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Palavras de agradecimento 9/30/2005 1:45 PM São tantas as impressões que o poeta não sabe como compreender a demonstração de carinho, imenso carinho!, que brota e toca as estruturas e os vivos trechos de felicidade. São respostas, alegações, delírios (estes, confesso, pertencentes a nós - homens e mulheres de palavras!), relatos que muito bem podem compreender este simbólico manifesto - que alguns dão o nome de agradecimento (esta expressão viva!). As palavras, as escolhas que fizemos, os lados mais canhestros que decifram parte do universo humano. As tradições tão sentidas, as esperanças que dialogam de modo invulnerável, as dimensões que não podem, no momento, desenvolver um simples e intenso relato de febre. Assim sou. Melancólico, introspectivo, humano - como todos nós, filhos da liberdade e da angústia que a todos devora! A inspiração cada vez mais viva, os jogos que tocam os poemas mais simples, os esclarecimentos que não precisam tocar o solo amaro dos discursos. Somos de aço, confesso. Mas também oxidamos, observo. Somos uma fraternidade que busca a eterna resposta (ou "simplesmente" o eterno desejo de permanecermos vivos!). Cada expressão que responde ao mais sensível dos toques, cada gesto que dialoga de forma insensata, cada poesia que toca e destrói a incerta e poderosa manifestação de afago - algo perdido no mundo hodierno, confesso. Nossas possíveis certezas, nossos acordos involuntários, nossa necessidade gregária de tecer os mais vivos depoimentos - como se pudéssemos domar o silêncio. Ele, analiso, é conciso por natureza. E, às vezes, toca - de maneira viva - a necessidade do momento. Que somos, afinal? Filhos do tempo, da esperança que brinda e toca, e conversa com os mais íntimos minutos de liberdade? Somos apenas meninos e meninas que entendem ser necessário elevar o toque a níveis nunca antes sentido. Somos humanos. E como tais, precisamos de afeto. A todos, os meus agradecimentos! (Adriano Guia Ferraro, 30, 30/9/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 05h47 PM
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Em tempo 9/29/2005 7:14 AM Libertar-se das amarras que tocam o sagrado solo. Os laços imperfeitos, as simétricas conquistas, as palavras que desenvolvem um sem par número de sensações - filhas, observo, da crua e decadente poesia (este projeto nada ímpar!). Apenas um frio relato de febre. As impressões que mutilam minh'alma, as carícias que perturbam o vate, os sinais - intrusos - que convivem com os mesmos desejos - estes, observo, insustentáveis! Quisera a pérfida forma, os ritos informes, as palavras e os complexos movimentos - fixos, imprecisos, delicados. Reações impensáveis, mudanças de humor, hinos que aprisionam as estreitas e ilimitadas conquistas. Os passos indigestos, os limítrofes contornos, as ações - tolas - que golpeiam parte deste estético sinal de lucidez. Assim caminhamos. Somos meninos, projetos que não atingiram os resultados queridos. Nulas fantasias, estreitos contornos, vínculos que insistem em pairar sobre os delicados minutos de liberdade. As fantasias obscuras, as palavras quase cegas, os rompimentos que - de tão delicados - atingem os mesmos alicerces. Pontos agudos, ásperas justificativas, lembranças de um dia frio. Consumir parte deste construtivo diálogo é tarefa insuficiente. Construir o riso nu, responder aos terminais reflexos, debater. Ah! A eterna conquista! Mutila as pequenas e frágeis lições, cauteriza a irreal e dispersa poesia, seduz os laços que delicadamente podem ser provados, invadem e comprimem, e esboçam pequenas tentativas de fuga. À noite, quando os pálidos alicerces insistem em contornar as recentes e informes crises, parte mim - predadora - reage (como se pudesse, a bem da verdade, brindar às firmes paixões). Laudas e complexos acordos, e estreitas ações que consomem os laudanosos encantos. Estes sinais, prévios por natureza, confessam os seus crimes. Estes diálogos, insuportáveis, inda comprimem os complexos e ineficazes dizeres! (Adriano Guia Ferraro, 29, 29/9/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h18 AM
