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Estruturas 15/11/2005 05:33 Intensos relatos de febre, caminhos espinhosos, lúcidas conquistas que enfrentam parte de um pequeno prelúdio de cólera - ela que devora e vulnera (no todo ou em parte) um mil avos da crítica e áspera mudança de humor! Os ombros, pálidos em essência, desenvolvem situações e delírios, e ruínas que condicionam os possíveis e inimagináveis limites de angústia. Ela, farsante, projeta - para além das certezas humanas - um vivo anúncio (ou simplesmente um grito racional!). A contusa necessidade de ferro, as hereditárias mordaças, os complexos embustes que delicadamente ofendem os tristes e incertos minutos de incerteza. Ela é benéfica, confesso. Os traços mais inseguros, as tomadas mais ímpares, as noites e os dias, e as tardes que nunca são - em verdade - colocados em ordem (porquanto desestruturar significa, penso, estabelecer um limite entre a razão e a loucura!). Os gritos póstumos, as intrigantes necessidades de ferro, as comuns razões sem-razão que ofendem os traços mais sublimes - aqueles erigidos a partir do vivo esboço de crueza! Deixe-me considerar parte deste diálogo feito para durar. Deixe-me cauterizar, estático poema, as hipérboles que hoje são sinais evidentes de que algo não vai bem. Deixe-me considerar que as nuas noites são os reflexos que sempre ousei procurar. Não há melhores tentativas. Não há melhores intrusos. Os meninos, perdidos, consumiram as pegadas que eles próprios deixaram; as vestes, alvas, são o reflexo de que as certezas - cruas - monologam a cada dia (na esperaça, falsa esperança!, de consumir um mil avos de uma tentativa parcialmente cínica!). Os momentos de felicidade, quase raros, tocam as estéreis mudanças, castigam os mais íntimos desejos, omitem e consomem - a bem da verdade - os risos quase extintos. Não vislumbro mudanças e certezas. Não vislumbro, aos dias íntimos, o amor - fardo, ignição, movimento... ruína! (Adriano Guia Ferraro, 30, 15/11/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h34 PM
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Que tormentos? 14/11/2005 04:59 Sínteses amargas, problemas irracionais, minutos e sensações parciais que envolvem um pequeno minuto de sanidade. As possíveis e irreais condições de fúria, as urgentes mudanças de humor, os pálidos e insanos projetos de lucidez que tocam e estabelecem, a bem da verdade, um fácil e disforme impulso (filho da angústia, observo!). Estes alicerces informes, estas condições precárias, estas mudanças de humor que facilmente desenvolvem um sem par número de situações - todas, confesso, insustentáveis! A proporcional mordaça, as algemas nuas, os ambientes que deformam parte de um pálido instante de liberdade. Os olhares delicados, as mãos parcialmente destruídas, as urgentes tentativas que condicionam os amaros minutos que devoram os risos mais vivos. Estes sintéticos argumentos, erigidos a partir de um sonho notadamente crítico, cauterizam e vulneram - bem sei - um riso parcialmente tolo. As marcas insensíveis, as propostas estruturais, as nuas e horríveis fantasias que aprimoram, no todo ou em parte, um grito delicadamente perdido - fruto da urgente e péssima forma de amar! Um minuto e os trechos mais cínicos domam o verbo e a tísica fantasia. Os risos, as formas, as palavras, os nomes, as imediatas proporções, os incríveis testemunhos, as hereditárias conquistas, os falhos amores... Urgentes sinais, pequenos intrusos, simples demonstraões de afago que terminam rapidamente - como se as mãos, secas, fossem apenas um produto que o corpo, nu, ousou, a bem da verdade, desenvolver de forma precária! Não vejo melhores tentativas. A híbrida e complexa mudança, presa à cínica impressão, seduz - gradativamente - um sem par número de prisioneiros. São meninas e meninos à procura dos simples - mas vivos - minutos de sanidade. A loucura parcial, os instantes tolos, os medos. Pelo chão, as urgentes - e sensatas - demonstrações de afago! (Adriano Guia Ferraro, 30, 14/11/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h01 PM
