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Os teus encantos 15/04/2006 07:14 Os corpos, nus, descansam. Formaram pactos, lideranças íntimas, projetos e expressões, e sinais mais que evidentes - quiçá para demonstrar, à luz dos gestos mais intensos, que amor (vivo e forte) carrega consigo um sem par número de expectativas. As lições íntimas, os prelúdios intrusos, as manhãs comuns e os laços mais que perfeitos - sempre, confesso, à procura do corpo alheio (intenso, delicado... mavioso!). Estas são as expressões que perturbam minh'alma. Perturbam porque este sentimento delicado, qual seja, o amor, tocou, pela vez primeira, os quebrantos e as justificativas mais que intensas - quiçá porque foi preciso, após um longo de período de espera, criar novas modalidades, novos passos, novas esperanças. O corpo, anteriormente acostumado aos verbos mais que insensíveis, deixou na boca nua o gosto da náusea; o corpo, quase sempre submisso, acordava com os passos secos, imprudentes... definitivamente sem vida. Estes eram os habituais manifestos que invadiam, a bem dizer da verdade, o corpo e parte d'alma. A outra metade eu guardava para uma ocasião perfeita - tão mágica que ousou acordar o poeta do habitual torpor. Um novo prelúdio, uma estrada sem retas, curvas... paralelas. Uma estrada, como disse, seca, sem vida. No entanto, por mais paradoxal que fosse, poética. Contudo, observo, saudades não posso nutrir de um tempo pretérito. Também não posso, segundo entendo, crucificá-lo - porquanto seria, no todo ou em parte, deveras injusto. Há um novo riso que brota nos lábios do poeta. Um riso que sibila, uma fronteira que ultrapassei (porquanto amo violentamente), um sinal que ousou traduzir, a bem dizer da verdade, os passos mais que seguros - diria prudentes, confesso. Estes novos ensaios, à luz da nova sensação de liberdade, caminham lado a lado com os gestos da mulher que amo. O seu nome: Simone! (Adriano Guia Ferraro, 30, 15/4/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h28 AM
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Indestrutível 14/04/2006 06:22 Os rumos mais concretos, as complexas mudanças, os laços perfeitos. Estes traços de liberdade, fisiológicos em essência, demonstram a possibilidade de se sentir o amor - este sentimento íntimo, poderoso, arrebatador (por vezes!). As pálidas sensações, divididas entre e certeza e os nus tormentos, desenvolvem - dentro de si - páginas e manifestos de um vínculo que aproxima os corpos e transmuta, bem sei, laços em poesia - a poesia que sempre quis escrever! Elos, passos seguros, demonstrações que pousam sobre a fronte cansada e perturbam - pelo menos uma vez ao dia - os sonhos mais que evidentes. Os braços, as pernas, o corpo inteiro em êxtase - sinal de que os gestos teus (de tão precisos) dialogam com os meus (inda aprendizes!). Preciso dos vivos ensaios. Preciso das justificativas. Preciso das urgentes sensações. Preciso do abraço, dos gemidos, do corpo inteiro - bem como, em primeiro lugar, do amor. Encontrei-o, a bem dizer da verdade! Todas estas manifestações são figuras que assombravam o meu passado incerto - porquanto não poderia prever o que futuro, este espaço de tempo indeterminado, reservou-me. O sol, hoje, é mais límpido - derrama, sobre o corpo meu, insinuações de que é preciso viver o amor. Basta, agora, superar a distância que nos separa. Isto não será obstáculo, asseguro-lhe. Os verbos mais intensos, as páginas mais brancas, a alva tez que demonstra afeto, compreensão, liberdade. Amo-a e não posso ocultar. Aliás: não devo! Reprimir o amor é - segundo observo - imprudência. Nossas preces, nossos delírios, nossos empreendimentos - tão vivos que superam, inclusive, as mais ásperas caminhadas. Aos poucos, percebo, estaremos assim: um ao lado do outro. Nada é quimera, descrição delirante, instabilidade emocional. Tudo é forte - porquanto senti, pela vez primeira, os gestos mais nobres. Este momento, maviosa Simone, é nosso! (Adriano Guia Ferraro, 30, 14/4/2006, Santos/São Paulo/Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h24 AM
