Meu humor



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"Adriano-Poesia"
 


Cubículo 31/12/2005 05:46
Estes contornos quase
bélicos, estas estradas
há muito enfermas, estes
delírios que
cobrem parte
do
vivo e intenso estupor.
As análises quase irreais, as promessas quase
delicadas, os impulsos que desenvolvem
um
sem par
número de expressões - elas, de tão
intensas, projetam (no outro) pálidos
e
indefesos critérios de sanidade.
A impressão que ficou,
os limites que não
foram atingidos,
as
palavras secas que
descrevem parte
de
um
sonho
obtuso - ou simplesmente
ilógico o
suficiente para
demonstrar que
as razões sem razão
não podem
tudo
prever.
Quisera
os
afagos mais
íntimos, os verbos
mais sólidos,
os movimentos mais
ígneos - fruto do
contraste tão
ímpar que os
passos mais
delicados, ou simplesmente
irreais, ousaram
erigir (aos dias quase cegos) respostas
e
desejos ímpares (ou
específicos, como às vezes observo!).
Linhas mestras, alicerces
intensos,
problemas que desenvolvem um
pequeno e hereditário
sinal de instabilidade. Estas
são
as
palavras que demonstram o quão viva é a justificativa dos tolos. Estas
são as palavras que ousam construir
certos
e
potentes relatos de fé.
Definitivamente não
enxergo desta
maneira. Definitivamente
não ouso cauterizar
as
chagas que ao redor
do corpo meu se encontram.
As promessas,
os sonhos,
a aridez,
os paradoxos que
caminham sobre os mais
ígneos
desejos, as
passagens (quase sempre
incertas!).
Estes
critérios de
sanidade interferem com
relativa
paixão. Estes
critérios
de
liberdade ousam
associar culpa e
decadência (talvez
porque ousei representar, com pequenos traços geométricos, a crueza dos
enfermos e tristes
desejos!).
Denso,
seguro,
mortal (por vezes!).
Que produzir ao som
das mais
intensas
respostas? Que consumir ao
som dos mais
inseguros
depoimentos?
Os relatos em branco,
as
vitrines cada vez mais
frágeis, os impulsos (lúdicos, em determinado instante!).
Perdera as necessárias sínteses!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 31/12/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h50 AM
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Impensável 30/12/2005 09:05
Os pés descalços, as luzes
acesas, os risos
mais secos que ousaram
demonstrar a frieza dos
amaros delírios - eles... sempre
à procura dos tristes e
insensíveis minutos de
sanidade!
Apenas um relativo movimento que o corpo, sandio, ousou - de modo tênue - desenvolver.
As pegadas tristes, os
alicerces cálidos, os terminais manifestos que tocam e invadem as
estruturas dos fáceis e
indigestos prólogos. Os pactos, as
demonstrações de afeto, os pequenos
e elementares
resíduos que
decifram parte
deste
crítico sinal de sanidade - ela... perversa e delicadamente
nua!
Os volúveis e incertos
projetos,
as
restritas formas de amar,
os complexos desejos que
firmemente
conservam um certo
projeto de fé.
A delicada atração, os
intensos desejos, as formas menos
formais de
fabricar
as
falhas e fáceis
farsas.
Quisera
um terço deste
dócil temperamento. Quisera
os risos, as
demonstrações
de
ruína, as pequenas
e
inseguras possibilidades - tão próximas, reais...
Estes
indeterminados
critérios de
saudade,
estas
urgentes
criações,
estes
pequenos prelúdios que
fincam os alicerces
mais
rijos - para, penso, compreender
melhor
os tolos e
insensíveis
modelos de
cólera!
Pálidas
sensações,
demonstrações nada
convincentes,
espelhos e ruínas, e felinas
mutações que
anestesiam parte
deste
simbólico segredo - diabólico, por vezes!
O resumo mais-que-perfeito, as
forjas mais
ásperas,
os
tormentos
expressivos que governam com facilidade
as
possíveis e hereditárias
construções - filhas, observo, dos terminais diálogos!
A noite vaga,
os preâmbulos
incertos, as críticas urgências que
possibilitam uma gama de
escolhas - às vezes, penso, incertas!
