Meu humor



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"Adriano-Poesia"
 


Estruturas 15/11/2005 05:33
Intensos relatos
de
febre, caminhos espinhosos,
lúcidas conquistas que enfrentam parte
de
um
pequeno prelúdio de cólera - ela que devora e vulnera (no todo ou em parte) um mil avos da crítica e áspera mudança de humor!
Os
ombros, pálidos em essência,
desenvolvem situações e
delírios, e ruínas que
condicionam os
possíveis
e
inimagináveis limites
de
angústia. Ela,
farsante, projeta - para além
das
certezas humanas - um
vivo anúncio (ou simplesmente
um grito
racional!). A
contusa necessidade de ferro,
as hereditárias mordaças, os
complexos
embustes que delicadamente
ofendem os
tristes e incertos
minutos de
incerteza. Ela
é
benéfica, confesso.
Os traços mais
inseguros, as
tomadas mais ímpares, as
noites e os dias, e as tardes
que nunca são - em verdade - colocados
em ordem (porquanto desestruturar significa, penso, estabelecer
um
limite entre a razão e a loucura!).
Os gritos póstumos,
as intrigantes necessidades
de
ferro, as comuns razões sem-razão que
ofendem os
traços mais sublimes - aqueles erigidos
a partir do vivo esboço de
crueza!
Deixe-me
considerar parte deste
diálogo feito para durar. Deixe-me
cauterizar, estático poema, as hipérboles que
hoje são sinais evidentes
de que algo não vai bem. Deixe-me
considerar que as nuas
noites são os reflexos
que
sempre ousei
procurar.
Não há melhores
tentativas. Não há melhores
intrusos. Os meninos, perdidos,
consumiram as
pegadas que eles
próprios deixaram; as vestes, alvas,
são o reflexo de que
as
certezas - cruas - monologam a
cada dia (na esperaça, falsa esperança!,
de
consumir um mil avos de uma
tentativa parcialmente
cínica!).
Os momentos de felicidade, quase raros,
tocam as estéreis mudanças, castigam
os mais íntimos desejos,
omitem e consomem - a bem da verdade - os risos quase extintos.
Não vislumbro mudanças
e
certezas. Não vislumbro, aos dias íntimos, o amor - fardo, ignição, movimento... ruína!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 15/11/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h34 PM
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Que tormentos? 14/11/2005 04:59
Sínteses amargas,
problemas irracionais,
minutos e
sensações
parciais que envolvem um
pequeno minuto de
sanidade. As possíveis e irreais
condições de fúria, as
urgentes
mudanças de humor, os
pálidos e insanos
projetos de
lucidez que tocam e
estabelecem, a bem
da
verdade, um fácil
e
disforme
impulso (filho da angústia, observo!).
Estes alicerces informes,
estas
condições precárias,
estas mudanças de humor que
facilmente
desenvolvem um sem
par
número de situações - todas, confesso,
insustentáveis!
A proporcional mordaça, as
algemas
nuas, os
ambientes que deformam parte
de
um
pálido instante
de
liberdade. Os
olhares
delicados, as mãos
parcialmente
destruídas, as urgentes
tentativas que
condicionam os
amaros minutos que devoram os
risos mais
vivos.
Estes sintéticos
argumentos, erigidos a partir
de um sonho notadamente crítico,
cauterizam e vulneram - bem sei - um
riso parcialmente tolo.
As marcas insensíveis,
as
propostas estruturais,
as nuas e horríveis
fantasias que aprimoram, no
todo ou em parte,
um grito delicadamente perdido - fruto
da urgente e péssima forma
de
amar!
Um minuto e os trechos
mais cínicos domam
o
verbo
e
a tísica
fantasia. Os
risos, as
formas, as palavras, os nomes,
as imediatas
proporções, os
incríveis
testemunhos,
as
hereditárias
conquistas, os
falhos amores...
Urgentes
sinais, pequenos
intrusos, simples
demonstraões de
afago que terminam
rapidamente - como
se
as
mãos, secas, fossem
apenas um
produto que o corpo, nu, ousou, a bem da verdade,
desenvolver de forma precária!
Não vejo melhores
tentativas. A híbrida e complexa
mudança, presa à cínica
impressão, seduz - gradativamente - um sem par número de prisioneiros. São meninas e meninos à procura dos
simples - mas vivos - minutos
de
sanidade.
A loucura parcial,
os instantes tolos, os medos.
