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"Adriano-Poesia"
 


Entenda: um caminho... rumos diversos 31/10/2005 09:05
... e as estreitas mudanças de humor,
filhas de um sem par número de
certezas, caminham delicadamente
ao lado do vivo e intenso
joguete - preso, condenado... hipócrita!
As justificativas,
os prólogos mais
amaros, os
elos e as
formas
informes - curiosas por formar
um pequeno
momento de sanidade.
Pontos essenciais,
críveis
dimensões,
elos e resíduos
que selam os lábios mais ásperos.
Os mesmos
delírios, as estradas definitivas,
os nefáveis tormentos que tocam
e
decifram parte
deste
inexato minuto de certeza - ela que
vulnera e toca, no todo ou em parte,
a crua e delicada
mordaça.
Quisera apenas
o
projeto do que pode
vir a ser
o
afago. Quisera as expressivas e
insones mudanças, quisera os laços
mais simétricos, quisera a cor da manhã e o
voluntário esboço de fúria - crítico (ou delicadamente erigido!).
As impressões mais
nuas, ou os tormentos
mais díspares, tocam os possíveis
e
nefáveis gestos - ou as
incertezas que
vulneram e cauterizam, a bem da verdade, os
tristes e
insensíveis projetos de culpa.
Devora-me.
Desenvolva,
de modo primitivo, um
mil avos
da
habitual
incerteza - mágica, por sinal (ou mais especificamente: própria dos cientistas!).
A urgente
demonstração de
fé, os
paradoxos
mais habituais,
os desenhos que tocam a
parede nua (branca, negra, azul marinho, pouco importa [observo!].).
Os olhares
mais secos,
as
infindáveis
mudanças, as
lições parciais que
aplacam os dias
mais
extremos.
Esta imprudente
e
necessária fantasia,
despida de qualquer
realidade,
obstrui a firme e
indecente
mordaça.
Os ritos,
as
sementes que não vingaram,
as
cóleras mais
ímpares que
seduziram
parte de um
mesmo
objeto.
A crise verbal,
o
olhar insensível,
a ordem vertical - própria dos tolos!
Esta angústia,
irregular e
definitiva, causa-me certa
esperança. Esta mudança, tênue, decide atacar a poesia. Ela poderia sobreviver aos mais ásperos gritos? Com certeza!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 31/10/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h06 PM
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Contestar 30/10/2005 09:39
Estradas complexas,
ruas em silêncio profundo,
estáticos delírios que
causam um sem par número de
controvérsias - elas, às vezes,
intrusas, secas, definitivas!
Contornos ásperos,
sinais quase
nus, pequenos trechos
que caminham e vulneram, e decifram um sem par número de condições - filhas da
tola e
dispersa forma de amar!
Os encontros
mais insustentáveis, as
mordaças quase
cegas,
os inimagináveis
gritos que entorpecem as
sedentárias e
precárias
hipérboles (sempre tão
delicadas!).
Nossas preces mais íntimas, nossos
segredos quase dispersos, nossos
elementares fundamentos - descendentes
de um sem par
número de respostas.
Ruas e esquinas, e imperfeitos
desvios. Os passos,
quase secos,
tocam os mais vivos
sinais que a noite crua ousou demonstrar.
Cicatrizes crônicas,
ásperos e sandios
contornos, nuas pesquisas que
delicadamente entorpecem os
informes
caminhos - presos, confesso!
Bruscos
relatos,
falsas lembranças, confusos
modelos que inadvertidamente
jogam com as peças mais
comuns - como se as presas, secas,
não pudessem, em consciência,
produzir um
pequeno embuste (às vezes saudável, confesso!).
Caminhadas involuntárias,
frias posições,
ímpares e
mínimas fantasias que
regressam ao menor dos
toques. As
poesias
delicadas, as
certezas complexas,
os gritos que invadem e perturbam as frontes mais sensíveis - como se
fossem, penso, as mais potentes (ou esclarecidas!).
