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Entenda: um caminho... rumos diversos 31/10/2005 09:05 ... e as estreitas mudanças de humor, filhas de um sem par número de certezas, caminham delicadamente ao lado do vivo e intenso joguete - preso, condenado... hipócrita! As justificativas, os prólogos mais amaros, os elos e as formas informes - curiosas por formar um pequeno momento de sanidade. Pontos essenciais, críveis dimensões, elos e resíduos que selam os lábios mais ásperos. Os mesmos delírios, as estradas definitivas, os nefáveis tormentos que tocam e decifram parte deste inexato minuto de certeza - ela que vulnera e toca, no todo ou em parte, a crua e delicada mordaça. Quisera apenas o projeto do que pode vir a ser o afago. Quisera as expressivas e insones mudanças, quisera os laços mais simétricos, quisera a cor da manhã e o voluntário esboço de fúria - crítico (ou delicadamente erigido!). As impressões mais nuas, ou os tormentos mais díspares, tocam os possíveis e nefáveis gestos - ou as incertezas que vulneram e cauterizam, a bem da verdade, os tristes e insensíveis projetos de culpa. Devora-me. Desenvolva, de modo primitivo, um mil avos da habitual incerteza - mágica, por sinal (ou mais especificamente: própria dos cientistas!). A urgente demonstração de fé, os paradoxos mais habituais, os desenhos que tocam a parede nua (branca, negra, azul marinho, pouco importa [observo!].). Os olhares mais secos, as infindáveis mudanças, as lições parciais que aplacam os dias mais extremos. Esta imprudente e necessária fantasia, despida de qualquer realidade, obstrui a firme e indecente mordaça. Os ritos, as sementes que não vingaram, as cóleras mais ímpares que seduziram parte de um mesmo objeto. A crise verbal, o olhar insensível, a ordem vertical - própria dos tolos! Esta angústia, irregular e definitiva, causa-me certa esperança. Esta mudança, tênue, decide atacar a poesia. Ela poderia sobreviver aos mais ásperos gritos? Com certeza! (Adriano Guia Ferraro, 30, 31/10/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h06 PM
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Contestar 30/10/2005 09:39 Estradas complexas, ruas em silêncio profundo, estáticos delírios que causam um sem par número de controvérsias - elas, às vezes, intrusas, secas, definitivas! Contornos ásperos, sinais quase nus, pequenos trechos que caminham e vulneram, e decifram um sem par número de condições - filhas da tola e dispersa forma de amar! Os encontros mais insustentáveis, as mordaças quase cegas, os inimagináveis gritos que entorpecem as sedentárias e precárias hipérboles (sempre tão delicadas!). Nossas preces mais íntimas, nossos segredos quase dispersos, nossos elementares fundamentos - descendentes de um sem par número de respostas. Ruas e esquinas, e imperfeitos desvios. Os passos, quase secos, tocam os mais vivos sinais que a noite crua ousou demonstrar. Cicatrizes crônicas, ásperos e sandios contornos, nuas pesquisas que delicadamente entorpecem os informes caminhos - presos, confesso! Bruscos relatos, falsas lembranças, confusos modelos que inadvertidamente jogam com as peças mais comuns - como se as presas, secas, não pudessem, em consciência, produzir um pequeno embuste (às vezes saudável, confesso!). Caminhadas involuntárias, frias posições, ímpares e mínimas fantasias que regressam ao menor dos toques. As poesias delicadas, as certezas complexas, os gritos que invadem e perturbam as frontes mais sensíveis - como se fossem, penso, as mais potentes (ou esclarecidas!). Apenas um conteúdo informal, vil. Os olhos gulosos que desejam tudo, construídos de maneira definitiva, caminham ao lado dos mais simétricos minutos. A poesia seca, as delicadas mordaças, os sonhos mais ígneos que contrariam as ordens mais ortodoxas, as caminhadas (sempre mais próprias!). Deixem os rastros aqui. O fel, primitivo e essencial na maioria dos casos, toca a expressão da beleza e a converte em algo inexpressivo. Se as palavras extraordinárias mutilam o "simples", peço licença. Devo, então, recuar! (Adriano Guia Ferraro, 30, 30/10/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h42 PM