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Que saída? 9/27/2005 10:08 AM As tolas impressões são apenas fantasmas. Golpeiam minh'alma, seduzem os gestos, tocam e monologam de maneira evidentemente tímida - como se pudesse responder aos mais ígneos quebrantos que a noite, nua, ousou definir! As fantasias tolas, os arquétipos que ocultamos, as lições - impressas - que dialogam ao lado da crua face (este projeto nada comum!). Um pequeno rito de passagem. Uma farsa, confesso. Laços, imprecisas justificativas, linhas e obtusas palavras que cercam as possíveis e incongruentes direções (elas, penso, presas à verdadeira maneira de amar!). Os nomes confusos, as serenas condições de titânio, os cardíacos prelúdios que repousam sobre os intensos gestos - ou sobre as pálidas e disformes tentativas. O corpo que não pode reagir, as estradas que não tocam os sagrados solos, as potentes mudanças (intensas, dignas, vivas, mutantes... escravas - posso assim considerar!). Nossos gestos não mais tocam as armadilhas do obtuso dia. Nossas armadilhas, de ferro, oxidam rapidamente! Os nomes, as palavras, as sensações que prematuramente desenvolvem um sem par número de associações - todas, confesso, perigosas! As ofensas primitivas, o lado perverso, a humana demonstração de afago. Cada sopro gélido, cada tentativa de aço, cada poesia que não resiste ao menor sinal de fúria. Nefáveis expectativas, tolas algemas, armações que tocam e simplificam, aos dias nada ortodoxos, um mil avos deste segmento que a todos confunde. Irreais delírios, simples gritos, pequenos diálogos que repousam sobre as infindáveis... Apenas um gemido confuso - próprio de quem ousou declarar as angústias. Os nomes enfermos, as delicadas projeções, os passos que pouco a pouco ousam cauterizar um pequeno e inocente delírio. Os lados pequenos, as arestas ásperas, os sensacionais acordos - produtivos, devo considerar! Os gritos, as provações, as sínteses. Estas mudanças, ninfa, próprias! (Adriano Guia Ferraro, 29, 27/9/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 02h14 PM
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Perverso caminho 9/25/2005 11:21 AM As linhas intensas insistem em governar as pálidas manhãs. Os verbos, as certezas, os critérios e as necessidades - de titânio, talvez! Linhas e escuros traços cinzas que tocam e monologam de maneira nada precisa. Sou, bem sei, assimétrico - filho da dor, dos movimentos que inda não tenho coragem de de demonstrar! A curiosa urgência, as pérfidas conquistas, os horizontes que cauterizam e simplificam certas tensões, certos relatos, certas projeções - estas, confesso, decididamente nuas! Quisera apenas o simplório afago. As curvas obtusas, as necessárias passagens, os contornos e as imprudentes manifestações de força - presas à simétrica e disforme fronteira. Os laços insanos, as progressivas situações, as nomenclaturas que sensivelmente produzem um sem par número de tormentos - filhos, insisto, da imprudente forma da amar! Estes acordos, voluntários, prendem-me à obediente justificativa. Os algozes, as semelhanças que inda monologam de maneira visivelmente tola, as imparciais decisões - tênues, observo! São estes os limites de falibilidade que percorrem as estruturas nada convencionais? Sãos estas as simples hipérboles? À noite, quando os tímidos relatos de dor caminham em direção ao sinuoso afeto, parte de mim - grosseira - foge (como se não mais pudesse conduzir, de modo vivo, as aspirações anteriormente montadas!). Áspero, fórmico, silencioso - assim como as sombras que tocam os sonhos deste informe poeta! Direções quase cegas, imperfeições delicadas, rompantes de fúria que conduzem os decadentes prólogos - como se possível fosse acreditar nas mais inocentes tentativas. É feito de aço este material? Não. As impressões, nuas, são - talvez - o reflexo há muito perdido. Caem os verbos, as díspares escolhas, os reflexos de um dia amaro. Não somos melhores. Somos tênues. E por isto seduzimo-nos - quiçá para tentar compreender um ao outro! (Adriano Guia Ferraro, 29, 25/8/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h22 PM
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Desvios 9/24/2005 8:14 AM A insensatez que perturba a fronte nua, os esqueléticos corpos, as passagens que demonstram certas necessidades - como se possível fosse estabelecer limites para esta dor que aos poucos se aproxima. A verdade da vida, se podemos assim encontrá-la, reside no simples, nas complexidades humanas, nos debates mais edificantes (e também naqueles que em nada contribuem!). As expectativas sem cor, os lúcidos e impacientes relatos de força, as estruturais farsas - capazes de reagir ao menor dos gestos. Cada sentença de febre, cada poesia informe, cada abismo (gigante em sua viva estrutura!). Os delicados e passivos projetos, as estáticas necessidades de ferro, os contundentes sinais que invadem os corpos - à procura, confesso, das nuas e incríveis maneiras