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"Adriano-Poesia"
 


Acaso 15/01/2006 09:55
Estes símbolos
não podem desenvolver
parte
deste
simétrico prelúdio
de
cólera. Estes
projetos mais que
amorais,
estas
lições quase
sem forma,
estes
presságios que minimamente
interferem
nos pálidos
embustes.
A bem da verdade, sinuosa
ninfa, o riso
é parte
deste
delicado momento de fé.
Laços imperfeitos,
estratégias nuas,
delicadas
projeções
que
minimamente
invadem parte
deste
caminho nu. As paredes
tolas, os
gestos
mínimos, as ásperas
considerações
que
incomodam
os pálidos e distantes
poemas - eles, observo,
parte
deste
abismo nada
comum!
Sombras
nuas,
covardes
espasmos,
delicadas
paixões que
vulneram
um sem par
número de
associações mais que
informes. Devo cauterizar
as
certezas? Devo exprimir
um terço deste
cálido sonho de liberdade?
Os golpes
informes,
as urgentes
demonstrações, os
críticos delírios que
deformam
os
cálidos projetos de
sanidade - como
se
possível fosse
anunciar ao mundo esta
nova medida de dor!
Linhas frágeis,
encontros passionais,
destrutivos
contornos que
informam as
incrédulas
justificativas.
Os passos
intensos,
as
relações parciais,
os sonhos ocultos que
dominam parte
deste
significativo
projeto de
angústia - ela, como sempre,
predadora!
Pactos
delicados,
insuficientes
contornos,
elos e paixões,
e
abismos, e
estáticos distúrbios que
cauterizam as
urgentes
e
fictícias transformações.
A nudez nada
viva,
os ensaios perdidos, os sonhos
poéticos que
proclamam
os mais belos
movimentos que
o corpo - intruso - ousou
desenvolver.
Vínculos
imorais,
inesgotáveis
distúrbios,
conflitos
decadentes,
projetos nada
comuns.
Marchas infantis,
destrutivos
amores,
sonhos e paixões que
reagem ao menor
sinal de incerteza.
Estes
projetos insones,
divididos entre
a
loucura e o desespero,
compreendem parte
deste
pranto. A
sensível diferença,
o vil afago, as imagens cruas. Perdera as frias impressões!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 15/01/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h59 PM
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Espanto 14/01/2006 06:12
Laços estreitos, caminhos inseguros,
problemas que
tocam e vulneram
as
estruturais
mudanças de humor.
Linhas secas,
contornos sem formas,
elos e certezas, e
inexatidões, e
pareceres
que denunciam parte
deste
abismo que a todos
devora.
Minhas impressões, fortemente
desenvolvidas,
passam. Assim
como também passam
os
gestos mais simples - capazes
de
transformar a vida, observo!
Segredos irreais,
mordaças contínuas,
justificativas
mais simples que
minimamente
interferem
nos gestos mais
sóbrios.
Apenas e tão somente
as
arestas
deste
caminho nada
comum.
Apenas os ritos, as palavras,
os nomes mais
ímpares - filhos, observo,
de
um sem par
número de associações (tolas, confesso!).
Os meses
incertos, as condutas
tênues, os jogos nada comuns que
impressionam parte
desta
sendetária forma de
amar. Os ritos
nus, as
urgentes
demonstrações de fúria,
os sintéticos
modelos de sanidade
que
cauterizam parte
deste
inocente
momento de dor.
Às vezes, quando
as
sensíveis diferenças tocam
o
solo
dos amaros amantes, parte
deste
estático desejo - sem
forma, penso - parece
querer
recuar (como se fosse
possível desenvolver, em sã consciência, um mil avos deste verbo quase extinto!).
As linhas heterodoxas,
as
justificativas mais tênues,
os momentos nada
convencionais
que tocam
as
delicadas
e
próximas formas de
amar.
Estes
impérios secos,
estas
estradas cruas,
estes
sinais delicados
que minimamente
ousam compreender
parte
deste
crítico e seco
projeto sem forma.
À noite, parte deste
incerto modelo
de
lucidez parece
recuar; à noite, parte
desta
lembrança vaga
parece desenvolver
o tísico e
sintético, e obtuso
movimento.