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Passos estreitos, linhas irregulares, pequenos esboços de sanidade - filhos de um sem par número de certezas (elas... devoradoras de meninos!). Os espasmos nada comuns, as inexatas fantasias, os complexos joguetes que decifram os pálidos e informes monólogos - firmes, imprevisíveis... ásperos! Os sinais mais evidentes, as conquistas quase secas, os habituais temores que tocam e desenvolvem, e cauterizam as firmes e indecentes fantasias - forjadas, bem sei, no vivo e rijo aço. Os pálidos embustes que devoram o poeta em visível decadência, as inexpressivas paixões que golpeiam a face nua, os delicados e instáveis gritos que vulneram os mais intensos monólogos. A forma informe, as críticas ruínas, os nomes mais firmes que decifram parte do poeta. As lacunas ímpares, os movimentos mais delicados, os resumos e as sintéticas considerações que tocam as vivas e indecentes mudanças de humor. Novos rumos, confesso, suficientes não são para desenvolver potenciais respostas. É necessário caminhar - até a exaustão, se preciso for! Os longos prelúdios, as inimagináveis relações, os pequenos e fortes movimentos que traduzem um sem par número de ações - cínicas, observo! Sensações nada comuns, expressões inimagináveis, relatos de fibra que conduzem os gestos aos mais hábeis movimentos - nobres, observo! Contusos espetáculos, relações mais informes, estáveis sínteses que dominam os mais intensos minutos de saudade - este vínculo deveras potente! As ações ímpares, os gemidos mais próprios, as delicadas marcas, os relatos ígneos, nossas palavras - inconseqüentes! Movimentos nus, reclusos ensaios, nomes e prováveis sínteses, e disformes conclusões que analisam um sem par número de joguetes. Cada poema nu, preso à hipérbole comum, jaz miseravelmente; cada resíduo forte, quase imortal - observo -, reage; cada projeto, falho, deu início à seca abiose! (Adriano Guia Ferraro, 30, 29/10/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 01h02 PM
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Resistência 28/10/2005 07:15 Um gesto quase cego traduz a força dos encantos - ou das formas nuas que tocam e monologam com os imprecisos prelúdios, secos, de fúria! Sensíveis minutos, estáticos contornos, elos quase ímpares que cauterizam e desenvolvem um sem par número de profecias. Às vezes, quando as firmes notícias tocam os sonhos mais densos, parte do poeta - inda em decadente estado - projeta, no outro, situações anteriormente previstas (como se fosse possível, mesmo prostrado, caminhar com a habitual segurança!). As expressivas e necessárias ruínas, as delicadas e informes notícias, os passos - atemporais - que cauterizam e invadem, e desenvolvem um quê de decadência. Perdera os passos, as certezas, os nomes que vulneram o corpo e submetem a alma aos mais nefastos castigos. Os jogos necessários, as hipérboles demonstradas, os risos - finitos - que consagram as exatas belezas (próprias, confesso!). Os complexos lugares, os alicerces mais tímidos, as conquistas indecentes que aprisionam - bem sei - os exatos tormentos. A bem dizer da verdade, sereno pacto, há uma forte necessidade primitiva que toca e cauteriza - com firmeza - as ásperas e indecentes mudanças (sempre previsíveis!). O gosto amaro que chega aos lábios sem provar o que de nobre existe é fantasia, consumo nunca realizado. O gosto insano que suporta um mil avos da potência há muito perdida... Nada posso decifrar - porquanto o riso, intruso, ousou, a bem dizer, seduzir estas marcas (anteriores ao próprio flagelo!). Mínimas ações, reclusos segredos, sensações amorais, ígneos distúrbios, inconstantes debates, serenas justificativas, imprevisíveis manchas, limítrofes açoites, pequenas condições (vulgares, observo!), impotentes abismos, relativos segredos, nuas projeções, interiores mal definidos. Perdera praticamente tudo. Entretanto, algo permaneceu. Foi o amor - revestido das mais diversas formas! (Adriano Guia Ferraro, 30, 28/10/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h22 PM