de amar o delicado amor (este vínculo fácil e informe!). Causa-me estranheza mergulhar neste díspar segredo. Causa-me estranheza confrontar a aspereza e os pálidos diálogos. Somos assim. Firmes, letárgicos, estreitos, vivos, amantes, inseguros... de papel. A intrusa manhã, os covardes monólogos, as estruturais necessidades que pairam sobre os insolentes minutos de febre - ela, confesso, devoradora de homens! Os passos amaros, as limítrofes e decadentes justificativas, as poderosas sensações que perturbam a fronte cansada. Nossos pequenos acordos não são mais do que tentativas de infrutíferas convivências. Nossos absimos, relativamente próximos um do outro, cauterizam velhas chagas - aquelas que um dia ousaram contundir parte deste inimaginável projeto de liberdade! É frio este delicado instrumento. Corta-me. As passagens quase cegas, as insuportáveis necessidades, os infindáveis açoites que dialogam ao menor dos comandos (como se fosse fácil erigir certas defesas - filhas, observo, da nua e confusa razão!). Os impérios, os esboços, os pérfidos desejos. Para além das expectativas. Para além do voluntário amor! (Adriano Guia Ferraro, 29, 24/9/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h18 PM
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Lembranças 9/23/2005 12:02 PM A insensível face, os gritos pouco ortodoxos, as poderosas fronteiras que alimentam o poeta inda em profundo estado letárgico. A vida por um fio, os critérios nada comuns, as vitrines (opacas) que seduzem o menino, as as possessivas hipérboles - notadamente destituídas do habitual sentido (porquanto ousam proferir tolas e desconexas palavras - como se bastasse para selar quem delas necessita!). Deixemos isto de lado. Os pactos, as sombras que devoram o vate, as sensações imparciais, os minutos de certeza que pairam sobre os limites mais nobres (aqueles fabricados em um dia incomum). Nuanças, predicados, mordaças e algemas, e indigestas maneiras de enxergar a possível realidade - este alicerce que todos devora! Prostro-me. Liberto-me. Os grilhões, insustentáveis, percorrem as vivas e distantes farsas. São feitos do material mais resistente, observo (ou talvez sejam forjados com o mesmo material que consagrou a humana natureza [falha, decididamente falha!].). Pautas, acordos, medidas que tocam parte de um distúrbio nada ortodoxo. As vitrines opacas, as necessidades de ferro, os possíveis acordos - firmados entre a necessidade e o imperial abismo (este projeto de angústia que a todos fascina!). A incerteza que toca a matéria, os risos que brindam ao acaso, as sensações - cruas - que libertam parte deste estático minuto de transição. Os achismos informes, as enfermas provocações, as difíceis maneiras de enxergar a realidade - como se fácil fosse procurar os mais nobres valores. Prefirimos o pérfido. Reconhecimento, no universo humano, talvez exista. Mas a nossa tendência, suicida, é demasiada decadente para assim nos posicionarmos. Um grito e nada mais. As ásperas formas, os indigestos minutos, as pequenas e distantes necessidades - de titânio, observo! Estes são os tolos tormentos. Estas são as pérfidas conquistas. Sejamos mais francos! (Adriano Guia Ferraro, 29, 23/9/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 04h04 PM
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Prefácio 9/22/2005 8:29 AM Estes laços que caminham ao lado do vivo resíduo, as palavras que segregam certas substâncias, o grito - parcialmente nu! Sandios contornos, elos e respostas, e pequenos delírios que tocam os mais intensos relatos de fúria. A viva forma, os laços quase amorais, os lúgubres ensaios que devoram parte deste sintético minuto de liberdade. As possessivas mudanças de postura, os relatos que monologam de maneira vil, as possíveis e decadentes ruínas - presas à obtusa necessidade de ferro! Os ombros caídos, as hipérboles nuas, os valores que mutilam parte deste simbólico minuto de liberdade! Cada parte desta nua histeria, cada segredo que a todos confunde, cada sinal de angústia que desenvolve um sem par número de sensações - todas, confesso, à procura do relativo afago (este pequeno prólogo de liberdade!). Linhas intrusas, especiais joguetes, mínimas palavras que consomem os pequenos distúrbios - causados, bem sei, pela inevitável e cardíaca poesia! Os gritos que tocam os mais expressivos diálogos, as pequenas e urgentes dimensões, os olhos - felinos - que fitam parte deste cruel minuto de instabilidade. Apenas um fácil estágio de loucura. Este delicado abismo, esta certeza quase incerta, estes