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Presumo - preciso estar errado! 28/02/2006 05:35 Estas são as firmes condições que tocam e invadem, e decifram os mais ásperos comandos? Definitivamente, penso, minhas ações foram reais, concretas, palpáveis, instantâneas. E tudo, ao que parece, findou. No entanto, esta postura é um tanto quanto delicada, felina, vil. As impressões noturnas, os desejos à flor da pele, os gemidos e as técnicas que tentam - quase sem sucesso - dissuadir os mais resistentes e vivos instantes de febre. Esta gula, o jejum, as caminhadas informes que informam - a bem dizer da verdade - que foi possível, mesmo assim, amar. As manchas pelo corpo, a identidade que se partiu, os risos e as maneiras vivas de demonstrar carinho - sempre tão verdadeiros, clássicos, delicados. Ao que parece, observo, há uma certa forma curiosa que estabelece limites e situações mais que reais. A necessidade que devora o tempo, filha de um sem par número de gritos, é estranha, cardíaca... patológica. Não acredito nestas afirmações, ainda. Sou favorável, bem sei, ao diálogo. Contudo, é preciso interpretar: venceu, segundo escrevi, a posição tácita. E agora, menino? Correr para abismo é a solução ideal? Com máxima certeza, não. As vidas que talvez poderão se reencontrar, os desejos que talvez poderão ressurgir, as linhas imaginárias que ousarão construir linhas inda mais resistentes - porquanto o amor, sempre vivo, é forma, diálogo, verdade, simetria, condição específica... mudança. As necessidades delicadas, as possíveis diferenças que serão, enfim, resolvidas, os toques mais que íntimos - próprios, sensíveis, tímidos. Foram estes os resultados, não é verdade? A eterna batalha, os gritos dos excluídos, o conflito entre o racional e o emotivo. Venceu o primeiro. Contudo, realidade imediata. E o imediato, observo, é falho. Estas secretas fantasias inda resistem. Mas o riso, aquele riso que era fácil, tornou-se seco! (Adriano Guia Ferraro, 30, 28/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h38 AM
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Mais que palavras 27/02/2006 05:05 Amar. Poesia em forma de palavras. O toque delicado, as mãos delicadas, a forma delicada que constrói e observa, e diz que é necessário amar - mesmo quando os reveses, firmes, são fortes, intensos e amaros. Recuar, verbo insone, é falhar - sustento. O nome mais intenso que já vi, qual seja, Viviane Velosks Shneider, traduz a certeza de que o amor, afeto sem par, pode ser o reflexo vivo, verdadeiro... sublime. As hipérboles, as firmes sensações que devoram o corpo do vate, as impressões e os trechos de voracidade que definem parte do que pode ser intenso ou não. Contudo, amo-a (ainda). E parar de dizer que o corpo estremece seria o mesmo que deixar de respirar - mesmo que por breves segundos. Definitivamnente, simétrica ninfa, eu não sei o que existe de mais nobre. Se as posses interferem, e muito (como certa feita ouvi), desligo-me dos poemas, das estruturas montadas, dos gestos e das firmes afirmações. Se o amor é ter, observo, considero apenas que a visão mais que pura é, na verdade, sofisma, sofística, ruína. Mas preciso crer que palavras são delicadas - porquanto procuram, no seio dos poemas, o amor (resultado intenso, firme, concreto, forte, delicado... químico). Queres mais do que quase dois mil e quarenta e oito caracteres? Poderia expandir o poema - se a métrica beirasse ao infinito. Contudo, sou vítima do espaço. E declamar, mesmo que solitariamente, é intensidade, vitrine viva, condição essencial para quem depende, em essência, da poesia. O amor que sinto, as palavras que tocam os mais intensos discursos, as secretas mudanças que apoiam, em síntese, este sentimento mais que potente. Não posso estabelecer condições essenciais para sobreviver. Isto o tempo concede - aliado à atitude inexorável! Contudo, posso doar afeto, verdade, movimentos e insinuações, e projetos de construção para um futuro. Amo-a - e não vou desistir! (Adriano Guia Ferraro, 30, 27/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h06 AM
