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Sombras 31/03/2006 05:47 A instabilidade dos gestos, os momentos frios, os nomes e as secretas imagens que devoram o corpo e aprisionam a alma em qualquer lugar - lugar incerto, definitivamente inóspito! Os gemidos atemporais, as criações vulgares, os sonhos e os critérios amaros que posam sobre o peito e estabelecem um sem par número de tentativas - críveis, delicadas, intensas... por vezes mórbidas! Estas secretas fantasias, costuradas à mão, estabelecem linhas e limites, e paradoxos que compreendem a necessidade deste momento de dor. Os encontros possíveis, as ruas quase desertas, o amor sandio que vulnera a poesia e destrói, no todo ou em parte, os relativos e incertos, e improváveis minutos. Estes alicerces sem par, estas necessidades primitivas, estes contínuos horizontes que identificam as complexas cicatrizes - tão raras, tão expressivas, tão complexas! Devo reagir, pelo que sei. Devo construir novas formas de amor e estabelecer a primária necessidade - ígnea, potente... de titânio, confesso. Os movimentos intensos, as palavras quase secas, as tentativas e os desfechos, e as prováveis sensações que monologam com os irreais abismos - aqueles construídos no desespero das lúcidas horas! Os poemas sem forma, as caminhadas inda precárias, as possessivas marcas que devoram o corpo do poeta e experimentam um novo trecho de saudade. A poesia tem força. A poesia estabelece direções. É preciso segui-las, a bem da verdade. As linhas rijas, os horizontes mais belos, as digressões que enfrentam os mais astutos e imprudentes sonhos - tão reais, observo! Quisera o afago das horas, quisera a justificativa mais bela, quisera os contornos expressivos. Não houve resposta. O tempo, sempre brutal, corre e deixa vestígios (denominado passado). As armadilhas, os sonhos irreais, as nostálgicas febres que experimentam de tudo... À noite, páginas e possíveis lembranças! (Adriano Guia Ferraro, 30, 31/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h48 AM
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Frio 30/03/2006 05:22 As linhas mais secas, os tormentos mais íntimos, as impressões que reagem ao menor sinal de lucidez. Os pactos amargos, as urgentes fantasias, os sonhos e as mínimas conversas que desenvolvem parte deste silêncio visivelmente obtuso. As arestas cardíacas, os encontros pessimistas, as urgentes e terminais hipérboles que desenvolvem parte deste crítico e intenso monólogo - ele, observo, sandio! As ruínas quase em extinção, as dimensões propriamente delicadas, as urgentes e amorais paixões que repousam sobre o peito praticamente nu. Este esboço sem forma, estas paredes nada convencionais, os relatos que deformam parte deste cínico e indigesto momento de liberdade - tão gasto, tão febril... tão próprio! As condições universais, as secretas manchas, os nomes mais imperfeitos que reclamam ser necessário desenvolver um terço deste cálido e disperso depoimento... Todos os fantasmas, feitos do material mais resistente, confrontam minhas ordens, fabricam pareceres, transformam o grito em perfídia - necessária e ao mesmo tempo frágil! Os embustes primeiros, as estáticas ruínas, os passos imorais que desenvolvem os sonhos mais belos, as cardíacas e imperfeitas mordaças - tão sérias que acompanham os gestos e as prováveis sensações de cólera! Deixe-me repousar sobre as antíteses fabricadas. Deixe-me compreender os gestos teus e informar a necessidade de criar as hipérboles mais viáveis. Novos trechos irracionais, novas tentativas de titânio, novos caminhos que brindam ao sucesso e ousam trilhar as certezas nunca vistas. Os espasmos não são herança. As vitrines opacas não são testemunhos. Os ensaios não são ficções criadas. Perco-me. As imprudentes provações, os nefáveis contornos, as épocas mais favoráveis ao desgaste, os rumos - tão secos e ao mesmo tempo tão críticos. Estas complexas mudanças, nua menina, vulgarizaram o corpo nu! (Adriano Guia Ferraro, 30, 30/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h23 AM
