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"Adriano-Poesia"
 


Presumo - preciso estar errado! 28/02/2006 05:35
Estas
são as
firmes condições
que tocam e invadem, e decifram
os mais ásperos
comandos? Definitivamente,
penso, minhas
ações
foram
reais, concretas,
palpáveis,
instantâneas. E
tudo, ao que
parece, findou. No entanto,
esta postura é um
tanto quanto
delicada, felina,
vil. As impressões
noturnas, os
desejos à flor da
pele, os gemidos e
as
técnicas que
tentam - quase sem
sucesso - dissuadir
os mais
resistentes
e
vivos instantes
de
febre.
Esta
gula, o jejum, as
caminhadas informes
que informam - a bem dizer
da
verdade - que foi
possível, mesmo assim, amar.
As manchas pelo corpo,
a identidade que
se
partiu, os
risos e as maneiras
vivas de demonstrar
carinho - sempre
tão
verdadeiros, clássicos,
delicados.
Ao que parece, observo,
há uma certa forma
curiosa que estabelece
limites
e
situações mais
que reais. A necessidade
que devora o tempo, filha de
um sem par número de
gritos, é estranha,
cardíaca... patológica.
Não acredito nestas
afirmações, ainda. Sou
favorável, bem sei, ao
diálogo. Contudo, é preciso
interpretar: venceu, segundo
escrevi, a posição
tácita.
E agora, menino? Correr
para
abismo é a solução ideal? Com
máxima certeza, não.
As vidas que talvez poderão se
reencontrar, os
desejos que talvez
poderão ressurgir,
as linhas imaginárias que
ousarão construir
linhas inda mais
resistentes - porquanto
o
amor, sempre vivo, é
forma, diálogo, verdade,
simetria, condição
específica...
mudança.
As
necessidades
delicadas, as
possíveis diferenças
que serão, enfim, resolvidas,
os toques mais que
íntimos - próprios,
sensíveis, tímidos.
Foram
estes
os
resultados, não é verdade? A
eterna
batalha, os gritos
dos excluídos, o conflito entre
o racional e o
emotivo. Venceu o primeiro. Contudo,
realidade
imediata. E o imediato,
observo, é falho.
Estas
secretas
fantasias
inda resistem. Mas o riso,
aquele riso que era fácil, tornou-se seco!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 28/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h38 AM
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Mais que palavras 27/02/2006 05:05
Amar. Poesia em
forma
de
palavras.
O toque delicado,
as mãos delicadas,
a forma delicada que
constrói e observa, e diz que
é necessário
amar - mesmo quando os
reveses, firmes, são fortes,
intensos e amaros.
Recuar, verbo insone, é
falhar - sustento.
O nome mais intenso
que já vi, qual seja, Viviane
Velosks Shneider, traduz a certeza
de
que
o
amor, afeto sem par,
pode ser
o reflexo vivo, verdadeiro...
sublime.
As hipérboles,
as firmes
sensações que devoram o corpo
do vate,
as
impressões e os
trechos de
voracidade
que definem parte
do que
pode ser
intenso ou
não. Contudo,
amo-a (ainda). E parar
de
dizer que o
corpo estremece seria o mesmo
que
deixar de respirar - mesmo que
por breves segundos.
Definitivamnente, simétrica
ninfa, eu não sei o que
existe de mais nobre. Se
as
posses interferem, e muito (como
certa feita ouvi), desligo-me
dos poemas, das estruturas montadas,
dos gestos e das firmes
afirmações. Se
o amor é ter, observo,
considero apenas
que a visão mais que pura é,
na verdade, sofisma, sofística,
ruína. Mas preciso crer
que palavras são delicadas - porquanto
procuram, no seio
dos
poemas, o amor (resultado
intenso, firme, concreto,
forte, delicado... químico).
Queres mais do
que quase dois mil e
quarenta e oito
caracteres? Poderia
expandir o poema - se
a métrica
beirasse ao infinito. Contudo,
sou vítima do
espaço. E declamar,
mesmo que solitariamente,
é intensidade, vitrine viva,
condição essencial para
quem
depende, em essência, da poesia.