Os gemidos mais que
pérfidos,
as
ruas mais que informes,
os delicados projetos de
certeza que
dissolvem
parte
de um mesmo
resultado - inortodoxo, concluo!
Certas expressões, menino/poeta, tocam as bases do previsível delírio!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 14/01/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h17 PM
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Mais forte 13/01/2006 06:17
As certezas
parecem querer
compreender os sinais
que invadem minh'alma.
Os ritos mais
secos, as paradoxais
farsas, os
intrusos
nus - filhos de
um sem par
número de considerações
que ousaram, a bem dizer
da
verdade, consumir
parte
desta
lúcida e informe
vontade de amar.
As paixões
decadentes, os
movimentos mais
secos, as
palavras e os mistérios que
definitivamente
esboçam parte
de
um
cínico e intenso
projeto de
dor.
Dia-a-dia
as formas mais sublimes
tocam o poeta. Dia-a-dia
as
sensações mais
tênues dominam parte
deste
sintético
e
crível projeto. Dia-a-dia
as
expressões mais secas
compreendem que amar
inda se faz necessário - quiçá para
nectarizar o grito há muito oculto!
As paredes sensíveis, as
pinturas
sem traços, os gestos
irreais,
as
palavras imorais,
os desejos, as falsas
lembranças, os
momentos de dor,
os caminhos mais secos,
as secretas
mordaças, os
instantes secundários, os
nomes - tão cínicos que
não ouso pronunciar!
Parte de mim
parece querer
fugir. A outra parte, nua,
é apenas a centelha do
fogo que não mais
ousa desenvolver o fértil crepitar.
As intenções,
os sinais mais
que
evidentes,
as
pálidas sensações que
ligam os
projetos de dor aos instantes
de
angústia que perturbam a fronte
visivelmente
cansada.
Minhas análises,
próximas uma da outra,
reagem. Combustão, observo.
O corpo
tísico,
as
ações ímpares,
os depoimentos mais
sublimes, as
aspirações mais que
reais, os
manifestos
definitivamente
presos - como se
fosse
possível desenvolver parte
desta estratégia que
a
todos
toca.
A crueza sem par,
os
distúrbios informes,
as
paredes ásperas, os
movimentos intensos,
as
belicosas
mudanças, os sonhos que animam
o vazio que a todos
devora.
Não vejo melhores
dias. Contudo, devo
insistir - talvez para
afastar a pecha de pessimismo que
insiste em aparecer.
Linhas futuras, traços firmes. Eis os primários objetivos!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 13/01/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h19 PM
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Intenções 12/01/2006 05:12
Não vi os gestos
mais simples. Assim
como também não vi
as
palavras mais serenas. O
grito que não veio, as
impressões
nada
ortodoxas,
as
poesias cínicas, secas, ásperas,
delicadas... confusas.
Apenas um estático movimento que interfere
minimamente
nas formações mais
intensas (ou nos gemidos
que o corpo profere
ao encontrar os rastros
mais
que
expressivos!).
Devo consumir
parte
deste
joguete
para seduzir um mil avos
deste
temperamento que toca e invade,
e
compreende as certezas dos
imprecisos
resíduos?
As projeções
de
ferro, o corpo que
nada esclarece, as
sensações imorais que
reclamam e brindam, e escrevem
coisas que, às vezes, parecem
sem sentido (o habitual
sentido que a todos
devora!).
A urgência
dos
fáceis risos, a falência
das
sintéticas
impressões, a decadência dos
anúncios que tocam
e
estabelecem um mil avos
de
uma tentativa
nada
convencional.
Apenas depressivo. Apenas
menino que corre
e
estabelece um sem par
número de sem
razões - elas, observo,
perversas!
A inexatidão dos
depoimentos,
as cítricas frações, os
controversos negócios que
informam com delicadeza
as
justificativas que, em vida,
devemos ter.
As mãos mais que secas,
as cercas mais que
intermináveis,
os horizontes que
brindam ao acaso (talvez porque
em algum momento as
certezas tísicas foram, penso, melhores que o insone afeto).