lúcidos momentos que sintetizam os mais ígneos minutos de cólera - como se possível fosse consumir a vil e informe maneira de amar. Pactos, desfechos, irreais passos, nuas conquistas, algemas... Noite, tarde, dia, pérfidos delírios que consagram parte desta assimétrica beleza. Os laços que não pude identificar, as serenas manifestações que tocam os vivos detalhes, as épocas - nuas - que devoram os impiedosos e decadentes intrusos (eles, confesso, sempre mais preparados - aptos, entendo, para lidar com os tormentos que insistem em aparecer!). Os resumos quase imorais, as complexas tarefas, os dias quase sem fundamento. Estes segredos perdidos, estas mudanças sem par, nossas hipocrisias. É tarde para recomeçar, sinuosa mulher! (Adriano Guia Ferraro, 29, 22/9/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h29 PM
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Imóvel 9/21/2005 2:48 PM A impressão que cala os lábios, as expressões que vulneram certas medidas, minutos e certezas, e imensos delírios que carregam consigo certos anseios - eles, sempre primitivos! Linhas, sínteses, projetos e problemas que tocam e invadem certos receios, certas tentativas, certas construções que o corpo - preso - ousou definir. As imagens que se perdem, as lacunas que não podem ser preenchidas, as estruturas - sempre ígneas! Pequenos alicerces, insanas mudanças, risos e formas, e infiéis delírios - sempre presos à vontade de ferro! Um passo em falso. O corpo, nu, cai. As sensações, confesso, não são agradáveis. A impressão que ficou, os limites que não podem ser rompidos, as cálidas mordaças que suprem certas necessidades - todas, confesso, de titânio! Um riso próprio, uma certeza intocável, um pequeno monólogo que aproxima a matéria do insano projeto sem forma. Quisera a pequena sensatez, os horizontes mais secos, as palavras que ousaram - pela vez primeira - governar em nome da limitada profecia. Os gritos quase imperceptíveis, as situações que não puderam ser percebidas, os olhares e as felinas risadas - parcialmente destruídas! E agora, nua condição? Estes alicerces podem brindar aos mais intensos minutos de febre? Estas complexas necessidades tocam e desenvolvem os impiedosos sinais de fúria? Não há como enxergar as contusas experiências. Não há como suportar o vínculo que liga a noite e o obtuso dia. As imagens, os rompantes físicos, as necessidades primitivas, as pálidas ausências, os inseguros gemidos, as hipérboles - destituídas do habitual sentido! Razão prática não há. A febre que me devora, os momentos nada possíveis, os ulteriores tremores - hereditários, confesso! O vínculo que fica, as medidas que cercam o poeta, as estradas que nada projetam. Estes alicerces, de tão imaturos, fogem à realidade. Estes alicerces nada representam! (Adriano Guia Ferraro, 29, 21/9/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 06h52 PM
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Os eternos conflitos 9/20/2005 2:36 PM Pequenas impressões que devoram o peito nu, íntimas mudanças, serenas manifestações de afago que golpeiam os tristes caminhos - quase sempre ortodoxos, confesso! A nudez sem respostas, os joguetes quase moribundos, os locais quase secos - assim como a cínica tez! Apenas um grito quase seguro. Os olhos cegos, as tentativas insones, os gritos e as palavras que saem ao menor sinal de dependência. Pequenos flagelos, íntimos detalhes, resíduos e fáceis declarações que pousam sobre os lábios. O fel das horas, as condutas nada precisas, os sedentos delírios que cauterizam as mais ígneas manifestações... É tarde. O obtuso resíduo, parcialmente nu, inda acredita nas visíveis transformações. Estes alicerces secos, estas direções quase críticas, páginas que inda exercem um sem par número de afirmações - todas, confesso, à procura dos detalhes que a nua vida ousou definir. Estes geométricos traços, estas direções sem sentido, sensações cruas que desenvolvem as mais imperfeitas caminhadas - como se possível fosse romper com os tísicos e imperiais minutos de certeza. Pequenas ovações, limítrofes e complexos horrores, dias e trechos, e sensações que ameaçam os cálidos e indecisos sinais de misericórdia. Estas análises, tímidas, inda acreditam nas direções positivas. Contudo, é extremamente áspero continuar. Os pés, frágeis, tocam o que de nobre existe. Mas não é suficiente, observo. Sem mais esperanças, sem gestos agressivos, sem sentenças que declaram a visível inimputabilidade. Os traços secretos, os olhos azuis, as vitrines que cegam os mais contundentes detalhes - como se possível fosse monologar com as cínicas e inevitáveis fronteiras (elas, observo, filhas do poderoso e inevitável abismo!). Seguros toques, épocas cruas, conflitantes versões, opacos alicerces. Que resta, afinal? À noite, quando os simétricos trechos tocam minh'alma, certas medidas jazem! (Adriano Guia Ferraro, 29, 20/9/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 06h37 PM
