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Sonhos 07/12/2005 04:27 Não sei se os olhos amaros podem desenvolver um vivo e intenso minuto de certeza. Apenas sei que as obras mais rijas, definitivamente melhores, caminham lado a lado com as angústias e com os pesares - sempre favoráveis ao desenvolvimento do suicídio. As esperanças, as linhas simétricas, as caminhadas sempre belas. Os olhares mais intrusos, as secas mudanças, as inexatas formas de amar que anunciam que é preciso cauterizar as chagas sujas e proporcionar certo conforto - mesmo para quem, inda em tênue desenvolvimento, constrói esta fixa e delicada poesia. Os embustes presumidos, as sirenes mais secas, os alicerces intensos que diferem dos mesmos projetos de fúria. Aparentemente sem nexo, posso esclarecer. Aparentemente vazia - assim como a dor que consagra a beleza e exterioriza as palavras mais vivas. Aparentemente díspar, confesso. Os encontros possessivos, as narrativas nada extraordinárias, os momentos que consomem e ludibriam as fantasias quase intensas... quase ígneas. Não posso, a bem da verdade, medir a força do amor. Não posso, de fato, construir seguros alicerces e demonstrar paciência quando do inédito beijo. Não posso sugerir mudança - porquanto minhas formas, inda em desenvolvimento (precoce, observo), passam a responder pelos mais ásperos minutos de cólera. A sensação da queda não é agradável aos olhos humanos. A sensação da queda - não o resultado! As impressões que pouco a pouco inteferem nos desfechos, as projeções mais firmes que dependem dos gemidos mais sólidos, as secretas fantasias - de titânio - que alimentam certos delírios. A insuficiente nostalgia, os comandos mais depressivos, as irreais palavras que tocam o cerne das intensas e nefáveis, e comuns manhãs, não podem - a bem da verdade - sintetizar este lúdico presságio. As fáceis tentativas, os compromissos intensos, as relações - amorais - que respondem aos mais serenos minutos de febre. Tudo isto e um pouco mais. À noite, menina nua, parte deste desejo jaz! (Adriano Guia Ferraro, 30, 07/12/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h30 AM
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Estradas 06/12/2005 05:19 Pontos intensos, ruas estreitas, muralhas complexas que anunciam um pequeno e delicado minuto de liberdade. As expressivas mudanças, os insones nomes que açoitam certos contornos, as palavras - secas, nuas, delicadas, prováveis... estáticas! Quisera, a bem dizer, um relato mais firme - ou simplesmente um vínculo mais nobre (capaz de cauterizar um mil avos deste inexato prelúdio!). As formas informes, os controles amaros, as específicas direções que vulgarizam os fáceis e imprecisos desvios - sempre ortodoxos! As ruas enfermas, as palavras secas, os critérios mais firmes que voluntariamente tocam as urgentes e específicas mudanças. À noite, quando os trechos mais firmes vulgarizam certas e inexatas condições, o corpo - febril - é relato, forma, projeto amaro. Os encontros mais perfeitos, as provações menos seguras, as intensas e mordazes sensações que anunciam a viva e pálida forma de amar. Os contrastes, as renúncias, os insensíveis desejos que pairam sobre as caminhadas menos turvas. Quisera, bem sei, verificar as estreitas e irreais algemas. Quisera, também, o vínculo mais tolo - próprio de quem ousou considerar parte desta cínica e imprecisa ruína. À noite, concretas expressões ousam caminhar sobre as estradas mais secundárias; à noite, quando os sonhos mais perfeitos tocam as impossíveis mudanças de humor, o corpo - sensato - ousa desenvolver um pequeno e imoral desfecho. Estes são os obtusos movimentos que interferem nas mais ásperas condições? Apenas um verso seco - descendente de um lúcido e tênue estertor! As vitrines mais secas, as palavras menos intensas, as justas provações (desafiadoras, observo!). Sobre os possíveis trechos de fúria, uma visão mais doce - própria de quem ama. Sobre as estreitas janelas, um vínculo mais exato - intenso, mordaz, relativo, delicado, estático... nu. Quisera, definitivamente, os gestos teus! (Adriano Guia Ferraro, 30, 06/12/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h21 PM