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Abertura 29/03/2006 05:34 Estes impulsos nus fabricam tentativas vivas, demonstram as possíveis formas de afago, constroem muralhas e impressões, e fáceis mudanças que castigam os gestos mais que primitivos. As intensas maneiras de dizer que o amor é apenas laço, poesia, demonstração de prudência... Devemos recuar. As estradas confusas, as linhas mais doces, os gemidos e as irracionais tentativas que pousam sobre os terríveis e simbólicos delírios - tradutores do vil e enfermo discurso sem vida. As crises sem direção, os nomes mais que evidentes, as possíveis poesias que respondem aos gritos mais específicos. Durma, menino! Estas preces não foram feitas para você! Durma, menino! Estes instantes de cólera, penso, não lhe farão bem! Durma, menino! Os comuns acordos, as injustificáveis muralhas, os passos e as farsas, e os contornos, e as específicas nostalgias que deformam o corpo e imprimem algum sucesso n'alma. A docilidade crua, os aspectos mais vivos, os elementares discursos que invadem os risos e perturbam as frontes mais distantes. Pesa este sinal nada ortodoxo! Pesa a cura que jamais poderei alcançar! Os delicados aspectos da verdade, os sinuosos modelos vis, as indigestas formações que vulgarizam e controlam, e oprimem os distantes resultados que há muito não vejo. Devo parar. Estas formas, informes, cauterizam os rastros que ousei deixar sobre o corpo inda vivo. Se existe desejo, poesia ou mesmo sensação de saudade, não posso afirmar - porquanto não posso, a bem dizer, fabricar linhas e respostas favoráveis aos mais diversos tipos de afago. Os inesperados desejos, a novidade que se avizinha, a mulher que cativou o meu coração... Estas linhas, evidentemente belas, foram forjadas com o material mais resistente; estas linhas, delicadas em essência, pousam sobre o corpo do poeta e determinam, no todo ou em parte, os segredos que há muito ousei decifrar! (Adriano Guia Ferraro, 30, 29/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h35 AM
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Retorno 28/03/2006 05:44 Os impressionantes delírios tocam os vivos e sedentários momentos de dor. A crueza sem par, os abstratos contornos, as impressões que dialogam com os mais ásperos desejos - presos, secos... A impureza sem vida, os critérios nada convencionais, as impressões que disputam a atenção com os fáceis e prováveis minutos sem forma. Apenas as sensações que delicadamente tocam o peito em vivo estertor. Apenas os sonhos delicados que conversam com os desejos relativamente frios. Os pactos íntimos, as poesias fortes, os abismos existenciais, as condições primitivas, as urgentes manias, os amaros sonhos, as conquistas febris, os específicos diários que cauterizam e projetam - a bem dizer da verdade - um pequeno e irreversível desfecho. A instantânea mordaça, os prefácios mortos, as crises que inviabilizam os delicados projetos - sempre irreais, amaros, dispersos... invencíveis! Cada trajeto reflete a possibilidade de cauterizar o riso há muito tênue. Cada projeto, firme e decidido, é impulso vil que desenvolve parte deste sedentário e pífio minuto de saudade. As ruínas insustentáveis, as armadilhas inexoráveis, os pontos vulneráveis, os passos perdidos. Não vejo, a bem dizer da verdade, linhas mestras e conquistas sensíveis tocar o embuste que há muito seduz o poeta. Não vejo, a bem dizer, secretas fantasias monologar com os assuntos mais distantes. Não vejo poemas, formas, épocas, delírios, rompantes... reações. Os delicados espasmos, filho do resultado, monologam e tentam, dentro das mais críveis possibilidades, reagir em nome do afeto que pousou sobre o corpo meu. As estradas, sinuosas, são expressões que dividem e cauterizam os gestos mais sandios. Linhas incomuns, queda nua, fictícios movimentos que invadem e desenvolvem parte deste sinuoso pranto. À noite, resíduos que consomem a matéria morta! (Adriano Guia Ferraro, 30, 28/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h45 AM