Pelo chão, as urgentes - e sensatas - demonstrações de afago!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 14/11/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h01 PM
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Expressões 13/11/2005 07:07
Cauterizara a força do
relativo amor. O impulso que
ofende, as justificativas mais
belas,
os trajetos e formas, e informes minutos
que ousam
devorar, no todo ou em parte, um
mil avos deste
silêncio que a todos
devora. A incerta mudança de humor, os
pequenos e insólitos minutos, as estradas - secas - que
produzem um sem par
número de inquietações (todas, confesso, à procura dos sonhos que
voluntariamente devoram os passos
mais amaros!). Basta. Estas
sensações, de titânio, caminham com
delicadeza e percorrem
pequenos - mas firmes -
projetos de sanidade. A marca nua,
os estertores que
vulneram as sínteses
pálidas, os nomes e as
fáceis interpretações - curiosas,
delicadas... imprecisas.
As chamas que
perturbam a fronte, os sinuosos sinais
que vulneram as
pequenas estradas,
as mãos - trêmulas - que
confessam ter demonstrado, apenas hoje,
uma síntese do afago há muito
perdida. Estes
são
os
trechos que
invadem minh'alma e
subtraem as possíveis e
inimagináveis
hipérboles do
amor. Estas
são as comuns estórias que
cauterizam, no todo ou
em parte, as impuras e lúgubres demonstrações
de
dor.
Farsas complexas, inúteis sensações,
contusos delírios que
formam e deformam, e informam, e
suportam os
tolos e inexatos momentos
de
sanidade.
A pequena mudança, ou mordaça - como bem posso considerar -, sedenta por notivdades, ousou construir, aos dias
nada ortodoxos, a viva forma de amar.
As sínteses
secas,
as covardes algemas, os olhares
mais
tímidos que
favorecem aos espetáculos
mais vivos. Somos assim: mutantes! Meninas e meninos à procura de
um movimento
clássico. Contudo, em algum
momento falhamos - quiçá porque nunca
ousamos ser
melhores!
Ousar. Palavra repleta de signifcados. Palavra nua que deforma a pretensão
e
cria, na essênia, um riso,
uma chama evidente, um minuto
ortodoxo... um poema.
Sejamos melhores. Façamos um
brinde ao curioso e incerto momento de febre!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 13/11/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 02h09 PM
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Indiferença 12/11/2005 04:26
Um movimento sincero,
palavras quase ásperas,
delicadas mudanças
que
percorrem os vivos e insones
tormentos - presos, bem
sei, a todos
os
pálidos e amaros minutos de
certeza.
As complexas mudanças,
os olhares
quase delicados, as estruturas que
caem ao menor dos
toques.
Apenas um relativo
estupor. Apenas um mil avos
que consagra e cauteriza, e vulnera, e
descreve a
possibilidade do crível
afeto - sempre nu!
As sóbrias mudanças, os cardíacos
contornos, as possíveis e etéreas
considerações que tocam e invadem
os submissos temores - descendentes
de
um
sem par
número de afirmações (contundentes,
por vezes!).
Estes
imediatos amplexos, esta fúria sem
propósito, este
caminho - torto - que
cauteriza a
pálida impressão (fria, comum...
hereditária!).
Não há mais do que
um pequeno e incerto prelúdio
de liberdade. Os traços
fortes, responsáveis
pelo amargo
testemunho, inda
exercem
sóbrios movimentos - como
se
possível fosse, em algum
momento, conduzir parte
desta
estratégia há
muito perdida!
Não observo melhores
tentativas de sucesso. Não observo melhores
gemidos. As preces, agora
mais do que
nunca firmes, ousam
consumir um terço
do
tênue e
sensível prelúdio de
cólera.
A poesia íntima,
as sentenças quase mortas,
os contornos
exatos que suportam
partes
de
um
discurso
evidentemente
funesto.
Talvez devesse coduzir a
pálida e distinta
formação. Talvez
devesse
considerar que
os olhos teus, hoje frios,
são - penso - máscaras que
ousaram, em algum instante,
entorpecer este
sólido e
delicado sentimento. A poesia,
sempre viva, não ruiu; as
descrições, inéditas, caminham
em direção ao
silêncio - mais firme, sensato... potente!
Observo uma certa
medida de culpa nisso tudo. Observo um
certo
estertor e ouso considerar, apenas para o poeta, que os gestos
teus, cínicos, são - a bem da verdade - críticos.