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Tácteis sensações 9/18/2005 12:00 PM A simples impressão que toca o riso primitivo, as necessidades de aço que caminham lado a lado, os delírios poéticos que respondem de modo sandio - como se fosse possível desenvolver um mil avos deste limítrofe trecho de sanidade. As expressões íntimas, os contusos gritos, as prudentes e impossíveis mudanças de humor - filhas, quiçá, da vil e enferma poesia! Os olhos teus, divididos de maneira nua, inda projetam certos contornos - como se fosse necessário cauterizar a febre que aos poucos devora o corpo do pálido poeta! Sentenças e prudentes farsas, e inconsoláveis estratégias, e pequenas lições de afeto que pairam sobre a matéria quase seca. Novidades díspares, imagens sem força, caminhos que tocam e vulneram, e decidem para onde seguir. Este método, quase cego, procura - em vão - sepultar as tristes e imensuráveis formas. Os corpos, as prisões, as justificativas - falhas - que tocam e mutilam... Apenas o delicado e irreal minuto. Os segredos possessivos, as imagens nada firmes, os estágios de sanidade que percorrem os indecisos movimentos - como se fosse possível ousar (este verbo que o menino - nu - desconhece!). Fantasias, pedras preciosas, concretos alicerces que suportam parte deste amaro peso. Os nomes sem identidade, as plumas que cegam as mais delicadas retinas, os gemidos - tísicos, devo considerar! As vitrines secas, os patéticos, e secos, minutos de angústia, as horizontais tentativas (secas, assim observo!). Não mais. Os escravos sem correntes, os movimentos involuntários, as certezas que decidem romper com os infindáveis prólogos de liberdade. Que sou, afinal? Um pequeno e díspar sentimento que paira sobre o ígneo ponto de cólera? É tarde. As mãos, intrusas, percorrem certas tentativas. Os ritos improváveis, as sentenças quase certas, os hereditários pontos que cercam os mais abstratos gritos. É tarde. O corpo pede calma! (Adriano Guia Ferraro, 29, 18/9/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 04h01 PM
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A impensável tentativa 9/17/2005 8:45 AM Um insano debate (entre a cruz, os temores e os precisos gritos de liberdade). O chão que cede, as novas ações que compreendem parte deste simétrico conflito, os elos - quase sempre prisioneiros. A impressão nua, os omissos contornos, as delicadas atrações que vulneram e exprimem, e cauterizam as inexatas proporções - elas, confesso, sempre presas (quiçá porque desejam, de um modo ou de outro, reagir ao menor sinal de fúria!). As decisões quase cegas, os projetos inflexíveis, os complexos resíduos - filhos da angústia e do parcial desespero! Apenas um riso nu - diria morto! Os corpos sem poesia, as ações meramente ilustrativas, os contusos sinais - expressivos, devo considerar! Que existe, afinal? Um áspero movimento que a nua luz condena? Um pequeno alicerce que fraciona parte deste simbólico instrumento de dor? As pequenas ações, os movimentos tão etéreos, as conquistas que repousam sobre os ombros dos mais delicados - como se possível fosse considerar um terço de um vivo e decadente minuto de fé! As pequenas certezas que mutilam o poeta, os inocentes sinais que entorpecem os mais ásperos minutos de sanidade, as simétricas e delicadas poesias - filhas, confesso, dos amaros minutos. Um mil avos deste horrendo trecho de loucura é frágil. Pequenos e instáveis discursos, falhas quase cruas, insones mudanças de humor que cegam, a bem da verdade, os ardilosos sinais de febre. Somos formas informes - ou como prefiro denominar: somos feitos do material mais intenso (quiçá para evocar as asperezas que o amor fabrica!). Manchas, maneiras heterodoxas, crises e potentes justificativas que domam os espíritos mais impertinentes. Quisera o afago, as linhas mais simétricas, os delírios que francamente inauguram parte deste complexo testamento. Os ritos mais firmes, as delicadas atrações, os comandos impróprios. Restou o sóbrio grito (e nada mais!). (Adriano Guia Ferraro, 29, 17/9/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h49 PM
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