O amor que sinto,
as palavras que tocam
os mais
intensos discursos,
as
secretas mudanças
que apoiam, em síntese,
este
sentimento mais que
potente. Não
posso estabelecer
condições
essenciais para
sobreviver. Isto o tempo
concede - aliado à atitude
inexorável! Contudo,
posso doar afeto,
verdade, movimentos e
insinuações, e projetos de construção para um futuro. Amo-a - e não vou desistir!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 27/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h06 AM
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Amo-a, Viviane! 26/02/2006 06:54
As respostas
mais ímpares,
os risos mais
vivos, as
complexas ações
que interferem positivamente.
Os gestos mais serenos, o riso
vivo, os lábios - intensos - que
proclamam verdades - tão brutas que
transformam
a
necessidade
nos gestos mais que
reais.
Cá estou! Disposto, como
disse, a mudar! E
recuar, Viviane, não vou.
As linhas
íntimas, o
amor que devora o meu peito,
as sensações íngremes,
os gestos nobres que
interferem no andar do poeta.
Estas lições, nunca vou
esquecer,
são ricas, testemunhas - observo - oculares. Não
presenciaram crimes,
dúvidas ou chantagens. Presenciaram
a mais
pura demonstração de amor. E
isso não
pode ser
deixado de lado!
Ontem, quando os lábios mais que
ígneos conversavam com outros
lábios (intrusos), o corpo,
delicado, renasceu.
A vitrine viva,
as insinuações tão
discretas, as
pegadas
que tocam
o
solo - a deixar, penso,
respostas e
verdades visivelmente
contundentes.
As mãos que
se
tocaram, o olhar mais que
devorador,
a impressão de querer
avançar. No entanto,
resisti - vez que não
poderia prever
os gestos ou as
tentativas
nada
convencionais.
Mas isto foi ontem. E hoje
seria
diferente. Diferente
porque o amor, este laço que
a todos
toca, é
forma,
linha tênue.
Saí do abismo. Não há mais
respostas complexas, sinais
primitivos ou simplesmente
considerações filosóficas (muito
embora estas sejam importantes!). Há
um riso
fácil, uma demonstração de afeto,
preocupação (em palavras
outras!).
A mão tão
delicada,
as exatas
construções, o olhar
tão forte
que
toca
e
surpreende, e
dialoga.
Estes
gritos, anteriormente
embrionários, tornaram-se
mais que
intensos. São
formas
inimagináveis, fantasias
concretas,
vivências. Por
isso que a amo,
Viviane Velosks
Snheider! Por isso que
os gritos, atemporais, são
precisos e constantes. A bem dizer da
verdade, aprendera a
amar os caminhos teus
que tocaram o corpo meu!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 26/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h58 AM
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À Viviane Velosks Shneider 25/02/2006 04:58
Sou o nada que
ama. Melhor: se
tudo é fim, o nada, penso,
deve
ser
o
começo de algo vivo, intenso,
delicado.
As arestas nuas, os
contornos...
O amor transmuta-se, como
observo. Reage,
toca os mais
impróvaveis
desfechos, caminha com
liberdade
em terreno fértil.
O amor
devora-me - porquanto
ousei, pela vez
primeira,
construir
o que
denominam verdade.
Cá estou. Abstrato em
essência! No entanto, vivo por
amar, por desenvolver
considerações
que, mesmo sendo
improváveis (em face do
pouco tempo de
contato - sustentas), são
rijas,
determinantes,
essencias
para a vida. Ah! A
vida! O gosto
suave que
toca
os lábios, os lábios
intrusos que
pedem passagem,
os minutos mais
precisos - e também os
mais angustiantes.
Sou de titânio. Homem
que
ama e não mede
esforços. Sou
firme,
delicado, decidido, intenso,
único... poeta. De amores
vários, então? Não, apenas
de
um amor que é maior
que
a
vida, que devora o peito e ousa
determinar
todo
o
caminho até então desconhecido.
Revela-me. Mostre os
gestos
mais brandos, seja
delicada, construa um sem
par número de medidas
que
ousem captar os
vivos e basilares
minutos
de saudade. Ah! A saudade! Contrai o peito,
devora o poeta, escreve, com
eficácia, que o amor
é
puro, mavioso,
secreto, preciso,
íntimo,
arrebatador!
