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Que enxergar? 10/15/2005 8:16 AM ... e os pequenos traços de sanidade, divididos de maneira ímpar, golpeiam a tez em visível agonia. A principiológica mudança de humor, os elementares risos, as farsas - forjadas no titânio (material deveras rijo, observo!). A impressão nada ortodoxa, os quebrantos que pairam sobre os argumentos mais vivos - filhos do tórrido e indecente amor. Os pálidos joguetes, as firmes direções, os átomos nus - complexos em sua estrutura. Talvez devesse cauterizar a chaga que a todos destrói. Talvez devesse resumir um sem par número de projeções. As pequenas marcas, os hereditários confrontos, as impurezas que monologam e crucificam, e condicionam os passos mais íntimos - definitivamente delicados, confesso. Linhas mestras, acordos irracionais, delicadas propostas que caminham juntamente com os previsíveis sinais - eles, afirmo, próximos da curiosa mordaça (sempre decadente - ou presumivelmente tola!). Nossos insensíveis contornos, nossas poesias mais pessoais, nossos diálogos - sólidos porquanto existe confiança. À noite, quando os braços procuram o sujeito do amor, a visão do real, insólita, devora o poeta. Nada há, observo. Apenas ficção - latente, devo presumir. Somos assim. Somos de vidro, de aço, de titânio, de ferro - vez que também oxidamos! A piedosa fronteira, os últimos alicerces, as passagens incomuns, os lúcidos e imperfeitos critérios que formam - ou tentam formar - um mil avos desta segurança que há muito procuro. Vazio. Como o quarto. Como o espaço que o cerca. Ninguém além do poeta. E agora? É sensato recorrer aos mais ardilosos artifícios para construir um momento de felicidade? Não sei. Minhas marcas não são tão evidentes, o passado parece ter ido embora (após tantos anos de infrutíferos monólogos), as medidas - hoje tão potentes - desenvolvem fábulas (vivas, acredito). Cá estou. É preciso que você me olhe com outros olhos, nua mulher! (Adriano Guia Ferraro, 30, 15/10/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h22 PM
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Provocações 10/14/2005 7:48 AM As estradas tão sinuosas, as pequenas arestas, os delicados minutos de instabilidade que recorrem aos mais intensos minutos de fúria - como se fosse possível, a bem dizer da verdade, consumir este projeto que a todos devora! A sensação nada ortodoxa, as pequenas manchas pelo corpo, os surtos e as asperezas que comandam as pálidas e informes maneiras de tocar a matéria alheia. É fato: sou invasor. Menino, homem. Instável, confesso. As direções nada convencionais, as limítrofes caminhadas, os fórmicos ácidos que penetram na pele. Não há, então, melhores tentativas. Há um grito, uma forma fácil, um desejo quase irreconhecível - ou simplesmente clássico! As díspares orações, os conteúdos mais firmes, as urgentes maneiras de enxergar os pálidos e possíveis sinais de sanidade - esta estreita e irreconhecível vontade! Quisera apenas um beijo. Se amaro, intenso, frio... pouco importa. Importam os segredos, as tentativas de definir - mesmo que aleatoriamente - as mais ígneas e prováveis medidas de culpa (sempre presentes!). E agora? Que restam? Passos, intensos passos, limites e formas, e cárceres, e insones minutos que tocam e reprimem, e monologam de maneira nada comum? Sensações obtusas, paradoxos estreitos, covardes tentativas de aço que cortam a tez - como se fosse o mais delicado dos tecidos. Há, a bem dizer, uma força maior - diria crítica o suficiente para romper com os ásperos e lúcidos minutos. A imperiosa tentativa, os laços mais irreais, as potentes e críveis manifestações de angústia que perturbam a fronte evidentemente cansada. São estes os argumentos que seguem o poeta? São estas as preces que produzem um sem par número de sensações? O corpo domado pela beleza, as expressivas direções que dialogam com facilidade, os risos e os problemáticos emblemas. Eles revelam, bem sei, projeções. E domá-las, por certo, não é o melhor a se fazer! (Adriano Guia Ferraro, 30, 14/10/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h56 AM
