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Acaso 15/01/2006 09:55 Estes símbolos não podem desenvolver parte deste simétrico prelúdio de cólera. Estes projetos mais que amorais, estas lições quase sem forma, estes presságios que minimamente interferem nos pálidos embustes. A bem da verdade, sinuosa ninfa, o riso é parte deste delicado momento de fé. Laços imperfeitos, estratégias nuas, delicadas projeções que minimamente invadem parte deste caminho nu. As paredes tolas, os gestos mínimos, as ásperas considerações que incomodam os pálidos e distantes poemas - eles, observo, parte deste abismo nada comum! Sombras nuas, covardes espasmos, delicadas paixões que vulneram um sem par número de associações mais que informes. Devo cauterizar as certezas? Devo exprimir um terço deste cálido sonho de liberdade? Os golpes informes, as urgentes demonstrações, os críticos delírios que deformam os cálidos projetos de sanidade - como se possível fosse anunciar ao mundo esta nova medida de dor! Linhas frágeis, encontros passionais, destrutivos contornos que informam as incrédulas justificativas. Os passos intensos, as relações parciais, os sonhos ocultos que dominam parte deste significativo projeto de angústia - ela, como sempre, predadora! Pactos delicados, insuficientes contornos, elos e paixões, e abismos, e estáticos distúrbios que cauterizam as urgentes e fictícias transformações. A nudez nada viva, os ensaios perdidos, os sonhos poéticos que proclamam os mais belos movimentos que o corpo - intruso - ousou desenvolver. Vínculos imorais, inesgotáveis distúrbios, conflitos decadentes, projetos nada comuns. Marchas infantis, destrutivos amores, sonhos e paixões que reagem ao menor sinal de incerteza. Estes projetos insones, divididos entre a loucura e o desespero, compreendem parte deste pranto. A sensível diferença, o vil afago, as imagens cruas. Perdera as frias impressões! (Adriano Guia Ferraro, 30, 15/01/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h59 PM
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Espanto 14/01/2006 06:12 Laços estreitos, caminhos inseguros, problemas que tocam e vulneram as estruturais mudanças de humor. Linhas secas, contornos sem formas, elos e certezas, e inexatidões, e pareceres que denunciam parte deste abismo que a todos devora. Minhas impressões, fortemente desenvolvidas, passam. Assim como também passam os gestos mais simples - capazes de transformar a vida, observo! Segredos irreais, mordaças contínuas, justificativas mais simples que minimamente interferem nos gestos mais sóbrios. Apenas e tão somente as arestas deste caminho nada comum. Apenas os ritos, as palavras, os nomes mais ímpares - filhos, observo, de um sem par número de associações (tolas, confesso!). Os meses incertos, as condutas tênues, os jogos nada comuns que impressionam parte desta sendetária forma de amar. Os ritos nus, as urgentes demonstrações de fúria, os sintéticos modelos de sanidade que cauterizam parte deste inocente momento de dor. Às vezes, quando as sensíveis diferenças tocam o solo dos amaros amantes, parte deste estático desejo - sem forma, penso - parece querer recuar (como se fosse possível desenvolver, em sã consciência, um mil avos deste verbo quase extinto!). As linhas heterodoxas, as justificativas mais tênues, os momentos nada convencionais que tocam as delicadas e próximas formas de amar. Estes impérios secos, estas estradas cruas, estes sinais delicados que minimamente ousam compreender parte deste crítico e seco projeto sem forma. À noite, parte deste incerto modelo de lucidez parece recuar; à noite, parte desta lembrança vaga parece desenvolver o tísico e sintético, e obtuso movimento. Os gemidos mais que pérfidos, as ruas mais que informes, os delicados projetos de certeza que dissolvem parte de um mesmo resultado - inortodoxo, concluo! Certas expressões, menino/poeta, tocam as bases do previsível delírio! (Adriano Guia Ferraro, 30, 14/01/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h17 PM
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Mais forte 13/01/2006 06:17 As certezas parecem querer compreender os sinais que invadem minh'alma. Os ritos mais secos, as paradoxais farsas, os intrusos nus - filhos de um sem par número de considerações que ousaram, a bem dizer da verdade, consumir parte desta lúcida e informe vontade de amar. As paixões decadentes, os movimentos mais secos, as palavras e os mistérios que definitivamente esboçam parte de um cínico e intenso projeto de dor. Dia-a-dia as formas mais sublimes tocam o poeta. Dia-a-dia as sensações mais tênues dominam parte deste sintético e crível projeto. Dia-a-dia as expressões mais secas compreendem que amar inda se faz necessário - quiçá