A insensatez poética, confesso, falhou em algum momento!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 12/11/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h30 AM
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Farsa - à musa da Rua da Consolação/SP 11/11/2005 06:31
Estes verbos quase secos,
estas sensações parcialmente nuas,
valores e peças que
se
perdem - como se
pudesse, em algum momento, cauterizar
a
chaga que a todos...
Silêncio. Os serenos
acordos, melhores e parciais,
são memórias que ousaram caminhar ao lado
dos mais intensos
gestos. As firmes justificativas, as inocentes mudanças, os complexos e limítrofes açoites - sempre presentes em minh'alma!
Vestígios que não posso encontrar,
sepulcros nomes que a
todos devora, sínteses quase secas que tendem a
desenvolver um sem par número de
expectativas. Estaria certo
compreender os mais
ígneos trajetos que a noite, seca, ousou perturbar?
Não mais. Os sólidos argumentos,
as poesias íntimas, os indícios
nada ortodoxos, as
urgentes e dispersas
movimentações - apoiadas a um sem
par número de justificativas (potentes, em algum momento!).
Pactos, gemidos,
hipérboles quase secas que
convivem
pacificamente com os
omissos sinais de
sanidade. Não posso, a bem da verdade,
construir um lúcido e
individual momento. Estas
certezas, quase certas, mantém o
corpo prisioneiro - prestes a encontrar, como ato de última vontade, os traços (exatos) da viva abiose!
Quisera repousar sobre os braços teus. Quisera, de fato, os mais simétricos e intensos
minutos. A poesia
quase seca, as
intrusas palavras, os elos e as
sedentas mudanças que prendem o
poeta em algum lugar. Não mais. As horizontais dúvidas, de tão primárias, causam-me receio de percorrer
o equívoco - este laço admirável!
Urgentes decisões,
singulares delírios,
sensacionais hipérboles - à procura, bem sei, de um sem par
número de valores (sempre fáceis de fabricar!).
Cá estamos. Entre a loucura e o estado sereno. Ou mais abstratamente: entre o adeus e o novo minuto de
urgência!
Poemas que se perdem,
intrusos gestos,
seguros momentos. Esta
calma, falsa, é
provavelmente filha da angústia - elo que me consome!
Preciso dizer: os passos teus, menina, frios!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 11/11/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 01h33 PM
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Resoluções 10/11/2005 04:01
Um certo medo invade minh'alma
e
perturba o coração do poeta. Joga
com as armas, brinca com o
destino, sepulta a possível
e
íntima mudança de humor.
Os contornos mais ásperos, ou
as
justificativas mais
sublimes, cauterizam-me
sem deixar vestígios.
As
pegadas na areia nua, as
conquistas que foram - aos poucos - deixadas
de
lado, as sínteses
comuns que brincam
com os mais
secretos prelúdios. Ousei,
a
bem da verdade, consumir
o
amor e transformá-lo em
um pequeno, mas tolo, instrumento
de
fé. Êxito, confesso, não houve. É
estranho, observo. As
pequenas
mudanças, as mordaças etéreas,
as sensações
críticas que delicadamente
jogam os prefácios mais
raros. Somos de
papel. Brincamos com as
estáticas e imprudentes
formas de amar. Os
covardes açoites, ou as
pequenas
e
incertas tentativas, representam apenas
um mil avos de uma pálida sensação de
liberdade.
Falhara. O corpo, escravo,
rompeu com as correntes. Se para
além dos verbos quase extintos, não sei, por equanto, dizer. Mas
sei que
ele, hoje, é mais ágil.
As tentativas cínicas, as
impressões que ficaram
cristalizadas,
as
possíveis insinuações que
desenvolvem um sem par
número de
afirmações - todas, penso, prestes
a
cauterizar a vil
e
informe direção.
Os minutos
quase
cegos,
as
insinuações quase
delicadas, as
provações ímpares que
suprimem parte
dos vagos e
amargos momentos de
felicidade.
Um contínuo e potente
alicerce de fuga, uma confusa e
dormente justificativa, uma
reforma mais do que
terminal (presa, analiso!).
Os últimos movimentos,
ou as grandes certezas, definitivamente
não reagem aos mais
nobres amores. Prostramo-nos.
Esta perfeição quase
geométrica, estes aspectos
que oxidam ao menor dos toques,
estas
páginas cruas que
ousam construir um
fundamento seguro.
