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"Adriano-Poesia"
 


Sombras 31/03/2006 05:47
A instabilidade
dos gestos,
os momentos frios,
os nomes e as
secretas imagens
que devoram o
corpo
e
aprisionam a alma em qualquer
lugar - lugar incerto, definitivamente
inóspito!
Os gemidos
atemporais,
as
criações
vulgares,
os sonhos e os
critérios amaros
que posam sobre o peito
e
estabelecem um sem par
número de
tentativas - críveis,
delicadas,
intensas... por vezes mórbidas!
Estas
secretas
fantasias, costuradas
à mão, estabelecem
linhas e limites, e paradoxos que
compreendem a necessidade
deste
momento
de
dor.
Os encontros
possíveis, as
ruas quase desertas, o amor
sandio que vulnera
a
poesia e destrói, no todo
ou em parte, os relativos
e
incertos, e improváveis
minutos.
Estes
alicerces
sem
par, estas
necessidades
primitivas,
estes
contínuos
horizontes
que identificam as
complexas
cicatrizes - tão
raras, tão
expressivas, tão complexas!
Devo
reagir, pelo que sei. Devo
construir
novas
formas de amor e
estabelecer
a
primária necessidade - ígnea,
potente... de titânio, confesso.
Os movimentos
intensos, as palavras
quase secas,
as tentativas e os desfechos, e as
prováveis
sensações que
monologam com
os irreais abismos - aqueles construídos no desespero das
lúcidas horas!
Os poemas sem
forma,
as caminhadas
inda precárias, as
possessivas
marcas que
devoram o corpo do poeta
e
experimentam um novo
trecho de saudade.
A poesia tem força. A poesia
estabelece
direções. É preciso
segui-las, a bem da verdade.
As linhas rijas,
os horizontes mais
belos,
as digressões que
enfrentam os mais
astutos e imprudentes
sonhos - tão reais, observo!
Quisera
o afago das
horas, quisera a justificativa
mais bela,
quisera
os
contornos expressivos. Não
houve resposta. O tempo,
sempre brutal, corre
e
deixa vestígios (denominado passado).
As armadilhas, os sonhos irreais, as nostálgicas febres que experimentam de tudo... À noite, páginas e possíveis
lembranças!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 31/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h48 AM
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Frio 30/03/2006 05:22
As linhas mais secas,
os tormentos mais
íntimos, as impressões
que reagem
ao menor sinal
de
lucidez. Os
pactos
amargos, as
urgentes
fantasias, os sonhos e as
mínimas conversas
que desenvolvem parte
deste
silêncio visivelmente
obtuso. As arestas
cardíacas, os
encontros pessimistas,
as
urgentes
e
terminais hipérboles que
desenvolvem
parte
deste
crítico e intenso
monólogo - ele, observo,
sandio!
As ruínas quase
em extinção,
as
dimensões propriamente
delicadas, as
urgentes e amorais
paixões que
repousam sobre
o peito
praticamente
nu.
Este
esboço sem forma,
estas
paredes nada convencionais,
os relatos que deformam parte
deste
cínico e indigesto momento
de
liberdade - tão gasto,
tão febril... tão
próprio!
As condições universais,
as
secretas
manchas, os nomes mais
imperfeitos que reclamam ser
necessário
desenvolver
um terço
deste
cálido e disperso
depoimento...
Todos os fantasmas,
feitos do material mais
resistente, confrontam minhas
ordens, fabricam pareceres,
transformam o
grito em perfídia - necessária e
ao mesmo tempo
frágil!
Os embustes
primeiros,
as
estáticas
ruínas, os
passos imorais que
desenvolvem os sonhos mais
belos, as
cardíacas e imperfeitas
mordaças - tão sérias que
acompanham os
gestos e as prováveis
sensações
de
cólera!
Deixe-me repousar
sobre
as
antíteses fabricadas. Deixe-me
compreender os gestos teus
e
informar a necessidade de
criar
as
hipérboles
mais viáveis.
Novos
trechos irracionais,
novas
tentativas de titânio,
novos caminhos que
brindam ao sucesso
e
ousam trilhar
as
certezas
nunca
vistas. Os
espasmos não
são herança. As
vitrines
opacas
não são testemunhos. Os
ensaios não são
ficções
criadas. Perco-me. As
imprudentes
provações,
os nefáveis contornos,
as épocas mais favoráveis ao desgaste, os rumos - tão secos e ao mesmo tempo tão críticos.
