Meu humor



Meu perfil
BRASIL, Sudeste, SANTOS, PONTA DA PRAIA, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, Spanish, Arte e cultura, Cinema e vídeo, Teatro
MSN -




Arquivos
 16/12/2006 a 31/12/2006
 01/07/2006 a 15/07/2006
 01/05/2006 a 15/05/2006
 16/04/2006 a 30/04/2006
 01/04/2006 a 15/04/2006
 16/03/2006 a 31/03/2006
 01/03/2006 a 15/03/2006
 16/02/2006 a 28/02/2006
 01/02/2006 a 15/02/2006
 16/01/2006 a 31/01/2006
 01/01/2006 a 15/01/2006
 16/12/2005 a 31/12/2005
 01/12/2005 a 15/12/2005
 16/11/2005 a 30/11/2005
 01/11/2005 a 15/11/2005
 16/10/2005 a 31/10/2005
 01/10/2005 a 15/10/2005
 16/09/2005 a 30/09/2005
 01/09/2005 a 15/09/2005
 16/08/2005 a 31/08/2005
 01/08/2005 a 15/08/2005
 16/07/2005 a 31/07/2005
 01/07/2005 a 15/07/2005
 16/06/2005 a 30/06/2005
 01/06/2005 a 15/06/2005
 16/05/2005 a 31/05/2005
 01/05/2005 a 15/05/2005
 16/04/2005 a 30/04/2005
 01/04/2005 a 15/04/2005
 16/03/2005 a 31/03/2005
 01/03/2005 a 15/03/2005
 16/02/2005 a 28/02/2005
 01/02/2005 a 15/02/2005
 16/01/2005 a 31/01/2005
 01/01/2005 a 15/01/2005
 16/12/2004 a 31/12/2004

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 cãodanado
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis
 @cervo
 UOL





"Adriano-Poesia"
 


Palavras de agradecimento 9/30/2005 1:45 PM
São tantas as impressões que o poeta
não sabe como
compreender a demonstração de carinho, imenso carinho!, que brota e toca as
estruturas e os vivos trechos de felicidade.
São respostas, alegações, delírios (estes, confesso, pertencentes a nós - homens e mulheres de palavras!), relatos que muito bem podem compreender este simbólico manifesto - que alguns dão o nome de agradecimento (esta expressão viva!).
As palavras,
as escolhas que fizemos,
os lados mais canhestros que
decifram parte do universo
humano.
As tradições tão sentidas,
as esperanças que dialogam de
modo invulnerável,
as dimensões que
não podem, no
momento, desenvolver
um simples
e
intenso relato de febre.
Assim sou. Melancólico, introspectivo, humano - como todos nós, filhos da liberdade e da angústia que a todos
devora!
A inspiração cada
vez
mais
viva,
os jogos que tocam
os poemas mais simples,
os esclarecimentos que
não precisam
tocar
o
solo amaro dos discursos.
Somos de aço, confesso. Mas
também oxidamos, observo.
Somos uma
fraternidade que
busca a eterna
resposta (ou "simplesmente"
o eterno desejo de permanecermos
vivos!).
Cada
expressão que responde
ao mais sensível dos toques,
cada gesto que
dialoga de
forma insensata,
cada poesia que toca e destrói
a
incerta
e poderosa
manifestação de
afago - algo perdido no mundo hodierno, confesso.
Nossas possíveis
certezas, nossos
acordos involuntários, nossa
necessidade gregária
de
tecer os mais
vivos depoimentos - como se
pudéssemos domar o silêncio. Ele,
analiso, é conciso por natureza. E, às vezes, toca - de maneira
viva - a necessidade do momento.
Que somos, afinal? Filhos do tempo,
da esperança que brinda
e
toca, e conversa com os mais
íntimos minutos de liberdade? Somos
apenas meninos e meninas que
entendem ser necessário
elevar o toque
a
níveis nunca antes sentido. Somos
humanos. E como tais, precisamos de afeto. A todos, os meus agradecimentos!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 30/9/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 05h47 PM
[] [envie esta mensagem
]