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Nossos gestos 10/13/2005 7:39 AM ... e as escolhas tolas, divididas de maneira íntima, percorrem e invadem os tristes limites - débeis, a bem da verdade. Os curiosos ritos que o tempo descreve, as mudanças nada comuns, os potentes e críticos, e fáceis delírios de sanidade - vítimas, confesso! Estas estreitas lembranças, estes sinais nada comuns, estes contornos amaros que tocam e desenvolvem, e vulneram um sem par número de sensações - de vidro, afirmo! Recriar os tristes monólogos, compreender as estruturas mais informes, seduzir os tristes depoimentos - como se pudesse, em determinado momento, consumir os tristes e inevitáveis minutos de queda! Às vezes, quando os poderosos sinais ousam cauterizar as vivas e inquietantes justificativas, os passos da nua menina - potentes - traduzem as sadias e vivas angústias - fruto, penso, das estórias (sempre tão próprias!). Os piedosos minutos, as estáticas considerações, os projetos de fúria que silenciam certos depoimentos. As curiosas maneiras de enxergar o elementar, as conquistas que teimam em definir as mais certas alternativas, os risos - cínicos, às vezes. Os gritos letárgicos, as sinuosas caminhadas, os delicados projetos que tocam as pequenas e indigestas caminhadas. A vida como em um filme sem cores. Tradicional, diria. Ou melhor: como em outrora. As fotos são mais artísticas, observo. E quiçá revelem a natureza, pérfida, que nos acompanha. Sugestões, recados, palavras quase sempre desconexas. Aceitar as químicas propostas, considero, talvez seja incerto (ou na melhor das hipóteses...). Basta, simétrico projeto! As curiosas considerações, os jogos quase infantis, as direções que não podem ser experimentadas - porquanto minhas forças, primitivas, não respondem aos mais edificantes minutos de exatidão. Estas palavras quase secas, estes sinais quase obtusos, estas páginas que decidem, penso, caminhar. À noite, os risos tomaram o corpo de assalto! (Adriano Guia Ferraro, 30, 13/10/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h40 AM
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Seccionar 10/11/2005 7:01 AM Pontos. E nada mais. Os contornos ásperos, os segredos quase decadentes, as expressões (firmes) que golpeiam os tênues e imprevisíveis sinais de lucidez. As complexas demonstrações de afeto, penso, suficientes não são para depor. Os relatos, felinos, talvez não sejam melhores do que os tardios e instáveis minutos que a noite - nua - ousou (de maneira muito precária) definir! Hipérboles, contusos alicerces, delírios e fantasias que passam de modo pouco sandio sobre os hereditários e díspares movimentos - eles, observo, perversos e ao mesmo tempo indigestos. Sensações amargas, pequenos relatos, paixões que tocam as irrestritas formas. O corpo, os toques, as dimensões que sinalizam de maneira pouco viva. Nossos espasmos, nossas cardíacas pautas, nossos ásperos momentos que anunciam as pálidas e informes necessidades - de ferro, penso! O fel das horas, as inevitáveis fronteiras, as pegadas - sempre presas à nua condição. Somos predadores. Os caninos, afiados, tocam e imprimem o ritmo do medo - este alicerce vil (filho da angústia e do impiedoso sinal de misericórdia!). Às vezes, quando os tardios sinais caminham sobre as pálidas e insones maneiras de enxergar parte de um sem par número de mágoas, os pactos - mais fortes - ousam caminhar ao lado daqueles que inda não desistiram. A esperança que a todos abraça, as imorais lições, os golpes que vulneram a tez em perfeito estado de redenção. Os olhos nossos, divididos entre a certeza e a decadente semelhança, pousam sobre os pálidos e indecentes projetos de fúria - ela, observo, sempre limítrofe. Contornos escuros, dias e perfeitos caminhos, mudanças de humor que cauterizam os amaros minutos de liberdade. As preces mais fortes, os caprichos mais tênues, as vivas dimensões que comprimem os vulneráveis traços de saudade. Quisera o ponto mais forte. Quisera as imprecisas lições que o tempo, firme, ousou descrever! (Adriano Guia Ferraro, 30, 11/10/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h05 AM