Estas
complexas mudanças, nua menina, vulgarizaram o corpo nu!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 30/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h23 AM
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Abertura 29/03/2006 05:34
Estes
impulsos nus fabricam tentativas vivas, demonstram as possíveis
formas de afago, constroem muralhas e
impressões, e fáceis mudanças que castigam os gestos mais que
primitivos.
As intensas maneiras de dizer que o amor
é
apenas laço, poesia,
demonstração de
prudência... Devemos
recuar. As estradas confusas, as
linhas mais doces,
os gemidos e
as
irracionais tentativas que
pousam sobre
os terríveis e
simbólicos
delírios - tradutores do
vil
e
enfermo discurso sem vida.
As crises sem direção,
os nomes mais que
evidentes,
as
possíveis poesias
que
respondem aos gritos mais
específicos. Durma, menino! Estas
preces não foram feitas
para
você! Durma, menino! Estes
instantes de cólera, penso,
não lhe farão
bem! Durma, menino!
Os comuns
acordos, as
injustificáveis muralhas,
os passos e as farsas, e os
contornos, e as
específicas nostalgias que
deformam o corpo
e
imprimem algum
sucesso n'alma.
A docilidade crua,
os aspectos
mais vivos,
os elementares
discursos que invadem os risos
e
perturbam as frontes
mais
distantes. Pesa
este
sinal nada
ortodoxo! Pesa
a
cura que jamais poderei
alcançar!
Os delicados
aspectos da verdade, os
sinuosos modelos
vis, as
indigestas formações que
vulgarizam e controlam, e
oprimem os
distantes
resultados que
há muito não vejo. Devo
parar. Estas
formas, informes,
cauterizam os rastros
que ousei
deixar sobre o
corpo inda
vivo. Se
existe
desejo, poesia ou mesmo
sensação de saudade, não posso
afirmar - porquanto
não posso, a bem dizer,
fabricar linhas e respostas
favoráveis
aos mais diversos
tipos de afago.
Os inesperados desejos,
a novidade que se
avizinha, a mulher que
cativou o meu coração...
Estas linhas, evidentemente
belas, foram forjadas
com o material
mais resistente; estas linhas,
delicadas em essência, pousam sobre o corpo do poeta e determinam, no todo ou em parte, os segredos que há muito ousei decifrar!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 29/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h35 AM
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Retorno 28/03/2006 05:44
Os impressionantes
delírios tocam
os
vivos e sedentários momentos
de
dor. A crueza
sem par,
os abstratos
contornos,
as
impressões que
dialogam com os
mais ásperos
desejos - presos, secos...
A impureza sem
vida,
os critérios nada
convencionais,
as impressões que
disputam a atenção com
os
fáceis e
prováveis minutos
sem forma.
Apenas as
sensações
que delicadamente
tocam o
peito em
vivo
estertor.
Apenas os sonhos delicados que
conversam com os
desejos relativamente
frios.
Os pactos íntimos,
as
poesias fortes, os
abismos
existenciais,
as
condições primitivas,
as
urgentes
manias, os
amaros
sonhos,
as
conquistas febris,
os
específicos diários
que cauterizam e
projetam - a bem dizer
da
verdade - um pequeno
e
irreversível
desfecho.
A instantânea
mordaça,
os
prefácios
mortos, as
crises que
inviabilizam os
delicados
projetos - sempre irreais,
amaros, dispersos...
invencíveis!
Cada
trajeto reflete
a
possibilidade de
cauterizar
o riso há
muito
tênue. Cada
projeto,
firme e
decidido, é
impulso vil que
desenvolve
parte
deste
sedentário
e pífio minuto de
saudade.
As ruínas
insustentáveis,
as armadilhas
inexoráveis,
os pontos
vulneráveis,
os passos
perdidos.
Não vejo, a bem dizer
da
verdade, linhas mestras
e
conquistas sensíveis
tocar o
embuste
que há muito seduz o poeta. Não
vejo, a bem dizer,
secretas
fantasias
monologar com os
assuntos mais
distantes. Não vejo poemas,
formas, épocas,
delírios, rompantes...
reações.
