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Cervical 15/02/2006 06:34 Lúcidos contornos, estáticos ensaios, linhas e vulgares palavras que devoram parte deste simétrico e inocente momento de loucura. A poesia sem rumo, os embustes primitivos, as lições que reagem ao menor sinal de certeza (talvez porque haja, a bem dizer da verdade, um terço de algo evidentemente sem forma!). Os gritos imparciais, os limítrofes contornos, as expressões que decidem cauterizar as mais intensas chagas... Parte deste embuste, intruso e verdadeiramente lúgubre, consome o corpo em evidente mutação. As pegadas sandias, os delírios puros, as decadentes necessidades que pousam sobre as tímidas e fictícias paixões. Os elos amaros, as testemunhas informes, os pequenos e tolos, e fundamentais momentos que calam os lábios e dissipam mudanças - tão raras, vivas, intrusas. As necessidades primárias, insensatas, cercam os risos e as possíveis hipérboles. Estes ensaios nus, divididos de modo tênue, consagram os gestos e mutilam parte deste expressivo e cínico sinal de misericórdia. Às vezes, vivo minuto, os passos amargos são apenas o reflexo - tardio, devo confessar - que toca e define, com delicadeza, os tímidos e imprudentes sinais de angústia. As provações inconseqüentes, as digressões nada saudáveis, os intrusos depoimentos, as inexatas ruínas, os sonhos e os manifestos, e as concretas certezas que caem ao menor dos sinais. Tudo isso revela apatia, sensação seca, distúrbio e medo, e covardia. Minhas páginas tolas, íntegras e ao mesmo tempo ineficazes, consagram os gestos e as possíveis sensações. O corpo, intruso, reage; as páginas, brancas, jazem. Contusos ambientes, nefáveis trechos, insones mudanças que repousam sobre as distantes e vulgares poesias. Não vejo melhores acordos. Não vejo melhores sinais. Aos dias quase cegos, serena menina, o corpo vil é apenas o reflexo tardio que ousou pousar sobre as arestas há muito edificadas! (Adriano Guia Ferraro, 30, 15/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h39 PM
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Pérolas 14/02/2006 05:29 Prelúdios intensos, regras e expressões, e contrastes que queimam e vulneram parte deste espetáculo nada comum. Os passos nada ortodoxos, as muralhas quase sem expressão, os delírios e os amaros discursos que ofendem parte deste criterioso projeto sem forma - fruto de uma herança abiótica! Os delírios tísicos, as complexas manifestações de cólera, os instáveis e tardios movimentos que o corpo - vivo - ousou esboçar (na tentativa, frustrada, de vilipendiar parte deste intenso e delicado momento vil!). As provocações são assim, observo. Incongruentes ao extremo! As pálidas direções, as tristes mudanças, os encargos que pousam sobre os ombros - como se fossem, a bem dizer da verdade, aves de mal agouro. Um minuto e os olhares mais sublimes podem responder de maneira acentuada. Um minuto e tudo pode, segundo entendemos, ruir. O menino que precisa ser ouvido, as ações nada convencionais, a respiração crepitante que aos pouco cessa. Estes gritos irreais, filhos de um sem par número de verbos, desejam tocar as estruturas se, segundo entendo, permitir. Mas os amaros prólogos, sempre débeis, suficientes não são para despir e vulnerar o poeta. Cá estou. As relações abstratas, os intempestivos delírios, as formas e os complexos abraços, e as firmes dimensões que acabam por compreender a estrutura desta mínima fantasia. Talvez a criatura, seca, ouse colocar junto ao corpo os enfeites mais diversos. Pode ser rosa, amarelo, dourado... Há quem aprecie as plumas - certamente para demonstrar um comportamento não muito agradável! Os abismos que passo a considerar são formações lúcidas - tão minhas que o corpo, intruso e ao mesmo tempo sandio, resolveu partir (talvez para despir-se das habituais mordaças!). Não enxergo trilhas conclusivas. Apenas um grito seco que tenta, no todo ou em parte, construir castelos e espelhos (quiçá para ostentar eventual narcisismo!). (Adriano Guia Ferraro, 30, 14/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h47 AM