Em tempo 9/29/2005 7:14 AM
Libertar-se das amarras que tocam
o sagrado solo. Os
laços imperfeitos, as
simétricas conquistas, as
palavras que desenvolvem um sem
par número de sensações - filhas, observo, da crua e decadente
poesia (este projeto
nada
ímpar!).
Apenas um frio
relato de febre. As impressões
que mutilam minh'alma,
as carícias que perturbam o vate,
os sinais - intrusos - que
convivem com os
mesmos desejos - estes, observo, insustentáveis!
Quisera a pérfida forma,
os ritos informes, as
palavras e os
complexos movimentos - fixos,
imprecisos, delicados.
Reações impensáveis,
mudanças de humor,
hinos que
aprisionam as estreitas
e
ilimitadas
conquistas. Os
passos indigestos,
os limítrofes
contornos, as ações - tolas - que
golpeiam parte
deste
estético sinal de lucidez.
Assim caminhamos. Somos
meninos, projetos que não
atingiram os resultados
queridos.
Nulas fantasias,
estreitos contornos,
vínculos que insistem em
pairar
sobre os delicados
minutos de liberdade.
As fantasias obscuras,
as
palavras quase
cegas,
os rompimentos
que - de tão delicados - atingem
os
mesmos alicerces.
Pontos agudos,
ásperas
justificativas,
lembranças de um dia
frio.
Consumir parte
deste
construtivo diálogo é
tarefa
insuficiente. Construir o riso nu,
responder aos
terminais
reflexos, debater.
Ah! A eterna
conquista! Mutila as pequenas e
frágeis lições, cauteriza a irreal e dispersa poesia, seduz os laços que delicadamente podem ser provados, invadem e comprimem, e esboçam pequenas tentativas de fuga. À noite,
quando os
pálidos alicerces insistem
em contornar as recentes
e
informes crises, parte
mim - predadora - reage (como se
pudesse, a bem da verdade, brindar às firmes paixões).
Laudas e complexos acordos, e
estreitas ações que
consomem os laudanosos
encantos. Estes sinais,
prévios por natureza, confessam os seus crimes. Estes diálogos, insuportáveis, inda comprimem os complexos e ineficazes dizeres!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 29/9/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h18 AM
[] [envie esta mensagem
]





Que saída? 9/27/2005 10:08 AM
As tolas impressões
são apenas fantasmas. Golpeiam
minh'alma, seduzem os gestos,
tocam e monologam de maneira
evidentemente tímida - como
se
pudesse responder aos mais
ígneos quebrantos que a noite, nua, ousou definir!
As fantasias tolas,
os arquétipos que ocultamos,
as
lições - impressas - que dialogam ao
lado da crua face (este projeto nada
comum!).
Um pequeno rito de passagem. Uma
farsa, confesso.
Laços, imprecisas justificativas,
linhas e obtusas palavras
que
cercam as possíveis e incongruentes
direções (elas, penso,
presas à verdadeira maneira de amar!).
Os nomes confusos,
as serenas condições de titânio,
os cardíacos prelúdios
que repousam sobre os
intensos gestos - ou sobre as
pálidas e
disformes tentativas.
O corpo que não
pode reagir,
as estradas que não tocam os sagrados
solos, as potentes mudanças (intensas, dignas, vivas, mutantes... escravas - posso assim considerar!).
Nossos gestos não mais
tocam as armadilhas do obtuso dia. Nossas
armadilhas, de ferro, oxidam rapidamente!
Os nomes, as palavras, as sensações
que prematuramente desenvolvem um sem par número de associações - todas, confesso, perigosas!
As ofensas
primitivas,
o lado perverso,
a humana demonstração
de
afago. Cada sopro
gélido, cada tentativa
de
aço, cada poesia que não
resiste ao menor
sinal de fúria.
Nefáveis expectativas,
tolas algemas,
armações que
tocam e simplificam,
aos dias nada ortodoxos, um
mil avos
deste
segmento que a todos
confunde.
Irreais delírios,
simples gritos,
pequenos diálogos que
repousam sobre
as
infindáveis...
Apenas um gemido confuso - próprio de quem ousou declarar as
angústias.
Os nomes
enfermos, as
delicadas projeções, os
passos que
pouco a pouco
ousam cauterizar um
pequeno e inocente
delírio. Os
lados pequenos, as arestas
ásperas, os
sensacionais acordos - produtivos, devo considerar!
Os gritos,
as provações,
as sínteses. Estas mudanças, ninfa, próprias!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 27/9/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 02h14 PM
[] [envie esta mensagem
]





