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Manifestos 31/01/2006 04:35 As pressões de mais um dia cínico, as imperfeições que jogam com os mesmos dizeres, as arestas - tão ásperas, nuas, confusas, irreais. Às vezes, parte deste embuste é apenas um riso, uma força crua, um desejo que vulnera e toca - no todo ou em parte - as contusas e relativas formas de amar. A poesia delicada, os vestígios que alimentam minh'alma, as condições - primtivas - que julgam ser necessário demonstrar o vivo estertor. As preces obtusas, as sensações que não passam, os gritos primários, as mãos secas, os passos inseguros, as mudanças de humor, as caminhadas incertas, os embustes parciais que vulgarizam as estáticas e dispersas poesias... Não vejo melhores condições. Não vejo melhores acordos. As impressões abstratas, os nefáveis e indeterminados projetos de fúria, as inexpressivas e complexas dores que dia-a-dia conversam sobre os medos mais impróprios - aqueles que, de tão intensos, cauterizam chagas e devoram sínteses que não mais servem para o habitual desfecho. Linhas, hipérboles, histerias que vitimam todos os gestos que aqui jazem. A bem dizer da verdade, sinuosa ninfa, os desfechos não são, no todo ou em parte, estruturais. São feitos do material mais íntimo. E por isso o corpo, às vezes, pára. As condições próprias, as angústias menores e que interferem nos sólidos acordos, as poemas extremos - delicadamente esculpidos! Inda não posso construir muralhas. Faltam-me os materiais necessários. Pedras, principalmente. Os valores irracionais, os vestígios que a queda ousou deixar, as palavras que dominam parte deste irreal fundamento. Talvez os sentidos mais nus ousem determinar parte deste abismo que foi, em essência, incerto. A pureza dos testemunhos, a fragilidade dos medos, os encontros possíveis que a letargia tola considera como exata. Bem sei que os gestos mais nobres findam. Eis a razão do meu silêncio! (Adriano Guia Ferraro, 30, 31/01/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h37 AM
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Constante 29/01/2006 08:31 Corra ao encontro dos gestos mais nus e ouse transformar um mil avos desta matéria crua em algo plenamente justíficável. Corra e ouse demonstrar que os passos mais serenos são, a bem dizer da verdade, o resultado dos gestos mais que informes. Corra e ouse destruir as arestas que impedem um maior aprimoramento. O vulgar desfecho, as inexatas palavras, os complexos passos e toques, e sinais que minimamente demonstram as certezas quase nuas. Talvez devesse conduzir os trechos desta sanidade. Talvez devesse considerar que os anseios representam apenas um terço da dor que toca e invade minh'alma. O resíduo cálido, as inversões necessárias, os paradoxos que demonstram a viabilidade dos incertos projetos de angústia. Apenas um delicado movimento que fere as progressivas e necessárias mudanças de humor. Fogem as mordaças, fogem os critérios nada ortodoxos, formam-se os vínculos - cada vez mais ordinários! Talvez a firme poesia seja o resultado que sempre esperei. Talvez a indigesta mudança represente apenas o mais intenso desejo que a nua força - intrusa - ousou desconstruir. Estes momentos tolos, divididos de modo irreal, inda fornecem elementos basilares - frios o suficiente, penso, para lidar com as estratégias que tocam e desenvolvem um pequeno - mais firme - desejo de paz. Não são as mesmas sensações que adestram os resultados mais expressivos. São os pactos, as medidas extremas, os desejos que minimamente compreendem que amar - este grito quase irreal - é apenas um esboço sem forma. Não posso, a bem dizer da verdade, consumir esta forja que inda toca os possíveis e elementares discursos. O vestido negro, a ebúrnea tez, o brusco contraste - tão forte quanto os mais elementares desejos sem forma! Quisera traduzir a esperança quase morta. Quisera observar, de fato, os vínculos que inda insistem em resistir! (Adriano Guia Ferraro, 30, 29/01/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 02h32 PM