Viva crueza,
sedento prefácio,
crítico minuto que
administra - com deficitária esperança - um riso quase sem vida.
Estes
são os secos delírios que pousam sobre o corpo nu. Estes são, no todo ou em parte, os pactos que restaram comprometidos!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 30/12/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h07 PM
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Estas respostas 29/12/2005 02:29
Este desespero não me
pertence. Assim
como também não me pertence o riso
vivo que sai dos lábios da
ninfa
que venero.
Este abismo não me pertence. Pertence ao mundo - produtor
factual de um
empirismo sem par.
As liberdades mais íntimas,
os delicados acordos,
as sínteses perfeitas que
calam os minutos menos
expressivos. Quisera
o
afago mais
próprio, a delicadeza mais
ígnea, os corpo
nu - decadente, incerto,
delicado.
Minhas provações não são de
titânio. Aliás: as de
ninguém são! De
fato, são feitas
de
carne e osso - como as
de
qualquer mortal.
Este delicado
movimento não é mais
forte do que
o vivo ensaio. Este
movimento é um embuste - ou mais
especificamente
um disforme
contorno que poucos compreendem.
Esta
esperança seca, estes
critérios mais vivos,
estas
sementes que tocam o solo
e
germinam com uma facilidade
nunca antes vista. Deve
ser
edificante erigir
um sem par
número de afirmações. Mais
edificante ainda deve ser colocá-las à prova. Processo mais racional não há. Mas dificilmente
empreendemos esforços nesse sentido. Falibilidade humana: ponto pacífico. Não há, insisto, como questioná-la.
As certezas que tocam os
mais
insanos delírios, as
poesias mais secas
que
ludicamente ousam cauterizar os
passos mais
ímpares, as notícias que assolam
os anseios
mais
intensos...
Particularmente
delicado, confesso. Particularmente
porque os risos mais
firmes
são
aqueles que também caem em
profunda
desgraça (ela... filha da angústia e do desespero!). Particularmente
confuso (ou intruso - dependendo
da
ocasião!).
(De)formamo-nos, é fato. Somos
o
resultado de uma experiência
sem sucesso? Somos
meninas e meninos à procura dos
ensaios mais
rijos? Particularmente
sem resposta. Particularmente
presos às angústias
sadias. Presos porque
ousamos, em determinado momento, construir um alicerce definitivamente concreto. Resultado expressivo, como de costume, não houve!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 29/12/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 08h32 AM
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Vitória 28/12/2005 06:16
As estradas
tão belas
suficientes
não são para censurar
os trechos
desta
inexata
maneira de enxergar
o
mundo. A miopia
nas horas vagas, os
alicerces que dificilmente
ousam fincar
os argumentos mais
vivos, as despedidas...
Quisera o afago
mais
intenso, as promessas
em segredo, os
poemas libertos de qualquer culpa. Quisera,
também, a viva forma
de
amar.
Nenhum sinal. Nenhuma resposta
proporcional. Nada!
As sombras mais
irreais, ou os passos
mais seguros, caminham
em direção aos pálidos
e
restritos minutos sem
forma. Caminhamos porque
precisamos. Precisamos
do afago, das
vicissitudes
que insistem
em
aparecer, dos gemidos
terminais que delicadamente
desenvolvem os
gestos mais expressivos. Esta
liberdade de aço, estes
contornos difíceis, estas
estradas
confusas que
consomem as
asperezas de mais um dia nu.
Ousei criar
parte
deste
relato. Ousei
considerar
um pequeno e
infrutífero minuto. De
nada
adiantou. Os
momentos
mais secos, as
rijas formas, os
ambientes
inexpressivos que
dominam certos
e
elementares
movimentos. Falhara. A
impressão relativa, as
fagulhas quase
inomináveis, os
dormentes
desejos que
bruscamente acordam - em
nome, penso, dos
tristes e
delicados pontos de vista!
Perdera
minh'alma, confesso! E
agora, menino? As
insanas notícias serão
escravas
dos
tênues e
delicados momentos? Perdera
minh'alma, já disse! Perdera,
também, o fulcro primeiro, qual
seja, o amor.