Os delicados espasmos,
filho do resultado, monologam
e
tentam, dentro das mais críveis
possibilidades, reagir em
nome do
afeto que pousou sobre o
corpo meu. As
estradas, sinuosas, são
expressões que
dividem e cauterizam os
gestos mais sandios.
Linhas incomuns, queda
nua,
fictícios movimentos que
invadem e
desenvolvem parte deste sinuoso pranto.
À noite, resíduos que consomem a matéria morta!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 28/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h45 AM
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Um projeto (ao menos) 27/03/2006 06:16
Caminhe com
segurança, poeta! Os gestos
amaros não
são mais nobres do que os que
passaram! Caminhe com
segurança, poeta! As tentativas
de
vulnerar o corpo
não passam de
insanidade e incerteza - tão raras,
secas, gastas!
Estes
abismos, rijos,
reconhecem
a
necessidade de
produzir um
terço
dos mais
exatos
passos. Estes
conflitos, pálidos, vulgarizam
os
sonhos e determinam certezas
nada
morais.
As criações
sem par, os estranhos nomes que
tocam minh'alma, as
delicadas
e
frígidas mudanças
de
humor que
conservam parte
deste
letárgico e tolo
resíduo de fé - ela...
predadora, informe,
distante!
Os nefáveis embustes
não
são suficientes
para sedar o rosto em
estado delicado. Os embustes,
felinos e
definitivos, caminham
com segurança
e
oram em nome daqueles que tocaram
o solo e produziram, se bem me lembro,
a
diferença - tão brutal, intensa... cálida!
As caminhadas
secas, os
tormentos mais
ígneos,
as palavras que zombam dos significados (como se possível fosse agir ao menor dos
encontros!).
Às vezes, as expressões mais sólidas
afirmam a necessidade de
criar
os mais vivos
delírios e formar, segundo entendo,
as
premissas que ousam edificar - sem medo - as digressões há muito sentidas. Pousa
sobre o corpo, poeta! Ouse construir, no todo ou em parte, as insinuações e os termos
mais distantes! Ouse, poeta!
As linhas
frígidas,
as conquistas relativas,
os imprecisos
gritos que (de)formam
os contornos mais
exatos, as
muralhas - sem vida, penso.
Vestígios de
um dia seco,
pactos intensos que
dialogam com os mais
febris passos, linhas
mestras que absorvem os
gástricos caminhos e
fundamentam - no todo ou em parte - um terço do que poderia ser
denominado real (esta linha nua!).
As ações impróprias, os gástricos
ensaios, as direções sem rumo que se apóiam nos possíveis resultados - enfermos, a bem dizer.
Sobre o corpo nu, viva ninfa, a impressão das horas que não passou!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 27/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h17 AM
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Abertura 26/03/2006 07:10
Os contornos mais eruditos,
as
manias menos
favoráveis, as
estreitas e incertas mudanças de humor
que caem
ao menor sinal de desgraça.
Os passos íntimos, as
possessivas manhãs, os sonhos mais
híbridos que
sabem - mesmo
a
distância - reconhecer os
segredos
mais que
reais.
Pousara
em segurança, nua
menina. Pousara em
segurança porque
precisei, a bem dizer
da
verdade, consagrar parte
deste
embuste primitivo.
As jogadas
quase certeiras, as
públicas
lacunas, os
sonhos mais irreais que
administram parte
destes
críticos e
sedentários projetos
sem
forma. Apenas um
vínculo, uma fácil
consideração, um verbo
amaro que
devora o
peito em estado letárgico.
As urgentes manias
de
fundir o riso e a
delicadeza cederam. As
nuas provocações são feitas, agora, dos
estáticos minutos - firmes,
torpes, incertos, comuns,
tísicos, ígneos,
abstratos, secos.
A cardíaca
consideração, os
prováveis
esqueletos
de
vidro, as
pinturas
sem
cores vivas (ou melhor: sem cor alguma!).
Pontos em comum,
desfechos incidentais,
ruínas e
complexas
tormentas que
devastam parte
do peito
inda
em vulgar
estado.
As ameaças cruas,
as
cínicas direções,
os covardes
espasmos que
reagem e enfrentam
os
gritos mais
específicos...
