações - como se fosse fácil erigir as mesmas tentativas! Laudanosos arcabouços, situações nada possíveis, estratégias que cauterizam os mais insanos projetos de culpa. A complexa sensação, os olhares amaros, os risos que não mais estabelecem os contatos necessários. Quisera, bem sei, desenvolver um pequeno - mas rijo - instrumento de corte. A carne que sangra, as presas que rangem, os limites de sanidade que atordoam os menos preparados. Cá estou. Entre a delicada frieza e a débil síntese. As antíteses impróprias, as marcas que cauterizam os sólidos ombros, os intrusos joguetes. Ruína. Esta é a vulnerável sensação que intensifica os limites nunca antes sonhados? Quisera estabelecer um sem par número de criações. Quisera o afago - assim como as precárias condições que restaram! Mínimas imperfeições, notunros segredos que consomem as hipérboles mais doces. Ácidos espelhos, súplicas distantes, fictícios projetos que oprimem os distantes prólogos. Reações nuas, momentos ínfimos, aspereza bruta - sempre fiel! Serei menino para sempe? Serei fruto deste imperfeito sinal que cauteriza e ousa vulgarizar a estreita e presente necessidade de titânio? Deixe-me aqui. Preciso de tempo! Os ombros caídos, as prudentes demonstrações, os complexos e ortodoxos sinais que identificam o menor dos impulsos. Pautas, desfechos, risos e fáceis impressões que monologam de maneira única. É preciso decidir: que mais há além deste complexo protótipo? Minutos e formas, e conflitantes expressões que anulam as restritas e imprudentes farsas. É noite. Preciso descansar! (Adriano Guia Ferraro, 29, 01º/8/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h32 PM
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