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Nexo? 25/10/2005 06:03 Repousa sobre a noite bela o corpo em transformação. Não vejo sinais e formas, e estranhos caminhos que reagem ao menor dos movimentos. Enxergo a expressão, os brilhos mais íntimos, os poemas que foram deixados sobre o solo quase nu. A impressão tardia, ou os critérios ortodoxos, vulneram - bem sei - um mil avos deste cálido e intruso jogo de interesses - eles que, de tão pérfidos, constroem sínteses e indigestos minutos de sanidade. Perdera o fulcro, confesso. A poesia dos atos, minimamente desenvolvida, cauteriza e absorve, com paciência, os vivos e instáveis segredos. São estes os delicados instrumentos que sepultam as mais árduas e incríveis formas de amar? Minhas justificativas não são melhores. São apenas o reflexo dos mesmos ensaios que, em vida, jamais foram feitos. A crua mordaça, os ímpares delírios, as formas informes que vulgarizam um mil avos deste sintético e disperso minuto. Cada gemido frágil, impotente; cada estratégia crua, desgastada; cada poema insone, delicado. Estes são os momentos que atormentam os prólogos mais resistentes. Estas são, a bem da verdade, as pequenas e indiferentes permissões - tão fracas, possíveis... inferiores! Os relativos e instáveis joguetes, presos a um sem par número de movimentos, castigam os mais ásperos e incrédulos risos. A simetria ígnea, as lembranças doces, os significados que entorpecem os mais intensos minutos de docilidade. Perder as pequenas e urgentes mudanças não é tarefa fácil. Os gástricos proejtos, tão enormes, consagram a beleza e tocam parte deste estratégico depoimento. Os minutos, as considerações mais irresponsáveis, as mudanças que assombram os mais intensos medos - descendentes da incerteza e do simétrico presságio. Não há melhores sínteses, confesso. Há, penso, a forma voluntária de caminhar. Os pontos, as simetrias, os encontros ortodoxos. Estas muralhas secaram! (Adriano Guia Ferraro, 30, 25/10/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h10 AM
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Angústia... por enquanto 24/10/2005 07:23 Vazio. Estes alicerces críticos, dependentes, produzem um pequeno relato de fúria - daqueles que tocam e divergem de certas expectativas. As caminhadas mais firmes, os lúcidos encontros noturnos, as potentes mudanças de humor que cauterizam os mais sinuosos momentos de insanidade. Às vezes, a pérfida poesia é forma informe - ou simplesmente um vivo alicerce decadente. Ruas, estreitos minutos, ásperos açoites que dialogam de um jeito parcial - ou destrutivo, devo considerar! Os rompantes de felicidade aqui estão. Não enxergo, a bem da verdade, os possíveis relatos, as dores, os encontros sólidos - ou parciais (filhos da angústia e do desespero - sempre presentes!). Considerações impróprias, vitrines translúcidas, ásperos sinais que tocam os mais imperfeitos gestos de liberdade. Às vezes, nua ninfa, os insólitos gemidos não são mais fortes. São tênues, carentes por um mil avos deste afago que a mim seduz. A imaginação poderosa, as ruas sem forma, os acidentes críticos que sobrevivem ao menor dos instantes. Nossas preces mais ousadas, ou simplesmente heterodoxas, compreendem que amar - este símbolo de extrema resitência - é possível (mesmo para quem inda espera os sensíveis sinais de um dia mais calmo!). Potentes escolhas, sepulcro delírio, formas e tristes caminhadas que adotam a veracidade dos mesmos espelhos - eles, observo, mais fortes que o habitual sinal de fúria! Deixe-me tocar a tez ao menos ma vez. Sentir esta sinestesia, por mais pleonástico que seja (podem alguns sustentar!), é questão de ordem. Os abismos que desconheço, as profundas máscaras, os sonhos - cristalinos - que beiram à insanidade (precária, devo confessar!). É noite. Os amaros relatos de febre, ígneos, provocam um sem par número de tentativas - as mesmas que insistem em devorar o vate. Lições que pela rua foram esquecidas, sínteses... mudanças. À noite, o vazio alimenta-me! (Adriano Guia Ferraro, 30, 24/10/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h40 PM