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Patologias 28/01/2006 06:39 Os pontos incomuns, as secretas fantasias, os dias mais firmes que monologam ao menor sinal de instabilidade. Os ritos ortodoxos, as cruas tentativas, os princípios que minimamente identificam os risos mais que reais. Os mesmos embustes, as secretas palavras, os nomes tolos que definem as nuas e estruturais conversas - todas, observo, ásperas em essência! Cínicos passos, heróicos detalhes, vitrines secas que anunciam um pequeno e rijo manifesto de cólera. As urgentes dimensões, os covardes temores, as secas e impróprias manifestações de angústia que calam os lábios em evidente declínio. Poemas sem forma, estratégias inseguras, pálidas afirmações que definem as vivas e atemporais ruínas - elas, penso, definitivamente sem forma! Complexos relatos de fé, amargos projetos, nuas sensações que fundamentam os imorais e tétricos desvios. À noite, quando os sonhos nada convencionais ultrapassam parte deste obtuso sinal de liberdade, parte de mim - amara - torna-se apenas o resultado de mais dia seco (provisoriamente sem vida!). As estratégias confusas, as dimensões informes, as pálidas e díspares mudanças de humor que afirmam ser necessário golpear a tez. O minuto sem força, os elos pasionais, os cumprimentos que despejam as mais inimagináveis mudanças de humor sobre o corpo inda em latente transformação. Os covis impróprios, as complexas ruas, os depoimentos que invadem minh'alma - como se pudesse, aos dias nada convencionais, suportar um mil avos desta mudança sempre tênue. O inválido desprezo, as secretas prisões, os modernos embustes que cauterizam as indomáveis e libertinas algemas - filhas de um sem par número de imposições (definitivamente estéreis!). As visões mais que racionais, os complexos delírios, as ações que vulgarizam os modelos de conduta que a noite - vil - ousou determinar. À noite, um pedido sólido: deixe-me dormir! (Adriano Guia Ferraro, 30, 28/01/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h43 PM
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Pressões 27/01/2006 07:00 Linhas submissas, intensos relatos nus, momentos que tocam e desenvolvem fortes e lúcidos instantes. A poesia vulgar, os pequenos manifestos de dor, as lúcidas maneiras de commpreender os tísicos e informes minutos de sanidade. Devo recuar, menina. As parades ocas, os prefácios mortos, as sensações mais ígneas que anunciam parte deste estático e crível minuto de saudade. Às vezes, tolo poeta, as impressões mais secas ousam tingir de vermelho o corpo em nua devoção; às vezes, sóbrio adeus, as certezas mais belas tocam e invadem os antigos desfechos como se fossem responsáveis pela decadente e incerta maneira de dizer que os ritos, mais volúveis, inda resistem aos tolos e disformes minutos de angústia. Às vezes, observo. Pegadas últimas, segredos irreais, sonhos irregulares que declamam um sem par número de estratégias - como se fosse necessário esconder as vivas e irreais mudanças de humor. À noite, quando os desejos mais firmes compreendem os mais elementares segredos de cólera, parte de mim - intrusa - reage. Às vezes, o grito tolo é apenas o resultado que o poeta - em estado nada convencional - esperou. Os intrusos nus, as impróprias justificativas, os inortodoxos embustes que consagram parte deste estreito e confuso manifesto. Elos inseguros, poemas menores, cárceres que envocam parte de um intenso e recluso manifesto de cólera - responsável pelos mais ásperos tormentos que a alma humana - imperfeita - ousou erigir. As condições elementares, as certezas mais que prováveis, os nomes torpes, as complexas mudanças de humor que atingem um sem par número de reações - todas, confesso, delicadamente esculpidas! Não observo melhores ações. Não observo sensações que possam responder aos mais altos momentos de festa. A crueza sem forma, as impressões noturnas, os gástricos projetos que açoitam minh'alma. À noite, os gestos transmutam-se! (Adriano Guia Ferraro, 30, 27/01/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 01h10 PM