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Elos, estradas e desfechos 13/02/2006 08:48 Minhas mãos doem. O riso também dói - porquanto inda desenvolvo bastante força para demonstrar, a bem dizer da verdade, afago (este gesto particularmente agradável!). Quisera suportar o peso nu, as estradas confusas, os adicionais ensaios que tocam e desenvolvem parte deste crítico e saudável manifesto. Os poemas secos, as elementares justificativas, os delírios que repousam sobre os braços evidentemente fatigados. Quisera, também, cauterizar os movimentos, as impressões negativas, os desejos nus e as intrusas mudanças. Mas não encontrei, segundo observo, sucesso. Os improváveis testemunhos, divididos de maneira visivelmente natural, consomem pequenos e instrumentais trechos que via de regra ousam subtrair a responsabilidade há muito erigida. Os espasmos, as seqüelas, as passionais marcas que interferem nos mais ásperos desejos que tocam e invadem a noite como um todo. Os abismos, imparciais em essência, devoram-me; os cínicos acordos, precários - sustento! -, movimentam-se. Contudo, não produzem resultado. A ineficaz poesia, os segredos mais que reais, as potentes palavras que vulgarizam e expelem os gestos mais simples. Transmuta-se, nua menina! Ouse ao menos uma vez descobrir o riso e as estradas ainda por vencer! Transmuta-se! Encontre em mim a impressão viva, o sentimento mais belo, os desejos que habitualmente conservo. Transmuta-se, sinuosa mulher! Os resíduos, as páginas hereditárias, os processos nada convencionais e que deformam um mil avos deste criterioso movimento. A bem dizer, inseguro apoio, os pequenos diários representam apenas um terço das tentativas brancas; a bem dizer, ímpar embuste, os olhos teus representam as mais belas sínteses que não pude tocar; a bem dizer, sólida mordaça, os ensaios que fiz criaram expectativas há muito imaginadas. Entretanto, não há resultado prático. À noite, parte desta enferma mudança jaz! (Adriano Guia Ferraro, 30, 13/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 02h49 PM
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Lamentos tênues, sensações estéreis, caminhadas que tocam e desenvolvem - bem sei - os mais ásperos tormentos. À noite, parte deste caminho nu é apenas o resultado - tímido - que invade e vulnera minh'alma tola (sempre à procura dos gestos mais que nobres!). O delicado momento incerto de sanidade, as estradas nada comuns, os reflexos que invadem e condicionam parte deste símbolo quase que inexato. A fortaleza nua, os ombros nus, as certezas que dominam um mil avos desta tentativa quase amara. Os depoimentos, presos do modo mais febril, anunciam que é preciso desenvolver parte deste mesmo lamento - ele, observo, sempre restrito, amargo, terminal, decadente... finito. A incognoscível herança, os reflexos nada ortodoxos, as justificativas e os olhares parcialmente injustos - a devorar, inclusive, os açoites mais que primitivos. Talvez devesse compreender que os sinais mais íntimos sejam apenas sensações, deformidades, caminhadas inda não estabelecidas. Talvez devesse, confesso, considerar um mil avos desta incerta crueza que alimenta o corpo e devora parte da alma. Os paradoxais instantes, as inflamações mais comuns, os dias e os critérios mais tímidos que tocam as concretas e obtusas mudanças - nuas, impróprias... nossas! O cru impulso é herança viva. O relativo desejo é mudança de postura. A dimensão relativa é forma informe. Os telhados de vidro, as expressivas mordaças, as insensíveis provações que determinam parte destes cínicos e irreais projetos sem cor. À noite, quando os vivos passos buscam algo maior, a disforme paixão, criadora dos mais ásperos impulsos, pensa em cair - quiçá para formar parte deste instável e elementar discurso que aos poucos seduz o corpo em evidente ruína. As dimensões precisas, os impasses imperfeitos, as delicadas mudanças, os ambientes secos, as necessárias expressões. Parte de mim, intrusa, inda resiste! (Adriano Guia Ferraro, 30, 12/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h41 PM
