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Um dia sem sentido 9/10/2005 8:47 AM Simples notícias, elos e palavras, e comuns encontros que devoram parte destes sintéticos sinais de mudança. Os prováveis contornos sem forma, as imprudentes notícias, as veracidades que caminham e decifram, e conquistam um sem par número de acordos - todos, confesso, presos à áspera técnica. Quisera, bem sei, os estáveis minutos de sanidade. Quisera, também, um mil avos deste íntimo projeto de certeza. As ações irreais, os pequenos e amaros discursos, as possessivas maneiras de consumir os simplórios desfechos - eles, observo, secos o suficiente para domar este limítrofe espírito! As manhãs intrusas, os pequenos momentos, as direções que cauterizam o peito nu. Sensatas passagens, épocas distantes, nuas maneiras de enxergar os possíveis e incrédulos minutos de certeza - ela, observo, mãe de todos os erros! Ásperos termos, lúcidas tentativas, formas informes que tecem um fácil ensaio - como se fosse possível brindar ao lúcido e intenso projeto de fúria! Asperezas sem par, diálogos quase cegos, trechos que caminham sobre os pálidos e indigestos segredos. Novos estágios, pérfidas caminhadas, sensações que minimizam um crítico e decadente sinal de culpa (ou de instabilidade, passo assim a considerar!). Conversas nuas, seqüências inevitáveis, distúrbios que invadem e consomem parte deste crível momento de aspereza. A seca mudança, os insones relatos, as prováveis e discutíveis mordaças - sempre próximas do augusto fel. Linhas estreitas, incompletos dizeres, mínimos recados que ultrapassam parte deste sandio momento. Quisera, bem sei, compreender os tristes e sensíveis minutos de poesia. As sombras, as nefáveis tentativas, os olhares que calam os poemas - como se fosse possível erigir certos e ásperos movimentos. Certos vestígios, posso assim considerar, inda assombram o menino. Paremos por aqui. Precisamos descansar, instável forma! (Adriano Guia Ferraro, 29, 10/9/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h51 PM
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Possível queda 9/9/2005 11:40 AM Os espasmos que o corpo encontra não são mais fortes do que as tênues e incertas maneiras de amar. Os pequenos delírios, as amaras mudanças de humor, as ofensas - parciais, confesso. Mínimos elos, cardíacas formas, intensos relatos de fibra que cauterizam e demostram certas e incrédulas paixões. Este sol intenso, estes pequenos prólogos, as urgentes preces que cercam os impiedosos sinais de misericórdia. Apenas as inocentes tentativas. Os gestos, presos aos mais hereditários caminhos de fúria, devoram os concretos embustes - ou, talvez, as sensações que inda tocam o poeta em evidente depressão. Noites incrédulas, possibilidades irrestritas, tentativas ínfimas que compreendem os possíveis e inesquecíveis momentos de dor. É amargo este delicado preâmbulo. Os químicos sinais, ou as terminais mudanças, tocam e consomem, e devoram, e justificam, e descrevem os mais importantes minutos - como se pudesse cercar parte deste instável momento de lucidez! Apenas um inevitável movimento (quiçá descendente de um sem par número de associções que a mente humana ousou perversamente fabricar!). Sinais e sensações, e pálidas... Os verbos, contusos, inda tocam e decifram os mais etéreos minutos de instabilidade. A crueza, ímpar, é apenas parte deste sedentário minuto. Os gestos informes, as histéricas demonstrações de força, os horizontais discursos que escorrem da maneira mais superficial - como se bastasse controlar parte de um espaço denominado virtual! Os olhares íntimos, as palavras mais secas, os serenos manifestos - filhos de uma herança provavelmente crítica! Os ambientes sepulcros, as manifestações que desconheço, as inexatas mordaças (tão comuns quanto as mais simples palavras). Preso. Estes complexos alicerces, estas ásperas tentativas, estes críticos dizeres que suprem, ou ousam suprir, os mais elementares debates. É tarde, nu menino. Regresse, por favor! (Adriano Guia Ferraro, 29, 09/9/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h41 PM