para nectarizar o grito há muito oculto! As paredes sensíveis, as pinturas sem traços, os gestos irreais, as palavras imorais, os desejos, as falsas lembranças, os momentos de dor, os caminhos mais secos, as secretas mordaças, os instantes secundários, os nomes - tão cínicos que não ouso pronunciar! Parte de mim parece querer fugir. A outra parte, nua, é apenas a centelha do fogo que não mais ousa desenvolver o fértil crepitar. As intenções, os sinais mais que evidentes, as pálidas sensações que ligam os projetos de dor aos instantes de angústia que perturbam a fronte visivelmente cansada. Minhas análises, próximas uma da outra, reagem. Combustão, observo. O corpo tísico, as ações ímpares, os depoimentos mais sublimes, as aspirações mais que reais, os manifestos definitivamente presos - como se fosse possível desenvolver parte desta estratégia que a todos toca. A crueza sem par, os distúrbios informes, as paredes ásperas, os movimentos intensos, as belicosas mudanças, os sonhos que animam o vazio que a todos devora. Não vejo melhores dias. Contudo, devo insistir - talvez para afastar a pecha de pessimismo que insiste em aparecer. Linhas futuras, traços firmes. Eis os primários objetivos! (Adriano Guia Ferraro, 30, 13/01/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h19 PM
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Intenções 12/01/2006 05:12 Não vi os gestos mais simples. Assim como também não vi as palavras mais serenas. O grito que não veio, as impressões nada ortodoxas, as poesias cínicas, secas, ásperas, delicadas... confusas. Apenas um estático movimento que interfere minimamente nas formações mais intensas (ou nos gemidos que o corpo profere ao encontrar os rastros mais que expressivos!). Devo consumir parte deste joguete para seduzir um mil avos deste temperamento que toca e invade, e compreende as certezas dos imprecisos resíduos? As projeções de ferro, o corpo que nada esclarece, as sensações imorais que reclamam e brindam, e escrevem coisas que, às vezes, parecem sem sentido (o habitual sentido que a todos devora!). A urgência dos fáceis risos, a falência das sintéticas impressões, a decadência dos anúncios que tocam e estabelecem um mil avos de uma tentativa nada convencional. Apenas depressivo. Apenas menino que corre e estabelece um sem par número de sem razões - elas, observo, perversas! A inexatidão dos depoimentos, as cítricas frações, os controversos negócios que informam com delicadeza as justificativas que, em vida, devemos ter. As mãos mais que secas, as cercas mais que intermináveis, os horizontes que brindam ao acaso (talvez porque em algum momento as certezas tísicas foram, penso, melhores que o insone afeto). Minh'alma nua, segredos meus, sinais e estratégias que ofendem os paradoxais momentos de dor. A crueza sem forma, as formas sem vínculo, o vínculo sem nó. É tarde, menina! Os olhos, sensíveis, não podem enxergar parte deste relativo momento de culpa. Os olhos, intrusos, refletem vida, comunicação crua, incerteza. Apenas as concretas e insignificantes manifestações de angústia que a todos devora. Apenas os prelúdios que, em vida, ousaram construir um mil avos de uma tentativa nada previsível. Perdera, a bem dizer, os ritos parcialmente secos! (Adriano Guia Ferraro, 30, 12/01/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h25 AM
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Geográfico 11/01/2006 05:35 Um gesto impreciso, segredos sandios, amaros delírios que desenvolvem um sem par número de afirmações. Estes sinais obtusos, presos à verdade das cínicas horas, ousaram produzir um pequeno discurso - tão forte que, às vezes, parte deste delicado estertor ousa, de maneira tênue, demonstrar este inexpressivo relato de fúria. Conversas amorais, sínteses falhas, demonstrações que solidificam as estratégias há muito montadas. Os paradoxos mais que nus, as urgentes paixões, as sombras mais tolas, os relatos mais tímidos... Perdera o fulcro. Perdera as imagens. Perdera o principal foco que demonstra parte desta sanidade que há muito retarda os alicerces mais firmes. Vazio, inconsequënte, delicado, obtuso, amaro, insensível, díspar, sandio, incerto, injusto, cínico, crítico, por vezes inexorável... Estes delírios, presos à razão dos argumentos mais secos, ousou consumir um pequeno e distante momento de liberdade. As hipérboles, os sensacionais paradoxos, as vitrines secas que comandam as asperezas mais que formais. Parte de mim, insone, reage; a outra parte, incauta, é - penso - filha da inverdade (ou da complexa lucidez, observo!). Tênue, sacrificante, impensável do ponto de vista da análise mais sensível. Este critério, vivo por dentro e por fora, ousou construir um cardíaco momento de fantasia. As asperezas, os gemidos mais que informes, as palavras que vulneram as sensíveis e distantes mudanças humor, os ombros (cada vez mais impossibilitados!). Estes desejos quase secos, observo, suficientes não são para consumir um relato de vida; estas hipóteses, filhas da angústia previamente erigida, sustentam - com razão - os incertos e distintos momentos de dor. Talvez devesse considerar parte deste lúdico manifesto. Talvez devesse enfrentar parte desta sensível abstração que a todos devora. Talvez devesse partir para não mais voltar! (Adriano Guia Ferraro, 30, 11/01/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h37 AM