Não há melhores direções. Não há segredos
exatos. Acima dos tristes diálogos, menina, algo maior (quiçá ácido) devora o poeta!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 10/11/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h18 AM
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Espetáculo 08/11/2005 04:28
Cada pedaço de sanidade,
dividido entre a esperança
e
a
firme loucura, vulgariza a
doentia impressão que toca e submete o corpo
aos mais íntimos relatos de febre.
A vulnerável
caminhada, as insinuações
bárbaras, os
contornos
amargos que
delicadamente podem ser
sentidos. A
invasão, comum, é furto,
desejo incontrolável de
fundir vida
e
morte - aspectos
essencialmente
humanos! Pensar na vida e na
morte, digo.
Os projetos,
os sequazes mais
ínitmos, a natureza
propriamente
crua - presa a um sem par
número de
infrações (áridas, confesso!).
O grito,
as
redes simétricas, os pequenos
momentos de
instabilidade que
ousam, no todo
ou em parte, garantir a
pequena e ineficaz
urgência - tão
viva, lúcida...
incomum.
Às vezes, as vitrines secas,
comumente erigidas,
produzem um
pequeno, mas rijo, minuto de
instabilidade. O
rito, as pequenas
direções,
os alicerces que
voluntariamente ousam caminhar. As
inexatas
feridas, filhas
da
angústia e do tolo desespero,
começam a produzir uma
série de
sinais - quase sempre
ignorados!
A pretensa
justificativa, os
abióticos
e degradantes
momentos, a
poesia que
exacerbadamente diz e
ousa expressar um pequeno mas
brutal pacto (quiçá somente hoje!).
Os segredos não são
parte ou todo. Simplesmente
estão no mundo. As
mudanças de humor,
as caminhadas sempre belas,
os olhos gulosos,
as mãos trêmulas...
os sentidos que se perdem.
E agora? Os poetas
podem seguir?
As
imagens mais vivas, os
impossíveis diálogos - existenciais, penso -, as concretas estruturas que verbalizam um mil avos desta latente
e
possível fantasia.
Somos mais fortes.
Somos de titânio - material deveras rijo!
As
pálidas preces, as caminhadas mais
suspeitas, os laços que
tocam a delicada
e
incerta poesia.
Sobre os lençóis, parte de um desejo ficou; sobre as preces diurnas, algemas que vulneram e conduzem, e sintetizam as cínicas e impensáveis ações!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 08/11/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h30 AM
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Cárceres 05/11/2005 04:44
Apenas um complexo minuto
de
incerteza. As reações, parcialmente verbais, caminham e seduzem, e entorpecem os cínicos e despreparados vínculos - estes, presos aos mais inocentes delírios, mostram-se submissos!
Contrários movimentos,
etéreos versos, nefáveis projeções que
suportam parte de um vil e
díspar resultado. Estes
contusos diálogos, impróprios porque não existe tentativa de fuga, parecem recuar - quiçá por medo (elementar e, por vezes, imediato!).
As mais inocentes paixões, os projetos mais insensíveis, as palavras que suprem as ásperas e indecentes mutações - como se precisasse, em algum momento, cauterizar as ímpares e imperfeitas justificativas (potentes - assim como o obtuso medo!).
Sínteses mais
próximas, criações quase
delicadas, concretos espasmos que vulneram e verbalizam, e invadem os mais etéreos minutos de saudade. A crueza definitivamente firme, os ímpares contornos, as maneiras de expressar as nuas e imperfeitas situações (sempre prováveis!).
Nossas palavras, presas a um sem par número de embustes, comemoram certas mudanças. Nossas palavras, pequenas e ao mesmo tempo eficazes, argumentam que se faz necessário criar
parte
deste abismo - devorador de meninos!
Os ardilosos projetos de fé, as caminhadas mais inseguras, as
dispersas pesquisas que deixam o corpo preso aos mais intensos minutos de fúria.
Quisera, bem sei, um mil avos desta resposta há muito querida. Quisera as
sensações, as platéias mais raras, os sinuosos e eficazes prólogos.
Não mais do que um simples e intenso acordo. Dormir sobre os ombros teus, dialogar com os lábios mais sensíveis, suprir certas carências, caminhar com delicadeza, anunciar um vivo discurso, projetar - pelo menos em tese - as adversas mudanças que o humor, raro, ousou construir.
Estas palavras parecem perder o sentido mais específico. Estas palavras parecem recuar. Restam conquistas,
paradoxos e
enfermas manchas. Contudo, prefiro o amor (vínculo mais do que exato!).