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Amo-a, Viviane! 26/02/2006 06:54 As respostas mais ímpares, os risos mais vivos, as complexas ações que interferem positivamente. Os gestos mais serenos, o riso vivo, os lábios - intensos - que proclamam verdades - tão brutas que transformam a necessidade nos gestos mais que reais. Cá estou! Disposto, como disse, a mudar! E recuar, Viviane, não vou. As linhas íntimas, o amor que devora o meu peito, as sensações íngremes, os gestos nobres que interferem no andar do poeta. Estas lições, nunca vou esquecer, são ricas, testemunhas - observo - oculares. Não presenciaram crimes, dúvidas ou chantagens. Presenciaram a mais pura demonstração de amor. E isso não pode ser deixado de lado! Ontem, quando os lábios mais que ígneos conversavam com outros lábios (intrusos), o corpo, delicado, renasceu. A vitrine viva, as insinuações tão discretas, as pegadas que tocam o solo - a deixar, penso, respostas e verdades visivelmente contundentes. As mãos que se tocaram, o olhar mais que devorador, a impressão de querer avançar. No entanto, resisti - vez que não poderia prever os gestos ou as tentativas nada convencionais. Mas isto foi ontem. E hoje seria diferente. Diferente porque o amor, este laço que a todos toca, é forma, linha tênue. Saí do abismo. Não há mais respostas complexas, sinais primitivos ou simplesmente considerações filosóficas (muito embora estas sejam importantes!). Há um riso fácil, uma demonstração de afeto, preocupação (em palavras outras!). A mão tão delicada, as exatas construções, o olhar tão forte que toca e surpreende, e dialoga. Estes gritos, anteriormente embrionários, tornaram-se mais que intensos. São formas inimagináveis, fantasias concretas, vivências. Por isso que a amo, Viviane Velosks Snheider! Por isso que os gritos, atemporais, são precisos e constantes. A bem dizer da verdade, aprendera a amar os caminhos teus que tocaram o corpo meu! (Adriano Guia Ferraro, 30, 26/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h58 AM
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À Viviane Velosks Shneider 25/02/2006 04:58 Sou o nada que ama. Melhor: se tudo é fim, o nada, penso, deve ser o começo de algo vivo, intenso, delicado. As arestas nuas, os contornos... O amor transmuta-se, como observo. Reage, toca os mais impróvaveis desfechos, caminha com liberdade em terreno fértil. O amor devora-me - porquanto ousei, pela vez primeira, construir o que denominam verdade. Cá estou. Abstrato em essência! No entanto, vivo por amar, por desenvolver considerações que, mesmo sendo improváveis (em face do pouco tempo de contato - sustentas), são rijas, determinantes, essencias para a vida. Ah! A vida! O gosto suave que toca os lábios, os lábios intrusos que pedem passagem, os minutos mais precisos - e também os mais angustiantes. Sou de titânio. Homem que ama e não mede esforços. Sou firme, delicado, decidido, intenso, único... poeta. De amores vários, então? Não, apenas de um amor que é maior que a vida, que devora o peito e ousa determinar todo o caminho até então desconhecido. Revela-me. Mostre os gestos mais brandos, seja delicada, construa um sem par número de medidas que ousem captar os vivos e basilares minutos de saudade. Ah! A saudade! Contrai o peito, devora o poeta, escreve, com eficácia, que o amor é puro, mavioso, secreto, preciso, íntimo, arrebatador! São considerações, vivas, as que faço. São poemas, vivos, os que escrevo. E o verdadeiro impulso, tão evidente, é forma, extensão do corpo meu, limite e fortaleza, e precisão milimétricas. Cá estou! À espera, como disse, do sinal mais que intenso! Devora-me, tênue mulher/ninfa! Estabeleça os limites que precisar. Eu, vivo, vou esperar! As linhas mais que ricas, a brevidade dos contatos (construídos ao longo de uma hora), as conversas, os detalhes, as previsões tão concretas. Devora-me. Este é o sinal de que precisas? Então, ígnea forma, devora-me! Os sinais, as peças, o nome. Amo-a! (Adriano Guia Ferraro, 30, 25/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 09h59 AM
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Eu te amo 24/02/2006 04:22 Devora-me. Ouso construir alicerces tão rijos que tocam as vivas e sensacionais maneiras de dizer que o amor, este sentimento químico, é poesia, invenção, ação. Os gestos mais que nobres, as tempestades vivas, os sinais e as complexas mudanças, e os estágios de um dia que ousaram subtrair, bem sei, os contínuos e precários limites. Tornou-me, pela vez primeira, homem. O grito de liberdade, a entrega, o riso e as complexas mudanças que beiram à incerteza dos depoimentos - como se possível fosse ocultar este impulso que inda me consome. Entrego-me. Acredite: preparado estou para sentir o riso delicado, as nuanças delicadas, os