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Apoio 05/12/2005 06:00 Pontos nus, estradas covardes, sensações curiosas que tocam e vulgarizam as estruturas mais ásperas. O grito amaro, as provações sem forma, os herdeiros vulneráveis que consolam um mil avos deste incerto momento de loucura. Às vezes, cínico menino, parte deste sintético acordo parece cauterizar um falível e delicado momento de angústia. Às vezes, crítico poeta, as estáticas mudanças de humor ousam - no todo ou em parte - monologar de um modo evidentemente ígneo. Restaram justificativas - mais sensatas para traduzir um pequeno e inseguro momento de lucidez. As potentes muralhas, as estradas pérfidas, os minutos ásperos, as quedas previstas, os choques amaros, os distúrbios significativos, as armas brancas (compreensivas, observo!). Estas conversas, únicas, partem para algum lugar. Os gritos, as ameaças, os horrores mais firmes que afirmam ser necessário desenvolver um pequeno e possível diálogo - sempre tênue! As vitrines mais fracas, as possíveis intimidades, os olhares sempre perversos que ousam mutilar um fácil discurso - filho da incerteza e do delicado presságio! Encontros, muralhas, palavras, sensações, poemas, criações, estradas, contornos, gestos, pálidas notícias, incertos prólogos... cítricas ações. À noite, quando os estáticos momentos teimam em considerar os vivos e insones relatos, parte de mim - sóbria - exerce profunda influência sobre a tola e nefável expectativa. Os gestos amaros, complexos, inda ousam construir parte deste delicado e inseguro prelúdio. Os gestos, de tão rijos, romperam com ácidos e terminais gemidos. As caminhadas mais próprias, as insuficientes missões, os temores específicos - quase delicados, observo! Não sou, vê lá, sedutor. Também não sou míope - incapaz de enxergar os mais belos movimentos. Sou menino - filho dos gestos e das confusas tentativas. A bem da verdade, perdera parte deste inevitável riso! (Adriano Guia Ferraro, 30, 05/12/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 01h13 PM
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Confrontos 04/12/2005 06:10 Resíduos amaros, sentenças nuas, condições primitivas que tecem um sem par número de justificativas - todas, confesso, presas (definitivamente escravas!). Os paradoxos mais íntimos, as sandias mudanças de humor, as específicas ações que monologam de maneira nada serena. Os possíveis e inefáveis acordos, as degradantes tentativas, as complexas estruturas que afirmam caminhar de maneira parcial. Sobre os tormentos mais incertos, as justificativas mais firmes; sobre os inseguros tormentos, as expressivas condições de titânio. Os nomes mais secos, as informes palavras, os delicados e vulgares instrumentos que teimam em decifrar parte deste estático minuto de certeza. As possessivas muralhas, os acordos mais irreais, os desvios que açoitam parte deste complexo temor sem forma. Páginas em branco, conflitos imorais, pequenas ações - sempre próximas do verborrágico sinal. As intrusas passagens, os imprudentes contornos, as certezas que assolam os informes prelúdios - definitivamente destrutivos! Estes contornos, provavelmente desconexos, vulgarizam as ações mais concretas; estes desvios, filhos de um sem par número de expectativas, repousam (com se possível fosse demonstrar o medo aos mais insuficientes delírios!). À noite, quando os insanos verbos tocam as injustificáveis manifestações de fé, o corpo - prisioneiro - sente a imprecisa força cauterizar os relatos inda em prudente formação; à noite, quando os omissos critérios tocam as delicadas e amorais tentativas, parte de mim - reduzida a um mil avos - jaz. São as estradas mais confusas que vulgarizam os incertos delírios, são as distantes poesias que deformam os inseguros pontos, são os previsíveis paradoxos que assolam os mais ásperos resultados. A bem dizer da verdade, sinuosa ninfa, este etéreo desfecho, filho de um sem par número de ações, ousou consumir parte deste específico e torpe discurso! (Adriano Guia Ferraro, 30, 04/12/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 01h27 PM
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Confuso 03/12/2005 10:56 Intruso nu, cálida impressão, justificativa nua que consome parte deste hereditário minuto de sanidade. As impressões sem par, as potentes mudanças, as mordaças quase cegas que ultrapassam parte deste cínico e imperial movimento. As discussões autoritárias, as promessas amaras, os nomes quase extintos que repousam sobre as tênues e delicadas ruínas. Os encontros pálidos, as imprecisas vestes, as sensações quase tolas que tocam e vulneram um mil avos deste crítico prelúdio de fé. Repousam sobre o corpo as estruturas há muito perdidas. Repousam sobre o peito as impressões quase secas. Repousa e tece, e envolve, e cauteriza, e ousa - a bem da verdade - extirpar os ritos mais firmes. Não vejo melhores diálogos. Não vejo melhores dias. Não vejo as formas e os tolos instrumentos cortarem a carne - cada vez mais rija! Os ásperos instrumentos, as pequenas direções, os olhares mais preparados - sóbrios e ao mesmo tempo informes. Quisera tocar as estáticas estruturas. Quisera o afago mais próprio, quisera as insólitas e díspares formas de amar. Tão vazias, tísicas... inseguras. Os mais tolos argumentos não podem consumir os mais intensos relatos. Os mais significativos projetos não podem contornar os poemas mais sujos. Os versos, agora mais inocentes, não podem experimentar o novo argumento. São feitos, confesso, de um material pouco resistente. As estradas mais secas, os poemas mais intensos, os olhares de titânio que provavelmente cauterizam as sólidas e indecentes projeções de fé - sempre cínicas, observo. Os pontos voluntários, as nuas formações, os inquietantes desejos que deformam os pálidos e intrusos minutos. Sobre as terminais e urgentes demonstrações, um gesto, uma força sem par, um discurso que se perde. Cada prólogo, evidentemente mais rijo, desafia a vida em algum momento. Cada justificativa, de ferro, é apenas o símbolo de que algo não deu certo! (Adriano Guia Ferraro, 30, 03/12/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 05h58 PM