Minh'alma nua,
segredos meus,
sinais e estratégias que
ofendem os paradoxais
momentos de
dor.
A crueza sem
forma, as formas
sem
vínculo, o
vínculo sem
nó.
É tarde, menina! Os
olhos, sensíveis,
não podem enxergar parte
deste
relativo momento de culpa. Os olhos,
intrusos, refletem vida,
comunicação crua, incerteza.
Apenas as
concretas e insignificantes
manifestações
de
angústia que a todos
devora. Apenas os prelúdios que, em vida, ousaram construir um mil avos de uma tentativa nada previsível. Perdera, a bem dizer, os ritos parcialmente secos!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 12/01/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h25 AM
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Geográfico 11/01/2006 05:35
Um gesto impreciso,
segredos sandios,
amaros delírios que
desenvolvem um sem
par número de afirmações.
Estes
sinais obtusos, presos à verdade das
cínicas horas,
ousaram produzir um
pequeno discurso - tão
forte que, às vezes,
parte deste delicado estertor
ousa, de maneira
tênue, demonstrar
este inexpressivo
relato de fúria.
Conversas
amorais,
sínteses
falhas,
demonstrações
que
solidificam
as
estratégias há
muito
montadas.
Os paradoxos mais
que nus, as urgentes paixões,
as
sombras
mais tolas, os
relatos
mais
tímidos...
Perdera o fulcro. Perdera
as imagens. Perdera o
principal foco que
demonstra parte
desta
sanidade que há muito
retarda os alicerces
mais firmes.
Vazio, inconsequënte,
delicado,
obtuso, amaro,
insensível,
díspar,
sandio,
incerto,
injusto,
cínico,
crítico,
por vezes inexorável...
Estes
delírios, presos à
razão dos argumentos mais
secos,
ousou consumir
um pequeno e distante
momento de liberdade.
As hipérboles,
os sensacionais
paradoxos, as
vitrines secas
que comandam as
asperezas mais
que
formais.
Parte de mim, insone,
reage; a outra parte, incauta,
é - penso - filha da inverdade (ou da
complexa lucidez, observo!).
Tênue,
sacrificante,
impensável do ponto de vista da
análise
mais sensível. Este
critério,
vivo por dentro e por
fora,
ousou construir
um cardíaco
momento de fantasia. As
asperezas,
os gemidos mais que
informes, as palavras que vulneram as
sensíveis e
distantes
mudanças humor, os ombros (cada
vez mais
impossibilitados!).
Estes
desejos quase secos,
observo, suficientes
não são para
consumir um relato
de
vida; estas hipóteses, filhas da
angústia previamente
erigida, sustentam - com razão - os
incertos e distintos momentos
de
dor.
Talvez devesse
considerar parte
deste
lúdico manifesto. Talvez devesse
enfrentar parte
desta
sensível
abstração que a todos devora. Talvez devesse partir para não mais voltar!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 11/01/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h37 AM
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Imagens 09/01/2006 09:23
Linhas estreitas,
complexos
delírios, estáticos tormentos
que vulneram
um
pequeno - mas firme! - minuto
de
sanidade. A
poesia nua, os
contornos fáceis, as
formas informes que
informam os
infrutíferos
minutos de
crueza.
Cada poema
morto, cada
sombra
dividida, cada
pedaço de
chão que
compreende
parte
deste
estático
limite
sem forma...
Apenas os expressivos
e
díspares
movimentos
que o
corpo - intruso - ousou
executar.
Apenas as
complexas certezas (ou
as
hipérboles, nuas, que
ousaram preencher
um mil avos desta
lacuna há muito aberta!).
Limítrofes
sinais,
cárceres
absolutos,
delicadas formas de amar
que
compreendem parte
deste
cínico
e
intenso
instrumento
de
paz.
Às vezes, quando
os olhos vivos
ousam
considerar parte
desta
viva
transformação,
o corpo - intruso - é
apenas
um relato
perdido (filho, é
evidente, dos
gestos
que sempre
incomodaram!).
Estas
propostas
quase secas, estes
critérios
inortodxos,
estas
urgentes dimensões
que delicadamente
resolvem parte
deste
sintético
amor.
