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Cubículo 31/12/2005 05:46 Estes contornos quase bélicos, estas estradas há muito enfermas, estes delírios que cobrem parte do vivo e intenso estupor. As análises quase irreais, as promessas quase delicadas, os impulsos que desenvolvem um sem par número de expressões - elas, de tão intensas, projetam (no outro) pálidos e indefesos critérios de sanidade. A impressão que ficou, os limites que não foram atingidos, as palavras secas que descrevem parte de um sonho obtuso - ou simplesmente ilógico o suficiente para demonstrar que as razões sem razão não podem tudo prever. Quisera os afagos mais íntimos, os verbos mais sólidos, os movimentos mais ígneos - fruto do contraste tão ímpar que os passos mais delicados, ou simplesmente irreais, ousaram erigir (aos dias quase cegos) respostas e desejos ímpares (ou específicos, como às vezes observo!). Linhas mestras, alicerces intensos, problemas que desenvolvem um pequeno e hereditário sinal de instabilidade. Estas são as palavras que demonstram o quão viva é a justificativa dos tolos. Estas são as palavras que ousam construir certos e potentes relatos de fé. Definitivamente não enxergo desta maneira. Definitivamente não ouso cauterizar as chagas que ao redor do corpo meu se encontram. As promessas, os sonhos, a aridez, os paradoxos que caminham sobre os mais ígneos desejos, as passagens (quase sempre incertas!). Estes critérios de sanidade interferem com relativa paixão. Estes critérios de liberdade ousam associar culpa e decadência (talvez porque ousei representar, com pequenos traços geométricos, a crueza dos enfermos e tristes desejos!). Denso, seguro, mortal (por vezes!). Que produzir ao som das mais intensas respostas? Que consumir ao som dos mais inseguros depoimentos? Os relatos em branco, as vitrines cada vez mais frágeis, os impulsos (lúdicos, em determinado instante!). Perdera as necessárias sínteses! (Adriano Guia Ferraro, 30, 31/12/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h50 AM
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Impensável 30/12/2005 09:05 Os pés descalços, as luzes acesas, os risos mais secos que ousaram demonstrar a frieza dos amaros delírios - eles... sempre à procura dos tristes e insensíveis minutos de sanidade! Apenas um relativo movimento que o corpo, sandio, ousou - de modo tênue - desenvolver. As pegadas tristes, os alicerces cálidos, os terminais manifestos que tocam e invadem as estruturas dos fáceis e indigestos prólogos. Os pactos, as demonstrações de afeto, os pequenos e elementares resíduos que decifram parte deste crítico sinal de sanidade - ela... perversa e delicadamente nua! Os volúveis e incertos projetos, as restritas formas de amar, os complexos desejos que firmemente conservam um certo projeto de fé. A delicada atração, os intensos desejos, as formas menos formais de fabricar as falhas e fáceis farsas. Quisera um terço deste dócil temperamento. Quisera os risos, as demonstrações de ruína, as pequenas e inseguras possibilidades - tão próximas, reais... Estes indeterminados critérios de saudade, estas urgentes criações, estes pequenos prelúdios que fincam os alicerces mais rijos - para, penso, compreender melhor os tolos e insensíveis modelos de cólera! Pálidas sensações, demonstrações nada convincentes, espelhos e ruínas, e felinas mutações que anestesiam parte deste simbólico segredo - diabólico, por vezes! O resumo mais-que-perfeito, as forjas mais ásperas, os tormentos expressivos que governam com facilidade as possíveis e hereditárias construções - filhas, observo, dos terminais diálogos! A noite vaga, os preâmbulos incertos, as críticas urgências que possibilitam uma gama de escolhas - às vezes, penso, incertas! Viva crueza, sedento prefácio, crítico minuto que administra - com deficitária esperança - um riso quase sem vida. Estes são os secos delírios que pousam sobre o corpo nu. Estes são, no todo ou em parte, os pactos que restaram comprometidos! (Adriano Guia Ferraro, 30, 30/12/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h07 PM