Perverso caminho 9/25/2005 11:21 AM
As linhas intensas insistem
em governar as pálidas manhãs. Os
verbos,
as
certezas, os critérios e as necessidades - de titânio, talvez!
Linhas e escuros traços cinzas que
tocam e
monologam de maneira nada precisa.
Sou, bem sei, assimétrico - filho da dor, dos movimentos que inda
não tenho coragem de
de
demonstrar!
A curiosa urgência, as pérfidas conquistas, os horizontes que
cauterizam e simplificam certas
tensões, certos
relatos, certas projeções - estas, confesso, decididamente
nuas!
Quisera apenas o simplório afago. As
curvas obtusas, as
necessárias passagens, os
contornos e as
imprudentes
manifestações de força - presas à
simétrica e disforme
fronteira. Os laços insanos, as
progressivas situações, as
nomenclaturas que
sensivelmente
produzem um
sem
par número de tormentos - filhos, insisto, da imprudente forma da
amar!
Estes acordos, voluntários,
prendem-me à obediente
justificativa. Os algozes, as
semelhanças que inda
monologam de maneira visivelmente
tola, as
imparciais
decisões - tênues, observo!
São estes
os limites de falibilidade
que
percorrem as estruturas nada
convencionais? Sãos estas
as
simples hipérboles? À noite, quando
os tímidos relatos de
dor caminham em direção ao
sinuoso afeto, parte
de
mim - grosseira - foge (como
se
não mais pudesse
conduzir, de modo vivo, as aspirações
anteriormente
montadas!).
Áspero,
fórmico,
silencioso - assim como
as
sombras que
tocam os sonhos deste
informe
poeta!
Direções quase
cegas,
imperfeições
delicadas,
rompantes de
fúria que
conduzem os decadentes
prólogos - como se
possível fosse
acreditar nas mais
inocentes tentativas.
É feito de aço este
material? Não. As
impressões, nuas,
são - talvez - o reflexo
há muito perdido.
Caem os verbos,
as díspares escolhas,
os reflexos de um
dia
amaro.
Não somos melhores. Somos tênues. E por isto seduzimo-nos - quiçá para tentar compreender um ao outro!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 25/8/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h22 PM
[] [envie esta mensagem
]





Desvios 9/24/2005 8:14 AM
A insensatez que perturba a fronte nua,
os esqueléticos corpos, as
passagens que demonstram certas necessidades - como se possível fosse
estabelecer limites para esta dor que
aos poucos se aproxima. A verdade
da
vida, se podemos assim encontrá-la, reside no simples, nas complexidades humanas, nos debates mais
edificantes (e também naqueles que
em nada contribuem!).
As expectativas
sem cor, os lúcidos
e
impacientes relatos de força, as
estruturais farsas - capazes de
reagir ao menor dos gestos.
Cada sentença de febre,
cada poesia informe,
cada abismo (gigante
em sua viva estrutura!).
Os delicados e passivos
projetos, as estáticas necessidades
de
ferro, os contundentes
sinais que invadem os corpos - à procura, confesso, das nuas e incríveis
maneiras de amar o
delicado amor (este
vínculo fácil e informe!).
Causa-me estranheza mergulhar
neste
díspar segredo. Causa-me
estranheza confrontar a
aspereza e os pálidos
diálogos. Somos
assim. Firmes,
letárgicos,
estreitos,
vivos,
amantes,
inseguros...
de papel.
A intrusa manhã, os
covardes monólogos, as
estruturais necessidades
que
pairam sobre os
insolentes minutos
de
febre - ela, confesso,
devoradora de
homens!
Os passos amaros, as
limítrofes
e decadentes justificativas,
as poderosas sensações que
perturbam a fronte
cansada. Nossos
pequenos acordos não são mais
do que tentativas de
infrutíferas
convivências. Nossos
absimos, relativamente
próximos um do outro, cauterizam
velhas chagas - aquelas que
um dia ousaram
contundir parte
deste
inimaginável
projeto de
liberdade!
É frio este
delicado instrumento. Corta-me.
As passagens quase cegas, as
insuportáveis necessidades, os
infindáveis açoites que
dialogam ao menor dos
comandos (como se
fosse fácil erigir certas defesas - filhas, observo, da nua e confusa razão!).
Os impérios, os esboços, os
pérfidos desejos. Para além das expectativas. Para além do voluntário amor!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 24/9/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h18 PM
[] [envie esta mensagem
]





