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Limites de um dia frio 8/31/2005 11:59 AM Instantes primários, complexos segredos, elos e imperfeições que alimentam minh'alma. Os contornos fabricados, as impressões nada contundentes, os presságios que devoram as sínteses destes críticos modelos de conduta. Submeter-se aos mais improváveis delírios, provar das sinuosas respostas, cauterizar a viva e potente crueza - ela, observo, crítica e cheia de lágrimas! Os impessoais tormentos, as nauseantes palavras, os sorrisos que caminham ao lado dos terríveis e simplórios sinais de mutação. Cauterizar a ortodoxa poesia, dignosticar os precisos laços, consumir as inevitáveis transformações - elas, analiso, firmes, primárias... intensas! Os relativos sonhos, as esperançosas manhãs, os contornos obtusos que dialogam de maneira extrema - como se possível fosse desenvolver a sombra do pérfido e decadente medo! Mudanças de postura, condições de aço, falíveis presságios que domam os estados mais alterados. Que posso, nua ninfa, demonstrar? As pequenas algemas, os rastros que não podem ser observados, os olhos - filhos de um sem par número de sensações! Transcrever o que o espírito afirma, desenvolver uma postura covarde, anunciar parte de um mesmo significado. O poeta precisa deste afago sem expressão. O poeta, tênue, inda desenvolve - de maneira primitiva - a insólita e crível vontade de titânio. Os meses intrusos, as sentenças fortes, os contornos que simbolizam paixões e hereditários critérios de liberdade. Aproximo-me das infindáveis horas. Os meses, as condições de tortura, as avalições (decadentes) que produzem o menor dos abismos. Sinto-me intruso (ou simplesmente menino que inda desenvolve um sem par número de estratégias - todas, confesso, à procura de um lugar melhor!). Instantes impiedosos, sinuosos ensaios, modelos de conduta que instrumentalizam as possíveis e distantes poesias. À noite, lúcido esboço, finitos gritos devem bastar! (Adriano Guia Ferraro, 29, 31/8/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 04h01 PM
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Esforços em vão 8/30/2005 7:25 AM A inexatidão dos olhares, as expressivas mudanças de humor, os horizontes - vagos - que caminham ao menor sinal de falência. Esta tentativa de aço, estes estreitos laços de sanidade, estas medidas quase impróprias (condutoras de um sem par número de recursos!). Os olhares pouco amargos, as sínteses que não podem ser sentidas de perto, os contusos e inevitáveis contornos - presos à realidade sórdida, devo considerar! Instrumentais poemas, condições nada potentes, cínicos prelúdios que cauterizam as tolas e improváveis necessidades de ferro. Opressivo sinal, incomum receio, pequenas demonstrações de afeto que vulneram os etéreos e inestimáveis critérios. Estas dimensões ímpares, estes segredos intensos, estas justificativas que monologam de maneira nada produtiva. As estreitas mudanças, os covardes acordos, os lúgubres sinais de misericórdia - provavelmente intrusos! Às vezes, quando os tímidos projetos de cólera tocam as imediatas e circunstanciais poesias, o grito - delicado - inda é, assim posso considerar, tolo o suficiente para demonstrar quais as tristes e enfermas necessidades de aço. Condições que não enxergo, projetos que não podem ser erigidos, cicatrizes e laços nada potentes. Os químicos limites, as incomuns demonstrações, os impiedosos joguetes que cauterizam e vulneram as imediatas e indecentes projeções. Os lúcidos resíduos, as partes que inda sobrevivem, as dispersas provações que delicadamente estendem páginas e sínteses, e cuidadosas mudanças humor - como se possível fosse, a bem dizer da verdade, conter os precisos e extremos sinais de culpa. A dor que cauteriza o vate, as impressões que mutilam minh'alma, as veracidades, tolas, que compreendem os díspares e disformes sinais. Vou-me embora. Talvez devesse sentir as tísicas e cruas mudanças. Talvez. Neste momento, o mais certo é conter esta áspera e inevitável maneira de amar. Certos impulsos não mudam! (Adriano Guia Ferraro, 29, 30/8/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h29 AM