Talvez fosse
prudente
anunciar um
mil avos
deste
secular diário. Talvez fosse
imperioso
relacionar a dor dos
antigos prantos com
os
dispersos e
vítreos
caminhos que, de tão
frágeis, repousam delicadamente - para que a estrutura, parcialmente rija, não perca a identidade há
muito
conquistada!
Os ensaios mais
limpos suficientes
não
são
para
cauterizar a fortaleza
nua. Os
desvios
ímpares, as
físicas
mordaças, os
sonhos de
um dia
amargo que
pousam
sobre
os estruturais desenhos e
cauterizam - bem sei - as
arestas
há muito perdidas.
Vazio, imperfeito, estéril. Estas são as armadilhas inocentes que, de tão vivas, mudaram parte deste discurso!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 26/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h11 PM
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Frágeis peças 25/03/2006 06:40
Este
prelúdio seco
cauteriza e vulnera o coração
inda em
pedaços.
A expressão quase
morta, os
sentimentos mais específicos,
os
delírios de um dia
amargo que
tocam e fabricam, e consomem,
e
demonstram um terço dos mais
incertos projetos de fúria.
A curiosa
poesia,
as
intensas
novidades,
os gemidos e
as
pálidas palavras que
pousam sobre os
possíveis e
potentes
pontos de
fé.
Quisera
demonstrar o afago nu. Quisera
compreender
os trechos mais insanos
e
consumir o riso
inda
em limítrofe
estado.
As pequenas mudanças,
os
sedentários
pactos,
as
contusas mordaças, os
olhares
secos - como
se
houvesse
construído um
fácil e débil
ensaio noturno.
As sínteses
mundanas,
as
caminhadas definitivamente secas, os
presságios que
inviabilizam os
joguetes
mais
comuns.
É noite. O sorriso
delicado, parcialmente
construído, é herança morta
que pousa sobre
o peito
em
visível agonia. As
passagens
comuns, os
gemidos clássicos,
as
instantâneas
farsas que
desenvolvem os
mais intensos relatos de febre.
Estes
projetos sem
forma,
presos e ao mesmo tempo
ígneos, consideram ser
possível desenvolver parte
dos
mais
terríveis
movimentos. Estes
projetos, intrusos, são apenas
recordações de um dia
amargo - tão
tênue que o riso, impostor, tornou-se
predador.
As caminhadas
distantes,
os
segredos
intrusos,
as
novidades que ofendem os
possíveis e
etéreos
caminhos que
seduzem parte
dos
mais ásperos contornos
que a noite
- tola - ousou
considerar.
Páginas
em branco, notícias que
nunca findam,
arestas
e
funcionais prólogos, e
díspares
notícias que ofendem
parte
deste
cínico valor
desnecessário.
A imprudente
conseqüência, os
verbos quase
sandios, as
pequenas e incertas, e
vulneráveis
muralhas que
sofrem o impacto do
nu tempo - este
alicerce definitivamente
inexorável!
Às vezes, tênue minuto, parte
deste
amor reage e não sabe como demonstrar afeto!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 25/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h42 AM
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Instabilidade 24/03/2006 05:46
Laços imperfeitos, conquistas
sandias, técnicas de dominação
que desenvolvem
um pequeno, mas rijo,
prelúdio de fé.
As hastes confusas, os
alicerces
imperfeitos, as
direções que monologam de
maneira nada
convencional e
estabelecem um
sem
par
número de sensações - todas,
observo, delicadamente
contusas!
Expressivos
diagnósticos,
criações
imparciais,
linhas e segredos,
e
complexos discursos que
vulgarizam
parte
de
um sem
par
número
de
tentativas - todas, analiso,
à procura dos gestos mais
que
perfeitos!
Não vejo melhores sensações. Não
vejo, também, conflitos
e
trechos que ousam
desestabilizar
um terço dos
gemidos há muito
erigidos. As
reais
afirmações, os
nomes mais impróprios,
as
poéticas e firmes, e
insones lembranças que
pousam sobre o peito
e
desenvolvem
os
seus mais tímidos
projetos.