Lembranças 9/23/2005 12:02 PM
A insensível
face, os
gritos pouco ortodoxos, as poderosas
fronteiras que
alimentam o poeta inda
em profundo
estado letárgico. A
vida
por um fio,
os critérios nada
comuns, as vitrines (opacas) que
seduzem o menino, as
as
possessivas hipérboles - notadamente destituídas do
habitual sentido (porquanto
ousam proferir
tolas e
desconexas
palavras - como se bastasse
para selar quem delas
necessita!). Deixemos
isto de lado.
Os pactos,
as sombras que devoram o
vate, as sensações
imparciais, os minutos de
certeza que
pairam sobre os limites mais
nobres (aqueles fabricados
em um dia incomum).
Nuanças,
predicados,
mordaças e algemas, e
indigestas maneiras de enxergar
a
possível realidade - este
alicerce que todos
devora!
Prostro-me. Liberto-me. Os
grilhões,
insustentáveis, percorrem as
vivas e distantes farsas. São
feitos do material
mais resistente, observo (ou talvez
sejam forjados com o mesmo material que
consagrou a humana natureza [falha, decididamente falha!].).
Pautas,
acordos, medidas
que tocam parte de
um distúrbio
nada ortodoxo. As
vitrines opacas, as necessidades
de
ferro, os
possíveis acordos - firmados entre
a
necessidade e o
imperial
abismo (este projeto de
angústia que a todos
fascina!).
A incerteza que
toca a
matéria,
os risos que brindam
ao acaso, as
sensações - cruas - que libertam parte
deste
estático minuto de
transição.
Os achismos informes,
as enfermas provocações,
as difíceis maneiras de
enxergar a realidade - como se fácil fosse
procurar os mais nobres valores. Prefirimos o pérfido. Reconhecimento, no universo humano, talvez exista. Mas
a
nossa tendência, suicida, é
demasiada decadente para
assim nos posicionarmos.
Um grito e nada
mais.
As ásperas
formas, os
indigestos
minutos, as
pequenas e
distantes necessidades - de titânio, observo!
Estes são os
tolos tormentos. Estas são
as pérfidas conquistas. Sejamos
mais francos!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 23/9/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 04h04 PM
[] [envie esta mensagem
]





Prefácio 9/22/2005 8:29 AM
Estes laços que caminham ao
lado do vivo resíduo, as
palavras que segregam certas
substâncias, o grito - parcialmente
nu!
Sandios contornos, elos e respostas, e pequenos delírios que tocam os mais intensos relatos de fúria. A viva forma, os laços quase amorais, os lúgubres ensaios que devoram parte deste sintético minuto de liberdade.
As possessivas mudanças de postura, os relatos que monologam de maneira vil, as possíveis e decadentes ruínas - presas à obtusa necessidade de ferro!
Os ombros caídos, as hipérboles nuas, os valores que mutilam parte deste simbólico minuto de liberdade!
Cada parte desta nua histeria, cada segredo que a todos confunde, cada sinal de angústia que desenvolve um sem par número de sensações - todas, confesso, à procura do relativo afago (este pequeno prólogo de liberdade!).
Linhas intrusas, especiais joguetes, mínimas palavras que consomem os pequenos distúrbios - causados, bem sei, pela inevitável e cardíaca poesia!
Os gritos que tocam os mais expressivos diálogos, as pequenas e urgentes dimensões, os olhos - felinos - que fitam parte deste cruel minuto de instabilidade. Apenas um fácil estágio de loucura. Este delicado abismo, esta certeza quase incerta, estes lúcidos momentos que sintetizam os mais ígneos minutos de cólera - como se possível fosse consumir a vil e informe maneira de amar.
Pactos,
desfechos,
irreais passos,
nuas conquistas, algemas...
Noite, tarde, dia, pérfidos delírios que consagram parte desta assimétrica beleza. Os laços que não pude identificar, as serenas manifestações que tocam os vivos detalhes, as épocas - nuas - que devoram os impiedosos e decadentes intrusos (eles, confesso, sempre mais preparados - aptos, entendo, para lidar com os tormentos que insistem em aparecer!).
Os resumos quase imorais, as complexas tarefas, os dias quase sem fundamento. Estes
segredos perdidos, estas mudanças sem par, nossas hipocrisias. É tarde para recomeçar, sinuosa mulher!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 22/9/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h29 PM
[] [envie esta mensagem
]