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Que imediatismo resta? 8/27/2005 9:17 AM Ligações intensas, minutos crítricos, sinais e evidências que caminham de maneira incongruente. Passos heterodoxos, mínimas medidas, pequenos sinais de lucidez que compreendem as justificativas dos plausíveis sentimentos. A chama que a todos devora, os horizontes que monologam de modo potente, as veracidades - críticas - que projetam um sem par número de críveis distúrbios. Passos incompletos, silêncio nu, contínuos e estreitos laços que viabilizam os potentes e indecentes minutos de sanidade - ela, observo, herdeira de um sem par número de asperezas (e nada mais!). Pactos fortes, disformes ações, completos e secretos projetos que guiam (ou ousam guiar) as estruturas que um dia pertenceram ao cínico tempo. Os modelos de conduta já não podem mais ser econtrados, as lições de fé já não podem mais ser descobertas, os impulsos, primitivos, já não encontram os necessários pontos para viver. Estas urgentes demonstrações, estes significados de aço, estas curiosas e informes maneiras de enxergar o mundo. A miopia que o cerca é deveras contundente, poeta. As limítrofes palavras, crônicas, inda não podem ser reveladas. Os vínculos que ficam, as razões sem razão, os lúcidos argumentos que cauterizam as piedosas e distantes tentativas - como se fosse comum argumentar de maneira contrária! Passos e estáticos sinais de lucidez, e sombras que invadem os corpos mais sensíveis. Novas relações febris, novos paradoxos construídos, novas certezas que ameaçam as estruturais sentenças - todas, analiso, frias o suficiente para despir certos e hereditários trajetos de misericórdia! Preciso partir. Talvez em direção ao vazio (este ambiente nu). Os olhares mais seguros, as mãos mais intrusas, as potentes e díspares caminhadas que sinalizam ao menor sinal de dor. Curar as estreitas palavras, consumir o fel das horas, romper com os grilhões. Certos embustes não cicatrizam! (Adriano Guia Ferraro, 29, 27/8/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 01h18 PM
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Imagens 8/26/2005 2:44 PM Estreitas passagens, linhas assimétricas, pautas e joguetes, e sentenças quase cegas - as mesmas, confesso, que tocam e dialogam com as parciais estruturas de aço! Um vínculo que fica, as nuanças que anunciam as mais intensas farsas, os piedosos modelos de conduta. Causam-me dor, devo confessar. A hipérbole dos dias, as mudanças ígneas, as pequenas e firmes decisões - capazes de amordaçar os inquietantes dias. Apenas um sonho de liberdade. Apenas um grito sórdido que escorre e nada traduz. Segredos imersos, tentativas lúcidas, pequenos e horizontais pecados que descrevem as imorais certezas de itânio! Um lúcido critério de escolha, as sandias palavras de fé, os verticais momentos - próximos ao corpo (este abismo parcialmente destruído!). Enxergar as medidas extremas talvez não seja a melhor das tentivas. Enxergar as cínicas impressões que tocam minh'alma talvez não seja prudente. Colher os pequenos resíduos. Esta chama que arde sobre a pele nua, estes dantescos sinais que atrofiam as tísicas tentativas, estes segredos - tão áridos que mortal algum ousa proferir! Sínteses de um dia ortodoxo, serenas manchas que professam certos embustes, criações que monologam de maneira quase intrusa. Estes ambientes degenerativos, estas impiedosas mudanças de humor, estes horrores que saem ao menor sinal de fúria. É instável o menino! Suas potentes formações, edificadas a partir do profundo isolamento, são incongruentes! As imagens, os sonhos delicados, os incríveis prefácios de cólera que decifram as antíteses que particularmente gosto. Mudanças severas, imperfeitos discursos, lógica quase cega. Descrever os ruídos que ouço, simplificar as estreitas orações, comprimir parte deste mortífero minuto. Um vínculo, uma fortaleza, um áspero desejo - sempre preso à obtusa necessidade de ferro! Complexos tormentos, sinais evidentes, dias amargos. Feche os olhos, nu menino! (Adriano Guia Ferraro, 29, 26/8/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 06h46 PM
