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Espasmos 15/03/2006 05:54 Frágeis testemunhos, encontros desnecessários, linhas inortodoxas que mutilam parte deste estático e impreciso momento de sanidade. Os passos amargos, os ritos quase nus, as duras e complexas manifestações que consomem os trechos inda em carne viva. Os contornos mais exatos, as premissas mais sinceras, os discrusos e os trechos pérfidos, e as possíveis ofensas que pairam sobre os testemunhos nada reais. Consumira o rito nu, cauterizara as hipérboles sandias, desenvolvera um certo medo - tão notável que seduz e invade, desnecessariamente, a pequena forma de amar. Os resíduos crônicos que pelo chão se espalham, as tentativas sem forma que consomem os mais ásperos delírios, as poesias e os restritos toques que fomentam parte dos tísicos e involuntários momentos de dor. Os abismos rijos, as prováveis dimensões, os insultos que minimizam parte dos estéreis e insuficientes prefácios que a noite intrusa ousou consumir. Pousa sobre o peito a sensação amoral. Pousa sobre o peito a obtusa realidade. Pousa sobre o peito a incerteza nada convencional. Os ambíguos sinais, as épocas instáveis, os conflitos e as críticas formações que tocam e consomem, e vulneram, e monologam com os inexatos e distantes prólogos em vida. Ah! A incerta vida! Talvez o recurso utilizado seja feito do material mais precário. Talvez o febril instante de cólera pertença ao complexo sinal sem estrutura. Talvez, por fim, as sinuosas noites sejam feitas com os restos mais cínicos. A insone manifestação de angústia consome o peito inda em evidência. Os passos, as luzes sem vida, as manchas - débeis - que aos poucos caem porque não foram capazes de sustentar um mil avos dos mais estreitos projetos de fúria. Todos os delírios, todos os vínculos são apenas sugestões, prelúdios, caminhos tão ingratos que consomem - no todo ou em parte - os risos que inda não escolhi! (Adriano Guia Ferraro, 30, 15/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h56 AM
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Tardes intrusas 14/03/2006 06:11 Gemidos insuficientes, cárceres voluntários, limites e formas, e condições precárias que desenvolvem parte deste tísico e irreal testemunho. Abstratos delírios, síndromes precárias, linhas e impulsos que somam aos mais ásperos contornos que o corpo - vago - ousou determinar. Estas complexas considerações não são - vê lá - mudanças saudáveis. Estes abismos, irreais, não são páginas que tocam e desenvolvem os mais sintéticos discursos. Tudo isso revela dor, estado de cólera, razão sem razão. Os embustes primeiros, as simples mordaças, os contrastes e as luzes cínicas que repousam sobre os braços mais que nobres. A intrusa noite, devoradora de homens, reage, seduz, interpela a crua e decadente manifestação de angústia. O riso frouxo, as elementares sensações, os passos e as tísicas conquistas que golpeiam os nomes e os terríveis sinais de lucidez. As marcas pelo chão, os gestos nada notáveis, os argumentos e as específicas mudanças que seduzem e imprimem, e consomem parte deste incerto e irrestrito minuto de estabilidade. Sensações crônicas, átomos nus, críticos e disformes abismos que seduzem parte deste curioso movimento que a noite tola ousou criar. Poemas sem forma, estradas pálidas, conflitos e estéreis prefácios que destroem as expressivas e inocentes marcas de fel. Um fácil contorno, um relativo encontro, um pequeno delírio que repousa sobre a estrutura nada convencional. Estes conteúdos, amorais em essência, vulgarizam parte dos tolos e estáticos discursos; estes segredos, ásperos, conservam parte dos amaros e insuficientes prólogos. Laços, poemas, páginas, precárias farsas, intrusas noites, caminhos únicos. Dependo dos imprecisos contornos - bem como das sínteses que mutilam e conservam os extraordinários desejos. As preces inexatas, hoje delicadas e possíveis, são apenas trilhas de um dia evidentemente morto! (Adriano Guia Ferraro, 30, 14/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h14 AM