Os laços mais que reais,
as medidas mais que
urgentes, os passos mais
que passionais, as
respostas - sempre
ásperas!
Quisera
apenas os gestos
mais intensos,
as
palavras
mais perfeitas, os gemidos
menos
críveis, os gritos - eles, observo, parcialmente
destruídos.
Sobre o peito, a
nudez necessária; sobre os
gástricos minutos, um terço do que
pode ser denominado culpa.
As manhãs pálidas,
os amores que
delicadamente brindam aos
mais ígneos movimentos,
as certezas - impróprias em
essência!
Os gemidos parciais,
as
circunstâncias atenuantes,
os
movimentos irracionais que
o corpo - esta matéria vil - ousou
esboçar, os
argumentos (presos, confesso!).
Linhas e
movimentos, e estreitos delírios, e pequenas
considerações. A bem dizer da
verdade, ninfa, parte
deste
embuste
pertence ao riso que
delicadamente ousou partir sem deixar vestígios!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 09/01/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h31 PM
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Conquistas 08/01/2006 07:53
A urgência dos toques,
as
palavras que recorrem
aos mais ásperos
momentos de fúria, a
delicada poesia que envolve
o corpo e alma.
Os gritos incertos,
os paradoxais
minutos,
as
urgentes necessidades, os
gemidos imperfeitos,
as
mudanças de humor, os
nomes mais que reais,
as
simétricas
recompensas, os gemidos...
Esta
confusa e delicada
maneira de enxergar o
mundo talvez seja o
reflexo
que ousou
compreender, de maneira
absoluta, as pálidas e
distantes, e contusas, e
vivas, e amaras
maneiras de dizer que o
amor - este símbolo imortal - inda
pode, de maneira absoluta, resistir
aos mais
diversos
reveses.
Criações quase sem forma, pérfidas ruas,
elementares
discursos,
projetos e poemas
que
teimam
em enfrentar a vida
como se
fosse possível
alterar o que
está
determinado. Este
curso (violento, por vezes!) determina
a
ação
quase nua. Este
curso, verborrágico,
alimenta parte
de
minh'alma - parte
que insisto em
não revelar (porquanto posso, assim
entendo, tornar-me algoz!).
As delicadas
mãos, os gestos
expressivos, as poesias que insistem
em
determinar - de
maneira
embrionária - parte
deste
acerto.
Os braços que se tocam,
os risos que murmuram,
as
fendas que encontro
e
que podem - de maneira intensa - ser
tocadas.
Os gemidos
passionais, as
estradas
quase infinitas, os
horizontes - definitivamente
vivos!
Os poemas mais simples,
as
estratégias montadas,
as
intensas e volúveis
sínteses que
devoram parte
deste
mecanismo que a todos
preserva.
Um mil avos deste
lúcido movimento
não foi capaz de
cauterizar a chaga. Um mil avos desta
simples forma não foi
capaz de responder aos
mais
sintéticos ritos. E agora, menino? Os
poemas podem responder aos mais
intensos momentos? Os poemas podem,
a
bem da
verdade,
exprimir parte
desta
urgente e
viva transformação?
Aos poucos, nua ninfa. Parte de mim inda não entende a novidade que se avizinha!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 08/01/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 02h13 PM
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Que depoimentos?

Estes delicados
momentos
não reagem,
sintética
ninfa. Assim como
também não
reage o corpo, o vazio,
as
expressões definitivamente
cínicas. Não reage
a dor - por mais paradoxoal
que isto seja!
Os manifestos quase
abstratos, a
íntegra poesia que
a
todos
socorre,
os limites
nada explosivos - porquanto
o corpo, sedado, é
apenas um
joguete
nas mãos (ásperas, observo!)
dos menos
preparados.
Quisera brindar aos
aspectos mais
íntimos da vida. Quisera
fabricar um
mil
avos desta possível
ilusão. Quisera os gestos,
as
manifestações nuas,
os delicados gemidos que
ousaram
construir
parte
deste
seco
e
delicado momento de
dor.
Pousa sobre o peito nu
a
pequena e mortal
forma
informe. Pousa sobre
o peito
nu a tola e viva
simetria.
