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"Adriano-Poesia"
 


Cervical 15/02/2006 06:34
Lúcidos contornos,
estáticos ensaios,
linhas e vulgares
palavras que devoram parte deste
simétrico e
inocente
momento de loucura. A poesia sem
rumo, os
embustes primitivos, as lições que reagem ao menor sinal de certeza (talvez porque haja, a bem dizer da verdade, um terço de algo evidentemente sem forma!).
Os gritos imparciais,
os limítrofes contornos,
as expressões que decidem
cauterizar as mais intensas
chagas... Parte
deste
embuste, intruso
e
verdadeiramente
lúgubre, consome
o corpo em evidente
mutação. As pegadas
sandias, os delírios
puros, as
decadentes necessidades que
pousam sobre
as
tímidas e fictícias
paixões. Os elos
amaros, as testemunhas informes,
os pequenos e tolos, e fundamentais
momentos que calam os
lábios e dissipam
mudanças - tão raras,
vivas, intrusas.
As necessidades
primárias, insensatas,
cercam
os risos e as possíveis
hipérboles.
Estes ensaios nus, divididos
de
modo
tênue, consagram
os gestos e
mutilam parte
deste
expressivo e
cínico sinal de misericórdia. Às vezes, vivo minuto, os passos amargos são apenas
o reflexo - tardio, devo confessar - que
toca e define, com delicadeza,
os tímidos e imprudentes
sinais de angústia.
As provações
inconseqüentes,
as
digressões nada
saudáveis,
os intrusos depoimentos,
as
inexatas ruínas, os
sonhos e os manifestos, e as
concretas certezas que
caem ao menor dos
sinais. Tudo isso
revela apatia, sensação seca,
distúrbio e medo, e covardia. Minhas
páginas tolas, íntegras e ao
mesmo tempo ineficazes,
consagram os gestos e as
possíveis
sensações. O corpo,
intruso, reage; as
páginas, brancas,
jazem.
Contusos
ambientes, nefáveis
trechos,
insones mudanças
que repousam sobre
as
distantes
e
vulgares poesias. Não
vejo melhores
acordos. Não vejo
melhores
sinais.
Aos dias quase cegos,
serena menina, o
corpo vil é apenas o
reflexo tardio que ousou pousar sobre as arestas há muito
edificadas!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 15/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h39 PM
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Pérolas 14/02/2006 05:29
Prelúdios intensos,
regras e expressões, e
contrastes que queimam e vulneram parte
deste
espetáculo nada comum.
Os passos nada ortodoxos, as
muralhas quase sem
expressão, os delírios e os
amaros discursos que ofendem parte
deste
criterioso projeto sem
forma - fruto de uma herança
abiótica!
Os delírios tísicos, as
complexas
manifestações de cólera, os
instáveis e tardios
movimentos que o
corpo - vivo - ousou esboçar (na tentativa, frustrada, de vilipendiar
parte
deste
intenso e delicado momento
vil!).
As provocações são assim, observo. Incongruentes ao
extremo!
As pálidas
direções, as
tristes
mudanças, os encargos que pousam
sobre
os ombros - como se fossem, a bem dizer
da
verdade, aves de mal agouro.
Um minuto e
os olhares mais sublimes podem
responder de maneira
acentuada. Um minuto e tudo
pode, segundo entendemos,
ruir.
O menino que precisa
ser
ouvido,
as ações nada convencionais,
a respiração crepitante
que aos pouco cessa.
Estes gritos irreais, filhos
de
um sem par número de verbos,
desejam tocar as estruturas se,
segundo entendo, permitir. Mas
os amaros
prólogos, sempre
débeis, suficientes
não são
para
despir e vulnerar o poeta.
Cá estou. As relações
abstratas, os
intempestivos
delírios, as
formas e os complexos abraços, e
as
firmes
dimensões que acabam por
compreender
a
estrutura desta
mínima
fantasia.