As inexatas respostas,
os delicados presságios,
as imutáveis certezas que
brindam ao novo - sem
conhecer-lhe a essência!
Os gemidos mais que reais,
as paredes mais que seguras,
os ambientes mais que imprevisíveis.
Definitivamente
de
titânio. Definitivamente
liberto de qualquer culpa. O riso
regressa, a alegria invade a alma há muito perdida, os momentos mais seguros ousam desenvolver parte deste lúcido caminho...
Apenas considerações de um dia amaro. Apenas isso e nada mais!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 28/12/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h18 PM
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Contrastes 27/12/2005 11:10
Percorrera as estradas
mais
firmes à procura dos
gestos mais
intensos. Nada, por equanto. O grito
seco, as armadilhas
quase delicadas, os poemas
que a noite
primária ousou produzir - porquanto
ousei, também, desenvolver
um
mil avos deste
limite
de
fúria que toca e invade
a
crueza dos mais ásperos
gestos!
Os nomes quase
certos, as estratégias
erigidas, as
pequenas
e
imunes tentativas
de
desenvolver um mil
avos deste
projeto quase
seco - filho da incerta
e
informe
maneira de enxergar o mundo.
Os pálidos
encontros, as justificativas
quase
terminais, os
resultados que nitidamente
interferem sobre
os
momentos
mais
íntimos, os poetas e as poetisas (essências de algo muito esquecido!).
Perco-me. Resolvo
construir parte
de
um sistema métrico - ou exato
o
suficiente
para
suprir as carências de mais
um dia. A
urgente
demonstração de força
nada pode
contra os contornos que
invadem e proporcionam melhores
apoios - ou resultados (quando
possível!).
Estes
são
os aspectos mais
primitivos que o
menino vislumbra. Estes
são, também, os aspectos
mais intensos (sedutores,
leais... por vezes covardes!).
À noite, quando os
gestos mais ígneos ousaram
tocar
as
substâncias mais específicas, o riso
nu estabeleceu novas
conquistas - ou simplesmente
novas maneiras de enxergar o grito
há muito perdido!
À noite, parte desta
imortal escolha ousou construir
um pequeno e distante
relato de
certeza. Nada de novo, penso. Nenhum
gesto perdido, nenhuma
maneira de verbalizar o
inédito, nenhum resumo...
Perco-me. As condições
estabelecidas, as
orações quase sem sentido,
os minutos complexos que se
aproximam das tentativas
nada convencionais. Estes
são os critérios que
passo a determinar. Estes
são os prelúdios vulgares que insistem em tocar a essência do belo. Estes são, por fim, os limites de um dia amaro que ousaram compreender parte desta inexpressiva e decadente forma de amar!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 27/12/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 05h12 PM
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Específicas mudanças 26/12/2005 07:06
... e as estradas mais
rijas,
divididas de modo insano,
procuram certos relatos onde
a
força - nua - ousou
desenvolver um
pequeno
e
hereditário caminho sem forma.
As estratégias quase tolas, os
relativos momentos de paz,
as urgentes
demonstrações de
afeto que pairam
sobre o peito nu e ousam considerar
parte
deste
minuto - pálido, observo!
Todas as
formas de
afago e
nenhum
corpo feminino para
colocar à prova o
que sei
fazer.
Perdi-me no
tempo. Ou melhor: deixei
as
sensações tomarem conta
deste
limite
intenso sem ao menos
construir uma
representação bélica (ou cínica!).
As estradas
estão aqui e ali. São curvas,
retas, paralelas que nunca
se tocarão - porquanto violar este
princípio geométrico (vamos assim denominar!) seria
suicídio. Mas o poema
pode. E sendo assim, algo
mais rico
flui - quiçá para aplacar
esta dor
que toca e invade o peito
em
estado quase
lamurioso!
As incertezas que o futuro
reserva, as
insensíveis
percepções, os manifestos mais
secos que conservam certa arrogância...