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Fogo nu 25/01/2006 05:40 Intensos limites de cólera, sinais mais que evidentes, paradoxos que subtraem parte deste momento de lucidez e ousa - de maneira bem primitiva - cauterizar as chagas deste corpo inda em confuso movimento. As horas mais firmes, os elementares risos, as considerações que tocam os alicerces e ousam resumir parte deste embuste nada comum. Firmes prólogos, insones minutos, ásperos e delicados passos que resumem certas manias - as mesmas que invadem e compreendem que amar - este verbo irracional - é apenas o resultado dos gestos que os amentes, nus, ousaram criar. Potentes e estáticos gritos, livres trechos de saudade, ira nua que consome os relativos estertores e definem - de maneira pouco real - os embustes que a possessiva noite ousou construir. Péssimos exemplos, inferiores projetos que a noite fria traduziu, certezas e complexos delírios que minimamente ousam considerar que os olhos amaros são apenas o resultado do provável e hereditário impulso - este movimento nada ortodoxo! Passos lúcidos, estáticos tormentos, amaros e delicados pontos que reagem ao menor sinal de sanidade. Os vestígios de um dia morto, as páginas alvas que compreendem a beleza do olhar, os gemidos e sussurros que anunciam parte do que pode ser cosiderado saudade - este argumento mais que potente! Ruínas, sensações confusas, nus prelúdios que minimamente interferem nos injustificáveis erros - eles, penso, tolos, críveis, determináveis, restritos... poéticos. As insinuações delicadas, os resumos informes, as palavras que tocam os indeterminados sinais e descrevem - com relativa segurança - os mais impróprios gritos de liberdade. Conversas insensíveis, paradoxos nus, covardes expressões que tocam os relativos momentos de fúria e desenvolvem as pérfidas e incomuns mudanças de humor - este estado quase que lastimável. À noite, quando os sonhos mais intensos ousam penetrar minh'alma, parte de mim reage! (Adriano Guia Ferraro, 30, 25/01/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h43 AM
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Anterior aos gritos 24/01/2006 05:17 Linhas insensíveis, paradoxos milenares, secretas fantasias que reagem ao menor sinal de instabilidade. Os impróprios sinais, as caminhadas mais amaras, os nefáveis contornos que subtraem parte deste tísico minuto de liberdade. À noite, os sonhos mais reais tendem a construir castelos (ou alicerces definitivamente rijos!). As conversas ímpares, os elementares segredos, as promessas que tocam as estruturas dos sandios e imperiosos diálogos. Os ritos confusos, as possíveis imagens, os sonhos ígneos que evocam a beleza dos trechos de cólera - ela, entendo, decididamente intrusa! Movimentos, delírios, estratégias há muito pensadas que informam parte deste singular projeto de fúria. Os serenos discursos, parcialmente destruídos, são o resultado de que a dor, este vínculo necessário, ousou, mesmo que a distância, construir suas irreais e potentes armadilhas. Apenas inseguro, confesso. Apenas menino que ousa desenvolver os ritos mais nobres - eles, observo, sempre tão vivos! Lúgubres expressões, desconexo momento de angústia, informe justificativa que toca e cauteriza a provável sensação de culpa - tão bruta, cínica... inestimável! Às vezes, contínuo momento, os desejos apenas formam o que de mais nobre existe; às vezes, o sólido passo é apenas a expressão de que os dias, nítidos, inda podem - com relativa segurança - desenvolver os mais edificantes sinais de vitória - tão rara, confusa... própria! Os sensíveis protestos, as exteriores manifestações, os incríveis prólogos que deformam as justificativas mais louváveis. Apenas recluso, penso. Os alicerces inferiores, de tão fortes, caminham com docilidade até os mais ásperos desejos. As simples farsas, as elementares direções, as digressões que informam parte deste confuso relato de dor. Apenas os sensíveis exórdios que anunciam os mais importantes demonstrativos de fé. Apenas o rosto seco - tão somente! (Adriano Guia Ferraro, 30, 24/01/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h20 AM