Talvez
a criatura, seca, ouse
colocar junto ao corpo os
enfeites mais diversos. Pode ser
rosa, amarelo, dourado... Há quem
aprecie as plumas - certamente
para demonstrar um comportamento
não muito agradável!
Os abismos que passo a considerar
são formações
lúcidas - tão minhas que
o corpo, intruso e ao mesmo tempo
sandio, resolveu
partir (talvez
para
despir-se das habituais mordaças!).
Não enxergo
trilhas conclusivas. Apenas um grito seco que tenta, no todo ou em parte, construir castelos e espelhos (quiçá para ostentar eventual narcisismo!).
(Adriano Guia Ferraro, 30, 14/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h47 AM
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Elos, estradas e desfechos 13/02/2006 08:48
Minhas mãos doem. O
riso também dói - porquanto inda
desenvolvo bastante força
para
demonstrar, a bem dizer da verdade,
afago (este gesto particularmente
agradável!).
Quisera suportar o
peso nu, as
estradas confusas, os
adicionais ensaios que tocam
e
desenvolvem parte
deste
crítico e
saudável
manifesto. Os poemas secos,
as
elementares
justificativas, os delírios
que repousam sobre os braços
evidentemente
fatigados.
Quisera, também, cauterizar
os movimentos, as impressões negativas,
os desejos nus e as
intrusas mudanças. Mas
não encontrei, segundo
observo, sucesso.
Os improváveis
testemunhos, divididos de
maneira visivelmente
natural, consomem
pequenos e
instrumentais trechos que via
de
regra
ousam subtrair a responsabilidade
há muito erigida.
Os espasmos, as
seqüelas, as passionais
marcas que interferem
nos mais ásperos
desejos que tocam e invadem
a
noite como
um todo.
Os abismos, imparciais em
essência, devoram-me; os
cínicos
acordos, precários - sustento! -, movimentam-se. Contudo, não
produzem resultado.
A ineficaz
poesia,
os segredos
mais que
reais, as potentes palavras que
vulgarizam e expelem
os gestos mais
simples.
Transmuta-se, nua menina! Ouse
ao menos uma
vez
descobrir o riso e
as estradas ainda por vencer! Transmuta-se! Encontre em mim
a impressão viva, o sentimento mais belo, os desejos que habitualmente
conservo. Transmuta-se, sinuosa mulher!
Os resíduos, as
páginas hereditárias, os processos
nada
convencionais e que
deformam um mil avos
deste
criterioso
movimento. A bem dizer,
inseguro apoio, os
pequenos diários
representam apenas
um terço das tentativas
brancas; a bem dizer, ímpar
embuste, os olhos teus
representam as mais belas sínteses
que não
pude tocar; a bem dizer, sólida mordaça, os ensaios que fiz
criaram expectativas há muito
imaginadas. Entretanto, não há resultado prático.
À noite, parte desta enferma mudança jaz!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 13/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 02h49 PM
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Lamentos tênues,
sensações estéreis, caminhadas
que tocam e desenvolvem - bem sei - os mais ásperos tormentos.
À noite, parte deste
caminho nu é apenas o resultado - tímido - que invade e vulnera minh'alma tola (sempre à procura dos
gestos mais que nobres!).
O delicado momento incerto de sanidade,
as estradas nada
comuns, os reflexos que invadem e
condicionam parte
deste
símbolo quase que inexato.
A fortaleza
nua, os ombros nus,
as
certezas que dominam um
mil avos desta
tentativa quase
amara. Os depoimentos,
presos do modo mais
febril, anunciam que
é preciso desenvolver
parte
deste
mesmo lamento - ele, observo, sempre
restrito, amargo,
terminal, decadente... finito.
A incognoscível
herança, os reflexos
nada ortodoxos,
as
justificativas
e
os olhares parcialmente
injustos - a devorar, inclusive, os
açoites mais que primitivos.
