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Escolhas 30/11/2005 05:11 As expressivas formas de amar talvez não sejam melhores - ou potentes, segundo entendo. As luzes mais fortes, os incríveis gestos, as palavras, secas, que cauterizam e vulneram parte deste sintético minuto de cólera. Vazio. Esta estreita ligação, estes poemas nus, estas complexas mudanças de humor que positivamente interferem nos tolos e hereditários sinais - filhos de um sem par número de conflitos! Às vezes, quando os tristes sinais ousam caminhar sobre as nuas e imprecisas formas, o corpo - preso - inda ousa resistir (como se possível fosse, a bem da verdade, reagir ao menor dos medos!). A farsa completa, os ambientes ímpares, as palavras e as estreitas ligações que consomem parte de um vivo e decadente prólogo. Mínimas formas, contornos obssessivos, elos e depoimentos, e instáveis vícios que tocam e projetam, e cauterizam, e monologam aos dias quase secos. Não vislumbro melhores tentativas. Não vislumbro projetos e sensações factíveis. Não vislumbro os poemas. Cada dia de fúria, cada síntese proibida, cada desejo morto que toca o solo e produz - aos dias mais íntimos - um mil avos de uma tentativa há muito querida. Estes alicerces delicados, estas sensações parcialmente nuas, estes estados de sanidade que consomem parte de um lúgubre minuto sem forma. À noite, quando os sólidos estertores tocam as sensíveis demonstrações de culpa, parte de mim desaparece. O corpo, agora preso, é - no todo ou em parte - refém de si mesmo; o corpo, febril, é instante e perda; o corpo, por fim, é momento de sanidade - ou de instabilidade (tão rara, observo!). Os nomes mais firmes, as noites mais belas, as sensações cruas que tocam os vínculos mais amaros, os delicados e etéreos projetos que anunciam um sem par número de medidas. A fuga insana, as fendas primitivas, os laços que cauterizam certos anseios. Preciso do amaro resíduo de fé! (Adriano Guia Ferraro, 30, 30/11/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h32 PM
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Conflitos 28/11/2005 08:46 Somos assim: homem e mulher à procura dos sentimentos mais vivos. Não foi preciso, penso, erigir as mais complexas mudanças ou os mais extraordinários discursos. Foi preciso apenas uma palavra - de extrema importância quando a ação poética, viva por dentro, não foi ouvida. Esquecemos, a bem da verdade, os mais intensos mistérios, as mais remotas tentativas, os sensíveis poemas - sempre vivos (por dentro e por fora!). É triste esta constatação. Triste porque não sabemos se houve um manifesto desejo de assumir, em determinado momento, esta posição - crua, informe, áspera e tola! É triste este esboço que causa certo arrepio - delicado, por sinal! É triste e ao mesmo tempo liberta - por mais paradoxal que seja! As angústias sem sentido, os finais quase secos, as extremas justificativas que beiram à insanidade - resultado nu e potente por excelência. A insensata ação, os motivos mais relevantes, os encontros e as festas noturnas que teimam em conduzir parte deste sandio minuto de certeza. A solidez habitual, as estratégias mais inseguras, os pequenos movimentos que os corpos - em êxtase - professam (talvez porque precisamos da nudez!). Dependemos, necessariamente, um do outro? Dependemos das áridas palavras para cauterizar os sonhos mais potentes? Creio que não, a bem dizer. Os impulsos amaros, as seguras tendências, os nefáveis critérios que ousam experimentar as sujas e distantes realidades - fundamentais para o aprimoramento do certo e do errado. Mas podemos errar ao definir o que é certo e o que é errado, observo. Voltamos à baila: fugiu o sujeito do amor. Fugiu porque não aceitou, no todo ou em parte, a viva chama que tocou - em determinado momento - as sensações mais próprias (ou manifestamente confusas!). Fugiu porque em algum instante ousei trilhar um futuro. E ele, mesmo assim, foi-me negado - porquanto os gritos mais belos não estavam preparados para amar! (Adriano Guia Ferraro, 30, 28/11/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h54 PM