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Vestígios 23/01/2006 08:49 Estes excessivos gritos desenvolvem fortes impressões que minh'alma, nua, ousou experimentar. Vivas incertezas, complexos acordos, elos e resumos, e modelos de conduta que cauterizam as asperezas há muito sandias. Os prováveis impulsos, filhos do imperfeito afago, compreendem que amar - este verbo quase sem forma - é apenas a lembrança de que algo intenso não deu certo (porquanto tentamos, mesmo que em contínuo desespero, fabricar certas hipocrisias!). As possessivas demonstrações, os hinos mais que reais, as semelhanças que devoram os vivos e incomuns prefácios. Minhas amaras tentativas, delicadamente construídas, formam a imagem do desespero - parcialmente tísico, penso! As hastes secas, os pequenos e ásperos brindes, as taças que vertem o vinho tinto e, conseqüentemente, sempre acabam desenvolvendo certos receios - humanos, é evidente! Um pequeno distúrbio, uma forma fácil, um pálido e delicado instrumento que corta e submete o corpo aos mais distantes momentos de dor. Encontrar estas respostas, observo, não é tarefa saudável. Encontrar as respostas, factíveis, não é - a bem dizer da verdade - o resultado esperado. Estas expectativas comportam certas escolhas. Estas expectativas - não as que foram indevidamente erigidas! O projeto seco, a caminhada seca, os hábitos secos, os nomes, os passos... e nada mais! Somos apenas e tão somente o reflexo de um indigesto temor que a todos toca - mesmo que à cem metros de distância! A inspiração tardia, as confissões estranhas, os pecados ígneos. Tudo revela temor, distúrbio... sinceridade (possivelmente rara!). As manhãs tão fáceis imprimem um certo desejo. As manhãs tão cínicas condicionam os progressivos açoites. As manhãs mais que informes apenas observam - quiçá para não fundamentar a hipérbole há muito tímida! Os passos teus não representam perigo, definitivamente. Por enquanto, cumpre zelar pelo silêncio! (Adriano Guia Ferraro, 30, 23/01/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 02h51 PM
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Pérfidos gritos 22/01/2006 08:25 Passos estreitos, linhas desconexas, internos presságios que guiam os gestos mais nobres até o lugar menos conhecido. Épocas distantes, caminhos insones, discussões que beiram à insanidade... Talvez devêssemos consagrar parte deste inexato prelúdio de cólera. Talvez o riso seja apenas um tênue e invencível demonstrativo. Os sinais inexpressivos, as contínuas e lúcidas escolhas, as imagens que compreendem parte deste significativo projeto de paz - a paz tão viva, imersa em lições quase nunca conhecidas! Perdera a força dos gestos principais. Os nomes imersos, as sensações delicadas, os ritos mais ásperos que consagram parte deste distúrbio nada real. Apenas os sonhos mais ígneos, as paixões mais fortes, os laços imperfeitos que tocam os sensíveis dizeres, as ricas mudanças - filhas de um sem par numero de formações que, em vida, ousam romper com os pálidos tormentos! Pactos estreitos, lúcidas caminhadas, insensíveis poemas que anunciam a tentativa quase nua - ela, penso, possível, distante, amara, decadente, factível, imprópria, sonora, contusa... covarde. Poemas estreitos, direções nada comuns, digressões mais que reais, intenções parcialmente destruídas. Estes gemidos informes, prestes a desenvolver um mil avos da nua abiose, pousa sobre o corpo tolo. A expressiva construção, os ásperos contornos, as fáceis e imersas considerações - provavelmente sem direção! Contusos diálogos, cardíacos resíduos, prólogos e vitoriosos açoites que minimizam os estreitos e pálidos afagos - como se fugir, mesmo que preso, fosse necessário! A intrusa farsa, os golpes amaros, as sensíveis diferenças que nectarizam as críticas e possíveis insinuações, os passos (cada vez mais nus!). Repousara sobre o peito teu. Mesmo assim, observo, nada reagia. A imperfeição dos termos, os limites tênues, as obtusas reações. Definitivamente, menina nua, os passos resumem certos embustes! (Adriano Guia Ferraro, 30, 22/01/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 02h27 PM