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Expressões 13/11/2005 07:07 Cauterizara a força do relativo amor. O impulso que ofende, as justificativas mais belas, os trajetos e formas, e informes minutos que ousam devorar, no todo ou em parte, um mil avos deste silêncio que a todos devora. A incerta mudança de humor, os pequenos e insólitos minutos, as estradas - secas - que produzem um sem par número de inquietações (todas, confesso, à procura dos sonhos que voluntariamente devoram os passos mais amaros!). Basta. Estas sensações, de titânio, caminham com delicadeza e percorrem pequenos - mas firmes - projetos de sanidade. A marca nua, os estertores que vulneram as sínteses pálidas, os nomes e as fáceis interpretações - curiosas, delicadas... imprecisas. As chamas que perturbam a fronte, os sinuosos sinais que vulneram as pequenas estradas, as mãos - trêmulas - que confessam ter demonstrado, apenas hoje, uma síntese do afago há muito perdida. Estes são os trechos que invadem minh'alma e subtraem as possíveis e inimagináveis hipérboles do amor. Estas são as comuns estórias que cauterizam, no todo ou em parte, as impuras e lúgubres demonstrações de dor. Farsas complexas, inúteis sensações, contusos delírios que formam e deformam, e informam, e suportam os tolos e inexatos momentos de sanidade. A pequena mudança, ou mordaça - como bem posso considerar -, sedenta por notivdades, ousou construir, aos dias nada ortodoxos, a viva forma de amar. As sínteses secas, as covardes algemas, os olhares mais tímidos que favorecem aos espetáculos mais vivos. Somos assim: mutantes! Meninas e meninos à procura de um movimento clássico. Contudo, em algum momento falhamos - quiçá porque nunca ousamos ser melhores! Ousar. Palavra repleta de signifcados. Palavra nua que deforma a pretensão e cria, na essênia, um riso, uma chama evidente, um minuto ortodoxo... um poema. Sejamos melhores. Façamos um brinde ao curioso e incerto momento de febre! (Adriano Guia Ferraro, 30, 13/11/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 02h09 PM
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Indiferença 12/11/2005 04:26 Um movimento sincero, palavras quase ásperas, delicadas mudanças que percorrem os vivos e insones tormentos - presos, bem sei, a todos os pálidos e amaros minutos de certeza. As complexas mudanças, os olhares quase delicados, as estruturas que caem ao menor dos toques. Apenas um relativo estupor. Apenas um mil avos que consagra e cauteriza, e vulnera, e descreve a possibilidade do crível afeto - sempre nu! As sóbrias mudanças, os cardíacos contornos, as possíveis e etéreas considerações que tocam e invadem os submissos temores - descendentes de um sem par número de afirmações (contundentes, por vezes!). Estes imediatos amplexos, esta fúria sem propósito, este caminho - torto - que cauteriza a pálida impressão (fria, comum... hereditária!). Não há mais do que um pequeno e incerto prelúdio de liberdade. Os traços fortes, responsáveis pelo amargo testemunho, inda exercem sóbrios movimentos - como se possível fosse, em algum momento, conduzir parte desta estratégia há muito perdida! Não observo melhores tentativas de sucesso. Não observo melhores gemidos. As preces, agora mais do que nunca firmes, ousam consumir um terço do tênue e sensível prelúdio de cólera. A poesia íntima, as sentenças quase mortas, os contornos exatos que suportam partes de um discurso evidentemente funesto. Talvez devesse coduzir a pálida e distinta formação. Talvez devesse considerar que os olhos teus, hoje frios, são - penso - máscaras que ousaram, em algum instante, entorpecer este sólido e delicado sentimento. A poesia, sempre viva, não ruiu; as descrições, inéditas, caminham em direção ao silêncio - mais firme, sensato... potente! Observo uma certa medida de culpa nisso tudo. Observo um certo estertor e ouso considerar, apenas para o poeta, que os gestos teus, cínicos, são - a bem da verdade - críticos. A insensatez poética, confesso, falhou em algum momento! (Adriano Guia Ferraro, 30, 12/11/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h30 AM