pequenos e tímidos contornos que pousam sobre os corpos em ebulição. O amor entre duas pessoas, os corpos que se perdem (mesmo tão próximos!), o sinal de êxtase - fulminante, ígneo, preciso. As linhas ortodoxas, as caminhadas mais belas, a rua sem nome (por pouco tempo). Uma cidade inteira para experimentar. Contudo, apenas um nome, a saber, Viviane Velosks Shneider. A brisa que toca o rosto suavemente, as pequenas insinuações, os pés e maõs (delicados), e pernas, e braços... Os gestos tão sinuosos, os lábios tão inteiros, as provas tão rijas, a demonstração de um afeto que, acredite, transpõe o comum. Vitória, devo considerar. As lições mais tímidas, as palavras reunidas em pouco mais de trinta e quatro minutos, os poemas-ensaios que aos poucos conversam sobre tentativas, desejos e vivas hipóteses. Abraçá-la, observo, é preciso. Preciso sentir o peso do corpo, as sinuosas carícias, os gestos e as tentativas que possam - a bem dizer da verdade - compreender os sinais (maviosos) do vivo amor. Não vejo melhores definições para exteriorizar algo crível, concreto, perfeito, simétrico, verdadeiro, íntimo, delicado... único. Preciso, já disse, dos gestos teus. Preciso, também, do amor - simples e ao mesmo tempo arrebatador! (Adriano Guia Ferraro, 30, 24/02/2006, Santos/São Paulo/Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 09h23 AM
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Entrego-me 23/02/2006 04:37 Observo-a. Os gestos teus são próprios, intensos, vivos, edificantes, simétricos. Os caminhos mais delicados, as urgentes e necessárias formas de amar, o corpo que ousa, a bem dizer da verdade, respeitar o outro - porquanto estabeleceu, assim observo, delírios mais que emotivos. Amar. Este verbo é vivo, próprio... contundente. Amar o sujeito do amor, de nome Viviane Velosks Shneider, é força, delicadeza, palavra antípoda - tão íntima que a matéria, inda em estado bruto, precisa ser lapidada. Decifra-me. As intensas marcas, os momentos mais delicados, a viva voz que toca o poeta e define as precisas e inexatas, e confusas, e delicadas, e íntimas sensações que percorrem o corpo - este alicerce, hoje, inexorável! Preciso dos gestos teus! Preciso dos lábios teus (intrusos) dentro dos lábios meus! Preciso das palavras, dos momentos, das pautas, dos gritos, da inocência, das secretas fantasias, dos incognoscíveis exórdios que definem um sem par número de sensações - todas, penso, importantes em minha vida! O corpo não mais oxida. O corpo, vitrine d'alma, conserva a fortaleza há muito guardada. O corpo, fundamental, é - agora - senhor de si. O sorriso infantil que a nua menina expõe, os delicados movimentos, a ebúrnea tez que conseguiu, bem sei, romper com os ares definitivamente circunspectos. Desejo-a, bem sei. Estas linhas não são apenas um reflexo de algo sem importância. Pelo contrário. Passam a governar, aos dias mais que importantes, os aspectos da nua vida. As mãos delicadas, os passos delicados, os ensaios, a voz maviosa, os gemidos únicos - provavelmente tão raros que o vate, mais calmo, ousa apreciar. Estes sinais potentes, estas dimensões nada comuns, estes pequenos e rijos depoimentos que tocam e consagram as mais vivas formas de amar. Diversidade, pluralidade... vida viva. Preciso, bem sei, dos gestos mais que intensos! (Adriano Guia Ferraro, 30, 23/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 09h57 AM
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Entrega 22/02/2006 05:01 As linhas mais intensas percorrem o corpo meu e desenvolvem parte deste alicerce que há muito percebo. Os olhares cada vez mais expressivos, as direções mais que reais, as tentativas que tocam e vulneram, e compreendem ser necessário desenvolver um projeto de felicidade (ele, intruso, ali sempre guardado - à espera do gatilho [mais potente, íntimo... arrebatador!]). O pálido movimento, a intrusa forma, os delírios de um poeta que enxerga, pela vez primeira, os sonhos e as possíveis mudanças. Este afeto verdadeiro, o verbo amar, as extensões que minimamente consideram que os passos - agora mais seguros - são importantes, vivos, delicados e, observo, ígneos. As formas vivas, os dizeres mais emotivos, as principais mudanças que ouso encontrar - porquanto minhas linhas, agora definidas, ousam participar dos gestos há muito ocultos. Novidades, sensações que alimentam minh'alma, elos e fáceis apoios que tocam as estáticas e potentes, e firmes