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Ode ao amor 25/11/2005 07:16 Eu continuarei - independentemente do que houver! As estradas mais vivas, os ensaios mais potentes, a certeza de que o encontro - intenso - será revelado a partir do momento em que as preces, mais íntimas, tocarem parte deste estático presságio (vivo por dentro e por fora!). As condições de ferro, as hereditárias mudanças, os olhares que se curzam - na esperança de alcançar parte de um mesmo sinal (ele que aos poucos se apaga!). São sinais - e nada mais. Não podem alterar, em essência, as concretas palavras que inda continuarei a desenvolver - porquanto minhas cismas (rijas, confesso!), desenvolvem um mil avos de uma resistência há muito querida. Embrutecido, posso dizer. As laudas mais simples, os contornos mais etéreos, as mudanças que anunciam as condições mais ímpares (ou simplesmente as mais intensas!). Os movimentos que os corpos fazem, e que raramente pude sentir a sensação, são fontes de uma constante nada comum. Linhas, costumes íntimos, palavras e fronteiras que manifestam parte de um embuste quase seco - ou simplesmente crítico (assim como as pálidas e áridas formas de desprezo!). Contudo, este não sou eu. Sou menino - firme em objetivos que inda irei, com margem de sucesso, percorrer. A poesia não se esgota. O mesmo serve para a inspiração. A poesia mais viva, os instantes mais simétricos, a dúvida que percorre os mais elementares sistemas - ígneos, e-s-t-r-u-t-u-r-a-i-s. Contornos manifestamente firmes, elos quase simétricos, condições que ouso desenvolver - no intuito de consumir as palavras mais nobres. Esta dor, definitivamente patológica, avança. Destrói as arestas, mutila os poemas, cauteriza as estradas e não permite que algo maior sobreviva. Pára o tempo. Os movimentos, os estratagemas, as confusas subtrações... Um poema no chão. Resgatá-lo, penso, é preciso. Por isso, menina, digo: eu continuarei - independentemente do que houver! (Adriano Guia Ferraro, 30, 25/11/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 02h20 PM
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Ao tocar o corpo teu... seda 24/11/2005 05:58 Rompimento cínico, conversas estreitas, direções e digressões que formam parte deste cardíaco minuto sem expressão. Às vezes, quando os sonhos mais intensos tocam um mil avos desta incerta e decadente medida, o riso - sempre mais provável - dialoga (na tentativa, frágil, de erigir um pequeno momento de paz!). Os contornos mais expressivos, as linhas menos sensíveis, os gritos que anunciam a chegada de algo definitivamente sem forma. Trata-se da angústia - filha da incerteza e do vazio que preenche minh'alma. Os pontos inexatos, as tarefas mais sórdidas, os imediatos transtornos que cauterizam, bem sei, os gestos do poeta. Quisera parte desta insensata mudança. Quisera parte deste minuto solidário. Quisera o vínculo. Mas por algum motivo não pude, equanto menino, encontrá-lo. Às vezes, os passos mais sólidos são os mais inexpressivos; às vezes, nua ninfa, parte deste objetivo - sólido em essência - corre em busca de um sonho possível. Se inda se mostra informe, pouco importa. É meu - parte integrante de um sentimento maior. As confusas preces, os delicados movimentos, as hipérboles mais serenas que brindam aos caprichos da sóbria e cativante poesia. Apenas um gesto. Apenas o sorriso largo que encontra o sujeito do amor e traz - aos dias mais frios - alegria, contentamento, poesia. Brindar aos mais íntimos contornos, penso, suficiente não é para consumir a dor que sinto. Desenvolver muralhas, na tentativa insignificante de sedar a dor, passa a ser placebo; devorar os medos, tão engenhosamente construídos, revela impotência (ou mais precisamente fuga!). Estas sensações, possíveis, caminham lado a lado com o poeta. E se ousei demonstrá-las, observo, justificativa palusível existe. Preciso, a bem dizer, da crível e ímpar liberdade, dos passos mais serenos, dos gestos teus que invadem os gestos meus (tonando-se uno - quiçá indivisível!). Preciso do intenso e vivo afago! (Adriano Guia Ferraro, 30, 24/11/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 01h00 PM