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Estas respostas 29/12/2005 02:29 Este desespero não me pertence. Assim como também não me pertence o riso vivo que sai dos lábios da ninfa que venero. Este abismo não me pertence. Pertence ao mundo - produtor factual de um empirismo sem par. As liberdades mais íntimas, os delicados acordos, as sínteses perfeitas que calam os minutos menos expressivos. Quisera o afago mais próprio, a delicadeza mais ígnea, os corpo nu - decadente, incerto, delicado. Minhas provações não são de titânio. Aliás: as de ninguém são! De fato, são feitas de carne e osso - como as de qualquer mortal. Este delicado movimento não é mais forte do que o vivo ensaio. Este movimento é um embuste - ou mais especificamente um disforme contorno que poucos compreendem. Esta esperança seca, estes critérios mais vivos, estas sementes que tocam o solo e germinam com uma facilidade nunca antes vista. Deve ser edificante erigir um sem par número de afirmações. Mais edificante ainda deve ser colocá-las à prova. Processo mais racional não há. Mas dificilmente empreendemos esforços nesse sentido. Falibilidade humana: ponto pacífico. Não há, insisto, como questioná-la. As certezas que tocam os mais insanos delírios, as poesias mais secas que ludicamente ousam cauterizar os passos mais ímpares, as notícias que assolam os anseios mais intensos... Particularmente delicado, confesso. Particularmente porque os risos mais firmes são aqueles que também caem em profunda desgraça (ela... filha da angústia e do desespero!). Particularmente confuso (ou intruso - dependendo da ocasião!). (De)formamo-nos, é fato. Somos o resultado de uma experiência sem sucesso? Somos meninas e meninos à procura dos ensaios mais rijos? Particularmente sem resposta. Particularmente presos às angústias sadias. Presos porque ousamos, em determinado momento, construir um alicerce definitivamente concreto. Resultado expressivo, como de costume, não houve! (Adriano Guia Ferraro, 30, 29/12/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 08h32 AM
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Vitória 28/12/2005 06:16 As estradas tão belas suficientes não são para censurar os trechos desta inexata maneira de enxergar o mundo. A miopia nas horas vagas, os alicerces que dificilmente ousam fincar os argumentos mais vivos, as despedidas... Quisera o afago mais intenso, as promessas em segredo, os poemas libertos de qualquer culpa. Quisera, também, a viva forma de amar. Nenhum sinal. Nenhuma resposta proporcional. Nada! As sombras mais irreais, ou os passos mais seguros, caminham em direção aos pálidos e restritos minutos sem forma. Caminhamos porque precisamos. Precisamos do afago, das vicissitudes que insistem em aparecer, dos gemidos terminais que delicadamente desenvolvem os gestos mais expressivos. Esta liberdade de aço, estes contornos difíceis, estas estradas confusas que consomem as asperezas de mais um dia nu. Ousei criar parte deste relato. Ousei considerar um pequeno e infrutífero minuto. De nada adiantou. Os momentos mais secos, as rijas formas, os ambientes inexpressivos que dominam certos e elementares movimentos. Falhara. A impressão relativa, as fagulhas quase inomináveis, os dormentes desejos que bruscamente acordam - em nome, penso, dos tristes e delicados pontos de vista! Perdera minh'alma, confesso! E agora, menino? As insanas notícias serão escravas dos tênues e delicados momentos? Perdera minh'alma, já disse! Perdera, também, o fulcro primeiro, qual seja, o amor. As inexatas respostas, os delicados presságios, as imutáveis certezas que brindam ao novo - sem conhecer-lhe a essência! Os gemidos mais que reais, as paredes mais que seguras, os ambientes mais que imprevisíveis. Definitivamente de titânio. Definitivamente liberto de qualquer culpa. O riso regressa, a alegria invade a alma há muito perdida, os momentos mais seguros ousam desenvolver parte deste lúcido caminho... Apenas considerações de um dia amaro. Apenas isso e nada mais! (Adriano Guia Ferraro, 30, 28/12/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h18 PM
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Contrastes 27/12/2005 11:10 Percorrera as estradas mais firmes à procura dos gestos mais intensos. Nada, por equanto. O grito seco, as armadilhas quase delicadas, os poemas que a noite primária ousou produzir - porquanto ousei, também, desenvolver um mil avos deste limite de fúria que toca e invade a crueza dos mais ásperos gestos! Os nomes quase certos, as estratégias erigidas, as pequenas e imunes tentativas de desenvolver um mil avos deste projeto quase seco - filho da incerta e informe maneira de enxergar o mundo. Os pálidos encontros, as justificativas quase terminais, os resultados que nitidamente interferem sobre os momentos mais íntimos, os