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Farsa - à musa da Rua da Consolação/SP 11/11/2005 06:31 Estes verbos quase secos, estas sensações parcialmente nuas, valores e peças que se perdem - como se pudesse, em algum momento, cauterizar a chaga que a todos... Silêncio. Os serenos acordos, melhores e parciais, são memórias que ousaram caminhar ao lado dos mais intensos gestos. As firmes justificativas, as inocentes mudanças, os complexos e limítrofes açoites - sempre presentes em minh'alma! Vestígios que não posso encontrar, sepulcros nomes que a todos devora, sínteses quase secas que tendem a desenvolver um sem par número de expectativas. Estaria certo compreender os mais ígneos trajetos que a noite, seca, ousou perturbar? Não mais. Os sólidos argumentos, as poesias íntimas, os indícios nada ortodoxos, as urgentes e dispersas movimentações - apoiadas a um sem par número de justificativas (potentes, em algum momento!). Pactos, gemidos, hipérboles quase secas que convivem pacificamente com os omissos sinais de sanidade. Não posso, a bem da verdade, construir um lúcido e individual momento. Estas certezas, quase certas, mantém o corpo prisioneiro - prestes a encontrar, como ato de última vontade, os traços (exatos) da viva abiose! Quisera repousar sobre os braços teus. Quisera, de fato, os mais simétricos e intensos minutos. A poesia quase seca, as intrusas palavras, os elos e as sedentas mudanças que prendem o poeta em algum lugar. Não mais. As horizontais dúvidas, de tão primárias, causam-me receio de percorrer o equívoco - este laço admirável! Urgentes decisões, singulares delírios, sensacionais hipérboles - à procura, bem sei, de um sem par número de valores (sempre fáceis de fabricar!). Cá estamos. Entre a loucura e o estado sereno. Ou mais abstratamente: entre o adeus e o novo minuto de urgência! Poemas que se perdem, intrusos gestos, seguros momentos. Esta calma, falsa, é provavelmente filha da angústia - elo que me consome! Preciso dizer: os passos teus, menina, frios! (Adriano Guia Ferraro, 30, 11/11/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 01h33 PM
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Resoluções 10/11/2005 04:01 Um certo medo invade minh'alma e perturba o coração do poeta. Joga com as armas, brinca com o destino, sepulta a possível e íntima mudança de humor. Os contornos mais ásperos, ou as justificativas mais sublimes, cauterizam-me sem deixar vestígios. As pegadas na areia nua, as conquistas que foram - aos poucos - deixadas de lado, as sínteses comuns que brincam com os mais secretos prelúdios. Ousei, a bem da verdade, consumir o amor e transformá-lo em um pequeno, mas tolo, instrumento de fé. Êxito, confesso, não houve. É estranho, observo. As pequenas mudanças, as mordaças etéreas, as sensações críticas que delicadamente jogam os prefácios mais raros. Somos de papel. Brincamos com as estáticas e imprudentes formas de amar. Os covardes açoites, ou as pequenas e incertas tentativas, representam apenas um mil avos de uma pálida sensação de liberdade. Falhara. O corpo, escravo, rompeu com as correntes. Se para além dos verbos quase extintos, não sei, por equanto, dizer. Mas sei que ele, hoje, é mais ágil. As tentativas cínicas, as impressões que ficaram cristalizadas, as possíveis insinuações que desenvolvem um sem par número de afirmações - todas, penso, prestes a cauterizar a vil e informe direção. Os minutos quase cegos, as insinuações quase delicadas, as provações ímpares que suprimem parte dos vagos e amargos momentos de felicidade. Um contínuo e potente alicerce de fuga, uma confusa e dormente justificativa, uma reforma mais do que terminal (presa, analiso!). Os últimos movimentos, ou as grandes certezas, definitivamente não reagem aos mais nobres amores. Prostramo-nos. Esta perfeição quase geométrica, estes aspectos que oxidam ao menor dos toques, estas páginas cruas que ousam construir um fundamento seguro. Não há melhores direções. Não há segredos exatos. Acima dos tristes diálogos, menina, algo maior (quiçá ácido) devora o poeta! (Adriano Guia Ferraro, 30, 10/11/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h18 AM