direções que o corpo, intruso, desenvolveu. Amar! Este verbo que cauteriza e faz desaparecer um sem par número de vícios! Tocar! Esta ação delicada - ou sinuosa (porquanto sentir é, penso, iconoclastia, vínculo próximo... sossego!). Nessas horas a insanidade é benéfica. Nessas horas as projeções não cabem no peito nu. Nessas horas, por fim, parte de mim é homem. A outra metade, simplesmente ama (porque ousei, pela vez primeira, caminhar e dizer ao sujeito do amor que os olhos teus, noturnos, tocaram minh'alma!). Alimenta minha vida, estabeleça os critérios, faça de mim alguém melhor. Preciso dos gestos teus! A inocência dos pedidos, a simplicidade das palavras, as mudanças e os trechos de sanidade que alimentam o riso e fabricam verdades - potentes, crívies, notáveis! Este é o sinal do amor, confesso. Este é, penso, o caminho que encontrara para desenvolver o grito há muito guardado. Amo-a. E sei porque digo. Resgata-me! (Adriano Guia Ferraro, 30, 22/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h02 AM
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Grito de liberdade 21/02/2006 05:15 Vivo. Os olhos teus, divididos entre a sensação nova e os trechos que inda tocam mnh'alma, são firmes, sérios, delicados. Repousam sobre o corpo, respiram com delicadeza, impedem algo maior. Este sedentário contorno, ímpar, compreende que tocar as arestas é complexo demais. As bases, vivas e íntimas, desenvolvem um sem par número de associações - potentes, secretas... minhas! A poesia dos testemunhos, as fronteiras ígneas, as paradoxais urgências que definem quais desejos pairam sobre os imensos gestos aqui presentes. Perdido, confuso, nu - confesso. As impressões, tão brutais, são vivas. Contudo, observo, dificilmente serão volúveis. Algo novo, maior. Algo há muito requisitado. Algo tão secreto que o vate, dividido entre o suspense a viva fantasia, decide correr e tocar os quebrantos teus. A vitrine viva, as espécies delicadas, os minutos mais incríveis (raros, sublimes). Este reflexo primitivo, estas páginas em branco, a pintura que fechou os lábios e ousou, a bem dizer da verdade, construir algo - quiçá porque tenha, pela vez primeira, inovado (mesmo que mui delicadamente!). Estes gestos tão vivos, a voz tão forte, os olhos e as estradas, e a nudez necessária (intensa, crua... definitivamente mulher!). Devora-me. As ações são próprias para isso. Ouça-me. Os caminhos tortos que escolhi são herança perdida. Salve-me. A resistência em aceitar algo novo faz-me romper com padrões há muito erigidos. Preciso do afago da tênue ninfa (e de mais ninguém!). As margens elementares, as concretas poesias, os laços e as estradas confusas, e os gestos primários que determinam ser necessário domar este ácido e mavioso, e oculto sinal. Refiro-me aos intensos minutos que, bem ou mal, fizeram o corpo parar, perder a calma... perceber-se. Sem chão. Os alicerces não são maiores. São únicos. E, por isso, ouso tocar o rosto da nua menina com os trechos que, em vida, ousei contornar! (Adriano Guia Ferraro, 30, 21/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h28 AM
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Cárceres e projetos 20/02/2006 07:25 Expressões quase suicidas, linhas imaginárias, traços que identificam parte deste complexo minuto que a todos devora. A sensação de culpa, os olhares mais que primitivos, as preces que brindam aos desejos mais intensos. Devora-me. Os pactos, nus, são os responsáveis por estes delírios visivelmente sinuosos. Ouça-me. As impressões que observo, próximas da realidade, confundem até os mais hábeis. Liberte-me. Os algozes, vivos, inda observam que há certa necessidade em desenvolver prelúdios mais que químicos. A poesia quase extinta, os omissos sinais que reagem, as quedas e os terminais ensaios que nitidamente tocam as arestas mais que perfeitas. É perigoso partir. Perigoso porque as intenções, quase sempre incertas, projetam-se muito além. Os olhares humanos, devoradores, consomem a carne e estabelecem - no todo ou em parte - pequenas e hereditárias respostas (quase sempre ineficazes!). As tentativas complexas, as visíveis posições que o corpo ocupa, as terminais mudanças que ofendem a voluntária e crítica demonstração de afeto. Os pedidos são os mesmos. As intenções, devidamente pimitivas, cauterizam e desenvolvem parte destes lúcidos sinais (tão raros, completos... tênues!). Um dia nu, uma estrada imperfeita, linhas e