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Imagens 09/01/2006 09:23 Linhas estreitas, complexos delírios, estáticos tormentos que vulneram um pequeno - mas firme! - minuto de sanidade. A poesia nua, os contornos fáceis, as formas informes que informam os infrutíferos minutos de crueza. Cada poema morto, cada sombra dividida, cada pedaço de chão que compreende parte deste estático limite sem forma... Apenas os expressivos e díspares movimentos que o corpo - intruso - ousou executar. Apenas as complexas certezas (ou as hipérboles, nuas, que ousaram preencher um mil avos desta lacuna há muito aberta!). Limítrofes sinais, cárceres absolutos, delicadas formas de amar que compreendem parte deste cínico e intenso instrumento de paz. Às vezes, quando os olhos vivos ousam considerar parte desta viva transformação, o corpo - intruso - é apenas um relato perdido (filho, é evidente, dos gestos que sempre incomodaram!). Estas propostas quase secas, estes critérios inortodxos, estas urgentes dimensões que delicadamente resolvem parte deste sintético amor. Os laços mais que reais, as medidas mais que urgentes, os passos mais que passionais, as respostas - sempre ásperas! Quisera apenas os gestos mais intensos, as palavras mais perfeitas, os gemidos menos críveis, os gritos - eles, observo, parcialmente destruídos. Sobre o peito, a nudez necessária; sobre os gástricos minutos, um terço do que pode ser denominado culpa. As manhãs pálidas, os amores que delicadamente brindam aos mais ígneos movimentos, as certezas - impróprias em essência! Os gemidos parciais, as circunstâncias atenuantes, os movimentos irracionais que o corpo - esta matéria vil - ousou esboçar, os argumentos (presos, confesso!). Linhas e movimentos, e estreitos delírios, e pequenas considerações. A bem dizer da verdade, ninfa, parte deste embuste pertence ao riso que delicadamente ousou partir sem deixar vestígios! (Adriano Guia Ferraro, 30, 09/01/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h31 PM
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Conquistas 08/01/2006 07:53 A urgência dos toques, as palavras que recorrem aos mais ásperos momentos de fúria, a delicada poesia que envolve o corpo e alma. Os gritos incertos, os paradoxais minutos, as urgentes necessidades, os gemidos imperfeitos, as mudanças de humor, os nomes mais que reais, as simétricas recompensas, os gemidos... Esta confusa e delicada maneira de enxergar o mundo talvez seja o reflexo que ousou compreender, de maneira absoluta, as pálidas e distantes, e contusas, e vivas, e amaras maneiras de dizer que o amor - este símbolo imortal - inda pode, de maneira absoluta, resistir aos mais diversos reveses. Criações quase sem forma, pérfidas ruas, elementares discursos, projetos e poemas que teimam em enfrentar a vida como se fosse possível alterar o que está determinado. Este curso (violento, por vezes!) determina a ação quase nua. Este curso, verborrágico, alimenta parte de minh'alma - parte que insisto em não revelar (porquanto posso, assim entendo, tornar-me algoz!). As delicadas mãos, os gestos expressivos, as poesias que insistem em determinar - de maneira embrionária - parte deste acerto. Os braços que se tocam, os risos que murmuram, as fendas que encontro e que podem - de maneira intensa - ser tocadas. Os gemidos passionais, as estradas quase infinitas, os horizontes - definitivamente vivos! Os poemas mais simples, as estratégias montadas, as intensas e volúveis sínteses que devoram parte deste mecanismo que a todos preserva. Um mil avos deste lúcido movimento não foi capaz de cauterizar a chaga. Um mil avos desta simples forma não foi capaz de responder aos mais sintéticos ritos. E agora, menino? Os poemas podem responder aos mais intensos momentos? Os poemas podem, a bem da verdade, exprimir parte desta urgente e viva transformação? Aos poucos, nua ninfa. Parte de mim inda não entende a novidade que se avizinha! (Adriano Guia Ferraro, 30, 08/01/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 02h13 PM
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Que depoimentos?