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Formações 10/8/2005 10:00 AM As linhas assimétricas, os contornos nada previsíveis, as estruturas que não respondem aos mais intensos sentimentos. A nua luz, os sinuosos modelos de fúria, as potentes justificativas que cauterizam os limítrofes e fórmicos minutos de sanidade. Os fáceis anseios, as nuas caminhadas, os tímidos gritos de liberdade que procuram as mais intensas novidades. Estes laços nada tolos, estas sentenças parciais, linhas e mudanças, e significados que tocam as expressões dos mais delicados. Apenas os principais delírios de fúria. Os ritos, as impressões nuas, os gemidos clássicos que monologam de maneira intensa. Cada projeto de febre, cada mordaça crua, cada prefácio que toca e invade os limítrofes minutos de saudade. Pequenos traços insones, linhas amaras, respostas e conquistas que cauterizam os pálidos e indiferentes gestos - eles, confesso, sem expressão! O riso fácil, as mudanças de humor, os pequenos e incertos delírios que tocam e conversam, e falseiam os mesmos trechos de lucidez - como se fosse possível contornar as vivas e inquietantes decisões (fruto, observo, da tênue e crua poesia!). Às vezes, quando os nus ensaios decidem cauterizar a ímpar e disforme chaga, os passos - frágeis - inda exercem influência sobre a matéria. A abiose, os covardes espasmos, as decadentes formas de amar que compreendem os sinais de um dia previsível - ou informe, analiso. As vitrines secas, as potentes algemas, os nomes irreais, as chamas nada comuns, os movimentos - amaros - que reagem ao menor sinal de cólera. Firmes pontos, ingratos trechos, textura fria, comum poesia, débil atração, épocas mortas, segredos incoerentes, resultados torpes - descendentes de um sem par número de paixões! Os relatos imprecisos, as sínteses amaras, os firmes paradoxos que inda procuram respostas - mesmo aquelas fabricadas! Sobre o corpo, hipérboles (e nada mais!). (Adriano Guia Ferraro, 30, 08/10/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 02h02 PM
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Somente hoje 10/7/2005 7:44 AM Páginas e pautas, e pactos, e potentes partes que purificam os mesmos ensaios - eles, observo, inortodoxos! A simetria quase cega, as dimensões nada previsíveis, as asperezas que devoram o poema. Sínteses nuas, complexos debates, sinais e pálidas marcas que seduzem e rompem, e riscam os frágeis modelos de conduta. As manhãs insólitas, as palavras secas, os nomes e os possíveis instantes que consomem parte deste incrível projeto sem forma. A força dos passos, as pálidas nuanças, os inocentes delírios que delicadamente expressam os cínicos e instáveis sinais de lucidez. Quisera os mesmos acordos, quisera as formas mais firmes, quisera os pequenos e insuficientes delírios - delicados, por sinal! Os momentos mais etéreos, as complexas justificativas, as escolhas parciais - destrutivas e ao mesmo tempo incertas. Os valores de titânio, as inabaláveis projeções futuras, as passagens nada comuns que devoram e simplificam, e informam quais os tísicos pedaços de fúria - ela, observo, decididamente incomum! Palavras sem ação, íntimos e regulares conceitos, manchas e modelos, e sínteses que decifram parte deste cru e inviável tormento. Os progressivos açoites, as inevitáveis formações, os impossíveis delírios que condicionam os mesmos risos - fáceis, penso! Quisera a liberdade, os mágicos momentos, as instáveis e firmes mudanças de humor - como se necessário fosse erigir um sem par número de tentativas (todas, nua ninfa, p-r-e-v-i-s-í-v-e-i-s!). Linhas e tímidas recusas, pontos e incertos desejos, movimentos e complexos gemidos que tocam os ásperos e degradantes projetos de sanidade - hereditários, confesso! As simples coisas que tocam as vivas transformações, os incrédulos movimentos que envolvem os ásperos relatos, as vitrines secas (presas às firmes e incoerentes formas de amar!). Linhas vitais, mínimos acordos, gestos. Perdera o fulcro! (Adriano Guia Ferraro, 30, 07/10/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h46 AM