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Nossas nuanças 13/04/2006 07:32 Vivos limites, linhas e formas, e complexas mudanças que alimentam o poeta e traduzem, bem sei, sinais do expressivo amor. Os poemas, nus em essência, caminham lado a lado com as vivas e intensas tentativas; os poemas, definitivamente verdadeiros, anunciam que é preciso amar, criar, desenvolver maneiras mais que expressivas para tocar o cerne do amor. Penso ter acertado, ninfa. Penso ter esboçado parte desta íntima sensação e conseguido, à luz dos mais intensos gestos, construir nossas particulares muralhas. As certezas que vulneram o poeta, as estradas que tocam os mais sandios amores, as limítrofes provações - sempre vivas, distintas, intensas... próprias. Amar a alma nua é, pelo menos para mim, certeza de que amor, este laço preciso, devora e conduz, e dialoga com os mais serenos minutos que a vida, maviosa, ousou construir. As palavras, as pegadas, os risos e os testemunhos que ouso presenciar - porque nos dizem respeito. Amo-a assim: de uma maneira tão forte que obstáculo algum, de titânio, não irá nos separar. A distância, ingrata, representa um passo maior, uma decisão que será, confesso, tomada. Amo-a. Por isso desenvolverei, a bem dizer da verdade, pegadas e evidentes sinais que servirão de rumo, mudança - positiva - em minh'alma. As linhas mais vivas, as concretas profecias, as evidentes sensações que tocam e desenvolvem, e demonstram o afeto - este laço especial (tão vivo, tão íntimo... tão nosso!). Às vezes, quando os sinais mais latentes teimam em desenvolver parte deste início vivo, o corpo - parte e ao mesmo tempo todo -, é matéria delicada (porquanto sentiu, necessariamente, as idiossincrasias do amor!). Amar os passos teus, criar sentenças e previsões, entender as suas particularidades. A bem dizer, sublime mulher, os gestos teus são simétricos - invadem, bem sei, linhas e expressões mais que delicadas! (Adriano Guia Ferraro, 30, 13/4/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h32 AM
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Para além da perfeição da rosa 12/04/2006 08:49 ... e as estradas mais perfeitas, intensas e sensíveis, ousam construir - à luz dos mais vivos sentimentos - sinais e fortes discursos (capazes de amar e sentir, e demonstrar todo o desejo que toca e invade, e conduz o poeta - este homem novo, definitivamente vivo!). As certezas que carrego comigo são especiais. Pertencem à magia do tempo. Por isso que nascer, crescer, gerar a prole e envelhecer pode ser prazeroso - se estivermos ao lado de quem amamos. Esta é a magia do tempo. E aliar-se a ele, penso, traduz serenidade, motivo mais que nobre. Façamos o seguinte: eu, poeta, que encontrei o amor, estou à disposição dos teus efeitos; eu, poeta, quero o cabelo grisalho - se for para estar ao seu lado, nua mulher! Este é o pacto que faço. Não há nada de mais em amadurecer. A fonte da juventude, atualmente muito bem descrita pelos mais notórios homens de ciência (ou como nos ensinou o conquistador espanhol Ponce de León), mostra-se impossível de realizar (por enquanto - o que me causa certo temor, devo asseverar!). Não somos de titânio. Por isso que nossas células, antes repletas de vida, envelhecem, isto é, oxidam. As palavras que deixamos desenvolver, quiçá por medo, capricho ou timidez, nunca mais poderão ser ditas; as palavras que deixamos ali, próximo de qualquer caixa (para um dia, quem sabe, ser externada), podem não mais importar - porquanto a vida pode findar. Sejamos melhores. Brindemos ao tempo - implacável, confesso. Esta é a estrutura que apresento. Estes são os caminhos que escolhi - vez que preciso, intensa simetria, dos gestos e carinhos, e trechos teus. Esta é a nossa história: viva, repleta de sonhos, sinais, projetos... Este é o clássico sinal que o tempo impõe a todos. Este é o clássico sinal que há muito esperei, a saber: amar, sentir e envelhecer ao seu lado, delicada Simone! (Adriano Guia Ferraro, 30, 12/4/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h50 PM