digressões que ofendem parte deste sedentário e vil embuste. As fórmicas arestas, as prováveis insinuações, os gritos e as tempestades que lideram parte deste incerto momento de angústia. Não vejo críveis tentativas. Não vejo, a bem dizer, insinuações precárias. Apenas observo o riso tímido - falível, mínimo, estrutural. As pequenas ações, os instantes verbais, as ígneas mordaças que alimentam parte deste tísico isntrumento de fé. As vitrines, os sinais, as expectativas. Estes segredos, definitivamente terminais, rompem com as lúcidas mudanças e estendem respostas há muito queridas. São poemas, gestos e fantasias! (Adriano Guia Ferraro, 30, 20/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 01h27 PM
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Fuga 19/02/2006 07:50 Vazio. O labirinto, o delírio, o pequeno ensaio que toca e invade a certeza dos tênues e delicados gestos. Quisera as impressões mais firmes (para que possam, bem sei, seduzir e desenvolver parte deste nu prefácio informe!). Linhas obtusas, sensações nada convencionais, elos e respostas, e expressivas ruínas que beiram à insanidade. Quisera os minutos, as preces e os acidentais limites que ousaram percorrer a delicada e insone mudança de humor. Trechos complexos, indeterminados depoimentos, estáticos pontos que beiram à incidental loucura. Passos, pautas, ensaios e mordaças, e pequenas hipérboles que convardemente consomem o riso e a delicada poesia. Os braços cansados, as mãos trêmulas, as secretas fantasias que determinam parte deste irreal e obtuso rito - particularmente erigido de maneira nada convencional. Os abstratos gemidos, complexos em essência, ousam vulgarizar um mil avos desta tentativa branca que a todos devora. Os passos incríveis, as mínimas interferências, as sedentárias ações que consomem os passos ligeiramente inseguros. São hipocrisias que alimentam minh'alma e tecem - quando necessário - as impressões que, no todo ou em parte, ousei considerar. A manhã delicada, os retratos delicados, os abismos críticos que passam a determinar os caminhos nada convencionais. Estas estradas sem forma, estes complexos desejos, estas insensatas e ásperas passagens que dividem - de maneira nada segura - o amor em pedaços. Bastam as incertezas (ou as querelas que timidamente dominam os mais indeterminados contornos!). As secretas fantasias, as delicadas formações, os ensaios que não fiz - porquanto a covardia, estreita e ao mesmo tempo sandia, devora-me. Os pedaços que restam são impressões que ousei construir. As mudanças que observo, mesmo com a acentuada miopia, são apenas relatos de febre. Não vejo ações concretas! (Adriano Guia Ferraro, 30, 19/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 01h51 PM
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Resistente
Intrusos joguetes sem forma, condições primitivas que cauterizam minh'alma, lúcidas expressões e pequenos discursos, e tísicas manhãs que contribuem com os sedentos minutos amaros. As pequenas justificativas, os olhares vagos, as formações nuas que consagram ser necessário consumir o riso e vulgarizar as tristes e felinas formas de amar. Os passos contusos, os pactos nus, as formações que devoram - desnecessariamente - os vivos e insones projetos de fúria. Quisera a cínica impressão tola. Quisera os abraços mais que expressivos. À noite, parte deste intenso gesto nu compreende que amar, este relato de fúria quase extinto, é apenas o contorno - precário - que consome e vulnera, e desgraça, e invade parte desta irreal e tola sensação de crueza. As arestas particularizadas, os indeterminados manifestos, as insustentáveis manhãs que se aproximam dos contornos nada breves. Estas são as pequenas e críticas formações. Estes são os paradoxos que alimentam o riso particularmente delicado. As inocentes considerações, os insustentáveis tormentos, as complexas e injustificadas noites que (de)formam os fórmicos ritos - tão nobres, estranhos, vítreos! As caçadas tolas, os potentes argumentos, as linhas e as estradas, e os pérfidos gestos que invadem os caminhos mais primitivos. Parte deste insensato momento jaz ao menor dos toques. Parte desta curiosa forma de compreensão é vaga, tola e insuficiente. Os ritos, nada convencionais, adestram um mil avos desta tórrida tentativa. E ao que parece o expressivo gesto - nu - é apenas o reflexo que invade e determina, e suspende parte desta intensa e incomum maneira de dizer que o afago, volúvel, tornou-se melhor - visivelmente purificado! As arestas brancas, os sonhos intensos, as necessidades primitivas que devoram os contornos inda rijos. À noite, certas mudanças dissipam-se! (Adriano Guia Ferraro, 30, 18/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 01h14 PM