Criara
as distantes
e
lúdicas
fantasias. Criara
os
imperfeitos e
desajeitados
movimentos. As
complexas
ações, os
contornos nada
ideológicos,
as
asperezas que
dialogam
de um modo bem
particular - como
se
possível fosse, no todo
ou em parte,
seduzir estes
gestos que
inda
sobrevivem.
O corpo, intruso,
reage ao menor dos
toques; os
cárceres, impuros,
seduzem e conversam com
os gemidos inda
possíveis; as
preces, tolas, inda
caminham com
delicadeza ao lado dos
gástricos prefácios
de
dor.
Há incerteza, condição
primitiva,
reação imprópria
que desenvolve
o seu
pálido projeto de
angústia.
Dormir sobre os ombros
macios representa
entrega. Abraçar a
crua poesia representa
instante. Fomentar os
gestos mais
firmes indica possessão - precária e às vezes inexorável!
Os
depoimentos
extraordinários,
as sedentárias
mudanças sem forma,
os covardes
pontos e as
indigestas
necessidades que reagem ao menor sinal de instabilidade.
Certos impulsos, irresponsáveis, desenvolvem pequenas tentativas de dor; certas mudanças, nuas, vulneram e absorvem o medo!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 24/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h47 AM
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Assim: nu e sem respostas 22/03/2006 05:23
Sobre o solo
nu
as
expressivas definições. São
paradoxais. São
firmes,
delicadas, complexas,
simples, precisas,
imprecisas...
Os pactos, os delírios inda
em forma
nua, os encontros e as passagens que
delicadamente desenvolvem
parte
deste
tísico e insone
movimento.
As respostas cínicas,
as precárias associações,
os dizeres - rijos - que
insistem em recorrer
aos mais ásperos movimentos
que o corpo
humano ousou desenvolver.
Quisera apenas
os
incertos diálogos. Causam-me
certa angústia, destroem
os restritos
monólogos, invadem e
cauterizam, e sublimam parte
deste
sintético e crível
desejo de culpa.
Predar os
gestos
mais
intensos talvez seja
insanidade. Predar as
ruas mais
secretas
talvez
revele
um pouco de mim. Predar
por predar
revela
hipocrisia - substancial
hoje em dia!
As
arestas
covardes, as
antíteses mais ímpares,
os gemidos e as mãos presas. Cada
poema, escrito como se fosse
possível desenvolver certa fobia, compreende
ser
necessário percorrer
um mil avos de algo sem vida. Os
prefácios mortos, as
secretas distâncias, os nefáveis
esboços que
sacrificam páginas e mais
páginas de um dia evidentemente
amaro.
Os debates
prontos,
as
incuráveis maneiras de
dizer que
é preciso revelar-se, os
abstratos
contornos que
formam e informam
a
realidade dos
gestos inda
delicados.
Respostas, sensações
inexatas,
contusas reflexões que invadem e
identificam os pequenos e
secos
monólogos - firmes,
intrusos...
Talvez devesse construir
alicerces nada
ortodoxos. Talvez
devesse
considerar que estes
passos revelam a identidade
há muito esquecida. Talvez
estas
manias, sóbrias, sejam próprias
de
quem iniciou um
frágil e
díspar consolo.
É errado
continuar sem
perceber-se. É errado
demonstrar afeto se
os passos teus inda
desenvolvem certas
hipérboles. É errado, bem sabemos. Contudo, precisamos desenvolver certa resistência aos gestos mais que bruscos!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 22/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h24 AM
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Conflitos, jogos e hipérboles 21/03/2006 05:13
Prantos nus,
estáticos contornos,
elos e respostas, e
significações que
desenvolvem um sem
par
número de
escolhas - aquelas tolas, presas
em qualquer vitrine!
Os sonhos omissos,
as sandias projeções,
as críticas
insensíveis,
as palavras de ordem,
as demonstrações
que cauterizam e
vulgarizam parte
deste
estático fim.
Apenas os sonhos
nada
abstratos. Foram
reais, contundentes,
devoradores. Minh'alma,
refém deste
silêncio, considera
ser
necessário vulnerar o
corpo e
tocar o que de nobre
existe.
A certeza
delicada, os
encontros primários,
as
jornadas d'alma que
covardemente
escolhem projetos
há muito
esquecidos.
O poeta, filho do tempo
e
da
agonia, ousa descansar - quiçá para
desenvolver, assim penso, um mil avos desta
crua e dispersa fantasia.