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Ela: perfeita! 11/04/2006 11:10 Encontrara as simétricas e vivas manifestações de angústia. Percebera a fronte fatigada. Preciso dos resultados. Preciso dos gestos teus. À noite, quando o riso delicado perturba o ambiente, minhas fantasias, de titânio, beiram ao extremo. Fabricam hipóteses, limites, exercem influência (inclusive) sobre as mudanças que presencio - mesmo a distância! A expectativa, os olhos que brilham, as manias e os manifestos, e as lúcidas percepções que dialogam e enfrentam cada resíduo, cada pedaço de afeto, cada sensação maviosa - devoradora, confesso! O corpo teu, intenso, é obra simétrica, sublimação. Fitá-lo, mesmo que por um breve momento, é tarefa áspera - porquanto quereria, a bem dizer da verdade, sentir (ao menos uma vez) os gestos, as palavras, os encontros, as necessidades elementares... o toque - sedoso, complexo, extraordinário! Estas justificativas, definitivamente embrionárias, não são capazes de descrever o que sinto. Estas justificativas, presas aos mais íntimos discursos, tentam desenvolver hipóteses para aquilo que é, em essência, admirável, vivo, crível! Minhas mãos, inseguras, tremem e não sabem o porquê; minhas mãos, escravas da escrita, tentam - a bem dizer da verdade - escrever e construir, com potentes palavras, pelo menos a síntese. Contudo, a síntese não basta. Não há, observo, exercício prático para este impulso que me devora. Amar, penso, vai além dos depoimentos, das expressões construídas, dos momentos - fortes - que ele, o amor, desenvolve. É preciso fabricar, à luz dos mais íntimos prefácios, um nome maior, uma tentativa para o que poderia vir a ser este sentimento sem par. Confesso: sinto-me impotente - criança à procura da mãe! Os olhos que vertem lágrimas, as imagens que passo a desenvolver, os contornos que passo a exercer - mesmo sabendo das mais íntimas dificuldades. Este poema, delírio meu, conforta-me! (Adriano Guia Ferraro, 30, 11/4/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 03h12 PM
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Nossos corpos 10/04/2006 14:22 A síntese não basta, confesso. Os olhares, as alegações, os minutos, as oportunidades... Tudo, enfim, caminha em direção a um novo começo - real, crível, intenso, p-o-é-t-i-c-o. Os ensaios, os nomes, as nuas e fortes poesias que denominam parte deste relato de febre - tão incerto que deformam o poeta e vulneram, a bem dizer da verdade, os corpos em eterna ebulição. Pactos, nudez precária, informes trechos que acompanham as tolas e incompreensíveis tentativas - elas, observo, presas à forma mais que irreal. Contudo, o amor venceu. Estabeleceu e construiu, ao redor, certezas e poemas, e insinuações que podem, bem sei, resolver - de vez - as vivas e eternas querelas. Vencemos, tênue mulher! Amor e poesia, e êxtase cerram fileira e caminham em direção aos mais concretos minutos que a vida, viva, ousou testemunhar. As esperanças, as novidades, a mulher que inda não toquei - porquanto a distância, sempre presente, castiga (de maneira irônica) os pares que se amam. Vamos nos tocar, confesso. Vamos preencher este abismo com as cores mais vivas. As rijas fantasias, os sedutores monólogos, as impressões que tocam minh'alma e anunciam, de maneira tímida, a capacidade de sentir o amor - pulsante, intenso, edificante, próprio, delicado... nosso! Estes conflitos, agora tão evidentes, devoram o poeta e fazem com que presencie, no todo ou em parte, o riso há muito esperado. A face límpida, as etéreas mãos, a delicadeza que seduziu o poeta e estabeleceu novas diretrizes - tão raras que probabilidade alguma pode ser estabelecida. Minhas linhas, hoje reais, conversam e dialogam, e presenciam as prováveis e ígneas formas de amar. São instrumentos, por vezes contusos, que simplificam e percebem os mais candentes temas. As próximas digressões, os ensaios que não fiz, as linhas ácidas. Tudo potente. Encontrara, bem sei, sinais do expressivo amor! (Adriano Guia Ferraro, 30, 10/4/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 06h23 PM
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Toque-me, maviosa mulher! 09/04/2006 13:16 Até os ombros mais sensíveis suportam o mundo. A poesia sem rumo, as estradas fiéis, as nuas e insones, e delicadas perspectivas que vulgarizam e professam parte deste sintético e comum acordo - tão raro, doméstico (por vezes!). A expectativa sem par, as direções instáveis, os cínicos e intrusos, e pequenos movimentos que invadem os vivos e elementares dizeres - eles, observo, fruto de um pequeno (contudo, febril!) projeto de cólera. A dimensão dos verbos, os encontros sedutores, as respectivas fantasias que reagem e ousam tecer parte de um momento nada comum. São os poemas. São intrusos que percebem a necessidade de amar e que desenvolvem, mesmo a distância, gestos quase atemporais - próprios dos amantes (delicados e ao mesmo tempo selvagens!). Estas simples páginas, estes