poetas e as poetisas (essências de algo muito esquecido!). Perco-me. Resolvo construir parte de um sistema métrico - ou exato o suficiente para suprir as carências de mais um dia. A urgente demonstração de força nada pode contra os contornos que invadem e proporcionam melhores apoios - ou resultados (quando possível!). Estes são os aspectos mais primitivos que o menino vislumbra. Estes são, também, os aspectos mais intensos (sedutores, leais... por vezes covardes!). À noite, quando os gestos mais ígneos ousaram tocar as substâncias mais específicas, o riso nu estabeleceu novas conquistas - ou simplesmente novas maneiras de enxergar o grito há muito perdido! À noite, parte desta imortal escolha ousou construir um pequeno e distante relato de certeza. Nada de novo, penso. Nenhum gesto perdido, nenhuma maneira de verbalizar o inédito, nenhum resumo... Perco-me. As condições estabelecidas, as orações quase sem sentido, os minutos complexos que se aproximam das tentativas nada convencionais. Estes são os critérios que passo a determinar. Estes são os prelúdios vulgares que insistem em tocar a essência do belo. Estes são, por fim, os limites de um dia amaro que ousaram compreender parte desta inexpressiva e decadente forma de amar! (Adriano Guia Ferraro, 30, 27/12/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 05h12 PM
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Específicas mudanças 26/12/2005 07:06 ... e as estradas mais rijas, divididas de modo insano, procuram certos relatos onde a força - nua - ousou desenvolver um pequeno e hereditário caminho sem forma. As estratégias quase tolas, os relativos momentos de paz, as urgentes demonstrações de afeto que pairam sobre o peito nu e ousam considerar parte deste minuto - pálido, observo! Todas as formas de afago e nenhum corpo feminino para colocar à prova o que sei fazer. Perdi-me no tempo. Ou melhor: deixei as sensações tomarem conta deste limite intenso sem ao menos construir uma representação bélica (ou cínica!). As estradas estão aqui e ali. São curvas, retas, paralelas que nunca se tocarão - porquanto violar este princípio geométrico (vamos assim denominar!) seria suicídio. Mas o poema pode. E sendo assim, algo mais rico flui - quiçá para aplacar esta dor que toca e invade o peito em estado quase lamurioso! As incertezas que o futuro reserva, as insensíveis percepções, os manifestos mais secos que conservam certa arrogância... Vazio, disforme, minuto covarde que se aproxima dos mais serenos movimentos e ousa - à luz dos mais insanos ensinamentos - destruir o que levou horas para ser erigido. São paradoxos. E nada mais. Estas tentativas quase secas, estes pequenos instrumentos de fúria, estas caminhadas que firmam os mesmos critérios que um dia pude perceber. As vestes tocam o corpo nu. E uma nova possibilidade (mais crua, penso) tem início. São os rompantes que adoçam os trajetos mais secos, são as tentativas que informam os delicados projetos, são as caminhadas - provavelmente mais íntimas! Um novo olhar sobre o tempo que não pára, uma centelha de liberdade que se inicia, um grito há muito guardado - prejudicial, por vezes! Estas novas mudanças de humor, estas transformações, estes sinais quase cegos. Dispa-te das ásperas e tolas sensações. Liberte-se das miopias, menino poeta! (Adriano Guia Ferraro, 30, 26/12/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 01h07 PM
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Diálogo/monólogo 23/12/2005 06:02 A insone mudança, os limítrofes desejos, as pequenas e incertas conquistas que devoram os gestos mais nobres - capazes, penso, de romper com os tênues e incertos projetos de loucura. A medida mais tênue, os alicerces delicados, os sinais mais evidentes que cauterizam as opacas e insignificantes mudanças de humor - como se possível fosse cauterizar as sensações mais nobres! O incerto pesadelo, as hereditárias palavras, os gestos terminais que selam os amplexos mais tênues - eles... à procura dos vagos e distantes minutos de cólera. As passagens mais felizes, os sombrios discursos que a noite vil ousou traduzir, os sonhos e as verdadeiras mudanças de humor que delicadamente nectarizam os pálidos e instáveis monólogos sem forma, as esquinas - próprias para o desfecho de qualquer sinal (até mesmo o mais áspero!). Deixe-me conduzir este distante prelúdio. Deixe-me estabelecer os mais lúcidos momentos de certeza que aproximam os corpos para, quem