São considerações, vivas,
as
que
faço. São poemas,
vivos, os que escrevo. E o
verdadeiro impulso, tão
evidente, é forma,
extensão do corpo meu,
limite e fortaleza, e precisão
milimétricas.
Cá estou! À espera, como disse,
do sinal mais que intenso!
Devora-me, tênue mulher/ninfa! Estabeleça os limites que
precisar. Eu, vivo, vou
esperar!
As linhas mais que
ricas, a brevidade dos contatos (construídos ao longo de
uma hora), as conversas, os detalhes,
as previsões tão concretas.
Devora-me. Este é o sinal de que precisas? Então, ígnea forma, devora-me! Os sinais, as peças, o nome. Amo-a!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 25/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 09h59 AM
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Eu te amo 24/02/2006 04:22
Devora-me. Ouso
construir
alicerces tão
rijos que
tocam as
vivas e sensacionais
maneiras de dizer que
o
amor, este
sentimento
químico, é
poesia, invenção, ação.
Os gestos mais que nobres,
as
tempestades
vivas, os
sinais e as
complexas mudanças, e os
estágios de
um
dia que
ousaram subtrair, bem sei, os
contínuos
e
precários limites.
Tornou-me, pela vez primeira,
homem. O grito de
liberdade,
a entrega, o riso e as complexas mudanças
que
beiram à incerteza
dos depoimentos - como se
possível
fosse
ocultar
este
impulso que inda me
consome. Entrego-me.
Acredite: preparado estou para
sentir o riso
delicado,
as nuanças delicadas,
os
pequenos e tímidos
contornos que pousam sobre
os
corpos em ebulição. O
amor
entre duas
pessoas, os corpos
que se perdem (mesmo tão
próximos!), o
sinal de êxtase - fulminante,
ígneo, preciso.
As linhas ortodoxas,
as
caminhadas mais belas,
a rua sem nome (por pouco
tempo).
Uma cidade inteira para
experimentar. Contudo, apenas
um nome, a saber, Viviane
Velosks Shneider.
A brisa que toca
o rosto
suavemente,
as pequenas insinuações, os
pés e maõs (delicados), e pernas, e braços...
Os gestos tão sinuosos,
os lábios tão inteiros,
as provas tão rijas,
a
demonstração de um
afeto que, acredite, transpõe
o
comum.
Vitória, devo considerar. As
lições
mais
tímidas, as palavras reunidas
em pouco mais de trinta e quatro
minutos, os
poemas-ensaios que
aos poucos conversam
sobre
tentativas, desejos e
vivas
hipóteses.
Abraçá-la, observo,
é preciso. Preciso sentir
o peso do corpo,
as
sinuosas
carícias, os gestos e as
tentativas que possam - a bem dizer da verdade - compreender os sinais (maviosos) do vivo amor.
Não vejo melhores
definições para
exteriorizar algo
crível, concreto, perfeito, simétrico, verdadeiro, íntimo, delicado... único.
Preciso, já disse, dos gestos teus. Preciso, também, do amor - simples e ao mesmo tempo arrebatador!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 24/02/2006, Santos/São Paulo/Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 09h23 AM
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Entrego-me 23/02/2006 04:37
Observo-a. Os
gestos teus
são próprios, intensos,
vivos, edificantes,
simétricos.
Os caminhos mais
delicados, as urgentes
e necessárias formas de amar,
o corpo que ousa, a bem dizer da
verdade, respeitar o outro - porquanto
estabeleceu, assim observo, delírios mais que
emotivos.
Amar. Este
verbo é vivo, próprio...
contundente.
Amar o sujeito do
amor, de nome
Viviane Velosks Shneider, é
força, delicadeza,
palavra antípoda - tão
íntima que
a matéria, inda
em estado bruto, precisa
ser
lapidada. Decifra-me. As
intensas
marcas, os
momentos mais
delicados,
a
viva
voz que toca o poeta
e
define as
precisas e inexatas, e confusas, e
delicadas, e íntimas sensações
que
percorrem o corpo - este
alicerce, hoje, inexorável!