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Inovação 11/02/2006 06:28 ... e as estradas mais firmes, divididas de maneira intensa, consomem os verbos, os versos, os poemas que nitidamente cauterizam parte deste incerto e delicado momento de angústia. As poesias sem forma, os critérios nada ortodoxos, as caminhadas - felinas - que respondem aos gestos mais que reais. Quisera apenas os gemidos pequenos, as insinuações modernas, os passos e as necessidades que beiram à incerteza dos críticos e químicos sinais de responsabilidade. Às vezes, parte deste estertor - tolo - é apenas um químico sinal que toca e invade, e complementa as sensações tão habilmente erigidas. Às vezes, observo. Os contornos pálidos, as ingratas tentativas de demonstrar um certo argumento, as asperezas - muito embora sem forma - que de nada adiantam (porquanto as tentativas, mais firmes do que qualquer idéia estúpida, jazem ao menor dos toques!). Eis os argumentos potentes? Eis os cínicos caminhos que lideram um pequeno e disperso relato de fúria? Diga-me, ao menos uma vez: é preciso considerar parte deste sensível movimento? É preciso demonstrar a crueza das palavras para sentir parte deste ingrato tormento? Definitivamente, penso, um mil avos deste delicado minuto serve apenas como uma possível referência (referência aos gritos - cínicos - que tocam e desenvolvem, com habitualidade, as intensas e severas direções!). Os olhares caídos, as mudanças sem sentido, os critérios que anulam os mais intensos e fáceis depoimentos - tão ricos, dispersos... meus! A nudez necessária, as ingratas considerações, as palavras que tocam os embustes mais ímpares. Devemos recuar? Devemos estabelecer parte desta crua lembrança? Não vejo melhores relatos. Este pessimismo, fiel às escolhas que fiz, é apenas um caminho tênue. Assim caminhamos. Assim enxergamos o futuro e estendemos, mesmo que nus, um mil avos deste amargo relato de fúria. A poesia dispersa, as ficções dispersas, os limites dispersos. Reunir os pedaços. Talvez devêssemos experimentar! (Adriano Guia Ferraro, 30, 11/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 01h49 PM
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Pressões 10/02/2006 11:36 Elos imorais, reações sedentárias, temas e motivos, e formais manifestações que calam os gestos mais que reais. A inovação crua, os delírios insensíveis, as pacíficas ruínas que formam os pequenos e tristes monólogos - sedutores, ímpares, essencialmente delicados. As respostas nuas, os ensaios que não fiz, os retratos que deformam e conservam as mais cínicas análises. Os produtos relativos, as formas delicadas, os restos e os rastros que interferem nos desejos nada convencionais. A poesia sem forma, penso, é apenas o resultado, vivo, que a todos invade. A crueza sem mistério, os desejos nada possíveis, as críticas e impensáveis justificativas - abstratas, confusas... minhas! Talvez devêssemos recuar e compreender parte deste instável e insensível temor. As análises ricas, as possessivas manhãs, as noites maviosas que ousaram demonstrar parte do crítico e disforme manifesto de loucura. As pegadas sandias, as estradas secretas, os passos e os pactos, e as pautas que dominam os projetos mais que terminais - sujeitos, inclusive, a um sem par número de afirmações (tolas, ígneas... provavelmente imperfeitas!). Não há estratégias nisso tudo. Há, bem sei, sensações que cuidam umas das outras (na tentativa, frustrada, de não ruir!). Crônicas frias, épocas distantes, futuro provável. Estes alicerces, fatais em essência, dialogam entre si. Quem vencerá, nua menina? Às vezes, parte deste relato nada substancial procura consumir um pequeno e hereditário projeto de fúria; às vezes, delicada tez, os risos teus são forma, intensidade e movimento. Resultado: devoram minh'alma! Os gestos mais que reais, reafirmo, são belos, simples e vivos. Os gestos mais que reais! A pureza dos caminhos, as certezas intensas, os prólogos e as conquistas, e os cínicos impulsos que dominam - bem sei - parte deste inexato tormento. À noite, tola menina, o corpo cai! (Adriano Guia Ferraro, 30, 10/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 05h43 PM