Vazio, disforme, minuto
covarde que se aproxima dos
mais
serenos movimentos
e
ousa - à luz dos mais
insanos ensinamentos - destruir
o que
levou horas para
ser
erigido. São paradoxos. E nada mais.
Estas tentativas
quase secas,
estes
pequenos instrumentos
de fúria, estas
caminhadas que
firmam os mesmos
critérios que um dia
pude perceber.
As vestes tocam o corpo nu. E uma
nova
possibilidade (mais crua, penso) tem
início. São
os rompantes que
adoçam os
trajetos mais secos, são as tentativas
que
informam os delicados
projetos, são
as caminhadas - provavelmente
mais íntimas!
Um novo
olhar sobre o tempo
que não pára, uma centelha de liberdade que
se
inicia, um grito há muito guardado - prejudicial, por vezes!
Estas novas mudanças de humor, estas transformações, estes sinais quase cegos.
Dispa-te das ásperas e tolas sensações. Liberte-se das miopias, menino poeta!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 26/12/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 01h07 PM
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Diálogo/monólogo 23/12/2005 06:02
A insone mudança, os
limítrofes desejos, as
pequenas e incertas conquistas
que devoram os
gestos mais nobres - capazes, penso, de romper com os tênues e incertos projetos de loucura.
A medida mais tênue, os alicerces
delicados, os sinais mais
evidentes
que cauterizam as opacas
e
insignificantes
mudanças de humor - como
se
possível fosse
cauterizar as sensações mais
nobres!
O incerto pesadelo,
as hereditárias
palavras, os gestos terminais que
selam os
amplexos mais
tênues - eles... à procura dos
vagos e
distantes
minutos de cólera.
As passagens mais
felizes, os sombrios discursos
que a noite vil ousou
traduzir, os sonhos
e
as
verdadeiras mudanças de humor que
delicadamente
nectarizam os pálidos e instáveis
monólogos sem forma, as esquinas - próprias para o
desfecho de qualquer
sinal (até mesmo
o mais áspero!).
Deixe-me conduzir
este
distante
prelúdio. Deixe-me
estabelecer os mais
lúcidos
momentos de certeza que
aproximam os corpos para, quem sabe,
ousar um pouco mais e presumir
que o amor - este letárgico
momento - ousou erigir
mudanças há muito
pretendidas.
Sombras
cruas,
estratégias montadas,
pequenos
diálogos que
exercem profunda
influência
sobre as
vivas e
contusas diferenças.
As aproximações
verbais, os projetos
sensíveis, os
mais-que-perfeitos
gestos que
tocam as
diferenças mais nobres - codutoras,
penso, dos cínicos e
elementares
manifestos.
A poesia
sem reflexo,
os ombros mais
ásperos, as
imorais
sensações que tocam
a
os corpos
em
ebulição...
Este
vazio
dissimulador, estas
inconseqüentes
palavras, os
delicados
pontos que
compreendem
os
lúcidos e
distantes
estados de misericórdia.
À noite, estas
passagens
violentas suprem as
expectativas que o riso, informe,
ousou proporcionar; à noite, estas
distantes mudanças, de ferro, passaram a estabelecer novos comandos. E foi à noite que os olhos teus, sensíveis, tocaram parte deste desespero!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 23/12/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h11 PM
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Estórias e confissões 22/12/2005 05:09
Estreitos minutos,
complexos diálogos, sínteses de um dia amaro que
provocam parte
deste
estático limite
de
cólera. As
imagens
centrais, os poemas
pequenos, as vitórias que monologam
de
maneira parcialmente
delicada.
Estas estruturas, divididas
de
modo sandio, caminham lado a lado
com o
poeta.
Os contornos mais íntimos,
as
sensações mais tênues, os
abismos
existenciais que
interferem
minimamente. Quisera,
bem sei, um
mil avos deste
significado tolo. Quisera, bem sei,
parte
deste
delicado momento. Quisera, também, as
certezas que
tocam a face quando do
mínimo
movimento.
Às vezes, quando os cínicos
sinais sujam parte
deste
sóbrio discurso, um terço dos
elementares
prólogos
parece querer ruir - como
se
fosse
preciso, em algum momento,
cauterizar e desenvolver
os traços desta
incomum
misantropia.