Preciso dos gestos teus! Preciso
dos lábios teus (intrusos) dentro dos
lábios meus! Preciso
das palavras,
dos momentos,
das
pautas, dos
gritos,
da
inocência, das secretas
fantasias, dos
incognoscíveis
exórdios que
definem um sem
par número de
sensações - todas, penso,
importantes em minha vida!
O corpo
não mais
oxida. O corpo, vitrine d'alma,
conserva a fortaleza
há muito
guardada. O corpo,
fundamental, é - agora - senhor de
si.
O sorriso infantil
que a nua menina
expõe, os delicados
movimentos, a ebúrnea
tez
que conseguiu, bem sei,
romper
com os
ares
definitivamente circunspectos.
Desejo-a, bem sei. Estas
linhas não são apenas um
reflexo de algo
sem importância. Pelo contrário. Passam
a
governar, aos dias mais que
importantes, os aspectos da
nua vida.
As mãos delicadas,
os passos delicados,
os ensaios,
a voz maviosa,
os gemidos únicos - provavelmente
tão raros que
o vate, mais calmo,
ousa apreciar.
Estes
sinais potentes,
estas
dimensões nada
comuns,
estes
pequenos e rijos depoimentos
que tocam e consagram as mais
vivas formas de amar.
Diversidade, pluralidade...
vida viva.
Preciso, bem sei, dos gestos mais
que intensos!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 23/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 09h57 AM
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Entrega 22/02/2006 05:01
As linhas
mais intensas percorrem
o corpo meu
e
desenvolvem parte
deste
alicerce que
há muito percebo.
Os olhares
cada vez mais expressivos,
as
direções mais que reais, as
tentativas
que tocam e
vulneram, e compreendem ser
necessário desenvolver um
projeto de
felicidade (ele, intruso, ali sempre
guardado - à espera do gatilho [mais potente, íntimo... arrebatador!]).
O
pálido movimento, a
intrusa forma, os delírios de
um poeta
que enxerga, pela vez primeira,
os sonhos e as possíveis mudanças.
Este afeto verdadeiro, o
verbo amar, as extensões que
minimamente
consideram que os passos - agora mais seguros - são importantes, vivos, delicados e, observo, ígneos. As
formas
vivas, os dizeres mais emotivos,
as
principais mudanças que ouso
encontrar - porquanto
minhas linhas, agora
definidas,
ousam
participar dos gestos
há muito ocultos.
Novidades, sensações
que alimentam
minh'alma, elos
e
fáceis apoios que
tocam
as
estáticas e potentes, e
firmes direções que
o corpo, intruso,
desenvolveu.
Amar! Este verbo que
cauteriza e faz desaparecer
um sem par
número de vícios! Tocar! Esta
ação delicada - ou sinuosa (porquanto
sentir é, penso,
iconoclastia, vínculo próximo... sossego!).
Nessas
horas a insanidade
é
benéfica. Nessas horas
as
projeções
não cabem no peito nu. Nessas horas, por fim, parte
de mim
é homem. A outra metade, simplesmente ama (porque ousei, pela vez primeira, caminhar e dizer ao sujeito do amor que os olhos teus, noturnos, tocaram minh'alma!).
Alimenta minha vida,
estabeleça os critérios,
faça de mim alguém
melhor. Preciso dos gestos teus!
A inocência dos pedidos,
a simplicidade das palavras,
as mudanças e os
trechos de sanidade que
alimentam o riso
e
fabricam verdades - potentes, crívies, notáveis!
Este é o sinal do amor, confesso.
Este é, penso, o caminho que encontrara para desenvolver o grito há muito guardado. Amo-a. E sei porque digo. Resgata-me!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 22/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h02 AM
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Grito de liberdade 21/02/2006 05:15
Vivo. Os olhos teus,
divididos
entre a sensação nova e os
trechos que inda
tocam mnh'alma, são firmes,
sérios,
delicados. Repousam sobre o corpo,
respiram com delicadeza, impedem algo
maior. Este
sedentário contorno,
ímpar, compreende que
tocar as arestas é
complexo
demais. As
bases, vivas e íntimas,
desenvolvem um sem par
número de
associações - potentes, secretas... minhas!
A poesia dos testemunhos, as fronteiras
ígneas, as
paradoxais
urgências que definem
quais desejos pairam sobre
os
imensos gestos aqui
presentes.