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Hipóteses 13/03/2006 09:22 A pequena impressão que devora o riso tolo, as sedentas manhãs que convergem para um objetivo específico, as linhas e as fendas omissas - sempre próximas, relativas, evidentes! Os toques amargos, as estradas rijas, os sinais de liberdade que cauterizam as sandias e delicadas projeções. Quisera, bem sei, consumir o débil temor e obter, se possível, um mil avos desta cálida e suprema vitória. Os ombros caídos, as dores intensas, os retalhos mínimos que ofendem as pequenas e disformes mudanças. Talvez isto revele, bem sei, incerteza, condição patológica, crueza. As linhas estáticas, os discursos ofensivos, as necessárias confissões que minimizam as dores e os estreitos poemas. À noite, os sólidos prantos são a imagem completa do desespero. Desenvolvem fobias, insinuações que o corpo, delicado, sente. As expressivas condições, divididas entre a loucura e o vil embuste, representam apenas formas informes que o vazio, crível, ousou criar. A inocência perdida, os elos responsáveis pelo amargo minuto de culpa, as insinuações confusas que vulgarizam parte dos estáticos e indecentes momentos. A viva poesia, os inexpressivos elos, as palavras sandias que recorrem aos insones e estreitos projetos de dor. Às vezes, quando os obtusos trechos em vida caminham sobre os pecados há muito definidos, um terço desta febre terçã é refém de algo que inda não entendo. Os projetos, os prólogos, as premissas e os fantásticos apelos são direções, irreais, que tocam os solos mais ímpares. A caminhada, os sonhos, as imprecisas digressões que consomem os risos há muito esquecidos (no final daquela gaveta, para ser específico!). Não vejo melhores sensações percorrerem os abismos e as fantásticas mudanças. Não enxergo os traços mais exatos contornarem os gemidos delicados. Vislumbro apenas parte deste discurso que violou, desnecessariamente, a primeira hora do dia! (Adriano Guia Ferraro, 30, 13/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 02h24 PM
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Orgânicos gestos 12/03/2006 07:44 Venha! As estradas são próprias - foram pintadas com o azul-céu! Os olhares dispersos, as caminhadas intensas, os verbos quase nus e que tocam, com delicadeza, os estreitos e imprudentes sinais de liberdade. As expressivas e abstratas manhãs, os encontros inortodoxos, as poesias e os rijos sinais que cauterizam as tolas e específicas, e sinuosas, e complexas mudanças. Os paradoxos articulados, as delicadas farsas, os olhos verdes que caminham com certo receio ao encontro dos gestos mais nobres. Talvez devesse considerar que este vivo movimento, instável, deva repousar sobre a concreta forja. Os abismos, as inexatas músicas, os sons que deformam as tentativas nada convencionais. Não sou, vê lá, intruso, amaro, delicado. Sou tudo ao mesmo tempo nada. Vitória e fracasso, desejo e silêncio, palavras e estáticas considerações - tão raras que não posso, a bem dizer da verdade, construir valores e motivações. Este insucesso, estas bandeiras brancas, estes críticos movimentos que seduzem parte dos mais hábeis detalhes. Não vejo considerações, movimentos secos, pontos e cruas manifestações que ofendem os vivos e obtusos momentos de dor. Tudo isso é frio, detalhista, confidente e ao mesmo tempo algoz. É raro este contraste que observo. É rara esta forma informe golpear a tez e sair ilesa. Os atos nada estruturais, as pequenas e dormentes caminhadas, as fortalezas que consideram precária a dor específica. Soa depressivo este prefácio sem forma. É contundente esta impressão muda. Os injustificáveis delírios, as complexas orientações, os elementares e contusos, e possíveis, e sinuosos verbos que alimentam minh'alma - tão gasta pelo tempo, confesso! À noite, quando os sonhos intrusos ousarem construir os seus castelos, parte deste delírio ímpar (repleto de sensações, observo!) mostrar-se-á delicado. Foi preciso perder o rumo! (Adriano Guia Ferraro, 30, 12/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 06h11 PM