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Inexatas proporções 9/8/2005 8:02 AM Os laços impiedosos que cercam os tórridos momentos, as esculturas que aos poucos começam a desenvolver um sem par número de manifestações, as asperezas - sempre intrusas! Este corpo quase morto, estes sinais que aos poucos demonstram certa ansiedade, as conquistas que tocam e decifram, e movimentam, e invadem, e cercam, e vulneram, e minimizam certas tentativas - elas, confesso, decadentes! Apenas um relato de fúria que aos poucos pode ser sentido. A imagem, o desespero quase nu, as estradas de ferro que tocam e dialogam com as possessivas maneiras de entender os possíveis gritos de liberdade. Enxergar as delicadas tentativas, compreender os inocentes vínculos, acompanhar as tolas e infindáveis mudanças de humor - como se fosse necessário cauterizar a urgente maneira de monologar com o amor! Os trajetos que não enxergo, as cruas paixões de titânio, os olhares que, cegos, inda exercem influência sobre a matéria nitidamente cínica. As prováveis manifestações, os curiosos aspectos da dor, as inenarráveis fantasias - sempre tão obtusas! Quisera apenas este provável contorno. Os olhares que se cruzam, as medidas que me decifram, os potentes rastros, as noites... Apenas o fel das limítrofes horas. Os passos pesados, as indecentes notícias, as terminais justificativas - senhoras, confesso, dos mais horríveis minutos! É noite. A sombra do falso problema, dividida de maneira informe, inda produz certos monstros - na ânsia de compreender quais minutos restaram! Estes laços incomuns, estas ígneas forjas, os amaros diálogos (sintéticos, concluo!). Um vínculo nada proporcional, uma vitrine seca, um contuso e inocente minuto de liberdade. Certos demôninos, presos, nada confessam. Os olhos que se perdem, as análises imperfeitas, os contrastes que pouco a pouco devoram-me. Basta. Estes sinais, latentes, anunciam - de modo ímpar - a crua abiose! (Adriano Guia Ferraro, 29, 08/9/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h07 PM
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Sobre as firmes mudanças 9/7/2005 7:32 AM Um vestígio, uma forma fácil, um caminho que transforma a crua e indecente poesia em algo mágico - quiçá, sustento, parte de um ambiente vivo, repleto de mudanças que o poeta, em estado letárgico, ousou (pela vez primeira) provar! As constantes demonstrações de fúria, os elementares gestos, os impiedosos limites que cauterizam e tocam, e vulneram, e ofendem, e demonstram, e monologam - na tentativa, nua tentativa!, de romper com o ortodoxo (este projeto que aos pouco seca!). Não mais. Apenas um símbolo seco, amaro, distante, disforme, intruso, comum, delicado, pérfido... Os complexos e rijos depoimentos, as asperezas que demonstram certas conquistas, os elementares depoimentos que cegam e transformam os possíveis e ímpares segredos. A crua demonstração de afeto, os indecentes minutos de poesia, as circunstâncias que dilaceram os imperdoáveis sinais - eles, observo, sempre tão confusos! É frágil suportar certas teratologias. É amargo consumir parte deste incrédulo momento. Os pequenos sinais, as indigestas justificativas, os horários que tocam e imprimem, e justificam as mais etéreas manifestações de angústia. Perco-me. Não há, penso, melhores sinais. Os apelos, platônicos, são feitos de diversos materiais. Estes, de tão amaros, inda resistem - ou tentam, confesso, dissimular. As imperfeições improváveis, os comandos que dialogam, as insones maneiras de cercar o poema - como se aqui fosse possível construir as vivas e perfeitas demonstrações de afeto! Perco-me. As direções, intrusas, não são mais do que cínicas maneiras de observar o mundo - este ambiente sem forma definida! Pequenos instrumentos, críticas mudanças, instáveis e delicados minutos que ousam construir, aos dias heterodoxos, parte de um triste sinal de sanidade. A condição primária, o díspar projeto, as noites vivas. Sobre o peito nu, conversas que inda traduzem certos ensaios! (Adriano Guia Ferraro, 29, 07/9/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h37 AM