Estes
secretos
paradoxos, estas
habituais conquistas, estes
complexos e delicados versos que
esvaziam as farsas há muito
precisas. Um gesto
covarde, uma fantasia
de
titânio, um
contorno quase
amaro que desenvolve - no outro - a complexa
mudança de humor - esta
palavra quase seca.
Os
indeterminados contornos,
as delicadas
poesias, as sensações que retomam as
urgentes
e
passionais demonstrações
de
fúria - este
elemento vivo, sandio...
i-n-c-o-n-s-t-a-n-t-e.
Devo recuar. Os horizontes,
cada vez mais distantes,
insistem em desenvolver
algum recurso. É em vão este
esfroço. Considerar
que as ofensas primárias são formas
tão belas de uma violência há muito perdida é sinal de insanidade.
Os rompantes de alegria,
a vitória sem cismas,
as potentes e lúdicas
medidas que interferem
no desenvolvimento
mais
crítico. Quisera
o afago nu, as
secretas mudanças,
os sistêmicos
abismos que
piedosamente acompanham o
final deste
cortejo. Quisera construir, ao lado teu, a representação de uma idéia. Pena que em determinado momento falhamos miseravelmente!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 22/12/2005 Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h10 AM
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Sem resposta 21/12/2005 05:39
A inexatidão nua,
os contornos
mais expressivos, as
sínteses quase tolas que
interferem
minimamente
sobre os trajetos mais
específicos. A crível
tentativa
de
fúria, presa à
insuportável maneira de sentir
o peso das horas, parece
reagir ao menor
sinal de certeza.
Os pactos, as
delicadas manhãs, os olhares
que tocam e experimentam
as
nuas e decadentes
farsas. Estes
horrores,
firmemente
edificados, calculam que
é preciso deixar o corpo livre - sem
os habituais
movimentos que tocam
e
estabelecem novas formas
de
amar.
A impiedosa crueza, os específicos
desejos, as formas cruas que
experimentam
os mesmos momentos - vivos, inseguros, definitivamente instáveis!
Sois a viva mulher que toca
o peito e seduz, de maneira
pouco ortodoxa, os impulsos até
agora criados. Sois viva porque
encontro, nos olhos teus,
o
concreto
minuto, as expressivas manifestações,
os gestos e os gemidos, e os
fáceis pontos - sempre próximos!
Estas
conquistas de titânio não bastam. Assim como
também não basta recuar no tempo (como se possível
fosse!) para compreender as
estratégias mais firmes - descendentes de um pequeno e restrito resíduo!
Sois mulher - intensa,
relativa...
menina. As fantasias mais
clássicas,
as
progressões mais
evidentes, os
sinais que teimam em desenvolver
um mil avos deste
tórrido e
inseguro momento. Às vezes,
o vago minuto sem forma
é capaz de transformar a frieza
em
absoluta
poesia - resultado do
desenvolvimento mais
nobre!
Às vezes, a cínica impressão
sem nome conduz o
riso - letárgico, insisto! - ao
vil e ígneo
abismo. São condições - prematuras, de fato! São
constantes delírios - penosos, observo! São
experimentações - extensas, penso.
Estes
irreais testemunhos, estas
conquistas nada comuns, estes valorosos
desejos que tocam e inibem certas respostas.
Amaro. Sem forma. Nada conclusivo. Os laços que encontro pelo chão, menina, são os sinais há muito perdidos!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 21/12/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h48 AM
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Constante 20/12/2005 04:51
Estes estreitos
e estáticos
delíros caminham sobre as
tênues e insignificantes
manias. Os
verbos amaros e ríspidos que manifestam certa
insanidade, os pálidos
e
inseguros projetos
de lucidez que proporcionam as
sínteses mais vivas - ou
as
delicadas mudanças que sempre
procurei.
É elementar este
vazio primitivo. É
elementar esta
urgente
demonstração de fé. É vago este
estertor. Contudo, faz
parte
de
mim - menino à procura
dos
gestos mais nobres!
Apenas os relatos, as
febres, os vivos anseios,
as
delicadas poesias, as
sintéticas dimensões, os
conflitos e as
exageradas
manifestações de
angústia - convincentes, até certo momento!