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Encontros e desencontros 23/10/2005 09:50 Pequenos minutos de sanidade, intensos monólogos, carícias que tocam e vulneram parte deste crível minuto de liberdade. Às vezes, os trechos quase cegos ousam caminhar sobre as estradas há muito perdidas. Os pequenos sinais, as nuas mordaças, os vivos sonhos (azuis, confesso) que deturpam parte dos mais ígneos segredos. Estas conquistas quase involuntárias, estes minutos incondicionais, estas arestas - simétricas - que golpeiam os prelúdios mais tensos. Não há respostas. As chaves, guardadas, professam certas angústias - ou como ouso definir: momentos. Sólidas e espessas ruínas, informes e drásticas respostas, lutas com os mais amaros resultados. A certeza concreta, os olhares mais ácidos, as figuras que atormentam os olhos mais ímpares - como se pudesse consumir parte deste delicado e fácil embuste. Cada projeto de fibra, cada cínica resposta, cada alicerce que vulgariza a viva e cínica atenção - ela, observo, sempre à procura dos ímpares movimentos! Delicadas atrações, expressivos caminhos, sinais que golpeiam as hereditárias fronteiras - sujas, amargas... possivelmente crônicas! Nossas relações mais tímidas, nossos gritos mais fortes, nossas maneiras de cauterizar as dispersas e voluntárias farsas. É árduo este criterioso diálogo, confesso. As mãos, secas, inda não conseguem definir quais os mais sensíveis prólogos; os cárceres, divididos entre a certeza e o horror, pronunciam pequenas palavras - na tentativa, vã, de silneciar os mais gástricos resultados! Mergulhar. Este verbo, frio, é apenas uma clássica defesa. Os risos, firmes, compreendem - no todo ou em parte - que é necessário fugir (quiçá para não desenvolver mais defesas!). Os alicerces perdidos, os ritos mais doces, os nomes que percorrem a sombra do menino inda em profundo estado de dúvida. Estes projetos, ígneos, fabricaram as mais indecentes tentativas de fuga! (Adriano Guia Ferraro, 30, 23/10/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 02h52 PM
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À "Angelina Jolie" - e a mais ninguém! 10/22/2005 8:30 AM ... e estas verdades, profundas e minúsculas, caminham ao lado teu - como se pudesse, a bem da verdade, contornar as asperezas (firmes e definitivamente ortodoxas!). É noite. O corpo teu, de titânio, favorece o amor - este perfeito sentimento que toca e conversa, e imprime a realidade há muito perdida. Quisera os gestos, as impressões, as medidas mais íntimas - presas, confesso, à sólida vontade (filha de um sem par número de desejos!). A viva vida, os quebrantos teus, os sonhos tão reais que dividem - com a ficção - os mais intensos minutos de sensibilidade (aquela que toca, dialoga, e compreende, no todo ou em parte, que o amor - filho da angústia e do desespero - caminha em direção a algo maior). Os sonhos são feitos do material mais tênue. Ao acordar, observo, dissipam-se as lembranças, o que então era verdadeiro... as palavras (pronunciadas com intensidade!). Os olhos teus, sinuosos, movimentam-se com delicadeza; os gemidos nossos, ígneos, pronunciam, a bem dizer, um mil avos do que pode ser considerado o rastro mais unânime (ou a forma mais bela!). Estes são os contornos que enxergo. Estas são as lacunas que devem, em algum momento... Os beijos mais sensíveis, as impressões mais maviosas, os olhares que se perdem neste espaço - comumente denominado virtual. Aqui, penso, as palavras ganham força. E elas, tão próximas de uma realidade nova, constroem símbolos de resistência. É possível destruir as muralhas e tocar a tez tão íntima? É possível desenvolver um estável argumento sem tocar as asperezas que contornam e desenvolvem, e imprimem ritmos até então desconhecidos? Nossos gestos mais vivos, nossas semelhanças tão brutais, nossos hinos - firmes, decididos... infantes. Pequenas e relativas mudanças suficientes não são para selar os lábios do vate. Preciso de algo maior. Não da realidade, penso. Preciso dos gestos que o corpo teu produz! (Adriano Guia Ferraro, 30, 22/10/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 01h32 PM