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Sem definição 9/6/2005 8:17 AM Os pequenos tratados acerca da nua forma de amar, os estranhos caminhos que o corpo percorre, as sedentas tentativas - como se fosse preciso proclamar certas e doentias mudanças! Os ásperos trechos de sanidade, as contusas farsas, os longínquos delírios que tocam e vulneram, e golpeiam parte deste sinuoso manifesto de cólera. As estratégias que pelo nu solo ficaram, as dantescas mordaças, os empíricos rituais que traduzem certa hesitação - em nome, observo, dos fáceis e corpóreos limites de fuga! As tentativas que moldam o corpo em decadente posição, as simétricas provações que rompem com os vivos dizeres, as instáveis e incompreensíveis algemas - sempre secas, amaras, distintas (por assim dizer!). Nada de mais, posso afirmar. O riso sarcástico, as pedras que tocam a matéria, os gestos - mais lentos - que suportam, até determinado momento, os mais inexpressivos debates - como se preciso fosse dialogar (ou mesmo trilhar, com certo sucesso, o consenso!). Hipérboles incomuns, trechos insustentáveis, lições de um dia amaro que cauterizam e verbalizam certas e indecentes projeções. Os fardos incomuns, as distantes sensações que tocam o menino em frontal desespero, as alegrias que decifram as potentes e químicas vontades. Estes paradoxos, estes sensíveis apelos, estas horizontais desculpas que provavelmente seguem o abstrato - este resíduo nada comum! Concretos alicerces, rijos monólogos, fantasias e fantasmas, e condições nada próprias. As inquietantes fronteiras, as opiniões sofísticas, os grilhões que tocam e suportam um mil avos deste cínico grito. Seremos heróis? O corpo, delicadamente projetado, poderá consumir o que de nobre existe? Não há melhores tentativas para descrever este lastimável impulso. Não há, também, melhores notícias. Se alvissareiras são, desconheço. Um pequeno instrumento cortante, um gemido que a todos incomoda, a ruína... Aqui não há coerência! (Adriano Guia Ferraro, 29, 06/9/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h21 PM
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Mínimas conversas 9/5/2005 8:47 AM Estes pequenos limites sem formas, estas manhãs que caem ao menor sinal de desespero, as pálidas e urgentes formas de amar. Quisera apenas um riso falho, uma farsa crua, um químico relato de febre - firme, assim observo! Os contornos nada prováveis, as tentativas quase cegas, os elos e as respostas, e os pequenos sinais que representam os mais ásperos delírios. O pequeno ponto sem par, as urgentes mudanças de humor, os olhares que tocam os cernes dos mais tênues abismos - como se possível fosse consumir esta amara tentativa de aço! Pérfidos e delicados encontros, justificativas nada convencionais, instáveis palavras que cauterizam certos e imprecisos discursos - todos, observo, à procura dos tímidos e insustentáveis dizeres! Os nomes mais incomuns, as ações nada parciais, os serenos e as vivas formas que tomam o lugar dos indecentes gritos. A firme caminhada, os obtusos relatos, as contusas e dispersas manhãs - fáceis, limítrofes, cardíacas! Perco-me, a bem dizer. Os relativos passos, as inocentes mordaças, os sinuosos relatos que consomem parte deste amaro sinal de poesia. Cada joguete inortodoxo, cada projeção de ferro, cada elemento que consagra a beleza dos instáveis minutos de responsabilidade. Apenas um delicado alicerce. Apenas uma firme e intencional medida. Os mínimos esboços de loucura, as firmes e perversas tentativas, as antíteses, nuas, que consagram parte deste crível momento de liberdade. Um vínculo impiedoso, uma farsa que devora o poeta, um mil avos deste relativo estertor que supre e desenvolve um sem par número de condições - todas, confesso, reféns deste cínico depoimento! A invasão nada comum, os expressivos contornos, as maneiras mais sensíveis de perceber o erro. Pefídia crua, segredos quase secos, sinais e ásperos gemidos, e contusos e incertos versos. A vitrine, opaca, é apenas um sinal de que a angústia inda sobrevive! (Adriano Guia Ferraro, 29, 05/9/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h48 PM