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Amo assim: de verdade! 23/11/2005 12:30 As insones manifestações de sanidade, os críticos critérios crus, as sentenças sólidas - sempre presas à imutável verdade! Os paradoxos mais informes, as palavras mais secas, os nomes que visivelmente tocam as impressões mais vivas - próprias de quem ama. Os sólidos gritos, as condições primitivas, as potentes e irresponsáveis maneiras que conduzem parte deste sóbrio sinal de segurança. As mudanças fortes, os responsáveis momentos, as certezas que calam as mais ásperas farsas - filhas do incerto e insustentável projeto sem forma! Quisera um terço dos imutáveis contornos. Quisera esta febre terçã. Os nomes mais impróprios, as mãos mais secas, os temores que decifram um mil avos desta síntese parcialmente comum. Linhas inexpressivas, diálogos cínicos, paradoxos amaros que projetam um pequeno - mas firme - minuto de esperança. As contrações que não ouso decifrar, as justificativas mais firmes, os pontos em comum que suprem parte desta síntese parcialmente morta. O amor que aos poucos doma o poeta suficiente não é para convencê-la de que o sinto é, em si, verdadeiro? Que fazer, então? Fabricar sinais, momentos ou mesmo trechos de um complexo resultado tão somente para erigir o mais hábil dos discursos? Amo-a - simples assim! E é algo tão verdadeiro que os passos, agora mais firmes, sentem-se confortáveis para dividir os mais sensíveis segredos. As posições, os delírios poéticos (todos, tenha certeza, verdadeiros!), as vivas e inquietantes mudanças de postura. Um homem novo. Melhor preparado para lidar com as diferentes e vivas transformações. Um homem sensível. Agrada? Até que ponto? Duvidar manifesta, bem sei, incerteza, confusão... Confiança. Palavra-tudo. Toque e compreenda, a bem da verdade, que os ritos meus - íntimos - pedem melhores momentos. Não vejo absurdo traduzir em palavras algo tão belo. Toque e sinta, por fim, os manifestos deste delicado amor! (Adriano Guia Ferraro, 30, 23/11/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 07h35 PM
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Conforto? 22/11/2005 12:17 Os poemas sem forma, as estruturas quase cegas, os minutos que tocam covardemente as estradas mais tísicas. Os contornos inesperados, os resumos imperfeitos, as condições de titânio que delicadamente podem ser sentidas - mesmo que de forma bastante embrionária! Os estreitos minutos sem forma, as épocas quase distantes, os distúrbios que formam um vil e delicado projeto sem expressão (confuso, amaro, sem direção!). Estas notícias, parcialmente destruídas, jogam com os desejos mais firmes - ou com as regras mais heterodoxas! As lúcidas manhãs, os informes movimentos, as nuas fronteiras que cercam os lábios mais vivos - talvez erigidos de uma maneira intensa, delicada... única! Este estertor sem forma, estas hipérboles quase sem definição... As lúcidas e simétricas peças, os ambientes quase delicados, as estratégias que convencem parte de um amaro minuto de sanidade. Os reflexos mais rápidos, os gestos mais sincronizados, as expressões que não podem acompanhar a previsibilidade das palavras - porquanto a intimidade, agora mais forte, ousou - a bem dizer - construir um vínculo vivo (próprio de quem ama!). Os intrusos movimentos, as necessidades mais ácidas, os contornos evidentemente mais potentes. Quisera a nua e decadente expressão. Quisera os fantasmas mais ilustres. Quisera um mil avos de um momento cínico - quiçá para romper com as estruturas há muito erigidas! Minhas manchas acompanham os resultados. São falhos - construídos inadvertidamente (ao som dos mais ásperos comandos!). Um vício, uma síntese, um mil avos de um crítico projeto que ofende a expressiva e delicada mudança de humor. Os nomes que se cruzam, os ambientes que se renovam, as estradas - confusas - que delicadamente projetam as imagens sem par. A fronte que pesa, os gemidos que encontro, as futuras mudanças. Encontrara, também, parte deste ímpar e mavioso resíduo! (Adriano Guia Ferraro, 30, 22/11/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 07h19 PM