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Um projeto (ao menos) 27/03/2006 06:16 Caminhe com segurança, poeta! Os gestos amaros não são mais nobres do que os que passaram! Caminhe com segurança, poeta! As tentativas de vulnerar o corpo não passam de insanidade e incerteza - tão raras, secas, gastas! Estes abismos, rijos, reconhecem a necessidade de produzir um terço dos mais exatos passos. Estes conflitos, pálidos, vulgarizam os sonhos e determinam certezas nada morais. As criações sem par, os estranhos nomes que tocam minh'alma, as delicadas e frígidas mudanças de humor que conservam parte deste letárgico e tolo resíduo de fé - ela... predadora, informe, distante! Os nefáveis embustes não são suficientes para sedar o rosto em estado delicado. Os embustes, felinos e definitivos, caminham com segurança e oram em nome daqueles que tocaram o solo e produziram, se bem me lembro, a diferença - tão brutal, intensa... cálida! As caminhadas secas, os tormentos mais ígneos, as palavras que zombam dos significados (como se possível fosse agir ao menor dos encontros!). Às vezes, as expressões mais sólidas afirmam a necessidade de criar os mais vivos delírios e formar, segundo entendo, as premissas que ousam edificar - sem medo - as digressões há muito sentidas. Pousa sobre o corpo, poeta! Ouse construir, no todo ou em parte, as insinuações e os termos mais distantes! Ouse, poeta! As linhas frígidas, as conquistas relativas, os imprecisos gritos que (de)formam os contornos mais exatos, as muralhas - sem vida, penso. Vestígios de um dia seco, pactos intensos que dialogam com os mais febris passos, linhas mestras que absorvem os gástricos caminhos e fundamentam - no todo ou em parte - um terço do que poderia ser denominado real (esta linha nua!). As ações impróprias, os gástricos ensaios, as direções sem rumo que se apóiam nos possíveis resultados - enfermos, a bem dizer. Sobre o corpo nu, viva ninfa, a impressão das horas que não passou! (Adriano Guia Ferraro, 30, 27/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h17 AM
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Abertura 26/03/2006 07:10 Os contornos mais eruditos, as manias menos favoráveis, as estreitas e incertas mudanças de humor que caem ao menor sinal de desgraça. Os passos íntimos, as possessivas manhãs, os sonhos mais híbridos que sabem - mesmo a distância - reconhecer os segredos mais que reais. Pousara em segurança, nua menina. Pousara em segurança porque precisei, a bem dizer da verdade, consagrar parte deste embuste primitivo. As jogadas quase certeiras, as públicas lacunas, os sonhos mais irreais que administram parte destes críticos e sedentários projetos sem forma. Apenas um vínculo, uma fácil consideração, um verbo amaro que devora o peito em estado letárgico. As urgentes manias de fundir o riso e a delicadeza cederam. As nuas provocações são feitas, agora, dos estáticos minutos - firmes, torpes, incertos, comuns, tísicos, ígneos, abstratos, secos. A cardíaca consideração, os prováveis esqueletos de vidro, as pinturas sem cores vivas (ou melhor: sem cor alguma!). Pontos em comum, desfechos incidentais, ruínas e complexas tormentas que devastam parte do peito inda em vulgar estado. As ameaças cruas, as cínicas direções, os covardes espasmos que reagem e enfrentam os gritos mais específicos... Talvez fosse prudente anunciar um mil avos deste secular diário. Talvez fosse imperioso relacionar a dor dos antigos prantos com os dispersos e vítreos caminhos que, de tão frágeis, repousam delicadamente - para que a estrutura, parcialmente rija, não perca a identidade há muito conquistada! Os ensaios mais limpos suficientes não são para cauterizar a fortaleza nua. Os desvios ímpares, as físicas mordaças, os sonhos de um dia amargo que pousam sobre os estruturais desenhos e cauterizam - bem sei - as arestas há muito perdidas. Vazio, imperfeito, estéril. Estas são as armadilhas inocentes que, de tão vivas, mudaram parte deste discurso! (Adriano Guia Ferraro, 30, 26/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h11 PM
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Frágeis peças 25/03/2006 06:40 Este prelúdio seco cauteriza e vulnera o coração inda em pedaços. A expressão quase morta, os sentimentos mais específicos, os delírios de um dia amargo que tocam e fabricam, e consomem, e demonstram um terço dos mais incertos projetos de fúria. A curiosa poesia, as intensas novidades, os gemidos e as pálidas palavras que pousam sobre os possíveis e potentes pontos de fé. Quisera demonstrar o afago nu. Quisera compreender os trechos mais insanos e consumir o riso inda em limítrofe estado. As pequenas mudanças, os sedentários pactos, as contusas mordaças, os olhares secos - como se houvesse construído um fácil e débil ensaio noturno. As sínteses mundanas, as caminhadas definitivamente secas, os presságios que inviabilizam os joguetes mais comuns. É noite. O sorriso delicado, parcialmente construído, é herança morta que pousa