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Espetáculo 08/11/2005 04:28 Cada pedaço de sanidade, dividido entre a esperança e a firme loucura, vulgariza a doentia impressão que toca e submete o corpo aos mais íntimos relatos de febre. A vulnerável caminhada, as insinuações bárbaras, os contornos amargos que delicadamente podem ser sentidos. A invasão, comum, é furto, desejo incontrolável de fundir vida e morte - aspectos essencialmente humanos! Pensar na vida e na morte, digo. Os projetos, os sequazes mais ínitmos, a natureza propriamente crua - presa a um sem par número de infrações (áridas, confesso!). O grito, as redes simétricas, os pequenos momentos de instabilidade que ousam, no todo ou em parte, garantir a pequena e ineficaz urgência - tão viva, lúcida... incomum. Às vezes, as vitrines secas, comumente erigidas, produzem um pequeno, mas rijo, minuto de instabilidade. O rito, as pequenas direções, os alicerces que voluntariamente ousam caminhar. As inexatas feridas, filhas da angústia e do tolo desespero, começam a produzir uma série de sinais - quase sempre ignorados! A pretensa justificativa, os abióticos e degradantes momentos, a poesia que exacerbadamente diz e ousa expressar um pequeno mas brutal pacto (quiçá somente hoje!). Os segredos não são parte ou todo. Simplesmente estão no mundo. As mudanças de humor, as caminhadas sempre belas, os olhos gulosos, as mãos trêmulas... os sentidos que se perdem. E agora? Os poetas podem seguir? As imagens mais vivas, os impossíveis diálogos - existenciais, penso -, as concretas estruturas que verbalizam um mil avos desta latente e possível fantasia. Somos mais fortes. Somos de titânio - material deveras rijo! As pálidas preces, as caminhadas mais suspeitas, os laços que tocam a delicada e incerta poesia. Sobre os lençóis, parte de um desejo ficou; sobre as preces diurnas, algemas que vulneram e conduzem, e sintetizam as cínicas e impensáveis ações! (Adriano Guia Ferraro, 30, 08/11/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h30 AM
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Cárceres 05/11/2005 04:44 Apenas um complexo minuto de incerteza. As reações, parcialmente verbais, caminham e seduzem, e entorpecem os cínicos e despreparados vínculos - estes, presos aos mais inocentes delírios, mostram-se submissos! Contrários movimentos, etéreos versos, nefáveis projeções que suportam parte de um vil e díspar resultado. Estes contusos diálogos, impróprios porque não existe tentativa de fuga, parecem recuar - quiçá por medo (elementar e, por vezes, imediato!). As mais inocentes paixões, os projetos mais insensíveis, as palavras que suprem as ásperas e indecentes mutações - como se precisasse, em algum momento, cauterizar as ímpares e imperfeitas justificativas (potentes - assim como o obtuso medo!). Sínteses mais próximas, criações quase delicadas, concretos espasmos que vulneram e verbalizam, e invadem os mais etéreos minutos de saudade. A crueza definitivamente firme, os ímpares contornos, as maneiras de expressar as nuas e imperfeitas situações (sempre prováveis!). Nossas palavras, presas a um sem par número de embustes, comemoram certas mudanças. Nossas palavras, pequenas e ao mesmo tempo eficazes, argumentam que se faz necessário criar parte deste abismo - devorador de meninos! Os ardilosos projetos de fé, as caminhadas mais inseguras, as dispersas pesquisas que deixam o corpo preso aos mais intensos minutos de fúria. Quisera, bem sei, um mil avos desta resposta há muito querida. Quisera as sensações, as platéias mais raras, os sinuosos e eficazes prólogos. Não mais do que um simples e intenso acordo. Dormir sobre os ombros teus, dialogar com os lábios mais sensíveis, suprir certas carências, caminhar com delicadeza, anunciar um vivo discurso, projetar - pelo menos em tese - as adversas mudanças que o humor, raro, ousou construir. Estas palavras parecem perder o sentido mais específico. Estas palavras parecem recuar. Restam conquistas, paradoxos e enfermas manchas. Contudo, prefiro o amor (vínculo mais do que exato!). (Adriano Guia Ferraro, 30, 05/11/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h45 AM