(Adriano Guia Ferraro, 30, 05/11/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h45 AM
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Problemas e soluções 04/11/2005 08:47
Pálidas impressões,
confusos relatos, dias e mudanças
melhores.
Os pequenos segredos, divididos entre
a
esperança e o
vivo estertor, manifestam
indiferença. O
corpo, seco; as
rosas, murchas; os hinos...
esgotados.
Não há execução mais
perfeita. A síntese,
próxima, exerce
larga influência. Os
modelos, as
justificativas, as
imagens e os
amores que
se
perdem - em nome,
observo, de um sem
par número
de
estratégias (filhas
da
incerteza - mas sólida do que
o
aço!).
Os golpes nus, os secos
projetos,
as sintéticas ações
que
caminham com certa
desigualdade.
O riso delicado que
toca
os lábios mais
simétricos, as
notícias mais
válidas, os
minutos que podem ser decorados
com o
vivo azul - sempre mais
brando!
A inexatidão quase
amara,
os reflexos quase
sem
sentido, as
paixões - humanas - que
governam
certas
e
díspares
providências.
O seco embuste,
preso, resolve desenvolver
um mil avos do
vivo
amor. Padeceu. Suas
manifestações, definitivamente
tolas, caminham e invadem, e
determinam, e justificam, e
obedecem aos mais
íntegros gestos. Contudo,
algo pára. Os
ensaios, as pesquisas, os
dizeres. Tudo gera
insegurança - como se
eu, menino/poeta, não pudesse (ao
menos uma vez) consumir parte
desta
misantropia e jogá-la
bem longe (para além da
própria previsibilidade!).
Seguem os
gestos, as
caminhadas mais secas, os
voluntários
intrusos que
sintetizam um
pequeno - mas convincente - minuto
de
certeza.
Às vezes, quando os
sensíveis sinais buscam melhores
resultados, parte
desta síntese - nua - percorre
e
resolve, com parcialidade, descrever
o quão imperfeito foi o amor - este
vínculo que une e, não raro, separa.
Que fazer? Prostrar-se? A
imprevisível sombra,
os delicados instrumentos,
as
pavorosas
ações que golpeiam o corpo em visível declínio.
Tornei-me dependente - filho da angústia, observo. Agora resta sobreviver aos notórios e tísicos jogos!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 04/11/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h54 PM
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Flagelo 03/11/2005 04:30
Repousa, poeta. Os
passos amaros suficientes
não são para selar
os lábios - inda em viva
e
decadente
mudança. As estruturas, os
rompimentos, as sínteses
melhores - presas,
confusas, nuas, parciais...
definitivas (por enquanto!).
Os lúcidos olhos
ousam monologar com as
sínteses mais firmes. Os vivos
temores, delicados por natureza, inda
exercem, bem sei,
parciais influências - elas, presas
à informe justificativa, sempre
presentes.
É confusa
esta
estrutural
armadilha. É
amara, posso definir.
Os comandos mais
próprios, ou as
delicadas expressões,
contornam - a bem da verdade - os
vivos e inferiores
minutos de sanidade.
As prévias
palavras,
os estertores acidentais,
as comuns páginas
que
ocultam certos
e
imediatos
resultados.
É preciso
calma. Os olhares,
perdidos, inda sofrem
com os impiedosos
ataques; as
mudanças, cálidas, inda
presenciam um certo
embuste; os
prefácios, distintos, são
quase suicidas.
Este
processo não pode
influenciar
os amargos e
terminais
pactos. Estes
potentes
risos, filhos de um sem par
número de
projetos, não podem
consumir a estrutura elementar.
Perdera-me, confesso. Os movimentos,
extraordinários, tocam e
cauterizam - no todo ou em parte - as
imperfeitas e díspares
situações. É próprio este
joguete? É própria a
fuga
amara? Deixe-me aqui. As
ásperas
inseguranças, os
alicerces
quase intocáveis,
as manifestações
de
fúria que
consagram,
bem sei, os pérfidos
minutos de angústia.
Somos intrusos,
menores,
impotentes,
delicados,
insensíveis (por vezes),
cínicos,
vulgares...
imaturos.
Estas afirmações, quase
sempre amorais,
destroem o que
de
belo
existe. A impressão
nua ou
os
nomes mais firmes
que
controlam parte
de
um intenso
minuto de
aspereza...
Foi preciso, aos dias quase cegos, argumentar: sobre o dorso nu, algo inda tenta respirar. Não sabemos o porquê. Mas resiste. Falamos, de fato, da vida!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 03/11/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h32 AM
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Em prantos 02/11/2005 05:15
Gopeia a face
e
destrua parte
deste
significativo momento de
incerteza. Cauterize
os
resíduos e liberte um
terço dos
vivos temores que a todos...