critérios nada ortodoxos, estas públicas e incondicionadas reações que devoram o corpo em estado quase vegetativo. Ousei, pela vez primeira, demonstrar a síntese como um todo. Falhara. As expressões jogam pedaços de papel do alto de qualquer edifício. Juntá-los, penso, será impossível. Eis a função do amor, da poesia... do menino poeta. Aprendeu que as impressões mais simples estão revestidas de uma forte emoção - indescritível, poderosa... viva! Por isso que toca e invade, e sintetiza, e demonstra - mesmo após horas - o significado do amor (este argumento desconhecido, sensível... íntimo!). As secretas fantasias, os passos que ousei demonstrar, as notórias discussões que pairam sobre a fronte - sem, no entanto, pesar. Críticos elementos, sinais evidentes, movimentos e diagnósticos que podem ser percebidos apenas por quem ama. As inocentes direções, os caminhos mais delicados, as antíteses que vulneram os mais intensos delírios. Parte mim, ígnea, ousou construir alicerces rijos; a outra parte, segura, fortaleceu os laços e criou a impressão mais que real! (Adriano Guia Ferraro, 30, 09/4/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 05h19 PM
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Restos 08/04/2006 07:22 Um toque suave, sínteses intensas, paradoxos e circunstâncias que vulgarizam parte deste sintético instrumento de fúria. As caminhadas hostis, os lúcidos e delicados poemas, as sensações que percorrem os corpos em ebulição. Estes gestos, firmes e decididos, são forma e prelúdio que demonstram a necessidade do amor. Estes caminhos, constantes, tocam a crua mudança e estabelecem parte deste criterioso afago. Estas simetrias, condenáveis por vezes, anunciam as primárias e vivas fantasias de titânio. Criações teratológicas, demonstrações ilógicas, gritos de liberdade que ousam ferir os embustes primeiros - eles, observo, condenados à nua e insone decadência! O áspero efeito, as distantes farsas, os estruturais caminhos que deformam as incidentais mudanças de humor. Estes paradoxos tênues, construídos de maneira imprópria, reagem ao menor sinal de temeridade. Vazio, opaco, simples, contuso, obscuro, delicado... Cada pedaço de fúria, destacado do corpo como se possível fosse romper com as estruturas há muito erigidas, toca o solo seco e demonstra - no todo ou em parte - as sensações que restaram. As circunstâncias primitivas, os ensaios tolos, as terminais farsas - presas à intimidade dos gestos mais que passionais! Destrutivo prelúdio, incerto caminho, díspar sensação que pousa sobre o peito inda em letárgico estado. Precário, intruso, mágico, sedutor, amoral, cínico, crítico, provável. As mesmas complicações formam poemas e expressivas direções. Os mesmos ritos, complexos em essência, criam e fortalecem os relativos presságios de fé. As mesmas impressões, delicadamente fabricadas, obedecem aos impulsos nada comuns. Sinuosos prantos, incidentais abismos, cárceres que monologam de maneira áspera, risos e relações estreitas. Intenso movimento, oculto pranto, vulgar síntese - própria, inexata, destrutiva! Estas linhas, nua menina, destrutivas! (Adriano Guia Ferraro, 30, 08/4/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h23 AM
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Constantes 07/04/2006 10:57 Os movimentos nus, as estradas complexas, os sinais mais que puros, as conversas, os poemas, as linhas sedutoras - próprias de quem, em estado vivo, ousou construir parte desta síntese que aos poucos me toca. Estruturas irreais, fáceis momentos, épocas secas que traduzem um sem par número de fantasias e que pousam delicadamente sobre o peito inda em letárgico estado. As conversas primeiras, fruto de um pequeno - mas rijo - testemunho, formam alianças nunca imaginadas. As poesias, as fronteiras intrusas, as cicatrizes que percorrem os gemidos mais que nus. A bem da verdade, sóbrio minuto, estes gestos irracionais sustentam uma gama de necessidades; a bem dizer da verdade, intenso movimento, os passos - de ferro - inda exercem influência sobre os gritos perdidos; a bem dizer, síntese crua, parte destes relativos movimentos íntimos inda conversam - ou tentam, no todo ou em parte, construir estradas e poemas, e sinais, e pálidas construções que tocam a fronte evidentemente fatigada. Estas precárias semelhanças, aliadas à tola e incognoscível mudança, fornecem subsíduos