Apenas um conteúdo informal, vil. Os olhos gulosos que desejam tudo, construídos de maneira definitiva, caminham ao lado dos mais simétricos
minutos. A poesia seca,
as delicadas mordaças, os sonhos mais
ígneos que
contrariam as ordens mais
ortodoxas, as caminhadas (sempre mais
próprias!).
Deixem os rastros aqui. O fel, primitivo e essencial na maioria dos casos, toca a expressão da beleza e a converte em algo inexpressivo. Se as palavras extraordinárias mutilam o "simples", peço licença. Devo, então, recuar!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 30/10/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h42 PM
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Passos estreitos, linhas irregulares,
pequenos esboços de sanidade - filhos de um sem par número de certezas (elas... devoradoras de meninos!).
Os espasmos nada
comuns,
as inexatas fantasias,
os complexos joguetes que
decifram os pálidos e informes
monólogos - firmes, imprevisíveis...
ásperos!
Os sinais mais evidentes,
as conquistas quase
secas, os habituais
temores que tocam
e
desenvolvem, e cauterizam as firmes e
indecentes fantasias - forjadas,
bem sei, no vivo e rijo
aço.
Os pálidos
embustes que
devoram o poeta
em visível
decadência, as
inexpressivas paixões
que golpeiam a face nua,
os delicados e instáveis
gritos que vulneram os mais intensos
monólogos. A forma
informe,
as
críticas
ruínas, os nomes mais
firmes que decifram
parte do
poeta.
As lacunas ímpares,
os movimentos mais
delicados,
os resumos e as sintéticas
considerações que
tocam as vivas e
indecentes
mudanças de humor. Novos
rumos, confesso,
suficientes não são
para desenvolver
potenciais
respostas. É necessário
caminhar - até a exaustão, se preciso for!
Os longos prelúdios,
as
inimagináveis
relações, os
pequenos e fortes
movimentos que
traduzem um
sem
par
número de ações - cínicas,
observo!
Sensações nada comuns,
expressões
inimagináveis,
relatos de fibra que
conduzem os
gestos aos mais hábeis
movimentos - nobres, observo!
Contusos espetáculos,
relações mais informes,
estáveis
sínteses que
dominam os mais intensos
minutos de saudade - este
vínculo deveras potente!
As ações
ímpares,
os gemidos mais
próprios, as
delicadas marcas, os
relatos ígneos,
nossas
palavras - inconseqüentes!
Movimentos
nus,
reclusos
ensaios,
nomes e
prováveis sínteses, e
disformes
conclusões que
analisam um sem
par
número de
joguetes.
Cada
poema nu, preso à
hipérbole
comum, jaz miseravelmente; cada
resíduo forte, quase imortal - observo -, reage; cada projeto, falho, deu início à seca abiose!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 29/10/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 01h02 PM
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Resistência 28/10/2005 07:15
Um gesto quase cego traduz
a
força dos encantos - ou das
formas nuas que tocam e
monologam com os imprecisos
prelúdios, secos, de fúria!
Sensíveis minutos,
estáticos contornos,
elos quase ímpares que
cauterizam
e
desenvolvem um sem par
número
de
profecias. Às vezes, quando
as firmes notícias tocam
os
sonhos mais
densos, parte
do poeta - inda em decadente
estado - projeta, no outro, situações anteriormente
previstas (como se
fosse possível, mesmo prostrado,
caminhar com a habitual segurança!).
As expressivas e necessárias
ruínas, as
delicadas e
informes
notícias, os passos - atemporais - que
cauterizam e invadem, e
desenvolvem
um quê
de
decadência. Perdera
os passos, as certezas, os nomes
que vulneram o corpo
e
submetem a
alma aos mais
nefastos castigos.
Os jogos
necessários,
as
hipérboles demonstradas,
os risos - finitos - que
consagram as
exatas
belezas (próprias, confesso!).