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Problemas e soluções 04/11/2005 08:47 Pálidas impressões, confusos relatos, dias e mudanças melhores. Os pequenos segredos, divididos entre a esperança e o vivo estertor, manifestam indiferença. O corpo, seco; as rosas, murchas; os hinos... esgotados. Não há execução mais perfeita. A síntese, próxima, exerce larga influência. Os modelos, as justificativas, as imagens e os amores que se perdem - em nome, observo, de um sem par número de estratégias (filhas da incerteza - mas sólida do que o aço!). Os golpes nus, os secos projetos, as sintéticas ações que caminham com certa desigualdade. O riso delicado que toca os lábios mais simétricos, as notícias mais válidas, os minutos que podem ser decorados com o vivo azul - sempre mais brando! A inexatidão quase amara, os reflexos quase sem sentido, as paixões - humanas - que governam certas e díspares providências. O seco embuste, preso, resolve desenvolver um mil avos do vivo amor. Padeceu. Suas manifestações, definitivamente tolas, caminham e invadem, e determinam, e justificam, e obedecem aos mais íntegros gestos. Contudo, algo pára. Os ensaios, as pesquisas, os dizeres. Tudo gera insegurança - como se eu, menino/poeta, não pudesse (ao menos uma vez) consumir parte desta misantropia e jogá-la bem longe (para além da própria previsibilidade!). Seguem os gestos, as caminhadas mais secas, os voluntários intrusos que sintetizam um pequeno - mas convincente - minuto de certeza. Às vezes, quando os sensíveis sinais buscam melhores resultados, parte desta síntese - nua - percorre e resolve, com parcialidade, descrever o quão imperfeito foi o amor - este vínculo que une e, não raro, separa. Que fazer? Prostrar-se? A imprevisível sombra, os delicados instrumentos, as pavorosas ações que golpeiam o corpo em visível declínio. Tornei-me dependente - filho da angústia, observo. Agora resta sobreviver aos notórios e tísicos jogos! (Adriano Guia Ferraro, 30, 04/11/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h54 PM
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Flagelo 03/11/2005 04:30 Repousa, poeta. Os passos amaros suficientes não são para selar os lábios - inda em viva e decadente mudança. As estruturas, os rompimentos, as sínteses melhores - presas, confusas, nuas, parciais... definitivas (por enquanto!). Os lúcidos olhos ousam monologar com as sínteses mais firmes. Os vivos temores, delicados por natureza, inda exercem, bem sei, parciais influências - elas, presas à informe justificativa, sempre presentes. É confusa esta estrutural armadilha. É amara, posso definir. Os comandos mais próprios, ou as delicadas expressões, contornam - a bem da verdade - os vivos e inferiores minutos de sanidade. As prévias palavras, os estertores acidentais, as comuns páginas que ocultam certos e imediatos resultados. É preciso calma. Os olhares, perdidos, inda sofrem com os impiedosos ataques; as mudanças, cálidas, inda presenciam um certo embuste; os prefácios, distintos, são quase suicidas. Este processo não pode influenciar os amargos e terminais pactos. Estes potentes risos, filhos de um sem par número de projetos, não podem consumir a estrutura elementar. Perdera-me, confesso. Os movimentos, extraordinários, tocam e cauterizam - no todo ou em parte - as imperfeitas e díspares situações. É próprio este joguete? É própria a fuga amara? Deixe-me aqui. As ásperas inseguranças, os alicerces quase intocáveis, as manifestações de fúria que consagram, bem sei, os pérfidos minutos de angústia. Somos intrusos, menores, impotentes, delicados, insensíveis (por vezes), cínicos, vulgares... imaturos. Estas afirmações, quase sempre amorais, destroem o que de belo existe. A impressão nua ou os nomes mais firmes que controlam parte de um intenso minuto de aspereza... Foi preciso, aos dias quase cegos, argumentar: sobre o dorso nu, algo inda tenta respirar. Não sabemos o porquê. Mas resiste. Falamos, de fato, da vida! (Adriano Guia Ferraro, 30, 03/11/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h32 AM