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Prematuro 17/02/2006 05:25 Pousa sobre o corpo a impressão que a todos impressiona. O riso febril, as lágrimas vivas, os momentos e as certezas que tocam e definem parte deste criterioso momento de sedução. Os pontos amaros, divididos entre a esperança e o relato quase morto, são movimentos que invadem e definem (com prudência) os sonhos que inda tocam as estradas mais que reais. É abstrata esta dor. Os pactos intrusos, as necessárias formas, os tísicos conteúdos que vulgarizam um pequeno - mas rijo - minuto de sanidade. Os gestos ásperos, as condições primárias, as ofensas ímpares que dialogam e professam, segundo entendo, projetos nada circunstanciais. Os pontos mortos, as estradas confusas, os passos e as vitrines, e os ensaios tênues que pousam sobre o peito e timidamente definem que o afago nu, hereditário - porquanto ousei construir este firme alicerce -, tornou-se refém do próprio silêncio. São temerárias as ações que brindam aos mais edificantes sinais de liberdade. São inexatas as poesias que tocam as estruturas e consomem, com voracidade, os limites de um momento nada convencional. E agora? As pálidas impressões golpeiam a tez e julgam ser necessário construir um embuste mesmo que em forma de verso? São produtos, preciso observar. Sendo assim, estão à disposição no mercado de consumo. Mas é com muito dó que observo um comportamento padrão - fruto, talvez, de uma vontade inexorável de se dizer o que se pensa (mesmo quando não se pensa!). O frívolo, os enfeites, as testemunhas, os decadentes projetos de insanidade, as incertezas, os relatos de fúria, as páginas brancas... Tudo confissão sem contorno, observo. Tudo breve. E o tempo apaga a marca desta tinta. Tudo duvidoso, questionável. As bases, em processo incoerente de definição, caem desgraçadamente. E, por isso, o golpe nunca será contundente. Há coisas mais sérias para se pensar! (Adriano Guia Ferraro, 30, 17/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h43 AM
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Falso arauto 16/02/2006 05:36 Corra atrás das borboletas! Elas, observo, não ofendem ninguém. Mas há quem as mate por prazer! Definitivamente, penso, os olhos repletos de cólera tocam e vulneram - no todo ou em parte - os risos e as estradas confusas. Há muita dor nisso tudo. O caminho seguido, as ameaças díspares, os lábios cerrados que deveriam ser responsáveis por cada momento de silêncio. Contudo, não é o que ocorre. As palavras, débeis, correm e ganham os campos, tocam e colhem as rosas, gritam e ofendem, e extirpam (a bem dizer da verdade) comportamentos nada maduros. As mais diversas patologias caminham e vulgarizam o corpo - deixando-o preparado para os mais diversos especialistas (quiçá, preciso crer, um psiquiatra!). Este abismo não pode ser reduzido. Necessário se faz aquiescer. Definitivamente esta não é a minha intenção. Medo? Jamais. Apenas prudência. O disforme, ou simplesmente o menino que corre pelos campos (junto com suas plumas e espelhos - o vaidoso, vou destacar!), precisa de afeto - quiçá porque o contato com os pais em determinado momento ruiu. O pior disso tudo pode ser explicado através da ausência do afeto. O pior disso tudo pode ser resumido com um simples olhar (destrutivo, depressivo, incomum). O pior disso tudo, enfim, é que não haverá trégua - porquanto a forma, disforme, de se criar, é aquela que é capaz de seduzir pelo discurso - sem, no entanto, mostrar credibilidade, potência, sensibilidade. A sociopatia pode ser descoberta através dos versos. A sociopatia, definitivamente amoral, carrega consigo um sem par número de ações inexatas - próprias para machucar, derrubar... dar fim à existência. Porém, algo deu errado. E recuar, penso, talvez traduza a certeza incerta que toca e consome o peito em evidente ruína. É imediato o tratamento, tísico poeta! Minha misantropia contra a sua sociopatia. Ninguém vencerá - porquanto minhas estradas são outras! (Adriano Guia Ferraro, 30, 16/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h38 AM
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