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Perdas 11/03/2006 06:21 ... e estas formas primitivas, que o corpo ousa construir em nome do vivo e potente afago, são sensações, paradoxos de um dia evidentemente cheio - próprio de quem, ao menos uma vez, desenvolveu parte desta tola e sólida síndrome. Os informes prólogos que em vida cauterizam as sinuosas mudanças, os açoites delicados que minimizam o relativo toque, as impressões que moram em minh'alma... Apenas os delicados trechos que vulgarizam as específicas e disformes maneiras de consumir o riso. As apelações, os mínimos encontros, as ações irreais que ofendem os pequenos e sórdidos contrastes, as relativas palavras - presas, intrusas, complexas. Os nomes mais que reais, as secretas fantasias que reagem ao menor dos toques, as febris mudanças de humor que pousam sobre os tórridos projetos que a noite nua ousou construir. Os contrastes pequenos, as ofensas primeiras, os passos e as confusas condições que pairam sobre as intrusas e mínimas poesias, as críticas palavras - tão secas, impróprias, amargas. Os pequenos sonhos, as análises nada específicas, os movimentos que sondam e determinam as rijas e imprecisas conversas. Os olhares teus, divididos entre a esperança e o imoral desejo, reagem, constroem elementos tão rijos que fortalecem, no todo ou em parte, as pequenas e irrestritas formas - tão gastas pelo tempo! São estes os crimes que poderei cometer se os ombros, intrusos, pousarem sobre os delicados e instáveis minutos de cólera? As crises sem par, as imersas tentativas, os contornos e as suaves manifestações que reagem ao menor dos passos - eles, hoje, sempre tão precisos! As criações teratológicas talvez sejam condição primitiva. Os arquétipos, as intrusas ruínas, os sonhos e as mudanças que reagem ao menor dos sinais. Concretos impulsos, delicados espasmos, dias e noites nus. A bem dizer da verdade, estes passos pertencem a mim! (Adriano Guia Ferraro, 30, 11/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h23 AM
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Sóbrios ensaios 10/03/2006 05:44 Pecados instáveis, linhas secas, comunicados que esvaziam os delicados e obtusos momentos de lucidez. As sensíveis mordaças, divididas entre os vivos retalhos e as firmes manifestações de febre, pousam sobre os sólidos e embrionários minutos sem forma. As cruas tentativas, os específicos desejos, as sedentas poesias que definem os mais ásperos delírios - como se os olhos teus, divididos entre e esperança e o instável fel, ousassem construir um pequeno e hereditário movimento (delicado, observo!). Os contrastes amargos, as sublimes respostas, os embustes tímidos que cercam e tocam, e compreendem que amar é - a bem dizer - força ímpar (tão própria que pode, no todo ou em parte, desgastar o tênue e solitário afago!). As linhas passionais, as tentativas quase cegas, os inúmeros flagelos que tocam as estáticas e distintas formas. Não há curiosidade, sombra, crueza... forma. Há apenas um traço incognoscível - tão específico que toca e desenvolve (no outro) a impressão do tolo e instável verbo. As contrações nada convencionais, os objetos que pelo chão se espalham, as impróprias ruínas que assombram os mais expressivos sinais de cura. Não há cura! O vazio incerto, as contusas semelhanças, as impróprias poesias que governam os rastros e as fixas maneiras de consumir o que de nobre existe (se é que existe nobreza em implorar por algo menor!). As restritas forjas, os impiedosos limites de culpa, as distantes confissões que anunciam ser necessário descrever o riso e cauterizar a chaga há muito aberta. Nada de expectadores. Nada de relatos primitivos. Apenas um pequeno e ordinário trecho de sanidade que consome e toca, e observa - lentamente - a indecente e frágil poesia. Os estáticos sinais, as linhas confusas, os exageros que sondam as pequenas e indigestas comemorações. Talvez devêssemos, bem sei, consumir o afago que restou! (Adriano Guia Ferraro, 30, 10/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h45 AM
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Cura 09/03/2006 07:10 Sínteses amaras, pequenas mordaças que tocam os mais ásperos sinais de culpa, linhas e delicadas ações que vulneram e desenvolvem um sem par número de pactos - todos, confesso, presos, incertos, decadentes. Às vezes, quando os vivos sinais ousam tocar as tolas e vivas formas informes, o corpo - delicado - é tentativa crua, confusa, insuspeita. Os laços imorais, as pegadas disformes, as lúcidas maneiras de exteriorizar um mil avos deste complexo sentimento que a todos devora. O início sem fim, as próprias mordaças, os elementares discursos que favorecem as lúdicas e impotentes, e singulares provas de amor. Estes conclusos versos, estas necessárias e pálidas digressões, estes açoites primitivos que recorrem aos mais hábeis discursos para favorecer - no todo ou em parte - as sensações tão vagas. Quisera os embustes primeiros apenas para desenvolver o que de nobre existe. Quisera os passos, as ímpares mudanças, as sensações inéditas que vulgarizam e expõem - com brevidade - as cicatrizes mais que disformes. Ardem as mãos, findam os discursos, pairam sobre as sínteses os gritos mais que evidentes. Somos obrigados a nos curvar e, quem sabe, a tocar o que pode ou não ser visto. A imagem, as palavras, os temores que insistem em aparecer e golpeiam, com voracidade, o riso e a tênue tentativa de amar - confusa, distinta, edificante! Os intrusos movimentos, as secretas manhãs, os paradoxos que beiram ao irreal - porquanto ousamos, a bem dizer da verdade, construir e tocar a essência dos mais ásperos gemidos! Não há melhores reações. Assim como não há melhores ações. Pousa sobre o peito, devora o corpo em estado delicado, anuncie os mais íntimos sentimentos. Não sou, vê lá, menino nu. Sou apenas um sopro de vida que corre pelos campos e tenta, de maneira nada ortodoxa, compreender a dor e desenvolver um antídoto, se possível! (Adriano Guia Ferraro, 30, 09/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h12 PM
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Espectros 08/03/2006 06:20 Os pactos formados, as lições nada comuns, os dias e as palavras que secam os pontos mais estéreis - assim como o riso, nu, que toca e invade, e reage ao menor dos atos. A comum forma de amar, hoje inexpressiva, dialoga, compreende que se faz necessário conter a expectativa e romper com os gestos há muito queridos. A sublime poesia, os encontros nada ortodoxos, as pequenas e salutares marcas que (re)pousam sobre as imediatas e improváveis sensações. O corpo em chamas, as delicadas atrações, os ritos e as paradoxais tentativas de amar o símbolo mais que feminino - único, talvez! Um riso fértil, pequenas mudanças sem vida, mordaças e minutos, e mínimas digressões que brindam ao mais regular dos toques. É primitiva esta fantasia. É primitivo o sensível e hereditário contorno. As redes impróprias, as díspares sensações, os nomes e as passagens inexatas que tocam e observam um sem par número de ações - todas, confesso, prostradas (assim como o dia que ousou desenvolver parte desta nua e crível brevidade!). Ensaios, fantasmas, direções, delicadas preces, amaros delírios que tocam as estruturas nada simétricas. A simetria sem valor, o encontro público, as pálidas e distantes formações que brevemente elucidam um mil avos desta sandia e importante manifestação de afeto - tola, crua, inexata, decadente... específica. Apenas os momentos mais que reais! Transcendentes, observo. Os nomes mais impróprios, as reações mais instáveis, os poemas e as necessidades primárias que ousam erguer as taças mais coloridas. É incerto este diálogo. É incerta esta pálida mudança. Os gritos terminais, as sinuosas manifestações de dor, os emblemas que tocam as faces mais primárias - como se pudéssemos, mesmo assim, consumir parte deste letal ambiente que a todos perturba. A fronte cansada, os gestos últimos, a delicadeza nua. Perdera as concretas ações! (Adriano Guia Ferraro, 30, 08/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h22 AM
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Imprecisas construções 07/03/2006 05:24 A inocência crua, os passos perdidos, as tolas e inexpressivas manifestações que cercam os lábios inda em processo - amaro - de mutação. As curiosas tentativas, os lúcidos jogos que a todos encanta, as palavras e as formas informes que delicadamente desenvolvem parte deste sinuoso e incompleto movimento - refém, indigesto, cálido, inseguro, restrito, intenso, covarde. A poesia sem espasmos, os encantos suaves, as sublimes hipérboles que tocam e imprimem certo grau de liberdade - ela, observo, cobiçada, intensa, sem forma. Carícias nulas, instáveis segredos, paradoxos amargos que definem ser necessário consumir os mais abstratos conceitos de fuga. A poética mudança de humor, os emblemáticos detalhes, as mordaças que selam e comprimem, e seduzem, e especificam quais as mais ásperas tentativas. O nome vago, as certezas intensas, os comuns delírios que deformam páginas e criações das mais elementares. O contínuo espasmo, as progressivas farsas, os inexatos e incompletos, e sedutores movimentos que delicadamente conservam a boca fechada - na