Talvez devesse
compreender que os sinais mais
íntimos sejam apenas
sensações, deformidades,
caminhadas inda não
estabelecidas. Talvez
devesse, confesso, considerar
um
mil
avos desta
incerta crueza que
alimenta o corpo
e
devora parte
da
alma. Os
paradoxais instantes,
as inflamações mais
comuns, os dias e os
critérios mais
tímidos que tocam as
concretas e obtusas
mudanças - nuas, impróprias... nossas!
O cru impulso é
herança viva. O relativo
desejo é mudança de
postura. A dimensão
relativa é forma informe.
Os telhados de vidro,
as
expressivas mordaças,
as
insensíveis
provações que determinam
parte
destes
cínicos e
irreais projetos sem cor.
À noite, quando
os vivos passos buscam algo
maior, a disforme
paixão, criadora dos
mais ásperos impulsos,
pensa em cair - quiçá para
formar
parte
deste
instável e elementar
discurso que
aos poucos seduz o corpo
em evidente
ruína.
As dimensões precisas,
os impasses imperfeitos,
as delicadas mudanças,
os ambientes secos,
as necessárias expressões. Parte de mim, intrusa, inda resiste!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 12/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h41 PM
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Inovação 11/02/2006 06:28
... e as estradas mais firmes, divididas de maneira intensa, consomem os verbos, os versos, os poemas que nitidamente cauterizam parte deste incerto e delicado momento de angústia. As poesias sem forma, os critérios nada ortodoxos, as caminhadas - felinas - que respondem aos gestos mais que reais. Quisera apenas os gemidos pequenos, as insinuações modernas, os passos e as necessidades que beiram à incerteza dos críticos e químicos sinais de responsabilidade.
Às vezes, parte deste estertor - tolo - é apenas um químico sinal que toca e invade, e complementa as sensações tão habilmente erigidas. Às vezes, observo.
Os contornos pálidos, as ingratas tentativas de demonstrar um certo argumento, as asperezas - muito embora sem forma - que de nada adiantam (porquanto as tentativas, mais firmes do que qualquer idéia estúpida, jazem ao menor dos toques!). Eis os argumentos potentes? Eis os cínicos caminhos que lideram um pequeno e disperso relato de fúria?
Diga-me, ao menos uma vez: é preciso considerar parte deste sensível movimento? É preciso demonstrar a crueza das palavras para sentir parte deste ingrato tormento? Definitivamente, penso, um mil avos deste delicado minuto serve apenas como uma possível referência (referência aos gritos - cínicos - que tocam e desenvolvem, com habitualidade, as intensas e severas direções!).
Os olhares caídos,
as mudanças sem sentido, os critérios que anulam os mais intensos e fáceis depoimentos - tão ricos, dispersos... meus!
A nudez necessária, as ingratas considerações, as palavras que tocam os embustes mais ímpares.
Devemos recuar? Devemos estabelecer parte desta crua lembrança? Não vejo melhores relatos. Este pessimismo, fiel às escolhas que fiz, é apenas um caminho tênue.
Assim caminhamos. Assim enxergamos o futuro e estendemos, mesmo que nus, um mil avos deste amargo relato de fúria.
A poesia dispersa, as ficções dispersas, os limites dispersos. Reunir os pedaços. Talvez devêssemos experimentar!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 11/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 01h49 PM
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Pressões 10/02/2006 11:36
Elos imorais,
reações sedentárias, temas e motivos,
e
formais manifestações que calam
os gestos mais que
reais.
A inovação crua, os delírios
insensíveis,
as pacíficas
ruínas que
formam os
pequenos
e
tristes
monólogos - sedutores,
ímpares,
essencialmente
delicados.
As respostas
nuas,
os
ensaios que
não fiz, os
retratos que
deformam
e
conservam
as
mais
cínicas análises.
Os produtos relativos,
as
formas delicadas, os restos e os
rastros que
interferem nos
desejos
nada
convencionais.