Estes delicados momentos não reagem, sintética ninfa. Assim como também não reage o corpo, o vazio, as expressões definitivamente cínicas. Não reage a dor - por mais paradoxoal que isto seja! Os manifestos quase abstratos, a íntegra poesia que a todos socorre, os limites nada explosivos - porquanto o corpo, sedado, é apenas um joguete nas mãos (ásperas, observo!) dos menos preparados. Quisera brindar aos aspectos mais íntimos da vida. Quisera fabricar um mil avos desta possível ilusão. Quisera os gestos, as manifestações nuas, os delicados gemidos que ousaram construir parte deste seco e delicado momento de dor. Pousa sobre o peito nu a pequena e mortal forma informe. Pousa sobre o peito nu a tola e viva simetria. Pousa sobre o peito... Apenas um significado que aos olhos humanos parece insuficiente. Apenas um relativo estertor que ofende a tísica e decadente vida. Os aspectos mais secos, as prováveis justificativas, a lembrança que paira sobre a fronte e estabelece novas formas de amar. Devo recuar, consumir os pecados, desenvolver um terço deste sentimento seco que provoca náusea a quem quer que seja? Minhas vitórias não são mais nobres. Também não feitas do material mais potente. Por isso a ausência de nobreza (aparentemente, confesso!). As linhas quase heterodoxas, as pontes mais que expressivas, os domínios nus que ofendem as impróprias e decadentes formas de amar. Breve relato, confuso minuto, contuso poeta, específico desejo, amaro amor. Não há, segundo observo, sinais hereditários. Há apenas um riso morto que toca e invade a crueza dos gestos mais nobres (ou confusos, segundo posso entender!). Crises impróprias, irracionais projetos, alicerces que beiram à insanidade - porquanto desenvolveram um mil avos de uma tentativa há muito insignificante! Estes são os resultados. Sobre o peito, o afago que não veio! (Adriano Guia Ferraro, 30, 06/01/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h26 AM
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Acordos 05/01/2006 04:43 Instável poesia, risos amaros, delicadas atrações que convencem certos depoimentos - como se pudesse cauterizar um gesto há muito perdido. Linhas, sensações, armadilhas que reagem ao menor sinal de urgência. Estes sintéticos minutos, presos, compreendem que romper com as estruturais maneiras de sentir o amor é, penso, tarefa crua, instável, definitivamente cínica. Abismos, cálidas mutações, irreais paradoxos que obedecem aos tísicos e delicados momentos de paz. A ruína nada ortodoxa, as paredes sem vida, os obstáculos - prestes a desenvolver um minuto da habitual insanidade (predadora, observo!). Palavras secas, encontros fatais, poemas e circunstâncias que alimentam os desejos cada vez mais intensos - filhos de um sem par número de expectativas. Decidira partir. As arestas cruas, os detalhes perversos, as sinuosas palavras que ousam justificar o injustificável. Talvez devesse construir muralhas ao redor deste sinal que a todos causa certo arrepio. Os lábios, a tez, os gestos mais íntimos. Em síntese: perfeição! Os ombros que doem, as amaras projeções, os críticos delírios que enfretam os tumultos mais sinceros - porquanto ousei, enquanto poeta, anunciar aos mais destemidos a poesia quase sem sentido. Lúcidas hipérboles, confusos alicerces, estertores que derrubam os projetos mais edificantes - eles... descendentes de um sem par número de expressões. Marcas incrédulas, sínteses pálidas, máculas que interferem minimanente nos estreitos e hediondos momentos, prefácios (cada vez mais ácidos!). Quisera apenas os expressivos sinais. Quisera, apenas os lúdicos e instáveis projetos sem cor. As demonstrações quase sem forma, os possessivos limites de fúria, as palavras que subtraem parte deste critério quase sem movimento. Um dia nu, uma pequena e estática forma, um vago minuto. Por enquanto... basta! (Adriano Guia Ferraro, 30, 05/01/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h03 AM