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Insensibilidade 02/12/2005 03:34 Estes risos sandios que tocam os vivos sinais de lucidez suficientes não são para selar as tolas e delicadas fantasias. Os meses amaros, as complexas direções, os nomes mais incomuns que cauterizam as possíveis e inevitáveis mudanças - elas, observo, sempre vivas! Os caminhos mais ásperos, os sinais evidentemente secos, as terríveis e delicadas promessas que monologam ao menor sinal de fúria - devoradora, confesso! Estes signos lingüísticos, estas palavras sóbrias, estes terminais movimentos que delicadamente ousam tocar as estruturas mais dóceis - à procura dos instáveis e insuficientes minutos de culpa! Longe de consumir parte deste singular projeto, um mil avos desta fácl impressão parece ganhar vida. A solução menos comum, os olhares mais irresponsáveis, as justificativas mais tênues que ousam compreender as estáticas e obtusas sensações. É chegada a hora? Os passos libertos de preconceitos, as novas passagens sem forma, os íntimos contornos que instrumentalizam parte deste vulgar projeto primitivo. As contusas necessidades, os inúmeros e delicados arcabouços, as sinuosas fantasias que reinam absolutas - à procura, bem sei, dos tristes e inevitáveis testemunhos (irreais, por vezes!). Os mais ásperos depoimentos não tocam os mais tísicos projetos de fé. Os mais ígneos delírios não tocam as sensações mais reais. Os mais críticos depoimentos não representam seis mil avos do problema. E agora, menino? As condições, parcialmente hereditárias, podem demonstrar - com relativa segurança - que sinais existem? Ao final das cardíacas sensações, um impulso parece conduzir a abiose a níveis nunca experimentados. Morrer, tocar as justificativas mais vivas, encontrar os sonhos mais belos. Tudo isto se mistura à insana procura. Tudo isto, por fim, revela um falso entusiasmo - filho, é evidente, do simétrico e volúvel desolo sem forma! (Adriano Guia Ferraro, 30, 02/12/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h54 AM
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Retorno 01/12/2005 05:15 Estados incomuns, reais conseqüências, projetos futuros que monologam da forma mais convencional. A superfície nua, os contornos escravos, as lúcidas palavras que tocam e vulneram, e decidem caminhar sobre os mais ásperos minutos de fúria. Que posso, enquanto menino, enxergar? A viva transformação, os poemas-minuto, as estruturas cegas que tocam e vulneram, e compreendem os mais delicados prólogos em vida? Estas sensações, amaras, são o resultado da natural renúncia. O amor, sentimento nu, tornou-se pétreo. E os rompantes mais firmes são forma, conteúdo e mistificação - ela que devora e surpreende as tísicas e comuns formas de amar. Vou-me embora. Quaisquer afagos, ou tentativas, suficientes não são para tocar o poeta e deixá-lo livre. Quaisquer sensações, cruas, avaliam parte de um estado de espírito que aos poucos se liberta. E agora, menino? Que fazer? As preces mais secas, os testemunhos mais ímpares, as caminhadas menos seguras, os reflexos mais internos, as lições menos próprias, as complexas mudanças, os testemunhos sem forma, o riso - escravo e ao mesmo tempo ígneo! Estes critérios, sórdidos, não podem domar o nu e hereditário caminho. Estes critérios, críticos, não podem consumir parte do vil e estático desejo sem forma. Esta poesia delicada, estes argumentos insensíveis, estas palavras quase imprecisas - porquanto ousei, de maneira primitiva, cauterizar a sensibilidade há muito querida! E agora? Que fazer? Zombar das figuras de linguagem e caminhar sobre os ácidos testemunhos? Cercar as urgentes demonstrações de afeto e recriar certos estratagemas? A condição, de titânio, é forma, conteúdo, prece, certeza... instabilidade. Os projetos sem forma, as capazes mudanças de humor, as linhas mais cínicas - hereditárias, confesso. A bem da verdade, sinuosa mulher, os passos teus - íntimos - são a expressão de que sempre precisei! (Adriano Guia Ferraro, 30, 01º/12/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h20 PM
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