A poesia sem forma, penso,
é apenas o resultado, vivo, que
a
todos
invade.
A crueza sem mistério,
os
desejos nada
possíveis,
as críticas e
impensáveis justificativas - abstratas,
confusas... minhas!
Talvez devêssemos
recuar e
compreender parte
deste
instável
e
insensível
temor.
As análises
ricas, as
possessivas
manhãs, as noites maviosas que
ousaram demonstrar
parte
do crítico e disforme
manifesto de loucura.
As pegadas
sandias, as
estradas
secretas,
os passos e os pactos, e as
pautas que
dominam
os projetos mais que
terminais - sujeitos, inclusive,
a
um sem par número de afirmações (tolas, ígneas... provavelmente imperfeitas!).
Não há estratégias
nisso tudo. Há, bem sei, sensações que cuidam umas das outras (na tentativa, frustrada, de não ruir!).
Crônicas
frias,
épocas distantes,
futuro provável. Estes
alicerces, fatais em essência,
dialogam entre si. Quem vencerá, nua menina?
Às vezes, parte
deste
relato nada substancial procura
consumir um pequeno
e
hereditário
projeto de fúria; às vezes,
delicada tez, os risos teus
são forma, intensidade e
movimento. Resultado: devoram minh'alma!
Os gestos mais que reais, reafirmo,
são belos, simples e vivos. Os gestos mais que reais!
A pureza dos
caminhos, as certezas intensas,
os
prólogos e as conquistas, e os
cínicos impulsos que
dominam - bem sei - parte deste
inexato tormento. À noite, tola menina, o corpo cai!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 10/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 05h43 PM
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Encantos 09/02/2006 06:23
Estes passos incomuns,
estas necessárias
fantasias, estes
insones manifestos que tocam
e
definem parte
dos vivos e irreais
movimentos que teimam em
descrever a
urgência dos gestos
mais que reais.
Sensações
covardes,
expressões
distantes,
mudanças
de
paradigma
que
vulneram e
permeiam os
intensos e
delicados
momentos de sanidade.
A crueza nada
ortodoxa,
as
poesias
sem formação,
os contornos - ásperos, observo - que
vulgarizam os delicados e
distantes
movimentos.
A cínica impressão
delicada,
as ruínas mais que
ígneas, as
projeções
insanas que
cauterizam e definem
os
incertos e
complexos
diálogos - próximos,
vivos, delicadamente
estruturados.
Minh'alma
reconhece que há
muito por
fazer. Minh'alma,
verdadeiramente intrusa, reconhece
o peso das horas. O
tempo que perdi,
as
palavras que não foram
ditas, as
mudanças - prematuras - que
monologaram
de
maneira nada
convencional.
A estrutura
disforme,
os poéticos
argumentos,
as
decisões e os
serenos acordos, e as
tênues mudanças, e os pérfidos
relatos, e as hipérboles
distantes. Tudo
revela, penso,
incerteza - vez que
aprendi, a bem dizer
da
verdade, a observar que o
vago - por vezes - é mais forte,
intenso, vivo!
As demonstrações de
urgência,
as
palavras
cínicas, os
embustes
primeiros que reagem ao menor sinal de
dor.
Químicas reações,
imprudentes
impulsos, certezas e detalhes, e imperfeições, e
lugares que
ofendem os mais
ásperos ritos - filhos da
urgência e do
distante contorno!
Os
passos ortodoxos,
as
mudanças parcialmente
nocivas, as
estórias - ou instantes de
angústia - que
confundem parte
desta
circunstancial
poesia.
A hereditária
sanidade, os
motivos nada
comuns,
as
viagens e os feitos, e as
mudanças de humor que
oprimem os mais
ácidos
e
disformes
movimentos.