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Preso 04/01/2006 05:49 Libertário, amaro, delicado - assim como as respostas que tocam e vulneram a essência dos homens sem vida! Pequenas atrações, díspares contornos, épocas e sínteses, e impressões erradas que justificam um um mil avos deste lúdico e impreciso contorno. Às vezes, quando os terminais encontros desenvolvem as secretas e imediatas paixões, parte de mim - intensa -, ousa (mesmo que delicadamente) erigir um simples e disperso poema. Os ruídos, as simétricas construções, os lados mais expressivos que comandam certas e inconseqüentes páginas. Os pontos sem direção, as sedentas projeções, os caminhos mais secos que anunciam um sem par número de justificativas - sempre, observo, à procura dos irreais e infrutíferos desejos sem forma. Manchas etéreas, correntes ígneas, formas e relatos, e decisões que tocam as arestas dos pálidos e incríveis movimentos - eles... sempre tão inortodoxos! Pontos em comum, pautas imensas que podem ser nectarizadas, estruturas vazias que decifram um terço deste delírio nada convencional. Não enxergo quais sensações tocam as vivas e sensíveis manifestações de loucura. A poesia íntima, os desejos quase cegos, as miopias que insistem em publicar algo sem vida - como se possível fosse comandar, mesmo que prostrado, legiões que inda insistem em desenvolver uma série de ataques - todos, confirmo, crus! Estas são as análises públicas que os olhos dos outros enfrentam. Estas são as delicadas manifestações de cólera que interferem minimamente nos sonhos mais belos. Noite. Pontos em comum, covardes estruturas, pequenos prantos que cauterizam as chagas há muito abertas. Estes imorais recursos, estas potentes estações, estes delicados projetos de fé que anestesiam as palavras quase secas - filhas da incerteza, do vazio, das pegadas que até hoje não foram rastreadas. Insensível aos manifestos. Os lábios, hoje, mostram-se cerrados! (Adriano Guia Ferraro, 30, 04/01/2005, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h53 AM
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Assimétrico 03/01/2006 04:59 Imperfeitas dimensões, segredos irreais, farsas e fantasias que anunciam um sem par número de expressões - todas, confesso, presas à tola e irreal forma de construir um poema. As pequenas e horizontais paixões, os abismos quase secos, as vitrines - opacas - que caminham e traduzem, e sentem parte deste reflexo pouco primitivo. À noite, quando os olhos mais tênues ousam percorrer um sem par número de expectativas, o corpo parece recuar. À noite, quando os sonhos mais delicados passam a descrever os gestos mais intensos, parte mim - intrusa - reage, projeta (no outro) razões sem razão (ou simplesmente tenta, de maneira trágica, descrever os críticos minutos!). A viva farsa, os expressivos e delicados projetos, as sentenças que construí - na tentativa, tola, de exprimir um terço deste cardíaco e disperso minuto. A pálida circunstância, os joguetes que pelo chão se encontram, as armadilhas retóricas que - ao invés de melhorar a vida - seduzem as mais diferentes platéias. Para quê isso, nua menina? Os insensíveis projetos sem cor, as urgentes e dispersas atrações, os nomes confusos que reinam sobre os corpos em estupor. Estas críticas e destrutivas imagens, estes seguros e relativos apoios, estes impulsos e estas paradoxais tentativas. Que fazer, então? Minorar os problemas, submeter-se aos ensaios mais imprecisos, construir um estático e hipotético fulcro sem cor? Minhas ações, injustificáveis, constroem argumentos nunca antes visto. Minhas ações, insensíveis, representam parte de um contorno que toca e evoca a beleza dos mais sinceros gritos. A poesia definitivamente viva, os fundamentos que exprimem certas reações, os embustes - fabricados à luz das falsa expectativas! Não posso considerar parte deste intocável manifesto. Não posso, também, construir pontes e estradas, e justificativas. De fato, este crepitante ensaio nada representou! (Adriano Guia Ferraro, 30, 03/01/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h09 AM