Pousa sobre o peito...
Apenas um significado que
aos olhos humanos
parece
insuficiente.
Apenas um
relativo
estertor que ofende
a
tísica e decadente
vida. Os
aspectos mais
secos, as prováveis
justificativas,
a
lembrança que paira
sobre a fronte
e
estabelece novas formas
de
amar.
Devo recuar, consumir os pecados,
desenvolver um terço deste
sentimento seco que
provoca náusea a quem quer que seja?
Minhas vitórias não
são mais nobres. Também não feitas
do
material mais
potente. Por isso a
ausência de nobreza (aparentemente, confesso!).
As linhas quase
heterodoxas,
as
pontes mais que
expressivas,
os domínios nus que ofendem
as
impróprias e
decadentes
formas de amar.
Breve
relato, confuso minuto, contuso
poeta, específico
desejo,
amaro amor. Não
há, segundo observo, sinais hereditários. Há apenas um riso morto que toca e invade
a
crueza dos gestos mais nobres (ou confusos, segundo posso entender!).
Crises impróprias,
irracionais projetos,
alicerces que beiram
à insanidade - porquanto desenvolveram um mil avos de uma tentativa há muito insignificante!
Estes são os resultados.
Sobre o peito, o afago que não veio!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 06/01/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h26 AM
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Acordos 05/01/2006 04:43
Instável poesia,
risos amaros,
delicadas atrações que convencem
certos
depoimentos - como
se
pudesse cauterizar
um
gesto há
muito perdido.
Linhas, sensações,
armadilhas que
reagem ao menor
sinal de
urgência. Estes sintéticos minutos,
presos, compreendem que romper com
as
estruturais maneiras de sentir
o amor é, penso, tarefa
crua, instável, definitivamente
cínica.
Abismos,
cálidas mutações,
irreais paradoxos
que
obedecem aos
tísicos e
delicados
momentos de paz. A ruína nada
ortodoxa, as
paredes
sem vida,
os obstáculos - prestes
a
desenvolver um
minuto da habitual
insanidade (predadora, observo!).
Palavras secas,
encontros fatais,
poemas e circunstâncias que
alimentam
os
desejos cada vez mais
intensos - filhos de um
sem par
número
de
expectativas.
Decidira partir. As
arestas
cruas,
os detalhes perversos,
as
sinuosas palavras
que ousam
justificar o
injustificável. Talvez
devesse
construir muralhas ao redor deste
sinal que a todos
causa certo
arrepio.
Os lábios,
a
tez, os gestos mais
íntimos. Em síntese: perfeição!
Os ombros que doem,
as amaras projeções, os
críticos
delírios que
enfretam os
tumultos mais
sinceros - porquanto ousei, enquanto
poeta, anunciar aos mais destemidos
a
poesia quase
sem
sentido.
Lúcidas hipérboles,
confusos
alicerces,
estertores que
derrubam os
projetos mais edificantes - eles...
descendentes de um
sem
par
número de
expressões.
Marcas incrédulas,
sínteses
pálidas,
máculas que
interferem minimanente
nos estreitos e
hediondos
momentos, prefácios (cada vez
mais ácidos!).
Quisera apenas os
expressivos sinais. Quisera,
apenas os
lúdicos
e
instáveis
projetos sem
cor. As
demonstrações quase
sem forma,
os
possessivos
limites de
fúria, as
palavras
que
subtraem parte
deste
critério quase
sem
movimento.
Um dia nu,
uma pequena
e estática forma, um vago minuto. Por enquanto... basta!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 05/01/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h03 AM
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Preso 04/01/2006 05:49
Libertário,
amaro, delicado - assim
como as respostas que tocam
e
vulneram a
essência dos homens sem
vida!
Pequenas atrações,
díspares
contornos, épocas e
sínteses, e
impressões erradas que
justificam um
um mil avos deste
lúdico e impreciso contorno.
Às vezes, quando os terminais encontros
desenvolvem as secretas e imediatas paixões, parte
de
mim - intensa -, ousa (mesmo que delicadamente) erigir
um simples e disperso
poema.