tentativa, fria, de se conseguir melhores resultados. Os pontos abstratos, as elementares situações, os dias e as noites primitivas que invadem os sonhos mais belos e os tornam escravos - assim como o corpo que, em desespero, inda padece. A postura cínica, os elementares sinais de cólera, as poesias que inda exercem fascínio. Aos poucos, observo, o riso seca, as insinuações caem, os laços - perfeitos - deixam de existir. Cada ponto sem fio, preso aos mais ásperos momentos de dor, jaz. A imprópria justificativa, os laços incertos, as cobranças que deformam parte deste tênue minuto de silêncio. O restrito embuste, provavelmente delicado, cria fantasias e farsas que tocam e desenvolvem um pequeno prelúdio de fibra. As mãos, hoje inseguras, demonstram precisar do rijo e latente afeto! (Adriano Guia Ferraro, 30, 07/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h25 AM
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Manhã nua 06/03/2006 05:45 Envolva o riso nu sobre as tolas e inconseqüentes ações. O corpo que cai, hoje deveras delicado, é produto, ruína, instante de febre. As impiedosas manifestações de fúria, os trajetos que não podem ser observados, as palavras e os estreitos nomes que consagram parte desta tola e irreal necessidade de consumir - a bem dizer da verdade - os passos e os fáceis impulsos que tocam e governam, e exprimem, delicadamente, as certezas que ousam passar sobre o corpo inda em estado nada convencional. As imprecisas manifestações de angústia nada mais são do que sinais sem forma. O grito seco, as arestas informes, os pequenos e vaidosos limites que atingem um mil avos do que pode, mesmo a distância, ser consumido. Os inferiores e delicados espasmos, observo, são herança há muito requerida. As inexatidões, os pequenos e sombrios desejos, as épocas nada convencionais que tocam as ímpares e fáceis conclusões - mesmo sem saber concluir, por enquanto. Este abismo nada comum desenvolve aversão aos grtos e às fáceis impressões que tocam e examinam, com delicadeza, os passos inda contusos. A expressão seca, os delírios mais que ortodoxos, as sinuosas manifestações, os envolvimentos definitivamente fortes, os alicerces inda rijos, as imersas conquistas - tão pálidas que material nenhum toca a conclusão há muito definida. Não vejo melhores saídas. Não vejo, iclusive, as sensações primárias. A complexa urgência, os nefáveis e terminais gemidos, as considerações obtusas que formam e deformam as cínicas e virtuosas palavras de fé. Às vezes, o riso débil é coroa que pousa sobre a fronte inda em desenvolvimento; às vezes, o seco prelúdio é habilidade cínica que toca a insana e possível nostalgia; às vezes, o riso teu, sensível, é herança impugnada - porquanto ousou seguir e trilhar o que de nobre existe. Este abismo, nu, falhou! (Adriano Guia Ferraro, 30, 06/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h47 AM
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Prováveis minutos 05/03/2006 06:00 As impressões nada convencionais, os simplórios gritos ortodoxos, as felinas e indecisas manifestações de angústia que perturbam os sonhos nada convencionais. Estes desejos secos, estas manhãs intrusas, linhas e paradoxais insinuações que cauterizam os pálidos e insustentáveis movimentos – eles, amaros, feitos com os mais diversos materiais. A crueza nada comum, os improváveis gemidos, as palavras que secam e desenvolvem parte deste criterioso movimento que cauteriza e seduz – a bem dizer da verdade – a crua e improvável manifestação de cólera. Os ombros secos, os delicados amores, os sombrios e estreitos sinais que conversam e tocam, e estabelecem um sem par número de associações – patológicas, observo. A pequena e intrusa justificativa, os modelos de conduta que seduzem a todos, os expressivos sinais que tocam e cauterizam as sandias e precárias páginas. Não vejo melhores respostas, desejos, condições primitivas que tocam e desenvolvem, e ousam sublimar a vontade há muito erigida. Quisera as impressões irreais, quisera os traços infecundos, quisera domar parte desta sedentária poesia e consumir um mil avos do que pode ser considerado amor – ou o reflexo deste sentimento precário que devora e estabelece, bem sei, as mais ímpares e incrédulas sensações. Tomo-a em meus braços. Toco os primeiros e informes, e delicados poemas que a noite vulgar ousou construir. O foco primitivo, as urgentes necessidades, os contornos escassos que figuram como se fossem meninos à procura dos mais irreais testemunhos. A farsa crua, os nus elos, as pequenas imagens. Cada resíduo, construído a partir dos mais inexatos poemas, toca e estabelece, e segrega – minimamente – o que devora e vulgariza a tola e insensível face. Não são expressões, sinais e delírios. São farsas – e nada mais! Não posso, de fato, fugir à dor que me devora! (Adriano Guia Ferraro, 30, 05/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h13 AM