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Encantos 09/02/2006 06:23 Estes passos incomuns, estas necessárias fantasias, estes insones manifestos que tocam e definem parte dos vivos e irreais movimentos que teimam em descrever a urgência dos gestos mais que reais. Sensações covardes, expressões distantes, mudanças de paradigma que vulneram e permeiam os intensos e delicados momentos de sanidade. A crueza nada ortodoxa, as poesias sem formação, os contornos - ásperos, observo - que vulgarizam os delicados e distantes movimentos. A cínica impressão delicada, as ruínas mais que ígneas, as projeções insanas que cauterizam e definem os incertos e complexos diálogos - próximos, vivos, delicadamente estruturados. Minh'alma reconhece que há muito por fazer. Minh'alma, verdadeiramente intrusa, reconhece o peso das horas. O tempo que perdi, as palavras que não foram ditas, as mudanças - prematuras - que monologaram de maneira nada convencional. A estrutura disforme, os poéticos argumentos, as decisões e os serenos acordos, e as tênues mudanças, e os pérfidos relatos, e as hipérboles distantes. Tudo revela, penso, incerteza - vez que aprendi, a bem dizer da verdade, a observar que o vago - por vezes - é mais forte, intenso, vivo! As demonstrações de urgência, as palavras cínicas, os embustes primeiros que reagem ao menor sinal de dor. Químicas reações, imprudentes impulsos, certezas e detalhes, e imperfeições, e lugares que ofendem os mais ásperos ritos - filhos da urgência e do distante contorno! Os passos ortodoxos, as mudanças parcialmente nocivas, as estórias - ou instantes de angústia - que confundem parte desta circunstancial poesia. A hereditária sanidade, os motivos nada comuns, as viagens e os feitos, e as mudanças de humor que oprimem os mais ácidos e disformes movimentos. Nada pode ser observado daqui. Preciso, bem sei, conduzir o corpo ao abismo - vil - que um dia temi! (Adriano Guia Ferraro, 30, 09/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h26 PM
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Parte 07/02/2006 05:48 Pequenos relatos de febre, intensos minutos que a viva vida deformou, linhas e estáticos limites de fúria que tocam e observam os cínicos e imperfeitos modelos sem força. Parte desta análise, complexa, destrói o cínico e provável limite de dor. Os gritos, as caminhadas intrusas, os segredos que vitimam parte deste complexo sinal que a mão humana, amara, passou a desenvolver. Os curiosos e sensíveis pontos de angústia, as díspares e incertas paixões, os caminhos nada convencionais. Às vezes, parte deste instante insensato reage ao menor dos sinais. A impressão cálida, os momentos delicados, os risos e as formas, e os contornos que dão vida aos mais intensos projetos. Os curiosos passos, as distantes poesias, os contornos e os abismos que respodem ao menor dos afagos - predadores, gástricos, irreais! Minh'alma parece reagir! Minh'alma, parcialmente destruída, responde ao menor dos toques. A síntese quase nua, as evidentes projeções, os caminhos e as vitrines vulgares que definem parte deste trágico e disforme prólogo. Quisera, bem sei, conservar um terço deste sintético porte. Os olhares relativos, as providências externas, os paradoxais acordos que mutilam a compreensão do que pode ser considerado real. Linhas limítrofes, laços lúdicos, laudas lúgubres, lições lúcidas, delírios passionais. Os acordos mais que formais, as tentativas de desenvolver um gesto capaz de conservar parte desta curiosa forma de amar, os terminais embustes - pálidos, intensos... vulgares! A deformidade nua, os estágios de sanidade, os caminhos - rijos - que devoram os críticos sinais de lucidez. Parte de mim, intrusa, é apenas o reflexo que pousa de maneira delicada sobre o suspeito dorso nu; parte de mim, amara, é apenas um grito que aos poucos tenta regressar. Certas idiossincrasias, observo, resistem quando os gestos teimam em aparecer! (Adriano Guia Ferraro, 30, 07/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h55 AM