Os ruídos, as simétricas
construções, os
lados mais expressivos que
comandam certas
e
inconseqüentes
páginas. Os
pontos sem direção,
as sedentas projeções,
os caminhos mais
secos que anunciam um
sem par número de
justificativas - sempre, observo,
à procura dos
irreais e
infrutíferos
desejos sem forma.
Manchas etéreas,
correntes ígneas,
formas e relatos, e
decisões que
tocam as arestas
dos
pálidos e incríveis
movimentos - eles... sempre tão inortodoxos!
Pontos em comum, pautas imensas que podem ser nectarizadas,
estruturas vazias que decifram um
terço deste
delírio nada convencional.
Não enxergo quais
sensações
tocam as
vivas e sensíveis
manifestações
de loucura. A poesia
íntima, os desejos quase cegos,
as miopias que
insistem em
publicar algo sem vida - como se
possível fosse
comandar, mesmo que prostrado, legiões que inda insistem em
desenvolver uma
série
de
ataques - todos, confirmo, crus!
Estas são
as
análises públicas que os
olhos dos outros enfrentam. Estas são
as delicadas manifestações de cólera que
interferem minimamente nos sonhos
mais belos.
Noite. Pontos em comum,
covardes estruturas,
pequenos prantos que
cauterizam as
chagas há muito
abertas.
Estes
imorais
recursos, estas
potentes
estações, estes
delicados
projetos de fé que
anestesiam as
palavras quase
secas - filhas da incerteza,
do
vazio,
das pegadas que até hoje não foram
rastreadas.
Insensível aos manifestos. Os lábios, hoje, mostram-se cerrados!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 04/01/2005, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h53 AM
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Assimétrico 03/01/2006 04:59
Imperfeitas dimensões,
segredos irreais,
farsas e fantasias que
anunciam um
sem par
número de
expressões - todas, confesso,
presas à tola e
irreal forma de construir um poema.
As pequenas e horizontais
paixões, os abismos quase
secos, as
vitrines - opacas - que
caminham e traduzem, e sentem parte
deste
reflexo pouco
primitivo.
À noite, quando os olhos mais
tênues ousam
percorrer um sem par
número de
expectativas, o corpo parece
recuar. À noite, quando
os sonhos mais
delicados
passam
a
descrever os gestos
mais intensos, parte
mim - intrusa - reage,
projeta (no outro) razões sem
razão (ou
simplesmente tenta, de maneira
trágica, descrever os
críticos minutos!).
A viva farsa,
os expressivos
e
delicados projetos,
as sentenças que
construí - na tentativa, tola,
de exprimir um terço deste
cardíaco e
disperso minuto.
A pálida circunstância,
os joguetes que pelo
chão se
encontram, as armadilhas
retóricas que - ao invés de
melhorar a vida - seduzem
as mais
diferentes
platéias. Para quê isso, nua menina?
Os
insensíveis projetos sem
cor, as urgentes
e dispersas
atrações, os nomes confusos
que reinam sobre os
corpos em estupor. Estas
críticas e
destrutivas imagens,
estes
seguros e
relativos
apoios, estes
impulsos e estas
paradoxais tentativas. Que
fazer, então? Minorar os
problemas, submeter-se aos
ensaios mais imprecisos, construir um
estático e hipotético
fulcro sem
cor? Minhas
ações, injustificáveis, constroem
argumentos
nunca antes visto. Minhas ações,
insensíveis, representam parte
de
um
contorno que toca e evoca a beleza dos
mais sinceros
gritos.
A poesia
definitivamente
viva,
os fundamentos que
exprimem certas
reações,
os embustes - fabricados à luz das
falsa expectativas!
Não posso
considerar parte deste
intocável manifesto. Não posso, também, construir pontes e estradas, e justificativas. De fato, este crepitante ensaio nada representou!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 03/01/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h09 AM
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Esperança 02/01/2006 09:15
Expressões quase nuas,
delicadas ruínas,
pequenos e intensos gemidos
que delicadamente ousam
construir um
vivo e sandio minuto
de
fúria - ela... sempre
previsível!