sobre o peito em visível agonia. As passagens comuns, os gemidos clássicos, as instantâneas farsas que desenvolvem os mais intensos relatos de febre. Estes projetos sem forma, presos e ao mesmo tempo ígneos, consideram ser possível desenvolver parte dos mais terríveis movimentos. Estes projetos, intrusos, são apenas recordações de um dia amargo - tão tênue que o riso, impostor, tornou-se predador. As caminhadas distantes, os segredos intrusos, as novidades que ofendem os possíveis e etéreos caminhos que seduzem parte dos mais ásperos contornos que a noite - tola - ousou considerar. Páginas em branco, notícias que nunca findam, arestas e funcionais prólogos, e díspares notícias que ofendem parte deste cínico valor desnecessário. A imprudente conseqüência, os verbos quase sandios, as pequenas e incertas, e vulneráveis muralhas que sofrem o impacto do nu tempo - este alicerce definitivamente inexorável! Às vezes, tênue minuto, parte deste amor reage e não sabe como demonstrar afeto! (Adriano Guia Ferraro, 30, 25/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h42 AM
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Instabilidade 24/03/2006 05:46 Laços imperfeitos, conquistas sandias, técnicas de dominação que desenvolvem um pequeno, mas rijo, prelúdio de fé. As hastes confusas, os alicerces imperfeitos, as direções que monologam de maneira nada convencional e estabelecem um sem par número de sensações - todas, observo, delicadamente contusas! Expressivos diagnósticos, criações imparciais, linhas e segredos, e complexos discursos que vulgarizam parte de um sem par número de tentativas - todas, analiso, à procura dos gestos mais que perfeitos! Não vejo melhores sensações. Não vejo, também, conflitos e trechos que ousam desestabilizar um terço dos gemidos há muito erigidos. As reais afirmações, os nomes mais impróprios, as poéticas e firmes, e insones lembranças que pousam sobre o peito e desenvolvem os seus mais tímidos projetos. Criara as distantes e lúdicas fantasias. Criara os imperfeitos e desajeitados movimentos. As complexas ações, os contornos nada ideológicos, as asperezas que dialogam de um modo bem particular - como se possível fosse, no todo ou em parte, seduzir estes gestos que inda sobrevivem. O corpo, intruso, reage ao menor dos toques; os cárceres, impuros, seduzem e conversam com os gemidos inda possíveis; as preces, tolas, inda caminham com delicadeza ao lado dos gástricos prefácios de dor. Há incerteza, condição primitiva, reação imprópria que desenvolve o seu pálido projeto de angústia. Dormir sobre os ombros macios representa entrega. Abraçar a crua poesia representa instante. Fomentar os gestos mais firmes indica possessão - precária e às vezes inexorável! Os depoimentos extraordinários, as sedentárias mudanças sem forma, os covardes pontos e as indigestas necessidades que reagem ao menor sinal de instabilidade. Certos impulsos, irresponsáveis, desenvolvem pequenas tentativas de dor; certas mudanças, nuas, vulneram e absorvem o medo! (Adriano Guia Ferraro, 30, 24/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h47 AM
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Assim: nu e sem respostas 22/03/2006 05:23 Sobre o solo nu as expressivas definições. São paradoxais. São firmes, delicadas, complexas, simples, precisas, imprecisas... Os pactos, os delírios inda em forma nua, os encontros e as passagens que delicadamente desenvolvem parte deste tísico e insone movimento. As respostas cínicas, as precárias associações, os dizeres - rijos - que insistem em recorrer aos mais ásperos movimentos que o corpo humano ousou desenvolver. Quisera apenas os incertos diálogos. Causam-me certa angústia, destroem os restritos monólogos, invadem e cauterizam, e sublimam parte deste sintético e crível desejo de culpa. Predar os gestos mais intensos talvez seja insanidade. Predar as ruas mais secretas talvez revele um pouco de mim. Predar por predar revela hipocrisia - substancial hoje em dia! As arestas covardes, as antíteses mais ímpares, os gemidos e as mãos presas. Cada poema, escrito como se fosse possível desenvolver certa fobia, compreende ser necessário percorrer um mil avos de algo sem vida. Os prefácios mortos, as secretas distâncias, os nefáveis esboços que sacrificam páginas e mais páginas de um dia evidentemente amaro. Os debates prontos, as incuráveis