sabe, ousar um pouco mais e presumir que o amor - este letárgico momento - ousou erigir mudanças há muito pretendidas. Sombras cruas, estratégias montadas, pequenos diálogos que exercem profunda influência sobre as vivas e contusas diferenças. As aproximações verbais, os projetos sensíveis, os mais-que-perfeitos gestos que tocam as diferenças mais nobres - codutoras, penso, dos cínicos e elementares manifestos. A poesia sem reflexo, os ombros mais ásperos, as imorais sensações que tocam a os corpos em ebulição... Este vazio dissimulador, estas inconseqüentes palavras, os delicados pontos que compreendem os lúcidos e distantes estados de misericórdia. À noite, estas passagens violentas suprem as expectativas que o riso, informe, ousou proporcionar; à noite, estas distantes mudanças, de ferro, passaram a estabelecer novos comandos. E foi à noite que os olhos teus, sensíveis, tocaram parte deste desespero! (Adriano Guia Ferraro, 30, 23/12/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h11 PM
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Estórias e confissões 22/12/2005 05:09 Estreitos minutos, complexos diálogos, sínteses de um dia amaro que provocam parte deste estático limite de cólera. As imagens centrais, os poemas pequenos, as vitórias que monologam de maneira parcialmente delicada. Estas estruturas, divididas de modo sandio, caminham lado a lado com o poeta. Os contornos mais íntimos, as sensações mais tênues, os abismos existenciais que interferem minimamente. Quisera, bem sei, um mil avos deste significado tolo. Quisera, bem sei, parte deste delicado momento. Quisera, também, as certezas que tocam a face quando do mínimo movimento. Às vezes, quando os cínicos sinais sujam parte deste sóbrio discurso, um terço dos elementares prólogos parece querer ruir - como se fosse preciso, em algum momento, cauterizar e desenvolver os traços desta incomum misantropia. Estes secretos paradoxos, estas habituais conquistas, estes complexos e delicados versos que esvaziam as farsas há muito precisas. Um gesto covarde, uma fantasia de titânio, um contorno quase amaro que desenvolve - no outro - a complexa mudança de humor - esta palavra quase seca. Os indeterminados contornos, as delicadas poesias, as sensações que retomam as urgentes e passionais demonstrações de fúria - este elemento vivo, sandio... i-n-c-o-n-s-t-a-n-t-e. Devo recuar. Os horizontes, cada vez mais distantes, insistem em desenvolver algum recurso. É em vão este esfroço. Considerar que as ofensas primárias são formas tão belas de uma violência há muito perdida é sinal de insanidade. Os rompantes de alegria, a vitória sem cismas, as potentes e lúdicas medidas que interferem no desenvolvimento mais crítico. Quisera o afago nu, as secretas mudanças, os sistêmicos abismos que piedosamente acompanham o final deste cortejo. Quisera construir, ao lado teu, a representação de uma idéia. Pena que em determinado momento falhamos miseravelmente! (Adriano Guia Ferraro, 30, 22/12/2005 Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h10 AM
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Sem resposta 21/12/2005 05:39 A inexatidão nua, os contornos mais expressivos, as sínteses quase tolas que interferem minimamente sobre os trajetos mais específicos. A crível tentativa de fúria, presa à insuportável maneira de sentir o peso das horas, parece reagir ao menor sinal de certeza. Os pactos, as delicadas manhãs, os olhares que tocam e experimentam as nuas e decadentes farsas. Estes horrores, firmemente edificados, calculam que é preciso deixar o corpo livre - sem os habituais movimentos que tocam e estabelecem novas formas de amar. A impiedosa crueza, os específicos desejos, as formas cruas que experimentam os mesmos momentos - vivos, inseguros, definitivamente instáveis! Sois a viva mulher que toca o peito e seduz, de maneira pouco ortodoxa, os impulsos até agora criados. Sois viva porque encontro, nos olhos teus, o concreto minuto, as expressivas manifestações, os gestos e os gemidos, e os fáceis pontos - sempre próximos! Estas conquistas de titânio não bastam. Assim como também não basta recuar no tempo (como se possível fosse!) para compreender as estratégias mais firmes - descendentes de um pequeno e restrito resíduo! Sois mulher - intensa, relativa... menina. As fantasias mais clássicas, as progressões mais evidentes, os sinais que teimam em desenvolver um mil avos deste tórrido e inseguro momento. Às vezes, o vago minuto sem forma é capaz de transformar a frieza em absoluta poesia - resultado do desenvolvimento mais nobre! Às vezes, a cínica impressão sem nome conduz o riso - letárgico, insisto! - ao vil e ígneo abismo. São condições - prematuras, de fato! São constantes delírios - penosos, observo! São experimentações - extensas, penso. Estes irreais testemunhos, estas conquistas nada comuns, estes valorosos desejos que tocam e inibem certas respostas. Amaro. Sem forma. Nada conclusivo. Os laços que encontro pelo chão, menina, são os sinais há muito perdidos! (Adriano Guia Ferraro, 30, 21/12/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h48 AM