O crônio
prefácio,
as cínicas considerações,
os risos e as
formas, e os
encontros disformes que
desnecessariamente
estabelecem significados
há muito
tolos.
Perdera
estas
peças. Perdera
o tempo
e
ousei, mesmo assim, construir
alicerces
rijos - em nome, observo, da
sóbria e dispersa
poesia.
Novas palavras,
estáticos
contornos,
resíduos que pousam sobre as
análises mais vulgares. Talvez
devesse recuar, analiso. Talvez
devesse
escrever que os nomes mais delicados causam certa agonia naquele que, prostrado, ousou - mesmo assim - considerar a possibilidade do amor (estéril, em determinado momento!).
Os possíveis resultados não
foram
construídos com as
mais
certas e importantes
manifestações. Os
possíveis abraços não foram
oferecidos em momentos
de
carência. Perdera
o vínculo, a impressão
serena, os fatos e as respostas, e
os
constantes gemidos que
ofendem - a bem dizer da
verdade - as pálidas e indigestas
transformações. Os
risos mortos, as
pequenas
seduções,
as preces que
viabilizam os
momentos mais calmos.
À noite, parte deste
alicerce rijo transmuta-se e seduz o corpo inda em estado letárgico!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 21/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h16 AM
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Desafios 20/03/2006 04:45
... e os sonhos
mais críveis,
herança de um sem par número de
gestos, tocam
e
perturbam, com delicadeza, as
arestas
do nu e vivo sinal de
liberdade. Ah! A liberdade! Vaga,
incerta,
delicada e ao mesmo tempo
de uma postura bastante
heterodoxa - porquanto ousou, pela
vez primeira, consumir o riso
e
a
fácil impressão que toca
e
mutila minh'alma.
Os passos secos,
as amaras sensações,
os delicados gestos e os
pálidos trechos que
reagem ao menor sinal
de
lucidez - rara,
complexa, determinante!
É possível golpear a tez e
conumir o riso
inda em franco
desenvolvimento?
É possível, mesmo a
distância, compreender as
linhas mais que reais?
Os segredos abstratos,
as
complexas mordaças, os
gemidos e os
estáticos prefácios que
tocam e
invadem, e
monologam, a bem dizer da
verdade, com os
vivos e atemporais
relatos de febre. Ela, terçã
e
irreal, consome o corpo
e
fabrica ilusões há muito perdidas - porquanto
vivemos, lamentavelmente,
em um mundo seco, sem
viva. As
direções
estáticas, os
relativos
impulsos, as formas informes
que
conservam certo grau
de
liberdade - mesmo se for
para
tocar os
gestos nada convencionais.
As estáticas
digressões, os
princípios nucleares,
as
sedentárias
manhãs que evoluem com o
passar do dia.
Talvez fosse necessário
cauterizar as
vivas e delicadas, e poéticas
marcas que pelo
chão encontro. Talvez fosse
possível anestesiar
as
sandias e péssimas impressões.
Os gritos
imprecisos, as
direções fantásticas,
os resumos e as
prováveis
considerações que
alimentam os corpos
em
ebulição.
Devo considerar que os olhos teus,
vivos, devoram o corpo
nu? Devo entender que as
arestas
firmes são essenciais para quem
precisa
sobreviver?
As cardíacas
manifestações de febre, ou os restos
há muito guardados, formam
um vínculo praticamente indissolúvel. Estas
fantasias, intencionalmente fabricadas, são os gemidos, claros, que há muito esperei!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 20/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 09h47 AM
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Resíduos 19/03/2006 09:58
Apenas os gritos mais
que específicos. A dor
confusa, os gemidos clássicos,
as impressões teratológicas
que desenvolvem parte
de
um sem par
número de expectativas - aquelas deixadas ao lado do tolo
e
insuficiente afago.
Pequenas mudanças, letais
considerações, elos e
restritos passos que
jogam com os
vivos e
distantes, e complexos, e
amaros sinais de liberdade que
repousam sobre
o peito inda
em estado
nu.
As justificativas atemporais,
os comuns ensaios que não
fiz, as digressões, saudáveis,
que exercem profunda influência
sobre
os motivos mais nobres. Talvez
devesse considerar que os
vivos
embustes sejam melhores.