Os estáticos e
dispersos
momentos, as estruturas que as
poucos cedem,
os delírios que
minimamente
interferem
nos pequenos
e
distantes
ensaios - cínicos,
restritos, amaros,
estáticos, pobres... informes.
Quisera parte
desta
sensação prazerosa. Quisera
o
rito mais
firme e as
pegadas
mais densas. O solo, agora,
é feito de aço - talvez
para envitar que
eventuais
rastros sejam
deixados.
Os movimentos mais
serenos,
as
dimensões quase
secas, as
possessivas manifestações de
cólera - presas
à realidade mais que
perfeita!
Os intensos
gestos - pequenos, confesso - mostram-se
insuficientes (os simplesmente dispersos, tísico algoz!).
Delicadas
paixões, estórias nuas,
dias e noites, e tardes
que não findam - porquanto existem possibilidades além das racionalmente
previstas!
Gritos imediatos, conversas nada
relativas, movimentos que
os corpos fazem porque estão à procura dos serenos
momentos de culpa.
Vago,
imperfeito,
sedutor,
ígneo,
valoroso,
emotivo, seco, díspar,
lúcido... Estes são os
caminhos que tocam as
arestas nada
comuns. Estes são
os gástricos trechos de loucura
que pairam
sobre as
estruturas parcialmente
delicadas. Estes são, por fim, os
imaginários exageros que
ousaram erigir
um mil avos desta
sedentária forma
de
amar.
À luz dos mais
sintéticos
delírios, repousa sobre a matéria
crua um riso
delicado. Os
passos-modelos,
as
imagens relativas, os
pesos que
tocam as
bases mais
concretas. Não vejo, a bem da
verdade, um
projeto mais forte que
a
tola razão humana. Não vejo, também,
que formas
construir - porquanto perdi, ao longo dos anos, a capacidade de dialogar.
Aos poucos o riso volta. Aos poucos, nua menina, certas imperfeições transmutam-se. Por isso creio nos movimentos!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 02/01/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h17 PM
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Rompimento 01/01/2006 08:07
Estes complexos
gritos sóbrios não são
para
desenvolver um vivo
minuto de
sanidade.
As pequenas e
decadentes justificativas,
as
palavras mais que reais,
os olhares perdidos - à procura, confesso, dos inevitáveis gestos que a todos atordoam.
Este
vazio primitivo, definitivamente
de
aço, reage ao menor sinal
de
urgência.
Os pontos vagos, as
arestas
cruas, os
delicados
e
irracionais
pontos que minimamente
interferem
nas mais distantes
paixões.
Vou-me embora.
Os risos paradoxais,
as
hipérboles quase
secas, os fáceis
e insustentáveis
prólogos que aos poucos ousam
desenvolver um
provável sinal
de
sanidade.
Estas delicadas poesias,
estes
desafetos quase incomuns,
estas
manhãs nada convencionais
que - de tão
confusas - fabricam
os mais diversos
tipos de ópio.
É vago este resultado
nu. É vago, também, o
contraste que
vulnera
e
cauteriza
a
justificativa mais ígnea.
Os depoimentos
instáveis,
as
informais
caminhadas,
os pequenos e insensíveis
diálogos que
conversam sobre
todos os assuntos
possíveis - até mesmo
aqueles
definitivamente
ásperos!
Cada poema não
é projetado para
nectarizar os
acontecimentos. Cada poema não é
forma e critério
delicadamente escolhidos. Cada
poema reage ao menor sinal de
fúria.
A imprudente
dimensão, os
olhares quase perdidos, as
palavras nada
estruturais - presas
a
um
sem par número de associações (todas, confesso, possivelmente vivas!).
Os mais
inseguros
rituais,
as
imperfeitas
terminações, os
valores de aço
que acompanham as
tórridas e indecentes
impressões, os nomes quase
extintos, as respostas (firmes, gélidas... nuas!).
Foi sobre
o
fulcro nu que as
palavras desenvolveram um
restrito e inominável
poema. Foi sobre
a
poesia sem resposta
que os depoimentos mais
secos tocaram parte deste vazio imediato. Foi sobre o funesto minuto de dor que pude, enquanto menino, considerar um mil avos deste vivo momento de paz!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 01º/01/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 02h11 PM
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