Imóvel 9/21/2005 2:48 PM
A impressão que cala os
lábios, as expressões que
vulneram certas medidas, minutos e certezas, e imensos delírios que
carregam consigo certos
anseios - eles, sempre primitivos!
Linhas, sínteses, projetos e problemas
que tocam e invadem certos receios, certas tentativas, certas construções que o corpo - preso - ousou definir.
As imagens que
se
perdem, as lacunas que não podem
ser preenchidas, as
estruturas - sempre ígneas!
Pequenos alicerces, insanas
mudanças,
risos e formas, e infiéis delírios - sempre presos à vontade de ferro!
Um passo em falso. O corpo, nu, cai. As
sensações, confesso, não
são agradáveis. A impressão que ficou, os
limites que
não podem ser
rompidos, as
cálidas
mordaças que suprem certas
necessidades - todas, confesso, de
titânio!
Um riso próprio,
uma certeza intocável,
um pequeno monólogo que
aproxima a
matéria do
insano projeto
sem
forma. Quisera a
pequena sensatez, os
horizontes mais secos,
as palavras que
ousaram - pela vez primeira - governar
em nome da
limitada
profecia.
Os gritos quase
imperceptíveis,
as situações que não puderam
ser
percebidas, os olhares e as
felinas
risadas - parcialmente
destruídas!
E agora, nua condição? Estes
alicerces podem
brindar aos mais
intensos
minutos de
febre? Estas
complexas necessidades
tocam e desenvolvem
os
impiedosos sinais
de fúria? Não há como
enxergar as
contusas
experiências. Não há como
suportar o vínculo que liga a noite e o
obtuso dia.
As imagens,
os rompantes físicos,
as necessidades primitivas,
as pálidas ausências,
os inseguros gemidos,
as hipérboles - destituídas do
habitual sentido!
Razão prática não
há. A febre que
me
devora, os momentos
nada possíveis,
os ulteriores
tremores - hereditários, confesso!
O vínculo que
fica, as
medidas que cercam o poeta,
as
estradas que
nada projetam. Estes
alicerces, de tão
imaturos, fogem à realidade. Estes alicerces nada representam!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 21/9/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 06h52 PM
[] [envie esta mensagem
]





Os eternos conflitos 9/20/2005 2:36 PM
Pequenas impressões que devoram
o peito nu, íntimas mudanças, serenas
manifestações de afago
que golpeiam os tristes caminhos - quase sempre ortodoxos, confesso!
A nudez sem respostas, os
joguetes quase moribundos, os locais quase
secos - assim como a
cínica tez!
Apenas um grito quase
seguro. Os olhos cegos,
as
tentativas insones, os gritos e as palavras que saem ao menor
sinal de dependência. Pequenos
flagelos, íntimos detalhes,
resíduos e fáceis
declarações que pousam sobre os lábios.
O fel das horas, as
condutas nada precisas,
os sedentos delírios que cauterizam as
mais ígneas manifestações...
É tarde. O obtuso
resíduo, parcialmente
nu, inda acredita nas visíveis
transformações. Estes
alicerces secos, estas
direções quase críticas,
páginas que inda exercem um sem par número de afirmações - todas, confesso, à procura dos
detalhes que
a
nua
vida ousou
definir. Estes
geométricos traços,
estas direções sem sentido,
sensações cruas que
desenvolvem as mais imperfeitas caminhadas - como
se
possível fosse
romper com os tísicos e imperiais
minutos de certeza.
Pequenas ovações,
limítrofes
e complexos
horrores, dias e trechos, e
sensações que ameaçam os
cálidos e
indecisos sinais de
misericórdia. Estas
análises, tímidas,
inda acreditam
nas direções positivas. Contudo,
é extremamente áspero continuar. Os
pés, frágeis, tocam o que
de nobre existe. Mas não é suficiente,
observo.
Sem mais esperanças,
sem gestos agressivos,
sem sentenças que
declaram a visível
inimputabilidade. Os
traços
secretos,
os olhos azuis, as
vitrines que cegam os
mais
contundentes detalhes - como se
possível fosse
monologar com as
cínicas e inevitáveis
fronteiras (elas, observo, filhas do
poderoso e inevitável
abismo!).
Seguros toques,
épocas cruas,
conflitantes versões,
opacos alicerces. Que
resta, afinal? À noite, quando
os
simétricos trechos tocam minh'alma, certas medidas jazem!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 20/9/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 06h37 PM
[] [envie esta mensagem
]