Perdido, confuso, nu - confesso. As impressões, tão brutais, são
vivas. Contudo, observo, dificilmente
serão volúveis. Algo novo, maior. Algo
há muito requisitado. Algo
tão secreto que o
vate, dividido entre o suspense a
viva fantasia, decide
correr e tocar os quebrantos teus. A vitrine
viva, as
espécies delicadas, os
minutos mais
incríveis (raros, sublimes).
Este
reflexo primitivo, estas
páginas em branco, a pintura que
fechou os lábios e
ousou, a bem dizer da verdade, construir algo - quiçá porque tenha, pela
vez primeira, inovado (mesmo que mui delicadamente!).
Estes
gestos tão vivos, a voz tão
forte, os olhos e as estradas, e a nudez necessária (intensa, crua... definitivamente
mulher!).
Devora-me. As
ações são próprias
para isso. Ouça-me. Os
caminhos tortos que escolhi são herança perdida. Salve-me. A resistência em aceitar algo novo faz-me romper com padrões há muito erigidos. Preciso do afago da tênue ninfa (e de mais ninguém!).
As margens
elementares, as concretas poesias,
os laços e as
estradas confusas, e os gestos
primários que determinam
ser necessário
domar este
ácido e
mavioso, e
oculto sinal.
Refiro-me aos
intensos minutos que, bem ou mal, fizeram
o corpo parar, perder a
calma... perceber-se.
Sem chão. Os alicerces não são maiores. São únicos. E, por isso, ouso tocar o rosto da nua menina com os trechos que, em vida, ousei contornar!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 21/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h28 AM
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Cárceres e projetos 20/02/2006 07:25
Expressões quase suicidas,
linhas imaginárias,
traços que identificam parte
deste
complexo minuto que a todos
devora.
A sensação de culpa,
os olhares mais que
primitivos, as preces que brindam aos desejos
mais intensos.
Devora-me. Os pactos,
nus, são os
responsáveis por estes
delírios visivelmente
sinuosos. Ouça-me. As
impressões que observo, próximas
da
realidade, confundem até
os mais hábeis. Liberte-me. Os
algozes, vivos, inda
observam que há certa
necessidade em
desenvolver
prelúdios mais que
químicos.
A poesia quase extinta, os
omissos sinais que
reagem, as
quedas e os
terminais ensaios que
nitidamente
tocam as
arestas mais que
perfeitas.
É perigoso partir. Perigoso
porque as intenções, quase
sempre
incertas, projetam-se muito
além. Os olhares
humanos, devoradores, consomem
a carne e estabelecem - no todo
ou em parte - pequenas e
hereditárias respostas (quase sempre
ineficazes!).
As tentativas
complexas, as visíveis posições que
o
corpo ocupa, as
terminais
mudanças que ofendem a voluntária
e
crítica demonstração de afeto.
Os pedidos são os mesmos. As
intenções, devidamente
pimitivas, cauterizam e
desenvolvem parte
destes
lúcidos sinais (tão raros,
completos... tênues!).
Um dia nu,
uma estrada
imperfeita, linhas e
digressões que
ofendem parte
deste
sedentário e
vil
embuste. As
fórmicas arestas,
as
prováveis insinuações,
os gritos e as tempestades que
lideram parte
deste
incerto
momento de
angústia.
Não vejo
críveis
tentativas. Não vejo, a bem dizer,
insinuações precárias. Apenas
observo o riso tímido - falível, mínimo, estrutural.
As pequenas
ações, os instantes verbais,
as
ígneas mordaças que alimentam
parte
deste
tísico isntrumento de
fé.
As vitrines, os sinais, as
expectativas. Estes
segredos, definitivamente terminais, rompem com as lúcidas mudanças e estendem respostas há muito queridas. São poemas, gestos e fantasias!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 20/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 01h27 PM
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Fuga 19/02/2006 07:50
Vazio. O labirinto,
o delírio,
o pequeno
ensaio que toca e invade a
certeza dos
tênues e
delicados gestos.
Quisera as
impressões mais firmes (para que
possam, bem sei, seduzir e
desenvolver parte
deste nu prefácio informe!).