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Constante 20/12/2005 04:51 Estes estreitos e estáticos delíros caminham sobre as tênues e insignificantes manias. Os verbos amaros e ríspidos que manifestam certa insanidade, os pálidos e inseguros projetos de lucidez que proporcionam as sínteses mais vivas - ou as delicadas mudanças que sempre procurei. É elementar este vazio primitivo. É elementar esta urgente demonstração de fé. É vago este estertor. Contudo, faz parte de mim - menino à procura dos gestos mais nobres! Apenas os relatos, as febres, os vivos anseios, as delicadas poesias, as sintéticas dimensões, os conflitos e as exageradas manifestações de angústia - convincentes, até certo momento! Paradoxais e delicados projetos, irreais e mínimas considerações, alicerces de titânio que ofendem os mais imparciais discursos. À noite, quando os relativos movimentos tendem a considerar certos projetos de loucura, o riso - débil - é forma incerta que procura e vulnera a certeza cada vez mais possessiva. Os instáveis limites, as complexas interelações, os objetivos que findam ao menor dos sinais. Esta tísica e instrumental manifestação de locura, jaz; estes sintéticos discursos, presos à íntima construção, obedecem aos calorosos e distantes poemas; estes elementares sinais, fruto de uma vil evolução... Apenas os gestos que, de tão confusos, pairam sobre as estreitas e complexas manifestações de titânio. O sorriso delicado, os resíduos escuros, as progressivas transformações que minimamente ousam interferir sobre as essenciais maneiras de sentir o corpo - este organismo completo! Às vezes, quando os sintéticos movimentos ousam erigir parte deste irreal testemunho, o grito - mais preparado - é peça fundamental (capaz, inclusive, se resistir aos mais ásperos discursos!); à noite, quando os temores ousam considerar parte deste incerto prelúdio de cólera, o fel - intenso - projeta, no outro, parte deste inevitável fim! (Adriano Guia Ferraro, 30, 20/12/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h13 AM
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Episódios 19/12/2005 06:23 Cai em desgraça o peito que inda insiste em acreditar nas ásperas lições que amor - nu - ousou desenhar. Cai sobre o peito a sensação nada comum (precisamente amara!). Os relatos do tempo, as estratégias alicerçadas, os caminhos mais dignos que ousam - a bem dizer da verdade - consumir este estreito e estático projeto de fúria. Os comandos mais atemporais, as sensíveis paixões, os elementares gritos que causam certo estertor... Apenas um insone minuto que toca as certezas cada vez mais delicadas. Apenas os sinais mais específicos que abandonam os ritos mais secos. Apenas a impressão vulgar - filha do tísico prelúdio de fé! Ousei desenvolver um sem par número de imperfeições. Ousei porque os ombros meus, de tão cansados, insistem em recorrer aos sinais mais lúcidos. Ousei porque sinto a necessidade de cauterizar as chagas há tanto abertas. Ousei - e nada mais! A pequena e áspera força, os contundentes minutos sem forma, as hereditárias poesias que apenas atrofiam os sóbrios e delicados acordos. Somos tímidos. Ou melhor: somos sombras à procura dos impulsos. Somos crianças que inda exercem profunda influência sobre as necessidades tão secas. Também somos prisioneiros - quiçá porque tenhamos, em algum momento, criado algo "sem" importância. As épocas quase delicadas, os sonhos mais irresponsáveis, as coordenadas ímpares que zombam dos ácidos delírios que a noite, vaga, ousou desenvolver. A impressão seca, os tumultos quase sem forma, as asperezas que contaminam as cruas e impensáveis ruínas - parte integrante deste resíduo ígneo! Prostro-me. As impressões nada comuns, os gestos quase morimbundos, as pequenas e vivas associções que tocam os corpos quase mortos. Delicado prelúdio, delicada rotina, delicado açoite que permite compreender o significado das coisas mais importantes. Um firme espelho, uma tola mudança, um riso frio. E nada mais! (Adriano Guia Ferraro, 30, 19/11/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h36 PM