maneiras de dizer que é preciso revelar-se, os abstratos contornos que formam e informam a realidade dos gestos inda delicados. Respostas, sensações inexatas, contusas reflexões que invadem e identificam os pequenos e secos monólogos - firmes, intrusos... Talvez devesse construir alicerces nada ortodoxos. Talvez devesse considerar que estes passos revelam a identidade há muito esquecida. Talvez estas manias, sóbrias, sejam próprias de quem iniciou um frágil e díspar consolo. É errado continuar sem perceber-se. É errado demonstrar afeto se os passos teus inda desenvolvem certas hipérboles. É errado, bem sabemos. Contudo, precisamos desenvolver certa resistência aos gestos mais que bruscos! (Adriano Guia Ferraro, 30, 22/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h24 AM
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Conflitos, jogos e hipérboles 21/03/2006 05:13 Prantos nus, estáticos contornos, elos e respostas, e significações que desenvolvem um sem par número de escolhas - aquelas tolas, presas em qualquer vitrine! Os sonhos omissos, as sandias projeções, as críticas insensíveis, as palavras de ordem, as demonstrações que cauterizam e vulgarizam parte deste estático fim. Apenas os sonhos nada abstratos. Foram reais, contundentes, devoradores. Minh'alma, refém deste silêncio, considera ser necessário vulnerar o corpo e tocar o que de nobre existe. A certeza delicada, os encontros primários, as jornadas d'alma que covardemente escolhem projetos há muito esquecidos. O poeta, filho do tempo e da agonia, ousa descansar - quiçá para desenvolver, assim penso, um mil avos desta crua e dispersa fantasia. O crônio prefácio, as cínicas considerações, os risos e as formas, e os encontros disformes que desnecessariamente estabelecem significados há muito tolos. Perdera estas peças. Perdera o tempo e ousei, mesmo assim, construir alicerces rijos - em nome, observo, da sóbria e dispersa poesia. Novas palavras, estáticos contornos, resíduos que pousam sobre as análises mais vulgares. Talvez devesse recuar, analiso. Talvez devesse escrever que os nomes mais delicados causam certa agonia naquele que, prostrado, ousou - mesmo assim - considerar a possibilidade do amor (estéril, em determinado momento!). Os possíveis resultados não foram construídos com as mais certas e importantes manifestações. Os possíveis abraços não foram oferecidos em momentos de carência. Perdera o vínculo, a impressão serena, os fatos e as respostas, e os constantes gemidos que ofendem - a bem dizer da verdade - as pálidas e indigestas transformações. Os risos mortos, as pequenas seduções, as preces que viabilizam os momentos mais calmos. À noite, parte deste alicerce rijo transmuta-se e seduz o corpo inda em estado letárgico! (Adriano Guia Ferraro, 30, 21/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h16 AM
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Desafios 20/03/2006 04:45 ... e os sonhos mais críveis, herança de um sem par número de gestos, tocam e perturbam, com delicadeza, as arestas do nu e vivo sinal de liberdade. Ah! A liberdade! Vaga, incerta, delicada e ao mesmo tempo de uma postura bastante heterodoxa - porquanto ousou, pela vez primeira, consumir o riso e a fácil impressão que toca e mutila minh'alma. Os passos secos, as amaras sensações, os delicados gestos e os pálidos trechos que reagem ao menor sinal de lucidez - rara, complexa, determinante! É possível golpear a tez e conumir o riso inda em franco desenvolvimento? É possível, mesmo a distância, compreender as linhas mais que reais? Os segredos abstratos, as complexas mordaças, os gemidos e os estáticos prefácios que tocam e invadem, e monologam, a bem dizer da verdade, com os vivos e atemporais relatos de febre. Ela, terçã e irreal, consome o corpo e fabrica ilusões há muito perdidas - porquanto vivemos, lamentavelmente, em um mundo seco, sem viva. As direções estáticas, os relativos impulsos, as formas informes que conservam certo grau de liberdade - mesmo se for para tocar os gestos nada convencionais. As estáticas digressões, os princípios nucleares, as sedentárias manhãs que evoluem com o passar do dia. Talvez fosse necessário cauterizar as vivas e delicadas, e poéticas marcas que pelo chão encontro. Talvez fosse possível anestesiar as sandias e péssimas impressões. Os gritos imprecisos, as direções fantásticas, os resumos e as prováveis considerações que alimentam os corpos em ebulição. Devo considerar que os olhos teus, vivos, devoram o corpo nu? Devo entender que as arestas firmes são essenciais para quem precisa sobreviver? As cardíacas manifestações de febre, ou os restos há muito guardados, formam um vínculo praticamente indissolúvel. Estas fantasias, intencionalmente fabricadas, são os gemidos, claros, que há muito esperei! (Adriano Guia Ferraro, 30, 20/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 09h47 AM