Nada pode ser
observado daqui. Preciso, bem sei, conduzir o corpo ao abismo - vil - que um dia temi!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 09/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h26 PM
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Parte 07/02/2006 05:48
Pequenos relatos de
febre, intensos
minutos que a viva vida
deformou,
linhas e estáticos limites
de
fúria que tocam
e
observam os cínicos e imperfeitos
modelos
sem força.
Parte
desta
análise, complexa, destrói
o cínico e
provável limite
de
dor. Os gritos,
as
caminhadas intrusas, os segredos que
vitimam parte
deste
complexo
sinal que a mão humana,
amara, passou a
desenvolver. Os
curiosos
e sensíveis pontos
de
angústia, as
díspares
e
incertas
paixões, os
caminhos nada
convencionais.
Às vezes, parte
deste
instante insensato
reage
ao menor dos sinais. A
impressão cálida,
os momentos
delicados, os risos
e as formas, e os contornos
que dão vida
aos mais intensos projetos.
Os curiosos passos, as distantes poesias,
os contornos e os abismos que
respodem ao menor dos
afagos - predadores, gástricos,
irreais!
Minh'alma parece reagir! Minh'alma,
parcialmente destruída, responde ao menor
dos toques. A síntese quase nua,
as
evidentes
projeções,
os
caminhos e as vitrines vulgares
que
definem parte
deste
trágico e
disforme
prólogo. Quisera,
bem sei,
conservar um terço
deste
sintético
porte.
Os olhares
relativos,
as
providências externas,
os paradoxais
acordos
que
mutilam a compreensão do que
pode ser considerado
real.
Linhas limítrofes,
laços lúdicos,
laudas lúgubres,
lições lúcidas,
delírios passionais.
Os acordos
mais que formais,
as
tentativas de
desenvolver um
gesto capaz
de
conservar parte
desta
curiosa
forma de amar, os
terminais
embustes - pálidos, intensos...
vulgares!
A deformidade
nua, os
estágios de sanidade,
os caminhos - rijos - que devoram os
críticos sinais de lucidez.
Parte de mim, intrusa, é
apenas o reflexo que pousa de maneira
delicada sobre o suspeito
dorso nu; parte de mim, amara, é
apenas um grito que aos poucos tenta regressar. Certas
idiossincrasias, observo, resistem quando os gestos teimam em aparecer!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 07/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h55 AM
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Ponto de partida 06/02/2006 05:44
O lúcido pranto,
as esquinas mais
fortes,
as palavras e os
amaros
delírios que tocam
e
desenvolvem parte
deste
significativo
projeto de dor.
Sobre o peito
nu, a impressão que aos poucos
reage
é
apenas o resultado - mórbido - que foge
e
toca, e invade parte
deste
delicado e
insone
movimento - tão próprio, seguro... vivo!
As complexas
definições, provavelmente
fortes, conduzem
o poeta
ao abismo ordinário. As
direções mais
que reais,
as circunstâncias nada
verdadeiras,
os
embustes
primários
que tentam
dissuadir as
expressões e os
contornos mais
intensos.
Vulgar abismo,
peculiar
movimento,
insensível diálogo que
foge aos
padrões
ortodoxos - como
se
possível fosse sustentar - sempre - a ortodoxia (este veneno que adestra
e
domina, como resutado final, o ser humano!).
Linhas
firmes,
elos passionais,
risos e ritos, e restritos
medos que caem em desgraça
ao menor
dos
contatos.
Perdera, em
algum momento, a fé. Perdera
as
paixões, os abismos,
as
inexatas
formas que ousam
recorrer aos golpes mais ásperos - como
se
houvesse
sobrevivente neste
espaço
visivelmente
insalubre.
O
curioso
adeus, feito do material
mais firme, é
apenas um
relato de
vida
que timidamente
pousou sobre o peito
inda
carente; as mudanças
de
humor,
definitivamente cruas, lembram
algumas das
tímidas conquistas - por mais ásperas
que
tenham sido.
A inocente
reação, as cicatrizes
deixadas, os
nomes mais clássicos que brindam
aos
imperfeitos discursos e
tocam, com serenidade, as
imperfeitas
e
distantes
poesias - filhas do
abismo.