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Informes gestos 8/25/2005 8:08 AM A poesia dos momentos mais frágeis, os impulsos que monologam de maneira inexpressiva, os acordos e as certezas que tocam e desenvolvem, e anunciam um minuto de felicidade. Os impulsos nada comuns, as horizontais medidas de falibilidade, os horrores que pairam sobre o céu amaro. Ritos, risos, resíduos, relativos rumores, resenhas que em nada colaboram para os mais elementares sinais de misericórdia. A estreita nudez, os contornos insuficientes, as urgentes necessidades de titânio que alimentam o corpo do poeta - ele, menino inda em franco desenvolvimento! Crises sem forma, carícias prováveis, marcas e estáticas semelhanças que descrevem parte deste sinuoso relfexo de sanidade. A impressão dos olhos teus, a delicada atração, os pontos ortodoxos que consomem e dividem os mesmos sinais de culpa - como se pudesse, em tempo hábil, consumir os pequenos e insuficientes prelúdios de cólera (ela, observo, sempre perversa!). É instável este delicado e passível acordo. Os nomes estruturais, as imorais necessidades de ferro, os corpos que entram em profundo estado de êxtase - como se pudessem, em determinado monento, fingir um mil avos deste afeto que os cercam! Todos os discursos, todos os retores, todas as sombras que devoram o menino em evidente estado de dor. Silêncio. Minhas armadilhas não são mais do que tentativas prováveis! O impulso frágil, as incansáveis mudanças de humor, os sinais e as ásperas formas que tocam e julgam um pequeno recurso. Fora improvido! Estes diálogos insustentáveis, estas ásperas contradições, os nomes que cauterizam e vulneram as estreitas e reacionárias fantasias - elas, intrusas, delicadas... mortais. Causa-me estranheza condenar certos movimentos. Causa-me certa inquietação discorrer acerca destes temores. De fato, nu menino, estes sinais nada mais são do que simples e informes mudanças que o poeta deixou de reconhecer! (Adriano Guia Ferraro, 29, 25/8/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h21 PM
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E agora, menino? 8/24/2005 8:46 AM Um grito que aos poucos começa a ser digerido. Os encontros sinuosos, as expressões mais fáceis, os triunfos que dialogam e preenchem as instáveis barreiras do conhecimento. Sou, vê lá, menino - aprendiz de homem que caminha e desenvolve um sem par número de sensações (todas, confesso, repletas de um cínico e criterioso momento de sanidade!). Às vezes, quando o vivo estupor invade minh'alma, parte desta aspereza sem par ousa - na medida do possível - consumir este letárgico e simétrico sonho. Os ambientes mais secos, as promessas menos estáticas, os movimentos que tocam e decifram, e invadem, e contraem, e declaram ser certos os pequenos erros (ou as hipérboles mais rígidas!). Um golpe na fronte. Dói o corpo. Isto não é relevante. É interessante, penso, sentir este momento, esta pálida e inexata descrição que nós, enquanto meninos, inda não sabemos porquanto nossas tentativas... O fogo que dilata os nus metais, os pequenos intrusos que monologam com os amaros e instáveis jogos, as armadilhas - fruto, confesso, da nua e indecente necessidade de ferro! Vou-me embora. É, poeta. Novamente preso? Talvez fosse melhor não olhar para os lados. Talvez fosse melhor oprimir os sentidos. Talvez, insisto, fosse melhor diagnosticar que o amor, este intenso e nefável segredo, é íntimo o suficiente para exprimir significados. Revelá-los, sob a pretensão - ímpar - de causar novo embaraço... O silêncio. Imediato, algoz, filho da aspereza tão divulgada. Até quando dormir? Até quando desenvolver a forte maneira de amar? Deixemos o tempo agir. É prudente, observo, olhar e não exprimir mais palavras. Apenas o indispensável. Apenas certas verdades que inda tocam os pontos em comum. As ruas e as sombras, e as provações - de titânio - que produzem certos e essenciais temores. Medo de amar? Não. Apenas receio de não poder desenvolver algo mais forte. Ou em palavras outras: não posso dizer quem amo! (Adriano Guia Ferraro, 29, 24/8/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h19 PM