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Necessidade 04/03/2006 05:51 Conflitos internos, sensações e mentiras que anunciam parte deste irreal testemunho sem forma... A curiosa mudança, os elementares segredos, as poesias que determinam parte de um cínico e imperial sinal de lucidez. As concretas ações, os improváveis pactos, as lúgubres e específicas direções que contaminam um sem par número de mudanças - tolas, estreitas, nuas... imutáveis. À noite, quando os sonhos mais secos tocam as possíveis e inimagináveis sensações, o corpo - em pálido estupor - começa, enfim, a reagir. Os braços, antes flácidos, tocam as necessidades primárias. Sem resultado, por enquanto. As insensíveis previsões, as complexas mordaças, os nomes e as estradas, e os resíduos que brotam dos mais ácidos momentos de liberdade. Ah! A liberdade! Vil, intrusa, sandia, insone, irreal, imatura, disforme... imprópria. Os passos em comum, as sensações nada convencionais, os exatos movimentos que cauterizam - bem sei - os vivos e incertos momentos de angústia (filha da urgência e do insignificante prefácio de cólera!). As bandeiras que tocam o sagrado solo, as conquistas que ousam diferenciar o exato do incompleto, os precários departamentos - sem vida (próximos dos lúdicos e intensos resultados!). Não há poesia, observo. Há um resíduo sem forma. As expressivas mudanças, a mulher que toca o peito do poeta inda em êxtase, os jogos que pelo chão espalham - sem piedade - peças e ensaios, e complexos detalhes, e laudas, e fáceis discursos - como se possível fosse construir, à luz dos mais inocentes detalhes, um caminho há muito pretendido. Passado? Não sei. Apenas posso decifrar, enquanto homem, um sem par número de condições - essenciais para quem, mesmo a distância, consagrou a esperança e desenvolveu, mesmo que timidamente, as impressões nada convencionais. Sobre os braços da nua ninfa, observo, o abismo que me devora! (Adriano Guia Ferraro, 30, 04/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h52 AM
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Frágil 03/03/2006 06:55 Não há retorno. Apenas um grito seco que toca a estrutura há muito delicada. As poesias frias, os delírios poéticos, as formas e as farsas, e os fáceis fins que falham ao menor dos toques. São querubins aqueles que me trazem a boa nova. São tristes - assim como o poeta. As elementares decisões, as insensatas palavras que reagem de maneira nada provisória, os contornos e as expectativas que brindam de modo pouco lúcido. É confuso este abismo. É delicada esta mudança de humor. Os olhos abertos, as comuns imagens, os sonhos e as pequenas mordaças que tocam os lábios - anteriormente intrusos. As conquistas de ferro, divididas de modo quase irracional, brindam aos mais novos significados - se é que podem existir, mesmo a distância, significados! Um passo em falso, um elementar discurso que a todos preserva, um crítico e delicado, e hipotético resíduo que toca e estabelece - bem sei - as mais ásperas e tênues condições. Não há respostas. Não há conflitos que possam ser resolvidos sem que alguém - mulher ou homem - sofra. Abstrato contorno, linhas sem pintura, sensações obtusas que castigam as mais hereditárias sensações. O pequeno discurso, as secretas poesias, os tombos primitivos que tocam os corpos inda em constante mutação. As eficazes justificativas, delicadas e ao mesmo tempo íntimas, pousam sobre as mudanças há muito requeridas. Os trechos de sanidade, as imprevisíveis mudanças, os nomes e as formas, e os sinuosos ensaios que buscam um sem par número de impressões. Quisera as fáceis promessas, os nomes irreais, as fendas e os trechos nada convencionais. A bem dizer da verdade, vivo ensaio, projetara no outro a incapacidade de ruir. Os rijos testemunhos, as progressivas análises, os nomes e as complexas insinuações que tocam os estruturais desejos... Não vejo semelhanças, ritos, projetos e tentativas! (Adriano Guia Ferraro, 30, 03/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h56 AM