Talvez devesse considerar que
as tristes tentativas são
insuficientes para
demonstrar
o afago que se encerra.
As vitrines múltiplas,
as
críticas
proporções,
os conflitos
secos
que cauterizam, bem sei,
as
possíveis e raras
mudanças de humor.
Os nomes improváveis,
as
peças quase extintas,
as terminais
criações que
revelam muito dos
gestos perdidos.
As
sinuosas
ações, os intensos
monólogos,
as
secretas farsas, os
possíveis
relatos, os
nomes raros,
as terríveis
direções, os
abismos
secos, nossas presas - sempre
tão insensíveis ao
delicado toque!
Quisera
construir, a bem dizer da
verdade, o riso
nu. As estreitas
palavras, as imagens
sem forma, os passos
e
as mortais
expectativas que
vulgarizam os
pálidos passos - eles, intrusos,
há muito restritos!
Conflitos especiais
não revelam muito dos
gestos inda
em
franco
desenvolvimento. Revelam apenas
angústia - filha, é evidente, do
seco abismo e da delicada
ausência!
Revelar-se, bem sei, costuma
ser
árduo. Os
sonhos
estranhos,
as
complexas
direções, os
contornos que inda
exercem influência
sobre os gestos
nada ortodoxos.
O seco
império, as ruas
em franca decadência, as
pedras e as calçadas, e os
ígneos
prelúdios que inda
informam parte deste adeus.
Consumira, de fato, o seco ensaio!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 19/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 02h59 PM
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Peças mortas 18/03/2006 06:38
As leituras que
faço suficientes
não foram para sedar o corpo
em estado
quase nu.
As pequenas ações,
as
impressões inortodoxas,
as cruas e tímidas, e
distantes
razões sem-razão - a tocar
os ombros (como se
pudessem, a bem dizer da verdade,
consumir o riso nu que a todos
perturba!).
Lúcidas
páginas,
encontros secos, estáticos
conflitos que
monologam com
os
híbridos e
disformes momentos de
culpa. Quisera
apenas os estritos
minutos
de
liberdade. Quisera
apenas
os
delírios ímpares.
Os restritos flagelos
nus, as indivisíveis
sombras, os retalhos tolos
que
assolam os mesmos sinais
que pousam sobre
os
incertos e distantes
movimentos sem forma.
A sintética
crueza, os braços amargos,
os elementares
discursos que vulgarizam parte
dos
sonhos mais reais.
A bem dizer da verdade,
os cínicos projetos
de
felicidade estão guardados. Decodificá-los, penso, é
trabalho hercúleo - impróprio para quem ousou, pela
vez primeira, responder aos mais ásperos
minutos de liberdade!
Passos
ácidos, contusos
elementos, sinais e
pareceres
que
verbalizam de maneira
nada
comum. Os
cetrinos poemas, as
delicadas asperezas, os segredos e os passos, e as
instáveis contusões. Tudo
abstrato,
curioso, definitivamente
vil.
As
complexas
ruínas, as
sedentárias passagens,
os nomes e as
dispersas movimentações
que
soam como
se
delicadas fossem.
Apenas o peso que
toca e estabelece a complexa
e
distante forma de amar. Os
nomes
sem fulcro, as
ímpares
condições de
febre,
as
pequenas
e
sedentárias
manifestações que tocam e invadem, e confirmam
a
necessidade de romper com
os possíveis e
dinâmicos momentos de
liberdade - tão rara, meus amigos!
As
complexas
associações,
as
elementares nostalgias,
os
vínculos
que demonstram
apatia ao menor sinal de
fúria.
Talvez devesse cauterizar
os
sonhos mais vivos. Talvez devesse
resumir os aspectos mais tolos que monologam sobre o peito meu!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 18/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h39 AM
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Elementar 17/03/2006 06:11
Passos intrusos,
segredos tolos,
mínimas conversas que
vulneram e tocam, e
estabelecem um sem par
número de associações - covardes,
por sinal!
As asperezas, os
detalhes, as vitrines secas e os
complexos alicerces que, de
tão frios, fincam
bases
definitivamente rijas.
Os abismos que
existem, as
páginas tolas, os
nomes - covardes,
estáticos, dispersos pelo
nu solo!