Paradoxais e delicados
projetos,
irreais e mínimas considerações,
alicerces de titânio que
ofendem os mais
imparciais discursos. À noite,
quando os relativos movimentos
tendem a considerar certos
projetos de loucura, o riso - débil - é
forma incerta que procura e vulnera a
certeza cada vez mais possessiva.
Os instáveis
limites, as
complexas interelações, os
objetivos que findam ao
menor dos sinais.
Esta tísica e instrumental
manifestação de locura, jaz; estes
sintéticos
discursos, presos à íntima construção, obedecem aos
calorosos
e
distantes poemas; estes
elementares
sinais, fruto de uma
vil evolução...
Apenas
os gestos que, de tão
confusos, pairam
sobre as
estreitas e
complexas
manifestações de
titânio. O sorriso
delicado, os
resíduos escuros,
as progressivas
transformações que
minimamente ousam
interferir sobre
as
essenciais maneiras
de
sentir o corpo - este
organismo
completo!
Às vezes, quando os
sintéticos movimentos
ousam erigir parte
deste
irreal testemunho, o grito - mais
preparado - é peça fundamental (capaz, inclusive, se resistir aos mais
ásperos discursos!); à noite, quando os temores ousam
considerar
parte deste incerto prelúdio de cólera, o fel - intenso - projeta, no outro, parte deste inevitável fim!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 20/12/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h13 AM
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Episódios 19/12/2005 06:23
Cai em desgraça o
peito que inda
insiste em acreditar nas
ásperas lições
que amor - nu - ousou
desenhar.
Cai sobre o peito a sensação
nada
comum (precisamente amara!).
Os relatos do tempo,
as estratégias alicerçadas, os
caminhos mais dignos que ousam - a bem dizer da verdade - consumir
este
estreito e
estático projeto de
fúria. Os comandos mais
atemporais, as sensíveis paixões,
os elementares
gritos que causam certo estertor...
Apenas um insone minuto
que toca as
certezas cada
vez mais
delicadas. Apenas os
sinais mais específicos
que
abandonam os ritos mais
secos. Apenas
a
impressão
vulgar - filha do tísico
prelúdio de fé!
Ousei
desenvolver um
sem
par
número de imperfeições. Ousei
porque
os ombros meus, de tão
cansados, insistem em recorrer aos sinais
mais lúcidos. Ousei
porque sinto
a necessidade de
cauterizar as
chagas há tanto
abertas. Ousei - e nada mais!
A pequena e áspera força,
os contundentes minutos sem
forma, as hereditárias
poesias que apenas
atrofiam os sóbrios e
delicados acordos. Somos
tímidos. Ou melhor: somos sombras
à procura dos impulsos. Somos
crianças que inda
exercem profunda
influência sobre
as necessidades
tão secas.
Também somos
prisioneiros - quiçá porque
tenhamos, em algum momento, criado algo "sem" importância.
As épocas quase
delicadas, os sonhos mais
irresponsáveis, as coordenadas
ímpares que zombam dos
ácidos delírios que a noite, vaga, ousou
desenvolver.
A impressão seca, os
tumultos quase sem forma,
as asperezas que
contaminam as
cruas e impensáveis ruínas - parte
integrante
deste
resíduo ígneo!
Prostro-me. As impressões nada
comuns, os
gestos quase morimbundos,
as
pequenas
e
vivas associções que
tocam os corpos quase
mortos. Delicado
prelúdio, delicada
rotina,
delicado açoite que permite
compreender o
significado das coisas
mais
importantes.
Um firme espelho, uma
tola mudança, um riso
frio. E nada mais!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 19/11/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h36 PM
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Espelhos 18/12/2005 07:12
Apenas os estáticos minutos. A
sólida manhã, os
pequenos instantes, as
nostálgicas palavras que assolam os
mais
intensos momentos de
certeza. Cada relato de
fúria, preso ao átomo da
nua forja, conduz - com
delicadeza - os risos e as
estéreis mudanças (como se
possível fosse compreender os ásperos
e insólitos caminhos que a
noite, tola,
ousou demonstrar!).