Linhas obtusas, sensações nada
convencionais, elos e respostas, e
expressivas ruínas que beiram à insanidade. Quisera os minutos, as
preces e os acidentais limites
que ousaram percorrer a
delicada e
insone mudança de humor.
Trechos complexos,
indeterminados depoimentos,
estáticos pontos que
beiram à incidental
loucura.
Passos, pautas,
ensaios e mordaças, e
pequenas hipérboles que
convardemente
consomem o riso
e
a
delicada poesia.
Os braços cansados,
as mãos trêmulas, as
secretas fantasias
que determinam parte
deste
irreal e
obtuso
rito - particularmente
erigido de maneira
nada
convencional.
Os abstratos
gemidos,
complexos em essência, ousam
vulgarizar
um mil avos
desta
tentativa branca
que a todos
devora. Os
passos
incríveis, as mínimas interferências,
as
sedentárias ações que
consomem os
passos ligeiramente
inseguros. São
hipocrisias que alimentam
minh'alma e
tecem - quando necessário - as
impressões que, no todo ou
em
parte, ousei
considerar.
A manhã
delicada, os
retratos
delicados, os
abismos
críticos que passam a determinar os
caminhos nada convencionais.
Estas
estradas sem forma,
estes
complexos
desejos, estas insensatas
e ásperas passagens
que
dividem - de maneira
nada segura - o
amor em pedaços.
Bastam as
incertezas (ou as
querelas que
timidamente
dominam os
mais indeterminados
contornos!). As
secretas
fantasias,
as delicadas
formações, os
ensaios que não
fiz - porquanto a covardia,
estreita e ao mesmo
tempo sandia, devora-me.
Os pedaços que restam
são
impressões que
ousei construir. As
mudanças que
observo, mesmo com a
acentuada
miopia, são apenas relatos de febre. Não vejo ações concretas!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 19/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 01h51 PM
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Resistente

Intrusos joguetes
sem forma, condições
primitivas que
cauterizam
minh'alma, lúcidas
expressões e
pequenos discursos, e
tísicas manhãs que contribuem
com os sedentos
minutos amaros.
As pequenas justificativas,
os olhares
vagos,
as
formações
nuas que consagram ser
necessário
consumir o riso
e vulgarizar as
tristes e felinas formas
de
amar.
Os passos
contusos, os
pactos nus, as formações
que
devoram - desnecessariamente - os
vivos e insones
projetos de fúria. Quisera
a
cínica impressão
tola. Quisera os
abraços mais
que expressivos. À noite,
parte
deste
intenso gesto nu compreende que
amar, este
relato de fúria
quase
extinto, é apenas
o contorno - precário - que
consome e
vulnera, e
desgraça, e invade parte
desta
irreal e tola sensação
de
crueza. As
arestas
particularizadas, os
indeterminados
manifestos, as insustentáveis manhãs que se aproximam dos
contornos nada breves. Estas
são
as
pequenas e críticas
formações. Estes
são
os
paradoxos que alimentam o
riso particularmente
delicado.
As inocentes
considerações, os
insustentáveis tormentos,
as
complexas e injustificadas
noites
que
(de)formam
os
fórmicos
ritos - tão
nobres, estranhos,
vítreos!
As caçadas
tolas, os
potentes
argumentos, as
linhas e as
estradas, e os
pérfidos gestos que invadem
os caminhos mais
primitivos.
Parte
deste
insensato
momento jaz
ao menor dos toques. Parte
desta
curiosa
forma
de compreensão
é
vaga,
tola
e
insuficiente. Os
ritos, nada
convencionais,
adestram um
mil avos
desta
tórrida
tentativa. E ao
que parece
o expressivo
gesto - nu - é apenas
o
reflexo que invade e
determina, e suspende parte
desta
intensa e incomum
maneira de dizer que o afago, volúvel,
tornou-se melhor - visivelmente
purificado!
As arestas brancas, os
sonhos intensos, as
necessidades primitivas que
devoram os contornos inda
rijos. À noite, certas mudanças dissipam-se!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 18/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 01h14 PM
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Prematuro 17/02/2006 05:25
Pousa sobre o corpo
a
impressão que a
todos
impressiona. O riso
febril,
as
lágrimas vivas, os momentos e
as
certezas que
tocam e definem parte
deste
criterioso
momento de sedução. Os
pontos
amaros, divididos entre
a
esperança e o
relato quase morto, são
movimentos que
invadem e
definem (com prudência)
os
sonhos que inda
tocam
as
estradas mais que reais.