Os complexos
lugares,
os alicerces mais
tímidos,
as
conquistas indecentes que
aprisionam - bem sei - os
exatos tormentos.
A bem dizer da verdade, sereno
pacto, há uma forte necessidade
primitiva que toca
e
cauteriza - com firmeza - as
ásperas e
indecentes
mudanças (sempre
previsíveis!).
O gosto amaro que chega aos
lábios sem provar o que de nobre
existe é fantasia, consumo nunca
realizado.
O gosto
insano que suporta um mil avos
da
potência há muito perdida...
Nada posso decifrar - porquanto o riso, intruso, ousou, a bem dizer, seduzir
estas marcas (anteriores ao próprio flagelo!).
Mínimas ações, reclusos
segredos,
sensações amorais,
ígneos distúrbios,
inconstantes
debates,
serenas justificativas,
imprevisíveis manchas,
limítrofes açoites,
pequenas condições (vulgares, observo!),
impotentes abismos,
relativos segredos,
nuas projeções,
interiores mal definidos.
Perdera
praticamente
tudo. Entretanto, algo permaneceu. Foi o amor - revestido das mais diversas formas!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 28/10/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h22 PM
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Nexo? 25/10/2005 06:03
Repousa sobre a noite
bela o corpo
em transformação. Não vejo sinais
e
formas, e estranhos caminhos que
reagem ao menor
dos movimentos. Enxergo
a expressão, os brilhos mais íntimos,
os poemas que foram deixados
sobre o solo quase nu.
A impressão tardia, ou os
critérios
ortodoxos, vulneram - bem sei - um
mil avos deste
cálido e intruso jogo de interesses - eles que, de tão pérfidos, constroem
sínteses e indigestos minutos de sanidade.
Perdera o fulcro, confesso. A
poesia dos atos, minimamente
desenvolvida, cauteriza e
absorve, com
paciência, os vivos e instáveis
segredos. São estes
os
delicados instrumentos
que sepultam as
mais árduas e incríveis formas
de
amar? Minhas
justificativas não
são melhores. São apenas o
reflexo dos
mesmos ensaios que, em vida,
jamais foram feitos.
A crua mordaça, os
ímpares delírios, as
formas informes que
vulgarizam um mil
avos
deste
sintético e
disperso minuto.
Cada gemido frágil,
impotente; cada estratégia
crua, desgastada; cada
poema insone, delicado.
Estes
são os
momentos que
atormentam
os
prólogos mais
resistentes. Estas
são,
a bem da verdade,
as pequenas
e
indiferentes
permissões - tão fracas, possíveis... inferiores!
Os relativos e instáveis
joguetes, presos a um sem
par número de
movimentos, castigam os
mais
ásperos e incrédulos
risos.
A simetria
ígnea, as lembranças
doces,
os significados que entorpecem
os mais
intensos
minutos de docilidade.
Perder as pequenas e
urgentes
mudanças não é tarefa
fácil. Os
gástricos
proejtos, tão enormes,
consagram a beleza
e
tocam
parte
deste
estratégico depoimento.
Os minutos, as considerações mais irresponsáveis, as
mudanças que assombram
os
mais intensos medos - descendentes
da incerteza e do
simétrico presságio.
Não há
melhores sínteses, confesso. Há, penso, a forma voluntária de caminhar.
Os pontos, as simetrias, os encontros ortodoxos. Estas muralhas secaram!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 25/10/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h10 AM
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Angústia... por enquanto 24/10/2005 07:23
Vazio. Estes alicerces
críticos, dependentes, produzem
um pequeno relato de
fúria - daqueles que
tocam e divergem de
certas expectativas. As
caminhadas mais firmes,
os lúcidos encontros
noturnos, as potentes
mudanças de humor que
cauterizam os
mais sinuosos
momentos de insanidade.
Às vezes, a pérfida poesia é
forma informe - ou simplesmente
um
vivo alicerce
decadente.