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Ponto de partida 06/02/2006 05:44 O lúcido pranto, as esquinas mais fortes, as palavras e os amaros delírios que tocam e desenvolvem parte deste significativo projeto de dor. Sobre o peito nu, a impressão que aos poucos reage é apenas o resultado - mórbido - que foge e toca, e invade parte deste delicado e insone movimento - tão próprio, seguro... vivo! As complexas definições, provavelmente fortes, conduzem o poeta ao abismo ordinário. As direções mais que reais, as circunstâncias nada verdadeiras, os embustes primários que tentam dissuadir as expressões e os contornos mais intensos. Vulgar abismo, peculiar movimento, insensível diálogo que foge aos padrões ortodoxos - como se possível fosse sustentar - sempre - a ortodoxia (este veneno que adestra e domina, como resutado final, o ser humano!). Linhas firmes, elos passionais, risos e ritos, e restritos medos que caem em desgraça ao menor dos contatos. Perdera, em algum momento, a fé. Perdera as paixões, os abismos, as inexatas formas que ousam recorrer aos golpes mais ásperos - como se houvesse sobrevivente neste espaço visivelmente insalubre. O curioso adeus, feito do material mais firme, é apenas um relato de vida que timidamente pousou sobre o peito inda carente; as mudanças de humor, definitivamente cruas, lembram algumas das tímidas conquistas - por mais ásperas que tenham sido. A inocente reação, as cicatrizes deixadas, os nomes mais clássicos que brindam aos imperfeitos discursos e tocam, com serenidade, as imperfeitas e distantes poesias - filhas do abismo. É calmo este movimento. É calma esta sensação de liberdade que toca o corpo inda em formação. Os embustes primeiros, as restritas palavras, as presas tênues, os ígneos fatores, as delicadas posições - tão amaras, distantes... críticas! Recuo. Os gritos, primitivos (observo), invadem parte deste tísico e informe projeto. Não há ausências! (Adriano Guia Ferraro, 30, 06/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h49 AM
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Açoites 05/02/2006 10:00 Sepulcro momento de instabilidade, amaro movimento, delicada forma de compreender os sonhos e as farsas que tocam e desenvolvem parte deste recuo nada convencional. A ingrata poesia, os informes contornos, as justificativas delicadas que desenvolvem parte deste secreto e inevitável projeto sem forma. Quisera, bem sei, construir muralhas, imperfeições, relatos e fantasias críticas - capazes, penso, de jogar com as estruturas há muito erigidas. Contudo, o peso amaro jaz (talvez porque ousou, no todo ou em parte, construir justificativas que em nada contribuíram com o poema!). Presságios imaturos, novos gritos que estabelecem gemidos e imperfeições, e lúcidas críticas (tradutoras, penso, de palavras sem forma - tão contundentes, vivas, ígneas - quíçá para os néscios!). Voltemos ao ponto principal, qual seja, observar parte deste rascunho que toca e estabelece, de maneira pouco comum, um mil avos desta tentativa parcialmente tola. As arestas que não podem ser desbastadas, os alicerces que caem ao menor sinal de instabilidade, as pequenas e fáceis preces que condicionam os gemidos mais ásperos. Nâo vejo melhores ações. Assim como também não vejo melhores tentativas que possam - de modo vivo - conduzir o corpo ao abismo parcialmente destruído. São restos de um material que inda exerce profunda influência sobre os amaros resultados. São, a bem dizer, fábulas - tão habilmente preparadas, observo! A crueza delicada, as impróprias mudanças, os laços que ofendem um pequeno e incerto relato de fúria. Minhas fáceis impressões, imersas; meus falhos poemas, críticos; minhas antíteses, próprias! Devo recuar - ou quiçá construir parte de um gesto nada ortodoxo. Os impulsos amorais, as simples tentativas, as cínicas ações que formam um prelúdio nada vulgar. Pretender construir críticas críticas, penso, não é a melhor das escolhas! (Adriano Guia Ferraro, 30, 05/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 04h03 PM