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Arestas 10/5/2005 2:29 PM São temores, palavras, ruas e esquinas que tocam e justificam as ásperas mudanças de humor. Estes pequenos diálogos, estas sentenças imperiosas, as delicadas e simétricas formas de amar - como se possível fosse consumir parte deste limítrofe joguete. As manhãs mais insones, as possessivas dimensões, os nomes - íntimos - que tocam e divergem dos mesmos sinais (etéreos, por sinal!). Quisera apenas um mil avos deste sinuoso prelúdio de fúria. Quisera apenas as mudanças que invadem e tocam, e divergem das mesmas paixões. O corpo vil, as estratégias montadas (mas nem sempre possíveis), os contornos insanos que dialogam de modo pouco comum. Nossas pequenas heranças em nada contribuem. O riso simétrico, as impressões noturnas, os impiedosos dizeres que consomem os mesmos abismos - firmes, decididamente firmes! Quaisquer verdades, confesso, não são suficientes. Quaisquer projetos, de aço (ou tolos, observo!). A pequena sanidade, os estreitos temores, as sensações nunca antes experimentada. Esta novidade tola, estes abismos impensáveis, estas necessidades de titâno que alimentam o poeta - enquanto os mais vivos debates tocam o solo das nuas expectativas. Vitória - e nada mais! A pacífica demonstração de febre, os instantes mais intensos, as nuas e prováveis justificativas que abraçam os tormentos mais impróprios. O frio acordo, as díspares mordaças, as algemas - secas, devo considerar! Pequenos esboços, instáveis modelos de fúria, linhas e pálidas manchas que desenvolvem um sem par número de fantasias - todas, confesso, presas (definitivamente presas!). Impressões que devoram minh'alma, segredos que tocam os amaros depoimentos, condições - primárias - que ousaram definir os mais indecentes gritos. As alegações vivas, os poderosos açoites, a noite (vazia, como sempre!). Um riso nu, uma força indomável, um olhar felino - devorador! Melhor estou! (Adriano Guia Ferraro, 30, 05/10/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 06h32 PM
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Inocência 10/4/2005 7:44 AM Paradoxos que vulneram minhas intensas ações, pálidos resíduos, eternas contusões - feitas para condenar o poeta e cauterizar a tola e viva estrutura de ferro. Os olhos sedados, as esquinas nada convencionais, os impulsos que monologam de maneira quase cega - à procura, confesso, dos erros alheios (mais fáceis, observo!). Estes sinais de culpa, presos de modo intenso, caminham ao lado das tórridas esperanças? Apenas um relato de febre. Os amaros contornos, as expectativas quase mortas, as direções que o espírito ousou seguir - como se fosse necessário conter certas e inexatas mudanças de humor. Linhas inevitáveis, sensações nada possíveis, sentenças que monologam de modo curioso. Os ombros letárgicos, os restos incomuns, as fibras que tocam e divergem das mesmas posturas. Quisera parte deste sedutor ensaio. Quisera parte deste embuste necessário. As armações informes, as cínicas impressões, os detalhes que a razão humana - tola - ousou criar (em nome, quiçá, das físicas e dormentes paixões - críticas, confesso!). Nossas mais urgentes necessidades de brindar ao acaso, nossos flagelos mais incertos, nossas palavras que tocam os lábios dos menos preparados. Estas ações, decididamente vivas, caminham ao lado dos omissos sinais? Hastes, conversas, pequenas manifestações que consomem os corpos em flagrante desolo. Os poemas, as lições insensíveis, as conquistas que limitam os movimentos mais amaros - como se fosse possível conduzir o espírito à irracional razão. Elos e tormentos, e justificativas que pairam sobre os estáticos limites. São estes os acordos que tocam os lábios dos menos preparados? São estas as paixões, humanas paixões!, que sufocam os corpos em evidente letargia? Não mais. Os contornos, de titânio, moldam as dores. Resumir certas passagens não é, observo, sinal de fraqueza. Recordo-me do tempo inocente. Ele inda existe, concluo! (Adriano Guia Ferraro, 30, 04/10/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h52 AM