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Espelhos 18/12/2005 07:12 Apenas os estáticos minutos. A sólida manhã, os pequenos instantes, as nostálgicas palavras que assolam os mais intensos momentos de certeza. Cada relato de fúria, preso ao átomo da nua forja, conduz - com delicadeza - os risos e as estéreis mudanças (como se possível fosse compreender os ásperos e insólitos caminhos que a noite, tola, ousou demonstrar!). As certezas complexas, as digressões mais ígneas, os gemidos que caminham lado a lado com os incríveis momentos - eles, observo, firmes, ásperos, contusos, delicados, levianos, místicos, informes... paradoxais. A pálida instabilidade, os relativos minutos, as perdas que envolvem os rastros e as químicas mordaças (elas, penso, sempre mais próprias!). À noite, quando os temores mais rijos tocam as certezas mais nobres, parte deste abismo, vil, é forma, conteúdo, vitória presumida (ou simplesmente encanto definitivamente mundano!). Desolo, vitrine opaca, gritos e termos, e felinas expressões que invadem minh'alma e tocam - na medida das possibilidades concretas - o impulso (filho do desespero e da decadente angústia!). Toque os tormentos, as sensíveis urgências, as palavras tão nobres que monologam ao menor dos gemidos - sempre responsáveis pelo quê de cólera! As impressões sensíveis, os poemas quase secos, os relativos açoites que tecem minimamente a informe e possível resistência. São estes os delírios que abraçam as vivas e inocentes mudanças de humor? São estas as possíveis manhãs que animam os vivos relatos de fé? Quisera o tempo nu, as justificativas mais belas, os monólogos mais intensos, as caminhadas menos cruas, os instantes quase delicados, as possessivas terminações nervosas, as decadentes vitrines, os obtusos olhares, as críveis nostalgias, as mudanças quase imparcais, os risos - técnicos, confesso! Estes são os gestos mais elementares. Estes são os gritos mais ásperos. Quisera o afago! (Adriano Guia Ferraro, 30, 18/12/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 01h17 PM
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Delírio 17/12/2005 06:24 A incerteza nua, os contornos mais ásperos, os limites quase cegos que traduzem certos e insanos minutos de febre. A crueza ímpar, os momentos mais doces, as elementares mudanças de humor que cauterizam parte deste crítico e nefável prefácio de cólera. Apenas um mil avos deste impiedoso momento. Apenas a dor que consome a pálida e distante poesia. Os verbos mais secos, as manchas quase heterodoxas, as firmes e instáveis caminhadas que, de tão pálidas, brindam aos estratagemas mais seguros. É intenso este insone minuto de sanidade. É ímpar este diálogo quase seco. As relativas dimensões, os abismos existenciais, as certezas que cauterizam as indigestas maneiras de sentir este impiedoso movimento (áspero, confuso, contuso, vil... delicado!). Mínimas percepções, imprecisas demonstrações, nuas pesquisas que favorecem certos e involuntários apetites - descendentes de um sem par número de considerações (ásperas, devo confessar!). À noite, os vivos e intensos minutos de saudade ousam contornar as vivas e díspares razões (sempre mais fortes - ou críticas [dependendo do esforço, observo]). As estratégias, os nus acordos, as cínicas e delicadas ações que repousam sobre o peito parcialmente nu. As estradas quase cetrinas, os impulsos quase distantes, os nomes (amaros) que fogem ao menor dos gestos. A pequena dimensão, os instantes parciais, as sensíveis ações que pacificamente delimitam os espaços antes vagos. As conquistas de titânio, os rijos acidentes, as específicas mudanças de humor que inviabilizam os estreitos e contínuos embustes. À noite, quando os sinais mais elementares tocam os possíveis e vivos instrumentos de fé, a poesia - razão máxima - esboça a simetria quando do breve olhar. A poesia, meus amigos, seduz, conduz, induz aos mais íntimos desejos. A poesia, sempre tênue, monologa (para, quem sabe, criar novos limites!). (Adriano Guia Ferraro, 30, 17/12/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h27 PM
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