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Instáveis dizeres 9/4/2005 11:12 AM A impressão nua, os estáticos caminhos, as sensações que monologam ao menor sinal de cura. As estradas, os desejos, as sínteses de um dia evidentemente amaro. Estas lembranças sem forma, estes contornos quase tolos, estas estratégias nada comuns. É fato: o grito, delicado, é herença, falha, de um fácil e ígneo resíduo. Os delírios que tocam o poeta, as estáveis e necessárias projeções, os discursos que piedosamente constroem parte destes simétricos projetos de fúria - ela, observo, sempre devoradora! Condições expressivas, delicadas nuanças, elos e espontâneos contornos, e díspares provações - amaras, assim enxergo! Esta miopia intrusa, estes cárceres que tocam os mais elementares segredos, estas vivas e informes palavras que descrevem certas condutas - quase sempre tipificadas! Um mil avos deste sinuoso desejo aproxima-se da delicada e funcional forma. Os olhares de titânio, os contornos nada convencionais, as elementares mordaças que condicionam os específicos desejos - eles, primitivos, inda insistem em separar parte destes cardíacos sinais que somente o nu menino ousou observar! São estas as hereditárias cicatrizes? São estes os pequenos movimentos que a nua alma observa? As imparciais maneiras de analisar o novo, as estruturais condições, os embustes que selam os lábios dos menos preparados - filhos, quiçá, da urgência e da paciente demonstração de fé! Pedaços informes, condições imprecisas, laços que desenvolvem um sem par número de ações (elas, assim observo, inconfessáveis!). Que sensações são estas? Que limites podem ser traçados? Os enlaces lúcidos, as limítrofes passagens, os vestígios que tocam e decifram, e monologam, e compreendem certas e incomuns mudanças. Pequenos instrumentos cortantes, relativos ensaios que a noite ousou desenvolver, mínimas manifestações. O corpo que precisa do afago, as preces que minimizam certos delírios, precoces limites intrusos. A bem dizer, nua menina, estes contornos nada professam! (Adriano Guia Ferraro, 29, 04/9/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h16 PM
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Que diálogos restam? 9/3/2005 8:31 AM Os contornos insanos, as asperezas imediatas, as justificativas mais firmes - capazes, penso, de conduzir a um resultado mais hábil (diria áspero!). Mínimas paixões, elos distantes, complexos acordos que envolvem as mais íntimas maneiras de amar. Os passos, os embustes, as cicatrizes nuas - capazes de cauterizar a tola e informe vontade de titânio! Os contundentes sinais de misericórdia, as paixões de um dia amaro, as ofensas e os potentes delírios - sempre, confesso, à procura dos sinuosos projetos de sanidade! A impressão que mutila minh'alma, os encontros amaros que em nada contribuem, as preces - sempre mais favoráveis! Contusos instrumentos, elos e sensações, e instáveis projeções, e cínicas e mediatas paixões que tocam os mais ásperos momentos de lucidez. A cura sem nome, os inflexíveis temores, as armadilhas que tocam e decifram parte destes cálidos résíduos. Minutos, armas brancas, nefáveis trechos, ígneos projetos, fáceis abismos, estáticos pontos, sustentações nuas, tísicas fantasias, acordos primitivos, curiosos grilhões, opressivos sinais, etéreos caminhos, sensações que a todos... É tarde. O corpo, omisso, inda ousa limitar certos movimentos. O corpo, áspero, reage ao menor sinal de cólera. Estas ações, particularmente distantes, nada professam. Criações sem rima, ficções de um dia frágil, estratégias que demonstram certa hesitação - como se possível fosse prever tudo o que a mente humana poderá produzir! Cínicas manhãs, indigestos alicerces, pequenas condições que mutilam certos embustes. Estes serenos diálogos, estas peças de aço, estes cálidos movimentos que decifram um sem par número de paixões. A inexatidão dos meninos, as prováveis decisões, os resumos que caminham e tocam, e ... Basta. Estas seculares muralhas, informes, precisam ser reduzidas ao tolo átomo. Basta. Estes impulsos, informes, inda exercem influência sobre o debilitado vate! (Adriano Guia Ferraro, 29, 03/9/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h37 PM