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Aos poucos 21/01/2006 12:53 A impressão mais que tênue ousou traduzir parte deste silencioso minuto de sanidade. A impressão mais que tênue - não o poeta! As farsas constantes, os vivos ensaios, as paradoxais mentiras que traem qualquer confiança - inclusive aquela depoistada no fundo de qualquer caixa. Os omissos pontos em comum, as ímpares mudanças de humor, os vivos e elementares segredos que atrofiam qualquer possibilidade. Quisera os gestos mais tímidos, as linhas menos ortodoxas, os incríveis momentos que a dor - crua - ousou determinar. Às vezes, parte deste decadente projeto de fúria é apenas um rabisco - ou fábula visivelmente fria! Os potentes limites de cólera, as fantasias nada comuns, os sinais estreitos que cauterizam e dividem as certezas em início, fim e meio. Contrastes, ficções amaras, delicadas atrações que beiram à incerteza - ela, penso, possivelmente inconstante! Complexos alicerces, inconfundíveis trechos de loucura, poemas e estratégias, e comuns projetos que elucidam um mil avos deste curioso e sensível convívio. As luzes secas, as palavras modernas, os ensaios obtusos, as inocentes sensações que confundem parte deste estático limite de culpa. Não vejo melhores previsões. Não vejo melhores tardes que possam resumir os mais intensos segredos. As nossas conversas, os sonhos mais firmes, as justificativas nada informes que ousam construir - à luz dos traços mais fortes - os valores há muito dispersos. Mínimas simetrias, químicos contornos, sepulcros indícios de sanidade que tornam os amaros ensaios previsíveis - ou simplesmente menos formais, assevero! Estas são as pálidas e edificantes fantasias. Estes são os embustes primeiros. Se reais, ou passíveis de certa credibilidade, eu não sei. Mas posso afirmar, a bem dizer, que os mais sensíveis trechos inda tocam as bases há muito tímidas. Estes laços informes, estas conseqüências vazias, estes delírios que ousaram consagrar a beleza do vivo olhar. Parte desta sensível impressão inda sobrevive! (Adriano Guia Ferraro, 30, 21/01/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 06h54 PM
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Que covardia? 20/01/2006 07:58 Linhas espessas, gritos sandios, marcas e rascunhos que nitidamente confessam ter praticado algum pecado. Os olhos nus, as estradas formais, os desejos que fortemente invadem os pálidos e distantes minutos de dor - a dor que a todos vulnera! Espelhos, confissões cruas, secretos prantos que determinam um mil avos desta curiosa forma de amar. Épocas informes, sensações críveis, frias análises que percorrem os vivos ensaios que a noite vil ousou produzir. Estes anseios nada comuns, estas conquistas de titânio, os opacos desejos que teimam em criar algo relativamente novo - como se pudesse, a bem dizer da verdade, cauterizar as chagas nada convencionais. Os limites de dor, as vulgares respostas, os sorrisos mais intensos que dialogam - ou ousam dialogar - com as firmes e inconstantes mudanças de humor! Observo-me, por um breve momento. Limito-me a compreender os mais vivos sinais que a noite vil ousou consumir. Estes sandios laços, estes enfeites mínimos, estas graciosas manias que governam os volúveis e sedentos tormentos. Tornei-me monstro! Tornei-me algoz que ousou - pela vez primeira - erguer a bandeira branca. Os laços irreais, as complexas desistências, os nomes que atormentam os imprecisos e secos depoimentos, as cálidas resistências (filhas de um sem par número de tentativas!). Cai a noite vil. Resolvemos, então, brindar às mais ásperas conquistas - como se fosse o mais vivo dos acontecimentos. Somos previsíveis, sem expressão contundente, sem linhas simétricas que possam determinar os mais infantis minutos de paz - ela que, às vezes, torna-se tão escassa! Os impulsos materiais, as imediatas poesias, os elos mais firmes - tão fortes, tão tristes... tão meus! Os poemas tímidos, as arestas imperfeitas, os indetermináveis relatos que formam - mesmo que timidamente - as mais vivas imagens. Este abismo amaro devora o poeta! (Adriano Guia Ferraro, 30, 20/01/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 02h01 PM