Ruas, estreitos
minutos,
ásperos açoites
que
dialogam de
um jeito parcial - ou
destrutivo, devo
considerar!
Os rompantes de
felicidade aqui estão. Não
enxergo, a bem
da
verdade, os possíveis relatos, as dores, os
encontros
sólidos - ou parciais (filhos
da
angústia e do desespero - sempre
presentes!).
Considerações impróprias, vitrines
translúcidas,
ásperos sinais que
tocam os mais
imperfeitos gestos
de
liberdade. Às vezes, nua ninfa,
os insólitos gemidos não são mais
fortes. São
tênues, carentes
por um mil avos
deste
afago que a mim seduz.
A imaginação poderosa,
as ruas sem forma,
os acidentes críticos
que
sobrevivem ao menor
dos instantes.
Nossas preces mais ousadas,
ou simplesmente heterodoxas,
compreendem que amar - este
símbolo de extrema resitência - é
possível (mesmo para
quem inda espera
os sensíveis sinais de um dia
mais calmo!).
Potentes
escolhas, sepulcro
delírio, formas e
tristes caminhadas que adotam
a
veracidade dos mesmos
espelhos - eles, observo, mais
fortes que o habitual sinal de
fúria!
Deixe-me tocar a tez
ao menos ma vez. Sentir esta sinestesia, por mais pleonástico que
seja (podem alguns sustentar!),
é questão de ordem.
Os abismos que desconheço,
as profundas máscaras,
os sonhos - cristalinos - que
beiram à insanidade (precária, devo
confessar!).
É noite. Os amaros
relatos
de
febre, ígneos, provocam
um sem
par número de tentativas - as mesmas
que insistem em devorar o vate.
Lições que pela rua foram
esquecidas, sínteses... mudanças. À noite, o vazio alimenta-me!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 24/10/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h40 PM
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Encontros e desencontros 23/10/2005 09:50
Pequenos minutos de sanidade,
intensos monólogos,
carícias que tocam e vulneram parte deste
crível minuto de liberdade.
Às vezes, os trechos
quase cegos ousam caminhar
sobre
as
estradas há
muito perdidas.
Os pequenos sinais,
as nuas mordaças, os vivos
sonhos (azuis, confesso) que
deturpam parte dos mais
ígneos
segredos.
Estas conquistas quase involuntárias,
estes
minutos
incondicionais, estas
arestas
- simétricas - que
golpeiam os prelúdios mais
tensos. Não há
respostas. As chaves, guardadas,
professam certas
angústias - ou como ouso
definir: momentos.
Sólidas e espessas
ruínas,
informes e drásticas
respostas, lutas com os
mais
amaros resultados. A
certeza
concreta,
os olhares mais ácidos, as
figuras que atormentam
os olhos mais
ímpares - como
se
pudesse
consumir
parte deste
delicado e
fácil embuste.
Cada projeto de fibra,
cada cínica resposta,
cada
alicerce que
vulgariza a
viva e cínica
atenção - ela, observo, sempre
à procura dos ímpares
movimentos!
Delicadas
atrações, expressivos
caminhos,
sinais que golpeiam
as hereditárias
fronteiras - sujas,
amargas... possivelmente
crônicas!
Nossas
relações mais
tímidas, nossos
gritos mais
fortes, nossas
maneiras de cauterizar
as
dispersas e voluntárias
farsas. É árduo este
criterioso diálogo, confesso. As
mãos, secas, inda não conseguem
definir quais os mais
sensíveis prólogos; os cárceres,
divididos entre
a
certeza e o horror, pronunciam
pequenas palavras - na
tentativa, vã, de
silneciar os mais
gástricos resultados!
Mergulhar. Este
verbo, frio, é apenas
uma clássica defesa. Os risos,
firmes, compreendem - no todo ou em
parte - que é necessário fugir (quiçá
para não desenvolver mais
defesas!). Os
alicerces
perdidos, os
ritos mais doces,
os nomes que percorrem
a
sombra do menino inda
em profundo estado de
dúvida.