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Que somos, afinal? 9/2/2005 8:51 AM Um dia sco, um etéreo discurso, a vida que toca o fio mais tênue. As impressões de titânio, os covardes e impessoais afagos, os terminais e delicados, e ríspidos, e informes, e decadentes minutos de liberdade. Os impiedosos relatos, as fronteiras enfermas, os pequenos e mínimos trechos de verdade - como se fosse possível cauterizar a informe e díspar forma de amar. Os olhares que se cruzam, as manhãs nada firmes, nossas reações - parciais (ou destrutivas, confesso!). O riso seco, as prováveis medidas, as manhãs que alimentam os prósperos discursos. Não mais. Os impiedosos elos, as mínimas fantasias, os joguetes - simbólicos joguetes! - que demonstram certa hesitação (como se pudesse, no todo ou em parte, consumir este impotente e frágil limite de sanidade!). Quaisquer tentativas nada são. Quaisquer projetos, em vertiginosa queda, tocam um mil avos desta letárgica e seca tentaiva. Os passos, as fantasias, os embustes que cercam os meninos inda em constante evolução. Perco-me. Identifico-me com o vazio. Apoio-me neste corrimão. Nada. A queda. A dor. Os impulsos que devoram e teimam em considerar as mesmas e imorais coisas. À noite, quando os possíveis ensaios pedem novas formas de compreensão, o corpo, limitado pelos movimentos, ousa resumir certos critérios (ou cauterizar a dor que insistentemente toca o núcleo dos irreversíveis tormentos!). Delicadamente os ensaios ousam manifestar certa dose de cólera. Delicadamente o tempo, célere, passa. As noites pequenas, os intensos e amorais contornos, as sinuosas e expressivas codições - sempre obtusas (assim como o poeta, querem alguns considerar!). À vontade! Um brinde à insignificância do ser! O poeta está aqui. Deseja ouvir, caminhar, escrever (assim como todos os que precisam do papel para expurgar eventuais teratologias!). Definitivamente, penso, diferente não sou! (Adriano Guia Ferraro, 29, 02/9/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h52 PM
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Ação, reação, resultado 9/1/2005 7:55 AM Não enxergo o grito em vão. As luzes, de tão tímidas, caminham à procura dos tolos e inexpressivos dizeres - como se fosse fácil caminhar e desenvolver um mil avos deste intenso projeto de cólera! As certezas tão concretas, as possessivas formações, os impulsos que não obedecem ao menor dos comandos. Este evidente paradoxo, filho de um sem par número de demonstrações, parece cauterizar, de maneira tímida, a possível e incerta mudança de humor. Os risos cínicos, as imediatas sentenças, os covardes delírios que cauterizam e invadem certos e delicados contornos - como se fosse normal conter parte deste significado que a todos pertence. A lúcida poesia, os sinais nada possessivos, as imorais justificativas que anunciam um pequeno e covarde discurso. Os joguetes, as transformações ígneas, os movimentos - intrusos - que delicadamente projetam certos minutos - estes, estáticos de tão delicados! As concretas ações, os nomes em branco, as folhas que pelo chão demonstram certas e progressivas tentativas. O medo que devora o vate, as imprecisões de um dia amaro, resíduos e peças, e pequenos debates, e sórdidas maneiras de conter a vil e incerta mudança. Os rumos que não podem ser encontrados, as criações que zombam ao menor sinal de fúria, os desejos - firmes, evidentemente firmes! Apoio-me nos gestos para romper com as tristes e incertas manhãs. Apoio-me nos gritos para conter a potente e indomável resposta. Os olhares nada comuns, as fáceis e terminais justificativas, os covardes acordos que ousam consumir os incrédulos tumultos. As possessivas resoluções, as díspares semelhanças, os açoites que tocam e vulneram, e estabelecem pequenos acordos - como em um dia frio! Curar os informes vestígios, resumir as hipérboles sentidas, comunicar-se de modo preciso - quiçá para procurar respostas! À noite, os rijos sinais de culpa inda teimam em exercer profunda influência! (Adriano Guia Ferraro, 29, 01º/9/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h57 AM
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