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Orgânicas relações 19/01/2006 08:33 Laços estáticos, contrastes nus, relativos delírios que ferem as urgentes e decadentes formas de amar. Os risos fáceis, as impressões mais que tênues, os fracassos - próximos, prováveis, ímpares! Laudas secas, ásperas conseqüências, dias e noites que ofendem os relativos momentos de lucidez. Quisera o riso mais febril, as estruturas mais cruas, as pequenas e disformes pesquisas - tão fracas quanto os mais ígneos temores! À noite, nua menina, os olhos covardes tentam desenvolver parte deste relativo momento de angústia; à noite, um mil avos desta aparente mudança é forte o suficiente para cauterizar os cínicos e improváveis sinais de lucidez - ou apenas as recentes e disformes palavras (sempre ácidas, confesso!). Lutas - eternas lutas! -, movimentos terminais, complexos discursos que invadem os sonhos mais insanos. Devemos concluir parte deste hereditário movimento? Devemos contornar as estratégias há muito precisas? Talvez este reduto seja vivo o suficiente para demonstrar a crua e decente mudança. Talvez este império ouse minimizar parte deste ingrato e impreciso tormento. As ruas frias, os pactos críticos, os desejos últimos que invadem minh'alma e confessam ter cometido algum crime - mesmo que este delito, de tão severo, tenha sido apenas o produto de uma mente perturbada! As conquistas relativas, os emblemáticos projetos, as suicidas notas de adeus que interferem aos poucos neste convidativo momento de fúria. Fomos heróis? Fomos intrusos que ousaram interferir nos mais edificantes projetos que a natureza humana, falha, construiu a golpes muito duros? Delicadamente preso. As ruas sem nome, as complexas diretrizes, as incidentais poesias que tocam o tumulto - este acontecimento nada ortodoxo! Romper com as certezas, brindar aos mais simples desafios, compreender os ritos mais intensos. Tornei-me, bem sei, parte deste embuste! (Adriano Guia Ferraro, 30, 19/01/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 02h34 PM
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Preferências 18/01/2006 12:28 Estáticos caminhos, linhas frágeis, tísicos limites que compreendem parte deste significativo prefácio de cólera. As limítrofes farsas, as concretas poesias, os expressivos minutos de transformação que rompem com os drásticos e informes trajetos que a noite - nua - ousou determinar. Quiçá esteja à procura dos decadentes depoimentos. Quiçá à procura dos rastros que o corpo - covarde - ousou deixar (talvez para aplacar os sórdidos minutos de angústia!). A poesia sem direção, os fixos estertores, as possíves definições que contaminam os inválidos e secretos pontos sem vida. Quisera apenas as amaras tentativas. Quisera apenas os distúrbios que invadem os movimentos mais íntimos. Um sinal de liberdade contínua, um sinal informe, uma mudança - drástica - que cauteriza e determina parte deste encanto parcialmente construído. Vou-me embora. As ofensas, os prefácios mortos, as concretas paisagens, os delicados embustes, os secretos movimentos, as paixões exatas, os afirmativos desejos... os embustes - minimamente cauterizados! À noite, os delicados minutos pousam sobre os imprecisos e distantes poemas; à noite, sandia mulher, os relatos de fúria são parciais - assim como os resumos que invadem e mutilam minh'alma! As vivas épocas, as elementares conquistas, os ácidos desejos que fortalecem as pequenas e inseguras mudanças - sempre prováveis, dispostas numericamente... abstratas. Os complexos detalhes, as nefáveis passagens, os ásperos e irredutíveis momentos que a noite viva ousou tecer - como se pudesse, a bem dizer da verdade, consagrar a beleza ao menor dos toques! Passional, por vezes. Definitivamente incerto. As rugas cruas, os elementares gestos, as palavras secas que determinam metade deste informe joguete, as fantasias (filhas de um sem par número de associações - todas, confesso, enfermas!). Encontro inúmeras marcas sobre os poemas meus! (Adriano Guia Ferraro, 30, 18/01/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 06h29 PM