É calmo este
movimento. É calma esta
sensação
de
liberdade que toca
o corpo inda
em formação.
Os embustes primeiros,
as restritas palavras,
as presas tênues,
os ígneos fatores,
as delicadas posições - tão
amaras, distantes...
críticas!
Recuo. Os gritos, primitivos (observo), invadem parte
deste
tísico e informe projeto. Não há
ausências!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 06/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h49 AM
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Açoites 05/02/2006 10:00
Sepulcro momento de
instabilidade,
amaro movimento,
delicada forma de compreender os sonhos e as
farsas que
tocam e
desenvolvem parte
deste
recuo nada convencional.
A ingrata
poesia,
os informes
contornos,
as
justificativas
delicadas
que desenvolvem parte
deste
secreto
e
inevitável projeto sem
forma.
Quisera, bem sei,
construir muralhas,
imperfeições,
relatos
e
fantasias
críticas - capazes, penso, de
jogar com as estruturas há muito
erigidas. Contudo, o peso amaro
jaz (talvez porque ousou, no todo
ou em parte, construir justificativas
que em nada contribuíram com o poema!).
Presságios imaturos,
novos gritos que
estabelecem gemidos e
imperfeições, e lúcidas críticas (tradutoras, penso, de
palavras sem forma - tão
contundentes, vivas, ígneas - quíçá
para
os néscios!).
Voltemos ao
ponto principal, qual seja,
observar
parte
deste
rascunho que
toca
e
estabelece, de maneira pouco
comum, um mil avos
desta
tentativa parcialmente
tola.
As arestas
que não podem ser
desbastadas,
os alicerces
que caem ao menor
sinal de
instabilidade, as
pequenas e fáceis preces
que
condicionam os
gemidos
mais ásperos.
Nâo vejo melhores
ações. Assim como também não vejo melhores
tentativas
que possam - de modo vivo - conduzir
o
corpo ao abismo
parcialmente
destruído. São restos
de
um material que inda
exerce
profunda influência sobre
os amaros resultados. São,
a
bem dizer, fábulas - tão
habilmente preparadas, observo!
A crueza
delicada,
as
impróprias
mudanças, os
laços que
ofendem
um pequeno
e
incerto
relato de fúria.
Minhas
fáceis
impressões, imersas; meus
falhos poemas, críticos; minhas
antíteses, próprias!
Devo recuar - ou quiçá construir
parte
de um
gesto nada
ortodoxo.
Os impulsos amorais,
as
simples tentativas, as
cínicas ações que formam
um prelúdio nada
vulgar.
Pretender construir
críticas críticas, penso, não é a melhor
das
escolhas!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 05/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 04h03 PM
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Fácil contraste 04/02/2006 07:15
Eu não
sei se os olhos
nus são
feitos do vivo material. Eu
não sei se os
amaros movimentos
tocam as estruturas,
os gestos, os caminhos
anteriormente
construídos. Apenas sei
que as formas
informes
traduzem parte
deste
embuste que seca e devora
a
crueza das
insensíveis ações.
Os gemidos paradoxais,
as
intrusas necessidades de titânio,
os amaros resultados que
brindam aos
intensos e
felinos, e febris
minutos
sem
forma.
Esta
ortodoxia, revelo,
seria melhor aproveitada se
os
embustes
primeiros devorassem - no
todo ou em parte - um
mil avos deste
terminal e incerto
contorno poético. Esta
fortaleza, áspera, é
apenas o
resultado lúdico de que
tanto falei.
A impressão
depressiva,
as
cortinas de
ferro, o impedimento
que
corre
e
vulgariza a sintática e crônica
manifestação de
angústia.
Corre sobre o corpo,
sepulta
verdades, monologa
de maneira
visivelmente
diferente. Os amores
impróprios, as
conquistas
felinas, as
distantes
formações que
inviabilizam os
terminais e indigestos
minutos.