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Em prantos 02/11/2005 05:15 Gopeia a face e destrua parte deste significativo momento de incerteza. Cauterize os resíduos e liberte um terço dos vivos temores que a todos... Estes simétricos passos, ora lúcidos, desenvolvem um pequeno e habilidoso limite de fúria. As impressões mais secas, os modestos e sinuosos mistérios, as caminhadas - quase ortodoxas! É noite. O tempo, áspero, reduz o corpo à ingênua medida. Os laços, irreais por natureza, vulgarizam o outro terço (preso na antiga concepção que ousou destruir um pequeno, mas rijo, minuto de urgência). Saem os movimentos, as criações ortodoxas, os resíduos mais informes - talvez dispersos nas mais ásperas mudanças que o corpo, projeto sem forma, ousou definir. Apenas as simétricas mudanças, os insones temores, as ações visivelmente ígneas. Os embustes, precisamente delicados, protestam. Se existe sombra, joguete, manifestação de angústia, nada posso dizer - porquanto o menino, inda em cínica agonia, clama por um sem par número de respostas. Estamos dispersos? Necessitamos do afago para cauterizar a incerta e vil poesia? Basta. O momento, preso à ingrata fragilidade, permite-se recuar - quiçá para não desenvolver alguma patologia. Estes recursos, limitados por excelência, ousam fabricar parte de um poema. Funde-se a outro pronto. O resultado, que aos olhos humanos não agrada, parece sensibilizar as sinuosas fronteiras - sempre firmes (como se nuca tivessem sentido o prelúdio de qualquer movimento tolo!). Restam os argumentos que pela sala estão dissipados. Restaram projetos de palavras. Duas vogais, duas consoantes. Que posso, enquanto poeta, desenvolver sem observar as mais simétricas formações? Que posso, enquanto homem, compreender se os olhos - inda míopes - precisam das mais vivas justificativas? Em verdade, é possível formar um vínculo que leva ao terço final. Amor - resultado tão esperado! (Adriano Guia Ferraro, 30, 02/11/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h17 PM
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Hipóteses 01/11/2005 06:54 Propor perguntas, desenvolver um sólido minuto de sanidade, compreender os tórridos e intensos caminhos. A aspereza mais nua, os encontros mais simétricos, os visíveis nomes que enfrentam parte de um rijo e decadente minuto de crueza. As peças mais informes, os conteúdos menos favoráveis, as hipérboles que resumem certos e decadentes projetos de fé. A urgente necessidade de amar, os relativos impulsos, as certezas que brindam a um novo delírio - firme, complexo... informe. As mudanças mais expressivas, as caminhadas menos delicadas, as proporções quase secas que tocam e vulneram, e desenvolvem um sem par número de situações - próprias de quem, dividido entre a esperança e a loucura, submete-se a um sem par número de conclusões (precisamente inválidas!). Os depoimentos mais secos, as complexas ligações que nectarizam os tolos amores, as sensíveis direções - sempre imprecisas! Quisera golpear a tez visivelmente nua. Quisera a forma mais bela - porém, deveras complicada. Os ritos que suprem as mudanças tardias, as nefáveis situações de fé, os contornos quase secos - definitivos, penso. Estes longínquos embustes, firmes e depravados, deformam as mais diversas carências - fruto, quiçá, da insustentável e delicada mudança (frágil, observo!). Conversas, monólogos estruturados, elos e injustificadas respostas que tocam os ásperos critérios. Pequenos alicerces, críticas considerações, projetos e peças, e fáceis caminhadas - míopes, de fato! Os imprecisos movimentos, as díspares propostas, os nomes e as frias considerações que contornam as inexpressivas manifestações de fúria - hoje, nua menina, saudável! Passos lúcidos, confusos elos, gritos e nefastos resumos - específicos, observo! Sobre a trêmula mudança, um pequeno modelo de conduta; sobre os frágeis arquétipos, uma tímida flor. Sejamos mais sensíveis para com as mudanças! (Adriano Guia Ferraro, 30, 01º/11/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 02h03 PM
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