É abstrata
esta dor.
Os pactos intrusos,
as necessárias formas,
os tísicos conteúdos que
vulgarizam um
pequeno - mas rijo - minuto
de
sanidade. Os
gestos
ásperos, as condições
primárias, as
ofensas ímpares que
dialogam e professam, segundo
entendo, projetos
nada
circunstanciais.
Os pontos mortos,
as
estradas confusas,
os passos e as
vitrines, e os
ensaios tênues que
pousam sobre
o
peito e
timidamente
definem que o
afago nu, hereditário - porquanto
ousei construir
este firme alicerce -, tornou-se
refém do
próprio silêncio.
São temerárias as
ações que
brindam aos mais
edificantes sinais de
liberdade. São
inexatas as
poesias que tocam
as
estruturas e
consomem, com voracidade, os
limites de um momento nada
convencional.
E agora? As
pálidas
impressões
golpeiam a tez e julgam ser
necessário construir
um embuste mesmo que em
forma de verso?
São produtos, preciso
observar. Sendo assim, estão
à disposição no
mercado de consumo. Mas é
com muito
dó que
observo um
comportamento padrão - fruto, talvez, de uma vontade inexorável de se dizer o que se pensa (mesmo quando não se pensa!).
O frívolo,
os enfeites,
as testemunhas, os
decadentes
projetos de insanidade,
as incertezas, os
relatos de fúria, as páginas
brancas... Tudo
confissão sem
contorno, observo. Tudo breve. E o
tempo apaga a marca desta
tinta. Tudo
duvidoso, questionável.
As bases, em processo
incoerente de definição, caem desgraçadamente. E, por isso, o golpe nunca será contundente. Há coisas mais sérias para se pensar!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 17/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h43 AM
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Falso arauto 16/02/2006 05:36
Corra atrás das
borboletas! Elas, observo, não ofendem
ninguém. Mas há quem
as
mate por prazer!
Definitivamente, penso, os
olhos repletos
de
cólera tocam
e
vulneram - no todo
ou em parte - os risos e as estradas
confusas.
Há muita dor nisso tudo. O caminho
seguido, as ameaças díspares,
os lábios cerrados
que deveriam ser responsáveis por cada
momento de silêncio. Contudo,
não é o que ocorre. As
palavras, débeis, correm
e
ganham os campos, tocam e colhem
as
rosas, gritam e ofendem, e
extirpam (a bem dizer da
verdade) comportamentos nada
maduros.
As mais diversas
patologias caminham e
vulgarizam
o corpo - deixando-o
preparado para
os mais diversos
especialistas (quiçá, preciso
crer, um psiquiatra!).
Este
abismo não pode
ser
reduzido. Necessário se
faz
aquiescer. Definitivamente
esta não é a minha intenção.
Medo? Jamais. Apenas
prudência. O disforme, ou simplesmente
o menino que corre pelos campos (junto com suas plumas e espelhos - o vaidoso, vou destacar!), precisa de afeto - quiçá porque o contato
com os pais em determinado momento ruiu.
O pior disso tudo pode
ser
explicado através
da
ausência do afeto. O pior disso
tudo pode ser resumido com
um simples olhar (destrutivo, depressivo, incomum). O pior disso
tudo, enfim, é que não
haverá
trégua - porquanto a forma,
disforme, de se criar, é aquela
que
é capaz de seduzir pelo
discurso - sem, no entanto,
mostrar credibilidade, potência,
sensibilidade.
A sociopatia
pode
ser
descoberta através dos versos. A sociopatia, definitivamente
amoral, carrega consigo
um sem
par número de ações
inexatas - próprias
para
machucar, derrubar...
dar fim à existência. Porém,
algo deu errado. E
recuar, penso,
talvez traduza
a
certeza incerta
que toca
e
consome o peito
em evidente
ruína. É imediato
o tratamento, tísico poeta!
Minha misantropia
contra a sua sociopatia. Ninguém vencerá - porquanto minhas estradas são outras!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 16/02/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h38 AM
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