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Seqüência biológica 17/01/2006 06:26 Insones movimentos sem cor, laços imperfeitos, subtrações amaras que desenvolvem parte desta relativa forma de amar. Os trajetos noturnos, delicadamente erigidos, consagram a beleza e tocam - com viva intensidade - um mil avos deste movimento amaro - fruto, observo, da insone e letárgica maneira de amar. Os risos inseguros, as projeções estúpidas, as caminhadas ortodoxas que pousam sobre os hereditários desejos. Quisera a força dos toques, as mudanças de humor, os sinais que conversam com os tolos e inseguros desejos sem forma. À noite, parte deste relativo instrumento de culpa parece recuar; à noite, os ritos mais informes preferem resumir um terço desta degradante e limítrofe forma de amar; à noite, os gemidos mais lúcidos (e nada mais!). Passos estreitos, condições teratológicas que invadem minh'alma, linhas e fatores que reagem ao menor sinal de angústia. Os prólogos insensatos, os delírios manifestamente irreais, as possessivas e distantes condições que enfrentam os gestos mais nobres. Nada demais. Nada ao redor deste sedentário minuto que ofende as progressivas e fáceis hipérboles. Às vezes, os complexos acordos teimam em enfrentar os gástricos e insuficientes desejos. Os pequenos manifestos que a noite vil ousou determinar, as sedentas partilhas, os inovadores discursos, as redes - próprias para nectarizar qualquer impulso. Minhas sensações não podem ser estimadas. Assim como também não podem conter cenas explícitas. Minhas sensações são de titânio. Não são, portanto, flexíveis. O enrijecer, a viva ficção, os elementares embustes que consagram parte deste significado há muito perdido. Não sou, vê lá, menino nu. Não sou de ferro. Pereço, observo. A abiose, poeta, irá determinar que o caminho findou. A abiose, penso, prepara-nos para um novo começo. Aceitemos o fato: somos, a bem dizer da verdade, o resultado de algo que um dia perecerá! (Adriano Guia Ferraro, 30, 17/01/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h29 PM
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Contínuo 16/01/2006 12:28 Passos estreitos, linhas amaras, gritos e sussurros que teimam em desenvolver parte deste significativo prefácio de dor. As arestas tolas, os segredos mais que comuns, as potentes manhãs - sempre firmes, delicadas... verdadeiras. Mais que reais, nua menina! Os olhos teus, simétricos, invadem minh'alma e perturbam o que, neste momento, pode ser definido. As impressões, as mãos vivas, os olhares intensos, as palavras secas, os segredos internos, as justificativas últimas. Devo compreender parte deste hereditário prefácio? Devo cauterizar as chagas e perturbar as irrestritas fantasias? Talvez devesse concluir que o amor, este abismo silencioso, é fuga, ruína, mudança de humor. Um sonho de liberdade quase seco, uma sentença mais que viva, um prelúdio heterodoxo que respeita parte deste significado há muito distante. Há poesia nisto tudo, menino. Há emblemáticos discursos que passam a compreender os gestos e os gemidos, e as possíves dimensões que o corpo - prisioneiro - observa. À noite, um mil avos de uma imoral mudança de humor parece reagir. À noite, os sonhos mais distantes reservam-se no direito de sedar parte deste impreciso sorriso. À noite, os ombros teus carregam um mil avos deste segredo absoluto - tão perverso que definitivamente esqueço quem sou! Os verbos passionais, as estradas secas, os produtos intensos, as conversas produtivas, os olhares críticos, as pequenas ruínas, os acordos tácteis, as tentativas mais que irracionais... Devo comprimir os embustes que a todos devora? Devo subtrair os traços mais fortes e considerar que a viva noite, antípoda do dia, pode desenvolver, com relativa eficácia, o nu projeto de sanidade? As imersas considerações, os debates eruditos, as cicatrizes que permanecem - sinal de que plenamente vivi! Sobre o peito, intensa mulher, os versos que animam parte de minh'alma ousaram experimentar! (Adriano Guia Ferraro, 30, 16/01/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 06h33 PM
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