Estes projetos, ígneos, fabricaram as mais indecentes tentativas de fuga!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 23/10/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 02h52 PM
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À "Angelina Jolie" - e a mais ninguém! 10/22/2005 8:30 AM
... e estas verdades,
profundas e minúsculas,
caminham ao lado teu - como
se
pudesse, a bem da verdade, contornar
as
asperezas (firmes
e
definitivamente ortodoxas!).
É noite. O corpo teu, de titânio, favorece
o amor - este perfeito sentimento
que toca e conversa, e imprime a realidade
há muito perdida. Quisera
os gestos, as impressões,
as medidas mais íntimas - presas, confesso, à sólida
vontade (filha de um sem par
número de desejos!).
A viva
vida, os quebrantos teus,
os sonhos tão reais
que dividem - com a
ficção - os mais intensos minutos
de sensibilidade (aquela que
toca, dialoga, e
compreende, no todo ou
em parte, que o amor - filho da
angústia e do
desespero - caminha
em direção a
algo maior). Os
sonhos são feitos
do material mais tênue. Ao
acordar, observo,
dissipam-se as
lembranças, o que então era
verdadeiro... as
palavras (pronunciadas
com
intensidade!).
Os olhos teus, sinuosos, movimentam-se
com
delicadeza; os gemidos nossos,
ígneos, pronunciam, a bem dizer,
um mil avos do que pode ser
considerado o
rastro mais unânime (ou
a forma mais bela!).
Estes
são
os
contornos que
enxergo. Estas
são as
lacunas que devem, em algum
momento...
Os
beijos mais sensíveis, as impressões
mais maviosas, os
olhares que se perdem
neste espaço - comumente denominado
virtual. Aqui, penso,
as
palavras ganham força. E elas,
tão próximas de uma realidade
nova, constroem símbolos de
resistência.
É possível destruir
as muralhas e tocar a tez
tão íntima? É possível
desenvolver
um estável argumento sem
tocar as asperezas que
contornam e desenvolvem, e
imprimem ritmos até
então desconhecidos?
Nossos gestos mais
vivos, nossas
semelhanças tão brutais,
nossos hinos - firmes,
decididos... infantes.
Pequenas
e
relativas
mudanças suficientes não
são
para selar os lábios
do vate.
Preciso de algo maior. Não da realidade, penso. Preciso dos gestos que o corpo teu produz!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 22/10/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 01h32 PM
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Para além da previsibilidade humana 10/21/2005 6:46 AM
É um dia como tantos
outros. A impressão que
ficou presa, as
liberdades que não puderam
ser descritas, as
idiossincrasias - primitivas,
devo observar!
Quaisquer trajetos, penso, suficientes
não são para acorrentar o poeta - este projeto de homem que ousa, mesmo que
embrionariamente, consumir
um mil
avos deste
sólido e
inexplicável tormento (filho da viva e dispersa angústia!).
Os locais estão limpos. Ou mais precisamente: aparentam uma
falsa limpeza - construída, bem sei, com rijas e profundas hipérboles (as mesmas que
devoram
significativamente os mais
intensos e vivos momentos
de
dor!).
Estes são os ensaios que não puderam
ser construídos (talvez por medo,
insegurança ou mesmo
doença!).
As armadilhas, erigidas com
um
quê de desordem,
sabem muito bem cauterizar
as
tolas e intuitivas formas
de
amar. Os laços, as pedras, os
embustes - constrangedores (ou suportáveis!).
Cada pedaço de alegria suficiente
não é
para definir as
estratégias montadas. Cada pedaço de
papel, sem o
habitual
vivo branco, constrói um mil avos
daquela exatidão há
muito perdida. Os
lençóis, hoje
perdidos em lembranças, desejam
caminhar para o presente. Mas
a
alma ficou no passado. Quase
um lustro, analiso.