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Resíduos 19/03/2006 09:58 Apenas os gritos mais que específicos. A dor confusa, os gemidos clássicos, as impressões teratológicas que desenvolvem parte de um sem par número de expectativas - aquelas deixadas ao lado do tolo e insuficiente afago. Pequenas mudanças, letais considerações, elos e restritos passos que jogam com os vivos e distantes, e complexos, e amaros sinais de liberdade que repousam sobre o peito inda em estado nu. As justificativas atemporais, os comuns ensaios que não fiz, as digressões, saudáveis, que exercem profunda influência sobre os motivos mais nobres. Talvez devesse considerar que os vivos embustes sejam melhores. Talvez devesse considerar que as tristes tentativas são insuficientes para demonstrar o afago que se encerra. As vitrines múltiplas, as críticas proporções, os conflitos secos que cauterizam, bem sei, as possíveis e raras mudanças de humor. Os nomes improváveis, as peças quase extintas, as terminais criações que revelam muito dos gestos perdidos. As sinuosas ações, os intensos monólogos, as secretas farsas, os possíveis relatos, os nomes raros, as terríveis direções, os abismos secos, nossas presas - sempre tão insensíveis ao delicado toque! Quisera construir, a bem dizer da verdade, o riso nu. As estreitas palavras, as imagens sem forma, os passos e as mortais expectativas que vulgarizam os pálidos passos - eles, intrusos, há muito restritos! Conflitos especiais não revelam muito dos gestos inda em franco desenvolvimento. Revelam apenas angústia - filha, é evidente, do seco abismo e da delicada ausência! Revelar-se, bem sei, costuma ser árduo. Os sonhos estranhos, as complexas direções, os contornos que inda exercem influência sobre os gestos nada ortodoxos. O seco império, as ruas em franca decadência, as pedras e as calçadas, e os ígneos prelúdios que inda informam parte deste adeus. Consumira, de fato, o seco ensaio! (Adriano Guia Ferraro, 30, 19/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 02h59 PM
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Peças mortas 18/03/2006 06:38 As leituras que faço suficientes não foram para sedar o corpo em estado quase nu. As pequenas ações, as impressões inortodoxas, as cruas e tímidas, e distantes razões sem-razão - a tocar os ombros (como se pudessem, a bem dizer da verdade, consumir o riso nu que a todos perturba!). Lúcidas páginas, encontros secos, estáticos conflitos que monologam com os híbridos e disformes momentos de culpa. Quisera apenas os estritos minutos de liberdade. Quisera apenas os delírios ímpares. Os restritos flagelos nus, as indivisíveis sombras, os retalhos tolos que assolam os mesmos sinais que pousam sobre os incertos e distantes movimentos sem forma. A sintética crueza, os braços amargos, os elementares discursos que vulgarizam parte dos sonhos mais reais. A bem dizer da verdade, os cínicos projetos de felicidade estão guardados. Decodificá-los, penso, é trabalho hercúleo - impróprio para quem ousou, pela vez primeira, responder aos mais ásperos minutos de liberdade! Passos ácidos, contusos elementos, sinais e pareceres que verbalizam de maneira nada comum. Os cetrinos poemas, as delicadas asperezas, os segredos e os passos, e as instáveis contusões. Tudo abstrato, curioso, definitivamente vil. As complexas ruínas, as sedentárias passagens, os nomes e as dispersas movimentações que soam como se delicadas fossem. Apenas o peso que toca e estabelece a complexa e distante forma de amar. Os nomes sem fulcro, as ímpares condições de febre, as pequenas e sedentárias manifestações que tocam e invadem, e confirmam a necessidade de romper com os possíveis e dinâmicos momentos de liberdade - tão rara, meus amigos! As complexas associações, as elementares nostalgias, os vínculos que demonstram apatia ao menor sinal de fúria. Talvez devesse cauterizar os sonhos mais vivos. Talvez devesse resumir os aspectos mais tolos que monologam sobre o peito meu! (Adriano Guia Ferraro, 30, 18/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h39 AM