Quisera compreender
as
estéreis manifestações
de
cólera.
Quisera caminhar sobre
as
insanas
e
diferentes
perspectivas. Mas as
linhas, intrusas,
golpeiam
a
tez e cauterizam, no todo
ou em parte, o resultado
há muito querido.
As confissões amargas,
as diferentes
poesias,
os gritos e
os minutos, e as
fronteiras cegas que
vulgarizam parte
dos
estáticos e críticos sinais
de
misericórdia.
As sombras
impróprias,
as
caminhadas secas,
os intempestivos
discursos que
sugerem dor e
desordem. Tudo
relativo - assim como
o amor (disforme
e
ao mesmo tempo conclusivo!).
As peças
sandias,
as
delicadas
ruínas, os fáceis contornos
que delicadamente exercem
influência sobre os
atos mais
nobres.
Perdera a
reação intrusa,
cauterizara
a
pequena chama,
submetera o corpo
ao suplício mais
inexato.
Mudar. As
impressões
são
feitas do material
mais deficitário. Mudar. As
evidências nada mais são
do que um impulso para
o desfecho de algo
sem valor. Mudar. As
caminhadas, inortodoxas,
são expressivas
em
essência.
Pequenas e rijas
formações,
gestos
e
impensáveis discursos,
pálidas
páginas que
deformam e
estabelecem
um sombrio e
hereditário
caminho.
Não vejo melhores
dscursos
tocarem as
arestas mais nobres. Não vejo,
também, segredos e impressões.
A confusa
farsa, os anseios
estratégicos,
as
incomuns
criações
que
deformam os
gestos mais
intensos.
À noite, quando os gemidos tocam o solo do lúgubre estertor, pequenas mudanças, críveis, desenvolvem o prólogo que poucos, em estado nu, denominam amor!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 17/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h13 AM
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Insensíveis linhas 16/03/2006 06:03
Contínuos
amplexos, sinais mais que intensos,
gestos e paradoxais testemunhos
que vulgarizam os mais
ásperos trechos de lucidez. A
caminhada inexata, os braços nada
rijos, as
pegadas e os abismos nus que
tocam e ousam, no
todo ou em parte,
cauterizar a viva
e
díspar
forma de amar.
Os depoimentos
incertos, as arestas
mais que
tolas, os pactos e
as vitrines secas que
estabelecem um
mil avos do que
pode
vir a ser este
instante de febre.
A crueza singular, as
estáticas e imortais
crises, os delírios que
repousam sobre os
embustes nada
precisos.
As relativas fantasias,
cruas e possíveis,
consomem restos e
formas, e estéreis passos
que um dia ousaram
pisar sobre
o campos inda
detalhados. O tempo
apagou a nobreza
dos atos. O tempo,
célere e implacável, é
figura
incompreensível. Mas
o
respeitamos - seja quem for!
Os intrusos
nomes que formam
páginas em branco,
as
distintas peças que anunciam
as
mais secas
palavras, as sombras que
minimizam os
ensaios que definitivamente não
fiz.
Cálidas
hipérboles,
linhas
últimas,
detalhes e sensações, e
expressivos
cárceres
que utilizam as mais vivas
formas de amar em nome dos
relativos e insólitos
desejos.
Culpa, poesia
lúgubre,
fácil espasmo. Os sonhos,
modernos e críticos,
preferem
conduzir os
rijos sinais de liberdade. Os
sonhos, arquétipos de nossa
monstruosidade, devoram
minh'alma e
tentam, segundo entendo,
criar uma defesa - mesmo as
mais
ineficazes.
A tétrica
descrição,
os sombrios
movimentos, as
quedas e os
trechos, e as
possíveis
manhãs que utilizam os
sonhos mais claros para
deformar a nostalgia mais
que
evidente.
É perigoso este
ensaio que não fiz. É perigoso
compreender os
obtusos sinais e
desenvolver algum tipo
de
fobia - ela, observo, sempre
tão
predadora!
Os locais mais incertos,
as íngremes formações, os
secretos passos que verbalizam
sem maiores detalhes. Preciso destas sínteses!
(Adriano Guia Ferraro, 30, 16/3/2006, Santos / São Paulo / Brasil)

Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h05 AM
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