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Para além da previsibilidade humana 10/21/2005 6:46 AM É um dia como tantos outros. A impressão que ficou presa, as liberdades que não puderam ser descritas, as idiossincrasias - primitivas, devo observar! Quaisquer trajetos, penso, suficientes não são para acorrentar o poeta - este projeto de homem que ousa, mesmo que embrionariamente, consumir um mil avos deste sólido e inexplicável tormento (filho da viva e dispersa angústia!). Os locais estão limpos. Ou mais precisamente: aparentam uma falsa limpeza - construída, bem sei, com rijas e profundas hipérboles (as mesmas que devoram significativamente os mais intensos e vivos momentos de dor!). Estes são os ensaios que não puderam ser construídos (talvez por medo, insegurança ou mesmo doença!). As armadilhas, erigidas com um quê de desordem, sabem muito bem cauterizar as tolas e intuitivas formas de amar. Os laços, as pedras, os embustes - constrangedores (ou suportáveis!). Cada pedaço de alegria suficiente não é para definir as estratégias montadas. Cada pedaço de papel, sem o habitual vivo branco, constrói um mil avos daquela exatidão há muito perdida. Os lençóis, hoje perdidos em lembranças, desejam caminhar para o presente. Mas a alma ficou no passado. Quase um lustro, analiso. As futuras mudanças, as algemas que inda estão por vir, as delicadas e entorpecedoras maneiras de criar um poema - liberto de qualquer preconceito. Não sei, a bem da verdade, se estas palavras desenvolvem, no leitor, compreensão suficiente para que possa - mesmo correndo sério risco - ser deixado em paz. Pluralidades. Uma das razões mais fortes, e quiçá a mais importante, para se viver em sociedade. Sensibilidades diversas. Percepções diversas. D-i-v-e-r-s-i-d-a-d-e. As estruturas quase cegas, os monumentos quase imperiais, as delicadas atrações que envolvem familiaridade (ou um circo próprio - diferente daquilo que um dia já foi pensado!). Em viva síntese: sejamos melhores, meus amigos! (Adriano Guia Ferraro, 30, 21/10/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h48 AM
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Aspectos 10/20/2005 7:07 AM Linhas, impressões, segredos e notícias que tocam os covardes projetos de fúria. A farsa dos delicados poemas, os sinais quase inspiradores, as músicas que tocam e mutilam, e caminham sobre os díspares momentos de sanidade. Gestos inconseqüentes, pequenas mordaças, ímpares cárceres que atormentam os imprevisíveis sinais de misericórdia. Talvez devesse recuar. As estreitas tentativas, covardes, inda conseguem correr na direção certa. Estas sádicas conquistas, estes imperiais depoimentos, estes ruídos que perfuram as mudas e sensíveis caminhadas - descendentes de um sem par número de estreitas visões (torpes, observo!). Longínquos e irreais, e serenos pactos que invadem parte deste crítico sinal de instabilidade. As vestes, cada vez mais nuas, aproximam-se dos cardíacos e improváveis ritos - como se pudesse, mesmo desarmado, carregar um pequeno e imediato pedaço de esperança. Depositar as sínteses imperfeitas, consumir as horas indigestas, sacrificar - mesmo que aleatoriamente - os joguetes (ásperos, confesso). Os insones instrumentos que inda insistem em cortar os pedaços da nua e incondicionada prudência, as direções há muito perdidas, as páginas que recuam ao menor sinal de certeza (ela... devoradora de homens!). Apenas a sombra que delicademente cai sobre a fronte evidentemente pesada. Apenas um sórdido acordo que desfaz a impiedosa maneira de construir os sonhos mais belos - frios, íntimos... tecnicamente blindados. Secos, sandios, extremas justificativas que resgatam um mil avos da pureza há muito perdida - como se pudesse, confesso, recuar e consumir os estreitos modelos de perfeição (filhos da esperança e da complexa vontade de amar!). Incomuns palavras, certas expressões, contusos instrumentos que maculam os potentes e disformes açoites. É noite, vejamos. Um gesto incompreensível, uma farsa e um nome. A cortina cai! (Adriano Guia Ferraro, 30, 20/10/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h08 PM
