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Projetos, futuro, vitória 03/05/2006 07:19 Linhas, tumultos, expressões e nuas mudanças que informam parte deste riso parcialmente destruído. A sensação de independência, os limites mais que intensos, a poesia que devora o riso e fortalece a tola e incerta mudança de humor. Os risos, as fortes conquistas, as palavras e os movimentos que ouso desenvolver ao lado de quem amo - porquanto tocar a rosa nua, repleta de significados, é a expressão mais firme, o grito mais belo, a simetria mais completa. Estes são os detalhes que enxergo. Estas são as manifestações de angústia que encontro ao seu lado. Poemas, jornais, limites e serenas sensações que golpeiam a face e tocam os significados mais belos. Quisera responder aos mais intensos movimentos. E, neste momento, o faço - porquanto aprendi a dar valor aos mais íntimos passos (conquistados de maneira nada comum!). Amo as seguras demonstrações de afeto. Amo as primeiras inovações que o corpo fabricou. Pela vez primeira posso combater, sem o auxílio de qualquer alopatia, os reveses que surgirão. E vencerei - tenho certeza! É preciso criar resistência e compreender a dimensão deste novo mundo. É preciso considerar que o corpo precisa experimentar certa dose de liberdade - vez que durante um considerável número de anos fiquei preso em mim mesmo (alheio, inclusive, aos mais íntimos desejos!). Contudo, esta postura castradora, quiçá imposta pelo excesso de zelo dos pais, fez com que ousasse desbastar as mais resistentes muralhas - mesmo que veladamente! Novo. Pronto para lidar com detalhes esguios, com as mais várias nuanças, com a vida - por assim dizer! E posso tudo, agora, porque ousei construir ao meu redor um detalhe diferente. Detalhe tão intenso que ofusca qualquer argumentação (por mais viva que seja!). À noite, seremos apenas nós - a construir, um ao lado do outro, bases definitivamente rijas! (Adriano Guia Ferraro, 30, 03/5/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 11h21 AM
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Descobertas 02/05/2006 06:45 Um dia intenso, uma forma de amar, o riso que toca a fronte cansada e estabelece um sem par número de expressões - expressões vivas (porquanto sentir o amor é algo que não posso descrever!). Os depoimentos que tocam o corpo bruto desenvolvem as suas mais intensas cobranças. Exercem influência, desenvolvem prefácios (edificantes, observo), concluem que é necessário construir a viva e intrusa forma de amar. Este impulso íntimo, estas arestas que são aparadas, estes detalhes tão precisos que envolvem o corpo e submetem a alma às mais vivas provações. Estamos aqui. Um a olhar para o outro. Minhas pernas confundem-se com as suas e não vejo nada de errado nisso. É um sabor indescritível estar no outro - mesmo que por breves momentos. É um sabor ímpar acompanhar os passos mais que intensos e desenvolver certas mudanças, certos aspectos que tocam a face nua - a esperar, confesso, pelo beijo da manhã (terno, analiso). As expressões que o corpo faz quando se contrai são únicas. Contraímo-nos, exercemos um controle tão intenso que o corpo, agora em êxtase, conserva dentro de si as mudanças mais que produtivas - diria para além d'alma! Ouso estar aqui, ao seu lado. Ouso porque em determinado momento as luzes mais sinceras pousaram sobre a fronte e esclareceram a boa nova: amar, observo, independe da distância. Amar é força que consome o corpo e o impulsiona para além a vida - este dom tão raro! Quisera compreender os gestos mais que intensos. Sou humano. E por isso sinto a necessidade de pintar o mais belo dos quadros - mesmo sendo incapaz de retratar a mais bela das flores. Contudo, faço-o através da poesia - movimento, intensidade... mudança de postura! As mínimas e secretas paixões hoje dão lugar aos gestos mais que reais. Os meus abismos estão sepultados. Posso dizer que a minha caminhada será mais suave porque tenho você, Simone! (Adriano Guia Ferraro, 30, 02/5/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 10h47 AM
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Segurança 01/05/2006 08:39 A estrutura viva, as condições primárias que devoram os pactos e os minutos, e as fantásticas histórias. Estes projetos, estas formas fortes, estes contrastes que minimizam qualquer movimento em falso. Vivo, finalmente. Os olhares teus, devoradores, são fortes o suficiente para conduzir o corpo meu aos lugares mais seguros. Amar o amor, sentir a poesia, construir os vivos gestos e reagir ao menor dos impulsos. Devemos apenas a nós esta nova mudança. Devemos apenas a nós a vitória conseguida. Um acreditou no outro - porque sabíamos da necessidade de vencer! Os olhos mais que íntimos, a figura da mulher que me devora, as sensações que passo a observar após os mais intensos diálogos - como se fosse preciso dialogar com a pessoa que amo. Amar os vestidos mais lindos que a nua ninfa coloca, amar as erupções que enxergo pelo corpo (porquanto o amor, vivo, é forte o suficiente para nectarizar os amantes), amar as demonstrações de afeto - mesmo aquelas que tocam a face trêmula (resultado do pranto incontido!). Estes sinais são belos em essência e passo a cultivá-los de uma maneira bem especial. Estes sinais são tão belos que os carrego comigo. Sentir, amar, demonstrar o afeto que percorre o corpo ao menor sinal de instabilidade. Amar é preciso porque sentir o riso tocar a face sisuda não tem preço. Face amargurada. Face que esperou o amor por mais de dez anos. Passei a escrever, inclusive, que o poeta não foi talhado para sentir a recíproca do amor - porquanto minhas dores, nuas e existenciais, conduziam-me ao abismo. Ele era frio, arenoso, sem cores. E ousei, mesmo debilitado, caminhar. Encontrei novas cores. Cores primárias. Dignas, observo, do artista que toca o pincel e deseja, avidamente, captar a cor mais que perfeita. As sensações que estão ao lado do poema são únicas. As sensações, Simone, mantiveram-me vivo! (Adriano Guia Ferraro, 30, 01º/5/2006, Santos / São Paulo / Brasil)
Escrito por Adriano Guia Ferraro às 01h12 PM
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