Não mais. Minh'alma é apenas
o resultado que
posso, enquanto menino, suportar; minh'alma, deveras crônica (porquanto enxergo idiossincrasias nada convencionais), reage
e
traduz certas e complexas mordaças que
tocam o corpo
em
visível transformação.
Apenas os resultados,
as
completas
digressões, os
os
fáceis
encontros - destituídos de qualquer
segurança!
Vou-me embora. A chaga
que não fecha,
os ombros que
vulgarizam certas
escolhas,
a impossível
melhora - quiçá porque ousara, a bem dizer da verdade, exprimir
um
mil
avos de um
desejo nada
primitivo. Se pudesse
regressar...
As armadilhas de
ferro, os grilhões que
dominam parte
deste
tísico fim, as
mudanças de humor - firmemente
consolidadas!
Projetara minhas
fantasias, desenvolvera
mecanismos de fúria, compreendera que amar - este verbo vil - é apenas um impulso e nada mais.
Certos presságios, penso, não mudam!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 04/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 01h17 PM
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Pequena inocência 03/02/2006 13:17
Este estúpido relato de
fúria, estes
tormentos que a todos
devora, estas
sínteses que minimamente
desenvolvem um sem par
número de
inquietações - próprias,
contundentes,
delicadas, ásperas... pálidas.
Os breves encontros,
as
necessárias formas de amar,
os risos e as tentativas - sublimes - de
conduzir o rosto ao vazio
nada sensível.
Os passos nus,
as
ofensas
primárias, os gritos e as
omissas
caminhadas que teimam em
definir quais os urgentes e
possíveis caminhos que a fé - tola - ousou construir.
Minh'alma sofre. Assim
como também sofrem o gesto e
a
imagem.
Os espasmos delicados, as
formações sem par, os químicos
delírios que formam
as
cítricas e passionais
mudanças - sempre
primitivas!
Às vezes, quandos
os sonhos mais belos tocam
a
estrutura nada
convencional, o tísico minuto - sandio - é
apenas o
resultado de que
algo sem expressão pousou
sobre o corpo em evidente
declínio. Apenas
algo sem expressão, confesso!
Delicadamente os
passos sem forma
devoram as
arestas que teimam em definir
se
os
sinais de fúria são, de fato, notórios.
É nítida a diferença. É nítido o
riso tolo. As
impermeáveis
fronteiras, os gemidos
quase
sem força, os
pontuais
alicerces que impedem
que o
coro, inda vivo, caia
em
desgraça profunda.
Linhas amaras, sensíveis
definições,
construções
e
projetos, e ofensas, e
relatos tardios que
minimamente ousam definir os
amaros e impotentes
segredos de paz - ela, observo, quase que inatingível!
As forças informes,
os gástricos horrores,
as palavras secas
que definem parte
deste
inusitado projeto de
dor.
Parte deste
significativo embuste
é
apenas o resultado
mórbido que toca a
essência dos possíveis
e
delicados pontos. Parte
deste significativo império
manifesta
o desejo de ruir - porquanto amor, hoje sem definição, repousa sobre
o
peito nu.
Os amantes, de modo lúdico,
professam verdades. Os amantes, nus, ousam fabricá-las!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 03/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 07h19 PM
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Lamúrias 02/02/2006 05:48
Expressivas demonstrações,
curiosas mudanças,
aspectos rudimentares,
palavras secas,
intensos ritos,
vitrines nuas,
condições precárias,
mordaças necessárias,
imperfeitos diálogos,
rompimento amaro,
complexos joguetes,
imagens pérfidas,
contusos minutos,
confusos embustes,
sensações amorais,
contornos inexpressivos,
delicadas paixões,
inevitáveis acordos,
conflitos instáveis,
associações informes,
curiosas algemas,
flagelos ímpares,
reações - indubitáveis, confesso!