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Fácil contraste 04/02/2006 07:15 Eu não sei se os olhos nus são feitos do vivo material. Eu não sei se os amaros movimentos tocam as estruturas, os gestos, os caminhos anteriormente construídos. Apenas sei que as formas informes traduzem parte deste embuste que seca e devora a crueza das insensíveis ações. Os gemidos paradoxais, as intrusas necessidades de titânio, os amaros resultados que brindam aos intensos e felinos, e febris minutos sem forma. Esta ortodoxia, revelo, seria melhor aproveitada se os embustes primeiros devorassem - no todo ou em parte - um mil avos deste terminal e incerto contorno poético. Esta fortaleza, áspera, é apenas o resultado lúdico de que tanto falei. A impressão depressiva, as cortinas de ferro, o impedimento que corre e vulgariza a sintática e crônica manifestação de angústia. Corre sobre o corpo, sepulta verdades, monologa de maneira visivelmente diferente. Os amores impróprios, as conquistas felinas, as distantes formações que inviabilizam os terminais e indigestos minutos. Não mais. Minh'alma é apenas o resultado que posso, enquanto menino, suportar; minh'alma, deveras crônica (porquanto enxergo idiossincrasias nada convencionais), reage e traduz certas e complexas mordaças que tocam o corpo em visível transformação. Apenas os resultados, as completas digressões, os os fáceis encontros - destituídos de qualquer segurança! Vou-me embora. A chaga que não fecha, os ombros que vulgarizam certas escolhas, a impossível melhora - quiçá porque ousara, a bem dizer da verdade, exprimir um mil avos de um desejo nada primitivo. Se pudesse regressar... As armadilhas de ferro, os grilhões que dominam parte deste tísico fim, as mudanças de humor - firmemente consolidadas! Projetara minhas fantasias, desenvolvera mecanismos de fúria, compreendera que amar - este verbo vil - é apenas um impulso e nada mais. Certos presságios, penso, não mudam! (Adriano Guia Ferraro, 30, 04/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 01h17 PM
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Pequena inocência 03/02/2006 13:17 Este estúpido relato de fúria, estes tormentos que a todos devora, estas sínteses que minimamente desenvolvem um sem par número de inquietações - próprias, contundentes, delicadas, ásperas... pálidas. Os breves encontros, as necessárias formas de amar, os risos e as tentativas - sublimes - de conduzir o rosto ao vazio nada sensível. Os passos nus, as ofensas primárias, os gritos e as omissas caminhadas que teimam em definir quais os urgentes e possíveis caminhos que a fé - tola - ousou construir. Minh'alma sofre. Assim como também sofrem o gesto e a imagem. Os espasmos delicados, as formações sem par, os químicos delírios que formam as cítricas e passionais mudanças - sempre primitivas! Às vezes, quandos os sonhos mais belos tocam a estrutura nada convencional, o tísico minuto - sandio - é apenas o resultado de que algo sem expressão pousou sobre o corpo em evidente declínio. Apenas algo sem expressão, confesso! Delicadamente os passos sem forma devoram as arestas que teimam em definir se os sinais de fúria são, de fato, notórios. É nítida a diferença. É nítido o riso tolo. As impermeáveis fronteiras, os gemidos quase sem força, os pontuais alicerces que impedem que o coro, inda vivo, caia em desgraça profunda. Linhas amaras, sensíveis definições, construções e projetos, e ofensas, e relatos tardios que minimamente ousam definir os amaros e impotentes segredos de paz - ela, observo, quase que inatingível! As forças informes, os gástricos horrores, as palavras secas que definem parte deste inusitado projeto de dor. Parte deste significativo embuste é apenas o resultado mórbido que toca a essência dos possíveis e delicados pontos. Parte deste significativo império manifesta o desejo de ruir - porquanto amor, hoje sem definição, repousa sobre o peito nu. Os amantes, de modo lúdico, professam verdades. Os amantes, nus, ousam fabricá-las! (Adriano Guia Ferraro, 30, 03/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 07h19 PM