Estes
simétricos passos,
ora lúcidos, desenvolvem
um pequeno e
habilidoso
limite de fúria. As impressões
mais
secas,
os modestos
e sinuosos
mistérios, as caminhadas - quase
ortodoxas!
É noite. O tempo, áspero,
reduz o corpo à ingênua medida. Os
laços, irreais por
natureza,
vulgarizam o outro terço (preso
na antiga concepção que
ousou destruir
um pequeno, mas rijo,
minuto de urgência).
Saem
os
movimentos, as criações ortodoxas,
os
resíduos mais informes - talvez
dispersos nas
mais ásperas
mudanças que o
corpo, projeto sem
forma, ousou
definir.
Apenas as
simétricas
mudanças, os
insones
temores, as ações
visivelmente
ígneas. Os embustes,
precisamente
delicados, protestam. Se
existe
sombra, joguete,
manifestação de angústia,
nada posso dizer - porquanto o
menino, inda
em
cínica agonia,
clama por um sem
par número de respostas.
Estamos dispersos? Necessitamos
do afago
para cauterizar a incerta
e vil poesia?
Basta. O
momento, preso à ingrata
fragilidade,
permite-se
recuar - quiçá para
não desenvolver
alguma patologia.
Estes
recursos, limitados por
excelência, ousam
fabricar parte
de
um poema. Funde-se a
outro pronto. O
resultado, que aos
olhos humanos não
agrada,
parece sensibilizar
as
sinuosas fronteiras - sempre
firmes (como se
nuca tivessem
sentido o prelúdio
de
qualquer
movimento tolo!).
Restam
os
argumentos que pela
sala estão
dissipados. Restaram
projetos de palavras. Duas
vogais, duas consoantes. Que
posso, enquanto poeta,
desenvolver sem
observar as mais
simétricas formações? Que posso, enquanto homem, compreender se
os olhos - inda míopes - precisam das mais vivas justificativas? Em verdade, é possível formar um vínculo que leva ao terço final.
Amor - resultado tão esperado!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 02/11/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h17 PM
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Hipóteses 01/11/2005 06:54
Propor perguntas,
desenvolver um
sólido minuto de sanidade,
compreender os tórridos
e intensos
caminhos. A
aspereza mais
nua, os encontros mais simétricos,
os visíveis nomes
que enfrentam parte
de um rijo e
decadente minuto de
crueza. As peças mais informes,
os conteúdos menos
favoráveis,
as
hipérboles que resumem certos
e
decadentes projetos de
fé.
A urgente necessidade de
amar, os relativos
impulsos, as certezas que
brindam
a
um novo
delírio - firme,
complexo... informe.
As mudanças mais
expressivas, as
caminhadas
menos delicadas,
as proporções
quase secas que
tocam e vulneram, e desenvolvem um
sem par
número de situações - próprias
de
quem, dividido entre a esperança
e
a
loucura, submete-se a um sem
par número de conclusões (precisamente
inválidas!).
Os depoimentos mais
secos, as complexas ligações que
nectarizam os tolos amores,
as sensíveis direções - sempre
imprecisas!
Quisera
golpear a tez
visivelmente
nua. Quisera a forma
mais bela - porém, deveras
complicada.
Os ritos que suprem as
mudanças tardias,
as nefáveis situações de fé,
os contornos
quase secos - definitivos, penso.
Estes
longínquos
embustes,
firmes e
depravados,
deformam as mais
diversas carências - fruto, quiçá, da
insustentável e delicada mudança (frágil, observo!).
Conversas,
monólogos estruturados,
elos e
injustificadas
respostas que tocam
os ásperos critérios.
Pequenos alicerces, críticas
considerações,
projetos e
peças, e
fáceis
caminhadas - míopes, de fato!
Os imprecisos
movimentos,
as
díspares
propostas,
os nomes e as
frias considerações
que
contornam
as
inexpressivas
manifestações
de
fúria - hoje, nua menina, saudável!
Passos
lúcidos,
confusos elos,
gritos e
nefastos
resumos - específicos, observo!
Sobre a
trêmula mudança, um pequeno
modelo de conduta; sobre os frágeis
arquétipos, uma tímida flor.
Sejamos mais sensíveis para com as mudanças!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 01º/11/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 02h03 PM
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