e conflitos dos mais ásperos. Pousam sobre as mãos, segundo observo, os pequenos e insustentáveis tormentos; pousam sobre os gélidos gestos as tentativas de aço que não mais tecem resultado prático algum; pousam sobre as vitrines, menino, as cínicas e torpes irresponsabilidades. Os desejos firmes, as preces voluntárias, secretos e dispersos, e tênues motivos que brindam aos mais incríveis momentos de dor. Estes laços, parciais e herméticos, conversam e fornecem os mais intensos relatos de febre; estes decadentes prólogos, erigidos a partir dos cítricos impulsos, resolvem demonstrar a necessidade do vivo e potente afeto. Os instrumentos contundentes, as justificativas finais, os extremos projetos. Sobre os corpos, pérfido rito, sinais de um tempo morto! (Adriano Guia Ferraro, 30, 07/4/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 02h58 PM
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Indisponível 06/04/2006 07:15 As mãos trêmulas insistem em demonstrar afago. Falham. Os resíduos, as palavras secas, os tristes ensaios que compreendem parte deste sintético e impreciso grito. Às vezes, o vivo limite de sanidade, preso de maneira evidentemente grosseira, seduz o riso, estabelece momentos de dor, descreve (no todo ou em parte) um pequeno, mas rijo, sinal de lucidez. O corpo, nu, silencia. As pegadas deixadas pelo chão arenoso, os insultos relativos, as poesias que exercem pacíficas influências sobre o peito seco. Estes caminhos, ordinários e definitivos, preenchem a lacuna existente; estes desejos, brutos, são apenas o resultado nada comum; estas cicatrizes tolas, divididas de maneira irreal, zombam dos gestos e cauterizam - a bem dizer da verdade - as possíveis e dispersas mudanças de humor. Os lúcidos poemas, as armadilhas de ferro, o grito preso que reage ao menor sinal de dor - à procura, bem sei, dos gemidos há muito perdidos. Estas inexatas peças, construídas com entusiasmo, fenecem ao menor dos toques; estas presas, visivelmente frágeis, sintetizam os sinais mais que evidentes. A pálida poesia, os embustes, as quimeras que anestesiam os relatos nada convencionais. Estas incertezas, públicas e de titânio, ofendem os risos, os gestos, as intensas e necessárias formas de amar. O restrito ensaio, o testemunho seco, as pequenas e hereditárias formações que anunciam a necessidade de criar um disperso e inseguro momento de felicidade. As carências díspares, os instáveis alicerces, as prováveis direções que fabricam os seus mais injustificáveis impulsos - tolos, distantes... irreconhecíveis! As mãos nuas não são próprias, seguras, quietas. As mãos, menino poeta, tremem e não sabem o porquê. Sobre os trajetos que inda desconheço, um riso nu invade a determina a possibilidade do amor. Sobre o peito, observo, conversas e nada mais! (Adriano Guia Ferraro, 30, 06/4/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h16 AM
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Protestos 05/04/2006 07:23 Observe os gélidos passos que tocam e cauterizam as incertas e amaras direções. Eles, em essência, derreteram. Caminhos, agora, apenas aqueles gravados na memória. Caso ela falhe, estaremos mortos. A angústia que toca o peito, as insinuações mais que prováveis, os nomes e as tórridas mudanças que se socorrem aos mais intensos momentos de lucidez. A poesia sem forma, os comandos voluntários, as específicas dores que cauterizam e vulneram - bem sei - os limites mais que evidentes. À noite, este objetivo nu desenvolve certa apatia pelos instantes nada convencionais; à noite, estas plumas tocam os rostos que inda reconhecem a necessidade de amar; à noite, um terço dos gemidos - secos - reage ao menor dos sinais. Apenas um flagelo tolo toca e estrutura parcialmente dividida. Apenas o relato febril demonstra a possibilidade de reconhecer a frágil e intensa devoção. Apenas os ritos, parcialmente nus, consomem mudanças e estertores, e díspares movimentos que o corpo - incoerente - ousou perceber. As pegadas e as mãos, e as fáceis mudanças - intrusas - resolvem desenvolver a pequena e distante maneira de romper com os cálidos e incoerentes momentos de dor. A subtração precária, as sintéticas provações, os nomes irreais que desenvolvem parte dos mesmos minutos que anteriormente ousei demonstrar. Irreal, sem expressão, confuso, contuso, seco, pálido, abstrato, impróprio. Os dizeres, feitos com os materiais mais delicados, pousam sobre o corpo e monologam um sem par número de associações. É evidente este temor. É evidente esta cólera incomum. É evidente este desfecho quase suicida. Não posso recusar as certezas que tocam minh'alma. Não posso escrever sobre suicídios se inda não provei - no próprio corpo - a sensação de quase morte. Não posso... Estes critérios, lúcidos e ordinários, seduziram parte da viva maneira de amar! (Adriano Guia Ferraro, 30, 05/4/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h24 AM