As futuras mudanças, as algemas
que inda
estão por vir, as
delicadas e entorpecedoras
maneiras de criar um poema - liberto de qualquer preconceito.
Não sei, a bem da verdade, se
estas palavras
desenvolvem, no leitor, compreensão
suficiente para que possa - mesmo
correndo sério risco - ser
deixado em
paz. Pluralidades. Uma
das
razões mais fortes, e quiçá a mais importante, para se viver
em sociedade. Sensibilidades
diversas. Percepções
diversas. D-i-v-e-r-s-i-d-a-d-e.
As estruturas quase cegas,
os monumentos quase
imperiais, as delicadas atrações
que
envolvem familiaridade (ou um circo
próprio - diferente daquilo que um dia já foi pensado!).
Em viva síntese: sejamos melhores, meus amigos!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 21/10/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h48 AM
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Aspectos 10/20/2005 7:07 AM
Linhas, impressões, segredos e notícias
que
tocam os covardes
projetos de fúria. A farsa dos
delicados poemas,
os sinais quase inspiradores, as músicas que
tocam e mutilam, e caminham sobre os
díspares
momentos de sanidade. Gestos
inconseqüentes,
pequenas mordaças,
ímpares
cárceres que
atormentam os
imprevisíveis sinais de
misericórdia.
Talvez devesse
recuar. As
estreitas tentativas, covardes,
inda conseguem correr
na direção
certa. Estas
sádicas
conquistas, estes
imperiais depoimentos, estes
ruídos que
perfuram as
mudas e
sensíveis
caminhadas - descendentes
de
um
sem
par número de
estreitas
visões (torpes, observo!).
Longínquos
e
irreais, e serenos
pactos que invadem
parte
deste
crítico sinal de
instabilidade. As vestes,
cada vez mais nuas, aproximam-se dos
cardíacos
e
improváveis ritos - como se
pudesse, mesmo
desarmado, carregar um pequeno e
imediato
pedaço
de
esperança. Depositar
as
sínteses imperfeitas,
consumir as horas indigestas,
sacrificar - mesmo que
aleatoriamente - os
joguetes
(ásperos, confesso).
Os insones
instrumentos que
inda insistem em cortar
os
pedaços da
nua
e
incondicionada
prudência, as
direções
há muito perdidas,
as páginas que recuam
ao menor sinal de
certeza (ela... devoradora
de
homens!).
Apenas a sombra
que delicademente
cai sobre a fronte
evidentemente
pesada. Apenas um sórdido
acordo que
desfaz a impiedosa
maneira
de
construir os sonhos mais
belos - frios, íntimos...
tecnicamente blindados.
Secos,
sandios, extremas
justificativas
que resgatam um
mil avos da pureza há
muito
perdida - como se pudesse, confesso,
recuar e consumir os estreitos modelos de perfeição (filhos da esperança e da complexa vontade de amar!).
Incomuns
palavras, certas
expressões,
contusos instrumentos
que maculam os
potentes e disformes
açoites.
É noite, vejamos. Um gesto
incompreensível, uma farsa e um nome. A cortina cai!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 20/10/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h08 PM
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Contornos 10/18/2005 8:56 AM
A impressão dos olhos
teus, as formas mais firmes
que tocam o coração do vate,
as marcas e os
contornos, e as
fáceis projeções que vulneram
um mil avos
deste
cardíaco
minuto de instabilidade.
As orações quase cegas,
os delírios que não
puderam ser
ouvidos, as fantasias - de seda, confesso! - que cauterizam
as
vulneráveis e informes
justificativas.
Os poéticos instantes,
as direções
amaras,
os vínculos e as
fantásticas
passagens que
alimentam - desesperadamente - as
futuras e incrédulas
mudanças.
Perdera as
formas, os rumos,
os ensaios que...