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Lamúrias 02/02/2006 05:48 Expressivas demonstrações, curiosas mudanças, aspectos rudimentares, palavras secas, intensos ritos, vitrines nuas, condições precárias, mordaças necessárias, imperfeitos diálogos, rompimento amaro, complexos joguetes, imagens pérfidas, contusos minutos, confusos embustes, sensações amorais, contornos inexpressivos, delicadas paixões, inevitáveis acordos, conflitos instáveis, associações informes, curiosas algemas, flagelos ímpares, reações - indubitáveis, confesso! Estes projetos intensos que anunciam um sem par número de impressões, estas gástricas prisões que perturbam os manifestos mais áridos, esta poesia seca, tênue, crua, cínica... inexata. Apenas os sonhos que brindam aos mais ígneos momentos que o corpo pode suportar. Apenas as lúdicas palavras que delicadamente ousam resumir um mil avos deste curioso abismo. Os insensíveis passos, devotos de qualquer prece, anunciam um terço da expectativa tão aguardada. Findou, observo! As estradas vis, as formas irreais que me prendem, os ígneos lugares - possivelmente ímapres. Às vezes, parte deste projeto sem forma consome a matéria decadente; às vezes, parte desta ânsia nua conserva o riso há muito perdido. Às vezes (é preciso lembrar!). As antíteses nada ortodoxas, os conceitos antípodas, as químicas imagens que tocam os gemidos inda em constante transformação. Depender desta síntese irreal talvez seja necessário. Depender deste fácil embuste... Paremos por aqui. As certezas que teimam em narrar parte deste curioso projeto inda resistem. As certezas que teimam em desenvolver páginas infinitas sobre o amor... Definitivamente, penso, as simples condições aprisionaram os mais elementares discursos. Definitivamente, penso, as imposições não mais vingam. Os defeitos, as críveis projeções, os distúrbios que podem ser observados... Um gesto, um fácil acordo, uma recíproca. Não há impressões! (Adriano Guia Ferraro, 30, 02/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h53 AM
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Restrito 01/02/2006 11:59 Hipérboles vulgares, insustentáveis manifestos tímidos, caminhos e laudas, e delicadas maneiras de conversar acerca dos mais ásperos desejos. O riso morto, a impressão vulgar, os projetos e as estradas que condicionam um mil avos deste delicado e incerto protesto. O rito nu, as caminhadas ortodoxas, as forjas febris que cauterizam e vulneram sínteses deste simétrico e intruso movimento que o corpo, informe, ousou produzir. Sinais expressivos, limítrofes diálogos que beiram ao estertor, conversas, acordos irreais, manifestos que determinam parte deste simétrico e rico adeus. À noite, quando os traços mais nus teimam em demonstrar que existe vida neste sintético embuste, parte mim, amara, torna-se prisioneira - quiçá para desenvolver os mais secos e tristes momentos que o corpo humano pode suportar! A crueza das palavras, a magia no olhar, os sentidos que - desgastados - ousam produzir um sem par número de gestos (parcialmente destruídos, observo!). As linhas, as imagens, os defeitos mais imprudentes, as cálidas demonstrações, os insustentáveis diálogos - próprios de quem ama, confesso. Nudez precária, estrutura crua, conflitos impróprios que seguramente obedecem aos mais ásperos momentos de dor. Os nomes passionais, as delicadas simetrias, os pontos contusos que voluntariamente assolam parte destes relatos nada convencionais. Somos assim: filhos da esperança e da viva angústia! Desenvolvemos lamúrias, queixumes... sínteses de um dia que não deu certo. A poesia sem forma, os lábios trêmulos, as mãos visivelmente secas. Todos os sinais indicam que me tornei impaciente. Todos os sinais professam, inclusive, que há muito por fazer. E abandonar este caminho, delicado e ao mesmo tempo febril, significaria perder o que mais admiro. Guardá-los, penso, é preciso. A ilusão provisória, simples, conduz-me à vida. A ilusão provisória... minha! (Adriano Guia Ferraro, 30, 01º/02/2006, Santos / Sâo Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 06h02 PM
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