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Molduras 04/04/2006 07:49 As estratégias amargas, os sonhos mais belos, as caminhadas mais delirantes que pousam sobre os gestos cada vez mais impertinentes. Os testemunhos inválidos, as conquistas mais irreais, as sentenças próprias e inviáveis que devoram os passos e anunciam ser necessário cauterizar as linhas nada convencionais. Relatos, desfechos, nudez precária. Estes ensaios, possivelmente crus, desenvolveram certa fobia. Os pontos específicos, as mordaças intensas, os risos e as condições primárias que rondam os mais intensos e significativos presságios que o corpo ousa deduzir. As impressões serenas, as amaras palavras, os encontros e as injustificáveis digressões que pousam sobre os ambientes mais secos e deturpam os mais incertos prelúdios. Estes laços, imperfeitos, caminham com delicadeza e protestam pela necessidade de amar os gestos mais intensos; estas complexas formas, sóbrias, indagam se os gestos imersos são hereditários. As pequenas ruínas, os ensaios que não fiz, as palavras serenas que pousam sobre as tentativas mais que ortodoxas... Embuste, insegurança, covardia tênue que devora as incertas e concretas, e específicas mudanças. Estes paradoxos, definitivamente vivos, conduzem os gestos e examinam a possibilidade nada convencional. Declínio, espasmos musculares, sensações que tocam as precisas e relativas formas de amar. Declínio, sinais da mais firme abiose, relações que caminham em direção ao abismo torto - possivelmente construído à luz dos fracassos iminentes. Os gestos, as palavras, as preces, as insânias, os modelos, as arestas, os segredos, as imagens, os sinais, os passos, os pactos, as reações, as probabilidades - sempre próximas do corpo e distante d'alma! Linhas incompletas, estradas mais que evidentes, circuitos que se fecham e procuram desenvolver o riso há muito perdido. A bem dizer, nua mulher, rogo-lhe: devora-me, sinuosa tez! (Adriano Guia Ferraro, 30, 04/4/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h50 AM
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Domínio 03/04/2006 06:05 Um trecho de saudade parece querer devorar o peito e suspender a dor que ora se apresenta. As instáveis afirmações, os nus pactos, as linhas mais que reais e que determinam possibilidades e ensaios, e nuas medidas, e pequenos impérios, e ásperos gritos... À noite, o o restrito riso é matéria informe que procura o corpo e ousa seduzir a ruína e os candidatos à torpeza habitual; à noite, os sonhos e os devaneios, e os laços nada convencionais suportam o peso dos amaros critérios. Caem os resultados. Cai a poesia. Caem os discursos. A justificativa sem nome, as incríveis tempestades, as únicas manhãs que respondem categoricamente aos desejos mais incertos... Sem nexo. Sem vida. Sem critérios e escolhas capazes de compreender a tentativa que toca o peito e direciona a tola e imutável forma de amar. São resíduos, imagens desnecessárias, linhas e respostas, e singulares expressões que dominam os mais intensos gestos em vida. As poesias pelo chão, de tão pálidas, formam vitrines frágeis; as poesias, tolas, enfrentam os sinais de um tempo cada vez mais seco. Descansa sobre a fronte um pedaço de ferro fundido. Trata-se de uma coroa - símbolo da decadência, do medo, do falso respeito. A majestade não é feita do rijo material. A majestade é humana, forma humana. E, por isso, sujeita a sem par número de erros e acertos. Bons reis, observo, nunca existiram. Bons reis, observo, são ficções que tocam a esperança e animam os seres de boa vontade. Teratologias, conceituações imprecisas, diálogos e monólogos, e fantasias, e plumas, e pequenas etiquetas que despertam a curiosidade por um ambiente deveras sofisticado. Por isso ruiu. Basta olhar a raiz da palavra. Por isso caminhou e desenvolveu, de modo bem lúcido, o último dos estertores. Contudo, em poucos lugares inda resistem reis, rainhas... impérios. À noite, penso, não seremos amigos do rei! (Adriano Guia Ferraro, 30, 03/4/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h06 AM