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Elementar 17/03/2006 06:11 Passos intrusos, segredos tolos, mínimas conversas que vulneram e tocam, e estabelecem um sem par número de associações - covardes, por sinal! As asperezas, os detalhes, as vitrines secas e os complexos alicerces que, de tão frios, fincam bases definitivamente rijas. Os abismos que existem, as páginas tolas, os nomes - covardes, estáticos, dispersos pelo nu solo! Quisera compreender as estéreis manifestações de cólera. Quisera caminhar sobre as insanas e diferentes perspectivas. Mas as linhas, intrusas, golpeiam a tez e cauterizam, no todo ou em parte, o resultado há muito querido. As confissões amargas, as diferentes poesias, os gritos e os minutos, e as fronteiras cegas que vulgarizam parte dos estáticos e críticos sinais de misericórdia. As sombras impróprias, as caminhadas secas, os intempestivos discursos que sugerem dor e desordem. Tudo relativo - assim como o amor (disforme e ao mesmo tempo conclusivo!). As peças sandias, as delicadas ruínas, os fáceis contornos que delicadamente exercem influência sobre os atos mais nobres. Perdera a reação intrusa, cauterizara a pequena chama, submetera o corpo ao suplício mais inexato. Mudar. As impressões são feitas do material mais deficitário. Mudar. As evidências nada mais são do que um impulso para o desfecho de algo sem valor. Mudar. As caminhadas, inortodoxas, são expressivas em essência. Pequenas e rijas formações, gestos e impensáveis discursos, pálidas páginas que deformam e estabelecem um sombrio e hereditário caminho. Não vejo melhores dscursos tocarem as arestas mais nobres. Não vejo, também, segredos e impressões. A confusa farsa, os anseios estratégicos, as incomuns criações que deformam os gestos mais intensos. À noite, quando os gemidos tocam o solo do lúgubre estertor, pequenas mudanças, críveis, desenvolvem o prólogo que poucos, em estado nu, denominam amor! (Adriano Guia Ferraro, 30, 17/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h13 AM
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Insensíveis linhas 16/03/2006 06:03 Contínuos amplexos, sinais mais que intensos, gestos e paradoxais testemunhos que vulgarizam os mais ásperos trechos de lucidez. A caminhada inexata, os braços nada rijos, as pegadas e os abismos nus que tocam e ousam, no todo ou em parte, cauterizar a viva e díspar forma de amar. Os depoimentos incertos, as arestas mais que tolas, os pactos e as vitrines secas que estabelecem um mil avos do que pode vir a ser este instante de febre. A crueza singular, as estáticas e imortais crises, os delírios que repousam sobre os embustes nada precisos. As relativas fantasias, cruas e possíveis, consomem restos e formas, e estéreis passos que um dia ousaram pisar sobre o campos inda detalhados. O tempo apagou a nobreza dos atos. O tempo, célere e implacável, é figura incompreensível. Mas o respeitamos - seja quem for! Os intrusos nomes que formam páginas em branco, as distintas peças que anunciam as mais secas palavras, as sombras que minimizam os ensaios que definitivamente não fiz. Cálidas hipérboles, linhas últimas, detalhes e sensações, e expressivos cárceres que utilizam as mais vivas formas de amar em nome dos relativos e insólitos desejos. Culpa, poesia lúgubre, fácil espasmo. Os sonhos, modernos e críticos, preferem conduzir os rijos sinais de liberdade. Os sonhos, arquétipos de nossa monstruosidade, devoram minh'alma e tentam, segundo entendo, criar uma defesa - mesmo as mais ineficazes. A tétrica descrição, os sombrios movimentos, as quedas e os trechos, e as possíveis manhãs que utilizam os sonhos mais claros para deformar a nostalgia mais que evidente. É perigoso este ensaio que não fiz. É perigoso compreender os obtusos sinais e desenvolver algum tipo de fobia - ela, observo, sempre tão predadora! Os locais mais incertos, as íngremes formações, os secretos passos que verbalizam sem maiores detalhes. Preciso destas sínteses! (Adriano Guia Ferraro, 30, 16/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h05 AM
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