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Gatilho 20/11/2005 05:55 As páginas secas, os tormentos mais firmes, as estáticas hipérboles que covardemente traduzem um terço deste simétrico projeto-poema. As ruas mais firmes, os confusos espasmos, as serenas mudanças, as associações covardes, os delíros intrusos, as palavras (sempre secas!). A bem dizer, passei a desenvolver um pequeno minuto de incerteza - quiçá para consagrar parte deste vil e insólito minuto de liberdade. As estradas, hoje mais delicadas, tocam o solo mais frágil, os poemas mais incrédulos, as páginas mais ásperas - como se houvesse, no todo ou em parte, um gesto capaz de traduzir este insano momento de crueza! Perco-me, se posso assim considerar. Os detalhes mais específicos, ou as crises mais infrutíferas, divididos entre a esperança e o tênue verbo, suficientes não são para domar este espírito rebelde (filho, talvez, de um pequeno relato de febre!). Estas histórias, estes desejos quase cegos, estas sombras que tocam os passos mais íntimos - como se a noite, intrusa, fosse mais firme do que o delicado instante de angústia! Apenas um riso que aos poucos ousa construir um pedaço com segurança. Apenas uma forma de amar - diferente, complexa... definitivamente mais sensível! Os nomes confusos, as exatas dimensões, os poemas que tocam os alicerces mais ímpares. Talvez fosse possível erigir um vivo desfecho - diferente, sólido... potente! As estradas, os nomes imperfeitos, as contusas armas que tocam a matéria crua. Os braços, vivos, respondem ao menor dos sinais; as estéticas deformações, tolas, inda consagram parte de um físico acordo; os paradoxos, vivos, inda contornam as díspares e cínicas mudanças. Que sentido posso dar ao poema de hoje? Que sentido posso dar aos amaros minutos? A farsa voluntária, os pecados mais violentos, as estreitas mensagens que absorvem parte de um segredo há muito guardado. Estas são as condições imperfeitas. Estes são os fáceis prólogos que um dia ousaram construir parte deste hereditário tormento! (Adriano Guia Ferraro, 30, 20/11/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h57 PM
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Abismos 19/11/2005 03:15 As expressões que colorem as pegadas mais sujas, os sinos amaros que dobram em nome da vil angústia, as ruas... Os paradoxais estertores, as sínteses mais imperfeitas, os gritos de liberdade que somem ao menor dos gestos. Quisera, bem sei, desenvolver um mil avos desta tentativa de fúria; quisera, bem sei, cauterizar o riso e a pálida e informe noite. Os pequenos gemidos, as imateriais sensações, os momentos de dor que caminham com dificuldade extrema - à procura dos tristes e insensíveis projetos de fuga! Nossas palavras, amargas, perdem os mais íntimos significados; nossos beijos, ígneos, prostram-se à luz dos mais vivos discursos; nossas urgentes farsas, de titânio, influenciam negativamente no rosto e na delicada palavra (suja, confesso). Os embustes primários não são feitos do material mais rijo, as pálidas mudanças não são maiores do que os cínicos prólogos de sanidade, nossos ensaios, ortodoxos, encontram os mais ásperos indícios de corrupção. Estas palavras insuficientes, estes laços verdadeiros, estas condições primitivas que tocam os mais delicados momentos. É noite. Sobre o peito, nua menina, um frágil instante de felicidade. É noite. Sobre as mãos, os gestos que ousaram ocultar parte de um desespero há muito sandio. É noite - e nada mais! Os estados imprecisos, as horizontais expressões, os lúgubres paradoxos que observam parte de um cínico e inválido desfecho sem forma. As criações insignificantes, os movimentos mais bruscos, as delicadas transformações que suprem certas tentativas - como se dependesse dos tísicos e ásperos critérios. Estes pontos incomuns, as cálidas e urgentes palavras, os sonhos mais belos que comprometem as estruturas mais firmes. Quisera compreender as terminais maneiras de encarar a realidade. Quisera o esboço deste silêncio potente - fruto, entendo, dos mais problemáticos gritos. Perco-me - e nada mais! (Adriano Guia Ferraro, 30, 19/11/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h16 AM