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Hastes 02/04/2006 07:44 As doces sensações caminham com os gestos perdidos. Não observo reações próprias, paradoxos amaros, ruínas e estáticas semelhanças que pousam sobre os pequenos e horizontais minutos sem força. As imprecisas denominações, os rascunhos mais nus, as crianças quase mortas, os empenhos mais intensos, as limítrofes ruínas, os passos que se perdem, o riso que se estende para além das insânias particularmente erigidas. Vivos amores, pálidas mudanças que enfrentam os medos mais sinceros, secretas nostalgias, instantes de fé... Certos abismos, correspondentes dos mais expressivos gestos que em vida pude encontrar, anunciam a grande notícia. Devo recuar, resumir e sentir o corpo tocar a concreta e ingrata simetria. Não são valores, expressões, dias e noites, e íntimas condições. São passos que pousam serenamente sobre o solo nu - este resíduo seco que demonstra, timidamente, a necessidade de amar o riso e a loucura inda em evidência (sepulcra evidência!). Gástricos objetivos, linhas tradicionais, encontros e desencontros, e resumos mais impróprios que simplificam a vida e ousam assegurar a necessidade de romper com os laços mais que perfeitos. Tardio. Instável. Terrível, a bem dizer. As provações não passam de tentativa infrutífera. Os comandos, definitivamente irreais, manifestam certos ensaios quando a crueza dos gemidos - falha - ousa desenvolver, com prudência, a liberdade há muito sentida. Mas o peito, fatigado, prostra-se. Vazio, instável, delirante, poético - observo! Linhas e estáticos prelúdios, conversas únicas e pálidas sensações, obtusos ritos e ineficazes mudanças. O corpo pára. As mudanças mais ortodoxas ousam continuar. Perceba os movimentos, poeta. As respostas, breves e secas - como devem ser - não fazem coro com os mais hábeis retores (como oportunamente disse). As respostas, poeta, são feitas do extraordinário material! (Adriano Guia Ferraro, 30, 02/4/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h45 AM
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Eternos ensaios 01/04/2006 07:17 Este instante de saudade devora o meu peito. As estratégias montadas, os passos e as específicas tentativas que golpeiam a tez e consomem, timidamente, os resultados nada favoráveis. Os impulsos poéticos, as complexas incertezas, os laços impróprios que (de)formam as urgentes e necessárias formas de amar. O riso nu, as manhãs ímpares, os sonhos mais belos que conversam com os tolos e ingratos projetos de fúria. Cada justificativa, de titânio, é apenas um relato de febre que devora o corpo e comprime a alma; cada desejo, ígneo, é forma que toca e desenvolve o riso nada comum; cada justificativa, concluo, é delicada, possível, íntima, vulnerável... poética - ao menos para mim! Os ombros teus, as pálidas circunstâncias, os nomes e as tentativas que insistem em desenvolver parte deste incerto resíduo que dialoga e estabelece o afago como resposta - crível resposta! As manhãs intensas, os corpos que se entrelaçam, as preces mais precisas que ousam construir ao lado do outro o grito de liberdade há muito guardado. Os estratagemas, as conquistas de veludo, os olhares que se tocam e ousam demonstrar veracidade - ao menos uma vez! Sínteses, linhas, trechos e especiais delírios, e comuns reações que impedem um maior retrato. Estas ações, evidentemente sandias, caminham com delicadeza e submetem o corpo à provação necessária. Os pactos, as secretas fantasias, os prefácios nus que experimentam compreender parte deste vivo e amaro desejo - tão próprio, seco... insone! Às vezes, parte desta singular hipérbole seduz o poeta e ousa demonstrar que a verdade - viva e intensa - é forja capaz de moldar os mais perversos argumentos; às vezes, nua mulher, parte de mim, instável e definitivamente sem forma, caminha sem rumo. Procurá-lo, quando os olhos mais vivos inda insistem em guiar o corpo nu... Devo, bem sei, consumir parte deste cético desfecho! (Adriano Guia Ferraro, 30, 01º/4/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 12h19 PM
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