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Peças 02/03/2006 04:53 Estes traços nada convencionais ousaram desenvolver parte do que pode ser inexato. As presas amargas, os delicados desfechos, as complexas e obtusas, e sandias ações que ousam considerar que os olhos teus, tão vivos e sinuosos, são os mais verdadeiros sinais que o poeta nu, enquanto homem, ousou observar. As certezas complexas, as concretas mudanças, as mordaças mudas, os elos amaros, os sinais precários, as impotentes justificativas, as deliciosas promessas, os segredos - irreais - que deformam parte deste cínico e desafiador movimento. O corpo inda em processo de recuperação, as cínicas mudanças sem expressão, os olhares que se fitam e que providenciam, bem sei, um mil avos de uma resposta inortodoxa. Quisera o afago, as certezas que iriam ilustar as páginas mais vivas, os caminhos e as inseguras manifestações de amor. Nada, por enquanto. Os relativos presságios, presos - conforme enxergo -, são vítimas da crua e indigesta miopia. Os laços amorais, os discursos sensorais, as palavras secas que ousaram construir, mesma a distância, um possível encontro - ou simplesmente um sinal que ousou verificar a possibilidade do que podemos denominar amor. Eu, recluso, sou intruso - homem à procura dos mais ígneos contatos. Os lábios primitivos, os lábios maviosos, as mudanças que observo, os passos em uníssono, as certezas tão incertas. Definitivamente, observo, estas linhas não são hereditárias, como havia previsto. Transmuta-se, poeta! As direções mais insensatas, ou as palavras mais expressivas - ainda assim fui verdadeiro - compreendem a dor deste atual monólogo. As deficiências que estão sendo sanadas, as lacunas que estão sendo preenchidas, os resultados que levarão, no mínimo, semanas, meses ou anos para chegar a um fim específico. Inda acredito, penso, no valor do diálogo. Contudo, se o transformaste em silêncio, respeito-a! (Adriano Guia Ferraro, 30, 02/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 09h54 AM
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Eu fui sincero 01/03/2006 06:01 Marcas intensas, prelúdios nada ortodoxos, insones justificativas que pairam sobre os caminhos nada estratégicos. A sombra quase seca, os delírios inda em formação, as sensações que perturbam os sonhos nada convencionais. Quisera estabelecer prelúdios, manias, impressões que devoraram - bem sei - minh'alma. Contrastes incomuns, felinas dúvidas, ásperos e críticos sinais de morbidez que inda interferem nas potentes e cardíacas justificativas. A poesia hoje sem dedicatória, as prováveis feridas que talvez nunca secarão, as palavras - verdadeiras - que desenvolveram um sem par número de tentativas - todas, confesso, frustradas. Não cheguei a fazer o acróstico prometido. Não cheguei a descrever o riso e a simetria de uma forma mais que intensa. Foi melhor assim. As linhas intrusas, os rompantes sem necessidade primária, as conquistas e as potentes demonstrações de afeto que decidem para onde ir nos momentos de extrema angústia. Ponderar, penso, talvez seja a resposta há muito querida. As escolhas sem forma, os delírios mais que vivos, as seguras estradas que alimentam a alma - em nome, quero crer, dos físicos e contundentes prelúdios de amor. As especificas lacunas, os primários embustes, as complexas ruínas que enfrentam as mais ásperas necessidades. O contínuo vínculo, as direções mais fortes, os ensaios e as profundas manifestações de afeto que tocaram, pelo menos timidamente, as mãos um do outro. A respiração elevada, agora firme e decidida, foi um sinal - crível - de que o amor, contundente, teceu - mesmo que brevemente - linhas e expressões, e comandos violentos (tão fortes que derrubaram o poeta!). Contudo, observo, hoje estou mais forte e não serei mais menino. Sou forte, de aço. Os ensaios que escrevi foram absolutamente verdadeiros, creia-me. As direções, vivas, ficarão gravadas abaixo do mamilo esquerdo! (Adriano Guia Ferraro, 30, 01º/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h04 AM
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