Apenas um
diálogo sem
maior importância. Apenas
um gesto, letárgico gesto!, que
suporta a crítica e diversa
mudança. Os olhares
que
se
cruzam, a insana vontade
de
ferro, os pactos e as
direções, e as
amaras páginas. Tudo
isto não é meu, observo.
Quisera a fúria dos minutos,
quisera as fáceis tentativas,
quisera um décimo desta potente
e forte veracidade. Mas o
corpo, rígido, não pode
compreender
a
pálida fuga. Há, bem sei,
situações mais
fortes - ou mesmo críticas!
A função dos passos,
neste momento, não é
de
relevante
importância. A função dos gestos,
imperfeitos gestos, em
algum instante
deixou de
existir (como se
pudesse
consumir e desenvolver
um pequeno e
insólito
modelo de
conduta).
Paredes, ruas, crimes e sinais
evidentes. As esquinas, os dias, as
semanas e os meses
que calam as potentes
mordaças.
As rígidas condutas,
os nomes mais impróprios,
os depoimentos informes,
as curiosas pesquisas,
os nefáveis prólogos,
as exatas
e distantes formas
de
amar. Há uma certa
cautela, confesso. Revelar
o
amor, este alicerce
possivelmente
tênue, não é
tarefa fácil.
Os gritos,
as urgentes demonstrações,
as impotentes
farsas - quase vítimas!
Estes
gemidos, impróprios
e
decididamente
insones, perderam
o
fulcro em
dado
momento. Mesmo assim, nua ninfa, restaram alternativas. E sobre elas pude lhe falar!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 18/10/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 01h57 PM
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Dos motivos da guerra 10/16/2005 7:58 AM
Os passos perdidos, insisto, não
são herança já definida, as palavras - mágicas - não são projetos
que mal saíram do papel, as estradas,
delicadas, são apenas joguetes - obtusos joguetes! - que
ameaçam as estrruturas sempre
tênues.
Os complexos acordos, divididos de
maneira evidentemente lúcida,
simbolizam, bem sei, um
sem par
número de considerações (elas que
devoram e produzem, aos dias
tão informes, um grito de
liberdade - fácil e ao mesmo
tempo insuficiente!).
Todos os segredos, paradoxais segredos, tocam minh'alma, suportam
dez mil quilates - ou
apenas exercem
influência sobre a
matéria já em estado
de
liquefação.
Os pontos nada
confusos, as divididas sensações,
os coquetéis
que entorpecem os
corpos mais belos. Somos
crianças. Somos
firmes, inseguros, lúcidos,
confusos, contusos,
amaros, delicados... felizes. Contudo,
e em um breve instante,
tudo pode ruir. Somos
fruto da involução. Aplaudimos
o insensato, rejeitamos as
propostas mais belas,
confundimo-nos - na vã
esperança de
caminhar
com maior
segurança!
Deitamos
sobre o dorso do
tigre para provarmos o gosto do perigo. Colocamos
máscaras. Não nos reconhecemos. Não
sabemos, vê lá, descrever as
mais primitivas
sensações. Mas utilizamos
criptógrafos
para
quebrar os mais
ásperos códigos que
a
mente
humana, gigante, ousou
construir.
Não vejo melhores dias. E peço
perdão
a quem passa pelo
campo e não
enxerga a beleza. Somos seres
limítrofes. Nossas
miopias,
definitivamente informes,
produzem fábulas - e acreditamos (mesmo que por um instante!). Somos
retores de nós mesmos. Somos
filhos da angústia e do
desespero. Fomos crianças
que
um dia
pedimos colo. Fomos crianças. Por isto
perdemos a inocência.
Os maviosos motivos,
as estreitas direções,
os complexos argumentos,
as hereditárias pesquisas,
os nefáveis termos,
os pactos insólitos,
as mudanças ímpares...
Não há muito o que fazer. Paremos por aqui!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 16/10/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h02 PM
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