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Esperança 02/01/2006 09:15 Expressões quase nuas, delicadas ruínas, pequenos e intensos gemidos que delicadamente ousam construir um vivo e sandio minuto de fúria - ela... sempre previsível! Os estáticos e dispersos momentos, as estruturas que as poucos cedem, os delírios que minimamente interferem nos pequenos e distantes ensaios - cínicos, restritos, amaros, estáticos, pobres... informes. Quisera parte desta sensação prazerosa. Quisera o rito mais firme e as pegadas mais densas. O solo, agora, é feito de aço - talvez para envitar que eventuais rastros sejam deixados. Os movimentos mais serenos, as dimensões quase secas, as possessivas manifestações de cólera - presas à realidade mais que perfeita! Os intensos gestos - pequenos, confesso - mostram-se insuficientes (os simplesmente dispersos, tísico algoz!). Delicadas paixões, estórias nuas, dias e noites, e tardes que não findam - porquanto existem possibilidades além das racionalmente previstas! Gritos imediatos, conversas nada relativas, movimentos que os corpos fazem porque estão à procura dos serenos momentos de culpa. Vago, imperfeito, sedutor, ígneo, valoroso, emotivo, seco, díspar, lúcido... Estes são os caminhos que tocam as arestas nada comuns. Estes são os gástricos trechos de loucura que pairam sobre as estruturas parcialmente delicadas. Estes são, por fim, os imaginários exageros que ousaram erigir um mil avos desta sedentária forma de amar. À luz dos mais sintéticos delírios, repousa sobre a matéria crua um riso delicado. Os passos-modelos, as imagens relativas, os pesos que tocam as bases mais concretas. Não vejo, a bem da verdade, um projeto mais forte que a tola razão humana. Não vejo, também, que formas construir - porquanto perdi, ao longo dos anos, a capacidade de dialogar. Aos poucos o riso volta. Aos poucos, nua menina, certas imperfeições transmutam-se. Por isso creio nos movimentos! (Adriano Guia Ferraro, 30, 02/01/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h17 PM
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Rompimento 01/01/2006 08:07 Estes complexos gritos sóbrios não são para desenvolver um vivo minuto de sanidade. As pequenas e decadentes justificativas, as palavras mais que reais, os olhares perdidos - à procura, confesso, dos inevitáveis gestos que a todos atordoam. Este vazio primitivo, definitivamente de aço, reage ao menor sinal de urgência. Os pontos vagos, as arestas cruas, os delicados e irracionais pontos que minimamente interferem nas mais distantes paixões. Vou-me embora. Os risos paradoxais, as hipérboles quase secas, os fáceis e insustentáveis prólogos que aos poucos ousam desenvolver um provável sinal de sanidade. Estas delicadas poesias, estes desafetos quase incomuns, estas manhãs nada convencionais que - de tão confusas - fabricam os mais diversos tipos de ópio. É vago este resultado nu. É vago, também, o contraste que vulnera e cauteriza a justificativa mais ígnea. Os depoimentos instáveis, as informais caminhadas, os pequenos e insensíveis diálogos que conversam sobre todos os assuntos possíveis - até mesmo aqueles definitivamente ásperos! Cada poema não é projetado para nectarizar os acontecimentos. Cada poema não é forma e critério delicadamente escolhidos. Cada poema reage ao menor sinal de fúria. A imprudente dimensão, os olhares quase perdidos, as palavras nada estruturais - presas a um sem par número de associações (todas, confesso, possivelmente vivas!). Os mais inseguros rituais, as imperfeitas terminações, os valores de aço que acompanham as tórridas e indecentes impressões, os nomes quase extintos, as respostas (firmes, gélidas... nuas!). Foi sobre o fulcro nu que as palavras desenvolveram um restrito e inominável poema. Foi sobre a poesia sem resposta que os depoimentos mais secos tocaram parte deste vazio imediato. Foi sobre o funesto minuto de dor que pude, enquanto menino, considerar um mil avos deste vivo momento de paz! (Adriano Guia Ferraro, 30, 01º/01/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 02h11 PM
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