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Derrocada 18/11/2005 03:40 A insana procura, os depoimentos mais vivos, os limites e as físicas mudanças que tocam e desenvolvem um amaro e delicado projeto-poema. As estruturas mais secas, os nomes mais firmes, as hipérboles e os tísicos tormentos que anunciam um sem par número de mudanças - compostas, bem sei, por um cínico e delicado momento de angústia. As estradas sinuosas, os contornos estéreis, as correntes que tocam e cauterizam as hipócritas sensações - divididas, confesso, entre a sanidade e o vil embuste! É tarde. As criações mais firmes, os insones momentos de dor, as curiosas provações que tocam e caminham - como se pudéssemos, aos dias mais íntimos, sobreviver aos ásperos golpes. A poesia nua, os ambientes secos, as complexas redes que percorrem os sintéticos e delicados temores. Estes versos, descritos de maneira amarga, conduzem as firmes e delicadas farsas ao encontro dos mais íntimos minutos de prosa. Nada além de expressões sem valor. Nada além de mordaças que tocam - de modo cru - os cetrinos lábios. As conversas pálidas, os encontros ortodoxos, as simétricas projeções que anunciam um débil e díspar tormento. Os vícios inconstantes, as profecias incertas, as inócuas formas de amar que subtraem parte deste químico projeto de certeza - ela... sempre contestável! Os impulsos primitivos, as sínteses mais árduas, as hercúleas provações que desenvolvem um mil avos de um amor há muito perdido. Os corações mais frágeis, os conteúdos mais específicos, as direções que consagram a vitória antes mesmo de esperar o resultado mais certo. Devo compreender estas estradas nuas? Devo superar parte deste individual esboço? Devo, por fim, consumir um terço dos confusos minutos? Esta febre terçã, estes alicerces decadentes, estas respostas que tocam os mais nobres compromissos. Ergo-me. E sobre os pés, menina sem vida, algo inconstante que ousei fabricar! (Adriano Guia Ferraro, 30, 18/11/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h41 AM
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... e as impressões que tocam as possíveis imagens... jazem. Os passos obtusos, as manhãs nuas, os ombros cada vez mais próximos um do outro (na tentativa, crua, de desenvolver um sem par número de associações - todas, confesso, divididas entre o amor e delicado projeto sem forma!). As medidas tolas, os aspectos mais íntimos, as carícias que beiram à insana mudança - talvez porque saibamos, no todo ou em parte, caminhar ao lado das tristes e sinceras provações! O corpo primitivo ousou recriar parte de um sólido minuto de angústia. O corpo, seco, ousou deformar as críticas e cínicas expressões. O corpo, semi-projeto - e nada mais! As possíveis estratégias, os nefáveis ambientes, as cítricas conquistas que monologam com os mais tolos. A complexa relação, os amaros minutos, as firmes e intrusas caminhadas - próximas da insone e fácil mudança! As ásperas sensações, os comuns minutos de instabilidade, as paredes que anunciam um vago e firme encontro. É noite. Desenvolver as cálidas e importantes demonstrações talvez seja prudente. Desenvolver os gestos, hoje mais firmes, é tarefa áspera. O vínculo que fica, as inexatas condições, os primitivos e lúcidos, e vagos, e informes, e prováveis desejos que tocam as mesmas e imprudentes razões. O amor que aos poucos grita, as palavras que secam ao menor dos toques, a primitiva passagem embrutecida, os anseios que intimidam o poeta, as ruas e as esquinas mais belas. Tudo e nada, confesso. Tudo e um pouco mais - como se possível fosse! A restrita projeção, os ambientes tímidos, as luzes que tocam as retinas, os instintos (provavelmente adormecidos!). Somos nós, apenas. Podemos ser, agora, o que quisermos. Monarcas, desconhecidos, mutantes, paradoxos que - via de regra - encontram os mais ásperos significados. E quando os gestos se cruzam, nua ninfa, restam os instantes que não findam! (Adriano Guia Ferraro, 30, 17/11/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 04h33 PM
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