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Não há melhores diálogos 8/23/2005 8:09 AM Instável tormento, delicadas ruas, nus pensamentos que assombram os tênues e medíocres significados. As estradas tão amplas, os joguetes mais inexatos, os serenos sussurros que tocam e invadem, e demonstram pequenos modelos de sanidade. A noite vil, os açoites tristes, os gemidos que anunciam os mais edificantes resultados - todos, confesso, à procura de um abrigo mais racional, sereno... crítico! Pequenos e delicados instrumentos de fúria, notas que enxergam os mesmos e díspares segredos - todos, afirmo, voluntários (até o momento!). Diga-me se as pedras - nuas - podem consumir os estreitos e inválidos movimentos. Diga-me se as sinuosas estradas são feitas do material mais perverso. Diga-me se os ombros teus, hoje mais seguros, podem dialogar sem romper com os tristes momentos que a cólera - tênue - ousou produzir! É ácido este depoimento, confesso. Os encontros, as passagens ingratas, as serenas manifestações de afago que entorpecem as curiosas e limitadas fronteiras. É abstrato o poema? É impreciso o gosto do fel? Brancas nuvens, inconstantes mentiras, sensações que perdem os mais inexpressivos diálogos - como se pudesse, em determinado momento, cauterizar a triste e decadente vontade de titânio! Jogar com os serenos acordos, brindar aos mais impressionantes discursos, cauterizar a chaga que a todos devora. Não vejo, a bem dizer da verdade, sinais evidentes. Não enxergo, como passo a considerar, melhores tentativas. O corpo, hoje prisioneiro, mostrar-se inseguro (amaro o suficiente para expressar a dor dos cálidos e irremediáveis instantes!). Deixe-me silenciar as tímidas e decadentes esquinas. Um vivo e instável prelúdio, uma contínua e disforme poesia, um grito - parcialmente destruído! Certezas ígneas, ásperas manifestações de cólera, pequenos sonhos que delicadamente anunciam um desfecho nada ortodoxo. Somos assim (filhos da instável e angustiante dor!). (Adriano Guia Ferraro, 29, 23/8/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h10 PM
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Contusões 8/16/2005 7:55 AM Brindar aos mais intensos relatos de dor, caminhar em nome dos terríveis segredos, obedecer aos mais simples comandos que a vida nua ousou decifrar. Os caminhos nada ortodoxos, os conteúdos mais impróprios, as retinas cegas que condenam certas análises - como se pudesse, a bem da verdade, demonstrar parte deste inexato afago! Os críticos ensaios, as mesmas e delicadas poesias, as cálidas impressões que tocam e decifrarm, e desenvolvem um pequeno e primário segredo - ele, observo, preso à vontade de titânio! Quisera apenas um movimento suave. Provar o gosto dos gestos instantâneos, consumir as hereditárias pesquisas, subtrair as inocentes e inconsoláveis manhãs - sempre próximas do corpo e d'alma! O pequeno furo, as mesmas sensações que a todos devora, as vivas transformações - infalivelmente disformes! Nada além desta intrusa conversa. Os caminhos intermediários, as amaras condições de loucura, os sistemas que consomem os pérfidos e distantes desejos de incerteza - ela... devoradora de meninos! Um impulso e a noite cega consome o crítico projeto de farsa. As urgentes matérias, as contusas sombras, os nomes insólitos, as ígneas mudanças - nem sempre prováveis! Um nome obtuso, um segredo distante, uma formação que cauteriza e vulnera, e toca um sem par número de prisioneiros - todos, como observo, vivos! As asperezas nada comuns, os delicados instantes de febre, as justificativas mais informes que inda insistem em devorar os tórridos joguetes - firmes, impiedosos, notadamente distantes! Perdera o vínculo. As estradas, hoje mais preparadas para lidar com certos temores, conduzem este processo com a habitual sanidade. O único intruso, filho do ácido minuto, sou eu - portador de inúmeros desejos (todos, insisto, presos neste frasco parcialmente destruído!). A impressão inotordoxa, os relativos instantes de fúria, as complexas e concretas tardes que traduzem um gesto frio. À noite, os espasmos inda resistem! (Adriano Guia Ferraro, 16/8/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h58 AM
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