Tácteis sensações 9/18/2005 12:00 PM
A simples impressão que
toca o riso primitivo, as
necessidades de aço que caminham lado a lado, os delírios poéticos
que respondem de modo sandio - como se
fosse possível desenvolver
um mil avos
deste
limítrofe trecho de sanidade.
As expressões íntimas,
os contusos gritos, as prudentes e
impossíveis mudanças de
humor - filhas, quiçá, da vil e enferma poesia!
Os olhos teus, divididos de
maneira nua,
inda projetam
certos contornos - como se
fosse necessário
cauterizar a febre que aos
poucos devora o corpo do
pálido poeta!
Sentenças e prudentes farsas, e
inconsoláveis estratégias, e
pequenas lições de
afeto que
pairam sobre a matéria quase seca.
Novidades díspares,
imagens sem força,
caminhos que tocam e vulneram, e decidem para
onde seguir. Este método, quase
cego, procura - em vão - sepultar
as
tristes e imensuráveis formas. Os corpos,
as prisões, as
justificativas - falhas - que
tocam e mutilam...
Apenas o delicado e irreal
minuto. Os segredos possessivos,
as imagens nada
firmes,
os estágios de
sanidade que percorrem os
indecisos movimentos - como se
fosse possível ousar (este
verbo que
o menino - nu - desconhece!).
Fantasias,
pedras preciosas,
concretos alicerces que
suportam parte
deste
amaro peso.
Os nomes sem
identidade, as
plumas que cegam as mais
delicadas retinas,
os gemidos - tísicos, devo considerar!
As vitrines secas,
os patéticos, e secos, minutos de angústia, as
horizontais tentativas (secas, assim observo!).
Não mais. Os escravos sem
correntes, os
movimentos involuntários,
as certezas que decidem
romper com os
infindáveis
prólogos de liberdade. Que sou, afinal? Um pequeno e díspar sentimento que
paira sobre o ígneo
ponto de cólera?
É tarde. As mãos, intrusas, percorrem certas tentativas.
Os ritos improváveis, as sentenças quase
certas, os hereditários
pontos que cercam os mais abstratos gritos.
É tarde. O corpo pede calma!
(Adriano Guia Ferraro, 29, 18/9/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 04h01 PM
[] [envie esta mensagem
]





A impensável tentativa 9/17/2005 8:45 AM
Um insano debate (entre a cruz, os temores e os precisos gritos de liberdade). O chão que cede, as
novas ações que
compreendem parte deste
simétrico conflito, os elos - quase sempre
prisioneiros. A impressão nua,
os omissos contornos, as
delicadas atrações que
vulneram e
exprimem, e cauterizam as
inexatas proporções - elas, confesso,
sempre presas (quiçá porque desejam, de um modo ou de outro, reagir ao menor sinal de fúria!).
As decisões quase
cegas, os
projetos inflexíveis,
os complexos resíduos - filhos da
angústia e do
parcial
desespero!
Apenas um riso nu - diria morto!
Os corpos sem poesia,
as ações meramente ilustrativas,
os contusos sinais - expressivos,
devo
considerar!
Que existe, afinal? Um áspero
movimento que a
nua luz condena? Um pequeno
alicerce
que
fraciona parte
deste
simbólico instrumento de
dor?
As pequenas ações, os movimentos
tão etéreos, as
conquistas que
repousam sobre
os
ombros dos mais
delicados - como se
possível fosse
considerar
um terço de um
vivo
e
decadente minuto de
fé!
As pequenas certezas que
mutilam o poeta,
os inocentes sinais
que entorpecem
os mais
ásperos minutos de
sanidade,
as simétricas e
delicadas poesias - filhas, confesso, dos
amaros
minutos.
Um mil avos deste
horrendo trecho de loucura
é
frágil.
Pequenos
e instáveis discursos,
falhas quase cruas,
insones mudanças de humor que
cegam, a bem da verdade,
os ardilosos sinais de
febre. Somos
formas informes - ou como prefiro denominar: somos feitos do
material mais
intenso (quiçá para evocar as
asperezas que o amor
fabrica!).
Manchas,
maneiras heterodoxas,
crises e
potentes justificativas
que domam os espíritos mais
impertinentes.
Quisera o afago,
as linhas mais
simétricas, os delírios
que
francamente inauguram parte
deste
complexo
testamento. Os ritos mais
firmes, as delicadas atrações, os
comandos impróprios. Restou o sóbrio grito (e nada mais!).
(Adriano Guia Ferraro, 29, 17/9/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h49 PM
[] [envie esta mensagem
]



 
  [ Ver arquivos anteriores ]