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Contornos 10/18/2005 8:56 AM A impressão dos olhos teus, as formas mais firmes que tocam o coração do vate, as marcas e os contornos, e as fáceis projeções que vulneram um mil avos deste cardíaco minuto de instabilidade. As orações quase cegas, os delírios que não puderam ser ouvidos, as fantasias - de seda, confesso! - que cauterizam as vulneráveis e informes justificativas. Os poéticos instantes, as direções amaras, os vínculos e as fantásticas passagens que alimentam - desesperadamente - as futuras e incrédulas mudanças. Perdera as formas, os rumos, os ensaios que... Apenas um diálogo sem maior importância. Apenas um gesto, letárgico gesto!, que suporta a crítica e diversa mudança. Os olhares que se cruzam, a insana vontade de ferro, os pactos e as direções, e as amaras páginas. Tudo isto não é meu, observo. Quisera a fúria dos minutos, quisera as fáceis tentativas, quisera um décimo desta potente e forte veracidade. Mas o corpo, rígido, não pode compreender a pálida fuga. Há, bem sei, situações mais fortes - ou mesmo críticas! A função dos passos, neste momento, não é de relevante importância. A função dos gestos, imperfeitos gestos, em algum instante deixou de existir (como se pudesse consumir e desenvolver um pequeno e insólito modelo de conduta). Paredes, ruas, crimes e sinais evidentes. As esquinas, os dias, as semanas e os meses que calam as potentes mordaças. As rígidas condutas, os nomes mais impróprios, os depoimentos informes, as curiosas pesquisas, os nefáveis prólogos, as exatas e distantes formas de amar. Há uma certa cautela, confesso. Revelar o amor, este alicerce possivelmente tênue, não é tarefa fácil. Os gritos, as urgentes demonstrações, as impotentes farsas - quase vítimas! Estes gemidos, impróprios e decididamente insones, perderam o fulcro em dado momento. Mesmo assim, nua ninfa, restaram alternativas. E sobre elas pude lhe falar! (Adriano Guia Ferraro, 30, 18/10/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 01h57 PM
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Dos motivos da guerra 10/16/2005 7:58 AM Os passos perdidos, insisto, não são herança já definida, as palavras - mágicas - não são projetos que mal saíram do papel, as estradas, delicadas, são apenas joguetes - obtusos joguetes! - que ameaçam as estrruturas sempre tênues. Os complexos acordos, divididos de maneira evidentemente lúcida, simbolizam, bem sei, um sem par número de considerações (elas que devoram e produzem, aos dias tão informes, um grito de liberdade - fácil e ao mesmo tempo insuficiente!). Todos os segredos, paradoxais segredos, tocam minh'alma, suportam dez mil quilates - ou apenas exercem influência sobre a matéria já em estado de liquefação. Os pontos nada confusos, as divididas sensações, os coquetéis que entorpecem os corpos mais belos. Somos crianças. Somos firmes, inseguros, lúcidos, confusos, contusos, amaros, delicados... felizes. Contudo, e em um breve instante, tudo pode ruir. Somos fruto da involução. Aplaudimos o insensato, rejeitamos as propostas mais belas, confundimo-nos - na vã esperança de caminhar com maior segurança! Deitamos sobre o dorso do tigre para provarmos o gosto do perigo. Colocamos máscaras. Não nos reconhecemos. Não sabemos, vê lá, descrever as mais primitivas sensações. Mas utilizamos criptógrafos para quebrar os mais ásperos códigos que a mente humana, gigante, ousou construir. Não vejo melhores dias. E peço perdão a quem passa pelo campo e não enxerga a beleza. Somos seres limítrofes. Nossas miopias, definitivamente informes, produzem fábulas - e acreditamos (mesmo que por um instante!). Somos retores de nós mesmos. Somos filhos da angústia e do desespero. Fomos crianças que um dia pedimos colo. Fomos crianças. Por isto perdemos a inocência. Os maviosos motivos, as estreitas direções, os complexos argumentos, as hereditárias pesquisas, os nefáveis termos, os pactos insólitos, as mudanças ímpares... Não há muito o que fazer. Paremos por aqui! (Adriano Guia Ferraro, 30, 16/10/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h02 PM
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