Estes
projetos intensos que
anunciam um
sem par
número de impressões,
estas gástricas prisões que
perturbam os
manifestos mais áridos,
esta
poesia seca, tênue,
crua, cínica... inexata. Apenas
os
sonhos que brindam aos mais
ígneos momentos que
o
corpo pode
suportar. Apenas
as
lúdicas palavras que
delicadamente ousam
resumir
um
mil avos
deste
curioso abismo. Os
insensíveis passos,
devotos de qualquer
prece, anunciam
um
terço da
expectativa
tão
aguardada. Findou, observo!
As estradas
vis, as
formas
irreais que me
prendem, os
ígneos lugares - possivelmente
ímapres.
Às vezes, parte
deste
projeto sem
forma
consome a matéria
decadente; às vezes, parte
desta
ânsia nua conserva o
riso há muito perdido. Às vezes (é preciso
lembrar!).
As antíteses nada ortodoxas,
os conceitos antípodas,
as
químicas imagens que tocam
os
gemidos inda em constante
transformação. Depender
desta
síntese irreal talvez
seja necessário. Depender deste
fácil embuste... Paremos
por aqui. As certezas que teimam em
narrar parte
deste
curioso projeto inda resistem. As
certezas que teimam em
desenvolver páginas infinitas sobre o amor... Definitivamente, penso, as
simples condições aprisionaram
os mais
elementares
discursos. Definitivamente, penso, as imposições não mais vingam. Os defeitos,
as
críveis projeções, os distúrbios que podem ser observados...
Um gesto,
um fácil acordo,
uma recíproca. Não há impressões!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 02/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h53 AM
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Restrito 01/02/2006 11:59
Hipérboles vulgares,
insustentáveis
manifestos tímidos, caminhos
e
laudas, e delicadas
maneiras de
conversar acerca dos
mais ásperos desejos.
O riso morto,
a impressão vulgar,
os
projetos e as estradas
que
condicionam um mil
avos deste
delicado e
incerto
protesto.
O rito nu,
as
caminhadas
ortodoxas,
as
forjas febris
que cauterizam e vulneram sínteses
deste
simétrico e intruso movimento
que o corpo,
informe, ousou
produzir.
Sinais expressivos,
limítrofes diálogos que beiram
ao estertor, conversas,
acordos irreais, manifestos
que determinam parte
deste
simétrico e
rico adeus. À noite, quando
os traços mais nus teimam
em demonstrar que existe
vida neste
sintético embuste, parte mim, amara,
torna-se
prisioneira - quiçá para
desenvolver
os mais secos e tristes
momentos que o corpo
humano pode
suportar!
A crueza
das
palavras, a
magia no olhar,
os sentidos que - desgastados - ousam
produzir um sem
par
número de gestos (parcialmente destruídos, observo!).
As linhas,
as imagens,
os defeitos mais imprudentes,
as cálidas demonstrações,
os insustentáveis
diálogos - próprios de
quem ama, confesso.
Nudez precária,
estrutura
crua,
conflitos
impróprios que seguramente
obedecem aos mais
ásperos momentos de dor.
Os nomes
passionais,
as
delicadas simetrias,
os pontos
contusos que voluntariamente
assolam parte
destes
relatos
nada
convencionais.
Somos assim: filhos da
esperança e da
viva angústia! Desenvolvemos
lamúrias, queixumes... sínteses
de
um dia que não deu certo.
A poesia sem forma,
os lábios trêmulos,
as mãos visivelmente
secas. Todos os sinais
indicam
que me tornei
impaciente. Todos os sinais
professam, inclusive, que
há muito
por fazer. E abandonar
este
caminho, delicado e ao mesmo tempo
febril, significaria
perder o que
mais admiro. Guardá-los, penso, é preciso.
A ilusão provisória, simples, conduz-me à vida. A ilusão provisória... minha!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 01º/02/2006, Santos / Sâo Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 06h02 PM
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