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Uma nova abordagem 10/2/2005 8:58 AM Estes vestígios que caminham ao lado dos possíveis e insustentáveis minutos de liberdade suficientes não são para desenvolver um mil avos deste tênue e simplório prefácio - pálido, devo ocnsiderar! As fantasias mais caras (criadas com os tecidos mais sedosos), os projetos de um dia amaro, os poemas - em qualquer esquina, observo! As potentes e amaras manifestações de alegria, os confusos relatos de febre, as estruturas que ousam golpear as terríveis e formidáveis conquistas - como se possível fosse deduzir parte deste simbólico trecho de sanidade! As asperezas que a todos cegam, as manifestações de loucura, os verbos e as tísicas sombras - condutoras de um sem par número de respostas! As possíveis motivações, os laços relativos, as mínimas interferências. Estes confusos gestos, de aço, ultrapassam parte da sandia e específica lacuna. Os modelos que não posso enxergar (porquanto os olhos ardem), as promessas nada convencionais, os estertores que monologam e caulterizam, e decidem para onde seguir - como se o menino, inda em letárgico estado, não pudesse reagir! As estórias não são, vê lá, as mesmas. As palavras, os gritos, os poemas, os segredos, as carícias, os desejos que tocam e decifram parte deste confuso minuto de piedade. Pequenos gemidos, incongruentes critérios, espasmos que decidem quais os possíveis e inimigináveis abismos - erigidos, bem sei, a partir do tolo e simétrico impulso (delicado, por sinal!). As mesmas sensações não são nossas. As mesmas conquistas, confesso, não são tuas. São estes traços de criatividade que absorvem os cínicos e impiedosos relatos de dor? Apenas um relato - e nada mais! As conquistas, os tormentos, as sedentárias justificativas - à procura, bem sei, dos tímidos e raros estupores. Nossos passos são únicos, vivos, vitoriosos. Amo o riso mais simples. Permita-me: amo-a (e nada mais!). (Adriano Guia Ferraro, 30, 02/10/2005, São Paulo / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 01h19 PM
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Escolhas 10/1/2005 12:11 PM Pautas e segredos, e intensos risos que delicadamente percorrem os tardios sinais de lucidez. Os pactos amaros, as escolhas sandias, as estradas confusas que monologam de maneira nada ortodoxa. As sensações sensíveis, as escolhas poderosas, os sinais que controlam parte desta intensa e necessária forma de amar. As escolhas que fizemos, as vitrines frágeis, os vínculos que ficam e as palavras que delicadamente ousam tocar as estradas nada convencionais. São estes os encantos que pousam sobre os ombros? São estas as passagens que monologam de maneira pouco ortodoxa? Pequenos semblantes, hipérboles nuas, confusos e hereditários sinais que projetam e criticam, e professam, e cauterizam certas palavras - elas, observo, vivas, tolas, intrusas... poemas! Os traços de liberdade que a noite ingrata toca, os profundos caminhos, as ásperas e imutáveis fantasias, os lugares - sempre confusos (como se necessário fosse erigir certas e pequenas passagens de alegria - este sentimento que inda desconheço!). Pactos e escolhas, e semblantes que tocam parte deste simétrico e inevitável contorno. O apelo nada agradável, as perfídias que violam certos anseios, os risos - tão arduamente conquistados! Sinais e peças, e estratégias que anulam certos quebrantos. Eles, de tão primitivos, divergem. Começa a crise. Significa, também, oportunidade. E é aqui que todos os gestos, todas as palavras, todos os desejos transmutam-se em algo benéfico - para além da previsibilidade humana, observo! Os finais que queremos diferem drasticamente dos que precisamos. As épocas nuas, as potentes manifestações de afeto, o riso mavioso - ele que prende e secciona o poeta! As muralhas já não mais existem. O tempo é outro. As manifestações, então, também devem ser outras. E é por isso que aqui estou. Liberto de preconceitos, liberto de ações negativas. Preciso dos gestos teus! (Adriano Guia Ferraro, 30, 01º/10/2005, São Paulo / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 04h16 PM
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