As certezas complexas,
as
digressões mais ígneas,
os gemidos que caminham
lado a lado com os
incríveis
momentos - eles, observo,
firmes, ásperos, contusos,
delicados, levianos, místicos,
informes... paradoxais.
A pálida instabilidade,
os relativos minutos, as
perdas
que
envolvem os rastros e as
químicas mordaças (elas, penso,
sempre mais próprias!).
À noite, quando os temores
mais rijos tocam
as
certezas mais nobres, parte
deste
abismo, vil, é forma, conteúdo,
vitória presumida (ou simplesmente
encanto definitivamente
mundano!).
Desolo, vitrine opaca, gritos e termos, e felinas expressões que invadem
minh'alma e tocam - na medida das
possibilidades concretas - o impulso (filho do desespero e da decadente
angústia!).
Toque os tormentos, as sensíveis urgências, as palavras tão nobres
que monologam ao
menor dos gemidos - sempre responsáveis
pelo quê de cólera!
As impressões
sensíveis, os poemas
quase secos, os relativos
açoites que
tecem minimamente
a
informe e possível resistência. São
estes
os delírios que abraçam as vivas e
inocentes
mudanças de humor? São estas
as
possíveis
manhãs que
animam
os
vivos relatos de fé?
Quisera o tempo
nu, as justificativas mais
belas, os monólogos mais
intensos, as caminhadas menos
cruas, os instantes
quase
delicados, as possessivas
terminações nervosas, as
decadentes vitrines, os
obtusos olhares, as
críveis nostalgias, as
mudanças
quase
imparcais, os risos - técnicos, confesso!
Estes
são
os gestos mais elementares. Estes são os gritos mais ásperos. Quisera o afago!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 18/12/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 01h17 PM
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Delírio 17/12/2005 06:24
A incerteza nua, os contornos mais ásperos, os limites quase cegos que traduzem certos e insanos minutos de febre.
A crueza ímpar, os momentos mais doces,
as elementares
mudanças de humor que cauterizam parte
deste
crítico e nefável
prefácio de
cólera. Apenas um mil avos
deste
impiedoso
momento. Apenas
a
dor que consome a
pálida e distante
poesia. Os verbos
mais secos,
as
manchas quase heterodoxas,
as
firmes e instáveis
caminhadas que, de
tão pálidas,
brindam aos
estratagemas mais
seguros.
É intenso este
insone
minuto de sanidade. É
ímpar
este
diálogo quase
seco. As relativas
dimensões, os
abismos existenciais,
as
certezas que cauterizam as
indigestas
maneiras de sentir
este
impiedoso
movimento (áspero, confuso,
contuso, vil...
delicado!).
Mínimas percepções,
imprecisas
demonstrações,
nuas
pesquisas que
favorecem certos
e
involuntários
apetites - descendentes
de
um sem par
número de
considerações (ásperas, devo
confessar!). À noite,
os vivos e intensos
minutos de saudade
ousam contornar
as
vivas e díspares
razões (sempre
mais fortes - ou críticas [dependendo
do esforço, observo]).
As estratégias,
os nus
acordos,
as cínicas e
delicadas
ações que
repousam sobre
o peito
parcialmente
nu. As estradas quase
cetrinas, os
impulsos quase
distantes,
os nomes (amaros) que
fogem
ao menor
dos gestos.
A pequena
dimensão, os instantes
parciais,
as sensíveis
ações que
pacificamente
delimitam os
espaços antes
vagos.
As conquistas
de titânio, os rijos
acidentes, as
específicas
mudanças de humor que
inviabilizam os
estreitos
e
contínuos
embustes.
À noite, quando os
sinais mais elementares
tocam os
possíveis e
vivos
instrumentos de fé,
a poesia - razão máxima -
esboça a simetria quando
do breve olhar. A poesia,
meus amigos, seduz, conduz,
induz aos mais
íntimos desejos. A poesia,
sempre tênue, monologa (para, quem sabe, criar novos limites!).
(Adriano Guia Ferraro, 30, 17/12/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h27 PM
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